Efeito Bolsonaro: 49 milhões de brasileiros estão em extrema pobreza, maior número desde 2001

Dados foram extraídos do CadÚnico. Número representa 23% da população, que não tem renda suficiente para sobreviver e precisa de auxílio do governo

bolso fome

247 – O Cadastro Único (CadÚnico), utilizado para cadastramento em programas sociais do governo federal, registrou em setembro o maior número de pessoas em situação de extrema pobreza no Brasil desde que foi implementado, em 2001. Segundo a coluna do jornalista Carlos Madeiro, do UOL, os registros mostram que “49 milhões de brasileiros — ou 23% da população — afirmam não ter renda suficiente para sobreviver e precisam de auxílio governamental”.

“Desde janeiro de 2019, quando teve início o governo de Jair Bolsonaro (PL), até setembro de 2022, o número de pessoas que vivem em extrema pobreza aumentou em 10 milhões. Em dezembro de 2018, eram 39 milhões de brasileiros nessa condição”, destaca a reportagem. 

Os dados do CadÚnico ajudam a comprovar uma pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), que apontou que o número de pessoas que passam fome no país quase duplicou em menos de dois anos. Atualmente, cerca de 33,1 milhões de brasileiros passam fome no Brasil. O número corresponde a cerca de 15,5% da população.

“Em 2020, quando foi realizada a primeira pesquisa deste tipo, eram 19 milhões de pessoas com fome no Brasil (9,1% da população)”, diz a reportagem.


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Este texto foi inicialmente publicado pelo “Brasil 247” [Aqui!].

Com novo ato, governo Bolsonaro libera mais 46 agrotóxicos, totalizando 1.894 em 48 meses, e põe mais veneno na mesa dos brasileiros

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Como sempre ocorre quando o Ministério da Agricultura libera mais venenos agrícolas, o Observatório dos Agrotóxicos do Blog do Pedlowski informa que nesta 4a. feira (26/10) foi publicado no Diário Oficial da União o Ato No. 50 de 21 de Outubro por meio do qual o governo Bolsonaro liberou mais 46 agrotóxicos para serem comercializados no Brasil.

Com isso, o governo federal acaba de alcançar a incrível marca de 1.894 liberados em 46 meses do mandato do presidente Jair Bolsonaro, com um valor médio de 41,17 venenos agrícolas liberados. 

Um dos aspectos persistentes de todas as rodadas de liberações realizadas desde janeiro de 2019 é o fato de que em torno de 30% sendo liberados pelo governo Bolsonaro estão proibidos (alguns há mais de duas décadas) pela União Europeia em função dos riscos que esses agrotóxicos trazem para o meio ambiente e a saúde humana.

A minha avaliação é de que todos essas liberações de agrotóxicos altamente perigosos já estão causando uma epidemia química no Brasil, em especial nos estados com maior participação das monoculturas de exportação que ficam localizados justamente no cinturão de votos em Jair Bolsonaro e seus aliados, a maioria deles ligados umbilicalmente ao latifúndio agro-exportador.

Como em vários ramos da vida, o legado do governo Bolsonaro será terrível para os brasileiros que hoje estão ingerindo altas doses de resíduos de agrotóxicos e expostos a um processo de adoecimento crônico via água de torneira e alimentos contaminados.

Produção de ouro com indícios de ilegalidade aumenta 25% em um ano

Pesquisa do Instituto Escolhas revela novo recorde com volume superior a 50 toneladas

A wildcat gold miner, or garimpeiro, uses a basin and mercury to pan for gold at a wildcat gold mine, also known as a garimpo, at a deforested area of the Amazon rainforest near Crepurizao, in the municipality of Itaituba

Em 2021, o Brasil registrou 52,8 toneladas de ouro com graves indícios de ilegalidade, o que equivale a 54% da produção nacional. O montante é 25% maior do que o verificado em 2020, como mostra o levantamento realizado pelo Instituto Escolhas, divulgado na última quinta-feira (06/10). A análise usou como base dados da Agência Nacional de Mineração e da Coleção 7 do projeto Mapbiomas, lançado no mês passado.

