Famílias com filhos na E.M. Jocilda Givanoite vão fazer nova manifestação para protestar contra autoritarismo da PMCG

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Uma nova manifestação de familiares de crianças que estudam na Escola Municipal Jocilda Givanoite ocorrerá na manhã desta 3a. feira (11/11) a partir das 8:00 da manhã com uma forma de protesto contra o fechamento de mais uma unidade escolar na cidade de Campos dos Goytacazes. É o que me garantiu uma mãe que está inconformada com o que ela considera um tratamento autoritário por parte da Secretaria Municipal de Educação, que segundo ela está impedindo matrículas e rematrículas para forçar as famílias a buscarem colocação em escolas que são consideradas muito distantes das residências. Além disso, essa mãe me garantiu que as famílias gostam do ambiente existente na E.M. Jocilda Givanoite, e não querem que seus filhos sejam realocados em outras unidades escolares.

Essa situação tem algumas peculiaridades que eu considero absurdas, especialmente no tocante à ausência de relações democráticas dentro das unidades escolares e na relação delas com o poder público municipal. Para começar não há um efetivo processo de escolha que seja minimamente democrático para a direção das escolas. Também me causa espécie que numa cidade tão rica, a Prefeitura de Campos dos Goytacazes venha a público dizer que não existem alternativas para abrigar a E.M. Jocilda Givanoite em um local próximo do qual a unidade funciona atualmente.

Deste modo, considero importante que as famílias sejam ouvidas e que seus pleitos, básicos e justos, sejam respeitados. Se não for assim, um município tão rico quanto Campos dos Goytacazes vai continuar amargando as piores colocações no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). É que se não há um mínimo de democracia e respeito à comunidade que depende da escola pública, não há nada que consiga ser melhorado.

E não custa nada lembrar que estamos a dois anos das eleições para eleger um prefeito que não contará com a chancela direta da família Garotinho. É que os pais e mães das crianças da E.M. Jocilda Givanoite vão lembrar da forma que estão sendo tratados os interesses de seus filhos e filhos. Pode não parecer nada, mas é muito!

Genocídio brasileiro

Policiais matam em média 6 pessoas por dia, mostra estudo

Marcelo Camargo/ABr
Polícia Militar de São Paulo aborda moradores

Polícia Militar: organização aponta que é preciso rever o padrão de atuação das forças policiais

Camila Maciel, da AGÊNCIA BRASIL

São Paulo – As polícias brasileiras mataram, durante o serviço, 2.212 pessoas em 2013, apontam dados da oitava edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Em média, são 6,11 mortos por dia. O número é menor do que o verificado no ano anterior, quando 2.332 pessoas foram mortas pela polícia no Brasil.

A íntegra do documento será apresentada amanhã (11) na capital paulista.

Apesar da queda, o FBSP avalia que a diferença não indica uma melhora ou tendência de mudança. A organização aponta que é preciso rever o padrão de atuação das forças policiais.

O fórum foi criado em 2006 com objetivo de construir um ambiente de cooperação técnica na área de atividade policial e na gestão de segurança pública.

O anuário apresenta dados sobre custo da violência, gastos de segurança pública, estatísticas de crimes e violência, efetivo de polícias e população prisional.

O levantamento releva ainda que, nos últimos cinco anos, a polícia matou 9.691 pessoas.

O número é cinco vezes maior do que o verificado nos Estados Unidos, onde 7.584 pessoas foram mortas pela ação policial nos últimos 20 anos.

Se forem somados os casos em que os policiais agiram também fora de serviço, o total chega a 11.197. Os dados norte-americanos apontam 11.090 mortes em 30 anos.

relação à quantidade policiais mortos, houve um aumento em 2013 na comparação com o ano anterior.

Foram 490 mortes, 43 a mais do que 2012. A média no país é 1,34 policial assassinado por dia. Desde 2009, 1.170 agentes foram mortos.

A maioria das mortes (75,3%) ocorreu quando não estavam em serviço.

O Rio de Janeiro é o estado com maior número de casos, com 104, seguido por São Paulo (90) e Pará (51).

Como parte do anuário, o FBSP apresenta o Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O estudo aponta que apenas 33% dos entrevistados dizem “confiar ou confiar muito” no trabalho da polícia. O percentual é três pontos superior ao verificado no ano passado, mas, na avaliação da organização, o número ainda é muito baixo. Foram entrevistadas 7.176 pessoas em oito estados.

