Barões da carne se tornam bilionários com ajuda do BNDES

Paulo Fridman/Bloomberg
Logo da JBS

Logo da JBSJBS: os cinco irmãos Batista – Joesley, Wesley, Valere, Vanessa e Vivianne Batista – se tornaram bilionários

Blake Schmidt, da Bloomberg

São Paulo – Quando tentou comprar a National Beef Packing Co. e a Smithfield Beef Group Inc., ambas com sede nos EUA, em 2008, a produtora brasileira de carne bovina JBS SA foi recebida por uma onda opositora.

Procuradores-gerais de 13 estados americanos entraram com ações contra a empresa, que tem sede em São Paulo, alegando que a aquisição da National Beef, quarta maior embaladora dos EUA, ameaçaria a precificação competitiva ao criar um oligopólio liderado pela JBS, pela Tyson Foods Inc. e pela Cargill Inc.

Em campanha, Hillary Clinton disse ao Rapid City Journal, de Dakota do Sul, que seria contrária à compra da Smithfield e que iria “combater a consolidação”.

A família Batista, que controla a JBS, não desanimou. Desistiu da aquisição da National Beef, concluiu a compra da Smithfield e transformou a JBS em um império alimentar global — tudo com a ajuda de um banco estatal.

Com uma receita de R$ 110 bilhões (US$ 45 bilhões) nos últimos 12 meses, a JBS ofuscou a Vale SA neste ano e se tornou a maior empresa do Brasil depois da Petrobras. E também transformou cinco dos seis filhos do fundador da JBS, José Batista Sobrinho, em bilionários em dólares.

“Eles administram um negócio apertado”, disse Revisson Bonfim, chefe de análise de mercados emergentes da Sterne Agee Leach em Nova York. “Eles entram onde há muitos desperdícios e sabem como remover o desperdício. As aquisições sempre estiveram no DNA deles, mas foi depois que eles mudaram para os EUA que a coisa decolou”.

Após realizar mais de US$ 17 bilhões em aquisições, a JBS agora tem operações em cinco continentes e em 21 estados brasileiros. Os Batista, que não têm parentesco com o outrora bilionário brasileiro das commodities Eike Batista, estão sendo impulsionados pela maior recuperação das ações do índice da Bovespa neste ano.

A JBS deu um salto de 53 por cento nos últimos seis meses, empurrada pelo incremento dos preços da carne bovina e pelo fato de a Rússia ter cancelado a proibição para as fábricas de processamento de carne do Brasil.

Bilionários ocultos

Os cinco irmãos Batista – Joesley, Wesley, Valere, Vanessa e Vivianne Batista – têm uma participação equivalente na J&F Investimentos SA, a empresa holding por meio da qual eles e outros membros da família controlam a JBS e também investimentos em bancos, celulose, gado, produtos de limpeza e construção. Nenhum deles jamais apareceu individualmente em um ranking internacional de riqueza.

Um porta-voz da JBS disse que os irmãos preferiam não comentar essa reportagem e respondeu a outras perguntas sobre a empresa em um e-mail.

Um sexto irmão, José Batista Júnior, vendeu sua parte no negócio e se comprometeu a investir R$ 100 milhões para concorrer ao cargo de governador de Goiás, mas depois deixou a disputa para abrir caminho para um companheiro membro do PMDB.

O pai, José Batista Sobrinho, iniciou o império familiar do setor alimentício nos anos 1950, quando o presidente Juscelino Kubitschek implementou o plano “cinquenta anos em cinco” para acelerar a construção de Brasília, a nova capital do Brasil. Batista, que começou abatendo cinco cabeças de gado por dia, ajudava a fornecer carne para os trabalhadores que construíam a cidade.

Aquisições

O BNDES aprovou R$ 287 milhões em empréstimos para a empresa de José Batista Sobrinho antes de a companhia comprar as operações da Swift Co. na Argentina, em 2005.

