(Des) governo Pezão enfia a tesoura nas universidades estaduais

A notícia abaixo é um aviso de que a situação precária que a UENF e as demais universidades estaduais fluminenses viveram em 2014 vai piorar bastante em 2015!  De cara, a UENF que já vive problemas para pagar até bolsas estudantis deverá atravessar uma crise sem precedentes, aumentando atrasos já ocorridos no pagamento de serviços terceirizados como segurança e limpeza.

O interessante nisso tudo é que Pezão não passa nem próximo de acabar com as isenções fiscais que foram aprovadas nos últimos 8 anos e que representam uma sangria bilionária na coleta de receita no Rio de Janeiro.

Mas o que importa é que com esses cortes, o ano de 2015 será marcado por graves dificuldades na UENF. A ver!

 

Pezão corta mais de R$ 144 milhões em verbas de universidades estaduais

Uerj teve R$ 91 milhões em verbas retidas
Uerj teve R$ 91 milhões em verbas retidas Foto: Alexandre Cassiano / 25.08.2014
Djalma Oliveira

As universidades não escaparam da contenção de despesas do governo do estado. A Universidade do Estado do Rio (Uerj), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) tiveram, ao todo, mais de R$ 144 milhões em verbas retidas como parte das medidas de economia. Essa redução de recursos pode comprometer projetos de expansão. “A Uerj, por exemplo, tem planos de ampliar a interiorização, abrindo uma faculdade de Arquitetura em Petrópolis e uma unidade (outra) na Baixada Fluminense. É claro que (a redução dos recursos) vai afetar”, afirmou o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), Antonio Virgínio Fernandes.

Antes dos cortes, a Uerj já havia encerrado 2014 com dificuldades financeiras, sendo obrigada a antecipar o recesso, em virtude do atraso no pagamento a prestadores de serviços.

Uerj teve R$ 91 milhões em verbas retidas

A Uerj, que, pelo orçamento do estado para este ano, teria R$ 1,2 bilhão para gastos e investimentos, teve R$ 91,3 milhões retidos. A universidade informou que se trata de um contingenciamento de recursos e não comentou sobre os projetos que poderiam ser adiados ou cancelados com a redução nas receitas, alegando que o assunto está sendo estudado.

FONTE:  http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/pezao-corta-mais-de-144-milhoes-em-verbas-de-universidades-estaduais-15206448.html#ixzz3QPOE5JJE

DCE da UENF aproveita protesto dos servidores para cobrar de Pezão os 6% do orçamento para as universidades estaduais

Estudantes ligados ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UENF aproveitaram o protesto que ocorreu nesta manhã na entrada do campus Leonel Brizola para cobrar do (des) governador Luiz Fernando Pezão que sancione a emenda aprovada pela ALERJ que destina 6% do orçamento estadual de 2015 para financiar as universidades estaduais.

Não custa lembrar que a UENF está neste momento com os telefones cortados e devendo a várias empresas que prestam serviços para universidade por não ter recursos liberados para honrar seus compromissos financeiros.

Para quem ainda não assinou, há uma petição pública no Avaaz.org que cobra justamente essa sanção por parte do (des) governador Pezão. Quem quiser assinar esta petição basta acessar (Aqui!)

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Sérgio Cabral,Pezão e Eduardo Paes transformam o Rio de Janeiro em terra devastada

Tudo era uma maravilha para o PMDB do Rio de Janeiro até as manifestações de junho de 2013. Seus líderes nos mais altos postos de governo, tanto na cidade como no estado, viviam um sonho de popularidade turbinado por muita mídia simpática e bilhões do governo federal. De quebra, havia a miragem das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que lançavam uma falsa aura de segurança que acalmava os nervos da classe média, enquanto criava uma igualmente falsa sensação de que as favelas caricas haviam sido “pacificadas”.

