Dívida do Estado do Rio atinge R$ 81 bilhões, segundo Marcelo Freixo.

“Estado está falido”, alerta o deputado, que ressaltou greve dos servidores

Jornal do Brasil

O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ) afirmou nesta quarta-feira, no plenário da Alerj, que a dívida pública do Estado do Rio, que era de R$ 48 bilhões em 2006 no Governo Rosinha, cresceu para R$ 81 bilhões em fevereiro deste ano no Governo Cabral. Falou ainda da crise generalizada de representatividade e do movimento crescente de insatisfação, que deve gerar mais greves de diversas categorias de servidores.

“Venho a esta tribuna falar sobre a situação econômica que o Rio de Janeiro está vivendo, e também sobre as relações que isso pode ter ao conjunto de greves e manifestações pela cidade. (…) Há um endividamento crescente do Estado, e isso não significou melhorias nas condições de trabalho do servidor público”, alertou o deputado.

“(Estado) governou para seus sócios, para seus amigos, e agora não consegue atender às reivindicações mais básicas”, disse Freixo

Freixo ressaltou que a prova concreta disso seria a recente explosão de greves de diversas categorias. Criticou também a incapacidade política do governo do Estado de dialogar, aliada à “incompetência” econômica, enquanto aumenta o sentimento de insatisfação das pessoas.

“A chance de termos mais crises de categorias durante todo o ano é enorme, porque o Estado está falido.” Destacou ainda que a situação “governou para seus sócios, para seus amigos, e agora não consegue atender às reivindicações mais básicas”.

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/05/14/divida-do-estado-do-rio-atinge-r-81-bilhoes-segundo-marcelo-freixo/

Grevistas da UENF fecham novamente portões e expõe crise causada pelo (des) governo Pezão

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Em mais uma ação dos grevistas que demandam respostas positivas para suas reivindicações, os portões de entrada do campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes foram lacrados na manhã desta 5a. feira (15/05). Esta é uma forma encontrada pelo movimento de greve para demonstrar a profunda insatisfação que existe neste momento com o descaso do (des) governo agora comandado por Luiz Fernando Pezão.

A greve que já dura mais de dois meses possui pautas variadas, mas as principais são 86,7% de reposição de perdas salariais para todos os servidores (professores e servidores técnico-administrativos), 65% de remuneração do regime de Dedicação Exclusiva cumprida por todos os professores, e efetivação de uma real política de assistência estudantil (aumento do valor do auxílio cotista, abertura do bandejão, e criação de um auxílio moradia).

Como se vê, a situação criada pelo sucateamento imposto pela dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão criou um nível de insatisfação nunca visto na história da UENF. E nisso tudo fica completamente atônita e perdida, a reitoria da UENF. Também quem mandou que apostassem na completa submissão às vontades do (des) governo estadual!

De toda forma,  o dia de hoje promete ser de muita mobilização na UENF.

O pânico a Piketty e a direita sem ideias

POR PAUL KRUGMAN


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Em resposta ao “Capital no Século XXI”, não há argumentos, só silêncio e preconceitos. Partidários da desigualdade foram pegos no contrapé

Por Paul Krugman | Tradução: Daniella Cambaúva, em Carta Maior

O novo livro do economista francês Thomas Piketty, “O capital no século XXI”, é um prodígio de honestidade. Outros livros de economia foram um sucesso nas vendas, mas diferentemente da maioria deles, a contribuição de Piketty tem uma séria erudição, capaz de mudar a retórica. E os conservadores estão aterrorizados.
 
Por isso, James Pethokoukis, do American Interprise Institute, adverte na revista “National Review” que o trabalho de Piketty precisa ser refutado porque, do contrário, “se propagará entre a clerezia e dará nova forma ao cenário da economia política em que  serão travadas todas as futuras batalhas sobre política”.
 
Pois bem, lhes desejo boa sorte nesta empreitada. Por enquanto, o que de fato surpreende no debate é a direita parecer incapaz de organizar qualquer tipo de contra-ataque significativo à tese de Piketty. Em vez disso, sua reação consistiu exclusivamente em desqualificá-lo. Concretamente, em alegar que Piketty é um marxista e, portanto, alguém que considera a desigualdade de renda e de riqueza uma questão importante. Em breve voltarei à questão da desqualificação. Antes, vejamos por que o livro está tendo tanta repercussão. 

