Eletricidade, o calcanhar de Aquiles do Porto do Açu

O alerta sobre as limitações graves que estão sendo enfrentadas pelas empresas já instaladas no Porto do Açu no que se refere ao fornecimento de eletricidade já foi dado pelo jornalista Esdras Pereira em seu blog no jornal Folha da Manhã com o sugestivo título de “Uma Ampla no meio do caminho” (Aqui!). Mas a imagem abaixo, vinda do Facebook, mostra o calcanhar de Aquiles que a falta de uma linha de transmissão representa para todo o empreendimento.

eletricidade

Alguém devia ter avisado a Eike Batista e à Ampla que a eletricidade não chega só com a colocação das torres de sustentação. Há que haver fiação e, mais importante, eletricidade para ser transmitida. Agora, essas torres ficam lá no Açu como símbolos maiores da falta de planejamento básico para um empreendimento de tamanha envergadura. Com tanta incompetência, não é preciso nem que existisse críticos.

Entretanto, não custa nada lembrar que um número imenso de famílias, como por exemplo a do falecido José Irineu Toledo, tiveram suas terras expropriadas justamente para a passagem dessa linha de transmissão. Parece inexplicável e é.

Enquanto isso, haja gerador!

Os gastos perdulários da Copa FIFA exacerbam a luta de classes e mostram o lado mais sombrio da sociedade brasileira

Para atender a sanha por lucros da FIFA, governos aprofundam a segregação social e acirram propositalmente os ânimos 

Não é de hoje que a Copa do Mundo da FIFA vem implicando na submissão de Estados nacionais a uma empresa privada, com requintes de remoções forçadas, greves de trabalhadores e forte repressão policial. Isto já acontecia antes, mas sem a cobertura da mídia virtual como acontece este ano no Brasil. Se tivéssemos tido um mínimo de acesso ao que aconteceu na África do Sul, é possível que já tivéssemos nos tocado que o que estamos vendo nas ruas das cidades-sede não é nada de novo, e apenas reflete o inconformismo das populações pobres com o tipo de gasto perdulário e socialmente segregador que este e outros megaeventos esportivos representam.

No Brasil, contudo, estamos tendo pitadas de puro cinismo que estão dando vazão a várias manifestações violentas não apenas contra os que protestam contra a Copa. A verdade é que essa violência também está sendo dirigida contra os que supostamente não se ajustam a essa visão de mundo endinheirado que os governos querem empurrar goela abaixo dos que não irão desfrutar do festival de gastos bilionários que a FIFA está impondo para tirar o máximo de lucro possível.

O que está emergindo disso tudo é o lado mais sombrio da sociedade brasileira, onde negros e pobres são estigmatizados como representante o mau mais perverso. Para isso prosperar a FIFA conta o beneplácito do (des)governo Dilma Rousseff, de (des) governos estaduais como o de Sérgio Cabral e com a imensa maioria da imprensa corporativa. Essa imprensa que absolve justiceiros e policiais violentas se ocupa à exaustão de rotular todos os que resistem como membros de uma organização que não existe (o tal dos Black Bloc) como se agir violentamente fosse apenas monopólio de justiceiros e policiais.

O objetivo das diversas partes é clara: a FIFA quer o máximo de lucro possível, os (des) governantes querem continuar no leme das políticas neoliberais que privatizam o Estado brasileiro, e a imprensa corporativa quer continuar podendo cobrar muito dinheiro para fazer propaganda do mesmo modelo de sociedade que gera uma das maiores desigualdades sociais do planeta (só na América Latina somos o quarto país socialmente mais desigual!).

E ai me desculpem os que se horrorizam com os que ousam reagir: isto pode só ser o primeiro capítulo de uma longa revolta. Afinal, só nos sonhos do neopetismo foi abolida a luta de classes no Brasil. É que graças ao neoliberalismo social-liberal do neoPT, esta está bem viva e cada vez mais acirrada.

Antropólogos denunciam racismo na regularização de terras quilombolas

Rio de Janeiro/ Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil Edição: Andréa Quintiere

Remanescentes de quilombos sofrem racismo do Estado brasileiro, segundo a Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Para os especialistas, as decisões técnicas e políticas do governo federal estariam impedindo a regularização fundiária dessas comunidades, pilar de uma série de outros direitos. O racismo das instituições públicas é determinante para que os quilombolas continuem à margem da cidadania, denunciam os antropólogos.

