Articulação da Bacia do Rio Santo Antônio lança manifesto para denunciar “licenciamento Fast Food” de minerodutos em MG

NOTA À SOCIEDADE

MESMO APÓS ROMPIMENTO DE BARRAGEM, GOVERNO DE MINAS APRESSA LICENÇAS AMBIENTAIS DE MEGA PROJETOS DE MINERAÇÃO

A Articulação da Bacia do Santo Antônio vem denunciar  o Governo do Estado de Minas Gerais e sua Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), por apressar licenças ambientais de dois megaprojetos de mineração, de forma intempestiva, porque arbitrária e ilegal, no apagar das luzes da atual gestão.

Na mesma semana em que ocorreu um grave rompimento de barragem de rejeitos em Itabirito e se alertou sobre o comprometimento de outras no Estado, marcaram uma reunião extraordinária no próximo dia 18 (quinta), através da SUPRAM Jequitinhonha, e colocaram em pauta a votação da Licença Prévia (LP) do empreendimento minerário MANABI, em Morro do Pilar, e a Licença Operação (LO) do empreendimento MINAS-RIO, da ANGLO AMERICAN, em Conceição do Mato Dentro/MG.

É público e notório o caos social e ambiental vivido no município de Conceição do Mato Dentro, provocado pela implantação do empreendimento Minas-Rio, cujo licenciamento, apesar das inúmeras irregularidades e o número exorbitante de mais de 400 condicionantes, foi apressado pelo Governo do Estado de Minas Gerais na gestão de Aécio Neves e de Antônio Anastasia. 

Situações como graves falhas técnicas e processuais desde antes da licença prévia, o  fracionamento da licença de instalação, o reconhecimento fragmentário do universo de atingidos e os fatores emergenciais deflagrados pela própria implantação da infraestrutura do empreendimento não têm sido suficientes para que o Governo de Estado de Minas Gerais tenha uma postura digna com a população e a Bacia do Rio Santo Antônio.

Da mesma forma, já na fase inicial do licenciamento MANABI, detectamos problemas e omissões graves nos estudos e no processo, entre os quais o desconhecimento do comprometimento dos recursos hídricos da região, conforme atestado por técnicos da própria SUPRAM na 84a. reunião da URC Jequitinhonha em 21 de julho. Além de apresentados nesta reunião, os problemas foram expostos por nós diretamente ao Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alceu Marques Torres no dia 04 de agosto.

No caso do empreendimento MINAS-RIO, destacamos que a pauta da LO para o próximo dia 18 de setembro atropela, mais uma vez, os estudos e tratativas relacionados à identificação e situação das comunidades atingidas pela implantação do empreendimento, que, por imperativo legal, deveriam ter sido realizados ainda na fase do licenciamento prévio, e que vem sendo sistematicamente adiadas, conforme atesta a própria equipe técnica da SUPRAM, através das CONDICIONANTES de nº 45 e 46/2008 da LP; 91/2009 da LI FASE 1; 70 e 72/2010 da LI FASE 2; e nº 1/2014 da LO! 

Há seis anos, portanto, as famílias e comunidades da região vêm sofrendo danos e impactos, sem sequer serem reconhecidas como atingidas, e hoje se encontram na iminência de não terem seus direitos garantidos caso a última licença seja concedida.

Contudo, os técnicos e a SUPRAM, nos pareceres emitidos para ambos os processos, recomendam a concessão de ambas as licenças.

A sociedade civil organizada já denunciou, em nota do dia 05 de junho de 2014, o processo de desmanche dos órgãos ambientais em Minas Gerais, com a falta de pessoal qualificado, a precarização dos vínculos de trabalho do corpo técnico, a carência de equipamentos básicos para monitoramento e fiscalização ambiental, o constrangimento a servidores e até mesmo episódios de corrupção envolvendo o ex-Secretário de Estado de  Meio Ambiente do Estado, Adriano Magalhães Chaves, conforme apuração do Ministério Público  (Procedimento Investigatório Criminal MPMG no. 0024.14.002519-8). 

Os próprios técnicos do Sistema Ambiental reforçaram essa precariedade através de moção lida na 81ª Reunião da URC Jequitinhonha, em março de 2014; situação que ainda persiste, uma vez que a reunião ordinária de 14 de agosto foi cancelada, segundo justificativa publica no Diário Oficial, em virtude de operação padrão (greve) realizada pelos técnicos.