Piketty não é o primeiro economista a ressaltar que estamos experimentando um forte aumento da desigualdade, ou até mesmo a enfatizar o contraste entre o lento crescimento da renda para a maioria da população e os rendimentos altíssimos no topo. É verdade que Piketty e seus colegas agregaram uma profundidade histórica ao nosso conhecimento, demonstrando que realmente estamos vivendo em uma nova Era Dourada. Mas nós sabemos disso faz tempo.

Não. O que é realmente novo sobre o “Capital” é o modo como destrói o mais amado mito dos conservadores, a insistência de que estamos vivendo em uma meritocracia, em que grandes fortunas são conquistadas e merecidas.

Nas duas últimas décadas, a resposta conservadora às tentativas de tratar de forma política a questão do aumento da renda das classes altas envolveu duas linhas de defesa: em primeiro lugar, a negação de que os ricos estão realmente se dando tão bem e o resto está mal. E quando tal negação falha, eles alegam que essas rendas elevadas são uma recompensa justificada por serviços prestados. Não se deve chamá-los de 1% ou de ricos, mas sim de “geradores de emprego”.
 
Mas como fazer essa defesa, se os ricos derivam grande parte de sua renda não do trabalho que eles fazem, mas dos ativos que possuem? E se as grandes fortunas, cada vez mais, que não vêm de empreendimentos, mas sim de heranças?

O que Piketty mostra é que estas não são questões menores. As sociedades ocidentais, antes da Primeira Guerra Mundial, eram dominadas, de fato, por uma oligarquia de riqueza herdada -e seu livro argumenta convincentemente de que estamos voltando para esse cenário.

Portanto, o que os conversadores podem fazer, diante do medo que esse diagnóstico possa ser usado para justificar o aumento de impostos sobre os ricos? Podem tentar rebater Piketty de forma substancial mas, até agora, não vi nenhum sinal disso. Em seu lugar, como eu disse, há apenas desqualificações.

Isso não deveria ser surpreendente. Participei de debates sobre a desigualdade de renda por mais de duas décadas e nunca vi os “especialistas” conservadores conseguirem negar os números sem tropeçarem em seus próprios cadarços intelectuais. Ora, é quase como se os fatos fundamentalmente não estivessem do lado deles. Ao mesmo tempo, xingar de vermelho todos os que questionam qualquer aspecto da teoria de livre mercado tem sido um procedimento padrão da direita, desde que pessoas como William F. Buckley tentaram impedir o ensino da economia keynesiana, não por prová-la errada, mas denunciando-a como “coletivista”.

Ainda assim, tem sido incrível assistir aos conservadores, um após o outro, denunciarem Piketty como marxista. Até mesmo Pethokoukis, que é mais sofisticado do que o resto, chama o livro de uma obra de “marxismo leve”, o que só faz sentido se a mera menção à desigualdade de riqueza faça de você um marxista. (Talvez esta a visão deles. Recentemente, o ex-senador Rick Santorum denunciou o termo “classe média” como “conversa marxista”, porque, veja bem, não temos classes nos Estados Unidos.)

E o “Wall Street Journal”, em sua crítica ao livro, de forma muito previsível, percorre todo o percurso. De alguma forma, consegue comparar a defesa de Piketty da tributação progressiva como forma de limitar a concentração de riqueza -um remédio tão americano quanto a torta de maçã, defendido não apenas por economistas, mas também por políticos, inclusive por Teddy Roosevelt- aos males do stalinismo. Isso é realmente o melhor que o “Wall Street Journal” consegue fazer? Aparentemente, a resposta é sim.

Agora, o fato de os defensores dos oligarcas norte-americanos estarem evidentemente em falta de argumentos coerentes não significa que eles estejam politicamente em fuga. O dinheiro ainda fala -na verdade, em parte graças ao Supremo Tribunal de Roberts, fala mais alto do que nunca. Ainda assim, as ideias também importam, moldando a forma como falamos sobre a sociedade e, eventualmente, a forma como agimos. E o pânico em relação a Piketty mostra que a direita ficou sem ideias.

