Fraudes em emissão de licenças ambientais geram penas de prisão e multas no…. Ceará

Operação Marambaia: 11 condenados por crime ambiental

Operação Marambaia. Ex-superintendente do Ibama, dois ex-secretários, fiscais, professores universitários e empresário são condenados pela Justiça Federal e terão de devolver R$ 10 milhões e 480 mil por fraude em licenças ambientais

Cláudio Ribeiro claudioribeiro@opovo.com.br e Demitri Túlio demitri@opovo.com.br

Viviane Sobral, vivianesobral@opovo.com.br

Licenças ambientais fraudulentas em áreas de preservação, estudos de impacto viciados, tráfico de influência, peculato, prevaricação, suborno e outros crimes que favoreciam a especulação imobiliária no litoral de Fortaleza, Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Aquiraz, Fortim, Aracati, Icapuí, área urbana de Crateús e Guaramiranga resultaram na condenação de 11 pessoas acusadas na Operação Marambaia (ler quadro). Investigação iniciada pela Polícia Federal em 2008.

O juiz Danilo Fontenele, da 11ª Vara Federal, aplicou pena de até 32 anos e meio a um dos acusados. Caso do geólogo Tadeu Dote Sá, 62 anos, proprietário da Geoconsult. Ele foi condenado por elaborar laudos fraudulentos para a viabilização de quatro empreendimentos construídos em praias dos municípios de Aquiraz e Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Pela sentença, entre os 11 condenados, Tadeu Dote, terá de pagar a maior multa por reparação de dano ao meio ambiente: R$ 4 milhões por quatro laudos considerados criminosos.

Outro sentenciado que teve uma pena acima de 30 anos foi o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luís Parente Maia, 51 anos. Ele, que já coordenou o Laboratório de Ciências do Mar (Labomar), pegou 32 anos em regime fechado e terá de reembolsar R$ 2 milhões por dano ambiental.

De acordo com o juiz, “o acusado utilizava pessoal e material da UFC para fazer seus trabalhos particulares, conforme pode ser visto no uso da logomarca Labomar-UFC em seus pareceres. Solicitava e recebia honorários que eram pagos pelos empreendedores”. No processo, gestores ligados à Reitoria da universidade disseram não ter qualquer responsabilidade sobre laudos de Parente.

Ibama e secretários

Entre os condenados da Operação Marambaia está Raimundo Bonfim Braga (Kamundo), ex-superintende do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), que pegou seis anos em regime aberto. Também Hebert de Vasconcelos Rocha, ex-superintende estadual do Meio Ambiente (Semace) durante a primeira na gestão do governador Cid Gomes, que pegou sete anos.

E a ex-secretária do Meio Ambiente de Fortaleza, Daniela Valente Martins. A arquiteta, que atuou no primeiro mandato da prefeita Luizianne Lins, foi condenada a oito anos por tráfico de influência.

O POVO entrou em contato com os envolvidos e advogados. Tadeu Dote Sá sustentou não ter sido oficializado da decisão. “Estamos aguardando e meu advogado analisará”. Helio Leitão, representante de Kamundo e Daniela, afirmou não haver tomado conhecimento da sentença. “Acreditamos na inocência, iremos recorrer”, adiantou.

O advogado André Costa, que defende Luís Parente, afirmou que se manifestará quando tiver acesso à sentença. Representando Antonio César, Leandro Vasques disse que vai entrar com embargos de declaração. “A decisão possui obscuridades”.

“Foi julgado um processo prescrito. A pena é muito alta e acaba se tornando vingança”, afirma o advogado Cândido Albuquerque, que representa Herbert de Vasconcelos Rocha . “Estou seguro de que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região vai reformar”, diz. Os demais condenados não foram localizados pelo O POVO.

