A quantas anda a reforma do entorno do mercado municipal? Veja a imagem

Tenho andado pelo entorno do Mercado Municipal nos últimos meses e sempre curioso sobre o que anda acontecendo dentro da área isolada por placas de zinco, pois nada parece estar efetivamente acontecendo.  Pois bem, hoje uma alma caridosa me enviou uma fotografia tirada de ângulo superior frontal e ai pude verificar o que estava acontecendo: nada! Para quem tiver alguma dúvida, basta analisar a imagem abaixo.

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De quebra, essa mesma alma caridosa me informou que existe hoje uma forte resistência entre as pessoas que operam atualmente dentro do Mercado Municipal a sair do local para permitir as reformas previstas na estrutura deste importante prédio histórico por temerem enfrentar uma sina semelhante aos que estão enfrentando os pequenos comerciantes que atuam na estrutura improvisada do “mercado popular Michel Haddad”.

Uma coisa é certa: não vai ser em 2014 que teremos qualquer avanço dentro da cerca mostrada na imagem. Agora, esperemos que isso ocorra em 2015, já que a área merece ser plenamente recuperada dada sua importância histórica e cultural do mercado municipal de Campos.

Erosão na Praia do Açu: Prefeitura de SJB realiza mais reunião para enxugar gelo nesta 4a. feira?

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Enquanto as reuniões para “enxugar gelo” se sucedem, a erosão avança na Praia do Açu… gradualmente, mas de forma implacável!

A nota abaixo que está publicada no sítio oficial da Prefeitura Municipal de São João da Barra anuncia para amanhã mais uma reunião com técnicos do  Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para “discutir a realização de um novo projeto que será financiado pela Prumo Logística com o objetivo de identificar a causa e conter o avanço do mar na praia do Açu”.  

O interessante é que a nota também ratifica a presunção de que um “estudo feito pela Prumo, onde ficou comprovado que o fenômeno do avanço do mar e erosão no Açu não possui ligação com as obras do Porto”.

Aqui é interessante notar que apesar de tentar vender a versão de que o porto não tem nada a ver com o desaparecimento da faixa de areia na Praia do Açu, a Prumo Logística irá “financiar um projeto para identificar a causa e conter o avanço na praia do Açu”.  Ora essa, a Prumo Logística poderia pular imediatamente a parte do estudo para partir logo para conter o avanço do mar na Praia do Açu. É que a corporação estadunidense tem em suas mãos o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) produzido pela OS(X) para obter o licenciamento da Unidade de Construção Naval (UCN) dentro da área do Porto do Açu, onde está explicitado que a construção do canal de navegação e a instalação do quebra-mar do Terminal 2 iriam resultar num processo dicotômico de deposição no entorno do quebra-mar e erosão na faixa central da praia, fenômeno este que está sendo confirmado na prática. Além disso, no próprio RIMA da OS(X) já está dito que o Porto do Açu já seria uma fonte de pertubação dessa dinâmica dentro das suas áreas de influência direta e indireta. Em suma, para que pagar por um estudo novo, se o RIMA já mostra as causas da erosão que ocorre na Praia do Açu?

Aliás, tenho que notar que na última que este assunto foi ventilado pela PMSJB, não houve menção de que a Prumo Logístico iria pagar por um projeto que, em tese, é de responsabilidade do governo municipal. O que mudou de lá para cá? E alguém já viu alguma corporação multinacional gastar dinheiro para reparar dano ambiental por livre e espontânea vontade? Quanto mais penso nessas reviravoltas, mais sinto que há algo “very fishy” nessa história. 

Eu só espero que esta reunião de amanhã não seja mais uma do tipo “enxugar gelo na linha do Equador”. É que se demorarem muito, daqui a pouco não haverá a proteger na Praia do Açu e suas imediações.

 

Prefeito Neco se reúne com INPH nesta quarta-feira

A idéia é discutir um projeto que identifique a causa do avanço do mar na praia do Açu

Prefeito Neco se reúne com INPH nesta quarta-feira (Foto: sjb.rj.gov.br)

O prefeito José Amaro de Souza Neco se reúne na próxima quarta-feira, 10, com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para discutir a realização de um novo projeto que será financiado pela Prumo Logística com o objetivo de identificar a causa e conter o avanço do mar na praia do Açu. O projeto deverá ser elaborado pelo INPH e a secretaria de Estado do Ambiente (SEA), através do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). 

 Na última semana, no Rio de Janeiro, Neco se reuniu com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Francisco Portinho, o deputado estadual Roberto Henriques, uma equipe técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o especialista em relações institucionais da Prumo Logística, Caio Cunha, para discutir o resultado de um estudo feito pela Prumo, onde ficou comprovado que o fenômeno do avanço do mar e erosão no Açu não possui ligação com as obras do Porto.  Também participaram da reunião, o secretário de Planejamento, Sidney Salgado, o Procurador do Município, Jefferson Nogueira e o chefe de Gabinete, Antonio Neves.

