Dilma Rousseff promulga decreto de desapropriação para implantação de trevo na BR-101

Num desses desdobramentos curiosos da intervenção do estado brasileiro em favor das corporações que controlam diversos setores da economia brasileira, a presidente Dilma Rousseff decretou no último dia 12 de agosto, uma desapropriação de terras no município de Campos dos Goytacazes cujo beneficiário é a empresa que cobra pedágios pela operação do trecho da BR-101 entre a Ponte Rio-Niterói e a fronteira do Rio de Janeiro com o Espírito Santo.

Não bastassem os polpudos empréstimos do BNDES para que a Auto Pista Fluminense cumpra o que determina o decreto de concessão da exploração do pedágio, agora temos a presidente Dilma desapropriando terras usando o velho decreto de 1941. Em tempo, a razão alegada é a construção de um trecho na altura do Km 101.

Assim, como dizia o meu falecido pai, é mole.

Abaixo o texto completo do decreto sem número que foi publicado no Diário Oficial da União do dia 13 de Agosto de 2014. 

 

Decreto s/nº, de 12.08.2014 – DOU de 13.08.2014

A Presidenta da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição , tendo em vista o disposto no art. 3º , art. 5º, caput, alíneas “h” e “i” , e art. 6º do Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941 , no art. 29, caput, inciso VIII , e art. 31, caput, inciso VI, da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995 , e de acordo com o que consta do Processo ANTT nº 50500.137968/2013-51,
Declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, em favor da concessionária Autopista Fluminense S.A., os imóveis que menciona, localizados no Município de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro.
Decreta:

Art. 1º Ficam declarados de utilidade pública, para fins de desapropriação, total ou parcial, em favor da concessionária Autopista Fluminense S.A., os imóveis delimitados pelas coordenadas topográficas descritas a seguir, excluídos os bens de domínio público, situados às margens da Rodovia Governador Mário Covas, BR-101/RJ, localizados no Município de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, necessários à execução das obras de implantação de trevo no km 101+160m:

I – área 1 – inicia-se o perímetro no vértice P1, de coordenadas N(Y)7577121,115 e E(X)231735,319, situado no limite com Ronaldo Santos da Silva; deste, segue com azimute de 122º 11’38” e distância de 52,23m, confrontando neste trecho com Ronaldo Santos da Silva, até o vértice P2, de coordenadas N(Y)7577093,288 e E(X)231779,518; deste, segue com azimute de 193º 45’17” e distância de 52,04m, confrontando neste trecho com Ronaldo Santos da Silva, até o vértice P3, de coordenadas N(Y)7577042,738 e E(X)231767,144; deste, segue com azimute de 204º 39’05” e distância de 56,57m, confrontando neste trecho com Ronaldo Santos da Silva, até o vértice P4, de coordenadas N(Y)7576991,328 e E(X)231743,551; deste, segue com azimute de 223º 17’42” e distância de 57,44m, confrontando neste trecho com Ronaldo Santos da Silva, até o vértice P5, de coordenadas N(Y)7576949,519 e E(X)231704,159; deste, segue com azimute de 216º 39’32” e distância de 44,20m, confrontando neste trecho com Ronaldo Santos da Silva, até o vértice P6, de coordenadas N(Y)7576914,061 e E(X)231677,769; deste, segue com azimute de 15º 09’19” e distância de 100,37m, confrontando neste trecho com Rodovia Governador Mário Covas, BR-101/RJ, até o vértice P7, de coordenadas N(Y)7577010,939 e E(X)231704,009; deste, segue com azimute de 70º 55’38” e distância de 24,34m, confrontando neste trecho com Rodovia Governador Mário Covas, BR-101/RJ, até o vértice P8, de coordenadas N(Y)7577018,893 e E(X)231727,014; deste, segue com azimute de 340º 55’31” e distância de 34,67m, confrontando neste trecho com Rodovia Governador Mário Covas, BR-101/RJ, até o vértice P9, de coordenadas N(Y)7577051,656 e E(X)231715,685; deste, segue com azimute de 15º 47’02” e distância de 72,18m, confrontando neste trecho com Rodovia Governador Mário Covas, BR-101/RJ, até o vértice P1; fechando, assim, o perímetro com 494,03m e a área com 7.115,48m²; e

