Dicas para a Prumo e o INEA: soluções engenhosas para conter a erosão costeira na área de influência do Porto do Açu

Para que ninguém mais reclame que este blog só faz denúncia e não ajuda quem quer dinamizar a economia regional, estou postando abaixo sete exemplos engenhosos que foram adotados para conter processos de erosão costeira em áreas afetadas por diferentes tipos e tamanhos de empreendimentos portuários.

O interessante é que estas dicas vieram do perfil mantido no Facebook um morador de São João da Barra que se interessou pelo problema afetando a Praia do Açu.

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Cálculo dos Maracanãs queimados no entorno do Porto do Açu: total pode ter chegado a 770

Acabamos de refazer o cálculo da área que pode ter sido incendiado pelo fogo nas terras controladas pela Prumo Logística no entorno do Porto do Açu utilizando a versão profissional do Google Earth e o número de Maracanãs queimados foi estimado como sendo 770 hectares. A confirmação final desse total depende apenas da atualização da imagem que a Google realiza regularmente.

Mas a quantidade não vai diminuir ou aumentar muito.

Em relação às medidas que serão tomadas para impedir que áreas com alta flamibilidade que foram desapropriadas e se encontram em clara improdutividade, eu deixo a palavra o INEA e com a CODIN (isto sem isentar a Prumo Logística) sobre as medidas que serão tomadas para evitar um incêndio de graves proporções e que coloque em risco direto milhares de famílias.

Cabe lembrar que a área queimada equivale a apenas 10% do que teria sido desapropriado pela CODIN para beneficiar o conglomerado de empresas do ex-bilionário Eike Batista.

O número de Maracanãs queimados no entorno do Porto do Açu pode ser bem maior do que inicialmente estimei

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Acabei de refazer meu cálculo inicial da área queimada no entorno do Porto do Açu entre sexta-feira e ontem (27/09) e o número pode ser bem maior do que havia sido estimado inicialmente. Como ainda preciso refazer os cálculos da área do polígono queimado, a única coisa que posso dizer é que o número de Maracanãs (minha unidade de referência neste caso) pode ser até 40 vezes maior do que coloquei na postagem anterior, podendo ultrapassar 700 hectares (ou 175 alqueires)!

Para dar uma ideia do “prejuízo” coloco a imagem abaixo que mostra a área afetada pelo incêndio.

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Mas minha pergunta ao INEA continua mais válida do que nunca. Será que algum técnico já foi lá verificar in loco o montante de hectares queimados?

20 Maracanãs queimados! Essa é a primeira estimativa sobre a área atingida pelo fogo no entorno do Porto do Açu:

Ontem após o fogo que ocorreu nas terras que a empresa controladora do Porto do Açu herdou da falecida LL(X) li uma matéria que dizia que um equivalente a dois campos de futebol teria sido atingido pelas chamas que duraram quase 24 horas.

Pois bem, hoje me dirigi ao Earth Google e defini a área mínima que pode ter sido queimada, e cheguei ao valor de 20.7 hectares, o que equivaleria a 20 e não 2 campos de futebol. Em suma, em vez de 2 Maracanãs, tivemos pelo menos uns 20 Maracanãs pegando fogo!

Aviso logo que eu usei a área mínima baseado numa estimativa conservadora, pois possivelmente a área atingida foi maior. Lá no Paraná, onde minha família possui uma série de pequenas propriedades rurais, um incêndio desta magnitude seria seguido imediatamente por uma visita de técnicos ligados ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) que iriam lavrar autos de infração e aplicar multas ambientais.

Eu fico imaginando se o INEA já fez essa visita para apurar a dimensão do dano ambiental causado por um incêndio cujo controle para impedir sua ocorrência caberia tanto à Prumo Logístico como à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) que possuem terras afetadas pelo sinistro em questão. 