Recentemente, o retrato dessa precariedade se concretizou no triste – porém previsível – episódio do rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro da Empresa Herculano, em Itabirito, que, embora com todas as licenças ambientais “regularizadas”, vitimou três trabalhadores, ocasionou a falta de água a moradores cuja captação de água foi atingida, colocou em risco o Rio das Velhas e deixou um rastro de destruição ainda não avaliado.

No caso da barragem de rejeitos da Anglo American, no final de agosto de 2014, os moradores a jusante da barragem foram surpreendidos por uma grande mortandade de peixes no córrego Passa Sete. Vinte dias após o incidente, a população de peixes é quase inexistente no rio. Um bezerro agonizou durante 5 dias após beber a água do córrego. Um B.O. foi realizado, mas até o momento não houve investigação e esclarecimentos por parte da empresa ou dos órgãos públicos. 

A população está insegura e aguarda explicações e medidas que garantam a sua segurança e que o fato não se repetirá. Incidentes como esses demonstram a irresponsabilidade da aprovação de licenças com estudos mal feitos e com condicionantes não cumpridas.

Diante de todo esse quadro, exigimos:

  • A retirada de pauta dos licenciamentos da Manabi e da Anglo American pautados para a reunião extraordinária designada na URC Jequitinhonha no próximo dia 18;
  • Que a Licença de Operação do empreendimento MINAS-RIO não seja pautada até que:

 o   o universo dos atingidos seja determinado, tal como previsto nas condicionantes 45 e 46/2008 da LP, e reconhecido na amplitude do empreendimento licenciado;

o  o status de cumprimento das condicionantes seja avaliado pela equipe técnica com base em vistorias in loco, realizadas com acompanhamento não só do empreendedor, mas também de representantes das comunidades atingidas, conforme compromisso assumido pelo Dr. Alceu em 4/8/2014;

o   o incidente envolvendo mortandade expressiva de peixes ocorrido no dia 28 de agosto no córrego Passa Sete possa ser esclarecido e medidas claras e definitivas de segurança sejam tomadas para que o episódio não se repita.

o  seja comprovada a efetividade das medidas de proteção de novas áreas de Mata Atlântica (e ecossistemas associados) na mesma região e bacia hidrográfica atingida pelo projeto Minas-Rio (cumprindo o disposto na Lei 11.428/2006 e Regulamento (Decreto 6660/2008) da Mata Atlântica).

  •  Que a Licença Prévia do empreendimento MANABI não seja pautada até que:

 

o   o universo dos atingidos seja reconhecido na amplitude do empreendimento licenciado, e considerado na especificidade de seus modos de vida, para o devido subsídio para a análise de viabilidade;

o   as graves falhas e omissões nos estudos técnicos e nos ritos processuais sejam esclarecidos e devidamente sanados;

o   os efeitos conexos e sinérgicos de ambos os empreendimentos na Bacia do Rio Santo Antônio sejam devidamente avaliados e integrados à análise de viabilidade socioambiental.

Exigimos que nenhuma licença seja concedida até a apuração das denúncias de corrupção e favorecimento de empreendedores por parte de Adriano Magalhães Chaves, conforme apontou a denúncia criminal noticiado acima, com o aprofundamento das investigações e sua extensão aos casos Minas-Rio e Manabi.   Entendemos que após a publicização dessas denúncias, a concessão de licenças a esses projetos implicará na exposição deliberada e consciente da população local a riscos incalculáveis.

Saiba mais:  Nota Pública ARTICULAÇÃO SANTO ANTÔNIO_Complemento.docx

Articulação da Bacia do Rio Santo Antônio – Minas Gerais, Brasil

e-mail: baciasantoantonioarticula@gmail.com

Avanço do mar preocupa no Açu

Blog do Roberto Moraes
Clique na foto para ampliá-la

No último final de semana, o mar avançou novamente sobre a praia do Açu, no quinto distrito de São João da Barra (SJB), atingindo a Avenida Atlântica, as ruas do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) e da Escola Municipal Chrisanto Henrique de Souza e a área onde acontecem shows e eventos no verão. Como a proteção natural (faixa de areia) já foi tomada pelo mar, a população teme que em poucos dias o mar atinja as casas.