II – área 2 – inicia-se o perímetro no vértice P1, de coordenadas N(Y)7577231,386 e E(X)231686,468, situado no limite com Rodovia Governador Mário Covas, BR-101/RJ; deste, segue com azimute de 177º 46’31” e distância de 15,71m, confrontando neste trecho com Rodovia Governador Mário Covas, BR-101/RJ, até o vértice P2, de coordenadas N(Y)7577215,683 e E(X)231687,078; deste, segue com azimute de 196º 47’28” e distância de 104,43m, confrontando neste trecho com Rodovia Governador Mário Covas, BR-101/RJ, até o vértice P3, de coordenadas N(Y)7577115,705 e E(X)231656,91; deste, segue com azimute de 292º 58’20” e distância de 28,30m, confrontando neste trecho com Eduar Chicralla Assad, até o vértice P4, de coordenadas N(Y)7577126,751 e E(X)231630,852; deste, segue com azimute de 339º 10’08” e distância de 37,32m, confrontando neste trecho com Eduar Chicralla Assad, até o vértice P5, de coordenadas N(Y)7577161,63 e E(X)231617,581; deste, segue com azimute de 34º 15’35” e distância de 55,22m, confrontando neste trecho com Eduar Chicralla Assad, até o vértice P6, de coordenadas N(Y)7577207,272 e E(X)231648,669; deste, segue com azimute de 57º 27’50” e distância de 44,84m, confrontando neste trecho com Eduar Chicralla Assad, até o vértice P1; fechando, assim, o perímetro com 285,82m e a área com 4.089,80m².

Art. 2º Fica a concessionária Autopista Fluminense S.A. autorizada a promover, com recursos próprios, a desapropriação da área de terrenos e benfeitorias de que trata o art. 1º.
Art. 3º A declaração de utilidade pública não exime a concessionária da prévia obtenção dos licenciamentos e do cumprimento das obrigações junto às entidades ambientais e demais órgãos da administração pública, necessários à efetivação das obras e atividades referidas no art. 1º.
Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de agosto de 2014; 193º da Independência e 126º da República.

DILMA ROUSSEFF

Valor: MMX poderá ter de pedir recuperação judicial

O futuro da MMX, mineradora de Eike Batista, pode culminar em uma recuperação judicial seguindo os passos de outras duas companhias do empresário: a OGPar, antiga OGX, e a OSX No Entanto, a preferência ainda é pelo arrendamento ou venda das unidades que restam da MMX depois que a empresa se desfez do controle, em fevereiro, do seu principal ativo: o Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ). São essas as opções que estão concentrando a atenção do time da Angra Partners, que faz a gestão, para a reestruturação, do grupo EBX.

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/3660370/mmx-podera-ter-de-pedir-recuperacao-judicial#ixzz3AvbAwPB2

Ururau: ex-delegado Eduardo Guerra faz reconstituição de incineração de corpos de guerrilheiros em usina de açúcar

MPF interroga Guerra e faz reconstituição de incineração em Cambaíba

Denúncia de incineração de corpos veio a tona no livro 'Memórias de uma guerra suja'

Marcelo Esqueff – Denúncia de incineração de corpos veio a tona no livro ‘Memórias de uma guerra suj
 Tristes memórias da Ditadura Militar voltaram a tona nesta terça-feira (19/08), durante depoimentos e uma reconstituição organizada pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre a a possível incineração de corpos de presos políticos que teria ocorrido em fornos da Usina Cambaíba, em Campos.

O ex-funcionário da usina, Erval Gomes da Silva, e o ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dpos) do Espírito Santo e ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI), Cláudio Guerra são investigados por terem praticado queima de corpos de agentes do exército, principalmente do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A investigação teve início no ano de 2012, a partir da criação da Comissão Nacional da Verdade (CNV), com o objetivo de apurar graves violações de direitos humanos, que aconteceram entre os anos de 1964 e 1985, período da ditadura no país.