FONTE: http://outraspalavras.net/destaques/o-panico-a-piketty-e-a-direita-sem-ideias/

Greve dos ônibus: vereador Eliomar Coelho (PSOL) usa Facebook para exigir dados da Rio Ônibus

Vereador e Rio Ônibus travam duelo pelo Facebook

Por: Fabiana Paiva
Vereador faz perguntas ao Rio Ônibus pelo Facebook
Vereador faz perguntas ao Rio Ônibus pelo Facebook Foto: Reprodução do Facebook

Em meio ao furacão pela greve dos rodoviários, a Rio Ônibus tentou se defender comentando um post no Facebook do vereador Eliomar Coelho (PSOL).

Retrucando o apoio do vereador ao movimento, o sindicato que representa os consórcios disse que preza pela transparência, que isenção de impostos é uma tendência dos governos estaduais e indicou acesso ao site do Rio Ônibus para ter as planilhas e entender a composição tarifária.

Mas o sindicato não sabia com quem estava se metendo. Ao apregoar sua transparência, abriu a porta para o vereador fazer as perguntas que, sem sucesso, tenta há anos pedir à Prefeitura do Rio.

“Certos do vosso compromisso com a verdade e a transparência, solicitamos, publicamente, os seguintes dados e informações:

– Extratos mensais de utilização do RioCard, segundo o tipo de cartão (RioCard VT, RioCard Expresso, Integrações, eventos, BUC etc.), para as linhas operadas por empresas vinculadas ao sindicato RioÔnibus, a partir de 11/2010 até 04/2014;

– Receitas com vendas de bilhetes, (re)cargas nos cartões e outras taxas operacionais cobradas dos clientes segundo o tipo de cartão (RioCard VT, RioCard, RioCard Expresso, Integrações, Eventos, BUC etc.), série histórica completa desde a implantação da bilhetagem eletrônica;

– Número de cartões emitidos, cancelados e em uso por ano, por tipo (incluindo gratuidades e rodoviários). Série histórica completa desde a implantação da bilhetagem eletrônica para as linhas operadas por empresas vinculadas ao sindicato RioÔnibus;

– Cópias de inteiro teor dos estudos de Demanda e de Intervalos Máximos elaborados por este sindicato, entre 2008 e 2012;

– Arquivos georreferenciados, compatíveis com a base cartográfica do município. Arquivos digitais preferencialmente em formato Shapefile (.SHP) de todas as linhas e respectivos itinerários operados por empresas filiadas ao RioÔnibus;

– Planilha eletrônica contendo dados de todas as linhas (indicando o número, vista origem, vista destino, descrição do itinerário, frota determinada, frota operacional média, padrão do material rodante, intervalo máximo e capacidade nominal de ocupação segundo cada faixa de horário);

– Cópias de inteiro teor de todos os atos administrativos que deram origem à criação, alteração e extinção de linhas sob o atual regime de contratação;

– Memorial descritivo do sistema de controle operacional por GPS, indicando as tecnologias utilizadas, tipos de relatórios emitidos, frequência de utilização e metodologias de análise;

– Relação de multas (administrativas e de tráfego) recebidas pelos consórcios desde 01/01/2011, cópias dos relatórios de fiscalização realizados;

– Balancetes mensais de cada empresa operadora e de cada consórcio desde o início do atual regime de concessão;

– Balanços contábil e patrimonial e o Demonstrativo de Resultados Financeiros (DRF) de cada empresa operadora e de cada consórcio desde o início do atual regime de concessão;

– Documentos de constituição e última eleição de diretoria das 4 empresas vinculadas à RioÔnibus (RioPar Participações S/A, RioCard Administradora de Cartões e Benefícios S/A, RioCard TI, RioTerminais, MovTV e SPTA);

– Balancetes mensais e balanços anuais das empresas integrantes do sistema RioCard, desde sua criação (RioPar Participações S/A, RioCard Administradora de Cartões e Benefícios S/A, RioCard TI, RioTerminais, MovTV e SPTA);

– Extratos mensais de utilização do RioCard, segundo o tipo de cartão (RioCard VT, RioCard Expresso, Integrações, eventos, BUC etc.), para as linhas operadas por empresas vinculadas ao sindicato RioÔnibus, a partir de 01/Janeiro/2011 até 30/abril/2014.

Saudações transparentes, Vereador Eliomar Coelho”

Agora é esperar para ver se, desta vez, as respostas virão.