Os policias avaliados como mais honestos pela população local foram os do Rio Grande do Sul, com 62% de confiança dos entrevistados.

Em segundo lugar, estão os agentes de Minas Gerais e do Distrito Federal, com 57% da população confiando na idoneidade das forças policiais.

Na média nacional, 51% acreditam que a maior parte dos policiais é honesta. Os amazonenses, por outro lado, são os que mais desconfiam das forças de segurança. A polícia do Amazonas é considerada honesta por 35% dos entrevistados.

As pessoas mais velhas (62%) e as que têm maior escolaridade (60%) são as que mais tendem a concordar com a afirmação de que a maior parte dos policiais é honesta.

Também foram verificadas diferenças étnicas em relação a essa questão.

É maior a proporção de entrevistados que se autodeclaram branco que concordam com a afirmativa do que entre os que se autodeclaram negros.

FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/policiais-matam-em-media-6-pessoas-por-dia-mostra-estudo

Alguém se surpreende? Com Cabral e Pezão, Rio de Janeiro é o campeão nacional da falta de transparência governamental

RJ tem pior resultado em pesquisa sobre transparência governamental

Por Guilherme Serodio | Valor

RIO  –  O poder executivo municipal do Rio de Janeiro teve o pior resultado em uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feita para aferir a transparência governamental. De 21 pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação à Prefeitura do município, apenas cinco, o equivalente a 23%, tiveram resposta. 

A pesquisa Estado Brasileiro e Transparência, realizada pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV/Ebape) em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade, é o maior estudo feito ao longo dos dois anos e meio de vigência da Lei de Acesso à Informação. O estudo envolveu 138 órgãos públicos de todos os poderes nos três níveis de governo. 

A pesquisa, liderada pelo professor Gregory Michener, da Ebape, foi feita em oito jurisdições – as administrações estaduais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e suas capitais, além do Distrito Federal e da União. Ao todo, dos 453 pedidos de informação encaminhados, apenas 315 foram respondidos, o equivalente a 69%.

Na comparação dos resultados dos executivos municipais, depois do Rio, Belo Horizonte respondeu a 61% dos pedidos de informação, e São Paulo, a 84%. 

Na soma de todos os órgãos da jurisdição municipal, o Rio manteve a liderança na falta de transparência. Dos 29 pedidos enviados, os órgãos do município responderam a apenas oito – uma taxa de resposta de 27%. Na jurisdição do município de São Paulo, 32 das 40 perguntas (80%) foram respondidas. Em Belo Horizonte, de 36 pedidos, 23 (63%) foram atendidos. 

O Rio de Janeiro também teve o pior resultado entre as administrações estaduais. O governo respondeu a apenas 43% dos 32 pedidos de informação feitos. No mesmo ranking, Minas Gerais respondeu a 67% das demandas. São Paulo atendeu a 79% dos pedidos. 

No recorte por estado – considerando-se as respostas de todos os órgãos do Legislativo, Executivo e Judiciário, além de órgãos autônomos, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas -, o Rio obteve, mais uma vez, o pior resultado.

Os órgãos fluminenses responderam a apenas 25 dos 65 pedidos de informação encaminhados, o equivalente a 38%. Ao todo, os órgãos de Minas Gerais  responderam a 74% das 65 demandas enviadas. Em São Paulo, a taxa de resposta foi de 80% – 52 respostas para 65 solicitações. O Distrito Federal respondeu a 81% dos pedidos – atendeu a 48 das 59 demandas.

No outro extremo do ranking, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) teve o melhor resultado da pesquisa, respondendo a 100% das solicitações de informação com 83% de taxa de precisão nas informações. Em segundo lugar, o Superior Tribunal Federal (STF) teve 80% de taxa de resposta e precisão. 

A pesquisa verificou que os órgãos do poder Judiciário são mais transparentes entre as entidades dos três poderes. Dos 49 pedidos de informação feitos a órgãos do judiciário, 36 (73%) foram respondidos. Os órgãos do Executivo obtiveram, no geral, uma taxa de resposta de 69%, atendendo a 165 dos 239 pedidos feitos. Órgãos autônomos responderam a 67%, ou 33 das 49 demandas. O Legislativo teve o pior resultado, com 57 respostas para 87 pedidos (65% de taxa de resposta). 

