Bayer sofre queda acentuada nas bolsas após segunda condenação ligada ao uso de Roundup (Glifosato)

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Segunda condenação na Califórnia por causa da associação com o Linfoma de Non Hodgkin transforma o Round Up (Glifosato) em grande dor de cabeça para a multinacional alemã Bayer.

A segunda condenação imposta ao Glifosato por um tribunal do estado da Califórnia causou um terremoto para a multinacional alemã Bayer nas bolsas de valores. Como informou hoje o jornal Financial Times, uma corte federal de San Francisco acatou ontem os argumentos apresentados pelos advogados de Edwin Hardeman foi um “fator substancial” para causar-lhe um câncer do tipo Linfoma de Non Hodgkin.

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Queda nos valor das ações da Bayer após condenação na Califórnia. Fonte: Financial Times.

O problema para a Bayer é que existem cerca de outros 11.000 casos em tramitação apenas em tribunais estadunidenses, e nos dois casos já julgados houve a condenação em função do reconhecimento de que o contato prolongado com o Glifosato pode ser um fator causal no desenvolvimento do Linfoma de Non Hodgkin.

Segundo analistas consultados pelo Financial Times apontaram que a recente queda no preço das ações da Bayer fez com que os mercados já tivessem um risco de litígios de mais de  R$ 110 bilhões apenas nos casos arrolados nos EUA.

Enquanto isso aqui no Brasil, o Glifosato ganhou sinal verde da ANVISA para continuar a ser um dos principais agrotóxicos sendo consumidos em território nacional.  Isso, no entanto, não deverá impedir que também aqui a Bayer venha a ter dores de cabeça (e perdas igualmente altas) por causa de processos de pessoas que eventualmente desenvolveram o Linfoma de Non Hodgkin. 

Desmantelamento de leis e caos ambiental sob Bolsonaro

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Na imagem os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Tereza Cristina (Agricultura) se “vestem de índios” ao visitar uma monocultura de soja plantada ilegalmente em terra indígena no Mato Grosso.

O site “Direto da Ciência” divulgou hoje a publicação de um artigo publicado pela revista Nature Ecology & Evolution dando conta dos efeitos dramáticos que a chegada de Jair Bolsonaro à presidência da república poderá em termos da aceleração do processo de erosão de medidas de proteção ambiental no Brasil.

Como alguém que tem estado envolvido em estudos sobre a dinâmica de desmatamento da Amazônia brasileira desde o início da década de 1990 e nas repercussões do uso de agrotóxicos sobre a saúde humana e ecossistemas naturais, só posso ficar ainda mais preocupado com os elementos levantados por Denis Abessa, Ana Famá e Lucas Buruaem.

É que todas as ações que já foram tomadas no âmbito dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente sinalizam para um aprofundamento do processo de desmantelamento do frágil sistema de proteção ambiental que foi implantado a duras penas no Brasil a partir de 1973 com a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente que ficou sob o comando do recentemente falecido João Paulo Nogueira Neto.

Os efeitos deste desmantelamento serão sentidos por gerações inteiras, na medida em que se contribuirá para a ampliação da degradação ambiental em todo o território, mas especialmente na Amazônia e no Cerrado, justamente num momento em que as primeiras manifestações de eventos atmosféricos extremos que estão associadas às mudanças climáticas globais estão se manifestando em diversas partes do planeta, como foi o caso do ciclone Idai que arrasou cidades inteiras em Moçambique e no Zimbábuae.

Para ler mais sobre este artigo, sugiro a leitura da matéria publicada no Direto da Ciência que pode ser acessada [Aqui!]

Debate com grandes especialistas em Rosa Luxemburgo no IFCS-UFRJ em 28 de março

Rosa Luxemburgo – Pensamento e Ação é o mais novo livro publicado em parceria pelas editoras Boitempo e Iskra, e terá seu lançamento no Rio de Janeiro na UFRJ, quinta-feira, 28 de março, no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) no Centro da cidade.

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“A sua ordem está construída sobre areia. Amanhã a revolução se levantará de novo ruidosamente”. Foi assim que Rosa Luxemburgo se despediu da colaboração que mantinha no jornal A Bandeira Vermelha, alertando que a derrota dos trabalhadores na Revolução Alemã estava longe de ser o capítulo final daquela história. Rosa foi assassinada poucos dias depois. Há 100 anos desse assassinato que terminou com a vida revolucionária da Rosa Vermelha pelos algozes da social-democracia alemã, a sua luta comunista e sua vida plena de sentido é imortalizada na bibliografia escrita por Paul Frölich em 1939 que agora, pela primeira vez, é traduzida e publicada em português. Em tempos em que a barbárie contra os trabalhadores e os oprimidos é desferida pela burguesia, que patrocina enormes falsificações, e em que os organismos políticos construídos pelos trabalhadores são cooptados pelo Estado capitalista, resgatar o legado de Rosa Luxemburgo, uma das mais importantes revolucionárias da história, é uma tarefa fundamental. 