Na manhã desta terça-feira, uma acareação entre Erval e Cláudio estava marcada, mas por contradições em seus depoimentos, a mesma não aconteceu. “Durante os depoimentos dos dois, verificamos que havia muitos pontos contraditórios. O Erval negou qualquer tipo de envolvimento nos crimes e disse que não conhecia o ex-delegado, já o Cláudio afirmou categoricamente a queima de corpos na usina e que inclusive mantinha um vínculo de amizade com o ex-funcionário, por isso resolvemos obter provas mais concretas para depois colocarmos os dois frente à frente”, disse o procurador do MPF, Eduardo Oliveira.

No mês passado, durante depoimento, Guerra reconheceu as imagens de 19 vítimas da ditadura, onde 13 teriam sido carregadas por ele para incineração na indústria campista, e ainda disse ter sido o autor do assassinato de um deles. O ex-delegado também afirmou ter matado outras cinco ou seis pessoas.

No dia 11 deste mês, Guerra esteve em Campos, com membros da Comissão Nacional da Verdade (CNV), mas o Ministério Público Federal não foi informado. Ainda de acordo com o Procurador, outras duas pessoas serão ouvidas até a próxima sexta-feira (22/08), mas que por motivos de segurança, seus nomes serão preservados. Essas testemunhas seriam ligadas ao exército e aos envolvidos nos crimes.

O procurador Eduardo Oliveira agora busca reunir provas para abrir uma Ação Civil Pública para responsabilizar Cláudio Guerra e outros envolvidos.

RECONSTITUIÇÃO

“Quando chego à usina passa um filme pela minha cabeça. Me lembro de tudo o que fiz de errado por aqui e tento me fazer de forte, mas quando chego a minha casa desabo e me arrependo de cada minuto do que fiz às pessoas”, essas foram as palavras do ex-delegado Cláudio Guerra, levado pelo Ministério Público Federal ao local em que junto a outras pessoas deu fim a diversos corpos de presos políticos.

Estavam presentes a reconstituição, viaturas da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal. Cláudio Guerra começou a explicar a dinâmica do crime, desde quando o carro em que os corpos eram levados até a usina e o momento em que as vítimas eram queimadas.

“Os corpos vinham da Casa da Morte, como era conhecido o ponto clandestino de tortura dos militares, que fica em Petrópolis. As vítimas já chegavam à cidade de Campos, torturadas e mortas, além de serem colocadas em um saco plástico antes de serem colocadas no forno”, disse o ex-delegado ressaltando que além dele, também participavam da incineração, o Erval Gomes, o Zé Crente [também ex-funcionário da usina que já é morto], além de policiais que davam suporte aos suspeitos.

A Casa da Morte era de propriedade do coronel Freddie Perdigão. Segundo o procurador, a motivação para todos estes crimes acontecerem seria o medo de donos de usinas perderem suas terras.

Para a simulação, foram usados dois manequins para representar os corpos das vítimas. De acordo com Guerra, os corpos eram levados até o forno eempurrados até o fundo. Neste momento mais combustível e lenha eram colocados para despistar os funcionários da usina.

Questionado pelo procurador se nenhum funcionário percebia a ação, o ex-delegado foi taxativo ao afirmar que todos tinham medo do grupo. “Os funcionários tinham medo de todos nós, então por mais que eles vissem ou desconfiassem dos crimes, eles não falavam por medo”, disse Guerra.

Cláudio Guerra também mencionou a conivência do dono da Usina Cambaíba e ex-vice governador do Rio de Janeiro, Heli Ribeiro Gomes, no crimes. “ O Heli só teve contato com o grupo uma vez, que foi quando em uma conversa ele autorizou o uso da usina para a incineração dos corpos, mas na época disse que não queria colocar as mãos em nada. Na época ele também recebeu um empréstimo para a usina, que nenhuma outra recebeu”, contou Guerra. A equipe do Site Ururau tentou contato com a filha de Heli, Cecília Ribeiro Gomes, mas não obteve exito até a publicação desta matéria.

