
A mídia corporativa vem mostrando até causar náusea nos telespectadores a destruição de caixas automáticos (esses instrumentos que nos tornam empregados dos bancos já que fazemos serviços que caberiam a um bancário) como símbolo de vandalismo e destruição do patrimônio privado. Eu até tenho ouvido, fruto dessa campanha de sensibilização midiática, pessoas sérias nervosas com os manifestantes.
Bom, se tomarmos a situação do Itaú/Unibanco não há qualquer razão para comoção com os caixas quebrados. É que no dia de hoje, o Itaú divulgou no mercado um balanço que mostrou um resultado acima do esperado pelos analistas. É que o chamado lucro líquido recorrente do Itaú para o terceiro trimestre de 2013 foi de estratosféricos 4,022 bilhões de reais, acima dos 3,4 bilhões obtidos um ano antes.
Assim, em vez nos sensibilizarmos com a má sorte dos banqueiros, teríamos mesmo é que pensar porque pagamos calados as taxas bancárias mais altas do mundo. Mas essa informação não vai sair em nenhuma emissora de TV.