STJ mantem condenação da Mineração Rio Pomba Cataguases por derrame de bauxita que afetou Rio Paraíba do Sul

O Rio Paraíba do Sul tem sido palco de inúmeros incidentes ambientais causados por indústrias poluidoras. Dentre estes, um dos maiores foi o causado em janeiro de 2007 pela Mineração Rio Pomba Cataguases que derramou 2 bilhões de litros de lama tóxico no Rio Muriaé, um dos principais afluentes do Paraíba do Sul. Entre outras coisas, esse acidente resultou na suspensão do abastecimento de água e a remoção de centenas de famílias de suas residências.

Eu já tive inclusive a oportunidade de orientar uma monografia de graduação tratando dos impactos deste derrame no localidade de Laje do Muriaé, e o que aquele demonstrou foi que os efeitos se estenderam para além do momento do derrame. Esse entendimento foi o que determinou a posição do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luis Felipe Salomão, que confirmou a condenação da instância inferior. Abaixo a sentença do ministro Salomão.

Essa condenação me dá a expectativa de que tantos outros incidentes ambientais que permanecem aparentemente impunes também possam chegar a este tipo de condenação. Afina de contasl, antes tarde do que nunca. 

DIREITO AMBIENTAL E CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL EM DECORRÊNCIA DE DANO AMBIENTAL PROVOCADO PELA EMPRESA RIO POMBA CATAGUASES LTDA. NO MUNICÍPIO DE MIRAÍ-MG. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ).

Em relação ao acidente ocorrido no Município de Miraí-MG, em janeiro de 2007, quando a empresa de Mineração Rio Pomba Cataguases Ltda., durante o desenvolvimento de sua atividade empresarial, deixou vazar cerca de 2 bilhões de litros de resíduos de lama tóxica (bauxita), material que atingiu quilômetros de extensão e se espalhou por cidades dos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, deixando inúmeras famílias desabrigadas e sem seus bens (móveis e imóveis): a) a responsabilidade por dano ambiental é objetiva, informada pela teoria do risco integral, sendo o nexo de causalidade o fator aglutinante que permite que o risco se integre na unidade do ato, sendo descabida a invocação, pela empresa responsável pelo dano ambiental, de excludentes de responsabilidade civil para afastar a sua obrigação de indenizar; b) em decorrência do acidente, a empresa deve recompor os danos materiais e morais causados; e c) na fixação da indenização por danos morais, recomendável que o arbitramento seja feito caso a caso e com moderação, proporcionalmente ao grau de culpa, ao nível socioeconômico dos autores, e, ainda, ao porte da empresa recorrida, orientando-se o juiz pelos critérios sugeridos pela doutrina e jurisprudência, com razoabilidade, valendo-se de sua experiência e bom senso, atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso, de modo a que, de um lado, não haja enriquecimento sem causa de quem recebe a indenização e, de outro lado, haja efetiva compensação pelos danos morais experimentados por aquele que fora lesado. Com efeito, em relação aos danos ambientais, incide a teoria do risco integral, advindo daí o caráter objetivo da responsabilidade, com expressa previsão constitucional (art. 225, § 3º, da CF) e legal (art.14, § 1º, da Lei 6.938/1981), sendo, por conseguinte, descabida a alegação de excludentes de responsabilidade, bastando, para tanto, a ocorrência de resultado prejudicial ao homem e ao ambiente advinda de uma ação ou omissão do responsável (EDcl no REsp 1.346.430-PR, Quarta Turma, DJe 14/2/2013).

Ressalte-se que a Lei 6.938/1981, em seu art. 4°, VII, dispõe que, dentre os objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente, está “a imposição ao poluidor e ao predador da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados”. Mas, para caracterização da obrigação de indenizar, é preciso, além da ilicitude da conduta, que exsurja do dano ao bem jurídico tutelado o efetivo prejuízo de cunho patrimonial ou moral, não sendo suficiente tão somente a prática de um fato contra legem ou contra jus, ou que contrarie o padrão jurídico das condutas.