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Brasilia – A ABA lança Campanha Nacional pela Regularização de Terras Quilombolas.Divulgação/ABA

Lançado no início do ano pela ABA, o abaixo-assinado na internet chama a atenção para as comunidades que aguardam por até dez anos uma definição do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão responsável pela regularização das terras. Entre elas, a do Rio dos Macacos (BA) e a da Ilha de Marambaia (RJ), que convivem com bases da Marinha, instituição que recorrentemente entra com ações na Justiça para que as comunidades sejam despejadas ou para que não possam reformar as casas.

Segundo o coordenador do Comitê Quilombos da ABA, Osvaldo Martins de Oliveira, a regularização fundiária dos quilombos é um a garantia constitucional que não está sendo cumprida. Ele cobra atuação incisiva do Ministério Público Federal (MPF) para assegurar o direito à terra, do qual derivam os demais. “Sem o território, os quilombolas não podem desenvolver atividades produtivas e manter tradições socioculturais que asseguram sua existência e autonomia”, justificou.

A vice-presidenta da Associação de Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro (Acquilerj), Ivone Mattos, endossa a campanha da ABA. Ela acompanha a situação em Marambaia – antigo ponto de desembarque de negros escravizados na costa fluminense – e esclarece que sem os seus territórios os quilombolas tendem a permanecer sem condições de “vida livre, com dignidade e sem romper com as relações de trabalho precário, de racismo e de ausência de serviços públicos”.

Além de buscar uma solução para os casos em que há conflitos com as Forças Armadas em áreas quilombolas, a ABA cobra comprometimento político do governo com as demais comunidades. “No Espírito Santo, o proprietário saiu da terra, mas o Incra não o indenizou pela propriedade. Ele pediu reintegração de posse e a Justiça deu”, relatou Oliveira. Para o especialista, professor da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes), a falta de vontade política se traduz em racismo.

Itapecuru-Mirim (MA) - A dona de casa Maria da Anunciação Ferreira mora em uma comunidade quilombola onde o esgoto corre a céu aberto
Itapecuru-Mirim (MA) – A dona de casa Maria da Anunciação Ferreira mora em uma comunidade quilombola onde o esgoto corre a céu abertoMarcello Casal/Agência Brasil

A coordenadora de regularização de terras quilombolas do Incra, Givânia Maria da Silva, confirmou que os processos são lentos porque há “interesses diferentes de órgãos do governo”. “O Incra não tem condições de tocar os processos sem a participação de outros órgãos em casos onde há sobreposição das comunidades e áreas das Forças Armadas ou unidades de conservação, por exemplo.” Sobre a comunidade no Espírito Santo, ela disse que o proprietário voltou atrás.

Givânia informou ainda que o Incra estabeleceu um grupo de trabalho para “dialogar” com as instituições de governo instaladas “de boa-fé” nas terras quilombolas e assegurou que o órgão “busca uma saída conciliada”. No caso das comunidades de Marambaia e do Rio dos Macacos, ela declarou que há avanço. “É verdade que não temos uma solução para Alcântara (Maranhão)”, completou, sobre a comunidade ocupada pela Aeronáutica e pela base de lançamento de foguetes. O Ministério da Defesa e a Casa Civil, que participam de reuniões periódicas com o Incra, foram procurados pela reportagem e ainda não se pronunciaram sobre as negociações.

A campanha da ABA ficará disponível na internet pelos próximos meses e depois a associação pretende entregar o documento em mãos para os órgãos de governo e para o MPF.

FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2014-02/antropologos-denunciam-racismo-na-regularizacao-de-terras

Eike consegue fechar acordo com credores da OGX

Acionistas minoritários terão perdas ainda maiores

Jornal do Brasil

O empresário Eike Batista conseguiu fechar um acordo com os credores internacionais da OGX – que trocou de nome passou a se chamar Óleo e Gás Partcipações – e deverá obter um novo financiamento de US$ 215 milhões para a companhia. A operação, segundo fontes do mercado, está sendo liderada pela Pimco e, de acordo com comunicado da própria empresa, financiamento será feito por meio da venda de duas parcelas de títulos que serão subscritos pelos credores. Com esse refinanciamento, Eike vai perder o controle da OGX.