FONTE: ,http://www.valor.com.br/politica/3773098/rj-tem-pior-resultado-em-pesquisa-sobre-transparencia-governamental#ixzz3IfyR7jHo

Mar avança forte e causa mais preocupação na Praia do Açu

A segunda-feira começou trazendo mais apreensão para os habitantes da Praia do Açu, localidade que fica na área de influência direta do Porto do Açu. É que depois de algumas semanas de aparente calmaria, o mar voltou a erodir de maneira mais visível a faixa central da praia. Isto parece ser mais uma evidência de que o processo está se aprofundando, na mesma proporção em que a avança a construção do quebra mar que protege o Terminal 2 do Porto do Açu.

As imagens abaixo não deixam mentir.  A questão que muitos moradores da Praia do Açu se fazem neste momento é a seguinte: quando é que as autoridades (INEA, IBAMA,A CODIN, Prefeitura de São João da Barra) e os responsáveis pela Prumo Logística, que efetivamente controla o Porto do Açu, vão sair da fase da negação para a da adoção de medidas que contenham o fenômeno?!

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Campanha convoca população às ruas contra o uso de agrotóxicos

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As eleições passaram e o Congresso Nacional não poderia ter ficado pior: mais da metade dos seus membros diz se identificar com a chamada Bancada Ruralista. Além de afrontarem os direitos de indígenas e quilombolas, este grupo suprapartidário é responsável pela aprovação de leis que  facilitam o uso de mais agrotóxicos.

No próximo dia 3 de dezembro, data em que celebra-se o Dia Internacional do Não Uso dos Agrotóxicos, a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida convoca os cidadãos brasileiros a se unir para exigirmos comida sem veneno. Para isso, é fundamental que o congresso defenda a saúde da população e a agricultura familiar, responsável pela produção de 70% dos alimentos que chegam à nossa mesa.

Além disso, a Campanha defende ainda o fim da pulverização aérea, prática utilizada pelo agronegócio, e a reforma política, de maneira a reduzir o peso dos interesses econômicos e viabilizar nossa representação na Câmara e Senado. Os ruralistas defendem os interesses de cerca de 1% dos proprietários de terra do Brasil, que dominam 44% das áreas brasileiras agricultáveis. Esta é apenas mais uma mostra das distorções de representação do nosso legislativo.

Aulas públicas, panelaço, panfletagem, “feira dos envenenados”. Vale um pouco de tudo. A ideia principal da campanha é demarcar a data nacionalmente e ir às ruas mostrar que a luta contra os agrotóxicos se vincula a um governo progressista, e às ideias da reforma política e participação popular.

Atividades já estão confirmadas em diversos estados. Em breve a agenda será divulgada. Contate a Secretaria Operativa da Campanha (pelo e-mail contraosagrotoxicos@gmail.com) para saber mais sobre as mobilizações em seu estado e monte também alguma atividade em sua cidade.

A data

Bophal, Índia. Madrugada do dia 3 de dezembro de 1984. Em uma zona densamente povoada, de 27 a 40 toneladas dos gases tóxicos metil isocianato e hidrocianeto, químicos utilizado na elaboração de um praguicida da Corporación Union Carbide, vazam e se dissipam pela cidade, quando os seis sistemas de segurança não funcionam.

30 mil pessoas, oito mil nos três primeiros dias, morreram devido ao acidente e, ainda hoje, estimativas indicam que 150 mil sofrem de doenças crônico-degenerativas causadas pela exposição aos gases letais.

A Union Carbide, posteriormente adquirida pela Dow Química, ainda se nega a fornecer informações detalhadas sobre a natureza dos contaminantes, dificultando que o tratamento médico adequado fosse dado aos indivíduos expostos. A região nunca foi descontaminada e até hoje representa um perigo à população.

O desastre químico foi considerado o pior da história e a data foi estabelecida pela Pesticide Action Network (PAN) como o dia internacional do não uso de agrotóxicos. A Dow é hoje uma das 6 gigantes do mercado de venenos e sementes transgênicas, e em 2012 faturou U$ 60 bilhões.

