Marketing acadêmico: artigo publicado sobre a importância dos acampamentos na formação da identidade Sem Terra

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Em colaboração com o meu ex-orientando Diego Carvalhar Belo, hoje doutorando do Programa de Sociologia e Política da UENF, acabo de publicar o artigo “Acampamentos do MST e sua importância na formação da identidade do Sem Terra” que usa a experiência de acampamentos transformados em assentamentos de reforma agrária no Norte Fluminense para refletir sobre a experiência de ser acampado do MST no desenvolvimento de uma nova forma de consciência política.

O artigo foi publicado pela Revista NERA, criada em 1998, é uma publicação do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA), vinculado ao Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Presidente Prudente.  Quem quiser acessar o artigo gratuitamente basta clicar Aqui!

A reitoria da UENF quer um PM para chamar de seu?

 

No último CONSUNI, realizado dia 03 de julho de 2014, o Prefeito do Campus da UENF Gustavo de Castro Xavier apresentou, em pauta incluída naquela mesma seção, a proposta de Convênio com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Pela proposta a UENF passaria a aderir ao PROEIS (Programa Estadual de Integração na Segurança), ao custo anual de R$59.000,00, e teria a ininterrupta ronda de 4 PMs, fardados e armados, pelo campus Leonel Brizola.

A justificativa para tal iniciativa está pautada na verificação prática do não pagamento de três meses do contrato com a empresa de segurança que vem desenvolvendo o trabalho de segurança patrimonial dos prédios da UENF. Vale ressaltar o fato de já termos tido a redução do número efetivo de seguranças no campus, que deixou os estacionamentos da UENF desprotegidos.

Segundo a fala proferida durante a apresentação do projeto o problema da segurança dentro do campus está principalmente relacionado ao estacionamento de carros e bicicletas elétricas que constituiriam alvo principal de roubo e furto. O prefeito também se reportou a casos recentes de violência física e moral contra alunos e servidores da instituição. Ainda segundo o prefeito, quando acionada via telefone 190, a PM demorou 3 horas para encaminhar viatura ao campus e prestar o serviço pelo qual ela sempre foi responsável. Diante dessa conjuntura, a proposta apresentada consiste em repassar através do convênio o valor de R$59.000,00 para ter acesso ao serviço, que em teoria, a PM deveria desenvolver em seu cotidiano de responsabilidades e serviços a ser prestados para a comunidade em geral.

Infelizmente não ficou claro se a proposta da UENF aderir ao PROEIS irá impactar na diminuição do número efetivo de seguranças patrimoniais contratados hoje de maneira precária, via empresa de terceirização de serviços. Foi dito durante o CONSUNI que o repasse de verba para o pagamento da segurança patrimonial é de R$10 milhões anual e a aderência ao PROEIS poderia vir a gerar uma economia significativa nesse montante.

Durante a seção as preocupações sobre a questão da segurança do Colégio Agrícola e da sede de Macaé foram apontadas, mas sem uma proposta de atuação da PM, o que indicaria uma margem possível para ampliação do convênio.

A universidade cumpre o papel social de ser uma instituição que promove a vigília cidadã da sociedade a partir da produção de conhecimentos científicos dentro das mais distintas áreas do saber. Apesar disso, sua atuação diante dessa mesma sociedade lança mão de processos de contratação de pessoal a partir da precarização do trabalho, por meio da terceirização dos seguranças patrimoniais e das equipes de limpeza. Para que isso aconteça usamos dois pesos e duas medidas: nós, servidores públicos, asseguramos as nossas contratações estáveis, por meio de concurso público, lutamos ávida e justificadamente pela recomposição salarial de cada categoria e, insensivelmente, nos esquecemos de que os trabalhadores terceirizados não contam com os mesmos direitos, possuem uma instabilidade latente no emprego e no nível dos salários. Como esse é um problema intangível para nós, nos contentamos a responsabilizar o governo, o sistema capitalista, e a latente falta de verba pela decisão administrativa de contratar trabalhadores via terceirização. Aceitamos assim a lógica neoliberal que conformada e silenciosamente reduz o tamanho da máquina do Estado a partir do corte dos custos em nome de uma suposta eficiência. Cabe questionar, qual eficiência? E, principalmente, eficiência para quem? Será que não podermos pensar diferente e, a partir disso, propor soluções distintas para nossos problemas? Por exemplo, a contratação de um quadro fixo, ainda que reduzido, de seguranças patrimoniais, via concurso público, não poderia ser uma solução plausível para a resolução desse problema em longo prazo? Afinal revertemos R$10 milhões anuais no pagamento de empresa de segurança e esse montante, informado no CONSUNI, não pode ser considerado desprezível em relação ao compito geral dos gastos da universidade.