Estudos indicam que o problema da erosão ocorre em função das construções do Porto do Açu. Estima-se que desde 2012, quando foi iniciada a construção, houve perda de 37 hectares de terra, atingindo cerca de duas mil famílias. Os moradores questionam que o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) já identificava os riscos, mas as ações para proteger da área estariam sendo ignoradas pela empresa Prumo Logística, responsável pelas obras.

Um relatório feito pelo professor Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), é analisado pelo procurador da República em Campos, Eduardo de Oliveira. Com isso, dentro de poucos dias o Ministério Público Federal deverá dar um parecer. Na Câmara de Vereadores de SJB, uma audiência pública chegou a ser marcada para discutir o assunto, mas não foi realizada. Ainda não foi marcada uma nova data.

A assessoria de imprensa da Prumo Logística, responsável pela construção do Porto, foi contatada via email e telefone, mas não respondeu aos questionamentos.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/avanco-do-mar-preocupa-no-acu-14941.html

Sintuperj/UENF continua em processo de mobilização

***MOBILIZAÇÃO***


TÉCNICO ADMINISTRATIVO da UENF


TODAS AS 4ª FEIRAS ATÉ O FINAL 2014

Conforme aprovado na assembleia de 10/09 e amparado pelo Art. 44º inciso V do Estatuto do Sintuperj:
– 17 DE SETEMBRO – Quarta-feira de 08:00 ás 12:00 HORAS!
Local: Auditório 02 P- 4
1 – Estudo e DEBATE do ESTATUTO do SINTUPERJ- 08:00 ás09:00HORAS
2 – PALESTRA SOBRE O ESTATUTO DO DIREITO DO MENOR E DO ADOLESCENTE: Prof. Mário Lopes Ex: Presidente da Fundação Municipal do Menor e do Adolescente de Campos-RJ – Das 09:00 ás 10:30 HORAS.
3 – DEBATE SINDICAL, TEMA – ” Conjuntura de desafios para o Movimento Sindical “. Participação – Hélio Anomal Sindicato da CEDAE, Odisséa Sepe de Campos, Norma Dias Sepe de Campos-RJ e Representante do Sindicato dos Bancários de Campos-RJ. Das 10:30 ás 12:00 HORAS.
Local: Auditório 02 P- 4

Delegacia Sindical Sintuperj UENF.

 

Representação contra Juiz Damasceno é arquivada por 16 a 7

RAQUEL BOECHAT

Foto: Leonardo Carrato. “Ato contra o aumento da passagem”, RJ. (20/12/2013)

O órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou a representação feita pelo Corregedor de Justiça contra o juiz João Batista Damasceno, da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões, por 16 votos a 7.

A representação começou quando um vídeo chamado de `Grito da liberdade` foi postado na internet, com vários atores da Globo (que só apareceram no vídeo e não no ato, um dos mais lindos entre os convocados de 2013) para uma manifestação pela liberdade de expressão, pelo direito à livre manifestação, pela democratização da mídia, pelo fim da violência do Estado e pelo fim das prisões políticas.

Damasceno abria do vídeo dizendo: “A democracia se caracteriza pelo poder do povo. Não só através de seus representantes, mas também diretamente. Ocupando a cidade é o que dá a exata dimensão da cidadania. A criminalização dos manifestantes, dos movimentos sociais é uma expressão da violência ilegítima do Estado; da truculência contra a democracia”. Com essa fala, neste vídeo, o Corregedor começou a trabalhar.

Como publicamos ontem (14/9), Damasceno vive  sob ataques constantes do desembargador Valmir de Oliveira Silva, que em fevereiro de 2013 assumiu a Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

A representação rejeitada hoje era do ano passado. Mas ao longo de 2014 novos vídeos com aulas e declarações do juiz, postados na internet, foram adicionados ao processo. Até os Black Blocs foram parte da argumentação para influenciar os votos. Uma desembargadora interrompeu o julgamento dizendo que a corregedoria deveria ter mais o que fazer do que processar juízes trabalhadores, cultos e honestos e que sua atividade (a do Corregedor) deveria ser voltada para verificar se há juízes desidiosos ou quem venda sentenças ou acórdãos. Virou bate-boca. Começou entre o  corregedor e a desembargadora, e no meio entrou a presidente do Tribunal, Leila Mariano (a que enviou esta semana à Assembleia do Rio projeto que prevê bolsa de R$ 7.200,00 para a educação dos filhos de magistrados e desembargadores) que pediu a todos que se retirassem pois faria uma reunião secreta com os desembargadores. Até o advogado e o juiz Damasceno, que estava sendo julgado, tiveram que sair. A reunião continuou a portas fechadas – logo em seguida abertas, e o julgamento recomeçou.