FONTE: http://www.contraosagrotoxicos.org/index.php/456-campanha-convoca-populacao-as-ruas-contra-o-uso-de-agrotoxicos

Reunião da ASPRIM aponta rumos para continuidade da luta dos agricultores afetados pelo Porto do Açu

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Como anunciado neste blog, a reunião mensal dos associados da Associação de Proprietários Rurais e de Imóveis de São João da Barra (ASPRIM) acabou confirmando a disposição anunciada pelo seu vice-presidente de retomar a luta em defesa dos agricultores desapropriados no V Distrito, bem como de ampliar a agenda política de atuação da entidade.

As novidades deverão ser comunicadas formalmente ao longo das próximas semanas, mas sinalizações vindas do Rio de Janeiro dão conta que a luta da ASPRIM continua sendo notada e valorizada em diversos fóruns, incluindo deputados que já participaram de diversas audiências públicas relacionadas aos problemas causados pelas escabrosas desapropriações realizadas para beneficiar inicialmente o conglomerado econômico do ex-bilionário Eike Batista, e atualmente do fundo EIG Global Partners que herdou esses benefícios ao adquirir a LL(X) Logística.

Para quem acha que a disposição de luta dos agricultores já acabou, a ASPRIM sempre aparece para dizer que não. É por causa dessa formidável resistência que todos os efetivamente interessados num modelo de desenvolvimento que seja socialmente justo e ambientalmente sustentável deveriam estar apoiando a ASPRIM!

Associação de empregados da FINEP denuncia aluguel milionário de nova sede

ASSOCIAÇÃO DOS EMPREGADOS DA FINEP ENTRA COM REPRESENTAÇÃO JUNTO AO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA O CONTRATO DE LOCAÇÃO MILIONÁRIO, R$ 200,00 MILHÕES, PARA MUDANÇA DE SEDE DA EMPRESA. A ESSE CUSTO PODE ADQUIRIR TODOS OS ANDARES LOCADOS

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A Associação dos Empregados da FINEP entrou com uma Representação junto ao Ministério Público Federal do Estado do Rio de Janeiro MPF RJ, sob o protocolo PR-RJ-00026731/2014, às 17:50 horas, onde solicita invalidar o contrato de locação de seis andares no edifício Ventura Corporate Towers, no Centro do Rio, no valor de R$ 200 milhões, por um período de dez anos, com o objetivo de mudar o endereço de sua sede, que desde o início da década de 90 encontra-se instalada no Ed. Praia do Flamengo 200. E, também, que seja instaurado o competente Inquérito Civil Público e, obedecidos os pressupostos legais, sejam adotadas as medidas urgentes e cabíveis para suspender a mudança da FINEP programada para os próximos meses.

A Representação destaca inúmeros absurdos: (1) o valor da locação é absolutamente incompatível com o valor praticado no mercado. Ao custo de R$ 200 milhões da locação certamente a FINEP poderia adquirir com financiamento de 10 (dez) anos os próprios andares que alugou nesse famoso e luxuoso edifício. Ou, alternativamente, adquirir os 5 (cinco) andares que aluga no Ed. Praia do Flamengo 200 (no qual se encontra confortavelmente estabelecida, operando com patamares de valores desembolsados cada vez mais elevados), avaliado pela própria FINEP em R$ 16,00 milhões o andar; (2) a escolha do imóvel para locação em valor tão elevado não foi submetida ao processo de licitação; (3) Os Laudos Técnicos sobre as instalações dos andares ocupados pela FINEP no Ed. Praia do Flamengo 200, 7 (sete) de sua propriedade e 5 (cinco) alugados, não condenaram essas instalações, o que demonstra, também, motivação errada para a celebração do referido contrato milionário, basta ver que o mesmo edifício estão instalados o Consulado Japão, a TBG/Petrobrás e a TAG/Petrobrás, o que evidencia que as instalações do edifício não estão em questão; (4) Não foi submetida à aprovação do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação a celebração do malsinado contrato de locação, muito embora a FINEP tenha assumido uma obrigação da ordem total e superior de R$ 200,00 milhões, que deverá ser repassada para a conta do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), portanto valor que vai muito além do limite dos R$ 10,00 milhões estabelecido pelo art. 2º do Decreto 7689/2012.