Assim, a ocorrência do dano moral não reside exatamente na simples ocorrência do ilícito em si, de sorte que nem todo ato desconforme com o ordenamento jurídico enseja indenização por dano moral. O importante é que o ato ilícito seja capaz de irradiar-se para a esfera da dignidade da pessoa, ofendendo-a de forma relativamente significante, sendo certo que determinadas ofensas geram dano moral in re ipsa. Na hipótese em foco, de acordo com prova delineada pelas instâncias ordinárias, constatou-se a existência de uma relação de causa e efeito, verdadeira ligação entre o rompimento da barragem com o vazamento de 2 bilhões de litros de dejetos de bauxita e o resultado danoso, caracterizando, assim, dano material e moral. REsp 1.374.284-MG, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 27/8/2014.

MPF divulga documentos da ação bilionária contra Eike Batista

O MPF distribuiu documentos que contém os elementos da denúncia e do pedido de arresto contra Eike Batista por supostos crimes contra ordem financeira. Quem quiser conhecer o teor destes documentos é só clicar Aqui! e Aqui!.

Agora, eu fico pensando como ficam as viúvas do Eike Batista aqui no Norte Fluminense que faziam juras de amor e que prometiam não vender suas ações das empresas “X”. Será que ainda estão mantendo o discurso ou estão fingindo que nunca foram fãs do ex-bilionário? Uma coisa eu sei, quem não esquece de Eike Batista são as centenas de famílias de agricultores do V Distrito que tiveram suas terras expropriadas e que continuam sem a devida reparação por suas perdas.

MPF denuncia Eike Batista e pede bloqueio de R$ 1,5 bi

Empresário é acusado de crimes contra o mercado de capitais e pode pegar até 13 anos de reclusão

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) denunciou Eike Batista por dois crimes contra o mercado de capitais, causando prejuízos de R$ 1,5 bilhão. O empresário é acusado de manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada (artigos 27-C e 27-D da Lei 6.385/76). Pelos delitos cometidos, ele pode ser condenado a até 13 anos de reclusão. O MPF pede ainda o bloqueio dos bens de Eike, juridicamente chamada de arresto, para futura indenização dos prejuízos causados.

Na denúncia, o MPF requer ainda, além do bloqueio de todos os ativos financeiros de Eike Batista no Brasil, o arresto de seus bens imóveis (casas, apartamentos) e móveis (carros, barcos, aeronaves) até o limite de R$ 1,5 bi. “A quantia equivale ao prejuízo suportado pelo mercado de ações em consequência da conduta criminosa protagonizada pelo denunciado”, explicam os procuradores da República Rodrigo Ramos Poerson e Orlando Monteiro da Cunha, autores da denúncia.

Além dos bens de Eike Batista, o MPF quer também o arresto dos imóveis doados pelo empresário ao filhos Thor e Olin e a mulher Flávia Sampaio. As doações foram feitas após a data dos delitos cometidos pelo empresário. “A manobra fraudulenta levada a efeito pelo denunciado no inequívoco propósito de afastar seus bens de futura medida constritiva”, alertam os procuradores.

Eike doou para o filho Thor a mansão onde moram, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, no valor de R$ 10 milhões, além de uma propriedade em Angra dos Reis aos dois filhos mais velhos (Thor e Olin), também no valor de R$ 10 milhões. Para a mulher, o empresário doou um apartamento em Ipanema, Rio de Janeiro, no valor de R$ 5 milhões.

Crimes contra o mercado de capitais

O delito de manipulação de mercado ocorreu em outubro de 2010, quando Eike simulou a injeção de até US$ 1 bilhão na empresa, por meio de compra de ações da OGX, operação conhecida no mercado como “put”.

De acordo com o MPF, a má-fé e fraude na divulgação de contrato com cláusula que jamais seria cumprida revela que muito antes de sua divulgação, Eike já sabia que os campos de exploração Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia não teriam a prospecção anunciada que justificasse os altos preços das ações. “A divulgação do contrato com cláusula put se deu maliciosamente, de forma a iludir o público investidor, mediante a sua ocultação por ocasião da publicação de fato relevante na mesma data do instrumento particular, o que possibilitou ao acusado suscitar a sua isenção de cumprir a obrigação de investir recursos de seu patrimônio pessoal na empresa OGX por meio da compra de ações”, explicam os procuradores.