Apresentado em formato onepage, o levantamento do Escolhas traz um detalhamento sobre as origens do ouro com indícios de ilegalidade, sendo que a maior fatia corresponde ao ouro que veio de áreas onde há indícios de extração para além dos limites permitidos.

“São dois pontos de atenção: primeiro, claro, o aumento expressivo do ouro com indícios de ilegalidade, que evidencia a falta de controle e de ações para coibir a extração de ouro ilegal nos últimos meses. E, em segundo lugar, o fato de que quase dois terços desse ouro vieram da Amazônia. Ou seja, 32 toneladas do metal saíram daquela região com alguma indicação de irregularidade”, afirma Larissa Rodrigues, gerente de Portfólio do Instituto Escolhas.

Rodrigues reforça que a ausência de um sistema de rastreabilidade de origem para a cadeia do ouro favorece cada vez mais a ilegalidade, aumentando o impacto da extração ilegal no bioma amazônico e na vida das populações da floresta. “Por tudo isso, o Escolhas tem insistido na importância dos Projetos de Lei 2159/2022 e 836/2021, que estabelecem controles sobre a comercialização do ouro, da extração até as exportações”, reforça.

ouro ilegal

Para atualização dos dados, o Escolhas usou a mesma metodologia do estudo “Raio X do Ouro: mais de 200 toneladas podem ser ilegais”, lançado em fevereiro deste ano. O estudo revelou que 229 toneladas de ouro com indícios de ilegalidade foram comercializadas no país entre 2015 e 2020.

onepage está disponível para download no site e nas redes sociais do Instituto Escolhas

Ato de “Bob Granada” pode ter sido uma pá de cal na campanha de Jair Bolsonaro, mas Paulo Guedes também ajudou

bob granada

O ato praticado pelo ex-deputado federal e presidente do morimbundo Partido Trabalhista Brasileiro, Roberto Jefferson que já foi rebatizado de “Bob Granada”, pode ter sido a pá de cal na campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro. E, pasmemos todos, isso não se dará por causa dos confessados 50 tiros disparados contra uma equipe da Polícia Federal ou das 3 granadas que Bob Granada desepejou em cima dos policiais que procuravam cobertura atrás da viatura que os levou até o normalmente bucólico município de Comendador Levy Gasparian.

A pá de cal está sendo dada pelas reações do próprio Jair Bolsonaro que inicialmente ensaiou uma defesa de Bob Granada, mas que premido pelas evidências passou a tentar se distanciar dele, com o uso de adjetivos, digamos, pouco lisonjeiros.

O problema é que ao hesitar em face de uma ação que se mostra como algo que não foi pensado sozinho por Bob Granada, Jair Bolsonaro explicita uma fraqueza de liderança que nem inspira seus seguidores menos aguerridos ou, tampouco, atrai eleitores indecisos.

Para piorar ainda mais uma situação que já se mostra ruim, a mídia corporativa não para de vazar os planos de arrocho salarial e fiscal que Paulo Guedes planeja executar caso Jair Bolsonaro consiga vencer as eleições.  Se até a semana passada se sabia do plano para desindexar o salário-mínimo, aposentadorias e pensões da inflação passada, hoje se sabe que haverá um aperto na cobrança do Imposto de Renda.

guedes salario

Convenhamos que para seguir na toada de Jair Bolsonaro, a pessoa tem que estar muito, mas muito convicta, pois há a mistura de arrocho extremo e ato terrorista não pega bem para nenhuma candidatura.