Quando a JBS vendeu ações em uma oferta pública, em 2007, o braço de investimentos do banco aprovou uma participação de R$ 1,1 bilhão para ajudar a adquirir a Swift, na época a terceira maior empresa de carne bovina e suína dos EUA. De propriedade do Tesouro brasileiro, o BNDES anunciava a criação de uma “multinacional brasileira”.

Mais aquisições vieram na sequência, entre elas a da Pilgrim’s Pride, com sede em Pittsburgh, EUA, a da canadense XL Foods e a de quatro processadoras de carne brasileiras. A JBS adquiriu a empresa de lácteos Vigor em 2009 como parte da aquisição do Grupo Bertin SA.

O banco converteu R$ 3,5 bilhões de títulos locais da JBS em ações em 2011. O BNDES aprovou R$ 6 bilhões em ações e R$ 2,4 bilhões em empréstimos em uma década.

“O setor de carne bovina estava desorganizado, dividido, informal”, disse um porta-voz do BNDES em um e-mail. O ambiente “não permitia que o Brasil tirasse vantagem das vantagens competitivas do setor, um relevante criador de empregos”.

Batista, 81, transformou seus filhos em membros do conselho da empresa em 2005. Os irmãos Joesley, 42, e Wesley, 44, ampliaram sua importância dentro da empresa ao longo da expansão, até assumirem o comando, que estava nas mãos do pai, como presidente do conselho e presidente executivo da JBS, respectivamente.

Rich Vesta, que chefiou as operações da JBS nos EUA até 2010, disse que o apoio do BNDES não deveria diminuir o trabalho dos irmãos na empresa.

Desordens mentais

Os irmãos Batista são especialistas em introduzir eficiências em matadouros recentemente adquiridos, que dependem de trabalho manual, disse Vesta. Os trabalhadores aumentam as margens de lucro sendo os mais rápidos para separar as carcaças penduradas em cortes comercializáveis.

A JBS tem mais de 200.000 trabalhadores e capacidade para abater 100.000 vacas, 72.000 porcos e 13 milhões de aves por dia. A rotina nos frigoríficos pode ter um preço para os funcionários.

As ocorrências de desordens mentais e dos tecidos moles são três vezes maiores do que em outros setores, segundo procuradores do trabalho. Um trabalhador da JBS quase perdeu um braço tentando consertar um tanque de descarga congestionado em 2012, no estado do Mato Grosso. A polícia foi chamada para sua casa, em janeiro, depois que ele tentou serrar o membro paralisado como se fosse a cartilagem de uma carcaça bovina. A JBS disse que não teve culpa.

“É tenso”, disse Elias Vasconcelos da Costa, que recebia cerca de US$ 750 por mês em uma fábrica em Mato Grosso desossando até 50 carcaças por hora. “É preciso ser forte”.

“Ritmo frenético”

Os tribunais brasileiros raramente decidem a favor dos empregadores nos processos trabalhistas, que podem se estender por anos. Em um caso recente, o Tribunal Superior do Trabalho ordenou que a Seara, uma unidade da JBS, pagasse R$ 10 milhões a trabalhadores que foram demitidos por exigir intervalos no estado de Santa Catarina.

O juiz Alexandre Agra citou um “ritmo frenético” a temperaturas próximas de zero grau e a falta de intervalos apropriados. A empresa não respondeu a um pedido para comentar sobre o caso.

A JBS também foi acusada de comportamento predatório. A senadora Kátia Abreu, ex-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), acusou a empresa de “formação de monopólio” e disse que o apoio do BNDES é prejudicial para a concorrência.

Em um discurso no Congresso, ela acusou a JBS de enganar os consumidores com uma campanha publicitária que os encorajava a optar por sua marca Friboi por causa de seu selo de inspeção federal, quando mais de 200 outros matadouros também tinham sido aprovados em inspeções.