Rosa foi a primeira a denunciar a burocratização da Socialdemocracia Alemã, antes da votação dos créditos de guerra que lança por terra em 1914 a máxima marxista que conclamava os trabalhadores do mundo a unirem-se. Munida de clareza teórica que a fez perceber a derrocada da Socialdemocracia, aliada à uma vontade inquebrantável, Rosa Luxemburgo debate dura e decididamente por suas posições, fundando em 1918 o Partido Comunista Alemão (KPD) ao lado de Karl Liebknecht, Franz Mehring, Clara Zetkin. Após seu assassinato em 1919 pelas mãos do governo Socialdemocrata de Gustav Noske, Paul Frölich foi o encarregado pelo KPD em resgatar as obras marxistas de Rosa Luxemburgo em 1925; um dos motivos pelos quais em 1928 o faz ser expulso pela perseguição contra os revolucionários no interior dos Partidos Comunistas pelas mãos de Stalin. Antes de se exilar pela guerra, Frolich escreve em 1939 esta biografia de Rosa Luxemburgo.

Na atividade de lançamento dessa obra no Rio de Janeiro estarão reunidos alguns dos mais importantes especialistas da obra de Rosa Luxemburgo, bem como parte dos que se dedicam a tornar vivo o legado deixado pela grande revolucionária no centenário de seu assassinato. Será uma oportunidade única não apenas para conhecer parte da obra e vida de Rosa Luxemburgo, como também para discutir as lições para encarar os desafios postos pelas realidades nacionais e internacionais.

Debatedores: 

Isabel Loureiro

Professora do Departamento de Filosofia da Unesp (1981-2003), autora de Rosa Luxemburgo e o dilema da ação revolucionária (3.ed., 2019) e organizadora de Rosa Luxemburgo: textos escolhidos (2.ed., 2017, 3v.)

Holger Politt

Filósofo, é diretor do escritório da Fundação Rosa Luxemburgo em Varsóvia, pesquisador da obra de Rosa Luxemburgo, autor de Autonomy and the Question of Nationality (2012).

Marildo Menegat

Professor do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da UFRJ, autor de Depois do fim do mundo (2003) e O olho da barbárie (2006).

Diana Assunção

Trabalhadora da USP, historiadora pela PUC-SP, editora do Esquerda Diário e fundadora do Grupo de Mulheres Pão e Rosas no Brasil.

Lançamento no Rio de Janeiro
08 de março de 2019, às 19h na UFRJ

Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS)

Largo São Francisco de Paula, 1 – Centro – Rio de Janeiro


Esta matéria foi originalmente publicada pelo site Esquerda Diário [Aqui!]

Liberado pela Anvisa no Brasil, nos EUA glifosato recebe segunda condenação por causar câncer

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A decisão no caso de Edwin Hardeman vem depois de um veredicto histórico no ano passado que disse que o Roundup causou o câncer terminal de outro homem. Foto: Josh Edelson / AFP / Getty Images

Enquanto no Brasil o herbicida Glifosato teve renovada a autorização para comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária por meio da Nota Técnica 23/2018 e a sua fabricante, a multinacional Bayer, continua fazendo rios de dinheiro por causa disso, nos EUA as coisas estão caminhando num sentido completamente oposto.

É que como informou a Agência Reuters, um segundo juri federal decidiu nesta 3a. feira (19/03) que o contato com o Glifosato foi responsável  pelo desenvolvimento de um câncer do tipo Linfoma de Non Hodgkin em Edwin Hardeman, um homem de 70 anos que trabalhou mais de 30 anos da aspersão de glifosato.

O problema para a Bayer, que adquiriu a Monsanto pela bagatela de US$ 63 bilhões em 2018, é que este caso foi apenas o segundo dos cerca de 11.200 processos de pessoas que acreditam que sua saúde foi prejudicada pelo contato constante com o Glifosato.  O primeiro processo, movido por Dwayne Lee Johnson, teve uma condenação de US $ 289 milhões em agosto, mas que depois foi reduzido US $ 78 milhões na segunda instância, e agora está em uma instância superior.

O pior para Bayer é que no dia 28 de Março outro processo similar será analisado por outor juri, agora envolvendo um casal que postula que o Glifosato está na origem do Linfome de Non Hodgkin que os acometeu.

É por isso que eu venho afirmando que o Brasil acabará sendo transformado numa espécie de zona de sacrifício  capitalista, pois só aqui substâncias que já foram ou estão sendo banidas em outras partes do mundo acabam ganhando passa livre de quem deveria zelar pela saúde pública.