Será que esta visita já aconteceu, ou vai ter que esperar a abertura de outro processo pelo Ministério Público Federal (MPF)? Afinal, a estiagem não poderá ser usada como bode expiatório para mais este incidente no entorno do Porto do Açu. É que se perguntarem para qualquer agrônomo recém formado na UENF, a resposta mais provável é de que a magnitude deste incêndio não tem nada de natural, mas de manejo de áreas de pastagens abandonadas.

Em tempo: nos próximos dias irei fazer análises mais rigorosas sobre a área queimada em caso de precisar confeccionar outro relatório para o MPF!

O Globo: Humoristas e blogueiros ironizam declaração de Eike sobre classe média

Sátiras associam a imagem do empresário com ícones populares como copos de requeijão e pacote de férias parcelado

POR EMILIANO URBIM

RIO – De sétima fortuna do mundo a maior meme do Brasil. Parece que esse é um caminho só de ida para Eike Batista — pelo menos nas redes sociais. Assim que anunciou, com pesar, sua “volta à classe média”, o empresário voltou a jato (sem jatinho) para a classe AAA das sátiras que associam sua imagem a ícones populares como copos de requeijão, cupons de desconto e pacotes de férias da CVC — fenômeno que teve uma primeira leva quando foi anunciada a desvalorização de seu patrimônio. Depois de 450 dias sumido do Twitter, ele apelou aos 140 caracteres para tentar se explicar. Em vão. A efervescência de piadistas virtuais, reais e profissionais mostra uma tendência que veio para ficar: cada vez mais, a classe média ri de si mesma.

Seja por não ter acesso a símbolos da classe A (o que faria parecer mais rica), seja por ver a classe C adotar os seus (o que a faz parecer mais pobre), a classe média sofre. A expressão, inclusive, batiza um tumblr que captou essa luta de classes em seu início. Em 2011, inspirados no site americano White Whine (que se autodefine como “uma coleção de problemas de primeiro mundo”), o escritor carioca Alex Castro e amigos criaram o classemediasofre.tumblr.com.

— Claro que a gente é de classe média; se a gente não fosse, seria uma coisa horrível, miserável — diz Alex.

A fórmula: colher nas redes sociais lamentos do tipo “aeroporto virou rodoviária” e temperar com um comentário ironicamente indignado. Sobre a queda de Eike Batista, escreveram: “Olha, já estava difícil de aturar a fila na churrascaria rodízio por causa dessa gentalha vinda de baixo. Se começar a cair gente de cima, não vai sobrar perfume Polo pra ninguém.’’

Desde o primeiro post, os autores dos comentários colhidos na web têm foto e nome apagados. Para Alex, a identidade protegida fez o público se identificar — o protesto lido poderia ser o do leitor. Os fãs mais empolgados, que contribuíam enviando exemplos, foram recrutados como editores, e o site ganhou vida própria, com centenas na criação (ainda que não-intencional) e uma dúzia filtrando conteúdo.

— Só trabalhei no primeiro dia — brinca Alex.

O site inspirou homenagens: um rap com seu nome, composto por Cauê Moura, com clipe estrelado pelo CQC Murilo Couto, já soma milhões de acessos. Um dos testes mais populares do famoso site de listas Buzzfeed é “Quão ‘classe média sofre’ você é?”. Por fim, a consagração: a expressão entrou para léxico digital nacional. Nas redes, muitos conscientemente encerram suas queixas pequeno-burguesas com a hashtag #classemediasofre.

— Tenho um certo orgulhinho do site porque vejo muita gente se autocensurando — diz Alex. — Quando penso em tudo que as pessoas deixaram de falar, acho que é uma contribuição mínima para o mundo.

O humor mais ferino também tem público, como comprova a viralização de “O perfeito idiota de classe média brasileiro”, que o jornalista e empresário Adriano Silva publicou em seu blog Manual de Ingenuidades: “O perfeito idiota de classe média brasileiro é, sobretudo, um cara cafona. Usa roupas de polo sem saber o lado por onde se monta num cavalo. Nem sabe que aquelas roupas são de polo. Ou que polo é um esporte”, escreve Adriano. O sucesso do post surpreendeu o autor e rendeu uma continuação também muito compartilhada.