Influência política

Pelo menos um dos bilionários não gostou das declarações de Kátia Abreu. Em novembro, Joesley Batista se reuniu com o ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante, e fez lobby contra Kátia Abreu como potencial ministra da Agricultura por causa de suas críticas a respeito da empresa em discursos no Congresso, segundo um funcionário do governo com conhecimento do assunto, que pediu anonimato porque a reunião não foi pública.

As preocupações de Batista não afetarão a escolha de Dilma, disse a fonte.

A JBS, que neste ano foi a maior doadora da campanha de reeleição de Dilma, assim como da campanha do candidato derrotado, Aécio Neves, negou que esteja usando influência política para fazer lobby contra Kátia Abreu. A empresa disse que a existência de concorrência é uma prova do livre mercado.

O BNDES, que possui ações em mais de 130 empresas, detém uma participação de 25 por cento nessa empresa em ascensão, ao mesmo tempo em que ela se torna a maior financiadora de campanhas políticas do país. Embora empresas estatais não tenham permissão para financiar campanhas, o BNDES diz que não existe proibição quando as firmas estatais são acionistas minoritárias.

“Existem mais de 1.500 abatedouros operando no país”, disse a JBS. “A empresa não concorda que a participação do banco em seu capital interfira na concorrência”. A Caixa Econômica Federal, outro banco estatal, também tem uma participação na JBS.

As empresas J&F, lideradas pela JBS, financiaram quase um terço dos parlamentares da Câmara dos Deputados e distribuíram recordes R$ 387 milhões em ações nas eleições de 2014, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

O alcance de seu financiamento de campanha, que visa a apoiar o “debate democrático”, reflete seu tamanho como a maior empresa do Brasil, disse a JBS.

“Todas as doações da empresa seguem rigorosamente as leis eleitorais do Brasil”, disse a JBS em uma resposta por e-mail.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/baroes-da-carne-se-tornam-bilionarios-com-ajuda-do-bndes

Um terço dos suicídios no mundo é por ingestão de agrotóxicos, diz OMS

Fernando Frazão/Agência Brasil

Facilidade na compra e desrespeito dos tratados internacionais estão entre os principais responsáveis pelo alto número de suicídios no campo

Por Bruno Pavan, Da Redação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o relatório de prevenção ao suicídio que apontou que, em 2012, mais de 800 mil pessoas cometeram suicídio no mundo, o que significa que uma pessoa se mata a cada 40 segundos.

Publicado em setembro, o documento chamou a atenção para o fato de que um terço dos suicídios no mundo é cometido por conta da ingestão de agrotóxicos. Os casos são mais frequentes nas áreas rurais de países pobres na África, América Central e Ásia.  

O Brasil não fez parte do levantamento, mas, para o professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Marcos Antonio Pedlowski, o problema também vem crescendo de forma vertiginosa no país. “O suicídio em áreas rurais vem aumentando muito, é quase uma epidemia”, afirma.

Facilidade no acesso

O relatório aponta que as medidas propostas para diminuir esse tipo de problema passam por fazer cumprir as convenções internacionais sobre a venda, o comércio e o armazenamento de agrotóxicos no mundo.

Pedlowski reforça que muitos agrotóxicos que são vendidos no Brasil e proibidos em grande parte do mundo, possuem ação depressora que diminui o nível de atividade do cérebro. O fácil acesso que os trabalhadores rurais têm desses venenos acabam colaborando para que se cometa o ato do suicídio.

“O relatório reforça que o suicídio nunca é uma decisão definitiva da pessoa, ela sempre passa por um momento de dualidade. Se você tem acesso fácil aos agrotóxicos a pessoa pode se inclinar mais facilmente pela opção de se matar. A partir do momento que o produto sai da loja, não se tem mais controle nenhum sobre ele”, criticou.  

Projetos

Em 2013, a BASF S.A e a Raízen Combustíveis (Shell) foram condenadas a pagarem indenização de R$ 200 milhões de indenização coletiva dos trabalhadores de uma fábrica em Paulínia, interior de São Paulo.

