Sentindo a derrota no ar, Rafael Diniz, o “Exterminador do Futuro” convida Wladimir Garotinho para debate “solo”

exterminador

No dia 30 de Setembro de 2017, postei uma análise onde eu arriscava dizer que a “guerra aos pobres” que havia sido realizada pelo jovem prefeito Rafael Diniz em seus primeiros meses de governo ultraneoliberal estaria assegurando que o grupo político do ex-governador Anthony Garotinho pudesse rapidamente se recompor e “ressurgir das cinzas” no plano político municipal.

Pouco mais de 3 anos desde aquela postagem, eis que minha análise está mais do que materializada, com amplas chances de que Wladimir, o primogenito de Anthony Garotinho, venha a ser o próximo prefeito de Campos dos Goytacazes. Essas amplas chances não estão vindo de nenhuma pesquisa feita por algum instituto de pesquisa pouco conhecido, mas do que ouço nas ruas e praças da cidade que um dia acreditou que a mudança viria pelas mãos do neto daquele que foi destronado como principal cacique político de Campos dos Goytacazes pelo próprio Anthony Garotinho.

Deixando de lado as idiossincrasias das disputas intra- e inter-oligarquias, me ponho a analisar o vídeo abaixo, produzido pela campanha de reeleição de Rafael Diniz, que representa um misto de desespero e espertice (porque não se trata de esperteza), onde o prefeito em exercício chama para um debate “mano a mano” o candidato que parece estar concentrando as preferências populares neste momento.

Não fosse Rafael Diniz o perpetrador de um dos maiores estelionatos eleitorais da história da política brasileira, eu até sentiria um mínimo de simpatia por sua ação claramente desesperada de tentar criar uma polarização que inexiste neste momento, visto que ao que se sabe o prefeito, que prometeu trazer a mudança e trouxe o extermínio das políticas sociais, não é de perto o candidato com maiores chances de enfrentar Wladimir Garotinho em um eventual segundo turno.

Mas qualquer inclinação à simpatia cessa quando se vê que além de tentar criar uma falsa polarização, Rafael Diniz simplesmente joga na lata do lixo todos os outros candidatos habilitados ao pleito, o que é claramente um gesto antidemocrático que não pode ser tolerado sob o risco de termos outros ainda mais perniciosos ao amadurecimento da nossa frágil democracia. A estas alturas do campeonato e dado o pântano em que ele afundou a gestão municipal, Rafael Diniz deveria ser o primeiro a exigir que todos os candidatos habilitados possam participar de todo e qualquer debate que venha a ocorrer. Seria, considero, pelo menos um gesto de grandeza por parte daquele que até agora só se apequenou na posse de um mandato que lhe foi entregue de forma avassaladora pela imensa maioria da população.

Mas é difícil esperar gestos de grandeza de quem acabou com todas as políticas sociais herdadas de diferentes governos, após ter prometido durante a campanha vitoriosa que não só as manteria, mas que também as aprimoraria. 

Finalmente, estranho esse convite intempestivo de Rafael Diniz, pois lembro que há um debate marcado com todos os 11 candidatos ao cargo de prefeito de Campos dos Goytacazes e que deverá ocorrer no dia 05 de novembro,  sob os auspícios do Fórum Institucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos (Fidesc). Ao lançar seu convite para um “mano a mano” com Wladimir Garotinho, Rafael Diniz parece estar dizendo que esperar o dia 05 de novembro pode ser tarde demais para ele sair do pântano em que se afundou.  De certa forma, sou obrigado a concordar com o jovem prefeito.

PEC do Fundeb: nota técnica desconstrói falácias do governo Bolsonaro contra o financiamento da educação pública

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Posto abaixo uma Nota Técnica elaborada pela Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca),  e divulgada no dia de hoje (20/07), que desconstrói com números e fatos, uma-a-uma, as falácias da posição do Governo Bolsonaro e dos grandes conglomerados que controlam a economia brasileira sobre a PEC do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb)

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É importante notar que o texto defende a aprovação do texto integral da deputada federal Profa. Dorinha (DEM-TO), explicando os motivos pelas quais a PEC deve ser aprovado e começar a sua vigência integral em 2021, e não em 2022 como quer o governo Bolsonaro.

Essa vai ser uma boa hora para que os deputados Marcão Gomes (PL) e Wladimir Garotinho (PSD) estejam juntos, mas do lado certo das disputas.  Aliás, o Blog do Pedlowski, vai acompanhar o placar desta votação para ver como votaram os dois deputados campistas nesta questão crucial para a Educação brasileira, para que ninguém depois venha alegar que estou divulgando “fake news“.