FONTE: http://www.opovo.com.br/app/opovo/cotidiano/2014/12/03/noticiasjornalcotidiano,3357067/operacao-marambaia-11-condenados-por-crime-ambiental.shtml

Lobão em sua fase “Beato Salú” dá o tom do desespero da direita tupiniquim

As imagens vindas da capital federal dão um tom que mistura micareta com aparições quixotescas de figuras ímpares como Aécio Neves e Lobão, o roqueiro aposentado ainda atividade. È que pressionados pela ida do PT para uma posição centro-direitista, os tucanos e apaniguados estão perdidos e flertem com posições que nem a Arena tinha durante a fase final da ditadura militar de 1964.

Esse tipo de guinada é característico de agremiações que agonizam após terem tomadas suas principais bandeiras e começam a flertar com quaisquer projetos que possam parecer viáveis, inclusive o nazi-fascismo.

Mas deixando a análise dos desatinos de Aécio Neves que em suas últimas declarações está deixando até Ronaldo Caiado com cara de moderado, o mais revelador da perda de rumo da direita tupiniquim é ver que Lobão se tornou um ícone da tucanada desesperada. E olha que estamos falando de um Lobão que guarda grande semelhança com o personagem Beato Salú da novela Roque Santeiro. E notem que não estou falando da barba grisalha, mas do discurso que a toda parece querer reclamar a volta do rei Sebastião para salvar a democracia brasileira!

Enfim, que oposição trágica é essa que precisa de Lobão para agitar as galerias do congresso nacional! Se não fosse tão trágico, seria engraçado!

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Uma esquisitice a mais na história do Porto do Açu: mercado de terras desapropriadas está superaquecido

Tenho recebido vários contatos de agricultores no V Distrito de São João da Barra que me dizem estar sendo pressionados a vender suas terras desapropriadas para uma empresa não identificada.  Se isso não fosse esquisito o suficiente, os proponentes deste tipo de interesse de compra por um ente não identificado estão atuando de forma pouco ética em relação aos advogados que representam os agricultores desapropriados.  Mas as esquisitices em torno desse aquecimento do mercado de terras desapropriadas não param por ai, segundo o que aparece de forma repetida nos relatos que eu recebi nos últimos dias.  

Aliás,  toda essa história das desapropriações realizadas pelo (des) governo Pezão/Cabral é marcada por coisas para lá de peculiares, como aliás já comentei em diversos momentos aqui neste blog ao longo dos últimos cinco anos.

Agora, que tenha gente querendo comprar terra desapropriada em nome de empresa anônima beira o cúmulo do absurdo,  especialmente porque a maioria dos agricultores desapropriados até hoje continua a ver navios, que não aqueles poucos que já atracaram no Porto do Açu.

Para relembrar um caso especialmente esquisito, posto novamente o depoimento do Sr. Reinaldo Toledo em que ele narra como recebeu uma folha de um servidor da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) atestando o valor que seria pago pela expropriação de suas terras, fato esse que se consumou sem que houvesse ocorrido qualquer pagamento.  Pelo jeito, o ciclo de desrespeito aos agricultores do V Distrito de São João da Barra ainda nos reservará muitas e desagradáveis surpresas.

 

 

Na invasão tucana do congresso, PT mostra que só bate em movimentos de esquerda

Galeria do Plenário da Câmara é palco de tumulto durante a votação da mudança da meta fiscal Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

A invasão das galerias por um punhado de pessoas que impediram a lei que possibilita ao governo Dilma ampliar o seu déficit em 2014, algo mais interessante ficou provado para mim, qual seja, o fato de que o PT só usa a força bruta para conter as reivindicações de movimentos sociais de esquerda! É que desde Lula e a criação da inconstitucional “Força Nacional”, qualquer ameaça de mobilização é respondida com a força bruta, bombas e balas de borracha.

Mas ontem no congresso nacional, o PSDB e o DEM trouxeram seus correligionários (ou seriam funcionários) para postergar a votação da lei que permite o afrouxamento da meta fiscal de 2014 e foi preciso que Renan Calheiros mandasse a polícia legislativa para tentar retomar o controle das galerias.

