Valor: Ministério Público vai apurar danos ambientais da MMX em Serra Azul

serra azul

Por Marcos de Moura e Souza | Valor

BELO HORIZONTE  –  O Ministério Público Estadual de Minas Gerais instaurou um inquérito civil público para apurar danos ambientais que teriam sido cometidos pela MMX no projeto de minério de ferro Serra Azul.

O inquérito é um desdobramento de uma investigação que levou a promotoria a denunciar funcionários do governo de Minas por práticas de crimes que, segundo o órgão, favoreceram a mineradora de Eike Batista.

Em 10 de abril, o Ministério Público denunciou quatro funcionários ligados à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e também o ex-secretário Adriano Magalhães.

A Justiça determinou o afastamento de todos eles de suas funções públicas mesmo antes de decidir se aceita ou não a denúncia. Segundo escreveram os promotores, o grupo se associou “para o fim específico de cometer crimes, retardar e deixar de praticar, indevidamente, atos de ofício para satisfazer interesses pessoais e de terceiros”.

A denúncia foi noticiada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” na edição desta quinta-feira. Adriano Magalhães foi secretário do Meio Ambiente entre janeiro de 2011 e abril de 2014, quando o governador era Antonio Anastasia (PSDB). O secretário foi exonerado em 4 de abril — dias antes, portanto, de os promotores apresentarem a denúncia. Ele saiu no mesmo dia que Anastasia renunciou para poder disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

Magalhães também integrava o conselho da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) indicados pel o governo de Minas. Ele estava no conselho desde dezembro de 2009. Seu mandato terminou no último dia 30 e ele não foi reconduzido ao cargo, informou a assessoria de imprensa de empresa.

As investigações do Ministério Público sobre Secretaria de Meio Ambiente rastrearam ações de funcionários em relação ao projeto da MMX desde pelo menos 2012. Na denúncia, consta que em julho daquele ano analistas ambientais da Superintendência Regional de Regularização Ambiental da Central Metropolitana (Supram) determinaram o embargo da operação da Mina Serra Azul, devido à degradação ambiental e os “impactos irreparáveis” que os trabalhos podiam causar numa área de cavernas na região do empreendimento.

O projeto de Serra Azul se estende pelo território de três municípios mineiros: Igarapé, Brumadinho e São Joaquim de Bicas. Em agosto de 2012, segundo o Ministério Público, a determinação do embargo chegou às mãos da subsecretária de Meio Ambiente, Maria Cláudia Pinto, então subsecretária Estadual de Gestão e Regularização Integrada. Ela ordenou que a obra não fosse embargada e, de acordo com a denúncia, ela procurou o secretário Adriano Magalhães. “Este, após alguma indecisão, determinou que não fosse efetivado o embargo devido e que ninguém fosse ao empreendimento da MMX Mineração Sudeste”, escreveram os promotores.

Os promotores incluíram na denúncia trechos de gravações telefônicas como forma de ilustrar o que consideram práticas irregulares na secretaria então comandada por Adriano Magalhães em favor da MMX.

Numa das conversas, Maria Cláudia diz a uma interlocutora: “E outra coisa também Dani, é que a gente fica o tempo inteiro blindando demais o Adriano, blindando demais a imagem do Estado”. E em seguida diz que a MMX  fez “uma lambança nas cavidades lá” e que a recomendação dos técnicos da Supram era “parar a MMX”.

No mesmo diálogo, Maria Cláudia diz que recomendou que esperassem. “Aí, um dia  eu conversava com o Adriano, ele: ‘Não, pode ir lá parar a MMX tem problema não’”. E continua ela: “Aí, no dia estava tudo combinado que eu avisava para ele, ‘Adriano, a gente [vai olhar] a MMX amanhã’. “Não, não, não, vai não!” “Não vai não, porque não sei o quê…” Ele falou isso umas quatro vezes, sabe?”

Os promotores escrevem na denúncia que “sem ter mais como sustentar a falta de fiscalização e embargo em relação à MMX, a associação criminosa teve que adotar alguma providência para mascarar suas omissões e retardamentos injustificados”.

Em dezembro de 2013 — mais de um ano depois da determinação não acatada do embargo — a secretaria ordenou uma fiscalização, que ainda no relato dos promotores, confirmou o impacto ambiental nas cavernas e que este foi agravado pelo fato de as atividades da MMX não terem sido embargadas.