FONTE: http://www.sjb.rj.gov.br/noticia-3533/neco-se-reune-com-inph-nesta-quarta-feira

 

fonte: Secom

Revista Exame: Acciona pode impugnar plano de recuperação judicial da OSX

Divulgação

Navio da OSX

OSX: Acciona pode impugnar plano de recuperação da companhia

Por Daniela Barbosa, de EXAME.com
São Paulo – A Acciona, companhia espanhola e credora da OSX, parece não estar de acordo com o plano de recuperação judicial da empresa fundada por Eike Batista e tem tentado na Justiça impugnar o processo.

De acordo com reportagem do Valor Econômico, desta terça-feira, a Acciona estaria tentando obter recurso no Superior Tribunal de Justiça para cancelar a assembleia da OSX e credores marcada para o próximo dia 10 de dezembro.

O plano de recuperação judicial da OSX, braço de construção naval do grupo de Eike, foi apresentado no início de novembro. Há duas semanas, a companhia informou que o processo havia sido deferido.

Em maio, a Acciona conseguiu na Justiça holandesa arresto das ações da OSX Leasing, domiciliada no País.

Na ocasião, o arresto somava 3,1 milhões de euros (R$ 9,4 milhões), cifra que corresponde a três meses dos juros cobrados sobre a dívida que a companhia de construção naval tinha com a empresa holandesa.

A OSX acumula cerca de 300 milhões de dólares em débitos com a fornecedora.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/acciona-pode-impugnar-plano-de-recuperacao-judicial-da-osx

Portal OZK: Professor da UENF identifica “visitante” na Praia do Açu. Qual será a próxima “novidade” no Porto do Açu?

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A matéria abaixo foi produzida pelo portal sanjoanense de notícia, o OZK News, e nos informa que o professor da UENF, Ronaldo Novelli, identificou o animal que anda chegando em grandes quantidades à área de influência do Porto do Açu. Na matéria duas informações são tranquilizadoras: 1) o animal não é exótico, e 2) a substância que libera para se defender não é tóxico para seres humanos.

Uma questão que a matéria não abordou e que teria sido importante o jornalista abordar tem a ver com a explosão populacional deste animal. É que em qualquer circunstância, o aumento populacional expressivo de qualquer espécie acaba implicando na diminuição de recursos para outra ou outras espécies. 

Além disso, há que se lembrar que a aparição do que foi identificado como o “Aplysia fasciata” em grandes quantidades é apenas outro sinal de desiquilíbrio ambiental na área de que poderá virá depois? Com a palavra o INEA e o IBAMA que deveriam estar monitorando o empreendimento. 

 

EXCLUSIVO: Professor de Biologia identifica animal que apareceu nas praias sanjoanenses

Por LEONARDO FERREIRA 

O Professor de Biologia da UENF Ronaldo Novelli identificou nesta segunda-feira (08), a pedido do Portalozk.com , o animal que apareceu nas praias sanjoanenses no final de semana e que deixou a população em total curiosidade.

De acordo com Novelli, o animal que apareceu em muita quantidade nas praias de Atafona, Grussaí e principalmente no Açu, trata-se de Aplysia fasciata, um opistobrânquio marinho, um gastrópode da família Aplysiidae. Existe quem classifique esta mesma espécie como sinônimo de Aplysia brasiliana. Esta espécie possui vários nomes em português, tal como: lebre-do-mar-negra, devido à existência de 02 rinóforos (antenas cefálicas) na cabeça que se assemelham às orelhas de lebre; e vinagreira-negra, derivado à cor purpura do líquido não tóxico que libertam quando estão em stress.

O professor explicou que o líquido liberado pela Aplysia encontrada no Açu, de cor avermelhada, explica-se por causa da água e da alimentação e o motivo de ter aparecido tantos dessa espécie na região, pode ter sido o Porto do Açu.

“Como lá no Açu, na região portuária, tem muitas pedras, e este animal se alimenta de algas que ficam nas pedras, além de se reproduzirem de forma cruzada, por se tratarem de animais hermafroditas, colocando seus ovinhos nas pedras, é provável que com a quantidade de alimento tenha desenvolvido esses animais. Espanta é a quantidade, mas essa espécie não é desconhecida na região. Em Guaxindiba, por exemplo, vê-se bastante, como também em Manguinhos. Acredito que houve a migração dos ovos que aparenta ser macarrão, são vários grudados uns nos outros, impulsionados pelas ondas e correntezas, levando-os para as pedras do Açu, onde chegaram a se desenvolver. Esses animais, na fase adulta, não conseguem nadar, são moluscos, de corpinhos muito moles e pesados, eles não consegue fazer essa migração na fase adulta”, disse ao Portalozk.com o professor de Biologia Ronaldo Novelli.

