Mídia mundial dá ampla cobertura aos protestos contra cortes na educação

Ao contrário do presidente Jair Bolsonaro que minimizou as manifestações que ocorreram em todo o Brasil nesta 4a. feira contra os cortes draconianos promovidos no orçamento de universidades e institutos federais, estendidos também à CAPES e ao CNPq, a mídia mundial deu ampla cobertura. Importantes veículos de imprensa de diversos países alertaram para o tamanho dos protestos, ressaltando ainda que são os maiores já promovidos contra o governo Bolsonaro.

Abaixo algumas das matérias publicadas por gigantes da mídia internacional, tais como o Washington Post, o The New York Times, o The Wall Street Journal, a Deutsche Welle, o Financial Times e a Reuters.

protesto 1protesto 2protesto 3protesto 4protesto 5protesto 6protesto 7

Vamos ver o que dirão agora o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub. Mas uma coisa é certa: mesmo para especialistas em fake news, vai ficar complicado negar a envergadura e o alcance social das manifestações que ocorreram neste 15 de maio.

Uma coisa é certa: o recém nascido governo Bolsonaro já conseguiu um enorme desgaste político, causado principalmente pela inabilidade de seus principais ministros e pela volúpia com que estão tentando desmantelar o estado brasileiro. 

Ato em defesa da educação pública mobiliza o centro de Campos dos Goytacazes

IMG-20190515-WA0145.jpg

Estive hoje na manifestação realizada por estudantes das instituições públicas de ensino no centro da cidade de Campos dos Goytacazes como parte do dia nacional de luta em defesa da educação pública.  Em que pese a rápida tempestade que ocorreu justamente no momento em que o ato começa a ganhar mais ânimo com a chegada de centenas de manifestantes, eu diria que essas foi uma das maiores manifestações políticas que presenciei desde que cheguei por aqui há mais de 21 anos (ver vídeo abaixo).

A animação do ato e o fato que ali estavam presentes estudantes da UFF, do IFF e da UENF confirma a minha percepção de que o governo Bolsonaro e seu ministro da Educação que possui evidentes dificuldades com cálculos matemáticos elementares, o economista Abraham Weintraub, erraram a mão ao cortar um valor médio de 30% do orçamento das universidades e institutos, e ainda dar uma vigorosa tesourada nos gastos com o ensino básico.

IMG-20190515-WA0179.jpg

Estudante segura cartaz durante ato no centro de Campos dos Goytacazes que diz “Sem ciência não há futuro” #Em defesa da educação, pesquisa e extensão”

É que o ataque ao ensino público é tão aberto e evidente que quem estava até agora basicamente inerte no processo político teve que sair para as ruas e expressar seu claro descontentamento com o projeto de aniquilação do governo Bolsonaro teve que sair às ruas sob risco de ver extintas suas universidades e institutos. 

Se estivesse no Brasil e não em Dallas para onde teve que ir receber o seu prêmio de “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio Brasil-EUA” depois de ser rechaçado em Nova York, o presidente Jair Bolsonaro não teria dito que as centenas de milhares de estudantes que estão nas ruas protestando seriam “idiotas inúteis” e “massa de manobra”, que “não sabem nem a fórmula da água” É que ao dizer isso ele acaba de cutucar ainda mais a onça com a vara curta.  Alguém precisa dizer a ele que o ex-presidente Fernando Collor teve uma atitude semelhante quando os estudantes de sua época começaram seus protestos, e aí deu no que deu. E olha que Fernando Collor só tinha uma Fiat Elba para explicar!

IMG-20190515-WA0206.jpg

Sugestão dos manifestantes para o governo Bolsonaro: no lugar de armas para a população, mais educação.

Deputado desmente desmentido e expõe descontrole político do governo Bolsonaro

wagner bolsonaro

O deputado federal Capitão Wagner (PROS-CE) e o presidente Jair Bolsonaro em um tempo em que não existiam ainda os desmentidos dos desmentidos.

