Facebook processado por supostamente vigiar conversa privada

“Nós acreditamos que essas alegações não têm fundamento e nós vamos nos defender de forma energética”, informou o Facebook ao CNET

Lucas Agrela, de 
Reprodução

FacebookFacebook: autores do processo alegam que atitude do Facebook viola a lei de privacidade cibernética chamada Electronic Communications Privacy Act

O Facebook é alvo de uma ação federal conjunta movida por internautas da Califórnia, EUA, que alegam que a rede social monitora as conversas privadas entre usuários em seu serviço de mensagens instântaneas.

Os autores do processo acusam a empresa de fazer isso com o objetivo de “melhorar seus algoritmos de marketing e aumentar a habilidade da rede social de obter mais lucros com dados de usuários”, segundo o CNET.

O processo cita um estudo da empresa de segurança High-Tech Bridge que diz que o Facebook entende cada mensagem enviada com um link como uma opção curtir, portanto, usa essas informações são usadas para exibir publicidade direcionada.

“Nós acreditamos que essas alegações não têm fundamento e nós vamos nos defender de forma energética”, informou o Facebook ao CNET.

A acusação conjunta pede que o Facebook pare de monitorar as mensagens trocadas no serviço de bate-papo e que pague 100 dólares (238 reais) para cada dia que rede social coletou esses dados pessoais, que são supostamente privados.

“Fazer com que os usuários pensem que as mensagens que eles trocam são privadas cria uma oportunidade especialmente lucrativa para o Facebook, porque quem utiliza o serviço acredita que a comunicação por esse meio é livre de vigilância. Isso faz com que as pessoas estejam mais propícias a revelarem coisas que elas não diriam se soubessem que estão sendo monitorado”, dizem os autores do processo Matthew Campbell e Michael Hurley, que alegam que a atitude do Facebook viola a lei de privacidade cibernética chamada Electronic Communications Privacy Act.

Veja abaixo a acusação na íntegra:

Campbell v Facebook

FONTE: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/facebook-processado-por-supostamente-vigiar-conversa-privada

Bloomberg informa: Eike foi o grande perdedor de 2013

Eike Batista foi quem mais perdeu fortuna em 2013, diz Bloomberg

Portal Terra
A agência Bloomberg afirmou que o empresário brasileiro Eike Batista foi quem mais perdeu fortuna em 2013 após ver seu patrimônio líquido cair cerca de US$ 12 bilhões durante o ano.

Conforme a publicação, a OGX Petróleo, que o tinha transformado no homem mais rico do Brasil  em 2011, entrou com pedido de recuperação judicial em outubro e segue tentando evitar a falência.

Batista era a oitava pessoa mais rica do mundo em março de 2012, e agora tem um patrimônio líquido negativo, de acordo com o ranking da Bloomberg.

Conforme Elad Revi, analista de investimentos da Spinelli SA, em uma entrevista concedida no dia 26 de julho em São Paulo, a perda de credibilidade do empresário é explicada por não entregar os resultados prometidos quando ele listou suas empresas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

“Houve uma reação em cadeia: ele perdeu a credibilidade em uma empresa e  então em todas elas”, comentou.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/01/02/eike-batista-foi-quem-mais-perdeu-fortuna-em-2013-diz-bloomberg/

Queda de Sérgio Cortes abre temporada de “abandona barca” do (des) governo de Sérgio Cabral

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Como já havia sido anunciado pelo próprio Sérgio Cortes, o (des) governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral anunciou a exoneração de seu (des) secretário de Saúde e parceiro de noitadas em Paris. A saída de Cortes, logo após a condenação que sofreu por causa do uso ilegal de verbas em publicidade, deve ser aquele momento de abandono do navio que já vem se desenhando desde as manifestações de junho de 2013.

Agora resta saber quem vão ser os próximos a pular da barca de Cabral que poderá acabar na miserável condição de concorrer a deputado federal para poder desfrutar de fórum privilegiado nos muitos processos que se desenham no seu horizonte político.