Mordida do Leão vai piorar com Bolsonaro reeleito: Paulo Guedes planeja acabar com deduções do IR

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Se já não bastasse a informação de que o ministro Paulo Guedes planeja desindexar da inflação os reajustes do salário-mínimo, aposentadorias e pensões, o jornal “O Estado de São Paulo” traz hoje uma reportagem assinada pela jornalista Adriana Fernandes dando conta que ele também planeja acabar com as deduções no Imposto de Renda (IR) com gastos de saúde e educação.

dedução guedes

Assim, além de manter congelada a tabela do Imposto de Renda, o que Paulo Guedes pretende fazer é retirar do bolso dos trabalhadores cerca de R$ 30 bilhões com os quais ele abasteceria a continuidade do pagamento do chamado “Auxílio Brasil”. Em outras palavras, ele tiraria dos pobres para entregar para os mais pobres, enquanto os ultrarricos continuarão usufruindo uma forma de taxação regressiva que os deixa cada vez mais ricos, mesmo em face do empobrecimento geral do resto da população.

Um detalhe que viria com essa retirada da dedução dos gastos com saúde e educação é que se perderia o mínimo de controle que existe, por exemplo, sobre a renda auferida por médicos e dentistas, o que incorreria em uma perda de arrecadação que ultrapassaria os ganhos com o fim das deducões.

O fato é que qualquer um que precisa fazer uma consulta médica ou ir a um dentista hoje primeiro responde a uma pergunta básica: com recibo ou sem recibo? E invariavelmente os que querem recibo para deduzir no pagamento do IR acabam arcando com o pagamento que o profissional contratado terá de fazer sobre o que aquilo que será obrigado a declarar por causa do recibo emitido.

Desta forma, essa é mais uma ideia que me parece saída de algum manual para iniciantes em estudos de economia neoliberal, mas nunca de um ministério da Fazenda que hoje está defrontado com uma grave crise econômica, e que só tenderá a piorar em 2023.  É que para se abocanhar R$ 30 bilhões dos bolsos dos trabalhadores há um risco de se perder mais por causa da sonegação fiscal.

Mas ainda bem que estamos ficando sabendo dessas novidades salgadas. É que, pelo menos, teremos como enfrentar a sangria que será desatada sobre nós caso Jair Bolsonaro venha a vencer esta eleição.

 

Se Bolsonaro jogou o velho amigo Roberto Jefferson ao mar tão fácil, o que ainda poderá fazer com o Brasil?

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Roberto Jefferson e Jair Bolsonaro são amigos de longa data. Mas isso não impediu que o presidente da república lançasse o ex-deputado e presidente do PTB ao mar

Um dos principais desdobramentos da malfadada ação de Roberto Jefferson contra uma equipe de policiais que foram até sua residência em Comendador Levy Gasparian foi a pronta e rápida ação do presidente Jair Bolsonaro de simplesmente jogá-lo ao mar.  Aliás, tal qual Pedro negou Jesus Cristo apenas três vezes, Jair Bolsonaro já deve ter perdido a conta de quantas vezes já negou Roberto Jefferson nas últimas 24 horas. De quebra, usou adjetivos pouco lisonjeiros contra Jefferson, um amigo de longa data, e chegou a tentar mostrar total desconhecimento até da existência daquele da qual já foi hierarquicamente subalterno como membro da bancada do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na Câmara Federal. De quebra, circulam informações de que a campanha de Jair Bolsonaro já gastou milhões com propagandas nas redes sociais cujo foco é desmentir qualquer proximidade com Roberto Jefferson.

Mas vá lá, o tratamento que Jair Bolsonaro está dispensando a um amigo fiel não é minha preocupação principal, pois Roberto Jefferson também não é necessariamente um exemplo de fidelidade aos amigos, tanto que já provou isso ao longo do tempo. De certa forma, Jefferson está tendo o que merece e pelas mãos de um velho aliado político.

O que me move aqui é pensar que se Jair Bolsonaro é capaz de fazer essa imensa trairagem com um aliado fiel, o que pensar do que poderá ainda fazer contra os trabalhadores pobres brasileiros.  Aliás, pista das maldades pretendidas para um eventual segundo turno não ficam apenas na proposta de desindexação do salário-mínimo e das aposentadorias da inflação passada, mas abarcam também a completa privatização do SUS chegando, inclusive, no atendimento básico.