Uma outra questão importante para esse cenário diz respeito à natureza das pesquisas desenvolvidas no CCH onde reconhecidos grupos de pesquisadores tem seus interlocutores oriundos de comunidades, instituições e organizações que entram diretamente em conflito com a PM. Tais conflitos acontecem em diferentes instancias da sociedade e podem ser decorrentes da luta pela ampliação de direitos ou pela má conduta e insubordinação de policiais que acabam concorrendo para a criação de grupos paralelos que fazem o uso da força para a imposição de interesses escusos e contrários à ordem jurídica vigente. Questiono se a presença da PM não constrangeria tais interlocutores e não poderia contribuir para um maior distanciamento da sociedade em geral em relação à UENF.

Lembremos também que geograficamente a UENF tem em sua vizinhança uma comunidade que sofre influencia de facção criminosa https://www.youtube.com/watch?v=6vkOM1glkCo. Diante do cenário de insegura proporcionado, em boa medida, pela ação da mídia (que pauta seus conteúdos nas ocorrências policiais que envolvem a classe média das metrópoles), pelos recentes incidentes ocorridos na UENF e pelo possível fim do contrato de segurança patrimonial por falta de pagamento, a Prefeitura do campus traz sua proposta de convênio com a PM. 

Foi sob a perspectiva do prazo final para a assinatura do convênio vencer na próxima semana que os membros do CONSUNI se viram obrigados a deliberar sobre a matéria sem a devida discussão com seus representados e sem ter conhecimento sobre os prós e contras da presença da PM no campus. A questão que fica disso tudo é, se a Prefeitura sabe a três meses da suspensão do pagamento da empresa de segurança, porque a proposta de convênio com a PM não foi apresentada aos Laboratórios, assim que o problema foi detectado, para que pudesse tramitar pelas diferentes instâncias universitárias? Esse procedimento, por si só, acaba por fragilizar e dar um ar de amadorismo à proposição do convênio ao CONSUNI.

Uma pesquisa básica sobre a presença e ação da PM em campus universitário via Google expõe alguns dilemas da matéria e corrobora a necessidade de ampla discussão dos termos e encaminhamentos do Convênio UENF – PM via PROEIS.

A Revista Carta Capital publicou artigo intitulado “O que está por traz da presença da PM na USP” http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-que-esta-por-tras-da-presenca-da-pm-na-usp onde lemos “Uma coisa é certa: no dia 18 de maio deste ano, quando morreu o estudante Felipe Ramos de Paiva, a PM já estava no campus, revistando carros de estudantes. De lá para cá, aumentou seu efetivo, mas não aumentou a segurança – a sede do centro acadêmico da ECA, por exemplo, foi recentemente invadida e furtada, sem que a presença da PM tenha servido para impedir a ação. Aumentaram, isto sim, as abordagens invasivas e provocações a estudantes. Como isso pode ajudar a prevenir assaltos, estupros e assassinatos?”. Na mesma matéria há o levantamento de ações simples que me parecem oportunas e que podem servir para a UENF refletir sobre sua segurança interna. Diz o artigo: “aspectos muito práticos do cotidiano universitário seguem sendo sumariamente ignorados pela administração da USP, tais como a iluminação, a frequência dos ônibus e circulares e uma reestruturação da Guarda Universitária. São medidas simples, aparentemente bastante banais, mas que melhorariam muito a segurança da universidade, sem a necessidade do recurso à força”.