A OGX, conforme o acordo, irá emitir debêntures conversíveis no valor de US$ 125 milhões. Os US$ 90 milhões restantes serão emitidos posteriormente. Na nota divulgada pela OGX, o atual presidente da empresa, Paulo Narcélio Simões Amaral, disse que estava muito satisfeito por ter chegado a um acordo com os credores, o que vai permitir, segundo ele, pagar o empréstimo-ponte, manter as operações e cumprir os compromissos. “Este acordo é um importante voto de confiança no potencial da OGX e um passo importante em nossa reestruturação, que, se aprovada, irá proporcionar à empresa um novo começo”, afirmou o diretor.

Emboa não tenha sido esclarecido no comunicado, o acordo firmado na madrugada deste sábado deverá prejudicar ainda mais os acionistas minoritários que detinham cerca de 50% das ações da empresa e, com o acordo, possivelmente, deverão ter essa participação bastante reduzida. De acordo com representantes desses acionistas, pelas informações que circularam antes de Eike fechar o acordo, os minoritários poderiam ficar com apernas 5% das ações.

A OGX deverá apresentar finalmente nesta próxima semana o plano de recuperação judicial, que é obrigatório para que a empresa possa continuar com o plano de recuperação. A apresentação do plano estava prevista para janeiro, mas foi prorrogada a pedido da própria empresa.

A dívida da OGX com credores internacionais chega a US$ 5,1 bilhões. Eike teve seu patrimônio de bilhões derretido a partir do ano passado devido às dívidas, depois que resultados decepcionantes na produção de seus poços de petróleo afugentaram os investidores.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/02/08/eike-consegue-fechar-acordo-com-credores-da-ogx/

E mais um anel saiu das mãos de Eike Batista: agora foi a petroleira OGP

A matéria abaixo publicada pela Bloomberg informa que Eike Batista, para não ver a OGP (antiga OG(X)) quebrar de vez, acaba de aceitar um acordo com seus credores internacionais para receber uma injeção de capital na ordem de 200 milhões de dólares. Mas para conseguir isto, Eike teve que entregar o controle que ainda detinha da empresa que fundou. Do contrário, não havia jogo.

Agora que o número de empresas outrora conhecidas por pertencer à franquia “X” já se reduziu ao extremo, que ninguém fique com pena de Eike, pois ele (ao menos por enquanto) continua um homem rico. Agora com a tomada de controle da OGP por um fundo de investidores internacionais, o que está efetivamente acontecendo é que uma parcela das reservas de petróleo do pré-sal estão passando para as mãos de estrangeiros. E eu saliento: praticamente de graça!

Pimco-Led Group Said to Agree $200 Million OGX Deal

By Cristiane Lucchesi and Juan Pablo Spinetto  

Creditors led by Pacific Investment Management Co. agreed to terms for about $200 million of financing for Eike Batista’s oil company that will strip control from the former billionaire, said two people with knowledge of the talks.

The arrangement with Oleo & Gas Participacoes SA (OGXP3) bondholders will be signed as soon as today, the people said, asking not to be identified before the deal is made public. Deutsche Bank AG will act as an intermediary in the transaction, said one of the people.

The press department at OGP, formerly OGX, declined to comment when contacted by telephone in Rio de Janeiro. Pimco and Deutsche Bank press officials didn’t immediately comment when contacted by phone.

The accord would end more than six weeks of talks to finalize a preliminary debt-for-equity swap announced on Dec. 24 that will give creditors control of the explorer founded by Batista. The DIP financing will help cover costs at its only producing oil field as the company looks to emerge from bankruptcy protection after triggering Latin America’s largest corporate default last year.

The financing forms part of a restructuring plan that OGP needs to deliver to a court in Rio. The company has until Feb. 17 to present the plan, Caetano Berenguer, a partner at law firm Sergio Bermudes that represents OGP, said in a telephone interview today.

The judge evaluating the case probably will approve the plan if it means preventing the company from running out of cash, said Renee Dailey, a partner at Bracewell & Giuliani LLP in Hartford, CT.

“There’s a preference for restructuring, meaning there is a preference in keeping businesses running and people working,” she said in a telephone interview yesterday. “If this does that, that’s a compelling reason for the court to approve it.”

OGP surged in value in 2009 and 2010 after reporting discoveries at more than 80 percent of wells drilled, allowing Batista to tap debt markets to finance operations. Shares of OGP Have slumped 98 percent since the company started output in January 2012.