Assim caminha a ciência produto-orientada!

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Fraude em tese premiada

Acusado de falsificar dados e imagens, Nitin Aggarwal, pesquisador da área de cardiologia que estudou e trabalhou na Universidade de Wisconsin-Madison, entrou em acordo com o Escritório de Integridade Científica dos Estados Unidos e aceitou ter seu trabalho supervisionado pelos próximos três anos, além de se abster de participar de comitês de avaliação de agências de fomento norte-americanas pelo mesmo período. Aggarwal, que hoje trabalha numa empresa farmacêutica, admitiu ter manipulado imagens de testes western blot, falsificado dados estatísticos para dar lastro às imagens manipuladas e mentido sobre o número de ratos usados numa experiência – foi apenas um, e não quatro, como informou nos trabalhos. A fraude atingiu dois artigos, projetos de pesquisa submetidos a duas agências e até a tese apresentada ao Medical College of Wisconsin em 2008 que serviu como requisito para obter o Ph.D. e lhe rendeu um prêmio de US$ 1.000. Os artigos com imagens falsas não foram alvo de retratação, assim como o Ph.D. permanece válido. Um porta-voz do Medical College of Wisconsin informou que um comitê de investigação encontrou dados suspeitos, mas eles não comprometem as conclusões. Por conta do episódio, a instituição discute novas normas para revogação de títulos acadêmicos.

Editorial do New York Times defende perdão para Edward Snowden

A situação política estadunidense ficou mais interessante no dia de hoje com a publicação de um artigo assinado pelo comitê editorial do matutino novayorquino New York Times, onde foi feita a defesa de um perdão presidencial para o ex-analista de inteligência da National Security Agency (NSA), Edward Snowden.

Essa mudança de posição do The New York Times representa um duro golpe para os defensores da prisão e punição exemplar de Snowden por causa das revelações dos muitos malfeitos cometidos pela NSA contra cidadãos norte-americanos e de outros países, incluindo a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e a estatal do petróleo Petrobras.

Segundo o que argumento o New York Times uma pessoa que revela ilegalidades cometidas por um determinado governo não pode ser julgada por esse mesmo governo. O editorial bai mais além ao dizer que Snowden na prática prestou um grande serviço à democracia estadunidense ao revelar graves violações aos direitos à privacidade dos cidadãos daquele país.

Se Barack Obama vai conceder esse perdão ou não, ainda é cedo para dizer Mas uma coisa é certa: a segurança pessoal de Snowden ganhou um certo alívio. É que ficaria muito ruim se ele aparecesse morto depois dessa defesa feita pelo principal jornal dos EUA.

Agora, no plano interno da política brasileira, vamos ver se Dilma Rousseff sai de sua posição diplomática covarde e manda pelo menos uma carta de agradecimento à Edward Snoweden que revelou a espionagem de seus e-mails pelo NSA.

A “xepa” do Eike continua. Agora foi-se BRIX!

Eike vende sua parte na BRIX, sua bolsa de energia elétrica

Em meados de dezembro, empresário teria vendido seus 20% na companhia a seus sócios

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Saulo Pereira Guimarães, de
 Matt Cardy/Getty Images

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Fundada por Eike em 2011, BRIX foi pensada para ser plataforma de negociação de energia elétrica 

São Paulo – Eike Batista vendeu sua participação na BRIX, plataforma de negociação de energia elétrica fundada por ele em 2011. A informação saiu hoje no Valor Econômico.

Confirmada pelo presidente Levindo Santos, a transação teria acontecido em meados de dezembro e não teve valores divulgados. Os compradores da fatia de Eike teriam sido os próprios sócios da empresa.

De acordo com o Valor, são eles: Josué Silva (presidente do conselho da Coteminas), Roberto da Costa (ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários), Marcelo Parodi (um dos donos da Compass Energia) e a companhia IntercontinentalExchange.