Investigações que duraram anos comprovaram a negligência das empresas com a proteção dos trabalhadores na fábrica que produzia agrotóxicos. A indústria, que pertencia a Shell e foi comprada pela BASF, contaminou o solo e as águas subterrâneas com produtos químicos entre 1974 e 2002.

Os R$ 200 milhões pagos pelas empresas serão utilizados pelo Ministério Público do Trabalho para patrocinar estudos voltados à pesquisa prevenção e ao tratamento de trabalhadores vítimas de intoxicação, de adoecimento decorrente de desastres ambientais, exposição a substâncias tóxicas ou acidentes de trabalho que envolva queimaduras.

FONTE:http://www.brasildefato.com.br/node/30818

Quem ganha com o Plano Diretor São João da Barra: olhem para o mapa!

A prefeitura de São João da Barra anunciou que realizará duas audiências públicas para discutir sua nova proposta de revisão para o Plano Diretor Municipal. Muitos habitantes do V Distrito já estão até sentindo calafrios com a ameaça da repetição do que aconteceu em 2008 quando o atual plano diretor foi aprovado no dia 31 de dezembro.  E não se pode culpar ninguém que desconfie das boas intenções da administração do prefeito Neco, pois tiveram o ano todo para discutir o novo PDM e não fizeram.

Como fiz uma tese de doutorado centrada nos impactos de uma zoneamento estadual, o do estado de Rondônia, tendo a concordar com quem está preocupado. É que é muita pressa num assunto que deveria ser efetivamente transparente e democrático, e está se encaminhando para repetir velhas práticas para agradar novos e velhos interesses.

Aos que viram e não entenderam muito o pano de fundo das transformações que poderão ocorrer em São João da Barra a partir da aprovação deste novo PDM, eu sugiro uma olhada no mapa do zoneamento. É ali que moram todas as explicações sobre os interesses que serão atendidos ou não. Eu pessoalmente indicaria aos moradores de Água Preta, Mato Escuro e Barra do Açu para fazerem perguntas bem específicas aos formuladores da proposta. E que compareçam às audiências para perguntar aos representantes do executivo municipal, o que de fato vai acontecer em termos de ritos de aprovação deste plano.

Vejamos o mapa do zoneamento, pois é nele que estão pautados os interesses econômicos que aparentemente norteiam essa revisão.

mapa

Eu particularmente achei intrigante que toda a área em torno de Água Preta esteja designada para ser uma Zona de Ocupação Controlada (ZOCC), enquanto Mato Escuro está designada como Zona de Interesse Ambiental (ZIA). Já para a Barra do Açu, a designação multifuncional das principais vias de acesso me fazem lembrar a máxima do que aquilo que é de todos, não é de ninguém. Como abundam os boatos de que a Prumo Logística pleiteou o fechamento dessa via, a sua multifuncionalidade pode ser a via de se garantir isso.

Uma coisa que parece óbvia, mas é preciso dizer. Este mapeamento consagra o controle sobre terras que foram desapropriadas, mas cujos proprietários continuam sem receber as devidas compensações previstas na Constituição Estadual. E é mais do que isso. Ao sacramentar uma área imensa como área de expansão do desenvolvimento econômico, o que os formuladores desta proposta fazem é legitimar o controle da Prumo Logística sobre o que supostamente seria o Distrito Industrial de São João da Barra. E apesar de nada estar construído por lá e termos efetivamente um latifúndio improdutivo, o valor das terras subirá e com elas os aluguéis que a Prumo Logística poderá cobrar. 

Finalmente, uma coisa importante a se lembrar: o jogo só termina quando o juiz apita.