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O Blog do Pedlowski vai acompanhar a votação da PEC do Fundeb para monitorar se a parceria Marcão Gomes e Wladimir Garotinho desta vez vai estar do lado certo da História

Quem desejar ler a nota da Fineduca no formato pdf,  basta clicar [Aqui! ].

Wladimir e Marcão Gomes enfim juntos… só que não por uma boa causa

marcaovladimirMarcão Gomes e Wladimir Garotinho, normalmente em polos opostos na política municipal, votaram juntos contra a extensão do auxílio emergencial e prejudicaram milhares de famílias pobres em Campos dos Goytacazes

Todos que acompanham a política em Campos dos Goytacazes sabem que os deputados Marcão Gomes (PL) e Wladimir Garotinho (PSD) estão, ao menos em aparência, em polos opostos das disputas políticas que abalam frequentemente a terra do chuvisco

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Eis que agora Marcão e Wladimir colocaram suas diferenças de lado e votaram juntos em uma proposta. O problema é que essa união inédita não foi por uma boa causa. É que Marcão Gomes e Wladimir Garotinho estão entre os 309 deputados federais que votaram contra a ampliação do auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro deste ano.  Lembremos que este benefício foi criado pelo governo para auxiliar trabalhadores autônomos, informais, desempregados e microempreendedores individuais (MEIs) durante a crise provocada pela pandemia da COVID-19 (para dirimir dúvidas assista ao vídeo abaixo).

Como esses dois deputados federais têm base política em Campos dos Goytacazes é impossível que eles não saibam que na primeira fase da liberação do Auxílio Emergencial, o número de beneficiários era igual ao daqueles que ainda detinham algum tipo de vínculo empregatício. Aliás, esse número de acordo com Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) era antes da eclosão da pandemia algo em torno de 130 mil pessoas.

Em função disso é que não surpreendeu o fato de que 128 mil campistas tenham sido reconhecidos como elegíveis pelo governo federal para receberam o Auxílio Emergencial.  Aliás,  é bom lembrar que cerca de 14 mil trabalhadores comprovadamente sem renda receberam o benefício do auxílio emergencial na primeira fase de pagamento. E, mais, foi esse auxílio que impediu que milhares de famílias campistas afundassem na miséria absoluta em um momento em que a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes demonstra óbvia incapacidade de gestão para restabelecer as políticas sociais que foram exterminadas pelo jovem prefeito Rafael Diniz no ínicio do seu mandato.

Assim, dado que o valor médio recebido pelos campistas foi de R$ 800,00, a votarem contra a extensão do Auxílio Emergencial, Marcão Gomes e Wladimir Garotinho fizeram com que, em trocados e miúdos, cerca de R$ 102 milhões deixem de circular mensalmente na economia municipal, e exatamente nos últimos meses de 2020.

Tamanha incapacidade de zelar pelos campistas mais pobres, e também pela economia de um município que deve salários a uma quantidade desconhecida de servidores, é uma tremenda bola fora desses dois deputados federais que em péssima hora resolveram votar juntos. Que esse voto não seja esquecido nas próximas eleições municipais pelas milhares de famílias campistas que serão deixadas ao léu em meio a uma pandemia que não dá sinais de que vai passar em 2020. Estes são os meus sinceros votos.

Eleições 2018: Rafael Diniz é o melhor cabo eleitoral de Campos, mas para seus opositores!

Tendo lido e assistido a um série de materiais postados nas redes sociais sobre a atual campanha eleitoral em Campos dos Goytacazes e a impressão que tenho é que o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) se tornou o melhor cabo eleitoral reverso da história das campanhas eleitorais recentes do nosso município.

O problema é que os beneficiários da “popularidade” angariada por Rafael Diniz em quase dois anos de governo da “mudança” são Caio Vianna (PDT) e Wladimir Garotinho (PRP) que parecem estar marchando para uma votação significativa para a Câmara Federal. Enquanto isso, o vereador Marcão Gomes (PR), o popularmente conhecido como “Marcão Gomes”, o mais fiel dos vereadores ao governo Rafael Diniz na Câmara de Vereadores, tem aparecido em vídeos nada abonadores, como um que vi sobre uma visita que ele fez a Morro do Coco.

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Mas como a atual eleição é revestida de elementos imprevisíveis, pode até ser que o cenário acima tenha uma reversão na hora do eleitor apertar o botão da urna. Agora, algo muito diferente vai ter que acontecer para que Caio Vianna e Wladimir Garotinho não saiam com votações que os habilitem a pleitear a vaga a que concorrem, e que o vereador Marcão Gomes tenha que se contentar com a vereança, pelo menos até as eleições de 2020. A ver!