Em julho, Marcelo Mello já havia deixado a presidência da empresa em função de uma “reestruturação organizacional”.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-vende-sua-parte-na-brix-sua-bolsa-de-energia-eletrica

China: Walmart é pego vendendo raposa no lugar de burro em comidas congeladas

A customer looks at her child on a shopping trolley as they take an escalator at a Wal-Mart supermarket in Wuhan

No ano passado estourou o escândalo na Europa envolvendo o uso de carne de cavalos e burros em lasanhas congeladas. Agora o problema se repete na China, onde a gigante Walmart foi pega misturando carne de raposa em comidas congeladas que deveriam usar apenas a de burros. Ainda que carne de burros não esteja no cardápio de muitos países, o seu uso oorre em muitos locais, o que levanta um problema a mais para o setor de comidas congeladas.

Mas como até na China tem gaiato que aproveita de tudo para tirar um sarro, teve internauta chinês que já que carne de raposa é provavelmente mais cara do que a de burros,  a perda maior seria a da Walmart.

Agora, piadas à parte, eu pessoalmente vou evitar comprar esse  tipo de produto seja onde for. Afinal, as capacidades de regulação da oferta destes produtos no Brasil está cada vez mais atrás até da China. Assim, sabe-se lá o que andam colocando nas comidas congeladas por aqui! Na dúvida, comida fresca!

Empresária conta como descobriu cemitério de escravos, ao reformar casa“

Quando encontrei uma arcada dentária de criança fiquei assustada. Pensei em uma chacina, que alguém havia matado a própria família”

Por Flávia Villela, na Agência Brasil

Empresária do ramo da dedetização, Ana Maria de la Merced Guimarães, nunca imaginou que a compra do imóvel na rua Pedro Ernesto, nº 36, no bairro da Gamboa, zona portuária do Rio, mudaria radicalmente sua vida, a de seu marido, Petruccio, e das três filhas. Em 1996, durante uma reforma, a família descobriu ossadas debaixo da casa. A princípio, desconfiou que fossem de cachorros, até encontrarem várias arcadas dentárias humanas.

“Quando encontrei uma arcada dentária de criança fiquei assustada. Pensei em uma chacina, que alguém havia matado a própria família. Pensei o pior. Liguei para minha advogada, que ligou para um delegado. Depois, com a cabeça fria, lembramos que a Gamboa é uma região histórica”, contou.

A casa de Merced e dezenas de outras casas do bairro haviam sido construídas por cima de um cemitério de escravos do século 17. Após pesquisas e estudos dos artefatos, descobriu-se que a maioria dos mortos enterrados eram crianças e pré-adolescentes. Por esse motivo, o cemitério ficou conhecido como Pretos Novos (criado em 1769 e extinto em 1830). Lá foram enterrados, em covas coletivas, escravos que não resistiam à longa viagem nos navios negreiros vindos da África.

“Este cemitério era conhecido por poucos, esquecido por todos. Um passado funesto, mas importantíssimo para a nossa cidade. Isto representa o Holocausto negro. Aqui embaixo estão enterradas milhares de pessoas. A maioria pré-adolescente. Isto aqui representa um crime contra a humanidade e não pode ser esquecido”, declarou Merced. Além das ossadas, também foram encontradas cerâmicas e conchas.

A notícia sobre a existência de um cemitério de escravos acabou atraindo visitantes do Brasil e de outros países interessados em saber mais sobre a história envolvendo as mortes e o local. “Passamos a abrir a casa para pesquisadores, estudantes, jornalistas, uma média de dez a 15 pessoas por mês”. Novos amigos surgiram, assim como a admiração pelos artefatos e pela história.

Em 2005, ela e o marido compraram mais dois terrenos na mesma rua, um deles se tornou a sede do Instituto de Pesquisa e Memória dos Pretos Novos, fundado naquele ano por Merced, amigos e estudiosos do tema. Dezessete anos depois, Merced e o marido são responsáveis pela manutenção e promoção do instituto, que é também uma galeria de arte e um museu memorial.