A Associação dos Empregados – AFIN acrescenta que após ter entrado com a referida Representação junto ao MPF RJ, a FINEP lançou edital de pregão eletrônico nº 22/2014, para a contratação de empresa especializada para a execução de reformas e serviços de engenharia no 17º andar do condomínio Ventura Corporate Towers, andar destinado à presidência da FINEP, no valor estimado de R$ 2.099.470,29 (dois milhões, noventa e nove mil, quatrocentos e setenta reais e vinte e nove centavos), o que fez mais uma vez cair por terra toda a sua alegação segundo a qual com essa mudança se teria uma economia, pois no Ed. Ventura só haveria necessidade de pequenas reformas de adaptação. A Associação informa ainda que os empregados da FINEP, indignados com essa situação, já lançaram diversas Notas questionando esse desperdício com o dinheiro público, realizaram duas assembleias do Sindicato dos Bancários RJ/AFIN e um ato público na porta do edifício Praia do Flamengo 200. Finalmente, solicitam que todos que tenha facebook e twiter divulguem essas informações por serem verídicas e por fazer parte da luta em defesa do patrimônio público.

Fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1388624278093529&id=100008379096901

Tese sobre impacto do Bolsa Família na alimentação ganha Prêmio CAPES

Estudo de Ana Paula Bortoletto Martins, da FSP/USP, utilizou dados da POF e confirmou o aumento do gasto com alimentação, principalmente de produtos in natura

O objetivo do estudo de Ana Paula foi avaliar o impacto do programa federal na realidade alimentar da população. Para isso, a doutoranda recorreu aos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no biênio 2008-09 em uma amostra probabilística de 55.970 domicílios brasileiros e distinguiu blocos de domicílios beneficiados e não beneficiados pelo método do ‘pareamento com escore de propensão’. Os indicadores da aquisição de alimentos utilizados incluíram o gasto empenhado, a quantidade adquirida ou sua disponibilidade. Os valores per capita do montante gasto em reais e da disponibilidade em energia foram comparados levando-se em conta o conjunto dos itens alimentares e três grupos criados com base na extensão e propósito do processamento industrial ao qual o item alimentar foi submetido: alimentos in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários processados e produtos prontos para consumo (processados ou ultraprocessados).

Como resultado, foi percebido o aumento do gasto total com alimentação, maior disponibilidade de energia proveniente do conjunto de itens alimentares e maior disponibilidade proveniente de alimentos e de ingredientes, principalmente os in natura, como carnes, tubérculos e hortaliças. Ana Paula destaca que o programa de transferência de renda possibilita ainda autonomia na montagem do cardápio das famílias e auxilia no desenvolvimento local e regional: “Acredito que são duas as principais vantagens do Bolsa Família em relação ao impacto na alimentação das famílias são a autonomia das famílias beneficiárias para comprar o que for mais necessário para elas e o estimulo ao comércio local, incluindo a produção de alimentos locais e regionais, diferente de outras políticas que apenas chegam com um “pacote fechado” de produtos que não suprirão as necessidades das famílias”.

Além da premiação principal, os estudos “A gênese do programa de incentivo fiscal à alimentação do trabalhador (PIFAT/PAT)”, de Jamacy Costa Souza, doutorando do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) e “Efeitos adversos da Poluição Atmosférica em crianças e adolescentes devido a queimadas na Amazônia: uma abordagem de modelos mistos em estudos de Painel”, de Ludmilla da Silva Viana Jacobson, doutoranda do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ) ganharam menção honrosa na área da Saúde Coletiva. Os premiados irão receber os certificados em cerimônia prevista para 10 de dezembro, em Brasília. As teses ganhadoras que fazem parte da grande área das Ciências Biológicas; Ciências da Saúde e Ciências Agrárias estarão habilitadas a disputar o Grande Prêmio Capes de Tese Oswaldo Gonçalvez Cruz. Ana Paula Bortoletto Martins está no páreo. Confira a entrevista com a doutoranda.

Abrasco: Você é graduada em Nutrição e desde o mestrado optou pelo campo da Saúde Coletiva. Em um curso com forte aspecto clínico, o que motivou esta escolha?

Ana Paula: Acredito que as atividades extracurriculares que eu participei, como o movimento estudantil de Nutrição e o centro acadêmico, foram  muito importantes na minha escolha profissional. Apesar do curso ter uma formação forte em clínica, o profissional nutricionista na verdade tem um papel que vai muito além da prescrição dietética que, na minha opinião, inclui uma visão interdisciplinar e abrangente, que é o campo da Saúde Coletiva. Além disso, tive a oportunidade de trabalhar como consultora na área de avaliação e monitoramento de políticas públicas do Ministério do Desenvolvimento Social no final do mestrado, o que me motivou a escolher o tema do doutorado.