Na denúncia, o Ministério Público não cita se a MMX teria exercido alguma influência sobre os funci onários da secretaria para que estes retardassem a vistoria e o embargo.

Promotores envolvidos no caso disseram ao Valor que somente depois de os denunciados terem prestado depoimentos é que o governo de Minas determinou o embargo de parte de uma área da mineração que fica num raio de proteção das cavernas.

Na quarta-feira da semana passada, dia 28 de abril, os promotores instauraram um inquérito civil público para apurar destruição e outros danos causados pela MMX a cavernas na área do empreendimento. No Ministério Público de Minas, segundo apurou o Valor, a avaliação é que inquérito poderá levar a empresa a ter de pagar uma indenização ou até suspender atividades que se mostraram danosas à estrutura das cavernas.

O Ministério Público abriu outras investigações referentes a questões ambientais no governo de Minas. Leonardo Bandeira, advogado de Magalhães e Maria Claudia, disse que a denúncia é baseada em “suposições” e que “não existe absolutamente nada de concreto que autorize o Ministério Público a chegar às conclusões que chegou”. O advogado disse ainda que a investigação foi arbitrária.

“O Adriano sequer foi intimado pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos e a Maria Cláud ia, quando foi ouvida, não foi questionada sobre os fatos que estão na denúncia.” Bandeira disse que já encaminhou a defesa de ambos.

MMX

A MMX, por meio de nota, disse: “A MMX desconhece por completo o teor da denúncia em questão e esclarece que segue com suas operações na Unidade Serra Azul, obedecendo às recomendações determinadas pelo órgão licenciador”. A empresa ainda informou que ano passado produziu 5,4 milhões de toneladas de minério de ferro na Unidade Serra Azul.

O projeto foi formado com a aquisição de minas entre 2006 e 2007. O plano era elevar a produção para 29 milhões de toneladas por ano. A empresa chegou a fazer terraplanagem, comprar equipamentos pesados e a ter uma licença de instalação. Mas a crise no grupo de Eike Batista obrigou a direção da MMX rever o projeto e hoje, se conseguir um novo sócio, planeja ampliar a produção para 15 milhões de toneladas.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais afirmou em nota que está reunindo as documentações correlacionados aos fatos para a apuração devida no âmbito administrativo. “Esclarece ainda que, tão logo noticiada a denúncia do Ministério Público, foram procedidas as exonerações dos envolvidos, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.”

(Marcos de Moura e Souza | Valor )

FONTE:http://www.valor.com.br/empresas/3575788/ministerio-publico-vai-apurar-danos-ambientais-da-mmx-em-serra-azul#ixzz33oBSwdiB

Clima quente na véspera da possível visita do (des) governador Pezão à UENF

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Eu não sei o que foi informado ao cerimonial do Palácio Guanabara acerca do clima dentro da UENF neste momento, mas eu diria que alguém precisa informar ao (des) governador Luiz Fernando Pezão que o céu dentro do campus Leonel Brizola não é exatamente de brigadeiro. 

É que a sinalização vinda da Secretaria de Ciência e Tecnologia que não será dado um tratamento isonômico na questão das perdas salariais deixou muita gente insatisfeita. Um exemplo disso foi a manifestação que técnicos de nível superior realizaram no final desta tarde em frente do Apitão para demonstrar sua insatisfação com o que eles consideram ser uma injustiça na proposta que lhes concede uma fração do que outros níveis da carreira técnica vão receber (e que já é uma mixaria para começo de conversa).

Assim, como neste tipo de visita o que se espera são ganhos políticos e não desgaste, é bom que a assessoria do Sr. Pezão esteja bem preparada para dialogar e buscar soluções. Nunca é preciso lembrar que nas últimas visitas realizadas por chefes do executivo fluminense ocorreram manifestações que, em alguns casos, levaram a que os visitantes tivessem que sair sob escolta policial, como ocorreu em 2003 com Rosinha Garotinho.

 

 

Ururau: calote gera protesto de empresários no Porto do Açu

Sem receber, empresários de SJB realizam manifestação no Porto do Açu

Manifestantes foram recebidos por representantes da FCC e Anglo American

Manifestantes foram recebidos por representantes da FCC e Anglo American

Empresários dos setores de hotelaria e alimentação de São João da Barra realizaram na manhã desta quinta-feira (05/06) uma manifestação com o objetivo de chamar a atenção da empresa FCC-Tarrio, responsável por pagar as despesas de funcionários da obra no Porto do Açu.