— É um comportamento que localizei na classe média, me referindo na verdade à classe média alta, mas que pode ser visto em qualquer classe social. O perfeito idiota brasileiro para em vaga de deficiente ou de idoso no shopping. Não está nem aí para ninguém. Falsifica carteirinha de estudante pelo prazer do pequeno desvio. Somos um país de cleptomaníacos.

Como mostram os gráficos do IBGE, o Brasil é também um país em transformação, onde os cercadinhos que separavam as classes média baixa, média e alta se misturaram. A antiga pirâmide social, onde cada andar era menor que o anterior, virou um losango, com a maioria da população localizada no miolo.

Para o autor, ator e diretor Miguel Falabella, o que importa é não perder o humor. O intérprete do personagem Caco Antibes, um falido que tinha ódio de pobre no extinto seriado “Sai de baixo’’, diz que ri muito com a classe média:

— É uma forma do inconsciente coletivo digerir esse mundo absurdo. Eu adoro essas piadas, está no nosso DNA. A comédia é o melhor jeito de dizer a verdade, melhor até do que carta anônima. Não me sinto ofendido quando fazem piada comigo e acho que o Eike também não deveria se ofender. Aliás, acho que ele nem se ofende mais.

Aliás, na mais recente delas, uma montagem com Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Regina Casé, o empresário aparece com uma cara ótima.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/economia/humoristas-blogueiros-ironizam-declaracao-de-eike-sobre-classe-media-14072160#ixzz3Ed7QmKed

Salinização: polêmica continua no 5º distrito de SJB

Blog do Pedlowski
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nova amostra da água coletada no entorno do aterro da LLX constatou salinidade e risco para agricultores
Carlos Grevi / Ag Ururau
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Prumo alega fazer monitoramento da água
Phillipe Moacyr / Arquivo
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René Justen, do Inea, aponta regressão do mar como culpada

Fernanda Moraes

Apesar de a Prumo Logística (ex-LLX), empresa responsável pelas obras do Porto do Açu, no município de São João da Barra (SJB), informar que as medidas de controle implementadas por ela foram eficazes e que o Canal do Quitingute apresenta atualmente índices normais de salinidade, o professor Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), afirma que o problema persiste. 

Pedlowski, que é PhD em Planejamento Regional, disse que, em agosto deste ano, coletou uma amostra da água no entorno do aterro hidráulico construído pela LLX no Porto, e encontrou água salobra. “Se o problema realmente não existe mais, que eles apresentem os dados, pois os relatórios continuam não sendo públicos”.

Em novembro de 2012, um dos tanques de transferência da LLX apresentou uma falha técnica durante as perfurações e extração do sal para a construção do porto, provocando um derrame de água salgada que atingiu córregos, rios e propriedades dos pequenos agricultores da região.

Estudo aprofundado na região

Pedlowski revelou que vai realizar um estudo aprofundado e sem data para conclusão dos efeitos que o desastre ambiental provocou naquela área. “Esse trabalho vai adentrar 2015 e não vou me restringir ao Canal de Quintigute”, adiantou.

Segundo o professor, enquanto pesquisador gostaria que os agricultores afetados fossem procurados pela empresa para a compensação financeira dos prejuízos, o que não teria acontecido até hoje.
Um desses agricultores é Durval Ribeiro Alvarenga, que tem uma propriedade na localidade de Água Preta, no 5º distrito de SJB. Ele disse que, após ter as terras invadidas pelas águas salgadas, perdeu a plantação de cana-de-açúcar e abacaxi, além da produção diária de leite, que chegava a 100 litros.
“Percebi que havia algo de errado em minha propriedade porque o gado não queria mais beber a água”, contou Durval, que moveu uma ação contra o Governo do Estado do Rio de Janeiro pedindo indenização. O agricultor calcula que seu prejuízo, desde 2012, chegue a R$ 1 milhão.

