Estudo sobre consumo de frutos e legumes contaminados por agrotóxicos traz evidências de impactos diretos sobre a reprodução humana

Intrigado com o conteúdo do artigo científico citado na postagem anterior (Aqui!), resolvi dar uma busca no site da “Human Reproduction” e acabei encontrando o trabalho liderado pelo pesquisador Y.H. Chiu do Departamento de Nutrição da Universidade de Harvard cujo título é “Fruit and vegetable intake and their pesticide residues in relation to semen quality among men from a fertility clinic”, ou em bom português ” Consumo de frutos e legumes e resíduos de agrotóxicos e sua relação na qualidade do semen de homens de um clínica de fertilidade”, conforme mostra a imagem abaixo.

chui et al

As conclusões deste trabalho prometem trazer amplas repercussões, na medida em que seus autores apontam que encontraram evidências sólidas de que o consumo de frutos e legumes contaminados por resíduos de agrotóxicos podem ser associados à diminuição do número de espermatozoides, do volume de material ejaculado e na quantidade de esperma morfologicamente normal.  O resultado da combinação desses fatores seria a diminuição da fertilidade entre homens, com claro impactos para a manutenção da população humana.

No caso brasileiro, os resultados deste estudo levantam ainda maiores preocupações em função do fato de que a questão da contaminação de alimentos ainda precariamente monitorada, e com poucos centros de pesquisa sendo capazes de estudar o problema. De quebra, ainda temos o fato de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), além de estar sobrecarregada por suas múltiplas tarefas, ainda se vê sobre extrema pressão política por parte da bancada ruralista que tenta impor restrições ainda maiores sobre o seu trabalho.

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