Ex-OGX, petroleira de Eike Batista quebra pela segunda vez

Divulgação

Funcionário da OGX, do Grupo EBX

Funcionário da OGX, que mudou de nome para OGPar, e passa por novos problemas

Lauro Jardim, de VEJA.com

Na mesma semana em que a Eneva, ex-MPX, pediu recuperação judicial, outra empresa criada por Eike Batista passou a contemplar o abismo: a OGPar, ex-OGX. A petroleira, que já está em recuperação judicial, está vendo o dinheiro injetado pelos novos acionistas secar rapidamente. São dois os motivos.

O primeiro é a queda do preço do petróleo. Os planos aprovados pelos credores consideravam o valor de 110 dólares por barril – hoje, está em 62 dólares.

O segundo é que a produtividade do principal campo da petroleira também é menor do que a prometida. Hoje, Tubarão Martelo produz 14 000 barris diários. O combinado era algo em torno dos 19 000 barris.

Com perdas de pelo menos 20 milhões de dólares por mês, a OGPar já é vista por alguns dos novos acionistas como um caso sem solução.

As informações são de Lauro Jardim, do Radar On-line, de Veja.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ex-ogx-empresa-de-eike-batista-quebra-pela-segunda-vez

Favela da Linha: remoção para beneficiar quem? É só olhar os empreendimentos que estão sendo anunciados nas ruas de Campos!

No dia 15 de julho de 2014 participei da platéia que lotava um auditório no campus centro do IFF em Campos dos Goytacazes onde foi realizada uma audiência para discutir a remoção da comunidade da Favela da Margem da Linha (Aqui!), até então uma das mais antigas do município.

Naquele dia pude ver com alguma curiosidade três secretários municipais presentes na audiência se manifestarem em fúria contra um vídeo educacional produzido pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) onde o mote era discutir o papel do poder público na promoção da especulação imobiliária. Um dos secretários, mostrando até uma certa incapacidade cognitiva, chegou a exigir que os organizadores da audiência pedissem desculpas por terem mostrado um vídeo que, segundo ele, atentava contra o bom nome da gestão da prefeita Rosinha Garotinho, por supostamente vincular a remoção da Favela da Margem da Linha ao processo de especulação imobiliária.

Eu digo que vi com alguma curiosidade porque a relação entre a ação do Estado na organização do espaço urbano, seja em que parte da Terra isto se dar, com o favorecimento dos interesses de incorporadores imobiliários é tão estabelecido na literatura científica que me pareceu inverossímil que os três secretários se sentissem tão indignados. Aliás, havia sim uma explicação para tanta indignação: a existência de dotes teatrais inexplorados pelos três representantes do poder público municipal.

De julho para cá, a remoção da maioria da comunidade que compunha a comunidade da Favela da Margem da Linha se confirmou de forma tortuosa, obrigado inclusive o Ministério Público a entrar em cena para lembrar que os direitos constitucionais dos moradores da comunidade não poderiam ser ignorados pela Prefeitura de Campos.

Reconheço que tudo o que está acima é de conhecimento público e notório. Mas então qual o porquê desta postagem? É que na manhã deste domingo fui abordado por um gentil corretor imobiliário que me ofereceu um folder publicitário e aproveitou para me convidar para visitar um empreendimento imobiliário voltado para a classe média . E adivinhem em que parte da cidade o tal empreendimento está sendo construído? Ganha uma unidade habitacional do “Minha casa, minha vida” quem respondeu que é nas proximidades, sim, de onde ficava localizada a Favela da Margem da Linha!

Coincidência? Claro que não! É que qualquer estudioso mínimo dos processos que vem marcando a transformação do espaço urbano na cidade do Rio de Janeiro sabe que esta estratégia de tirar os pobres de um lugar, empurrá-los para mais longe, e valorizar a área próxima de onde eles moravam foi repetida à exaustão. 

