PRE/RJ denuncia prefeito de Arraial (RJ) por trocar votos por laqueadura

Quatro médicos também são acusados e foram representados ao CREMERJ

wanderson

A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) denunciou o prefeito de Arraial do Cabo (RJ), Wanderson Cardoso de Brito (PMDB), e mais quatro médicos por corrupção eleitoral e esterilização ilícita. Eles são acusados de oferecer laqueaduras a mulheres em troca de votos nas eleições de 2012. Além da compra de votos, também são suspeitos de realizarem os procedimentos sem observar os protocolos necessários, pondo em risco a vida das pacientes.

Segundo depoimentos, os acusados realizavam cirurgia de cesariana e laqueadura tubária em mulheres carentes mediante pedido direto ou velado de votos, o que é considerado crime pela legislação. Os procedimentos eram feitos de forma arriscada, sem a presença de um pediatra, de um cirurgião auxiliar e sem a prévia comunicação ao Hospital sobre a operação.

“O sucesso da empreitada criminosa dependia de uma equipe reduzida, de confiança, motivo pelo qual havia a substituição de médicos por subordinados que evitassem questionar as atividades praticadas pelo grupo”, sustenta o procurador regional eleitoral Sidney Madruga.

Análises do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE/RJ) encontraram, ainda, omissão de informação em diversos prontuários médicos apreendidos, o que fere resolução do Conselho Federal de Medicina, numa tentativa de ocultar os procedimentos realizados. Além disso, as laqueaduras eram feitas sem respeitar as etapas determinadas pela Lei de Planejamento Familiar, que permite as esterilizações voluntárias apenas em pessoas maiores de 25 anos ou com pelo menos dois filhos vivos, e que antes tenham passado por um período de 60 dias de aconselhamento em planejamento familiar.

Também foram denunciados ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ) os médicos Paulo Roberto da Silva, ex-diretor do Hospital Geral de Arraial do Cabo e responsável por recrutar os profissionais que fariam as cirurgias, Tânia Lydia Matosinho Lowen Pires, Aldo Amendola e Taylor da Costa Jasmin Júnior, que se elegeu vereador. Além deles, Rômulo Leonardo Plácido, ex-secretário municipal de saúde, também é acusado de se beneficiar da associação criminosa.

CREMERJ

A PRE também representou contra os médicos envolvidos no esquema ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ). No ofício, é pedido que sejam tomadas as

medidas disciplinares necessárias.

FONTE: Assessoria de Comunicação da Procuradoria Regional da República na 2ª Região (RJ/ES) | Procuradoria Regional Eleitoral/RJ

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