O Brasil que eles queriam de volta está aí mostrando a sua cara reacionária e doente

Durante as “manifestações” que foram usadas para dar o golpe parlamentar em Dilma Rousseff, uma frase comum nas faixas ostentadas pelos ditos “manifestoches” era “Quero meu país de volta”.

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Cerca de dois anos depois, o Brasil está em recessão profunda e o desemprego campeia e assombra famílias de trabalhadores do Oiapoque ao Chuí. Temos ainda a volta de doenças que já tinham sido dominadas e a manifestação de outras que surfam na onda da redução de investimentos em saúde pública. Estamos falando de sarampo, poliomielite [1], e as várias doenças propagadas pelo mosquito Aedes aegypti (e.g., dengue, Zika e Chikungunya).
Para coroar essa volta do Brasil dos manifestoches temos a venda a preços irrisórios do óleo e gás contido na camada Pré-Sal e a perspectiva da entrega de estatais tão estratégicas e lucrativas para um punhado de estatais estrangeiras, incluindo aquelas sobre controle da República Popular da China.
Enquanto isso, os manifestoches parecem ter evaporado das ruas, enquanto se concentram nas ruas mantendo sua campanha de ódio contra o povo brasileiro e, claro, fazendo campanha para Jair Bolsonaro, um candidato que baseia sua estratégia eleitoral na disseminação do ódio contra tudo aquilo que possua uma semelhança mínima com o Brasil diverso e ansioso por justiça social para todos.
Alguma contradição nesse comportamento dos que clamavam por ter o Brasil deles de volta? Nenhuma. O problema é que ainda há muito a regredir para que o Brasil deles esteja completamente de volta, a começar pela anulação do decreto conhecido como “Lei Áurea”. É que como eu já disse antes, parte desses segmentos mais reacionários da sociedade brasileira ainda não se conformou com o fim da escravidão legal.
Resta a nós que não queremos que o retrocesso seja maior do que já está sendo arregaçar as mangas para garantir que esses proto fascistas sejam derrotados e para que possamos avançar agendas que privilegiam a maioria que vem derrotando o projeto de recolonização do Brasil há várias eleições. Não agir está fora de questão.


[1] https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44706026

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