CPT organizou encontro agroecológico para realizar intercâmbio entre Sem Terrra e camponesas e camponeses atingidos pelo Porto do Açu
Em 27 de outubro de 2013 a Comissão Pastoral da Terra/Região Norte do RJ, embaixo de amoreiras férteis de frutos, realizou o encontro agroecológico no sítio de assentada da Reforma Agrária (assentamento Che Guevara) e agente da Pastoral da Terra, Catarina Chagas. O encontro de partilha contou com a participação de camponesas e camponeses atingidos pelo Porto do Açu e teve como objetivo contribuir com a troca de experiências agroecológicas, na relação de produção e existência com a terra e com o Outro.
A parceria com a CEDRO (Cooperativa de Consultoria, Projetos e Serviços em Desenvolvimento Sustentável) foi fundamental para o êxito do evento e proporcionou a construção de alternativas agroecológicas no manejo de combate/controle de pragas e doenças na agricultura.
A participação de três homens na preparação dos alimentos foi uma novidade na vivência de uma experiência de gênero.
Os participantes ficaram muito entusiasmados com a possibilidade de utilização de produtos que não envenenem a terra, a água e o ser humano e logo propuseram um encontro de agroecologia na comunidade de Água Preta (V Distrito de SJB) envolvendo todos os pequenos agricultores do V Distrito de SJB. Convite prontamente aceito tanto pela CPT como pela CEDRO, que se propuserem buscar articulação e apoio com a Rede de Agroecologia do RJ.
A atividade foi considerada animadora e enriquecedora, especialmente pelos agricultores atingidos pelo Porto do Açu que demandam fortalecimento de sua resistência no projeto de construção da soberania alimentar e permanência em seu território. Além disso, mobilizou os camponeses e camponesas para a participação no Encontro Estadual de Agroecologia do Rio de Janeiro que ocorrerá, de 8 a 10 de novembro, em Campos dos Goytacazes.
A CPT celebra mais este Encontro e se re-aviva quando re-trata a Sem Terra, Catarina, caminhando na entrada arborizada de seu lote agroecológico. Alguns anos atrás, uma terra árida, completamente desmatada, contaminada de veneno e queimada, pelo latifúndio.
Salve a Reforma Agrária, por soberania alimentar e poder popular!
O encontro iniciou com a troca , entre camponesas, de mudas e a sua utilização no cuidado da saúde humana e vegetal.
A troca em roda de conversa. A camponesa mais velha de Água Preta abriu o Encontro declamando versos. E deu-se o desafio entre D. Jorgina e D. Noêmia. Páreo duro!
A participação da CEDRO e sua valiosa contribuição! Valeu Edelaine!
A metodologia participativa contribui para a participação e atenção dos camponeses e camponesas: jovens, caboclos, negros, idosos!
Os camponeses, descendentes indígenas da Baixada Campista, contribuíram na cozinha. Vivência de gênero sai do projeto e ganha materialidade!
Frutos da terra!










