Campanha de intimidação em ação no Açu: tiros no meio da noite para tentar intimidar liderança dos agricultores

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A situação de conflito agrário estabelecida pela CODIN e pelo Grupo EBX no entorno do Porto do Açu teve ontem mais um capítulo. No meio da noite a entrada do Sítio do Birica, de propriedade de Noêmia Magalhães, uma das mais importantes lideranças da resistência ao processo de desapropriação promovido pelo (des) governo de Sérgio Cabral, foi alvejado de forma repetida por desconhecidos que estacionaram um veículo na entrada da propriedade.  Apesar de intimidações estarem ocorrendo desde quando as desapropriações foram iniciadas pela CODIN, esse é um desdobramento que eleva o tom de dramaticidade do processo de resistência.

No entanto, se a intenção era intimidar a dona Noêmia, como ela é conhecida no V Distrito de São João da Barra, os tiros dados contra o Sítio do Birica saíram totalmente pela culatra. Nesta manhã ela já esteve no programa que o Vereador Kaká mantém na Rádio Campos Difusora para denunciar este atentado. Ainda na tarde desta sexta-feira, a Dona Noêmia deverá ir, em companhia do advogado Rodrigo Pessanha que vem defendendo os interesses de muitos agricultores do V Distrito, ao Ministério Público Estadual em São João da Barra para denunciar o ocorrido, bem como deverá registrar um Boletim de Ocorrência na 145a. Delegacia de Polícia de São João da Barra.

Segundo me informou o advogado Rodrigo Pessanha, esse fato não irá passar em branco e todas as providências serão tomadas para proteger a Dona Noêmia e punir os responsáveis por esse atentado. Já o vereador Kaká (PT do B) me indicou, também por telefone, que entende que esse atentado é uma retaliação contra a militância da Dona Noêmia em defesa dos agricultores do V Distrito, e visa também criar um ambiente de intimidação que não pode ser aceito. Em função desse entendimento comum, o advogado Rodrigo Pessanha e o vereador Kaká irão acompanhar a Dona Noêmia, tanto no Ministério Público como na 145a. DP.

De toda forma, esse atentado precisa ser apurado e os responsáveis punidos, pois já passou da hora de se dar um basta no clima de terror em que os agricultores do Açu foram imersos desde o início do processo de desapropriações promovido pela CODIN em prol do Grupo EBX do ex-bilionário Eike Batista.

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