Empresa: ‘evento pontual’

Em nota enviada por e-mail, a Prumo argumentou ainda que realiza o monitoramento permanente do Canal do Quitingute e de suas frentes de obra, sendo os resultados enviados ao Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea). “É importante salientar que a alteração do índice de salinidade ocorrida no Canal do Quitingute foi um evento pontual e temporário, não havendo qualquer evidência de que haja um processo de salinização regional decorrente da implantação do empreendimento. O referido evento teve origem em uma frente de obra acessória ao empreendimento e foi agravado pelas restrições de vazão do Canal de Quitingute, causadas por obras civis realizadas por terceiros e por pontos de assoreamento, além da condição de seca e estiagem verificada à época na região”, alegou a nota.

A empresa disse ainda que é importante destacar que a Prumo mantém um amplo monitoramento das condições ambientais no território e caso, em algum momento, seja identificada qualquer situação que possa acarretar prejuízos à comunidade do entorno do empreendimento, as devidas providências serão tomadas.

Inea e IFF divergem sobre a questão da contaminação

O superintendente do Inea, em Campos, René Justen, disse que, desde que o caso foi denunciado ao órgão, o monitoramento do Canal de Quintigute é feito a cada 15 dias. “Todos os resultados atuais não apontam contaminação na água”, disse ele, destacando que o problema da salinização foi decorrente de uma regressão do mar ocorrida no passado e não pelas obras do Porto.

Diretor geral da Unidade de Pesquisa e Extensão Agro-ambiental do Instituto Federal Fluminense (IFF), Vicente de Paulo Santos de Oliveira, que coordenou um estudo detalhado do solo e da água da Microbacia do Rio Doce, explicou que, pela região ser uma área de restinga, o problema da salinidade é natural, mas as obras do Porto contribuíram para seu agravamento.

Vicente disse que o estudo, que apresenta um diagnóstico socioambiental que contém de cinco a seis relatórios, foi uma exigência do Inea/Rio à LLX. “No início do ano passado a empresa nos procurou para esse diagnóstico”, afirmou ele, destacando que foram coletadas amostras da água, solo e plantas e encaminhadas para o laboratório do Centro de Tecnologia Agrícola (Campo), em Paracatu de Minas.
“Foi constatado que 30% das 180 propriedades apresentaram níveis de contaminação fora dos padrões normais na água e no solo”, explicou. Ele disse, no entanto, não ter conseguido chegar à conclusão de que o problema foi ocasionado somente pelas obras de construção do Porto. “A salinização naquela área é normal, mas, como já disse, houve um agravamento por causa das obras. Só não saberia quantificar o quanto agravou”.

Segundo Vicente, após a entrega do relatório à LLX, o Ministério Público Federal (MPF), em Campos, requisitou cópia do documento. “Em um relatório a parte, colocamos uma proposta de compensação indenizatória aos produtores rurais”.

Ação civil pública, além de queixa-crime devido ao problema

Em janeiro de 2013, o MPF, em Campos moveu uma ação civil pública contra o Grupo EBX e as subsidiárias LLX e OSX por causa de problemas ambientais causados pelas companhias nas obras do Porto do Açu.
Na ação, o MPF pedia a interrupção das obras que causaram a degradação ambiental e o adiamento do início das atividades operacionais do porto. Na ocasião, de acordo com o órgão, uma pesquisa da Uenf apontava aumento dos índices de salinidade em áreas do solo, canais, lagoas e em reservatórios de água tratada para o consumo humano, no 5º Distrito de SJB. A salinidade, segundo o estudo, seria efeito das obras realizadas pelas empresas. Também são réus o Inea e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), o empresário Eike Batista e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, são alvos de uma queixa-crime, que foi aceita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em agosto de 2013. O objetivo é responsabilizá-los pelos problemas ambientais e que afetam a população na zona rural de SJB por causa das obras do Porto.

Este mês, a queixa retornou do STJ para a Justiça de SJB porque Sérgio Cabral perdeu o foro privilegiado ao renunciar ao mandato de governador, assumindo em seu lugar Luiz Fernando Pezão (PMDB).