A Aplysia percorre o fundo do mar lentamente, para ir se alimentando, principalmente nas pedras, onde se encontram as algas. São moluscos muito semelhantes em aparência às lesmas. Possuem, no entanto, uma concha que está coberta pelo manto. O nome comum do derivado líquido de cor púrpura que liberam quando estão em stress ou quando são molestadas é “vinagre tinto”. Estes animais são bastante frequente nos meses de Verão, sendo mesmo possível encontrar aglomerações de vários indivíduos. Não é raro ver indivíduos a nadar em águas abertas, usando os parapódios como barbatanas.

Sobre o medo da população com relação a este animal, o professor tranquiliza.

“Não precisa haver preocupação. Esse animal se alimenta de algas e o derivado que ele libera, não é tóxico. Ele não morde, pica, nada. Pode pegar na mão, sem problema nenhum. O que não pode, e nem deve, é maltratar o animal. Ele não representa perigo nenhum para o ser humano”, disse.

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FONTE: http://portalozk.com/dlf/noticias/exclusivo-professor-de-biologia-identifica-animal-que-apareceu-nas-praias-sanjoanenses/

 

Carta da III Jornada de Agroecologia da Bahia

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Pelos caminhos da América, no centro do continente, marcham punhados de gente, com a vitória da mão.  Nos  mandam sonhos, cantigas, em nome da liberdade, com o fuzil da verdade, combatem firme o dragão.

Pelos caminhos da América há um índio tocando flauta, recusando a velha pauta, que o sistema lhe impôs. No violão um menino e um negro tocam tambores, Há sobre a mesa umas flores, pra festa que vem depois.                   Zé Vicente  – “Pelos Caminhos da América”

Eles e Elas, mas de mil e duzentas, chegaram de todas as partes chocalhando seus maracás, tocando seus tambores e atabaques, percutindo seus berimbaus e caxixis, dedilhando seus violões e soprando suas flautas e gaitas, dedilhando seus acordeons. Chegaram com ginga, com cores, com alegria, trouxeram suas sementes sagradas e seus saberes ancestrais e nos seus alforjes, sonhos e esperanças de um novo mundo possível para TOD@S.  O local do “Grande encontro” foi no assentamento Terra Vista no município de Arataca no sul da Bahia na primeira semana de dezembro de 2014, e teve como tema: “Sementes, ciência e tecnologia agroecológica, para mudar a realidade das comunidades no campo e na cidade”.

 Foram 05 dias (03 a 07/12) intensos de partilhas, reflexões, práticas, celebrações e uma mística que envolvia a tod@s. As oficinas temáticas e práticas, os mini-cursos, as mesas redondas, os momentos lúdicos, as conversas ao pé da fogueira e nos diversos “cantos” do assentamento. A feira troca-troca, nos banhos no Rio Aliança. Levaram-nos as seguintes constatações:

 – A certeza que a caminhada realizada desde a I Jornada no final de 2012, que consolidou a Teia de Agroecologia dos Povos da Cabruca e da Mata Atlântica, deve continuar. E a TEIA deve continuar atuando de forma permanente enquanto uma rede que reconstrói a solidariedade entre as comunidades tradicionais, movimentos do campo e da cidade, e deve continuar dando um sentido mais amplo à agroecologia, tão distorcida pelo excesso acadêmico e teórico e tão pouca prática. Devemos desconstruir o tecnicismo perigoso, para defender uma agroecologia que une os povos e saberes para garantir saúde para nossos alimentos, solos e águas, saúde para as nossas relações sociais, para nossa identidade cultural, espiritualidade e ancestralidade. E como vimos muito fortemente nesta III Jornada, nos comprometemos na luta pela preservação e garantia de nossas sementes – “Patrimônio genético dos povos e da humanidade”.

– Assim como na II Jornada, percebemos e reafirmamos o compromisso de que não temos como consolidar uma saúde de boa qualidade e diferenciada e autonomia, que representa na verdade novas formas de vida, política e militância, sem garantir nossos territórios e a vida de nosso povo e nossas lideranças.  A agroecologia então,  é também uma forma de enfrentamento desse sistema e a Teia se propõe a ter ações solidárias diretas de defesa de nossos povos. Assim, nossa luta segue o caminho irrestrito de defesa da garantia da terra e por uma soberania dos povos que sabemos que só pode ser feita a partir de nosso suor.

– Exigimos a democratização da terra rural e urbana, com reforma agrária de verdade e já, a desintruzão e regularizações imediatas das terras indígenas e quilombolas e a reforma do solo urbano. Repudiamos veemente os ataques dos ruralistas contra os direitos dos povos do campo duramente conquistados, ataques estes com a conivência do Estado Brasileiro. Dizemos NÂO as Propostas de Emendas Constitucionais-(PECs), Projetos de Leis-(PLs) e Portarias Ministeriais que atacam e tentam tirar direitos já conquistados. Todos esses instrumentos buscam inviabilizar e impedir o reconhecimento e a demarcação das terras dos povos tradicionais, reabrir e rever procedimentos de demarcação de terras indígenas já finalizados; e facilitar a invasão, exploração e mercantilização dos territórios sagrados dos povos das florestas e suas riquezas. Tudo isto contrários aos princípios que vimos nesta III Jornada. Portanto continuaremos numa luta constante contra todos estes instrumentos jurídicos e legislativos que tentam deslegitimar as lutas e retirar os direitos constitucionais destas populações.