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/extra-extra/vereador-rio-onibus-travam-duelo-pelo-facebook-12487598.html#ixzz31kfQFWoA

Estadão: Acciona vai à Justiça por novo arresto das ações da OSX

Empreiteira conseguiu na Justiça holandesa novo arresto das ações OSX Leasing, domiciliada no País

Mariana DurãoMariana Sallowicz e Mônica Ciarelli, do  

Sergio Moraes/Reuters 

Um funcionário anda em frente à FPSO OSX-1, a primeira unidade de produção, armazenagem e escoamento na frota da OSX, ancorada no porto do Rio de Janeiro

 Um funcionário anda em frente à FPSO OSX-1, a primeira unidade de produção, armazenagem e escoamento na frota da OSX, ancorada no porto do Rio de Janeiro

 Rio – Às vésperas da apresentação do plano de recuperação judicial da OSX, braço de construção naval da EBX, a empreiteira Acciona conseguiu na Justiça holandesa novo arresto das ações OSX Leasing, domiciliada no País.

A OSX mantém negociações intensas para apresentar o plano até esta sexta-feira, 16, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

O arresto soma 3,1 milhões de euros (R$ 9,4 milhões), cifra que corresponde a três meses dos juros cobrados sobre a dívida que a companhia de construção naval tem com a Acciona.

Atualmente, a OSX do empresário Eike Batista acumula R$ 300 milhões em débitos com a fornecedora.

Uma fonte com informação sobre o caso conta que a Acciona irá anexar a decisão da Justiça holandesa aos autos do processo no Brasil. Procurado, o escritório Antonelli & Advogados Associados, que representa a Acciona no Brasil, não quis comentar o assunto.

Com o arresto, a companhia passa a ser credora com garantia firme, o que a daria, em tese, mais poder de decisão na assembleia que irá analisar o plano.

A garantia firme torna a Acciona credora pela chamada Classe II (com garantia). Enquanto isso, há credores que estão na Classe III (sem garantia).

No final do ano passado, a Acciona já tinha conseguido o arresto de bens e ações da OSX Leasing determinado pela Justiça holandesa. No entanto, o tribunal da Holanda decidiu revogar a medida em fevereiro.

A Acciona foi contratada em meados de 2012 para a execução de obras de construção do porto de Açu, situado em São João da Barra (RJ). Em maio de 2013, as empresas acordaram com o encerramento dos contratos.

Prazo

A estratégia da OSX para aprovação do plano de recuperação é seguir o modelo da OGpar (antiga OGX, petroleira do grupo), fechando um acordo prévio com os principais credores.

Já a OGpar fará a assembleia de credores no dia 3 de junho, de acordo com informações divulgadas ontem pela Justiça do Rio.

O prazo oficial para a entrega do documento da OSX à Justiça é 19 de maio. A dívida consolidada de OSX Brasil, OSX Construção Naval e OSX Serviços Operacionais soma R$ 4,5 bilhões e é encabeçada por bancos.

A negociação na OSX é mais complexa porque há credores com garantias firmes, ao contrário do que ocorria na petroleira. A ideia é mesclar conversão parcial de dívidas em ações e alongamento de prazos.

Um financiamento DIP (debtor-in-possesion, para viabilizar empresas em recuperação) de US$ 100 milhões está sendo negociado.

Na OGX os próprios credores aportaram os novos recursos, o que não deve ocorrer na OSX. As tratativas com o fundo Cerberus Capital Management para a concessão do empréstimo não avançaram.

FONTE: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/acciona-vai-a-justica-por-novo-arresto-das-acoes-da-osx-2

MTE divulga balanço do trabalho escravo em 2013

Número recorde de ações indica crescimento significativo do trabalho escravo no meio urbano que superou 50% do total de resgates

Brasília, 13/05/2014 O Ministério do Trabalho e Emprego realizou um recorde em ações fiscais e resgatou em 2013 um total de 2.063 trabalhadores de situação análoga a de escravo, num total de 179 operações realizadas em todo país.

Segundo a Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (SIT/MTE) foram alcançados pela fiscalização do órgão 27.701 trabalhadores, formalizados ou não, sendo que do total de resgatados 1.068 estavam no meio urbano, o que equivale, pela primeira vez no histórico das ações fiscais, um número acima de 50% do total de trabalhadores resgatados.