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/salinizacao:-polemica-continua-no-5%C2%BA-distrito-de-sjb-15276.html

 

Ururau: fogo nas terras no entorno do Porto do Açu foi controlado

Depois de 21 horas de combate, incêndio é controlado em área do Açu

Fogo começou na parte da tarde e atingiu uma grande área que pertence a Prumo

Ururau

Fogo começou na parte da tarde e atingiu uma grande área que pertence a Prumo

Bombeiros militares e brigadistas do Porto do Açu controlaram no início da tarde deste sábado (28/09) o incêndio que devastou a vegetação e destruiu grande área desapropriada no 5º distrito de São João da Barra.O fogo, que começou por volta das 15h, desta sexta-feira (26/09) se espalhou rapidamente na vegetação seca, impulsionado pelo vento. Foram 21 horas de trabalho intenso.

Devido a grande proporção do incêndio, brigadas de outras empresas particulares foram chamadas para ajudar. Todo efetivo do Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, inclusive militares de folga e de batalhões de outros municípios. A extensão da área devastada ainda não foi calculada. 

Mais de 100 homens passaram a madrugada tentando apagar o incêndio. Um caminhão pipa, com capacidade de 30 mil litros de água do Corpo de Bombeiros passou a ser reabastecido pela própria empresa e pela Prefeitura, para ajudar na contenção do fogo.

Com a persistência das chamas, animais silvestres, como uma cobra apareceu na estrada para fugir do fogo.

A estrada de acesso ao Açu teve que ser fechada na madrugada, o que se repete todas as vezes que a fumaça invade o asfalto, impedindo a visibilidade. Na noite desta sexta, três famílias do distrito tiveram que deixar suas casas por causa da fumaça e ir para casa de parentes. Ainda havia o risco eminente pelo fato de não ser possível naquele momento dimensionar a proporção que o incêndio poderia tomar. Na manhã deste sábado as famílias puderam retornar para suas residências.

Ainda não há confirmação sobre a causa do incêndio, mas a hipótese provável é que seja por causa da seca que atinge a região.

Para este sábado não há previsão de chuva em São João da Barra e na região. Segundo o Climatempo, neste domingo deve chover apenas dois milímetros, entre a tarde e a noite, ou seja, uma quantidade muito pequena.

Por meio de nota à imprensa, a Prumo informou, às 14h04, que já foram controlados todos os focos de incêndio que atingiram a área do complexo industrial do Porto do Açu.

“Cerca de 150 pessoas atuaram desde a tarde de sexta-feira-feira (26) no combate ao incêndio. Entre eles o Corpo de Bombeiros de São João da Barra, Campos, Itaperuna, a Defesa Civil de São João da Barra e a Prefeitura de SJB, além da Brigada de Incêndio da Prumo. As empresas Ferroport, Marpem, Braço Forte, Concremat e HPW também atuaram no combate ao fogo.

A Defesa Civil foi acionada e, junto com a equipe de Responsabilidade Social da Prumo, acompanhou as famílias que estavam na área de risco. A empresa mobilizou ônibus e equipes sociais, que estiveram durante o todo o período na área de risco prestando suporte as famílias. Apesar do fogo não ter atingido nenhuma área residencial, foi necessária a remoção de três famílias, por causa da fumaça que atingiu o local. Elas já retornaram a suas casas.

Ainda não se sabe a causa do incêndio, que foi propagado pelos fortes ventos na área”. 

FONTE: http://www.ururau.com.br/cidades49492_Depois-de-21-horas-de-combate,-inc%C3%AAndio-%C3%A9-controlado-em-%C3%A1rea-do-A%C3%A7u

Após quase 17 meses da desapropriação, terras do Sr. José Irineu Toledo continuam abandonadas

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Nem a placa da CODIN declarando o Sítio Camará como sendo terra privada de uma empresa pública sobreviveu ao abandono

No dia 01 de Agosto de 2013 ocorreu uma das desapropriações mais truculentas e desumanas das muitas que eu vi sendo realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) no V Distrito de São João da Barra para beneficiar o hoje quase defunto conglomerado de empresas do ex-bilionário Eike Batista. Naquele dia fatídico, falecia o Sr. José Irineu Toledo, após toda uma vida dedicada ao trabalho de cultivar e produzir alimentos. Mas seus filhos e netos não puderem sequer velar o patriarca da família em paz, pois tiveram que se dividir entre o velório e enterro, e o destino do rebanho leiteiro que a família mantinha no Sítio Camará.