– Recachamos as propostas do  REDD+ e os ‘serviços ambientais’, no contexto da ‘economia verde’,  e contrários aos princípios agroecológicos, e deve continuar sendo uma parte central da nossa luta contra o capitalismo e as indústrias extrativas. Reafirmamos o compromisso de nos organizarmos pela defesa dos nossos territórios, pela defesa das populações que vivem, dependem e são parte das florestas, pela defesa da autonomia sobre o controle de seus territórios, pela defesa da Mãe Terra. Basta de projetos extrativos, Não aos serviços ambientais, Lutar contra REDD+ também é combater o capitalismo! Não à criminalização dos povos que defendem seus territórios!  Queremos um basta imediato no processo de criminalização das lutas e das lideranças; Reafirmamos que “Lutar não é crime”.

– Exigimos que os governos municipais, estaduais e o governo federal cumpram com suas obrigações constitucionais e garantam os nossos direitos.  Que possamos ter políticas públicas de verdade que atendam as nossas necessidades e respeitem as nossas especificidades. Isto não é um favor é um direito.

– Invocamos a proteção dos nossos encantados, o seres de luz para continuarmos lutando contra os projetos de morte, que em nome de um tal de “progresso”, ou conhecidos como agronegócio e hidro negócios  atacam e agridem nossas comunidades, desrespeitam nossas identidades culturais, ferem a Mãe natureza e automaticamente ferem seus filhos. Lutaremos sempre por uma educação descolonial e libertadora que nos leve a concretizarmos o nosso Bem Viver.

– Percebemos a necessidade e nos comprometemos em aperfeiçoar a pratica da agroecologia nos nossos territórios, articulando os saberes ancestrais com os novos conhecimentos científicos, usado as novas tecnologias para o empoderamento popular, o manejo e uso da agroecologia e biodiversidade em SAF’s, inserção de SAF em ações de desenvolvimento centradas na agricultura familiar e nas diversas produções dos povos e comunidades tradicionais, planejamento da propriedade rural, permacultura, cacau orgânico e de qualidade, Ampliação dos nossos “bancos de sementes e viveiros de mudas”, caminhos sustentáveis e viáveis para todos, formação cultural para o fortalecimento de identidade, saberes ancestrais, soberania alimentar e saúde familiar entre muitos outros temas trabalhados nas diversas oficinas e reflexões coletivas.

– Nos comprometemos em continuar a nossa jornada unidos, partilhando os nossos “saberes”, construindo coletivamente nossos “sonhos”, protegendo as nossas sementes, organizando em mutirão as nossas lutas, exigindo com responsabilidade e de forma propositiva os nossos direitos, transformando os nossos espaços em territórios sagrados semeando “sementes de esperança” para colhermos “frutos de vida e plenitude”, retirando e impedindo o uso de “venenos e agrotóxicos” não só da terra, mas de nossa convivência para podermos saborear num futuro bem próximo um “chocolate amargo-doce”, resultado de uma corrente de diferentes elos unidos e entrelaçados por um único ideal: VIDA PLENA PARA TODAS AS CRIATURAS.

Como nos diz o eterno poeta Gozaguinha, na sua canção – Semente do amanhã:  “Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs/ Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar! /Fé na vida Fé no homem, fé no que virá! / nós podemos tudo, Nós podemos mais. VAMOS LÁ FAZER O QUE SERÁ.

 É preciso resistir para EXISTIR.

 Assentamento Terra Vista, 07 de dezembro de 2014.

Quem usa mais água? A Agência Nacional de Águas mostra!

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Apesar das críticas e da falta d’água que já causa rodízios e racionamentos em centenas de municípios, o governo pouco fala sobre o uso consciente da água e necessidade de proteger as matas ciliares – fundamentais para proteção de córregos e rios. Será porque os maiores “gastadores” de água e “destruidores de matas ciliares” são a agricultura e pecuária?

Chega a hora em que tais setores precisam ser pressionados a repensar que “modernidade” não é depender de semente transgênica e sim ter um modelo sustentável, que gere lucro sim, mas que possa se manter ao longo das décadas e permitir a vida no estado.

FONTE: Mídia Ninja

O mal-estar do neodesenvolvimentismo

14.11.27_Giovanni Alves_Mal estar no neodesenvolvimentismo

[Giorgio de Chirico, Orfeo trovatore stanco, 1970]

Por Giovanni Alves.