No fim da tarde, com o resultado vitorioso, Damasceno confirmou sua confiança no julgamento: “Conheço o tribunal do qual faço parte. Prevaleceu o princípio constitucional da liberdade de manifestação do pensamento. O precedente é bom indicativo de que o tribunal, por sua maioria, compreende os novos tempos que a sociedade está construindo em prol de uma sociedade democrática”.

Foi dito ontem em um comentário à nossa matéria postada no Facebook sobre o julgamento: “Querem a todo custo calar a voz destoante”. Em outro compartilhamento arriscaram: “Se fazem isso com um juiz, imagine com gente”. Mas a segunda-feira terminou em 16 a 7. Venceu a lucidez. Segue o jogo.

FONTE: http://coletivocarranca.cc/representacao-corregedor-contra-juiz-damasceno-e-arquivada-por-16-7/

Juiz criminal recebe denúncia e manda citar Eike Batista

Juiz recebeu a denúncia do Ministério Público contra o empresário por crimes contra o mercado de capitais

Mariana Durão e Fausto Macedo, do

Patrick Fallon/Bloomberg

 O empresário Eike Batista

Eike Batista: empresário deverá ser citado para apresentar sua defesa prévia no prazo dez dias

Rio e São Paulo – O juiz titular da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Flávio Roberto de Souza, recebeu nesta segunda-feira, 15, a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro contra o empresário Eike Batista, por crimes contra o mercado de capitais.

Na decisão ele determina que o fundador do grupo EBX seja citado para apresentar sua defesa prévia no prazo dez dias.

Na decisão publicada hoje, Souza afirma que a denúncia “expôs, com clareza, o fato criminoso, com todas as suas circunstâncias”.

Além disso, o juiz considerou que, diante da documentação apresentada, estão “minimamente configuradas a autoria e a materialidade dos delitos que, em tese, teriam sido cometidos pelo denunciado”.

Diante disso, avaliou que há justa causa para o prosseguimento da ação penal.

Só depois da manifestação do empresário o magistrado analisará a fundo o caso e decidirá se segue em frente com a ação penal.

O MPF acusa Eike Batista pelas práticas de manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada (“insider trading”). Se for condenado, ele pode cumprir até 13 anos de prisão.

Os procuradores pediram ainda o arresto de bens do empresário, para futura indenização de prejuízos causados a investidores da petroleira OGX (atual OGPar), calculados em R$ 1,5 bilhão.

De acordo com a denúncia, encaminhada na semana passada pelo MPF, a manipulação de mercado ocorreu em outubro de 2010, quando Eike assumiu publicamente o compromisso de injetar até US$ 1 bilhão na empresa, por meio de compra de ações da OGX, operação conhecida no mercado como “put”.

Os procuradores Rodrigo Ramos Poerson e Orlando Monteiro da Cunha afirmam que Eike já sabia que os campos de exploração de petróleo Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, na Bacia de Campos, não teriam a prospecção anunciada.

Ao assumir a “put” sem a intenção de cumpri-la, ele teria criado uma falsa expectativa positiva quanto a OGX, iludindo os investidores dos papéis da companhia.

Eike Batista também é acusado de usar informação privilegiada em duas ocasiões. Ele teria lucrado R$ 236 milhões com a venda de ações da OGX, A denúncia foi encaminhada à 3ª Vara Federal Criminal.

Além disso, o Ministério Público Federal em São Paulo denunciou Eike por “insider trading”. Segundo o MPF-SP, as irregularidades envolvem a negociação de ações da OSX Construção Naval, controlada pelo empresário.

O MPF pede condenação de Eike ao pagamento de multa máxima prevista em lei, equivalente a três vezes os R$ 8,7 milhões que teriam sido obtidos ilegalmente.