Pois bem, passei hoje em frente do Sítio Camará e o que eu vi está mostrado abaixo: o completo abandono e terras completamente improdutivas. Nem a estrutura metálica da torre de transmissão de energia que justificou a “pressa” da CODIN em desalojar a família Toledo de suas terras está mais lá para ser vista. Além disso, a fonte de água cristalina que abastecia de dezenas de famílias da localidade de Água Preta tampouco pode ser usada, visto que os expropriadores lacraram a entrada e removeram a bomba que as famílias usavam gratuitamente para conseguir o líquido precioso.

E a secura da pastagem é preocupante, pois bastará uma fagulha para que o fogo chegue bem perto da localidade de Água Preta e, de quebra, acabe com quaisquer evidências que os descendentes do Sr. José Irineu Toledo possam ter de uma avaliação correta do valor de suas terras.

Essa desapropriação é certamente um marco no total desrespeito que foi cometido pelo (des) governo liderado por Sèrgio Cabral e Luis Fernando Pezão contra centenas de famílias de agricultores humildes, mas valorosos. E o pior é que até hoje a família Toledo não recebeu um centavo pela propriedade, que hoje está lá totalmente improdutiva.


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Campus da UENF virou depósito de material apreendido pelo TRE. Pode isso, Arnaldo?

A UENF anda mesmo num período peculiar. Primeiro, tivemos a militarização da segurança do campus através de um convênio que não foi discutido pelo Conselho Universitário. Depois veio a público os termos do processo de privatização do funcionamento do restaurante universitária que, tampouco, passou por qualquer discussão no colegiado máximo da instituição.

Agora apareceu uma novidade que nem sei bem o que significa. É que avisado por um colega compareci ao estacionamento que existe próximo ao Centro de Convenções da UENF e verifiquei que lá estão estacionados vários veículos com material de propaganda do Sr. Luiz Fernando Pezão (PMDB), portando, inclusive, lacres do Tribunal Regional Eleitoral.

Como sou reconhecidamente um leigo no assunto de direito eleitoral, eu fico me perguntando se isto não está ferindo algum artigo da legislação eleitoral, visto que os membros da comunidade universitário foram sumariamente proibidos de entrar no campus portando adesivos e outros tipos de declarações individuais de voto.  Além disso, como não há qualquer tipo de segurança próximo aos veículos em questão, eu fico imaginando quem é que está responsável por impedir que alguém vá lá e retire algumas das placas de campanha do Sr. Pezão.

A minha maior estranheza é que tendo a UENF a garantia constitucional de autonomia universitária, por que justamente o seu campus principal foi escolhido para ser depósito de material apreendido pelo TRE!

Em suma, pode isso,Arnaldo?

 

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Alô PMCG, Alô Águas do Paraíba: esgoto in natura continua vazando na Avenida Sete de Setembro

Eu posso parecer implicante, mas não sou. É que todo final de semana tenho sido “premiado” pelo extravasamento de esgoto in natura que chega até o bueiro em frente do meu portão vindo de um nó da rede de esgotos situado na esquina entre a Avenida Sete de Setembro e a Rua Riachuelo. Como passei longos seis meses observando a obra, que deve ter custado caro ao contribuinte campista, me vejo na obrigação de cobrar uma solução para um problema tão trivial quanto perigoso para a saúde da população do bairro onde vivo.

Para quem tenha dúvidas de que o problema continua ocorrendo, posto imagens que mostra o início do extravasamento do esgoto in natura de que estou falando.

Então, por favores, senhores da PMCG e da concessionária Águas do Paraíba, uma solução urgente está em ordem. Ou vão esperar a eclosão de alguma epidemia para tomar providências?

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