FONTE: http://www.bloomberg.com/news/2014-02-07/pimco-led-group-said-to-agree-200-million-ogx-deal.html

Porto do Açu: avança ali, recua acolá

Superporto do Açu adia início das operações


Divulgação
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Obras seguem no porto, apesar do adiamento do prazo

O Porto do Açu deverá começar a operar no primeiro semestre deste ano, e não mais no primeiro trimestre, como havia anunciado há um mês a empresa Prumo Logística Global – antiga LLX Minas-Rio – que administra o megaempreendimento em construção em São João da Barra (SJB), no Norte Fluminense. Além da mudança de prazo, uma das empresas que estava prevista para atuar na primeira etapa também foi excluída da lista: a filandesa Wärtsilä. Apenas a norueguesa NOV, a francesa Technip e a americana Intermoor continuam cogitadas a operar no primeiro momento.

Atualmente, de acordo com a Prumo, sete mil pessoas trabalham na construção das instalações das empresas do Complexo Industrial; 54% delas são moradoras da região (Campos, SJB e municípios vizinhos). Ainda de acordo com a empresa, a Prumo Logística e a LLX Minas-Rio já teriam investido juntas cerca de R$ 4,7 bilhões, desde 2007.

Impostos – Levantamento da administradora aponta que a arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) de SJB aumentou de R$ 750.186,89 em 2005 para R$ 33.604.357,40 em 2012, o que representa um crescimento de 4.379,46%.

No Terminal 1 (T1) já estão prontos a ponte, o píer com dois berços para minério de ferro, o píer de rebocadores e o canal de acesso e a bacia de evolução. Faltam construir o píer com dois berços para movimentação de minério de ferro e dois píers para movimentação de petróleo. As máquinas que atuarão no minério de ferro do T1 estão em fase final de montagem.

Embarque – O primeiro embarque de minério de ferro no Porto está previsto para o segundo semestre deste ano. Atualmente, 95% das obras do mineroduto que levará o minério de ferro de Conceição do Mato Dentro (MG) até o porto já foram concluídas. O projeto passa por 32 municípios nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. A estimativa é de que o mineroduto possa transportar 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Já no Terminal 2 (T2) estão em andamento as obras para construção do canal, aterros para as retroáreas, cais de atracação, construção dos quebra-mares com blocos de concreto e revestimento com pedras na entrada do canal. O T2 movimentará ferro gusa, carvão mineral, veículos, granéis líquidos e sólidos, carga geral e petróleo e dará apoio offshore às empresas na Bacia de Campos.

Porto do Açu: obras avançam mas com qual monitoramento ambiental?

Na minha última visita ao V Distrito fui alertado por um agricultor que o navio que escava o canal artificial que dá acesso às estruturas de construção naval no Porto do Açu estaria chegando “perto da estrada”. Agora, alertado  por uma postagem no blog do prof. Roberto Moraes, pude acessar o sítio da Prumo e verifiquei que isto é verdade, como mostra a imagem abaixo.

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O que me preocupa nessa imagem é a intrusão mais para o interior do continente de uma quantidade incalculável de água salgada. É que num terreno tão permeável, essa água tenderá a penetrar no lençol freático, até com alguma facilidade.

No evento que tivemos de salinização no V Distrito, a reação da então LL(X) e do próprio INEA foi desconsiderar a persistência do problema que teria sido “pontual”. Agora, com o prolongamento do canal, o mínimo que se esperaria é que o órgão ambiental publicizasse o monitoramento que certamente deve estar sendo realizado para se mensurar os impactos que essa alteração ambiental pode estar causando nos ecossistemas aquáticos que circundam as obras do Porto do Açu.

A arapuca da Copa

Por Mauro Santayana

 

(Hoje em Dia) – Pudesse voltar atrás, e talvez o Presidente Lula não tivesse apresentado a candidatura do país à Copa do Mundo de 2014.

 Os problemas que o Brasil tem enfrentado são tantos – e a resistência a tudo que cheire a Panem et Circenses tão grande, nos dias de hoje,  que até  a capital da Suécia, uma das nações mais ricas do mundo, acaba de recusar – com certeza alertada pelo que está ocorrendo em nosso país – o polêmico privilégio de sediar as Olimpíadas de Inverno de 2022, com a justificativa de  economizar recursos públicos.