Ainda durante a reconstituição, Guerra mencionou que o transporte dos corpos era realizado sempre na parte da noite, por volta das 19h, e chegavam à usina no final da noite, por volta das 23h, quando os corpos eram incinerados.

Em um dos momentos da reconstituição, Cláudio Guerra, também confessou a morte de Odilon Carlos de Souza, na década de 80, que segundo o ex-delegado morreu atingido por dois tiros.

“O Odilon também fazia parte desta prática de crimes, porém em um determinado momento começou a tomar decisões por fora do comando. Na época eu tinha uma namorada e ela foi morta, junto com a irmã atingida por mais de 14 tiros. Depois fiquei sabendo que o autor do crime seria uma pessoa conhecida, então comecei a desconfiar do Odilon, que também as conhecia e durante uma discussão, antes de uma viagem ao Rio, disparei dois tiros”, contou Guerra que disse que não sabe o que foi feito com o corpo, mas que ficou sabendo que também foi incinerado, mas não tem como confirmar.

No fim da reconstituição, o ex-delegado Cláudio Guerra, disse o que espera da Justiça. “Sei de toda a minha culpa e já confessei todo o crime que cometi. Já sei que pela lei de Deus já estou perdoado e estou fazendo minha parte para ajudar a Justiça, agora pela lei do homem, irei cumprir o que for decidido”, disse Cláudio Guerra.

LEI DA ANISTIA
No dia 29 de abril deste ano, um Projeto de Lei do Senado foi aprovado, alterando a anistia aos agentes públicos, militares ou civis que cometiam crimes de tortura, através da Lei nº 6.683/1979, que pode responsabilizar os suspeitos .

FONTE: http://www.ururau.com.br/cidades48208_MPF-interroga-Guerra-e-faz-reconstitui%C3%A7%C3%A3o-de-incinera%C3%A7%C3%A3o-em-Camba%C3%ADba-

Uma explicação para a postura imperial de William Bonner diante de candidatos

Uma explicação para a postura imperial de William Bonner diante de candidatos

Por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo

Trata-se de um simulacro de jornalismo, que nem original é. Nos Estados Unidos, muitos âncoras se promoveram com agressividade em suposta defesa do “interesse público”. Eu friso o “suposta”. Lembro-me de um, da CNN, que fez fama atacando a invasão do país por imigrantes ilegais. Hoje muitos âncoras do jornalismo policial fazem o mesmo estilo, como se representassem a sociedade contra o crime.

William Bonner está assumindo o papel de garoto-propaganda da criminalização da política. Ao criminalizar a política, fazendo dela algo sujo e com o qual não devemos lidar, ganham as grandes corporações midiáticas. Quanto mais fracas forem as instituições, mais fortes ficam as empresas jornalísticas para extrair concessões de todo tipo — do Executivo, do Legislativo, do Judiciário.

A postura supostamente independente de Bonner, igualmente agressivo com todos os candidatos, faz parecer que as Organizações Globo pairam sobre a política, que nunca apoiaram a ditadura militar, nem tentaram “ganhar” eleições no grito. Que os irmãos Marinho não fazem politica diuturnamente, com lobistas em Brasília. Que os irmãos Marinho não tem lado, não fazem escolhas e nem defendem com unhas e dentes, se preciso atropelando as leis, os seus interesses. Como em “multa de 600 milhões de reais” por sonegar impostos na compra dos direitos de televisão das Copas de 2002 e 2006.

A agressividade de Bonner também ajuda a mascarar onde se dá a verdadeira manipulação da emissora, nos dias de hoje: na pauta e no direcionamento dos recursos de investigação de que a Globo dispõe. Exemplo: hoje mesmo, no Bom Dia Brasil, uma dona-de-casa do interior de São Paulo explicava como está fazendo para economizar água.

A emissora não teve a curiosidade de explicar que a seca que afeta milhões no Estado não é apenas um problema climático, resulta também de falta de investimentos do governo de Geraldo Alckmin, que beneficiou acionistas da Sabesp quando deveria ter investido o dinheiro no aumento da capacidade de captação de água. Uma pauta complicada, não é mesmo?