Em 2011, mais uma surpresa: na busca por mapear o cemitério, arqueólogos descobriram um sambaqui, sítio pré-histórico formado pelo acúmulo de conchas, moluscos, ossos humanos e animais de mais de 3 mil anos e vestígios do primeiro encontro entre indígenas Tupinambás e portugueses que aqui chegaram pela primeira vez.

A dedicação à causa custou à família sacrifícios que emocionam Merced até hoje. “Fomos proibidos de fazer a obra e, em 1998, tivemos que sair correndo da casa, que ameaçava desabar por causa das escavações e das chuvas. Minhas filhas, na época adolescentes, tiveram que morar em um abrigo na nossa empresa até 2001”, contou entre lágrimas. “Isso ficou nas nossas mãos sem ninguém assumir esta responsabilidade”.

Hoje, o local também conta com um núcleo de pesquisa e oficinas de história sobre os pretos novos. Em 2012, mais de mil pessoas participaram das atividades promovidas pelo núcleo. A Companhia de Desenvolvimento Urbano e Portuário da prefeitura contribui com um pequeno aporte para cobrir os gastos com conta de luz, água e limpeza. A maior parte das receitas vem de doações e do bolso da família. A manutenção das janelas arqueológicas e produção de folhetos explicativos também são de responsabilidade da prefeitura, mas quem cuida e mantém aberto o lugar é Merced e o marido.

FONTE: http://revistaforum.com.br/blog/2013/09/empresaria-conta-como-descobriu-cemiterio-de-escravos-ao-reformar-casa-2/

Muito antes de afundar no Porto do Açu, Eike já vendia sonhos furados

Antes da derrocada, Eike investiu em uma fábrica de jipes que fechou sem explicação

GABRIEL BALDOCCHI, DE SÃO PAULO

Dos 15 anos como dono de um jipe JPX, o advogado Adriano Moura estima tê-lo deixado parado por 7. Não conseguia peças para o conserto depois que Eike Batista encerrou seu projeto da montadora, de mesmo nome, no início dos anos 2000.

Muito antes da derrocada das empresas X, Moura e outros proprietários já conheciam bem uma empreitada malsucedida de Eike.

Ex-concessionários afirmam ter o maior prejuízo. Acreditaram na aposta de Eike, investiram em lojas e um dia acordaram com a fábrica fechada, sem explicações.

  Fabio Braga/Folhapress  
O engenheiro Carlos Delgado, dono de um JPX
O engenheiro Carlos Delgado, dono de um JPX

Estima-se que ao menos mil veículos da marca ainda circulem pelas ruas e, principalmente, pelas terras do país. É quase um terço do que a montadora de Pouso Alegre (MG) produziu durante a sua operação, de 1994 a 2001.

Os primeiros afetados pelo empresário criaram uma rede de contatos no início dos anos 2000: um clube de jipeiros que, além de promover passeios, ajuda a buscar peças para quem precisa consertar seu veículo.

No Clube do JPX, os “órfãos do Eike”, como costumam se chamar, compartilham técnicas de adaptação de peças de outros fabricantes.

O mecânico João Antônio, ex-funcionário da fábrica do JPX, viaja pelo país para fazer a manutenção dos jipes. São os donos do veículo que pagam o transporte e a hospedagem, além do serviço.

Da última vez, um cliente pagou mais de R$ 1.500 para que ele levasse um cabeçote de Pouso Alegre ao interior do Paraná, onde ficou mais de dois dias para fazer o reparo.

FANATISMO

Apesar do sacrifício e do custo, os jipeiros não se cansam de repetir: “Quem tem um jota não troca”. Vários deles têm mais de um.

Por trás das aquisições, há uma boa dose de fanatismo. Afinal, amantes de raridades automotivas são comuns a outras marcas extintas.