A greve nacional da educação que deverá ocorrer ao longo do dia de hoje é um primeiro teste para a disposição de enfrentamento de segmentos críticos às políticas ultraneoliberais e de caráter regressivo que estão sendo aplicadas pelo governo Bolsonaro.  

Antes de que se saiba o alcance e a amplitude do movimento, uma coisa que já ficou evidente é que há um grave problema de coordenação política entre os que hoje comandam o executivo federal e sua própria base partidária dentro do congresso nacional.

Uma prova disso é o depoimento mostrado no vídeo abaixo com o depoimento do deputado federal Capitão Wagner (PROS-CE), um apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro, sobre a reunião convocada com líderes partidários para agilizar a votação de interesse do governo federal e onde teria sido comunicado um recuo, imediatamente negado, de que os cortes nas universidades e institutos federais  teria sido suspenso.

Como não há razão para duvidar das palavras de um membro da base do próprio governo, o que esse depoimento mostra é um descontrole político dentro dos altos escalões do governo federal, na medida em que fica evidente que o presidente Jair Bolsonaro pode não ser quem efetivamente tem o controle final das decisões que estão sendo aplicadas pelos seus próprios ministros.

Há quem veja nesse movimento de anunciar a suspensão dos cortes orçamentários no MEC para depois desmenti-los como uma tática de gerar confusão e diminuir o tamanho da mobilização que deverá ocorrer. Eu já acho que se trata de um descontrole dentro dos agentes tomadores de decisão.

E se o motivo do anúncio era desmobilizar, o desmentido do desmentido que aparece no vídeo deverá gerar ainda mais instabilidade político dentro do congresso nacional e aprofundar as dificuldades já notadas na aprovação de medidas de interesse do governo Bolsonaro. Em outras palavras, tentaram apagar o incêndio com gasolina e podem acabar aumentando o seu alcance.

No ritmo do “um mata e o outro esfola” Jair Bolsonaro critica falta de produção científica nas universidades brasileiras

pontes bolsonaro

Sob o silêncio sepulcral do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes,  sobre os efeitos dos cortes no orçamento de sua pasta, o presidente Jair Bolsonaro desqualifica a produção científica das universidades brasileiras.

As universidades públicas brasileiras são responsáveis por mais de 90% da produção científica brasileira e colocaram o Brasil no mapa mundial da ciência após décadas de investimentos para vencer o nosso atraso científico e tecnológico.  Agora, sob o comando do ministro Paulo Guedes e seus cortes orçamentários draconianos, tudo o que foi construído está sob o risco de ir por água abaixo, já que as verbas do CNPq e da CAPES correm o risco de acabar já em julho.

Se não bastasse a avidez com que o ministro Paulo Guedes corta investimentos em ciência e tecnologia, o presidente Jair Bolsonaro pôs-se em campo para desqualificar a capacidade das universidades brasileiras dizendo que “poucas universidades têm pesquisa” (ver imagem abaixo).

ciencia cortes

Uma questão que me vem à mente é de onde o presidente Jair Bolsonaro tirou essa informação, e mesmo se ele realmente entende o que pode ser classificado como “pesquisa”.   Mas dadas todas as declarações recentes dele e de alguns de seus ministros, penso que talvez saber detalhes da produção científica brasileira apenas implicaria num exercício mental que o presidente e seus ministros simplesmente não desejam fazer porque já sabem que os fatos iriam contrariar sua ideologia.

