Urgente! 3º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente (3º SIBSA) tem inscrições prorrogadas

O prazo para submissão de resumos ao 3º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente (3º SIBSA) foi prorrogado até o dia 12 de março! A data coincide com a data limite do primeiro lote de inscrições. As pessoas interessadas podem fazer sua inscrição e enviar resumos diretamente no site oficial do evento. O evento será realizado de 27 a 29 de maio de 2026, na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá (MT),

Submissão de trabalhos

O 3º SIBSA vai receber resumos de trabalhos científicos até o dia 12 de março de 2026, exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponível no site do Simpósio. Cada participante poderá submeter um resumo como autor(a) responsável, e os trabalhos aprovados serão distribuídos em rodas de saberes conforme o eixo temático escolhido. + Confira os eixos temáticos

Vale lembrar que, para a submissão de resumos, é necessário estar inscrito no congresso, não sendo exigido o pagamento da inscrição neste momento. No entanto, em caso de aprovação do trabalho, a inclusão na programação do evento estará condicionada à quitação da inscrição até 7 de abril de 2026.

O evento reafirma a defesa intransigente de um Sistema Único de Saúde (SUS) público, universal e de qualidade, orientado pelos princípios da universalidade, integralidade, equidade e controle social, além do enfrentamento ao racismo ambiental e a todas as formas de discriminação, com compromisso com a democracia, a soberania, a sociobiodiversidade, a justiça socioambiental e a solidariedade entre os povos.

Inscrições

O primeiro lote de inscrições foi prorrogado até o dia 12 de março 2026. Vale lembrar que as atividades pré e pós- simpósio terão valores à parte. Não serão aceitas inscrições no local.
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Pessoas associadas à Abrasco garantem valores mais baixos de inscrição!
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Sobre o Evento

O evento será realizado de 27 a 29 de maio de 2026, na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá (MT), reunindo pesquisadoras e pesquisadores, estudantes, profissionais da saúde, movimentos sociais e lideranças de todo o país em torno de um compromisso comum: a defesa da vida, do meio ambiente e da Saúde Coletiva.

Com o tema “A luta da Saúde Coletiva frente ao colapso ecológico, soberania, justiça e conhecimento para a transformação“, o 3º SIBSA busca promover o diálogo interdisciplinar e intercultural entre diferentes saberes, apontando caminhos para fortalecer a Saúde Coletiva diante das profundas mudanças socioambientais. O Mato Grosso foi escolhido por sua relevância ambiental e social. O estado abriga três biomas brasileiros, Amazônia, Cerrado e Pantanal, e concentra conflitos te

Pesquisadores da UFSCar e da UFMT desenvolvem composto que inibe bactérias causadoras de doenças de pele

Tecnologia patenteada pode ter aplicação em gotas, spray, pó, pomada ou cápsulas

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Uma invenção desenvolvida por pesquisadores das universidades federais de São Carlos (UFSCar) e do Mato Grosso (UFMT) reúne elementos químicos que, combinados, se mostram eficazes para combater bactérias como as da espécie Staphylococcus aureus, causadoras de doenças de pele e com cepas cada vez mais resistentes. Também foi observada eficácia no combate à Escherichia coli, potencialmente ocasionadora de doenças gastrointestinais, e Candida albicans, fungo leveduriforme, causador de candidíase.

O método foi registrado como patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com o apoio da Agência de Inovação (AIn) da UFSCar, e é inédito para este tipo de uso.

A inovação foi desenvolvida por Cristina Paiva de Sousa, docente no Departamento de Morfologia e Patologia (DMP) da UFSCar e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec) da Universidade; Bianca Soriano, doutora pelo PPGBiotec; Genoveva Flores Luna, doutora em Biotecnologia, também pela UFSCar; e Thiago Andrade de Toledo, pesquisador de pós-doutorado na UFMT.

O diferencial e a inovação no trabalho dizem respeito à realização de um processo químico envolvendo bases de Schiff e íons metálicos de cobre ou cobalto. As bases de Schiff são compostos orgânicos cujo uso na indústria farmacêutica é interessante pelo baixo grau de toxicidade para as células humanas. “Estudos apontam que as bases de Schiff, ao interagirem com metais, têm potencial antimicrobiano, com interessantes propriedades físicas, químicas e biológicas. Isto possibilita uma vasta gama de aplicações biotecnológicas e industriais, inclusive para potencializar a inibição de doenças”, explica Sousa.

Assim, os pesquisadores resolveram “juntá-la” com cobre ou cobalto, por meio de uma reação de síntese. A reação envolve diversas etapas, como testes de microbiologia, definição de temperatura adequada, quantidade específica de cada elemento, bem como testes de citotoxicidade.

“Nós estudamos as propriedades de cada substância, caracterizando-as e em seguida realizando o processo de síntese. Com isso, chegamos no produto antimicrobiano, útil para tratar doenças de pele causadas por bactérias que estão cada vez mais resistentes, ao mesmo tempo em que não causa danos às células humanas”, relata a docente da UFSCar.

A tecnologia tem potencial aplicação de diversas formas: gotas, spray, pó, pomada ou cápsulas, o que facilita o seu uso na indústria farmacêutica.

Os testes foram feitos em escala laboratorial e a tecnologia está disponível para comercialização. Empresas interessadas podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFSCar, pelo e-mail inovacao@ufscar.br.