Assim que pelo menos na próxima remoção, os mesmos secretários que estiveram no IFF se mostrando indignados nos poupem do teatro. E de preferência que coloquem as pessoas pobres que são expulsas de seus locais em unidades residências que não lembrem pombais mal enjambrados. Será que é pedir muito? Afinal de contas, pelos carrões que alguns secretários municipais desfilam pelas ruas de Campos fica difícil imaginar que aceitariam morar em casas que têm tamanho comparável aos imensos bólidos importados que dirigem. 

Anvisa aprova iniciativa para banir forato e parationa metílica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (09/12) duas iniciativas regulatórias para propor o banimento dos agrotóxicos Forato e Parationa Metílica. Os dois produtos fazem parte do grupo de agrotóxicos que vem passando por reavaliação da Anvisa para revisar os seus parâmetros de segurança. No processo de registro de agrotóxicos no Brasil, cabe à Anvisa avaliar o impacto destas substâncias sobre a saúde humana, tanto do trabalhador rural como do consumidor.

Por lei, o registro de agrotóxicos não tem data de validade, porém as reavaliações são feitas para rever os limites de segurança do produto diante de novas informações científicas sobre estas substâncias. A Anvisa já havia realizado consultas públicas com a indicação de banimentos destas duas substâncias anteriormente.

Tratam-se de análises rigorosas que busca reunir todas as evidências e trabalhos científicos que apontem dados relevantes para a saúde humana.

Desde 2009, quando a Agência iniciou a reavaliação de 14 agrotóxicos existentes no país, quatro já foram banidos e outros dois sofreram alterações em seus limites e recomendações de uso. A iniciativa regulatória está publicada na edição nº 240 do Diário Oficial da União.

Leia também: Agência divulga resultado de monitoramento de agrotóxicos

FONTE: http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2014+noticias/anvisa+aprova+iniciativa+para+banir+dois+agrotoxicos

 

Relatório anual da OMS lista ingestão de agrotóxicos entre principais formas de suicídio no mundo

WDR Suicide

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de publicar o seu relatório anual cujo tema é a prevenção dos suicídios que se tornaram um grave problema em escala global.  Um fator que aparece como uma forma disseminada de suicídios é a ingestão de agrotóxicos. Segundo a OMS, o fenômeno do suicídio associado à ingestão desses venenos agrícolas estaria tendo grande ocorrência em países de economias mais atrasadas onde a adoção de agrotóxicos não foi acompanhada das devidas medidas para dificultar o acesso, controlar a venda de agrotóxicos e pela redução do nível de toxicidade dos produtos sendo comercializados.

Pois bem, apesar do Brasil não estar enquadrado como uma economia mais atrasada, a descrição da OMS para a causa dos suicídios por agrotóxicos também é aplicável por aqui, pois os mesmos sintomas de descontrole e despreocupação estão bem evidentes. E, pior, os representantes do latifúndio agro-exportador capitaneados pela dublê de latifundiária e senadora (e a futura ministra da agricultura de Dilma Rousseff) Kátia Abreu (PMDB/TO), estão pressionando para que as normas existentes sejam completamente fragilizadas.

A questão apontada pela OMS já sido identificada em relatórios produzidas pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), mas até o momento o governo federal tem ignorado as demandas para maior regulação e, na prática, tem progressivamente cedido às demandas do latifúndio agro-exportador por mais venenos agrícolas. O resultado é que também no Brasil as taxas de suicídio associadas aos agrotóxicos estão sendo ignoradas, o que é particularmente grave dada a posição do Brasil como maior consumidor mundial de agrotóxicos desde 2008.

Quem quiser ter acesso ao relatório da OMS em espanhol, basta clicar Aqui!

Valor: Minério de ferro cai a US$ 68,70 a tonelada, menor cotação desde 2009

Por Olivia Alonso | Valor

SÃO PAULO  –  O minério de ferro caiu hoje pelo sexto dia seguido e acumulou desvalorização de 3% na semana, negociado a US$ 68,70 por tonelada no mercado à vista da China, para um teor de 62% de ferro. O patamar é o mais baixo desde junho de 2009. 