As autuações do Ministério do Trabalho e Emprego resultaram em mais de R$ 8 milhões pagos a título de verbas rescisórias e foram lavrados 4.327 autos de infração em face das irregularidades encontradas. Para o chefe da fiscalização da Detrae, Alexandre Lyra, o Brasil é referência no enfrentamento do trabalho escravo e o MTE vem a cada ano aumentando o número de propriedades fiscalizadas. Somente no ano passado foram 300 empregadores fiscalizados. Em 2013, mais de 50% dos trabalhadores identificados em condições análogos as de escravo vieram do meio urbano. Esse número mostra que o uso de mão de obra análoga a de escravo tem se intensificado no meio urbano, onde temos aumentado as demandas, mas sem se afastar do meio rural, onde já temos um histórico de enfrentamento, avaliou.

Dados 

Esses números são decorrentes das ações de fiscalização das equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), diretamente vinculadas à Detrae e também da atuação dos auditores fiscais do Trabalho lotados nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) em todo país. De acordo com os dados divulgados pela Divisão de Fiscalização, das cinco ações fiscais que encontraram as maiores quantidades de trabalhadores em condições análogas às de escravo, quatro foram de caráter urbano. Os quadros a seguir demonstram os resultados da fiscalização em 2013:

POSIÇAO ESTADO MUNICÍPIO ATIVIDADE QUANTIDADE
MG Conceição do Mato Dentro Construção Civil 173
SP Guarulhos Construção Civil 111
RJ Rio de Janeiro Alimentação 93
CE Granja Coleta da palha da carnaúba 85
GO Itaberaí Construção Civil 70

Os cinco estados em que mais ocorreram ações fiscais do Grupo Especial de Fiscalização (GEFM) e SRTE são:

POSIÇãO ESTADO AÇÕES FISCAIS GEFMSRTE

1º PARÁ 68626

2º MATO GROSSO 301515

3º SÃO PAULO 260323

4º MINAS GERAIS 25025

5º GOIÁS 25717

Em termos de trabalhadores resgatados, tem-se:

POSIÇAO ESTADO AÇÕES FISCAIS RESGATADOS GEFM RESG. SRTE RESG.
MINAS GERAIS 20 446 0 446
SÃO PAULO 19 419 03 416
PARA 68 141 125 16
BAHIA 17 135 0 135
GOIAS 25 133 0 133

 As atividades com maior incidência de ações fiscais nas quais foram identificados trabalhadores em situação análoga à de escravo, em nível nacional, foram:

Atividade Fiscalizações

Pecuária 44

Construção Civil 36

Agricultura 23

Outros 46

Total149

Por sua vez, as atividades nas quais houve o maior número de trabalhadores resgatados, em nível nacional, foram:

Atividade Resgatados

Construção Civil 849

Agricultura 342

Pecuária 276

Outros 596

Total 2063

No meio urbano, 35 ações fiscais foram realizadas do total de 300 ocorridas em 2013; 60 destas produziram o resgate de 1.068 trabalhadores. Os estados com maior número de ações fiscais foram:

UF AÇÕES FISCAIS RESGATADOS

Minas Gerais 14367

São Paulo 16360

Rio de Janeiro 6129

Em Minas Gerais todos os trabalhadores resgatados no meio urbano realizavam as atividades no setor da Construção Civil. Em São Paulo apresenta-se o seguinte perfil:

Atividade Resgatados Fiscalizações

Indústria da Confecção 10411

Indústria da Construção 2565

Total 36016

No Rio de Janeiro, 93 trabalhadores, em uma ação fiscal, foram resgatados no ramo de alimentação, sendo que o restante no da Construção Civil.

Assessoria de Imprensa/MTE

acs@mte.gov.br 2031.6537

FONTE: http://mte.jusbrasil.com.br/noticias/118736181/mte-divulga-balanco-do-trabalho-escravo-em-2013

Ururau: Operários amargam não cumprimento de trabalho no Porto do Açu

Vinte e cinco operários e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e Construção Civil e Imobiliária (Sticoncim) foram parar na 134ª Delegacia Legal de Campos na tarde desta terça-feira (14/05), para registrar Boletim de Ocorrência contra a empresa K Mendes Construções por descumprimento de compromisso com os trabalhadores firmado junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Oriundos do Maranhão e da Bahia, os operários chegaram a São João da Barra no dia 05 de abril com a promessa de trabalho da referida empresa, para atuarem no Porto do Açu, como armadores, mas de acordo com o presidente do Sticoncim, José Carlos Eulálio, eles nem chegaram a iniciar o serviço, ficando a disposição da empresa por 30 dias, a qual agora não quer assumir a responsabilidade sobre eles.