Esse tipo de situação mostra que há uma chance de, em nome da governabilidade, que Dilma Rousseff aprofunde sua guinada à direita e aprofunde ainda mais a repressão contra os manifestantes, de esquerda, é claro! A ver!

Movimento lança manifesto pelo dia mundial de luta contra os agrotóxicos

Brasil, 3 de dezembro de 2014

Manifesto pelo Dia Mundial de Luta Contra os Agrotóxicos

Povo Brasileiro,

Neste dia 3 de dezembro, saímos às ruas em todo o país para denunciar o modelo da morte que domina a agricultura brasileira: o agronegócio.

Há exatos 30 anos, explodia a fábrica de agrotóxicos da Caribe Union, atual Dow Chemical, na cidade de Bhopal, Índia. Na tragédia, mais de 16.000 pessoas morreram, e pelo menos 560.000 foram gravemente intoxicadas.

Bhopal não foi um acidente. Assim como também não foi um acidente a chuva de venenos na escola de Rio de Verde (GO), e tantas outras tragédias anunciadas pela ganância daqueles que afirmam que a comida que nos alimenta só pode ser produzida com muito veneno. Eles lucram muito com isso.

Em 2013, o mercado de agrotóxicos rendeu US$11,5 bilhões. O lucro se concentra em 6 grandes empresas transnacionais: Monsanto, Basf, Syngenta, Dupont, Bayer (fabricante do gás letal usado pelos nazistas) e a Dow, que até hoje não reconhece sua responsabilidade sobre Bhopal.

Ano após ano, o Brasil bate recordes de consumo de agrotóxicos e sementes transgênicas. A população brasileira está sendo envenenada. Nas águas, no solo, nos alimentos, em pequenas doses diárias, ou em chuvas de veneno, temos contato com substâncias que causam câncer, levam ao suicídio, e provocam abortos espontâneos, entre outros vários efeitos.

A ciência comprometida com a saúde pública coletiva não tem dúvidas1. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), é preciso se “mobilizar frente à grave situação em que o país se encontra, de vulnerabilidade relacionada ao uso massivo de agrotóxicos.”

De acordo com estas instituições, os agrotóxicos causam danos à saúde extremamente graves, “como alterações hormonais e reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos e neuromotores e cânceres, dentre outros. Muitos desses efeitos podem ocorrer em níveis de dose muito baixos, como os que têm sido encontrados em alimentos, água e ambientes contaminados. Além disso, centenas de estudos demonstram que os agrotóxicos também podem desequilibrar os ecossistemas, diminuindo a população de espécies como pássaros, sapos, peixes e abelhas.”

Por que tanto veneno?

A opção clara da política agrícola brasileira pelo agronegócio é a grande responsável pela situação. O agronegócio utiliza largas extensões de terras, os latifúndios, para plantar uma mesma espécie – normalmente soja, milho, algodão, eucalipto ou cana-de-açúcar. Dessa maneira, destrói a biodiversidade e desequilibra o ambiente natural, facilitando o surgimento de plantas, insetos ou fungos que podem destruir a plantação. Por isso, é uma agricultura dependente química: só funciona com muito veneno. O agronegócio também utiliza maquinário pesado, que compacta o solo, e não gera empregos, favorecendo assim o êxodo rural.

No legislativo brasileiro, um grupo de deputados e senadores de vários partidos formam a chamada Bancada Ruralista, que tem como objetivo incentivar o agronegócio, o trabalho escravo, o desmatamento, lutar contra a demarcação de terras indígenas, quilombolas e contra a reforma agrária.

Kátia Abreu (PMDB/TO), Ronaldo Caiado (DEM/GO) e Luis Carlos Heinze (PP/RS) são alguns dos expoentes desta bancada. Estes políticos se elegem graças a altíssimas cifras doadas nas campanhas pelas empresas do agronegócio, como a JBS, BRF e Marfrig, e na prática agem como empregados destas empresas dentro do congresso e do senado. Os ruralistas também dominam o Ministério da Agricultura, que recebeu a cifra de R$140 bilhões neste ano.