Com faixas, os aproximadamente 40 manifestantes se organizaram em frente ao portão principal do complexo. O empresário e representante do grupo, Josemi Lima, foi um dos prejudicados. Em menos de três meses ele hospedou 108 trabalhadores em duas pousadas, mas o que parecida ser um bom negócio se transformou em saldo negativo. Nesse período ele teve um prejuízo de R$ 90 mil.

“Nossa manifestação foi pacífica e começou por volta das 7h30. Usei um extintor de incêndio para chamar a atenção e fomos atendidos pelos diretores da FCC, que prometeu uma solução para a próxima segunda ou terça-feira. Depois, representantes jurídicos da Anglo American vieram falar com a gente e pedimos para eles intercedessem pra gente com a FCC”, contou o empresário.

Além do Josemi, outras 15 empresas estão sem receber e outras receberam parte da dívida.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades45351_Sem-receber,-empres%C3%A1rios-de-SJB-realizam-manifesta%C3%A7%C3%A3o-no-Porto-do-A%C3%A7u

Na expectativa da visita do (des) governador Pezão, reitoria manda embelezar entorno do bandejão da UENF

Parece que vale aquela máxima de “embelezar a noiva”, pois a reitoria da UENF está realizando uma ampla faxina e embelezando o entorno do bandejão da UENF para a suposta visita do (des) governador Luiz Fernando Pezão, provavelmente na parte da tarde desta sexta-feira (06/06).

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 A questão agora é que como essa visita se tornou pública, o maior problema que a reitoria vai enfrentar não está no campo do embelezamento, mas sim de como explicar aos estudantes que comida que é bom mesmo, só depois que uma empresa privada for licitada para vender as refeições. E ai é que o problema vai mesmo começar, pois os estudantes já tem a perfeita noção de quanto custa a alimentação em outras universidades públicas brasileiras.

Em suma, pode até embelezar, mas se não entregar comida de qualidade e a preços acessíveis aos estudantes, essa eventual visita do (des) governador Pezão vai ser apenas o marco inicial de uma longa dor-de-cabeça para os gestores da UENF.

(Des) governo Cabral/Pezão cria situação de esquizofrenia salarial também na UERJ

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.

“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.

O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.
“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.
O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Operação do MPF prende dois por despejo de esgoto no rio Paraíba do Sul

Um dos presos é superintendente da concessionária Águas do Paraíba

 

O Ministério Público Federal (MPF), em Campos (RJ), deflagrou, ontem (4), operação, com apoio da Polícia Militar, que resultou em voz de prisão em flagrante de duas pessoas por crime de poluição hídrica (artigo 54 da Lei n° 9.605/98). Um dos presos é superintendente da concessionária Águas do Paraíba. Eles são investigados por despejo de esgoto no rio Paraíba do Sul.

A prisão se deu com base em um laudo probatório elaborado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e por Informação Técnica do Ibama. De acordo com o laudo, foi constatada poluição, a qual, segundo as apurações, é proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto da Concessionária Águas do Paraíba e do Condomínio João Paulo II, conhecido popularmente como “Balança mas não cai”.

O MPF, por intermédio do procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, instaurou procedimento investigatório criminal, a partir de reclamações da população diretamente veiculadas na mídia. O despejo de resíduos foi constatado por filmagem e fotografias. Os presos foram encaminhados à Polícia Federal, para lavratura da prisão em flagrante. O caso foi atendido pelo Delegado de Polícia Federal de plantão Anderson Lima Costa, que procedeu à oitiva dos envolvidos, com a instauração do devido inquérito policial.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social/ Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

Pezão vai visitar a UENF? O convite público da ADUENF foi lançado!

Tenho informações seguras de que o atual (des) governador do Rio de Janeiro quer visitar o campus da UENF nesta 6a. feira. Além disso, recebi a informação de que a reitoria da instituição já foi até contactada pelo cerimonial do Palácio Guanabara para tratar dessa suposta visita. Tal contato pode explicar parcialmente o prazo dado pelo secretário em exercício da pasta de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira, para que a greve dos professores fosse encerrada até o dia 06 de Junho.