Em dezembro, o preço médio está em US$ 69,3 por tonelada, pouco mais da metade da média de US$ 136 por tonelada em dezembro do ano passado.

Preocupações com excesso de oferta, desaceleração da demanda chinesa por aço e com restrições de crédito na China estão mantendo a cotação em baixa. A China é responsável por aproximadamente dois terços das importações globais da matéria-prima.

Entre as movimentações do setor hoje, a Vale negociou minério com teor de 65,5% de ferro com um adicional de US$ 14,8 por tonelada, segundo o Standard Bank.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3818164/minerio-de-ferro-cai-us-6870-tonelada-menor-cotacao-desde-2009#ixzz3LmSTPlm3

Reitoria anuncia dia de inauguração do bandejão com a presença do (des) governador Pezão

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A matéria abaixo dá conta que FINALMENTE o bandejão da UENF vai ser inaugurado, e com a presença do (des) governador Luiz Fernando Pezão! Esse é um brinde que a reitoria dá não à comunidade universitária, mas a Pezão, justamente no momento em que ele conseguiu impedir que as universidades estaduais do Rio de Janeiro recebem os 6% previstos na constituição estadual!

Mas o mais incrível  dessa inauguração é o dia e horário designados para a inauguração dessa unidade: sexta-feira (19/12), 14 horas! Ou seja, vai ser inaugurado no dia em que se inicia o recesso acadêmico! É que, na prática, essa inauguração acaba sendo para inglês ver, já que a imensa maioria dos potenciais usuários já deverá ter até partido quando Pezão chegar para fazer a inauguração do bandejão.
 
O essencial aqui vai ser a necessidade de que os usuários do bandejão, principalmente os estudantes, estejam pronto para cobrar a qualidade dos serviços que serão prestados em 2015, já que para 2014 o que se terá é uma inauguração para Pezão fingir que se preocupa com a UENF, enquanto nos mantém asfixiados financeiramente e sem maiores perspectivas de melhorias.
 
De toda forma, essa inauguração atrasada (lembremos todos que a reitoria prometeu que o bandejão funcionaria a partir do primeiro dia de aula do segundo semestre de 2014) é bem a cara dos gestores da UENF que descumprem seus compromissos no plano interno e são sempre muito dóceis com o (des) governo do Rio de Janeiro.

Restaurante universitário será inaugurado na Uenf

Phillipe Moacyr
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Funcionários do Restaurante da Uenf já estão trabalhando nas instalações do local

Foram seis anos de obras, inúmeras paralisações e retomadas, diversas especulações de datas para conclusão do projeto e, finalmente, o Restaurante Popular da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), deve ser inaugurado na próxima sexta-feira, 19, às 14h, com a presença do governador Luiz Fernando Pezão e do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira.

Em julho do ano passado, a Uenf estimou que o projeto custaria aproximadamente R$ 3,4 milhões até o final da construção, R$ 700 mil a mais que os R$ 2,7 milhões previstos à época do edital. Questionado ontem sobre o valor total investido no Restaurante, o diretor de Informação e Comunicação da Uenf, Vanildo Silveira, não soube precisar o quantitativo. 

Para a próxima semana estão previstos testes experimentais para assegurar a funcionalidade do Restaurante, que tem capacidade para fornecer três mil refeições diariamente. Vanildo garantiu que a estrutura está pronta e os todos os equipamentos instalados. “O que estão sendo feitos são ajustes finais”, contou. Ontem uma equipe da empresa vencedora da licitação, MMW Irmãos Alimentos LTDA, estava limpando o saguão enquanto a equipe de reportagem visitou o campus. O impasse na conclusão das obras do Restaurante Universitário, chamado entre os estudantes de “Bandejão”, motivou acampamento no campus e greve de fome de alguns alunos.