Abrasco: O Bolsa Família tem motivado diversos estudos no campo da Saúde Coletiva. Na sua pesquisa, quais traços destacam a efetividade do programa dentre os demais do gênero de transferência de renda?

Ana Paula: Acredito que são duas as principais vantagens do Bolsa Família em relação ao impacto na alimentação das famílias são a autonomia das famílias beneficiárias para comprar o que for mais necessário para elas e o estimulo ao comércio local, incluindo a produção de alimentos locais e regionais, diferente de outras políticas que apenas chegam com um “pacote fechado” de produtos que não suprirão as necessidades das famílias.

Abrasco: Logo no início do Plano Real, foi muito noticiado que essa política econômica permitiu o consumo de iogurte e frango pelas classes populares. Quais seriam os alimentos símbolo do Bolsa Família?

Ana Paula: Difícil responder se existem alimentos símbolo do Bolsa Família… eu diria que existe um favorecimento ao consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. Os resultados da minha tese não permitem eleger apenas um ou outro alimento.

Abrasco: Como você entende a premiação dentro do contexto das pesquisas em Nutrição em Saúde Coletiva?

Ana Paula: Entendo que a escolha da minha tese na premiação da Capes representa a valorização de pesquisas epidemiológicas com enfoque na aplicação prática para a avaliação de políticas públicas em Nutrição, que é, na minha opinião, uma área em crescimento. Acredito que outro ponto que pode ter contribuído com a escolha da minha tese foi a aplicação de um método e abordagem pouco usuais nessa área, o que demonstra que as inovações na metodologia também são valorizadas.

Abrasco: Você também é pesquisadora associada do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens/USP). Quais são suas atuais e próximas pesquisas?

Ana Paula: No momento, estou revisando o artigo com os resultados da minha tese para publicação. Agora com o prêmio, fiquei ainda mais motivada para publicá-lo em uma boa revista. Além disso, pretendo dar continuidade nas pesquisas de avaliação da disponibilidade e consumo alimentar na população brasileira com base nas pesquisas de orçamentos familiares (que são bancos de dados riquíssimos, porém ainda pouco explorados pelos pesquisadores) junto com meus colegas do Nupens.

FONTE: http://www.abrasco.org.br/site/2014/10/tese-sobre-impacto-do-bolsa-familia-na-alimentacao-ganha-premio-da-capes/

Preocupada com desapropriações e salinização, ASPRIM vai lançar campanha popular

Após o período eleitoral, a situação política latente no V Distrito de São João da Barra deverá tomar novo rumo a partir da reunião mensal que a diretoria da Associação de Proprietários Rurais e de Imóveis (ASPRIM) deverá realizar hoje em sua sede localizada em Campo da Praia. Segundo me informou hoje o agricultor Rodrigo Silva, vice-presidente da ASPRIM, a falta de respostas dos poderes constituídos só aumenta as preocupações e a indignação dos agricultores que ainda resistem na defesa de suas propriedades.

Mas a questão das desapropriações é apenas um dos fatos que preocupam atualmente a ASPRIM. Segundo Rodrigo Silva, questões como a salinização causada pelo aterro hidráulico do Porto do Açu, a erosão costeira na Praia do Açu que se acelerou após a construção do quebra-mar que protege o Terminal 2 , e ainda o avanço do mar na calha do Rio Paraíba do Sul são de tamanha gravidade que a ASPRIM irá procurar movimentos sociais e sindicatos para começar uma campanha popular em defesa de agricultura e do direito à água no município de São João da Barra.

Nesse sentido, o vice-presidente da ASPRIM me informou que já a partir das decisões que deverão ser tomadas na reunião deste domingo, a intenção é começar a campanha, pois como já se viu, só a ação organizada dos agricultores afetados pelas desapropriações é que tem causado algum tipo de mobilização social. 

Escola Nacional Florestan Fernandes promove seminário sobre ditaduras na América Latina

No período de 13 a 15 de novembro do corrente ano, será realizado na  Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) o SEMINÁRIO DITADURAS CIVIS-MILITARES NA AMÉRICA LATINA: Luta, Memória e Direitos Humanos.

Esta uma atividade promovida pela ENFF em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo. Abaixo o cartaz de convocação desta importante atividade de formação política.

seminário ditaduras