Mas apesar dos professores não terem se curvado a essa exigência absurda e anti-democrática, o (des) governador Pezão tem agora uma chance de ouro para vir na UENF e começar a resolver com a ADUENF, sindicato que é o único organismo a poder falar em nome dos interesses salariais dos professores, um final positivo para toda a crise instalada pela intransigência de seu próprio governo em tratar de forma correta a grave crise salarial que solapa o projeto criado por Darcy Ribeiro. É que hoje (o5/06), o Comando de Greve lançou um convite público a Pezão para que ele aproveite seu “tour de grace” (ou tour de inaugurações?) pelo Norte Fluminense e visite a sede da ADUENF para se reunir com os professores da UENF (Aqui!).

Agora vamos ver como reage o cerimonial do Palácio Guanabara a esse convite público. Se resolver continuar a ignorar a ADUENF, é provável que Pezão possa até visitar a UENF, mas não será para realizar um “tour de grace“. Aliás, o mais provável é que ocorra justamente o contrário. Afinal, os professores da UENF são doutores e muito bem educados. Mas até para eles, paciência tem limite!

Sérgio Cabral,Pezão e Eduardo Paes transformam o Rio de Janeiro em terra devastada

Tudo era uma maravilha para o PMDB do Rio de Janeiro até as manifestações de junho de 2013. Seus líderes nos mais altos postos de governo, tanto na cidade como no estado, viviam um sonho de popularidade turbinado por muita mídia simpática e bilhões do governo federal. De quebra, havia a miragem das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que lançavam uma falsa aura de segurança que acalmava os nervos da classe média, enquanto criava uma igualmente falsa sensação de que as favelas caricas haviam sido “pacificadas”.

Mas dai vieram as manifestações e o assassinato do pedreiro Amarildo não pode ser empurrado para debaixo do tapete como outros tantos haviam sido, apenas para as vítimas serem empurradas para debaixo do mais obscuro véu do esquecimento. E depois disso, o funcionalismo estadual que ficara paralisado e asfixiado por anos de anos de corrosão salarial decidiu sair de seu silêncio e também ganhar as ruas. Foi ai que apareceu a verdadeira face da política de (in) segurança comandada pela dupla Cabral/Pezão e operacionalizada pelo então inatingível e quase candidato a qualquer coisa que quisesse José Maria Beltrame. Essa mistura heterogênea de fatos é que começou a corroer a fantasia criada para dar ao cidadão fluminense a sensação de que os anos dourados haviam voltado.

E hoje o que temos no Rio de Janeiro? Para começar se vê que tudo o que se anunciava não passava de um castelo de areia construído na beira do mar. As UPPs estão caindo pelos tamancos, a especulação imobiliária transformou a cidade do Rio de Janeiro numa das mais caras do planeta, sem que haja quaisquer garantias de mobilidade já que os serviços públicos de massa estão em condição falimentar, apesar dos preços extorsivos que são cobrados dos usuários.

Além disso, a falência das políticas ambientais que está sintetizada na vergonhosa situação da Baía da Guanabara, mas que possui exemplos igualmente gritantes como o do Porto do Açu, implicou na criação de um processo de degradação ambiental que cedo ou tarde (talvez mais cedo do que gostaríamos) irá criar uma situação semelhante ou até pior do que está sendo vivido na capital de São Paulo. É que além da expansão desenfreada dos plantios de eucalipto, os nossos principais mananciais continuam sendo usados e poluídos sem que haja qualquer esforço para conter e disciplinar essa devastação toda.

Se olharmos para as universidades estaduais, instituições que poderiam gerar o conhecimento necessário e contribuir para a formulação de políticas estratégicas para as diversas áreas que citei, veremos que nelas se concentra o suprassumo da capacidade de destruição dos que eu classifico como (des) governantes do Ri de Janeiro. É que após os quase oito anos seguidos de Cabral e Pezão, as universidades estaduais fluminenses estão em verdadeira petição de miséria, com servidores extremamente mal pagos e com sua condições básicas de funcionamento totalmente comprometidas. Em função disso, as três instituições (UENF, UERJ e UEZO) estão mais para pacientes terminais colocadas em alguma UTI de hospital privado custeado pelo SUS (que normalmente são piores do que as dos públicos!) do que para centros emanadores de pensamento qualificado.

Esse quadro pode parecer radical demais, mas é apenas uma pálida aquarela do que se vive num Rio de Janeiro que se transformou em terra arrasada para a maioria da sua população, e um reino encantado para aquela parcela mínima de super ricos que só transita de helicópteros, como a dupla Cabral/Pezão. 