A Procuradoria sustenta que o empresário buscou proteger seu patrimônio contra desvalorização de ações da OSX; manobra que gerou prejuízo potencial aos investidores superior a R$ 70 milhões.

FONTE: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/juiz-criminal-recebe-denuncia-e-manda-citar-eike-batista

Bloomberg: Eike Batista pode ir a julgamento dentro de um ano, dizem advogados

David Biller e Jonathan Levin, Da Bloomberg

O processo criminal contra o ex-bilionário Eike Batista será complexo e pode levar um ano para ir a julgamento, e até dez anos para ser totalmente concluído, de acordo com advogados.

Promotores federais acusaram Eike de crimes contra o mercado financeiro e pediram o bloqueio de até R$ 1,5 bilhão de seus bens.

Eles alegam que, para enganar investidores e deixá-los confiantes, Eike assinou um contrato prometendo injetar US$ 1 bilhão na empresa, com condições feitas para nunca se concretizarem. Teria feito isso tendo informações privilegiadas, de que três projetos de exploração eram inviáveis.

“Se os procuradores conseguirem relacionar esses fatos no processo judicial, Eike pode ter problemas”, afirmou Leonardo Theon de Moraes, chefe da área Corporativa e de Falências da Theon de Moraes e Britto Sociedade de Advogados. “É como a cereja do bolo. Todos os ativos dele estão caindo, ruindo, e agora há acusações de crimes contra ele”.

Eike já foi a oitava pessoa mais rica do mundo, mas, no ano passado, seu império ruiu, puxado pela Óleo e Gás Participações, antes conhecida como OGX.

A companhia, sediada no Rio de Janeiro, entrou com pedido de recuperação judicial em outubro, depois de ter gastado mais de R$ 10 bilhões desde sua fundação, em 2007.

O estaleiro de Eike Batista, OSX, também entrou com pedido de recuperação judicial.

Dez anos

O valor do bloqueio de bens solicitado é praticamente igual ao estrago causado nos mercados financeiros pelos crimes dos quais ele é acusado, segundo comunicado publicado no site do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro em 13 setembro. Pode incluir casas, carros, barcos, aviões ou holdings financeiras.

O caso pode levar entre cinco ou dez anos para ser resolvido por causa das apelações, disse Moraes.

“São fatos, são datas, há muito dinheiro envolvido, e é uma decisão muito difícil que a Justiça terá que tomar”, disse Moraes, por telefone, ontem. “O processo levará um longo tempo para ser concluído.”

Antes de aceitar a acusação apresentada por procuradores da República do Rio, o juiz deve dar aos advogados de Eike o direito de apresentar uma defesa preliminar. Se o juiz permitir que o julgamento prossiga, ele deve intimar Eike a comparecer pessoalmente para um interrogatório, disse Moraes.

As acusações de uso de informação privilegiada e manipulação de mercado têm pena de até 13 anos de prisão, segundo os procuradores.

Acusações “sem base”

Sérgio Bermudes, advogado civil que diz coordenar os assuntos jurídicos de Eike, disse que espera “um longo procedimento, no qual o réu terá a chance de apresentar todas as provas”.

“Pelo que eu li, elas não tem embasamento”, disse Bermudes, em entrevista por telefone do Rio de Janeiro, referindo-se às acusações. “Acredito que houve uma interpretação errada dos fatos.”

Bermudes não retornou um e-mail nem ligações por telefone feitas ontem pedindo outros esclarecimentos. As assessorias de imprensa da Óleo e Gás Participações e da da holding EBX se recusaram a comentar o assunto, quando contatadas por e-mail.

Eike, 57, já é acusado pelo órgão regulador de mercado do país de uso de informações privilegiadas para venda de sua participação na petroleira antes da queda das ações. Os advogados de Eike disseram que ele vendeu as ações para pagar o credor Mubadala Development Co., e não porque antecipou o fracasso do projeto, segundo um documento obtido pela Bloomberg.

FONTE: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/09/15/eike-batista-pode-ir-a-julgamento-dentro-de-um-ano-dizem-advogados.htm

Calvário legal de Eike Batista não para. Agora ele foi denunciado por manipular mercado com ações da OSX

Pode até terminar tudo em pizza, mas os advogados de Eike Batista vão ter que mostrar que valem o dinheiro que o ex-bilionário vai ter que gastar com eles para se livrar de mais uma ação, agora do MPF-SP, por supostos crimes contra a ordem financeira.