O neodesenvolvimentismo é considerado por nós como sendo um novo modo de desenvolvimento capitalista no Brasil apoiado numa frente política composta, por um lado, pela grande burguesia interna constituída pelos grandes grupos industriais tais como as empreiteiras OAS, Odebrecht, Camargo Correia, etc, e os grupos industriais da Friboi, Brazil Foods, Vale, Gerdau, Votorantim, etc e o agronegócio exportador – todos beneficiados pelo aumento das exportações focado numa agressiva politica de financiamento através do BNDES, voltados para promover as empresas e os investimentos brasileiros no exterior; por outro lado, pelas camadas organizadas do proletariado brasileiro (velha classe operária) e setores populares – incluindo o subproletariado pobre, beneficiados pelo crescimento da economia, redução do desemprego aberto e formalização do mercado de trabalho, oferta de crédito para dinamizar o mercado interno; aumento do gasto público e políticas de transferência de renda via programas sociais (Bolsa-família, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, etc).

A burguesia interna não é burguesia nacional mas sim a grande burguesia brasileira – grandes grupos industriais, que não rompendo com o capital financeiro interacional, manteriam interesses, não apenas no crescimento do mercado interno, mas na política de financiamento da exportação com recursos do BNDES visando inseri-los na concorrência no plano internacional e tráfico de influencia e acesso a recursos do Estado político-oligárquico herdado pelos governos neodesenvolvimentistas.

Diferentemente do velho nacional-desenvolvimento lastreado na burguesia nacional, o neodesenvolvimentismo baseado nos interesses da burguesia interna se resignou à mundialização do capital renunciando, deste modo, ao projeto de desenvolvimento nacional-popular (o neodesenvolvimentismo é o desenvolvimentismo capitalista na era do globalismo sob a dominância do capital financeiro). Entretanto, setores populares da frente do neodesenvolvimentismo apoiam projeto nacional-popular de desenvolvimento digladiando-se com os interesses da burguesia interna no interior da frente política (por exemplo, os governos neodesenvolvimentistas, ao mesmo tempo que contemplam o agronegócio exportador, incrementam uma política de crédito para o pequeno produtor e assentamentos dos sem-terra; ao mesmo tempo que propicia ganhos aos sindicalismo como o aumento do emprego no setor público e privado, oficialização das centrais sindicais, melhoria salarial do funcionalismo público, recuperação do salário-mínimo, aumento da formalização no mercado de trabalho, o governo neodesenvolvimentista preserva os interesses estratégicos de acumulação e exploração da burguesia interna recusando-se a promover uma recuperação dos direitos trabalhistas e sociais corroídos na década neoliberal. Pelo contrário, mantem-se indiferente à ofensiva patronal que ocorre no Congresso Nacional e STF pela disseminação da nova precariedade salarial no Pais.

Ao promover ascensão política da grande burguesia interna em aliança com setores populares – e sem romper com o bloco de poder hegemonizado pelo capital financeiro internacional – Lula criou o que poderíamos considerar um ornitorrinco político – a frente política do neodesenvolvimentismo – sendo tal arquitetura política o próprio espírito do “lulismo”.

Fazendo um balanço dos últimos dez anos de governos Lula e Dilma, percebemos que ocorreu no país um “choque de capitalismo” que, impulsionado pela oferta de crédito e renúncias fiscais em prol dos monopólios, contribuiu, deste modo, para a expansão dos negócios, especulação imobiliária e acumulação do capital, e por conseguinte, a preservação (e ampliação) de formas arcaicas e modernas de degradação do trabalho no Brasil (o neodesenvolvimentismo – como não poderia deixar de ser – traz em seu código genético, traços da “modernização conservadora” que caracteriza as entificações capitalistas hipertardias e dependentes).

A expansão capitalista na era do neodesenvolvimentismo ocorreu no interior da macroestrutura do capitalismo neoliberal hegemônico no plano do mercado mundial – o que explicita os limites do neodesenvolvimentismo. Neodesenvolvimentismo não significa pós-neoliberalismo. Na verdade, neodesenvolvimentismo expõem densas contradições orgânicas no interior da sua frente política, expostas acima, quanto na relação do governo neodesenvolvimentista com o Estado neoliberal (sociedade política e sociedade civil) herdado da ditadura civil-militar e “modernizado” pelos governos neoliberais (1990-2002). A preservação do Estado político-oligárquico adequado ao capitalismo neoliberal contribuiu para que se mantivesse (e ampliasse) a corrupção da coisa pública com tráfico de influencias e propinas nos negócios operados pelas empresas públicas e grupos industriais da burguesia interna. (vida Operação Lava Jato, etc).

Na medida em que o neodesenvolvimentismo promoveu um “choque de capitalismo” no Brasil, implementou-se o toyotismo sistêmico no plano da produção do capital. É o que temos salientado nos últimos anos: a disseminação do espirito do toyotismo nas práticas de gestão da indústria, serviços e inclusive administração público, a exacerbação do fetichismo da mercadoria e as múltiplas alienações que permeiam a vida cotidiana, a crise de sentido e os carecimentos radicais que inquietam camadas médias (e populares) e a adoção do modo de vidajust-in-time contribuíram efetivamente para a inquietação social que caracteriza as metrópoles brasileiras e a agudização da crise do trabalho vivo.