E se Trump visse a camisa que Obama ganhou de Lula?

Hoje o presidente Jair Bolsonaro presenteou Donald Trump com uma camiseta da seleção brasileira de futebol, no que se configura em uma daquelas amabilidades que autoridades adoram fazer umas para outras (ver imagem abaixo).

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O problema é que essa não foi a primeira vez que este gesto foi realizado por um presidente do Brasil em relação ao congênere estadunidense. E, pior, com um detalhe que faz toda a diferença. É que a camiseta entregue pelo ex-presidente Lula a Barack Obama em um encontro do G-8 que ocorreu em 2009 em Genebra estava toda autografada pelo time que acabara de vencer a Copa das Confederações que ocorreu na África do Sul em junho de 2009, justamente sobre o time dos EUA.

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Com certeza Donald Trump  não iria ficar contente em receber uma camiseta que estava tão limpa quanto o dia em que saiu de fábrica, enquanto a de Obama ostentava aquele tipo de registro que qualquer um gostaria de ver em uma camisa da seleção brasileira.

 

 

Capitalismo está ‘sob séria ameaça’, alerta economista que previu crise global de 2008

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AFP. Raghuram Rajan destaca que os governos não podem mais ignorar a desigualdade social em suas políticas econômicas

O capitalismo está “sob uma séria ameaça” porque “parou de prover as massas”.

E, “quando isso acontece, as massas se rebelam contra o capitalismo”, adverte Raghuram Rajan, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em 2005, Rajan também alertou que a complexidade dos produtos financeiros havia ampliado o risco de um “colapso catastrófico”.

Na época, a elite financeira não levou em consideração suas preocupações. Mas, três anos depois, a crise econômica global provou que ele estava certo.

E agora Rajan, que também é ex-diretor do Banco Central da Índia, faz outro alerta.

“Acho que o capitalismo está sob grave ameaça porque não conseguiu atender às necessidades de muitos, e quando isso acontece, há muitas revoltas contra o capitalismo”, disse ao programa Today da BBC Radio 4.

“Acredito que isso pode acontecer mais cedo do que se imagina.”

Os defeitos do capitalismo

Rajan, que foi apontado como um possível sucessor do canadense Mark Carney à frente do Banco da Inglaterra, acaba de publicar o livro The Third Pillar: How Markets and the State Leave the Community Behind (“O Terceiro Pilar: Como os Mercados e o Estado Deixam a Comunidade Para Trás”, em tradução livre), em que adverte sobre as deficiências do capitalismo.

O economista enfatiza que os governos não podem mais ignorar a desigualdade social em suas políticas econômicas.

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GETTY. Em 2005, Rajam havia alertado sobre o ‘colapso catastrófico’ que acabou ocorrendo em 2008

No passado, era possível conseguir um emprego de classe média com uma “educação mediana”, exemplifica Rajan, que agora é professor da Universidade de Chicago, nos EUA.

Mas o panorama mudou na esteira da crise financeira global de 2008 e da adoção de medidas de austeridade.

“Agora, se você realmente quer ser bem sucedido, precisa de uma boa educação”, diz ele.

“E, infelizmente, as mesmas comunidades que são afetadas pela globalização do comércio e da informação tendem a ser as comunidades com escolas em más condições, onde há aumento da criminalidade, aumento das mazelas sociais e não é possível preparar seus membros para a economia global”, disse ele à BBC.

É por isso que Rajan acredita que o capitalismo está desmoronando: porque não oferece igualdade de oportunidades.

“Não está proporcionando oportunidades iguais e, de fato, as pessoas estão ficando em uma situação muito pior.”

O que não significa, no entanto, que o capitalismo não possa ser salvo, esclarece Rajan.

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SOPA IMAGES. Manifestantes protestam em Londres pelo fim das medidas de austeridade que acreditam afetar suas oportunidades econômicas

Na opinião dele, regimes autoritários surgem “quando todos os meios de produção são socializados”.

“O que você precisa é de um equilíbrio, você tem de melhorar as oportunidades.”

A democracia, enxerga ele, desempenha um papel importante nesse processo de renovação do capitalismo.

“É por isso que a democracia de livre mercado era um sistema equilibrado, mas precisamos recuperar esse equilíbrio novamente”, insiste.

Outras ameaças

De qualquer maneira, não é apenas o futuro do capitalismo no longo prazo que preocupa Rajan.

Um relatório da agência de avaliação de risco S&P Global Ratings indica que é possível haver outra crise de crédito global, devido ao aumento de 50% na dívida mundial desde a crise passada.

O informe explica que, desde 2008, a dívida dos governos cresceu em 77%, enquanto a dívida corporativa subiu em 51%.