Com sua ingenuidade, lassidão e, as vezes, “salto alto” – pura arrogância e soberba, segundo seus inimigos – o PT não percebeu, em 2007, que, em política, toda vitória aparente pode ser usada  contra o vitorioso, até prova em contrário. Que o mel que se oferece hoje ao povo, pode se transmutar rapidamente em fel quando não se presta atenção aos detalhes. E que – como no caminho da Chapeuzinho para a casa de sua avó – existem mais percalços que se possa imaginar entre o sonho e a realidade.

Considerando-se os recursos que envolvia, e sua importância estratégica para o governo e a Nação, a Copa deveria ter sido tratada – sem licitação ou terceirização – do planejamento à execução, como uma operação de Estado.

Se o governo tivesse constituído uma estatal binacional com a China, aproveitando a experiência de Pequim na organização das Olimpíadas, os estádios, por exemplo, estariam prontos em poucos meses e seu custo não seria de um centavo a mais que o previsto.

Na comunicação, a Copa continua sendo tratada como festa e não como um projeto nacional com investimento, retorno, criação de empregos e renda definida, e os altos e baixos na relação com a FIFA beiram o improviso.

Enquanto isso, cidadãos voltam às ruas, e com eles, episódios absurdos e constrangedores, como o protagonizado por soldados da PM contra um manifestante em São Paulo.

Os soldados envolvidos poderiam alegar que estavam sendo ameaçados, se estivessem correndo do rapaz – como foi o caso do coronel agredido por manifestantes em junho – e não o contrário.

Cercado por homens fardados, armados e perigosos, que o perseguiam, com a evidente intenção de agredi-lo, e – como se viu pelo vídeo – provavelmente, matá-lo, era o rapaz – mesmo que estivesse portando um estilete – que estava em situação de legítima defesa, e não os soldados.    

Nunca é demais repetir, enganam-se aqueles que pensam que os protestos contra a Copa irão beneficiar, de alguma forma, a oposição.

Primeiro, porque nos estados que comanda e que sediarão jogos, a oposição – a exemplo do próprio governo – virou vidraça para as pedras – que não possuem rumo certo ou filiação partidária – da ala mais radical dos manifestantes,

E, também, porque a oposição não pode fingir apoiar os “anti-copa”, enquanto sua polícia persegue e acua, agride, ataca e atira em quem protesta contra o evento, como vimos em São Paulo.  

FONTE: http://www.maurosantayana.com/2014/02/a-arapuca-da-copa.html

Nos preparativos do VI Congresso do MST, Stédile diz que governo Dilma foi “bundão” com a reforma agrária

Enquanto o MST prepara o seu VI Congresso Nacional, o seu principal intelectual, João Pedro Stédile deu uma entrevista em que oferece uma visão ampla das posições do maior movimento social da América Latina sobre a situação política brasileira.

Numa declaração que reflete bem a irritação do MST com o abandono do PT do compromisso histórico com a reforma agrária no Brasil, Stédile disse em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo que “o governo Dilma foi bundão para a reforma agrária, não teve coragem de fazer desapropriação. Nos oitos anos do Lula, a média era de 80 mil famílias por ano em áreas desapropriadas. Nos três anos anos da Dilma, a média foi de 30 mil, porém a metade foi em projetos de colonização na Amazônia. Em área desapropriada mesmo foi 15 mil. O governo sabe que está em dívida conosco.”

Um resultado deste desconforto da base  do MST, Stédile avalia que uma parcela significativa dos militantes votará em Eduardo Campos e não em Dilma Rousseff nas próximas eleições.  Se isso realmente ocorrer, esta será a primeira vez que o PT não terá o grosso dos votos do MST.

Agora só faltam os neopetistas dizerem que os militantes do MST também são “coxinhas” de direita.

Para ler a entrevista completa de Stédile, basta clicar Aqui!

 

Funcionários do Comperj fazem nova manifestação

COMPERJ

RIO – Pelo terceiro dia consecutivo, funcionários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) protestam, na manhã desta sexta-feira, em Itaboraí. Eles revindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A PM acompanhava a manifestação. Na madrugada desta quinta-feira, dois operários que participavam da manifestação foram baleados. De acordo com informações da 71ª DP (Itaboraí), os homens foram feridos por disparos feitos por dois homens em uma moto.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/funcionarios-do-comperj-fazem-nova-manifestacao-11532416