De quebra, como mostra a notícia abiaxo, Eike Batista ainda colecione 11 processos na Comissão de Valores Mobiliários, e outros 11 casos estão em fase de análise e também poderão vir a se transformar em processos.

Em suma, Eike Batista vai ter que gastar um bom dinheiro com Sérgio Bermudes e outros advogados de sua equipe.

MPF-SP denuncia Eike por manipulação de mercado com ações da OSX

Por Ana Paula Ragazzi | Valor

Valor

RIO  –  O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) denunciou o empresário Eike Batista por uso de informações privilegiadas nas negociações com ações do estaleiro OSX.

No sábado, o MPF no Rio denunciou o empresário pelo mesmo motivo e também por manipulação de mercado, mas por conta de negociações envolvendo a  petroleira OGX. O MPF-RJ pediu o bloqueio de todos os ativos financeiros de Eike no Brasil, o arresto de seus bens imóveis (casas, apartamentos) e móveis (carros, barcos, aeronaves) até o limite de R$ 1,5 bilhão.

Desde o colapso do Grupo EBX, um ano atrás, as empresas do grupo e seus administradores acumulam 11 processos sancionadores na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Outros 11 ainda estão em fase de análise e poderão tanto evoluir para processos sancionadores quanto ser arquivados.

O advogado Sergio Bermudes informa que Eike ainda não foi citado pois está fora do Brasil, com retorno previsto para esta semana. Depois que o empresário for citado, terá um prazo para apresentar sua defesa prévia.

Hoje, o MPF em São Paulo pede que o empresário seja condenado ao pagamento da multa máxima prevista em lei, equivalente a três vezes os R$ 8,7 milhões obtidos ilegalmente. A investigação ocorreu porque, em  19 de abril de 2013, Eike vendeu  em bolsa quase 10 milhões de ações da OSX, negócio que totalizou R$ 33,7 milhões. A transação foi realizada poucos dias depois de uma reunião que definiu o futuro da companhia. O novo plano de negócios previa uma série de cortes de custos e investimentos, como a paralisação de obras no estaleiro, a suspensão temporária de participação em novas oportunidades e a venda de ativos sem utilização imediata, o que demonstrava dificuldades de caixa da OSX.

As informações, que causariam queda significativa do valor das ações da empresa, só foram comunicadas ao mercado em 17 de maio, quase um mês depois da operação de Eike para vender seus ativos. Ou seja, na avaliação do MPF em São Paulo o empresário utilizou informações ainda desconhecidas pelos demais investidores para livrar-se de prejuízos que a depreciação das ações traria a seu patrimônio. No pregão do dia 20 de maio, o primeiro após a comunicação do fato relevante, as ações da OSX caíram  10,39%, para R$ 2,50. Segundo o ministério, que trabalhou com informações encaminhadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a diferença entre os valores na data do negócio e depois da baixa preservou Eike de perdas da ordem de R$ 8,7 milhões e gerou prejuízo potencial suportado pelo mercado investidor de R$ 70,3 milhões.

Eike  alegou ter negociado seus ativos para levar a quantidade de ações da OSX em circulação na bolsa para 25%, conforme exige o Novo Mercado. Porém, a avaliação do MPF foi de que o ajuste não é suficiente para justificar o negócio, pois o empresário deixou para cumprir o regulamento no limite do período concedido.

Para a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, autora da denúncia, Eike deveria ter divulgado o fato relevante ao mercado e à CVM informando, em data anterior à venda de suas ações, o interesse da companhia em atualizar seu plano de negócios com perspectivas negativas. “Nesse caso, uma vez divulgado o fato, não haveria qualquer impedimento para venda de suas ações, uma vez que o mercado investidor já estaria informado sobre a situação da companhia”, afirma a procuradora em comunicado do MPF.

Segundo a procuradora, Eike “agiu de forma fraudulenta e escusa, sem a devida transparência, lisura e lealdade que se espera de um acionista controlador de uma companhia aberta, listada no rol das empresas do Novo Mercado, que, em tese, devem atender a todos os princípios da mais alta governança corporativa e moralidade em sua atuação no mercado mobiliário e financeiro”.