A grande questão levantada para justificar a presença da PM em campus universitários diz respeito ao combate ao uso de drogas ilícitas. Mas, tomemos por base a ação da PM na UFSC no dia 25 de março de 2014. Segundo o site da UNE  http://www.une.org.br/2014/03/estudantes-e-professores-da-ufsc-sao-agredidos-pela-policia-militar/ dois policiais à paisana prenderam cinco estudantes pelo suposto porte de cigarros de maconha, o que gerou protestos dos demais alunos. Ainda segundo a UNE “Sob a alegação de dissuadir a manifestação que cercava a viatura, a tropa de choque foi chamada e invadiu o campus fortemente armada com bombas de gás lacrimogêneo, disparando balas de borracha em professores, estudantes e funcionários. Para o presidente da União Catarinense dos Estudantes (UCE), Yuri Becker, presente no ocorrido, a ação foi imatura e desproporcional. “Nada justifica o que aconteceu na UFSC. Eles chegaram abrindo fogo contra todos, sendo que a simples assinatura de um termo circunstanciado resolveria a questão. Temos, sim, que falar e discutir sobre a questão das drogas, mas violar os direitos humanos é uma agressão. Eles atiram primeiro pra depois tentar resolver’’, lamentou”.

Lembremos que na última greve recém findada a participação dos alunos, funcionários e professores foi constante. Alunos se mobilizaram durante os três meses da greve para reivindicar a ampliação de seus direitos, negociaram ativamente com membros da Reitoria e com deputados, participaram das mais diversas reuniões e manifestações em Campos e no Rio de Janeiro. Chamo a atenção para isso pois, assim como na USP e na UFSC, nossos alunos invadiram o espaço da Reitoria a fim de pautar a agenda da administração universitária e do governo do Estado para reivindicações antigas e não cumpridas como o Restaurante Universitário. Os alunos souberam astutamente aproveitar a oportunidade da greve para negociar o atendimento de novas demandas, como o subsídio para custear a moradia nessa cidade que assiste o aumento exorbitante do preço do aluguel em decorrência da construção do Porto do Açu.

Fica a dúvida: Como seria uma greve de alunos, professores e funcionários com a presença da PM no campus? Por fim, diante do clima de insegurança generalizado, essa é uma questão que não quer calar.

Europeus se mobilizam para não se tornar colonos digitais das gigantes norte-americanas. E nós?

An anti-Google protest banner hung outside a developer's conference in San Francisco.

O jornal britânico “The Guardian” acaba de postar um artigo assinado por Julliette Garside analisando um movimento de resistência digital ao domínio que corporações estadunidenses vem exercendo sobre a internet (Aqui!). O que os europeus estão questionando é o poder que corporações como a Amazon, Apple, Facebook e Google possuem hoje sobre a internet, o que comprometeria a liberdade digital.

Expressões como “capitalismo brutal da informação”, “colônias digitais” e até o “direito de desaparecer” aparecem no artigo de Garside como um reflexo do debate que está ocorrendo na Europa para que se diminua o poder que essas corporações possuem no mundo digital.

E quanto a nós, a inexistência deste tipo de consciência cibernética é agravada pela visão ingênua de que a internet é um território ainda livre. Esse tipo de visão não foi sequer arranhada pelas denúncias de Edward Snowden que apontaram que as gigantes da internet como Google e Yahoo realmente colaboraram com o programa de espionagem desenvolvido pela National Security Agency.

Essa reação ao domínio das corporações que dominam hoje a internet é provavelmente uma das fronteiras mais avançadas do debate sobre democracia no Século XXI. Quanto antes começarmos a fazer o debate que os europeus já estão fazendo, maiores serão as chances de que possamos superar a hipnose coletiva que hoje nos torna consumidores ávidos de uma cibersfera fortemente controlada por interesses corporativos.