Com o “choque de capitalismo” da era do neodesenvolvimentismo, o capital impulsionou o processo de desmonte da pessoa humana nos seus elementos compositivos (subjetividade, alteridade e individualidade). Na era do neodesenvolvimentismo surgiram novas formas de precarização laboral que se articulam com a nova precariedade salarial caracterizada pelas práticas de flexibilização de jornada, remuneração e contratação do trabalho. Nos dez anos de neodesenvolvimentismo, apesar dos indicadores positivos da macroeconomia do trabalho expostos acima, cresceram a rotatividade do trabalho e a prática da terceirização laboral, expondo a formação de um novo e precário mundo do trabalho. A precarização do homem-que-trabalha ou a degradação da pessoa humana se manifesta no crescimento exponencial dos adoecimentos laborais.

O neodesenvolvimentismo nos governos Lula e Dilma tinha como estratégia política, o lulismo que implementou um “reformismo fraco”, evitando o enfrentamento direto não apenas com o grande capital financeiro internacional que hegemoniza o bloco de poder do capital no Brasil, mas também evitando o enfrentamento com a grande burguesia interna que compunha a frente política do neodesenvolvimentismo. O mote do lulismo era o lema “Lula, Paz e Amor” e o lema do governo era “Um Brasil para Todos”. Na verdade, a grande argúcia política do lulismo foi construir uma estratégia política que deslocasse politicamente frações do bloco de poder do capital – a burguesia interna – para seu projeto de governo com apoio de frações da classe trabalhadora organizada e o subproletariado pobre. O lulismo e a arquitetura da frente política do neodesenvolvimentismo tornaram-se o espírito da governabilidade do projeto político de governo conduzido por um Executivo do PT num país capitalista onde a correlação de forças a favor da classe trabalhadora após o dilúvio neoliberal era bastante desfavorável no plano político-institucional.

Entretanto é preciso salientar que o neodesenvolvimentismo da década de 2000 – os governos Lula – beneficiou-se da conjuntura favorável da economia mundial baseada, por exemplo, na bolha financeira e valorização das commodities. Na medida em que a economia brasileira crescia, reduzia-se o conflito redistributivo entre as classes que compunham a própria frente do neodesenvolvimentismo e inclusive, os conflitos redistributivos no interior das classes dominantes que compunham o bloco do poder do capital. Ao mesmo tempo o realinhamento eleitoral do PT que incorporou a base política do subproletariado pobre, deu-lhe impulso político, não apenas para Lula reeleger-se mas depois, eleger a sucessora Dilma Rousseff. Os indicadores positivos da macroeconomia do trabalho na era Lula compuseram os anos dourados do neodesenvolvimentismo em contraste, por exemplo, com os anos de chumbo do neoliberalismo da década de 1990. A última grande performance do neodesenvolvimentismo foi a política macroeconômica adotada como resposta à crise de 2008, alternativa às políticas de austeridade fiscal e monetária exigidas pela direita neoliberal e adotadas na União Européia.

Entretanto, a conjuntura da economia mundial se inverteu na década de 2010. A bolha financeira estourou em 2008 e o preço das commodities despencam no mercado mundial. Esse é o ponto significativo de inflexão da conjuntura que demarcará os limites do neodesenvolvimentismo nos governos Dilma. A crise financeira de 2008 alterou a dinâmica da conjuntura da economia mundial e prolongou-se, com diferentes modulações, na década seguinte, arrastando-se num longo depresso nas economias centrais (tal como a crise de 1929). No núcleo orgânico do sistema mundial do capital, emergiu em 2010, com vigor, a crise da União Européia impulsionada depois pelas medidas de austeridades neoliberais propostas pela Troika (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Européia), atingindo principalmente, os países do sul da Europa, aumentando o desemprego e a pobreza social, desmontando os rudimentos de Welfare State construídos na era dourada do capitalismo central. A juventude altamente escolarizada que trabalha – o precariado – é a parte mais penalizada das políticas neoliberais de austeridade adotadas pelo capital financeiro nos países do sul da Europa. As perspectivas de recuperação da economia européia em 2013 frustraram-se e percebeu-se depois em 2014, sinas de desaceleração – e inclusive recessão – no carro-chefe da economia européia: a Alemanha. Ao mesmo tempo, apesar de ter saído da recessão., a economia norte-americana cresce a taxas medíocres e a economia japonesa não consegue sair da estagnação econômica de longa data. Mas um acontecimento significativo da primeira metade da década de 2010 não é apenas a persistência da crise européia e o crescimento medíocre da economia dos EUA e estagnação no Japão, mas a desaceleração da economia da China com impactos nos ditos países emergentes.

As perspectivas da segunda metade da década de 2010 não são promissoras – pelo contrário, não existem perspectivas de retomada da crise do capitalismo global, colocando dificuldades candentes para o segundo governo Dilma que herdou os limites do neodesenvolvimentismo. Internamente o bloco de poder do capital no Brasil se rearticula na década de 2010 visando não apenas desgastar e implodir a frente política do neodesenvolvimentismo, mas – no interior da própria frente política do neodesenvolvimentismo – a grande burguesia interna busca isolar e derrotar os setores populares no interior da frente política.