Não é demais lembrar que enquanto o Brasil caminha a passos largos para paralisar o seu sistema de produção científica e tecnológica, a União Europeia estão alocando um orçamento de aproximadamente R$ 500 bilhões para serem gastos até 2027 para fortalecer as universidades e institutos de pesquisa europeus apenas no projeto “Horizon Europe“, e que a China investiu apenas em 2017 a nada desprezível soma de R$ 1 trilhão para fortalecer o seu sistema de ciência e tecnologia.

robô

Robô desenvolvido em universidades chinesas é apresentado na exposição “Beijing International Consumer Electronics” realizada em 2017. Fonte: Zhang Peng | LightRocket | Getty Images

Tamanho descompasso em investimentos certamente causará um aumento na distância da capacidade de desenvolver ciência e tecnologia entre o Brasil e alguns dos seus principais parceiros comerciais, e nos submeterá a condições cada vez mais desiguais nas trocas comerciais.  

É preciso que se diga que o desfinanciamento das universidades públicas brasileiras já está tendo como resultado um processo de migração de quadros técnicos e científicos, e eu mesmo conheço vários pesquisadores que foram concluir seus treinamentos em países como Canadá e Austrália, apenas para dar exemplos de países que estão atraindo pessoal altamente capacitado para fortalecer sua capacidade de inovação tecnológica.

Se essa situação não for revertida rapidamente, o Brasil levará várias décadas para se recuperar do atraso que está sendo causado por um governo que trata os fatos da realidade como adversários de um projeto de país que efetivamente não foi apresentado para a maioria do povo brasileiro. E certamente a capacidade das universidades públicas de gerarem quadros que sabem diferenciar mitos de fatos é que as torna alvos desse projeto de desconstrução.

Por último, é fundamental que as comunidades universitárias de todas as instituições públicas de ensino (sejam elas federais ou não) respondam a essas tentativas de desqualificação com um processo de publicização de suas atividades que possa informar melhor sobre o papel estratégico que cumprem em dotar o Brasil de quadros profissionais capazes de enfrentar os grandes desafios que estão postos neste momento e que não serão resolvidos com discursos amparados na “pós verdade” que permeia a maioria das declarações vindas do presidente Bolsonaro e de seus ministros. 

Guerra às universidades públicas visa aniquilar o conhecimento científico no Brasil

criacionismo

Os tambores de guerra contra as universidades públicas não estão nem esperando a posse do presidente eleito para serem soados. A alegação mais comum para essa declaração de guerra é de que elas custam caro e são um antro do pensamento esquerdista que supostamente é guiado por um suposto marxismo cultural. A primeira coisa que precisa ser dita é que as universidades públicas estão longe de serem essa fábrica de esquerdistas que seus inimigos alardeiam por um simples motivo. A verdade é que a maioria dos docentes brasileiros é razoavelmente conservadora e o pensamento crítico que existe nelas é amplamente minoritário. Só que não frequenta as nossas universidades é que cai na fake news de que as universidades públicas são manipuladas por perigosos esquerdistas.

A segunda questão que precisa ser colocada claramente é que as universidades públicas representam hoje algo em torno de 20% do estoque de vagas existentes no ensino superior brasileiro [1].  Em outras palavras, em cada 10 universitários brasileiros, 8 estão em instituições privadas, onde se paga muito caro por um ensino que passa ao largo de uma formação que habilite o Brasil a superar seus atrasos no campo do desenvolvimento científico. E, pior,  a imensa maioria destas instituições privadas não aparecem em qualquer ranking respeitável sequer na capacidade de reproduzir conteúdos programáticos, quiçá o de produzir conhecimento científico qualificado.

E é aí que parece residir o real objetivo do ataque em curso às universidades públicas, qual seja, minimizar a capacidade nacional de alcançar algum patamar de desenvolvimento científico que diminua a dependência na exportação de commodities agrícolas e minerais que, convenhamos, é o projeto macroeconômico das forças políticas que elegeram Jair Bolsonaro.

Estimo que muitos jovens e nem tão jovens pesquisadores brasileiros, sejam eles de qualquer perfil ideológico forem, estão se preparando neste momento para abandonar o Brasil à procura de instituições onde possam trabalhar de forma minimamente estruturada. Essa opção se dará essencialmente na necessidade de sobrevivência pessoal, e não há como condenar quem opte pela saída sugerida pelo próprio presidente eleito que foi o caminho do aeroporto. 