O caso dos jipes de Eike, contudo, é singular pela qualidade da suspensão, citada por todos os proprietários.

“É a limusine dos jipes. Tem uma suspensão muito boa, nem parece jipe”, diz o engenheiro Carlos Delgado, que, há cerca de um ano, pagou R$ 20 mil por um JPX com 110 mil km rodados.

Não fossem os problemas de potência e superaquecimento, a marca X, profetiza o grupo, existiria até hoje.

A boa suspensão não foi suficiente, porém, para evitar que alguns “órfãos” entrassem na Justiça contra Eike. São proprietários e concessionários que buscam indenização pelos problemas que tiveram com o fechamento repentino da fábrica.

O ex-concessionário mineiro Eduardo Cunha, por exemplo, processa Eike por, segundo ele, tê-lo deixado na mão numa encomenda para a estatal de desenvolvimento agrário de Minas Gerais. Ele tinha vencido a licitação, mas não tinha jipes para entregar.

A JPX é um fracasso reconhecido por Eike. As poucas páginas dedicadas ao tema em sua autobiografia citam o caso como um aprendizado e garantem que todas pendências foram resolvidas. Ele não fala sobre a decisão de fechar.

A versão mais repetida por ex-funcionários e concessionários diz que o negócio ficou financeiramente inviável. As estimativas do prejuízo acumulado variam de US$ 40 milhões a US$ 100 milhões.

Em 2010, o empresário deixou escapar seu desejo de voltar ao ramo: anunciou planos para construir uma fábrica de carros elétricos no Porto do Açu. O projeto, porém, nunca se concretizou.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1392229-antes-da-derrocada-eike-investiu-em-uma-fabrica-de-jipes-que-fechou-sem-explicacao.shtml

Demétrio Magnoli: outro exemplo de “intelectual” que a direita adora

Tive um dia o prazer de pertencer à mesma corrente estudantil que o atual “jack-of-all-trades” da direita brasileira Demétrio Magnoli. Hoje vejo que a profecia final de George Orwell no livro “A Revolução dos Bichos” se confirmou no plano individual para Demétrio. Ele que é apresentado como intelectual na verdade se presta a um papel de dar o necessário verniz acadêmico para as piores asneiras que a direita brasileira precisa enunciar.

A última de Demétrio é um artigo onde ele analisa a bárbarie cometida contra os povos índigenas do sul do Amazonas na cidade de Humaitá (Aqui!). Demétrio acaba de achar um culpado aparente, qual seja, as políticas “multiculturalistas” que recriam diferenças culturais em nome da terceirização dos serviços de assistência aos povos indígenas. Essa é uma besteira própria de pessoas arrogantes que vivem dentro de escritórios abastecidos com ar condicionado (o preferido atualmente de Demétrio é o estúdio da Rede Globo). Se ele tivesse ido a uma aldeia na vida, coisa que duvido tenha feito, Magnoli saberia que não é fácil apagar milhares de anos de cultura, mesmo após algumas centenas de anos de conquista colonial.

Mas o maior problema de Magnoli não é ignorar a realidade da vida dos índios. Ele comete crime ainda maior quando omite que os verdadeiros culpados pelos enfrentamentos pela crise em Humaitá são políticos aproveitadores que são ou apoiam a mineração e a extração de madeira de forma ilegal dentro dos territórios indígenas.

O interessante é que nesse artigo Demétrio faz um grande serviço ao governo que ele diz querer criticar. É que nunca na história desse país, os povos indígenas estiveram tão desgarnecidos e fragilizados por um governo que preferiu se abraçar com o latifúndio agro-exportador e as grandes mineradoras. Nesse arco de alianças funesto que germinam as sementes da serpente. Mas disso Magnoli não vai falar, pois muitos dos que compõem o seu fã clube de pseudo-idéias estão ganhando com isso. E sendo inteligente como é, Demétrio não vai querer irritar os patrões.