Mas dai vieram as manifestações e o assassinato do pedreiro Amarildo não pode ser empurrado para debaixo do tapete como outros tantos haviam sido, apenas para as vítimas serem empurradas para debaixo do mais obscuro véu do esquecimento. E depois disso, o funcionalismo estadual que ficara paralisado e asfixiado por anos de anos de corrosão salarial decidiu sair de seu silêncio e também ganhar as ruas. Foi ai que apareceu a verdadeira face da política de (in) segurança comandada pela dupla Cabral/Pezão e operacionalizada pelo então inatingível e quase candidato a qualquer coisa que quisesse José Maria Beltrame. Essa mistura heterogênea de fatos é que começou a corroer a fantasia criada para dar ao cidadão fluminense a sensação de que os anos dourados haviam voltado.

E hoje o que temos no Rio de Janeiro? Para começar se vê que tudo o que se anunciava não passava de um castelo de areia construído na beira do mar. As UPPs estão caindo pelos tamancos, a especulação imobiliária transformou a cidade do Rio de Janeiro numa das mais caras do planeta, sem que haja quaisquer garantias de mobilidade já que os serviços públicos de massa estão em condição falimentar, apesar dos preços extorsivos que são cobrados dos usuários.

Além disso, a falência das políticas ambientais que está sintetizada na vergonhosa situação da Baía da Guanabara, mas que possui exemplos igualmente gritantes como o do Porto do Açu, implicou na criação de um processo de degradação ambiental que cedo ou tarde (talvez mais cedo do que gostaríamos) irá criar uma situação semelhante ou até pior do que está sendo vivido na capital de São Paulo. É que além da expansão desenfreada dos plantios de eucalipto, os nossos principais mananciais continuam sendo usados e poluídos sem que haja qualquer esforço para conter e disciplinar essa devastação toda.

Se olharmos para as universidades estaduais, instituições que poderiam gerar o conhecimento necessário e contribuir para a formulação de políticas estratégicas para as diversas áreas que citei, veremos que nelas se concentra o suprassumo da capacidade de destruição dos que eu classifico como (des) governantes do Ri de Janeiro. É que após os quase oito anos seguidos de Cabral e Pezão, as universidades estaduais fluminenses estão em verdadeira petição de miséria, com servidores extremamente mal pagos e com sua condições básicas de funcionamento totalmente comprometidas. Em função disso, as três instituições (UENF, UERJ e UEZO) estão mais para pacientes terminais colocadas em alguma UTI de hospital privado custeado pelo SUS (que normalmente são piores do que as dos públicos!) do que para centros emanadores de pensamento qualificado.

Esse quadro pode parecer radical demais, mas é apenas uma pálida aquarela do que se vive num Rio de Janeiro que se transformou em terra arrasada para a maioria da sua população, e um reino encantado para aquela parcela mínima de super ricos que só transita de helicópteros, como a dupla Cabral/Pezão. 

A crise da C&T fluminense não é só financeira, mas de falta de projeto

 Os apoiadores do (des) governo Cabral/Pezão vivem alardeando que nunca se investiu tanto em ciência e tecnologia no Rio de Janeiro. Além disso não ser verdade, há que se convir que nada explica o fato de que todo o investimento feito em Ciência e Tecnologia no Rio de Janeiro seja apenas um quarto do que disponível em São Paulo, por exemplo. Afinal, apesar de não sermos tão ricos quanto nossos vizinhos, o Rio de Janeiro é a segunda economia da federação, e não se explica apenas pelo aspecto financeiro tamanha desproporção de investimentos.

Além disso, como alguém que acompanha a situação global do desempenho da C&T, vejo que parte do crescimento do orçamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) se deu à custa do encurtamento do orçamento das universidades, o que prejudicou a situação tanto das universidades como da própria fundação. É que nessa política de cobertor curto, ficamos com uma perda de autonomia financeira nas universidades e um desvirtuamento do papel da fundação. Basta notar quanto do montante investido pela FAPERJ se deu na forma de verba descentralizada para as universidades. Assim, vejo que o aparente crescimento do investimento não ocorreu de fato, pois o montante final acabou sendo basicamente o mesmo. Aliás, algo que é preciso ser ressaltado é que não temos nenhuma forma de controle sobre onde é gasto aquilo que se diz ter sido gasto em C&T. De quebra, a capacidade das Instituições de Ensino Superior estaduais de decidir de forma autônoma os seus eixos de pesquisa também se tornou praticamente nula. Além disso, tenho informações seguras de que a UENF está perdendo espaço em determinadas ações de descentralização financeira dentro da FAPERJ, dada a capacidade maior de pressão que o reitor da UERJ possui.