Agora, aos que optarem por ficar no Brasil, a única certeza é de que não poderão mais se dar ao luxo de se internarem voluntariamente em seus laboratórios de pesquisa. É que o que está em jogo não é se estarão trabalhando em instituições públicas e privadas, mas sim se poderão se dedicar à produção de conhecimento científico. A razão para isto é simples: não há lugar para cientistas em um país em que as elites optaram por se abraçar ao rentismo e ao que há de mais atrasado politicamente em nome da perpetuação da perpetuação de um modelo social altamente excludente.


[1] https://dwih.com.br/pt-br/cenario-de-inovacao/universidades-brasil

‘Nunca deveria estar nas mãos do mercado’, Chile aprova ensino superior público universal

Alex Ibañez/ Presidência do Chile

 O governo chileno decidiu aprovar uma reforma do ensino superior que põe fim às universidades privadas e adota um modelo de ensino superior gratuito e universal.

O Congresso chileno aprovou esta semana uma reforma que vinha sendo debatida pelos parlamentares do país desde o início do segundo governo de Michelle Bachelet, em 2014. A promessa de gratuidade universal do ensino superior era a principal promessa da chefe do executivo chileno.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet
© AP PHOTO/ MOISES CASTILLO

Além da gratuidade universal, a reforma chilena cria ferramentas para avaliação do ensino superior que possam garantir a qualidade.O Ministério da Educação do Chile divulgou informações de que nos últimos 4 anos o governo conseguiu aprovar um total de 29 leis sobre educação.

A votação se encerrou na quarta-feira (24), e apontou 102 votos a favor e duas abstenções. A aprovação na Câmara dos Deputados é a etapa final para que a lei seja aprovada.

BACHELLET

Segundo informa a Carta Educação, Paula Narváez, porta-voz do governo, teria afirmado que a lei “dá tranquilidade aos jovens para que seus talentos, suas capacidades, sua inteligência possam se desenvolver em um Estado que lhes dá oportunidades”.

A presidente do país, Michelle Bachelet, comemorou a aprovação no Twitter, lembrando que acredita que sua lei de Universidades Estatais “fortalece uma gestão institucional, devolve ao Estado seu papel de protagonismo para assegurar uma educação superior pública de qualidade”.

A reforma é uma resposta a um projeto da ditadura de Augusto Pinochet, considerada a ditadura mais sangrenta da América Latina. Entre 1980 e 1990, uma série de privatizações foram realizadas no país.

A ditadura militar chilena retirou do Estado a responsabilidade de oferecer direitos sociais como a educação, e abriu espaço para um ensino privado. Sem regulamentação, as mensalidades de ensino dispararam nos anos 1990.Até então, o governo financiava escolas privadas e as universidades públicas eram pagas. Dessa forma, estudantes utilizavam financiamentos de bancos privados para que pudessem estudar e iniciavam a vida adulta com dívidas.

Em 2006, esse formato da educação gerou os maiores protestos da história do país desde a ditadura, o que ficou conhecido como “revolta dos pinguins”. Os “Pinguins”, como ficaram conhecidos os estudantes secundaristas chilenos devido ao uniformes com terno e gravata, foram às ruas e ocuparam escolas em todo o país reivindicando gratuidade do ensino e também do transporte. Em 2011, outra onda de protestos de estudantes universitários também exigia mudanças no modelo.

“Ao avançar com a gratuidade na educação superior, queremos construir um país mais igualitário, com igualdade de oportunidades. Com a aprovação no Congresso, consagramos como lei um direito social que nunca deveria estar nas mãos do mercado!”, afirmou a presidente no Twitter.

