Um ocaso triste

Estou em Campos dos Goytacazes desde janeiro de 1998 e desde então assisti ao desaparecimento de vários jornais, incluindo “A Notícia”, “A Cidade”, “Monitor Campista” e “O Diário”.  Cada um deles teve um final mais ou menos melancólico, pois perderam espaço para novas formas de comunicação que emergiram com muita força a partir da construção da internet. Mas cada um desses jornais teve um ocaso mais ou menos honroso, sem que seus últimos suspiros fossem marcados pela disseminação de textos  escritor por personagens que neles depositam seus devaneios e frustrações mais profundas.

Mas como cada um tem o Iago  ou Juliana que faz por merecer, e há quem esteja preferindo ter um ocaso triste e marcado por um capítulo final que só reforça a necessidade de que um veículo que até já teve alguma capacidade de influenciar a opinião pública deixe de existir. 

Felizmente, tenho assistido à proliferação de outras formas de comunicação que trazem o necessário frescor e substituem o cheiro azedo de redações que se esvaziaram em função de sua própria insignificância. E para isso não há Feijoada que dê jeito.

Vida que segue.

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