Num evento realizado em 10 de julho do ano passado, na própria Uenf, o prefeito da Universidade, Gustavo Xavier, informou que as refeições para os estudantes custariam, no máximo R$ 2 e que os alunos carentes teriam gratuidade. Às vésperas da inauguração as regras são outras: alunos cotistas (carentes) terão apenas uma refeição gratuita e pagarão R$ 3 pela outra; estudantes de graduação em geral pagarão R$ 3; de pós-graduação R$ 4; e os servidores R$6.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/restaurante-universitario-sera-inaugurado-na-uenf-17277.html

 

Prefeito de São João da Barra recebe delegação do Banco Mundial. Será que falou da erosão na Praia do Açu?.

A matéria abaixo vem da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São João da Barra e dá conta de uma reunião mantida pelo prefeito Neco com uma delegação do Banco Mundial e com  representantes da Anglo American e da  Ferroport (empresa formada pela própria Anglo American e pela Prumo Logística Global).

Como fiz minha tese de doutorado sobre um megaprojeto do Banco Mundial na Amazônia brasileira, tendo a achar que essa foi uma reunião para que o banco possa verificar se tem interesse em investir algum dinheiro em projeto relacionado ao Porto do Açu. Esse seria um desdobramento interessante para a questão da proteção ambiental no entorno do Porto do Açu já que o Banco Mundial possui diretrizes bastante claras sobre como os tomadores de seus empréstimos devem proceder para proteger o meio ambiente e as populações humanas que vivem nas áreas beneficiadas com seus recursos. Esse tipo de exigência deveria já ter sido adotado pelo BNDES, mas lamentavelmente tal atitude de responsabilidade ainda passa longe dos seus dirigentes, como se viu no caso dos múltiplos empréstimos que foram concedidos ao conglomerado de empresas “X”.

Agora uma coisa que me deixou curioso é sobre a afirmação de que “Neco apresentou aos convidados a expectativa da população em relação aos impactos desde a implantação até o início da operação do Porto do Açu, principalmente na área da Saúde, Educação e Infraestrutura.” É que como o Banco Mundial tem linhas específicas para amenizar problemas ambientais, essa reunião teria sido excelente para o prefeito de São João da Barra buscar recursos para resolver os sérios problemas ambientais que foram causados na fase de implantação do Porto do Açu, tais como o processo de salinização e de erosão costeira que hoje consome a Praia do Açu.  

Aliás, continuo aguardando o informe da SECOM da PMSJB da reunião que seria realizada ontem (10/12) para tratar do projeto que será custeado pela Prumo Logística para conter o processo de erosão da Praia do Açu. O que aconteceu na reunião? Eu e os moradores da Praia do Açu estamos aguardando com bastante curiosidade!

 

Neco recebe representantes do Banco Mundial

Impactos econômicos em decorrência do Porto do Açu foram debatidos no encontro.
pmsjb

(Victor de Azevedo)

O prefeito de São João da Barra, José Amaro de Souza Neco, recebeu na tarde desta quinta-feira, 11, representantes do Grupo Banco Mundial e das empresas Anglo American e Ferroport para debater os impactos econômicos e sociais gerados pelo Porto do Açu.

Durante a reunião, Neco apresentou aos convidados a expectativa da população em relação aos impactos desde a implantação até o início da operação do Porto do Açu, principalmente na área da Saúde, Educação e Infraestrutura. 

“A reunião foi importante pelo fato de termos recebido o Banco Mundial e mostrado a realidade do Porto do Açu e dos impactos para o nosso município. As relações foram estreitadas e a possibilidade de uma contrapartida do Banco Mundial para nos ajudar neste momento de desenvolvimento é real e necessária”, ressaltou Neco.

Vale lembrar que o Banco Mundial é um grupo de instituições financeiras que tem como objetivo principal fomentar o crescimento econômico e a cooperação à escala global contribuindo assim para a promoção do processo de desenvolvimento econômico em diferentes países. 

FONTE: http://www.sjb.rj.gov.br/noticia-3541/neco-recebe-representantes-do-banco-mundial