Por um lado, o capital financeiro, fração hegemônica do bloco de poder, que faz oposição sistemática à frente política do neodesenvolvimentista desde 2002, encontrou aliados em setores insatisfeitos da grande burguesia interna, que, num cenário de crise internacional, pressionam o governo Dilma para adotar medidas de redução do “custo Brasil”, isto é, desmonte dos direitos trabalhistas (o movimento parlamentar do PSB e do próprio PMDB indicam sinais de corrosão da frente neodesenvolvimentista).

O mal-estar do neodesenvolvimentismo ocorreu, num primeiro momento, em 2012 e 2013 – quando o governo Dilma confrontou diretamente o capital financeiro reduzindo as taxas de juros e utilizando bancos públicos para política de crédito. Naquele momento, a fração do capital financeiro hegemônica na grande mídia e frações insatisfeitas da grande burguesia interna que não conseguiram apoio do governo para implementar a Reforma Trabalhista visando reduzir direitos dos trabalhadores, sitiam o governo Dilma que encontra a partir de 2013, ano pré-eleitoral, um cenário de desgaste midiático por conta da queda do crescimento da economia devido a contenção de investimentos privados – parte do empresariado nacional num cenário de crise mundial recusou-se a investir; pressões inflacionárias, com novos conflitos distributivos entre as classes e camadas de classes; e pressões sociais por parte de camadas médias, órfãs do neodesenvolvimentismo.

As jornadas das ruas de 2013, movimento massivo impulsionado, por um lado, pelos limites do neodesenvolvimentismo, e por outro, enquadrado pela mídia neoliberal hegemônica, compõem o cenário primordial de mal-estar do neodesenvolvimentismo. As demandas sociais postas pelos protestos de rua não poderiam ser satisfeitos por um governo neodesenvolvimentista constrangido pelas contradições orgânicas da frente política e constrangido pela contradição crucial entre governo neodesenvolvimentista e Estado neoliberal. A estratégia política do lulismo construída num cenário macroeconômico favorável para redistribuição de renda sem confrontar o grande capital (década de 2000), torna-se inócuo num cenário de persistente crise econômica mundial e candentes conflitos distributivos entre classes e no interior das classes .Deste modo, as políticas do neodesenvolvismo encontram na metade da década de 2010 um cenário adverso tanto internamente quanto externamente – embora as duas situações se inter-relacionem.

Por um lado, o aprofundamento da crise do capitalismo global com a desaceleração da China, acompanhada pela desaceleração da economia alemã. No centro capitalista, pressões deflacionárias se contrastam com pressões inflacionárias no Brasil que obrigam o governo a aumentar os juros para contê-las num cenário de desaceleração da economia. Apesar do baixo crescimento, o governo Dilma mantém o gasto público com programas sociais, incomodando os setores da ortodoxia neoliberal não apenas ligados ao capital financeiro mas a grande burguesia interna que exige o ajuste fiscal. A dificuldade de fechar as contas do governo em 2014 expõem as dificuldades de manter as políticas do neodesenvolvimentismo que beneficiaram as camadas populares e ameaçam romper a frente política entre grande burguesia interna e camadas populares.

A corrosão da frente política do neodesenvolvimento em 2014 se explicita tanto no plano do processo sucessório – as últimas eleições para Presidência da República – quanto na própria governabilidade. No plano social, os limites do neodesenvolvimentismo se explicitam pelo menos desde 2013 com a pressão das ruas por reformas sociais. O governo, refém de suas contradições, constrangido pelo Estado neoliberal – e sendo ele próprio artífice do ornitorrinco político (a frente politica do neodesenvolvimentismo), proclama, como palavra de ordem, a Reforma Política visando desatar o nó gordão da governabilidade espúria. Na verdade, para que ocorram as reformas sociais necessárias para a democratização do Brasil torna-se necessária uma nova institucionalidade política capaz de representar efetivamente a vontade popular. Entretanto, o desejo do governo – pelo menos de parte dele, ligado ao setores mais avançados do PT – implica confrontar-se com os pilares da frente neodesenvolvimentista que contém larga representação de frações das classes dominantes do bloco de poder do capital.

As eleições de 2014 significaram no plano da governabilidade maiores dificuldades para o governo neodesenvolvimentista. Por um lado, um Congresso mais conservador resiste a reforma política capaz de representar a vontade popular. Por outro lado, num cenário de desaceleração e inclusive recessão econômica, o projeto de desenvolvimento com inclusão social não se sustenta. Crescer a economia tornou-se a única saída para preservar a frente do neodesenvolvimentismo. Ao mesmo tempo, crescem no interior da própria frente política hegemonizada pela grande burguesia interna, pressões para o governo Dilma adotar a agenda neoliberal que coloca como pressuposto da retomada da economia, um profundo ajuste fiscal que penaliza programas sociais e direitos dos trabalhadores.