É com isso que eu me preocupo e que convido aos leitores deste blog para que se preocupem. A consequência dessa preocupção será o engajamento no trabalho para derrotar eleitoralmente Jair Bolsonaro no próximo. De contrário, se ele vencer, o que aconteceu com Roberto Jefferson jogado ao mar será apenas um aperetivo do que Jair Bolsonaro e Paulo Guedes irão fazer contra os trabalhadores.

Por que o Facebook marca meus textos sobre o caso “Roberto Jefferson” como sensíveis?

Desde ontem, notei algo curioso em relação às minhas postagens na rede social Facebook sobre o caso do ataque do ex-deputado Roberto Jefferson a uma equipe de policiais federais que foram prendê-lo por crimes continuados. É que mesmo textos sem qualquer conotação de apologia da violência (pelo contrário eu estou criticando e evitando postar cenas do ocorrido), o Facebook está colocando aquela conhecida estratégia de desfocar imagens sob a alegação de que são “conteúdos sensíveis” (ver imagem abaixo).
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Aí é que eu pergunto: qual é a real intenção das equipes de monitoramento do Facebook em relação aos meus conteúdos? Pode parecer extremo, mas isso está parecendo uma forma de censura.
Aliás, noto que em 2022 este blog está tendo muito menos acesso via o Facebook e mais acessos via pesquisa direta em mecanismos de busca como o Google, por exemplo. A isso eu atribuo a ação dos famosos algoritmos que definem o que pode ou não ser lido. Ou seja, censura.

Genivaldo de Jesus e Roberto Jefferson: a dualidade de tratamentos que escancara o Brasil de Jair Bolsonaro

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Dualidade brasileira: Genivaldo de Jesus, morto em uma câmara de gás improvisada, por cometer uma infração e de trânsito e Roberto Jefferson, contando sua história de agressão contra uma equipe da PF a um policial sorridente

Agora que Jair Bolsonaro já jogou o aliado Roberto Jefferson ao mar no melhor estilo de um capitão (pirata) punitivo, não vou nem me debruçar para a farsesca situação ocorrida no município de Comendador Levy Gasparian, pois já tem gente demais analisando o que aconteceu (de errado) naquela encenação recheada a balas e granadas.

Minha intenção aqui é comparar dois casos, um deles já esquecido pela maioria. Falo aqui da morte pelas mãos de agentes da Polícia Rodoviária Federal de um pai de família, Genivaldo de Jesus Santos, que acabou morto em uma câmara de gás improvisada no porta-malas de um camburão. Genivaldo morreu por uma simples infração de trânsito que teria sido resolvida com o lavrar de uma multa. Mas como era pobre, ele acabou sendo submetido a um grave processo de intoxicação que resultou na sua morte. Fecha o pano.

Agora, pensem em Roberto Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro, que se encontrava em prisão domiciliar por causa de crimes continuados, e que resolveu receber uma destamento da Polícia Federal com tiros de fuzil (inicialmente se fala em 20) e granadas (fala-se que ele arremesou duas contra os policiais). Pois bem, Roberto Jefferson não só teve mais de 8 horas para se entregar, mas as imagens da “negociação” mostram um policial federal (supostamente) rindo enquanto ouve a forma pela qual o ex-deputado bolsonarista tentou efetivamente assassinar seus colegas (ver vídeo abaixo).

Se essa situação toda não servir para mostrar que Roberto Jefferson fez o que fez porque tinha algum tipo de garantia de que não teria seus miolos estourados, pelo menos temos agora uma prova didática da imensa dualidade que rege a ação das forças do Estado no controle da situação social no Brasil.

É que se as cenas mostradas pelo próprio Roberto Jefferson do conforto de sua casa tivessem ocorrido no Complexo do Alemão ou na Favela da Maré, o que estariamos vendo hoje seriam cenas de violência extrema, poças de sangue de inocentes, e corpos sendo transportados pela própria população em carrinhos de mão.

Esses dois casos escancaram o Brasil de Jair Bolsonaro, e só não vê quem não quer.