Na lei, essa prática está tipificada como “realizar operações simuladas ou executar outras manobras fraudulentas, com a finalidade de alterar artificialmente o regular funcionamento dos mercados de valores mobiliários em bolsa de valores, de mercadorias e de futuros, no mercado de balcão ou no mercado de balcão organizado, com o fim de obter vantagem indevida ou lucro, para si ou para outrem, ou causar dano a terceiros”, prevendo pena de reclusão de até oito anos.

Já a segunda acusação que pesa contra Eike Batista refere-se ao uso indevido de informação privilegiada. Por duas ocasiões, o empresário cometeu o delito conhecido como “insider trading”, que consiste na utilização de informações relevantes sobre valores mobiliários, por parte de pessoas que, por força de sua atividade profissional, estão por dentro dos negócios da emissora, para transicionar com os valores mobiliários antes que tais informações sejam de conhecimentos do público.

Entre 24 de maio e 10 de junho de 2013, Eike usou informações privilegiadas para gerar lucro indevido na ordem de R$ 125 milhões. Já entre 28 de agosto e 3 de setembro do ano passado e entre 27 de agosto e 2 de setembro, novamente, com informações privilegiadas, Eike obteve lucro de R$ 111 milhões com a venda de ações da OGX, em uma conjuntura favorável aos negócios realizados pelo denunciado, em desigualdade de condições aos demais investidores

Segundo a lei, “utilizar informação relevante ainda não divulgada ao mercado, de que tenha conhecimento e da qual deva manter sigilo, capaz de propiciar, para si ou para outrem, vantagem indevida, mediante negociação, em nome próprio ou de terceiro, com valores mobiliários” prevê pena de reclusão de até cinco anos.

  FONTE: Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

 

Troféu Pepino Ambiental vai para Dilma, Marina ou Aécio?

Determinadas acusações que os candidatos favoritos da mídia corporativa trocam entre si são belos exemplos do “roto falando do esfarrapado”.  Essa semana Dilma Rousseff acusou Marina Silva de ter sido culpada pelo atraso na construção das hidrelétricas no Rio Madeira em Rondônia. Marina Silva, por seu lado, retrucou dizendo que na gestão dela os licenciamentos foram acelerados, e que ela teria feito uma limpa nas gavetas dos pedidos atrasados de licenciamento para a construção de hidrelétricas, inaugurando o que eu chamei de licenciamento ambiental “Fast Food”. 

Já Aécio Neves, que aparentemente não tinha nada a ver com a briga das duas candidatas, pode se vangloriar de ter transformado o estado de Minas Gerais num verdadeiro queijo suiço, onde abundam tantas minas e buracos com os resultados que acabamos de ver em Itabirito.

Enfim, em termos de licenciamento ambiental, esses três se igualam de tal maneira que qualquer indicação para o prêmio Pepino Ambiental será uma decisão duríssima.

Porto do Açu ficou mais modesto: GE rescinde contrato com Prumo sobre futura unidade

ge

A notícia abaixo publicada pelo Jornal Valor Econômico traz uma notícia cujo impacto inicial é aumentar a área ociosa dentro do Porto do Açu, já que a tão propalada unidade da GE Oil & Gas do Brasil não vai mais existir.

E como já havia adiantado a matéria da Revista Exame, essa situação colocará ainda mais pressão sobre a Prumo Logística para demonstrar que o porto será realmente uma realidade, e não ficará apenas na fase das intenções. A ver!

 

GE rescinde contrato com Prumo sobre unidade no porto do Açu

Por Rafael Rosas | Valor

RIO  –  (Atualizada às 10h30) A Prumo Logística (antiga LLX) informou hoje, em fato relevante, que a GE Oil & Gas do Brasil decidiu rescindir o contrato firmado em novembro de 2012 para a instalação de uma unidade industrial no porto do Açu, no Norte do Estado do Rio de Janeiro.

A área que seria ocupada pela GE localiza-se na retroárea do porto do Açu, distante aproximadamente 10 quilômetros do Canal do Terminal 2.