Bachelet preside o país desde 2014. Ela pertence ao Partido Socialista do Chile, e já foi presidente do país entre 2006 e 2010. Ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra da Defesa na América Latina e a primeira mulher a se eleger para a presidência do Chile.

FONTE: https://br.sputniknews.com/americas/2018012710382773-chile-universidade-reforma-educacao/

Guerra às universidades públicas visa esterilizar a inteligência brasileira

Resultado de imagem para sos uenf

Por diversas vezes um leitor deste blog postou comentários me inquirindo sobre o lugar que as universidades públicas brasileiras teriam (ou não teriam para dizer a verdade) numa sociedade cujas elites insistem em manter a economia atada à herança colonial de exportação de produtos agrícolas e minerais.  Em função de muitas outras pautas, nunca me detive para oferecer meus pitacos a essa interessante indagação.

Mas ao ouvir recentemente o (des) governador Luiz Fernando Pezão faltar com a verdade em relação ao peso dos salários dos professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro no custo anual do funcionamento de umas das melhores instituições de ensino superior público brasileiro, não vejo como não entender essa postura como mais uma declaração de guerra ao ensino superior público fluminense e, por extensão, brasileiro [1].

A verdade é que as universidades públicas são uma espécie de contradição ambulante em relação à forma de inserção dependente da economia brasileira no sistema capitalista global. É que as elites econômicas que controlam o Brasil desde 1500 nunca tiveram muita disposição para apostar na construção de um país que vencesse sua herança colonial ancorada na escravidão humana. Todos os movimentos realizados por essas elites ao longo da nossa história indicam que não há disposição de sequer estabelecer por aqui as instituições liberais que deram bases para que as burguesias europeias se lançassem em direção a estados mais ou menos democráticos. O negócio aqui é manter a imensa maioria do nosso povo em condições de subexistência, enquanto uma minoria rica procura imitar os padrões de consumo das elites dos países centrais.

Mas como o processo de desenvolvimento capitalista não é nem linear nem homogêneo, as elites econômicas brasileiras meio que toleraram a criação de universidades públicas para não ficarem completamente no vácuo que a inexistência delas inevitavelmente colocaria o Brasil.  Entretanto, no presente momento, especialmente por causa da disposição de se tornarem ainda mais satélites de suas contrapartes no capitalismo central, as elites brasileiras agem de forma despudorada para aniquilar as universidades públicas e o que elas representam em termos de formação de quadros científicos capazes de alçar o Brasil para pontos mais altos do que a opção de permitir a recolonização do nosso país implicará em todas as dimensões da vida.

Por isso é que estamos assistindo a um verdadeiro processo de sabotagem e inviabilização das universidades públicas, tendo o estado do Rio de Janeiro como a ponta de lança desse processo, naquilo que eu chamei de sua transformação em uma espécie de laboratório das reformas ultraneoliberais que estão sendo demandadas pelo sistema rentista global. Essa guerra às universidades é, na verdade, uma guerra a um modelo de Nação que o Brasil jamais conseguiu ser porque suas elites nunca quiseram que ele fosse. Por isso essa guerra para destruir as universidades públicas via sua completa asfixia financeira é uma guerra à inteligência brasileira.

Diante dessa caracterização me parece inevitável que qualquer intenção de enfiar a cabeça na areia por parte das comunidades universitárias e das múltiplas associações científicas seja substituída por uma forte disposição de defender as universidades públicas. É que o que estamos presenciando é simplesmente um momento chave na nossa história, onde poderemos vencer as amarras que impedem o Brasil de ser uma Nação mais democrática e moderna ou veremos a destruição das universidades públicas e, junto com isso, a perpetuação e aprofundamento de um modelo de sociedade que nos coloca com um dos países mais desiguais da Terra.


[1] http://blogs.oglobo.globo.com/eissomesmo/post/pezao-exagera-ao-dizer-que-80-do-orcamento-da-uerj-vai-para-o-bolso-dos-professores.html