Ururau informa: Polícia Militar realiza prisões por causa de lançamento de esgoto no Rio Paraíba do Sul

Diretor da Águas do Paraíba e mais três presos em operação do MPF

Detidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Campos

 Marcelo Esqueff / Carlos Grevi

Detidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Campos

O Ministério Público Federal (MPF) de Campos com o apoio da Polícia Militar deflagrou nesta quarta-feira (04/06) uma operação contra poluição, lançamento de esgoto in natura, dejetos químicos e industriais no Rio Paraíba do Sul.

Foram detidos um dos diretores da concessionária Águas do Paraíba do Sul e outras três pessoas. Os nomes não foram divulgados para não atrapalhar a ação, que ainda visa à prisão de outras pessoas. Todos os presos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal, no Centro, para auto de prisão em flagrante.

O procurador da república Eduardo Santos Oliveira ficou de dar uma coletiva, às 20h30, para informar detalhes da operação, mas o pronunciamento foi transferido para esta quinta-feira (05/06), com horário a ser definido. Segundo informações do MPF a investigação apura denúncias de poluição no Rio Paraíba por parte da empresa Águas do Paraíba, além de outras particulares no leito do rio, que também estariam praticando crime ambiental.

A operação terminou por volta das 20h15, e de acordo com o MPF, outras testemunhas estavam sendo ouvidas na Polícia Federal.

A equipe de reportagem do Site Ururau tentou o contato por telefone com a assessoria de imprensa às 18h25, novamente às 18h50 e pela terceira vez às 19h, mas em todas as vezes o telefone estava desligado. Ainda foi enviado um e-mail para o assessor como forma de obter uma resposta da empresa.

CPI PROPOSTA TEM ASSINATURAS RETIRADAS E NÃO VINGA
A empresa Águas do Paraíba e a poluição no Rio Paraíba do Sul foram temas de acaloradas discussões na Câmara dos Vereadores em Campos nos últimos meses.

Primeiro o Grupo de Trabalho formado pelos vereadores Alexandre Tadeu (PRB), Genásio (PSC), Linda Mara (Pros) e Marcão (PT) realizaram e apresentaram o relatório final com indícios de irregularidades como o mau uso dos caminhões de fossa da Empresa Municipal de Habitação Urbanização e Saneamento (EMHAB), cedidos à concessionária; indício de coleta de esgoto em outro município que seria trazido para estações de tratamento em Campos, além de outros crimes ambientais. Os vereadores destacaram ainda que tais irregularidades, caso comprovadas, seriam suficientes para quebra de contrato entre a empresa e a Prefeitura.

Em seguida o vereador Alexandre Tadeu, relator do Grupo de Trabalho, apresentou a proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da Concessionária Águas do Paraíba, mas depois de anunciar publicamente nas redes sociais que tinha 11 das nove assinaturas necessárias para a aprovação, não teve como seguir com a proposta, já que quatro vereadores voltaram atrás de suas posições e retiraram as assinaturas.

“Pedi a CPI justamente por ter provas de que a Concessionária Águas do Paraíba é caso de polícia”, declarou nesta quarta-feira ao Site Ururau, o vereador Alexandre Tadeu.

“Basta! É preciso sim uma CPI para obrigar a Concessionária Águas do Paraíba a se explicar e corrigir o mais rápido possível as suas falhas. Com a CPI teremos informações que podem possibilitar uma revisão do contrato, ou em último caso o seu cancelamento, e hoje o município encontra-se amparado na Lei do Saneamento, aprovada no final de 2013 e já em vigor, para que a população possa ser atendida com o respeito que merece”, dizia o vereador Genásio, presidente do Grupo de Trabalho.

Com a não aprovação da abertura da CPI, o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista anunciou a criação de uma Comissão, formada pelo vereador Magal (PR) e Paulo Hirano (PR), da base do governo, e do vereador Marcão (PT), da oposição, para iniciar o relacionamento e ouvir representantes da empresa. Para o dia 10 de junho foi agendada uma audiência pública com os diretores da empresa.