No Termo de Ajustamento assinado pelo supervisor administrativo, Luís Carlos de Mendonça, a K Mendes Construções fechou acordo onde se responsabilizou a pagar o salário [pelos 30 dias que ficaram alojados em pousadas por conta da empresa], o equivalente a R$ 30.190.09, e o valor das passagens de vinda e da volta para suas cidades de origem, que foi orçado em R$ 23.668,50, totalizando um crédito dos trabalhadores para com a empresa de R$ 53.858,89. O prazo para o pagamento era até dia 12 deste mês, mas a empresa não cumpriu. A K Mendes é subcontratada pela empresa espanhola FCC, que por sua vez tomou para si a responsabilidade de efetuar o pagamento nesta quarta-feira (14/05), mas também descumpriu o acordo.

“Espero que o Ministério do Trabalho, enquanto órgão defensor, se posicione contra a empresa porque ela diz que não vai pagar e o sindicato não tem como arcar com o custo desses funcionários. O subdelegado do MTE não honrou em acompanhar os trabalhadores”, disparou José Carlos Eulálio.

Ainda de acordo com Eulálio o descumprimento gera multa no valor de um salário mínimo prevista do artigo 477, que é atraso de rescisão contratual. “A empresa alega que não reconhece para pagamento os 25 trabalhadores porque os nomes não constam na lista da contratante, mas também não deu nenhum posicionamento do que vai fazer com eles”, disse acrescentando que ao todo eram 191 trabalhadores, porém 166 receberam seus direitos trabalhistas e já retornaram para seus estados.

Desde que chegaram a São João da Barra, os operários estavam hospedados em pousadas de Grussaí e na sede do município, mas o contrato com esses estabelecimentos, assim como fornecedores de alimentação, também venceram nesta quarta-feira, não tendo os trabalhadores onde dormir e fazer as refeições.

Francisco Carvalho de Jesus, de 36 anos, é natural de São Luís do Maranhão. Ele, que foi contratado para trabalhar como armador, relatou que recebeu um telefonema do supervisor da empresa pedindo que conseguisse 20 operários para fazer o mesmo serviço no Porto do Açu. “Viemos para cá com dinheiro do nosso bolso, mas com a promessa de seremos reembolsados. Chagando aqui, além de fazer o exame admissional, recebemos treinamento, e um funcionário recolheu nossas carteiras de trabalho, mas 12 dias depois as devolveu sem assinar alegando que a empresa estava passando por problemas”, contou Francisco.

O trabalhador explicou ainda que foram orientados a permanecerem nas pousadas aguardando que seriam reembolsados pelo valor da passagem e os dias que ficaram alojados, mas isso não aconteceu. “Estamos todos na mesma situação, com a família esperando lá no Maranhão e na Bahia e sem ter como voltar”, desabafou.

Após saírem da 134ª DL, trabalhadores e representantes do Sticoncim foram para a frente da sede do Ministério Público do Trabalho (MTE), mas até a publicação desta matéria não haviam sido recebidos pelos responsáveis pelo órgão.

A equipe do Site Ururau tentou contato, por telefone, com Clóvis Santarém, mas não obteve êxito. O mesmo procedimento foi adotado com as empresas K Mendes Construções e FCC, mas também não conseguimos resposta.

O Diário: Trabalhadores do Açu prestam queixa-crime

O Diário

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Um grupo de 25 trabalhadores prestou queixa-crime contra a empresa K-Mendes, que presta serviços de Recursos Humanos para FCC Tarrio, do Porto do Açu, nesta quarta-feira (14) na 134ª Delegacia Legal (DL/Centro). Eles alegam que a empresa K-Mendes não pagou os salários, além dos direitos trabalhistas em função de uma rescisão contratual. Os trabalhadores estavam acompanhados pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO), José Carlos da Silva Eulálio. 