A não ser que eu esteja enganado, a Globo não deslocou um repórter sequer para visitar o aeroporto de Montezuma, que Aécio Neves mandou reformar quando governador de Minas Gerais perto das terras de sua própria família. Vai ver que faltou dinheiro.

Tanto Alckmin quanto Aécio são tucanos. Na entrevista com Dilma, Bonner listou uma série de escândalos. Não falou, obviamente, de escândalos relacionados à iniciativa privada, nem em outras esferas de governo. Dilma poderia muito bem tê-lo lembrado disso, deixando claro que a corrupção é uma praga generalizada, inclusive na esfera privada, envolvendo entre outras coisas sonegação gigantesca de impostos. Mas aí já seria coisa para o Leonel Brizola.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/08/uma-explicacao-para-postura-imperial-de-william-bonner-diante-de-candidatos/

Muito além do peso, o filme

Pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam sintomas de doenças de adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2.

Todos têm em sua base a obesidade.

O documentário discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.

Presidente de associação rural e esposa são mortos após denuncia contra PM’s e políticos do MT

O Presidente da Associação ASPRONU (Associação de Produtores Rurais Nova União), Josias Paulino de Castro, 54 anos, e sua esposa, Ireni da Silva Castro, 35 anos, foram assassinados neste sábado (16), no Distrito de Guariba, no Município de Colniza. Os corpos foram encontrados crivados de tiros de arma de fogo calibre 9mm, que é de uso restrito. “Será que eu vou ter que ser assassinado para que vocês acreditem e tomem providências”, havia dito a vítima na semana passada.
A execução revoltou moradores da região, já que todos sabiam que o casal, ainda neste mês de agosto, havia ido até Cuiabá realizar várias denúncias ao ouvidor Agrário Nacional, desembargador Gercino José da Silva.Segundo informações do site O Pantanal Online, ele teria denunciado alguns políticos da região, por extração ilegal de madeira. Também denunciou a Polícia Militar por irregularidades e órgãos do governo por emissão irregular de títulos definitivos das terras na região.

Por várias vezes, na reunião, Josias afirmou a existência de ‘pistoleiros’ na região e que nunca foram tomadas providências. “Estamos morrendo, somos ameaçados, o Governo de Mato Grosso é conivente, a PM de Guariba protege eles, o Governo Federal é omisso, será que eu vou ter que ser assassinado para que vocês acreditem e tomem providências”, disse Josias no dia 5 de Agosto.

Segundo informações da Polícia Civil de Colniza, os corpos foram encontrados crivados de tiros de arma de fogo 9mm, que é de uso restrito. “Os dois foram baleados na cabeça e Ireni ainda levou um tiro na mão”, disse um policial.

O delegado de Polícia Judiciária Civil, Marco Bortolotto Remuzzi, abriu inquérito e investiga o duplo homicídio. A polícia ainda não tem informações a respeito de quem tenha assassinado o casal.

Veja vídeo feito pelo site O Pantanal Online onde registra a reunião com autoridades em Cuiabá e toda a denúnicia feita pelo presidente da associação.

 FONTE: http://cptnacional.org.br/index.php/noticias/conflitos-no-campo/2204-presidente-de-associacao-rural-e-esposa-sao-mortos-apos-denuncia-contra-pm-s-e-politicos-do-mt

AJD publica nota de repúdio contra tentativas de coerção à liberdade do pensamento

NOTA PÚBLICA EM DEFESA DA LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO

A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem por finalidade estatutária o respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, a promoção e a defesa dos princípios da democracia pluralista, bem como a difusão da cultura jurídica democrática repudia assaques contra magistrados em razão de manifestação do pensamento, notadamente quando voltada para a defesa do Estado de Direito e das liberdades democráticas. Defendemos a independência judicial em prol da sociedade, o que e inclui tanto a liberdade do exercício jurisdicional, afastada de qualquer injunção interna ou externa, quanto a liberdade de manifestação do pensamento.