Analistas argumentam, no entanto, que é improvável que a próxima recessão seja tão séria quanto a causada pelo terremoto financeiro de 2008.

Mas Rajan aconselha estar sempre alerta em relação à próxima crise, porque “essa é a única maneira de evitar que isso aconteça”.

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GETTY IMAGE.‘Há muito dinheiro fácil’, diz Rajan

Ele diz ainda que uma de suas preocupações é “a enorme quantidade de acomodação ou relaxamento monetário que ocorreu desde a crise global, e a quantidade de liquidez que se espalhou pelos mercados”.

Em outras palavras, taxas de juros muito baixas e muita impressão de dinheiro.

“É dinheiro fácil. E o que acontece quando você recebe dinheiro fácil é que fica mal acostumado”, diz ele.

“Há mais alavancagem [técnica usada para multiplicar a rentabilidade por meio do endividamento]. Endividamento que depende do dinheiro fácil para o refinanciamento. E, no final, isso acaba quando o dinheiro fácil acaba”, acrescenta.

O que permanece nesses casos, no entanto, é o endividamento, que ele considera a fonte das dificuldades do setor financeiro.

Por essa razão, o economista acredita que a próxima crise poderia ser causada pelas mesmas medidas que foram impostas para nos salvar da última.

“Chega um ponto em que temos de dizer: ‘Precisamos normalizar as coisas’. Porque se não normalizarmos, o sistema é redefinido para um estado em que se torna vulnerável a mudanças nas condições financeiras”, explicou.


Esta reportagem foi publicada originalmente pede rede britânica BBC [Aqui!]

Jair Bolsonaro comete erros estratégicos graves ao atacar imigrantes e parceiros comerciais na visita aos EUA

Jair Bolsonaro, durante entrevista à rede de TV conservadora Fox

A ultraconservadora FoxNews aponta para o apoio de Jair Bolsonaro a Donald Trump para que um muro seja construído na fronteira com o México.

Não sou muito afim de adotar a linha de indignação exacerbada com que articulistas de direita e de esquerda estão analisando os vários pronunciamentos (equivocados) que o presidente Jair Bolsonaro está proferindo em sua visita oficial aos EUA.  Prefiro apontar algo básico que é a inevitável consequência que tais pronunciamentos terão não sobre a imagem pública de Jair Bolsonaro, mas sobre os interesses econômicos e políticos do Brasil.

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Ao afirmar que a maioria dos imigrantes (incluindo aí os milhares de brasileiros que vivem nos EUA) desejam mal aos estadunidenses e atacar a França por uma suposta política permissiva em relação ao acolhimento de migrantes em seu território, Jair Bolsonaro consegue isolar o Brasil, justamente em um momento em que mais precisamos de inclusão.

E, pior, Jair Bolsonaro ainda está fazendo o jogo pedido pelo presidente estadunidense e ataca a China, país que hoje o principal parceiro comercial do Brasil e destino preferencial das nossas exportações de commodities agrícolas e minerais. A falta de sentido nesse ataque já está levantando sobrancelhas não apenas dentro do latifúndio agroexportador, mas também dentro dos setores mais conservadores da mídia brasileira que agora começam a apontar para o caráter destruidor de sua agenda política que, convenhamos,  na prática de uma receita heterodoxa de “nacionalismo entreguista”.

A questão que se apresenta aqui é que todos esses elementos não encontram apoio incondicional nem dentro dos EUA onde até a ultraconservadora rede de TV Fox News fez reportagem onde apontou para possíveis ligações da família Bolsonaro com as milícias no Rio de Janeiro  (ver clip logo abaixo), que dizer então de importantes parceiros comerciais brasileiros como a China, a Rússia e a própria França. 

Como sou geógrafo sempre tendo a buscar as implicações e consequências geopolíticas de determinadas ações que são adotadas pelos nossos governantes. No caso do que está ocorrendo neste momento com a visita do presidente Jair Bolsonaro, avalio que ela está sendo catastrófica para os interesses políticos e econômicos do Brasil. É que neste momento, os EUA estão afundados numa crise política e em dificuldades claras com o seu débito público. Por isso, ao se aliar de forma tão óbvia ao governo Trump, o que Jair Bolsonaro arrisca a fazer é colocar o Brasil para afundar junto com os EUA. E  em um mundo tão conturbado por realinhamentos estratégicos, esse não é certamente um cenário promissor.

Finalmente, eu fico me perguntando como estão se sentindo os imigrantes brasileiros que vivem nos EUA ao serem colocados na vala comum daqueles que “não têm boas intenções” ao irem para lá. É que, como se sabe, Jair Bolsonaro teve uma votação expressiva na comunidade de expatriados brasileiros que vivem nos EUA.