Por outro lado, a profusão de editais lançados pela FAPERJ à guisa de diversificar seu portfólio de áreas gerou uma prática nefasta para os pesquisadores que é de se cortar quase sempre 50% do que é solicitado, o que compromete a qualidade das pesquisas que, porventura, sejam agraciadas com financiamentos. 

Outro aspecto pouco abordado é o uso da FAPERJ para apoiar instituições privadas de ensino que, a grosso modo, não possuem nenhuma tradição de pesquisa, fato que não tem impedido que recursos escassos nas instituições públicas sejam repassados para estas entes privados com um retorno para lá de duvidoso.

Quero lembrar também que nos anos de 1999-2002 (no governo de Anthony Garotinho) tivemos um afluxo impressionante de recursos na UENF via FAPERJ, o que não se repetiu em nenhum outro governo depois, ao menos no que tange nas atividades precípuas da FAPERJ, e não no que se transformou a fundação nos últimos 7 anos e cinco meses. E o interessante é que não vejo esse balanço sendo feito dentro da UENF, provavelmente porque teríamos de fazer uma auto-crítica de como todo aquele dinheiro foi empregado e quais foram resultados objetivos, tanto do ponto de vista de ciência básica como aplicada.

Voltando à minha análise sobre a falta de uma direção capaz à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Aqui!), não me prendi ao elemento financeiro, justamente por todos os itens listados acima. Para mim, o elemento econômico não sobrepõe ou resolve a inexistência de uma verdadeiro política de desenvolvimento científico e tecnológico. E esses três secretários que eu abordei jamais se posicionaram pela formulação de uma política fluminense de C&T. Em minha modesta opinião, e principalmente no primeiro mandato de Sérgio Cabral, o que ocorreu foi a troca dessa formulação por desembolsos financeiros que aliviam mas não resolvem as lacunas existentes no fortalecimento de um sistema fluminense de C&T. E não haveria como com o quilate dos secretários que foram se sucedendo cujo conhecimento da pasta era próximo do nulo. Aliás, o enfraquecimento da SECT está na raiz das dificuldades estruturais que todas as universidades estaduais sofrem neste momento.

Unificação das universidades estaduais vai aumentar ainda mais a pressão sobre Pezão

A UENF está em greve geral desde 12 de março, mas até hoje o (des) governo estadual comandado agora por Luís Fernando Pezão está tratando o movimento com descaso e intransigência. Pois bem, o (des) governo do Rio de Janeiro demorou tanto a resolver o problema da UENF, que agora talvez tenha que enfrentar movimentos similares na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO).

A principal questão que alimenta a indignação dos professores das três universidades estaduais do Rio de Janeiro é a profunda desvalorização dos salários que os coloca como os mais mal pagos no funcionalismo estadual para os detentores de títulos de pós-graduação.

unidade estaduais

E ninguém pode dizer que os professores da UENF não avisaram! Enrolaram tanto que agora podem ter que encarar uma greve geral nas três universidades estaduais. Excelente para a campanha eleitoral da oposição, Pezão!

Sérgio Cabral não comparece a última cerimônia oficial de seu (des) governo, mas mesmo assim é vaiado

A matéria abaixo publicada pelo Jornal O GLOBO dá bem conta da situação vexaminosa em que o (des) governador Sérgio Cabral está entregando o seu (des) governo para o vice (des) governador Luis Fernando, o Pezão. Após postergar a construção do campus da Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO) por mais de 7 anos, Sérgio Cabral preparou mais um palanque eleitoral para Pezão para tudo terminar na mais pura lama.