Na última segunda-feira, uma manifestação já havia sido realizada no Porto do Açu por conta destes salários não pagos. A promessa da empresa era de que o pagamento seria efetuado nesta quarta-feira (14), o que não aconteceu.

Os 25 trabalhadores que estiveram na delegacia nesta quarta estavam hospedados em pousadas em São da Barra à disposição da K-Mendes. A empresa FCC Tarrio havia se comprometido a repassar o dinheiro para a K-Mendes a fim de que a indenização fosse paga. 

Um grupo de trabalhadores da mesma empresa chegou a receber parte dos direitos e esperava receber o restante hoje, assim como os outros.

Segundo José Eulálio, o próximo passo agora será acionar o Ministério do Trabalho para denunciar as empresas.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/trabalhadores-do-acu-prestam-queixa-crime-11580.html

 

 

Servidores da UENF decidem manter greve por ampla maioria

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Se ontem os professores da UENF decidiram suspender a sua greve até 6a. feira para dar um voto de confiança ao (des) governo do Rio de Janeiro, hoje numa assembléia lotada os servidores decidiram por manter a sua, numa votação de 187 a 2. Essa decisão reflete uma profunda indignação com a proposta salarial apresentada na segunda-feira (12/05) pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira.  

Essa decisão contraria um pedido feito pela reitoria da UENF antes da reunião dos servidores para que estes suspendessem o seu movimento de greve e aceitassem os valores precários e diferenciados que o (des) governo Pezão/Cabral ofereceu.

Por outro lado, essa decisão mantem a UENF num forte impasse e que impede a normalização que exige o (des) governo do Rio de Janeiro, pois é sabido que as suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração não acontecerão se os servidores técnicos-administrativos continuarem em greve.

É importante ressaltar que, ao contrário do que fizeram os cargos comissionados da reitoria na assembleia dos professores, hoje na dos técnicos não havia como enviar ninguém. Talvez isso explique em boa parte a diferença no resultado. É aquela estória de quando Vicente Feola simulou jogadas com Mané Garrincha numa preparação para a Copa de 1958, e Mané perguntou para o técnico da seleção brasileira se ele já havia combinado com os russos. No caso da UENF, a reitoria e o (des) governo Pezão esqueceram de combinar com os servidores técnico-administrativos.

Por terra e desenvolvimento dos assentamentos, MST marcha pelo Rio nesta quarta

Jornada de Lutas de Abril 2012 / Acervo MST

Em sua jornada lembrando os 18 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, onde 21 Sem Terra foram assassinados no Pará, o MST realiza ações em todo Brasil neste mês. No Rio, a data será lembrada nesta quarta, dia 14 de maio.

A programação inclui manifestações no INCRA, pela manhã, e na Caixa Econômica Federal pela tarde. O primeiro órgão é apontado como responsável pela demora na desapropriação de terras, enquanto o segundo tem falhado na liberação de recursos para desenvolvimentos dos assentamentos.

A pauta de reivindicações inclui principalmente a infra-estrutura dos assentamentos, já que muitos não possuem estradas, água encanada e nem eletricidade. Além disso, assistência técnica, crédito, agroindústrias e programas de educação do campo entram em discussão.

Em relação às terras, o MST exige a desapropriação de 10 áreas no estado do Rio. Muitas delas já foram declaradas improdutivas, e algumas famílias aguardam acampadas há 9 anos, como é o caso do acampamento Irmã Dorothy, em Quatis. Outro caso emblemático é o complexo da Usina Cambahyba, em Campos, onde hoje existem os acampamentos Luis Maranhão e Oziel Alves. Segundo denúncias, os fornos da usina foram usados para incinerar corpos de militantes durante  a ditadura.

Em todo o Brasil, o MST já ocupou mais de 60 latifúndios e prédios públicos. A reação dos ruralistas já provocou a morte de 3 Sem Terra: Valdair Roque foi assassinado no dia 4/05, no Paraná, e  Francisco Laci Gurgel Fernandes e Francisco Alcivan Nunes de Paiva, no dia 6, na Chapada do Apodi (RN).

Mais informações:  2263-8517 (Vanessa Ramos)

FONTE: http://boletimmstrj.mst.org.br/por-terra-e-desenvolvimento-dos-assentamentos-mst-marcha-pelo-rio-nesta-quarta/