A pressão pela agenda ortodoxa não é só da burguesia rentista mas de parcelas da burguesia interna que num cenário de aprofundamento da crise mundial, prepara uma ofensiva contra os direito dos trabalhadores no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal, por exemplo, aprovando projetos de lei da terceirização ampla e irrestrita. A alta corte constitucional no Brasil tornou-se a ferramenta da precarização do trabalho no Brasil vilipendiando a Justiça do Trabalho.

Portanto, no caso do Brasil, a explicitação dos limites do neodesenvolvimentismo leva a um profundo mal-estar social e político, colocando dificuldades candentes para o último governo Dilma, impondo-se, mais do que nunca, a pauta da construção de uma nova frente política hegemonizada pela esquerda capaz de mobilizar a sociedade brasileira e isolar as forças conservadoras e reacionárias no plano institucional. No plano da governabilidade, as imensas dificuldades exigem um salto de qualidade de intervenção política do PT, não apenas no Congresso Nacional, mas principalmente na sociedade civil, onde se dará efetivamente o embate pela preservação da democracia e conquistas populares da era do neodesenvolvimentismo e ampliação para além do próprio neodesenvolvimentismo da satisfação das necessidades sociais. A pauta da Reforma Política com constituinte exclusiva é o sine qua non para todas as reformas necessárias para democratizar o Estado e a sociedade brasileira. Inclusive, sem Reforma Política capaz de resgatar a representação da vontade popular no Congresso Nacional, a democratização dos meios de comunicação de massa não ocorrerá – como não ocorreu nos últimos dez anos de Lula e Dilma.

Entretanto, num cenário de crise da economia, caso o Brasil não cresça capaz de permitir a inclusão social e a redistribuição de renda sem confrontar os interesses do grande capital, a disputa política e a luta de classes podem tornar-se uma tarefa política inglória para setores populares num país onde não existem organizações de massa e direção política de esquerda capaz de hegemonizar o processo social. Como ocorreu em junho de 2013, num cenário de inquietação social e campanha midiática voraz, a direita deve pautar o movimento visando derrubar o governo antes mesmo do pleito de 2018.

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O livro mais recente de Giovanni Alves, Trabalho e subjetividade (Boitempo, 2011) já está à venda também em formato eletrônico (ebook) nas lojas da Gato Sabido e Livraria Cultura. O autor conta com um artigo na coletânea Occupy: movimentos de protesto que tomaram as ruas, à venda em ebook por apenas R$5 na Gato Sabido, Livraria da Travessa, dentre outras. Giovanni Alves conta também com o artigo “Trabalhadores precários: o exemplo emblemático de Portugal”, escrito com Dora Fonseca, publicado no Dossiê “Nova era da precarização do trabalho?” da revista Margem Esquerda 18, já à venda em ebook na Gato Sabido.

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Giovanni Alves é doutor em ciências sociais pela Unicamp, livre-docente em sociologia e professor da Unesp, campus de Marília. É pesquisador do CNPq com bolsa-produtividade em pesquisa e coordenador da Rede de Estudos do Trabalho (RET), do Projeto Tela Crítica e outros núcleos de pesquisa reunidos em seu site giovannialves.org. É autor de vários livros e artigos sobre o tema trabalho e sociabilidade, entre os quais O novo (e precário) mundo do trabalho: reestruturação produtiva e crise do sindicalismo (Boitempo Editorial, 2000) e Trabalho e subjetividade: O espírito do toyotismo na era do capitalismo manipulatório (Boitempo Editorial, 2011). Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às segundas.

FONTE: http://blogdaboitempo.com.br/2014/11/27/o-mal-estar-do-neodesenvolvimentismo/

Ex-MPX continua em dificuldades para pagar financiamentos bancários

Eneva é notificada pelo Credit Suisse sobre inadimplência

Usina da Eneva, ex-MPX

Usina da Eneva: empresa destacou ainda que avalia todas as possíveis medidas a serem tomadas

Marcelle Gutierrez, do Estadão Conteúdo

São Paulo – A Eneva, antiga MPX Energia, do grupo de Eike Batista, informou nesta segunda-feira, 8, que o Credit Suisse Brazil (Bahamas) Limited notificou a companhia sobre inadimplência no pagamento de empréstimos contratados em 11 de abril de 2011 e 22 de abril de 2011.

Na última sexta-feira, 5, a Eneva comunica que ocorreu o vencimento de US$ 9,407 milhões, referente a principal e juros de tais empréstimos.”A Eneva continua em entendimentos com seus credores financeiros para revalidar o acordo para suspender a amortização e o pagamento de juros de operações financeiras contratadas pela Companhia e suas subsidiárias, expirado em 21 de novembro de 2014, e, assim, avançar na implementação de um plano de estabilização”, informou a empresa, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Eneva destacou ainda que avalia todas as possíveis medidas a serem tomadas para proteger os seus interesses e de seus stakeholders.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eneva-e-notificada-pelo-credit-suisse-sobre-inadimplencia