“A Prumo esclarece que, desde sua assinatura, o contrato não havia gerado receita de aluguel recorrente à companhia, uma vez que as condições impostas para o início do pagamento não haviam sido implementadas.”

A companhia acrescentou que o porto do Açu tem atualmente clientes com unidades industriais em operação e espera iniciar a atividade com embarcações no Canal do Terminal 2 nos “próximos dias”.

A Prumo também rescindiu o contrato de locação celebrado em 2010 com a UTE Porto do Açu S.A. e a Eneva, devido à “não observância de condições comerciais”. A Eneva (antiga MPX) tinha um contrato de aluguel firmado com a empresa de logística para construir um complexo termelétrico, a carvão e gás natural, no porto do Açu, em São João da Barra (RJ).

“A Prumo Logística comunica que exerceu o seu direito de resilir o contrato de locação celebrado em 24 de novembro de 2010, entre a subsidiária integral LLX Açu Operações Portuárias S.A., a UTE Porto do Açu S.A. e Eneva S.A., devido à não observância de condições comerciais”, afirmou a empresa, em comunicado divulgado ao mercado.

Em matéria publicada pelo Valor em março deste ano, a Eneva havia informado que estava renegociando preços com a Prumo no contrato de aluguel de uma área no Açu. Na ocasião, a geradora havia acrescentado que mantinha o interesse em desenvolver os projetos térmicos a carvão e gás no local. 

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3693038/ge-rescinde-contrato-com-prumo-sobre-unidade-no-porto-do-acuy

MPF investiga Eike Batista de novo

Thiago Bronzatto

EIKE BATISTA: empresário está na mira do MPF de novo

O empresário Eike Batista, fundador do grupo EBX, está na mira do Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo. Ele e ex-diretores do grupo são investigados por suspeitas de ter cometido crimes financeiros na bolsa de valores, como manipulação do mercado. Ao longo dos últimos meses, investidores que perderam dinheiro com as empresas de Eike enviaram ao MPF denúncias e documentos com indícios de irregularidades. O processo está na fase final — e deverá ser concluído nas próximas semanas. Os investigadores também analisam se a BM&FBovespa cumpriu seu papel de fiscalização na derrocada do império X no ano passado. O MPF não comentou.

FONTE: http://exame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2014/09/12/mpf-investiga-eike-batista/

Terceira Via: Presença da PM no campus da Uenf gera revolta nos alunos

O movimento estudantil da universidade criou uma página no facebook intitulada “PM na Uenf, pra quem?”

Presença da PM no campus da Uenf gera revolta nos alunos (Foto: reprodução)

Os alunos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) ficaram surpresos com a presença de policiais militares dentro do campus da instituição nesta semana. O trabalho começou na segunda-feira (8 de setembro). Revoltados, alunos do movimento estudantil da universidade criaram uma página no facebook intitulada “PM na Uenf, pra quem?”.

De acordo com uma das responsáveis pela comunidade na rede social, Luisa Leão, o reitor da universidade, Silvério de Paiva Freitas, aprovou um termo de cooperação firmado entre a Uenf, a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) no dia 26 de junho. Segundo Luisa, a comunidade acadêmica não foi consultada e os alunos tiveram o posicionamento ignorado.

Na comunidade no facebook, os estudantes informaram que os policiais fazem ronda utilizando carro e combustível da universidade. “Interessante perceber que enquanto a verba é cortada para serviços básicos, para projetos que existem há anos, para o pagamento do aumento das bolsas dos alunos, tem dinheiro para o combustível da constante ronda policial”, relataram.

Para a aluna Nayara Polizelli, a presença dos militares não traz segurança. “Sinto pena de quem acha que a polícia no campus é progresso. Nunca me senti mais segura por ter um policial por perto. Retrocesso total”, disse.

Luisa Leão ressaltou que foi feito um debate aberto e uma assembleia com todas as categorias (estudantes, professores e servidores técnicos) e nas duas ocasiões a reitoria foi convidada a participar. No debate, o prefeito da Uenf, Gustavo Xavier, foi quem representou a reitoria. De acordo com ele, foi necessário reduzir o número de vigilantes patrimoniais por causa de questões financeiras, e, para dar maior suporte aos funcionários e estudantes, os PMs farão a segurança pessoal.