FONTE: http://www.valor.com.br/politica/3696152/mpf-sp-denuncia-eike-por-manipulacao-de-mercado-com-acoes-da-osx#ixzz3DQdhapPa

MP Eleitoral quer que TRE casse registro de Pezão e Dornelles

Candidatos respondem por abuso de autoridade e conduta vedada

dornelles-e-pezão
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro processou o governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o senador e candidato a vice-governador Francisco Dornelles (PP) por abuso de autoridade e conduta vedada. Para o Ministério Público Eleitoral, eles devem ser punidos com multa, cassação do registro de candidato (ou de eventual diploma, caso sejam eleitos) e retirada da propaganda institucional desvirtuada que deu origem ao processo (prot. nº 141.014/2014).

Na ação de investigação judicial eleitoral, a procuradora regional eleitoral substituta Adriana Farias aponta que a chapa formada por Pezão e Dornelles foi favorecida por propagandas institucionais no perfil do governo estadual no Twitter. Após monitorar conteúdos em canais oficiais de divulgação e em redes sociais, a PRE viu que o perfil @GovRJ, com mais de 142 mil seguidores, mantém no ar inúmeras notícias institucionais contrárias à legislação (Lei nº 9.504/97, art. 74). O vínculo direto a Pezão é feito com fotos, compartilhamentos e notificações da página pessoal do político (@LFPezao).

“É possível vislumbrar manifesto desvirtuamento do uso da página do Governo para beneficiar a candidatura dos réus em detrimento de seus opositores”, diz a procuradora regional eleitoral substituta Adriana Farias. “A publicidade exorbitou da sua função de informar os atos da administração e do legítimo interesse comunitário, veiculando dizeres do governador com teor substancialmente eleitoreiro.”

Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a conduta vedada fica clara com a manutenção no ar dessa publicidade institucional nos três meses anteriores às eleições – prazo em que essa prática é proibida. Entre as informações veiculadas à revelia da legislação, a ação destaca tuítes como “#LFPezao:Nós vamos fazer td que estiver ao nosso alcance. Continuem com o @GovRJ”.

Assessoria de Comunicação

FONTE: http://www.prerj.mpf.mp.br/noticias/mp-eleitoral-quer-que-tre-casse-registro-de-pezao-e-dornelles

Contrariando expectativas fúnebres, FENORTE adita contrato do projeto “FENORTE em Ação Rural”

A Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE) que começou um processo de decadência após a separação administrativa da UENF em 2001 teve a sua morte anunciada várias vezes ao longo de 2014.

Agora, desafiando todos os prognósticos negativos, a FENORTE decidiu aditar em R$ 611.289,79 um contrato para continuar executando o projeto “Fenorte em Ação Rural” como mostra o extrato retirado da edição desta segunda-feira (15/09) do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro que é mostrado logo abaixo. Aliás, no extrato está dito que este aditamento representa 25% do valor total do contrato. Levando-se em conta o orçamento aprovado pela ALERJ para a FENORTE em 2014, este é com certeza o principal investimento feito pela fundação.

fenorte rural

Agora, a coisa estranha é que ao consultar a página da FENORTE na internet (http://www.fenorte.rj.gov.br/fenorte.php) não encontrei qualquer menção a esse projeto ou aos locais onde estaria sendo executado.

Será que o “hacker” que foi denunciado pela direção da FENORTE durante a greve realizada por seus servidores no início de 2014 continua “hackeando” a página oficial da fundação?

 

É como diz a Luciana Genro… quem paga a banda é que escolhe a música

Doações de campanha somam R$ 1 bi

Os 19 maiores financiadores de campanha respondem por metade do valor doado até agora por empresas e indivíduos na eleição deste ano.

José Roberto de Toledo, Rodrigo Burgarelli e Daniel Bramatti

Financiamento de campanha - Empresário feliz

Os 19 maiores financiadores de campanha respondem por metade do valor doado até agora por empresas e indivíduos na eleição deste ano. As contas de partidos, comitês e candidaturas em todo o País receberam desses 19 grupos privados R$ 522 milhões do total de R$ 1,040 bilhão vindo de contribuições de pessoas físicas e jurídicas até agora.