Caso Roberto Jefferson ganha ares de Atentado do Rio Centro

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O sargento Guilherme Pereira do Rosário morto na explosão acidental da bomba dentro de um carro Puma no estacionamento do Riocentro 

Recém-chegado à cidade do Rio de Janeiro e morando no Alojamento Estudantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fui convidado por colegas para ir a um show musical que ocorreria no Rio Centro para celebrar o dia do trabalhador. Em meio à preguiça de ir tão longe e desconhecedor da noite carioca, resolvi ficar confabulando com os pernilongos naquele calourento 30 de abril de 1981.  Para minha surpresa, meus colegas voltaram contando um fato que depois entraria para a história do Brasil como o “Atentado do Rio Centro”.

O que hoje se sabe é que o episódio do Rio Centro foi um ataque terrorista conduzido por setores do Exército Brasileiro e da Polícia Militar do Rio de Janeiro  com o objetivo de incriminar grupos que se opunham à ditadura militar no Brasil e, assim, justificar a necessidade do seu aparato de repressão e retardar a abertura política que se encontrava em andamento.  O Caso do Rio Centro se tornou um exemplo emblemático do terrorismo de Estado praticado pela ditadura militar instalada em 1964, pois o plano dos militares envolvia a realização de uma série de explosões no Centro de Convenções do Riocentro, quando ali se encontravam 20 mil pessoas durante um espetáculo musical em comemoração do Dia do Trabalhador. 

Pois bem, quanto mais eu penso e ouço fontes que acompanham de perto o que aconteceu em uma pacata rua do município de Comendador Levy Gasparian está com toda cara de uma reedição farsesca do Atetado do Rio Centro. Só que agora no lugar de oficiais militares, temos a figura tragicômica de Roberto Jefferson, um político que literalmente se encontra em estado terminal.

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O ex-deputado federal Roberto Jefferson é um amigo íntimo de Jair Bolsonaro, e as fotos provam isso

O que ainda irá se apurar e a história irá registrar se refere ao que deu errado desta vez, já que no lugar de um bomba que explodiu no colo de quem a armava, as informações são de que uma granada foi lançada contra membros da Polícia Federal. 

Mas uma coisa é certa: algo não saiu de acordo com o planejado. Aqueles que viveram os dias seguintes após o Atentado do Rio Centro já sabem que isso terá consequências para a campanha de Jair Bolsonaro.

Bomba midiática bolsonarista visa esconder os planos de Paulo Guedes contra o salário-mínimo e as aposentadorias

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Na última 6a. feira, logo após as revelações em torno dos planos de Paulo Guedes para congelar o salário-mínimo e aposentadorias, o economista Eduardo Moreira previu que a campanha de Jair Bolsonaro iria produzir um factóide para mover o debate para longe do debate econômico (ver vídeo abaixo).

Eis que hoje, pouco menos de 48 horas após as previsões de Eduardo Moreira, o político bolsonarista em estado terminal, Roberto Jefferson, tornou em realidade o que era antes apenas hipotético.  Por isso mesmo, não vou nem mostrar o  vídeo para lá de pouco explicado em que Jefferson supostamente atingiu com tiros e explosão de granada uma equipe da Polícia Federal.

Como outros já disseram, esse é uma bomba midiática (ou bomba semiótica), um verdadeiro apito de cachorro, que visa mover o debate para longe daquilo que está causando um estrago imenso na campanha de Jair Bolsonaro, qual seja, a informação confirmada pelo próprio Paulo Guedes de que existem planos para desindexar da inflação passada os valores do salário-mínimo, aposentadorias, pensões e outros benefícios sociais.

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A revelação da Folha de São Paulo que abalou a campanha de Jair Bolsonaro e gerou a bomba midiática envolvendo Roberto Jefferson

Desarmar essa bomba midiática lançada por Roberto Jefferson é fundamental para que não se permita que a campanha de Jair Bolsonaro saia das cordas em que foi colocada, sabe-se lá por quê, por Paulo Guedes.

Finalmente, há que se reconhecer a capacidade intelectual de Eduardo Moreira que previu com exatidão algo que veio efetivamente a acontecer.