Exame: Twitter exclui fotos de usuários a pedido da Fifa, diz site

Segundo site Torrent Freak, Fifa solicitou a remoção de fotos de perfil que usavam logotipos oficiais da Copa do Mundo

Lucas Agrela, de 

Divulgação e ClipartBest 

Pássaro do Twitter com uma bola de Futebol

 Twitter na Copa: Uso de imagens oficiais prejudica estratégia de marketing da Fifa

 Twitter removeu diversas fotos de perfil de internautas após receber uma solicitação da FIFA. O objetivo é impedir o uso de logotipos oficiais da Copa do Mundo, incluindo imagens do troféu. As informações são do Torrent Freak.

A FIFA acredita que o uso indiscriminado dessas fotos pode causar sérios danos ao enganar internautas e que isso ameaça o esporte em nível mundial.

“Qualquer uso não autorizado das marcas oficiais não apenas prejudica a integridade da Copa do Mundo da FIFA e a sua estratégia de marketing, mas também põe em risco interesses da comunidade do futebol mundialmente”, de acordo com uma declaração oficial da FIFA.

A organização internacional proíbe o uso das imagens da Copa do Mundo em todas as redes sociais, com o objetivo de evitar que internautas criem perfis falsos.

Os usuários do Twitter que usavam como foto de perfil alguma imagem relacionada ao mundial de futebol voltaram a ter a fotografia de um ovo, que é o padrão para novos perfis no microblog.

Entretanto, alguns internautas simplesmente publicaram novamente a imagem oficial da FIFA e continuam a usá-la — e podem ser alvo do Twitter novamente em breve. 

FONTE: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/twitter-exclui-fotos-de-usuarios-a-pedido-da-fifa-diz-site

The Guardian fala sobre racismo no Brasil da Copa

Onde estão os negros? Texto do The Guardian fala sobre racismo na Copa 2014 com análise da torcida brasileira nos estádios

estádio copa elite 2014

E e alguém te dissesse que o Brasil está longe de ser um país multiétnico? – e que a Copa do Mundo evidencia isto de uma maneira muito simples?

Em um texto publicado na última terça-feira no jornal inglês The Guardian o repórter Felipe Araújo faz uma reflexão sobre a torcida brasileira na Copa do Mundo: “Cobrindo a Copa do Mundo como jornalista me encontrei participando de um jogo similar ao ‘Onde Está Wally?’, o problema é que a pergunta agora era mais séria: onde estão todos os negros? Passei por cinco cidades-sede até o momento e em todas elas a pergunta para a resposta estava distante de ser respondida – eu até perdi lances de gol enquanto procurava por negros nas torcidas”.

Veja também: O Brasil é um dos países mais racistas do mundo, mas o racismo é velado

No texto, Felipe chega a algumas conclusões que são, infelizmente, ao mesmo tempo óbvias e estarrecedoras: “A maioria dos negros no Brasil são pobres. Diferente da África do Sul e dos Estados Unidos, não há uma classe média negra e, talvez ainda mais importante, não há uma classe política negra. Um ingresso para a Copa do Mundo tem seu preço fixado entre R$180 e R$1800, mas em um país onde o salário mínimo custa pouco mais de R$680 por mês, um ingresso para uma partida no Maracanã está longe do alcance popular”

Na publicação, Melo lembra que as partidas em que havia bastante negros na torcida, eram partidas que envolviam países de origem africana – como Alemanha x Gana. O repórter lembra ainda que a questão racial no Brasil sempre foi mal resolvida e que o próprio astro da Seleção Brasileira, Neymar, já afirmou não ter sido vítima de racismo, afinal, eu não sou negro, não é?

FONTE: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/07/guardian-fala-sobre-racismo-brasil-da-copa.html

Reitoria tenta implantar o uso de contingente policial dentro do campus da UENF sem qualquer discussão prévia

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Acabo de ser informado que a reitoria da UENF reservou mais uma surpresa para a comunidade universitária na reunião do Conselho Universitário (CONSUNI) que ocorreu na manhã desta 5a. feira (03/07). Sem discussão prévia e com inclusão como ponto de pauta na abertura da reunião, os gestores da UENF quiseram impor a adesão da universidade ao “Programa Estadual de Integração da Segurança” (PROEIS).