Esses valores são todos de origem privada e calculados após levantamento que elimina distorções ou eventuais erros cometidos pelas candidaturas. Somando-se o que vem do Fundo Partidário, cuja origem são recursos públicos, o dinheiro que circulou até agora nas campanhas supera R$ 1,138 bilhão. E isso é só o começo. O montante de R$ 1,040 bilhão refere-se ao que foi declarado por candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal e estadual ou distrital até 6 de setembro. Como se trata de uma prestação de contas parcial, não é possível comparar com o que foi arrecadado na eleição de quatro anos atrás.

A concentração das doações é significativa. São quase 29 mil doadores até agora, mas 2 de cada 3 reais arrecadados pelas campanhas vieram dos 100 maiores doadores. Sozinho, o maior deles, o Grupo JBS, doou até agora R$ 113 milhões, ou 11% do total doado. Dona de marcas como Friboi, Swift e Bertin, o grupo tem outras empresas que também doaram, como Seara e Flora Higiene-Limpeza.

O PT foi o partido que mais recebeu da JBS: R$ 28,8 milhões – ou 1 de cada 4 reais doado pela empresa. O PSD ficou em segundo lugar, com R$ 16 milhões, e o PMDB, em terceiro, com R$ 14 milhões. Entre todos os candidatos, a maior beneficiada pelas doações da JBS foi a presidente Dilma Rousseff.

O setor de alimentação tem uma outra grande doadora. O grupo Ambev – dono de marcas como Brahma, Antarctica e Skol – aparece em quarto lugar no ranking, com R$ 41,5 milhões doados. O dinheiro foi recebido principalmente por candidatos e comitês do PMDB (R$ 12 milhões), PT (R$ 11 milhões) e PSDB (R$ 8 milhões). O setor financeiro tem duas das 10 maiores doadoras. O grupo Bradesco está em sexto, somando R$ 30 milhões em contribuições vindas de empresas como Bradesco Vida e Previdência, Bradesco Saúde e Bradesco Capitalização, entre outras. O conglomerado deu, até agora, R$ 9,4 milhões para o PSD, R$ 8,7 milhões para o PT, R$ 6,7 milhões para o PMDB e R$ 5,2 milhões para o PSDB.

O banco BTG Pactual e sua administradora de recursos doaram R$ 17 milhões e estão em décimo lugar na classificação geral. PT e PMDB foram os beneficiários de quase 80% desse dinheiro.

O protagonismo desses dois bancos e a atuação de outras empresas do setor que costumam colaborar financeiramente com as campanhas políticas não chega a superar o destaque das empreiteiras na lista de doações para partidos, comitês e candidaturas. Juntas, as construtoras contribuíram com quase R$ 300 milhões, ou 30% do total arrecadado até agora.

Dos dez maiores doadores da atual campanha, cinco são grupos empresariais que tiveram origem no ramo da construção. São os casos da OAS (2.º maior), Andrade Gutierrez (5.º lugar), UTC Engenharia (7.º), Queiroz Galvão (8.º) e Odebrecht (9.º). Os valores foram agregados por grupo econômico e incluem subsidiárias de outros setores, como energia.

Segunda colocada no ranking dos maiores contribuintes com os políticos, a Construtora OAS acumula R$ 66,8 milhões em doações. O PT ficou com quase metade desse dinheiro, ou R$ 32 milhões. O restante foi dividido entre PMDB, PSDB e PSB, entre outras legendas.

A Andrade Gutierrez doou R$ 33 milhões, divididos quase que exclusivamente entre PT (R$ 16 milhões) e PSDB (R$ 13 milhões). A UTC deu R$ 29 milhões (R$ 13 milhões para petistas), a Queiroz Galvão doou R$ 25 milhões (PMDB recebeu R$ 7 milhões), e o grupo Odebrecht, R$ 23 milhões, principalmente para PT, PSDB e DEM. O terceiro maior doador é do setor de mineração. O grupo Vale doou cerca de R$ 53 milhões até agora, por meio de uma série de empresas. Dois partidos se destacam entre os beneficiários de suas doações: PMDB (R$ 20,6 milhões) e PT (R$ 14,5 milhões). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1622745-doacoes-de-campanha-somam-r-1-bi