Sagaz como sabe ser, Sérgio Cabral não compareceu ao evento que ele mesmo agendou, deixando o pepino para o ainda (des) secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, embalar as loas num evento que ocorreu em época chuvosa. Mas mesmo na ausência, Sérgio Cabral foi “homenageado” com uma sonora vaias pelos estudantes da UEZO que, de quebra, entoaram uma adaptação nada elogiosa do clássico “Jardineira” de Orlando Silva e cantaram a plenos pulmões “Mas Cabral, por que estás tão triste? O que foi que aconteceu? Agora que saiu o campus você não apareceu

Mas depois de tratar as três universidades estaduais com o pão que nem o diabo quis amassar, Sérgio Cabral merecia era isso mesmo.. vaia e chacota. Afinal, se as universidades podem e ainda produzem pessoas com mais preparo intelectual e que sabem perfeitamente o que seu (des) governo causou de dano ao desenvolvimento científico e tecnológico do Rio de Janeiro

 

Cabral não comparece ao último evento público da agenda oficial

Cerca de cem pessoas o aguardavam em meio ao lamaçal numa tenda montada às margens da Avenida Brasil, em Campo Grande

O evento no Campus da Universidade estadual da Zona Oeste, na Avenida Brasil, em Campo Grande, onde Sérgio Cabral participaria do último compromisso público Foto: Gabriel de Paiva / Agência O GloboO evento no Campus da Universidade estadual da Zona Oeste, na Avenida Brasil, em Campo Grande, onde Sérgio Cabral participaria do último compromisso públicoGabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO – Era a última agenda pública de Sérgio Cabral como governador – ele vai renunciar ao cargo nesta quinta-feira. Mas ele não apareceu, nesta manhã, na inauguração das obras do campus da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), em Campo Grande.

O início da cerimônia estava marcado para as 9h. Por volta das 9h30m, ainda não havia confirmação da chegada do governador. E uma forte pancada de chuva formou um lamaçal em todo o entorno da tenda montada às margens da Avenida Brasil para o evento.

Mesmo assim, cerca de cem pessoas ainda o aguardavam. Só com mais de uma hora de atraso, pouco depois das 10h, o deputado estadual Coronel Jairo (PSC) e o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, abriram a cerimônia, sem a presença de Cabral.

Quem enfrentou o dia cinzento e a lama não escondeu a decepção.

— Tinha a intenção de vê-lo no último dia dele, justamente aqui na Zona Oeste. Disseram que ele tinha um outro compromisso na mesma hora — afirmou a comerciante Vania Souza Ribeiro, de 55 anos, moradora de Bangu.

Ela faz parte de um grupo da terceira idade da região que foi de ônibus ao evento. Funcionários da Uezo também compareceram.

— Esperava que ele viesse. Acreditava que a presença do governador daria mais credibilidade para o início das obras, que já estão atrasadas — disse a funcionária do setor administrativo da Uezo Juliane Souza.

Enquanto isso, quem estava presente tinha que afundar o pé na lama para chegar à tenda. Até uma ambulância do Corpo de Bombeiros ficou atolada e teve que ser puxada por outro carro, com ajuda de uma corda.

No fim, um grupo de alunos da Uezo também chegou para protestar. Os manifestantes se aproximaram da tenda quando um dos participantes da cerimônia anunciava “o pesar” pelo não comparecimento do governador. Nesse momento, Cabral, mesmo longe, não escapou das vaias do estudantes e de uma paródia de uma marchinha que ironizava a ausência do governador. “Mas Cabral, por que estás tão triste? O que foi que aconteceu? Agora que saiu o campus você não apareceu”, entoavam os jovens.

De acordo com a assessoria de imprensa do governo, Cabral não foi a Campo Grande porque se estendeu numa reunião interna.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/cabral-nao-comparece-ao-ultimo-evento-publico-da-agenda-oficial-12078356