O argumento apresentado pelos gestores da UENF foi de que essa é a única alternativa possível para evitar o caos na segurança do campus Leonel Brizola em função da atual crise financeira por que a instituição atravessa. Na prática, a partir da adesão ao PROEIS, a segurança interna da UENF seria garantida por um contingente de quatro policiais armados que realizariam patrulhas ostensivas durante 24 horas nos 7 dias da semana. Além disso, o uso do PROEIS possibilitaria a demissão de pelo menos 20 seguranças patrimoniais da empresa HOPEVIG que passaria então a guarnecer apenas o interior dos prédios, ficando a PM responsável pelas áreas de circulação externa.

Apesar da pressão feita pelos gestores, vários membros do CONSUNI apresentaram várias objeções à presença da PM no interior do campus universitário por entenderem que isto estaria implicando na militarização da vida universitária. A partir destes questionamentos é que, ao contrário do que queria a reitoria, a aprovação final da adesão da UENF ao PROEIS ficou condicionada a uma consulta a todos os laboratórios da UENF, para que na próxima reunião do CONSUNI haja uma decisão final sobre a adesão ou não ao PROEIS.

Em que pese não ter nada pessoal contra policiais militares, penso que esta proposta da reitoria da UENF é altamente problemática e poderá resultar em sérios conflitos entre a comunidade e o contingente de PMs que viria trabalhar no campus. Um exemplo vivo deste tipo de uso de forças policiais para policiar áreas internas de universidades é a USP, onde os conflitos têm sido constantes e violentos.

Como essa é uma questão que interessa a todos, é surpreendente que novamente a reitoria da UENF (como já fez no caso da quebra do regime de Dedicação Exclusiva dos docentes) apareça com essa proposta de militarização da segurança do campus Leonel Brizola, sem que tenha ocorrido uma ampla consulta prévia a todos os segmentos que compõe a comunidade universitária. Felizmente, houve a devida reação dentro do CONSUNI, e agora há que se cobrar que a discussão ocorra de forma transparente e democrática.

 

UENF já sente os efeitos da asfixia financeira imposta pelo (des) governo Pezão

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Com apenas 27% do orçamento de 2014 tendo sido liberado até o fim de junho, a UENF já começa a sentir os efeitos da asfixia financeira imposta pelo (des) governo Pezão. Um primeiro fato foi o corte das linhas telefônicas que agora só fazem ligações internas ou recebem chamadas externas. Apesar de não se saber se esse problema afeta a todos as linhas, o fato é que fiz verificações e constatei que o problema é generalizado.

Também conversei nesta manhã com um empregado da empresa que presta serviços terceirizados de segurança patrimonial, e ele me deu conta que os seguranças que prestam serviços na UENF estão na mesma rotina de esperar ansiosamente pelo pagamento de seus salários pela HOPEVIG, a despeito da falta de pagamento por parte da UENF.

O que me parece mais lamentável nisso tudo é que não haja qualquer informação por parte dos gestores da UENF sobre a saúde financeira da instituição, ou se as informações extra-oficiais que estão circulando estão corretas ou não. De toda forma, pelo que já transpirou a cosia realmente não está nada boa e a crise financeira da UENF poderá aumentar ainda mais se o (des) governo Pezão não mudar rapidamente a sua estratégia e descontingenciar o orçamento da universidade.

DCE da UENF aproveita protesto dos servidores para cobrar de Pezão os 6% do orçamento para as universidades estaduais

Estudantes ligados ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UENF aproveitaram o protesto que ocorreu nesta manhã na entrada do campus Leonel Brizola para cobrar do (des) governador Luiz Fernando Pezão que sancione a emenda aprovada pela ALERJ que destina 6% do orçamento estadual de 2015 para financiar as universidades estaduais.

Não custa lembrar que a UENF está neste momento com os telefones cortados e devendo a várias empresas que prestam serviços para universidade por não ter recursos liberados para honrar seus compromissos financeiros.

Para quem ainda não assinou, há uma petição pública no Avaaz.org que cobra justamente essa sanção por parte do (des) governador Pezão. Quem quiser assinar esta petição basta acessar (Aqui!)

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