No ano passado, esta bancada aprovou uma lei (12.873/2013) que permite uso de agrotóxicos proibidos no Brasil por serem altamente nocivos, e já conseguiram até demitir funcionários das agências reguladoras que lidam com o tema. Após as eleições de 2014, os ruralistas declararam ter 51% do Congresso Federal. É necessária uma reforma política que decrete o fim das doações eleitorais de empresas para acabar com estas verdadeiras pragas da política brasileira.

Nós construímos uma alternativa: a agroecologia

Camponesas e camponeses do Brasil são aqueles que botam comida na nossa mesa. E somente elas e eles podem praticar a agroecologia. Agroecologia é um jeito de organizar a produção agrícola e a vida no campo em harmonia com a Natureza. Na agroecologia, se produzem diversos tipos de alimentos numa mesma área, fortalecendo assim a biodiversidade e deixando a natureza equilibrada. Desta forma, não é necessário usar agrotóxicos, nem fertilizantes sintéticos, e muito menos sementes transgênicas. A agroecologia também busca uma vida digna no campo, com saúde e educação adequadas à realidade do campo.

Repudiamos a tese de que pobres têm que comer veneno. Não há mais dúvidas de que podemos alimentar a população com a produção agroecológica. Até mesmo a ONU reconhece que a agroecologia é única solução verdadeira para a fome no mundo2, e pode inclusive ajudar a frear as alterações climáticas.

O que queremos?

A população brasileira está unida na luta pela fim dos agrotóxicos e em defesa da vida. Queremos Agroecologia.

Movimentos sociais do campo, da cidade, sindicatos, instituições públicas de pesquisa, estudantes, e inclusive o Ministério Público vem se articulando junto à Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Nossa luta é por comida sem veneno e um congresso sem ruralistas, que represente de fato os interesses do povo.

De imediato, pedimos:

  • A proibição da prática criminosa da pulverização aérea, a exemplo do que ocorre na União Europeia;

  • O banimento de agrotóxicos já banidos em outros países do mundo;

  • O fim das vergonhosas isenções de impostos dadas aos agrotóxicos;

  • A criação de zonas livres de agrotóxicos e transgênicos, para o livre desenvolvimento da agroecologia;

  • Maior controle para evitar a contaminação da água por agrotóxicos.

Convocamos toda a população a se engajar nesta luta, através dos comitês da campanha espalhados pelo Brasil.

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Imprensa:

Alan Freihof Tygel – Coordenação da Campanha – (21) 9 8085 8340
Fran Castro – Coordenação da Campanha – (65) 9972 5709

Fábio Tinga – Coordenação da Campanha- (61) 8185 1355

Desmobilização em Suape só é similar à da construção de Brasília, afirma secretário

 Por Paulo Veras

Obras da refinaria Abreu e Lima. Foto: Heudes Regis/JC Imagem.

“Na história do Brasil, só houve desmobilização similar quando Brasília foi construída. E a gente sabe como é o entorno de Brasília até hoje”, afirmou nesta terça-feira (2) o secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Márcio Stefanni, ao comentar a demissão de trabalhadores no Complexo Industrial e Portuário de Suape, na Região Metropolitana do Recife (RMR), onde foram construídos, nos últimos anos, grandes empreendimentos como a Refinaria Abreu e Lima e os estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE), cerca de 42 mil trabalhadores devem ser demitidos só da Refinaria em 2015. Para efeito de comparação, Stefanni explicou que existem 25 mil trabalhadores diretos em Suape, enquanto as obras do empreendimento da Petrobras concentram até 112 mil pessoas.

“Não há muito o que o Estado de Pernambuco possa fazer”, explicou o secretário, lembrando que a relação trabalhistas entre a Petrobras e os funcionários não é mediada pela administração de Suape.

Stefanni garantiu que a Secretaria de Trabalho de Pernambuco tem trabalhado para realocar essas pessoas. O secretário também disse que algumas obras tocadas no Estado; como o Arco Metropolitano, a Transnordestina, a fábrica da Fiat e a construção de barragens; podem atender aos trabalhadores desligados de Suape.