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ADUENF responde com a devida estatura correspondência esdrúxula do secretário de Ciência e Tecnologia

No dia de ontem, o secretário em exercício da pasta de Ciência e Tecnologia,  Sr. Alexandre Vieira, enviou um documento onde mistura desrespeito, inverdades e tentativa de chantagem numa só lauda. Esta pérola que reflete o nível do secretariado do (des) governo Cabral/Pezão é mostrado abaixo.

carta sect

No dia de hoje, o Comando de Greve da ADUENF produziu uma resposta que já foi circulada dentro da universidade e para vários parlamentares que estão acompanhando de perto a grave crise em que a universidade se encontra, basicamente por causa da intransigência do (des) governo doo do Rio de Janeiro em tratar de forma correta a instituição criada por Darcy Ribeiro, onde hoje são praticados s piores salários do Brasil quando se refere a professores doutores que trabalham em regime de Dedicação Exclusiva.

Uma coisa é certa. Se o Sr. Luiz Fernando Pezão deseja vir visitar a UENF, a primeira coisa que deveria fazer é substituir o ocupante do cargo de secretário de Ciência e Tecnologia. Depois poderia iniciar um diálogo real com os servidores e estudantes da UENF, pois hoje o que se tem está bem resumido no documento que é assinado pelo Sr. Alexandre Vieira.

Finalmente, alguém deveria informar ao Sr. Alexandre Vieira que o tratamento formal para um reitor de qualquer universidade é “magnífico reitor” e não “você”. Pode parecer um exagero, mas é que quando a coisa se trata da relação entre indivíduos que ocupam cargos públicos, o mínimo que se espera é que eles saibam cumprir detalhes básicos de protocolo.

 

Carta Aberta do Comando de Greve à Comunidade Universitária

  O comando de greve vem a público para se manifestar neste momento conturbado, originado a partir do Ofício SECT/GAB n. 62/2014, endereçado à direção da UENF.

Primeiramente, gostaríamos de manifestar nosso desacordo com o endereçamento do referido Ofício, pois entendemos que a greve se discute com quem a decretou, ou seja, a ADUENF em assembleia e por unanimidade dos votantes. A teoria de que “o governo não negocia com categorias em greve” não se sustenta, tendo em vista que o governador reuniu-se com os policiais civis em greve. A recusa em dirigir-se ao nosso sindicato demonstra apenas, na verdade, quais são as reais prioridades do governo. Além disso, pedir à figura administrativa máxima da nossa universidade, o reitor, para que “converse com cada professor individualmente, levando esta mensagem”, é algo tão ingênuo e inexequível que nem merece maiores comentários.

O comando de greve entende que o documento em questão é equivocado politicamente e em nada contribui para as negociações maduras e respeitosas que atualmente estão em curso, nas quais estávamos inclusive discutindo a vinda do governador a nossa instituição. Tentar ameaçar uma categoria em greve há mais de 70 dias é no mínimo contraproducente, pois exacerba os sentimentos radicais, que em nada contribuem à negociação.

Em relação à temporalidade mencionada, o documento é ambíguo, contraditório e inócuo, colocando datas improváveis de serem operacionalmente atingidas: “.. é fundamental que a greve seja encerrada até a próxima sexta feira, dia 06/06/2014,…”. Há frases incoerentes entre si: “enviar entre os dias 11 e 18 de junho”. Se a mensagem só será enviada nessa data, para que tanta pressa na exigência da saída de greve? Novamente, o desespero em nada contribui à negociação em curso.

 Em relação ao conteúdo, o documento é funesto. A nossa categoria tem se pautado pelo diálogo, a conversa e a negociação, jamais distorcendo as informações e sempre com o objetivo claro de solucionar o problema atual dos associados, qual seja, perceber o pior salário do Brasil para a nossa categoria.

 A saída de greve em várias oportunidades; o grande número de viagens ao Rio; o apoio de deputados da base e da oposição fundamentam esta a nossa afirmação. Todos os prazos e informações colocadas em reunião foram confirmados pelos deputados e demais participantes nas inúmeras reuniões realizadas na cidade do Rio de janeiro. Se ainda estamos em greve, a nossa associação não pode ser culpada.

 Não é com desespero que vamos resolver o problema, o mesmo só será resolvido de forma matura e respeitosa, e nesta direção, o Comando de Greve já contatou os Deputados para fazer chegar ao Governador o nosso sentimento de revolta com a carta.

 Respeitando o prazo legal de 72h de antecedência para a convocação de Assembleia, convocamos a Assembleia para 2ª feira, às 14h na Sede da ADUENF.

  Campos dos Goytacazes, 04 de Junho de 2014.

 COMANDO DE GREVE