As instâncias correicionais dos tribunais não são meios válidos de controle da manifestação do pensamento dos magistrados a eles vinculados. A utilização destes instrumentos visando coagir ou subordinar a opinião de magistrados a interesses não explicitados se revela uma ofensa à própria Constituição e representa risco para todos os jurisdicionados, pois tem o condão de tentar intimidar o juiz e subtrair-lhe a independência, para a qual a liberdade de pensamento e expressão é o princípio.

A liberdade de manifestação do pensamento está assegurada no art. 5º, IV da Constituição Federal. Em um Estado de Direito todos estão submetidos à ordem jurídica e ninguém está obrigado a fazer ou deixar de fazer o que a lei não determina. Trata-se de princípio consagrado no art. 5º, II da Constituição Federal.

Em relação aos magistrados em particular, dentre os princípios básicos relativos à independência funcional, tem-se o 7º Congresso da Organização das Nações Unidas – ONU, no sentido de “os magistrados gozam, como os outros cidadãos, das liberdades de expressão, de crença, de associação e de reunião”.

A Associação Juízes para a Democracia pugna pela liberdade de expressão e repudia os assaques à liberdade de manifestação no âmbito do judiciário e conclama a sociedade pela garantia dos valores constitucionais, relembrando que a defesa da democracia, do direito de manifestação e do Estado de Direito é dever de todo magistrado e quanto mais se posicionarem por tais direitos, seja em suas decisões, atividades acadêmicas ou no exercício do direito de manifestação do pensamento, mais estarão atuando em prol das garantias que hão de ser defendidas para todos.

São Paulo, 18 de agosto de 2014.

André Augusto Salvador Bezerra
Presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia

Campo de petróleo de Tubarão Azul beira a aposentadoria

Presidente da OGX avisa ao mercado que volume recuperável do campo está perto do esgotamento

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O principal ativo e maior promessa da petroleira OGX de Eike Batista não era exatamente o manancial que tanto se alardeava. Tubarão Azul estava mais para um peixinho de aquário. Em junho de 2012, exatamente no dia em que o Terceira Via entrava no ar, o então invejado bilionário começava a fazer desabar seu castelo de cartas ao anunciar ao mercado que – como que por acaso – o campo mais promissor da petrolífera não teria a estimativa de produzir 20 mil barris por dia mas – quem sabe – a capacidade de recuperar somente uns cinco mil barris diários.

O que aconteceu ao conglomerado todo mundo sabe. Batista despencou do top ten dos bilionários para uma espécie de classe média dos magnatas. O grupo foi alvo de uma retumbante crise de confiança e as empresas “X” tiveram seus controles acionários ou os principais ativos vendidos – a preços abaixo do mercado – a grupos estrangeiros.

A OGPar – novo nome da OGX – revelou na semana passada a analistas do mercado que o campo na Bacia de Campos tinha um volume recuperável estimado na faixa de 5,77 milhões de barris. Para nós, leigos, pode até parecer muito. Mas a dimensão do campo ganha dimensões mais reais quando sabemos que já foram retirados e produzidos 5,45 milhões de barris. Como diria Zeca Pagodinho, “sobrou pra mim o bagaço da laranja”. Tubarão Azul beira a aposentadoria.

A notícia não é satisfatória para a economia da cidade, da região ou da empresa. Mas é fato e foi anunciada pelo presidente da empresa Paulo Narcélio. Tomara que os demais campos da Bacia de Campos não tenham passado pela manipulação de informação que fisgou o pobre Tubarão Azul.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/editorial/53813/

Solidariedade à Gaza no metrô de Londres

Após pouco mais de 10 horas na cidade de Londres já pude aproveitar da eficiência e comodidade do seu serviço de metrô. Mas a qualidade e pontualidade do metrô não foi tudo o que eu vi enquanto dentro das dependências é que mais me chamou a atenção foi a campanha de publicidade para a arrecadação de fundos para as vítimas do último ataque israelense em Gaza.

Enquanto isso no Brasil, personagens lamentáveis como Reinaldo de Azevedo, Demétrio Magnoli e Jair Bolsonaro defendem os crimes cometidos pelo estado de Israel contra o povo de Gaza.

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