Nesta terça, o próprio governador João Lyra Neto (PSB) saiu em defesa dos terceirizados que atuaram na construção da refinaria, que alegam estar sem receber salários. “Não temos nenhum envolvimento direto com a ação, mas enquanto Governo temos responsabilidade com trabalhadores que precisam de apoio”, disse.

“As pessoas estão abandonadas e sem dinheiro, devido ao atraso nos pagamentos das indenizações. Muitos trabalhadores são de outros estados e estão sem recursos para se manter em Pernambuco”, defendeu Lyra.

Nas últimas semanas, a Petrobras chegou a ter valores bloqueados em suas contas pela Justiça do Trabalho de Pernambuco para garantir o pagamento dos terceirizados, que têm protestado em Suape e nas ruas do Recife.

A Petrobras já reconheceu que deve R$ 50 milhões com a empresa terceirizada Alusa e teve contas neste valor congeladas pelo judiciário.

FONTE: http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2014/12/02/desmobilizacao-em-suape-e-similar-da-construcao-de-brasilia-afirma-secretario/

Parece reprise, mas não é: esgoto in natura inunda esquina na Avenida Sete de Setembro

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Em 2012 os moradores e comerciantes no trecho da Avenida Sete de Setembro e termina na Rua dos Goytacazes viveram um suplício de quase 6 meses para algo que me parecia muito justo, qual seja, a ampliação da estrutura de coleta de águas pluviais e de esgotamento sanitário dentro do projeto rotulado como “Bairro Legal”, e que foi executado pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Pois bem, apesar de toda a demora e do custo aos cofres públicos, o vazamento de esgoto in natura tem sido uma constante desde que a obra foi entregue às vésperas da eleição municipal de 2012. De lá para cá, semana sim e outra também, a Avenida Sete de Setembro é invadida por esgoto in natura que expõe a população que passa por ali a toda tipo de risco de saúde.

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Como em todo esse período, venho pagando pela coleta e tratamento de esgoto em minha conta mensal que é entregue de forma pontualmente britânica, eu fico só imaginando porque está demorando tanto para que alguém da PMCG ou da concessionária Águas do Paraíba se dê ao trabalho de fazer uma visita in loco e, melhor ainda, ache uma solução para o problema que já está cheirando mal.

Polícia Federal prende servidores do Ibama e de secretaria estadual de meio ambiente no Maranhão

Por Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo

BRASÍLIA  –  Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (Sema) suspeitos de participar de esquema de fraudes em processos ambientais estão sendo presos nesta terça-feira pela Polícia Federal no Maranhão. Ao todo, em meio a Operação Ferro e Fogo I e II, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva, 21 de prisão temporária, 28 de busca e apreensão e seis conduções coercitivas nas cidades maranhenses de São Luís e Imperatriz.

De acordo com a PF, servidores do órgão federal e da secretaria estadual repassavam informações privilegiadas a particulares acerca de fiscalizações e auxiliavam a fraudar tramitação de processos ambientais. As investigações, iniciadas em setembro de 2013, revelaram desvios de condutas de 15 servidores do Ibama, três da Sema, sendo dois ex-superintendentes adjuntos. Um deles, segundo a PF, ocupa atualmente o cargo de superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Maranhão.

“Os servidores praticavam de forma reiterada variados atos de corrupção, exigindo e solicitando vantagem econômica no desempenho das funções de fiscalização”, informou a PF em nota. Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, concussão, corrupção passiva e ativa, prevaricação, advocacia administrativa e violação de sigilo funcional, cujas penas somadas podem chegar a 25 anos de reclusão.

De acordo com a Polícia Federal, o nome da operação remete ao livro A Ferro e Fogo, do pesquisador Warren Dean, que narra as formas de destruição da floresta brasileira.

(Agência Brasil)

FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-12/operacao-da-pf-prende-servidores-do-ibama-e-da-secretaria-de-meio-ambiente-do