“Nós, alunos, somos contra esta imposição que nos foi dada. Acreditamos que esta medida foi uma resposta ao nosso longo movimento de greve e ocupação, ou seja, para nos oprimir. Acreditamos também que não existe um quantitativo de ocorrências que justifique ter PMs dentro da universidade. Considero esta medida arbitrária e desnecessária, serve apenas para proteger a reitoria de novas manifestações e ocupações”, opinou Luisa.

A estudante Isis Moura acredita que a medida pode afetar a segurança dos prédios pelo fato de os policiais estarem substituindo os vigilantes. “É importante discutir o quanto a implementação da PM em substituição aos vigilantes está repercutindo e afetando a comunidade acadêmica. Teve um dia que um prédio ficou sem vigilante no início das aulas do período da tarde, chegando lá às 14h30. Esses vigilantes são responsáveis também por guardar chaves das salas dos prédios, assim como um caderno de ponto dos professores que as utilizam. O resultado foi atraso em todas as aulas do prédio e a explicação da vigilante foi que, devido ao corte de vigilantes, não havia nenhum para substituí-la no horário de almoço. Reitoria sempre pensando na boa gestão”, concluiu.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/campos_dos_goytacazes/55416/

Matéria da Revista Exame faz um Raio-X realista do Porto do Açu: entre o que era para ter sido com Eike e o que poderá ser com a Prumo

A última edição da Revista Exame traz uma pedagógica matéria produzida pela lavra do jornalista Bruno Villas Bôas que traça um Raio-X realista da situação do Porto do Açu. Apesar do tom basicamente positivo, a matéria traça um cenário que nada tem a ver com os arroubos grandiloquentes que lemos na imprensa regional. Aliás, o que a matéria faz de melhor é confirmar o que venho dizendo aqui neste blog faz algum tempo: o Porto do Açu poderá chegar a funcionar, mas será numa versão que está mais para mini (mais modesto segundo Villas Bôas) do que para o propalado “super”. 

Uma questão que me deixou deveras curioso é aquela onde Villas Bôas nota que a Prumo quer incentivar incorporadoras para que construam bairros no entorno do Porto do Açu para resolver um profundo gargalo do empreendimento que é a falta de moradias no seu entorno.  A minha curiosidade é a seguinte: em quais terras? Só não pode ser nas terras que estão sendo desapropriadas pela CODIN, pois estas se destinam a atividades industriais. A não ser que esteja vindo por ai uma nova mudança radical no zoneamento da terra no município de São João da Barra!

Para quem tiver curiosidade de ler a matéria na sua totalidade, a mesma segue abaixo. Boa leitura!

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O Diário: Erosões no Açu preocupam autoridades

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Na próxima semana, o procurador da República em Campos, Eduardo Santos de Oliveira, deve se pronunciar sobre que medidas que irá adotar após analisar um relatório sobre a erosão e outros impactos ambientais que ocorrem na praia do Açu, em São João da Barra (SJB), em decorrência da construção do Superporto na área. Estima-se que desde o início das obras, em 2012, houve uma perda de 37 hectares de praia, afetando diretamente uma população de cerca de duas mil pessoas.

O relatório, entregue na terça-feira (9/9) ao Ministério Público Federal (MPF), é de autoria do professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Marcos Pedlowski, que coordena estudos sobre os impactos sociais e ambientais no local. Através de seu blog, Pedlowski vem denunciando os impactos, inclusive com fotos de satélite e depoimentos de moradores. No entanto, o professor não quis dar declarações sobre a solicitação do relatório pelo MPF.

Em SJB, uma audiência pública na Câmara de Vereadores chegou a ser marcada para o último dia três, mas não foi realizada. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, uma nova audiência deverá ser realizada, mas a data não foi marcada.

A assessoria de imprensa do grupo Prumo Logística, que constrói o Porto, foi contatada via e-mail, mas não respondeu aos questionamentos.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/erosoes-no-acu-preocupam-autoridades-14815.html