Indígenas e 350.org farão protesto na sede do BTG Pactual por causa da mineração na Amazônia

Em meio à COP26, grupo denuncia escolhas do banco que, apesar de sua postura de apoio à políticas ambientais e sustentáveis, investe na exploração de petróleo e gás na Amazônia. Manifestação acontece em meio à diversas ações globais que pedem pelo fim do investimento em combustíveis fósseis
 
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Nesta sexta-feira (5), indígenas, ativistas pelo clima e representantes da sociedade civil, estarão unidos em uma manifestação pacífica, em São Paulo (SP), denunciando ações contraditórias do BTG Pactual, maior banco de investimento da América Latina, que colocam em risco a Amazônia e as comunidades indígenas do local, além de contribuir com a crise climática em todo o mundo.

A ação de ativismo será realizada durante a manhã, a partir das 10h, em frente à sede do banco, localizada em uma das ruas mais refinadas do País, para alertar sobre a ambiguidade de um banco se considerar dentro das práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) e, ainda assim, seguir com o investimento em combustíveis fósseis. O protesto contará com performances artísticas e debates para dar voz à comunidades que serão diretamente impactadas pela extração de petróleo e gás na região Amazônica.

Apesar de sua postura de apoio à políticas ambientais e sustentáveis, o BTG Pactual é hoje um dos maiores acionistas da Eneva, maior operadora de gás do Brasil, dona de duas termelétricas a carvão e responsável pela compra de blocos para a exploração de petróleo e gás na Amazônia.

“O BTG fazer anúncios sobre o quanto é moderno e sustentável, enquanto financia a expansão de petróleo e gás em áreas preservadas da Amazônia, parece tão verdadeiro quanto uma empresa de cigarros publicar uma propaganda se dizendo amiga dos pulmões de seus clientes”, diz o diretor da 350.org na América Latina, Ilan Zugman. Para ele, é uma narrativa hipócrita, prejudicial à sociedade e que, no fim das contas, tira a credibilidade do próprio banco.

Além de ter a Eneva em sua carteira de investimentos, no último relatório anual, o BTG declarou investimentos de mais de R﹩5,4 bilhões em combustíveis fósseis e apenas R﹩964,6 milhões em energia renovável. “Com tantos setores promissores da nova economia, é surpreendente que o BTG tenha escolhido a expansão do petróleo e do gás na Amazônia como área para investir e siga com esses ativos em sua carteira. Isso revela uma desconexão assustadora do banco com os princípios ESG e com uma visão saudável de crescimento corporativo”, reitera Zugman.

Para o Cacique Jonas Mura, está na hora de pararmos de enxergar a Amazônia como um produto de grande comércio. “A Amazônia representa a vida. Não podemos aceitar que projetos que visam a exploração de petróleo e gás tenha maior valor do que uma vida”, diz.

“Os bancos e outras grandes empresas precisam parar de investir em indústrias que ameaçam os povos indígenas e toda a biodiversidade local da Amazônia e de muitos outros lugares. De nada adianta pautar o avanço econômico de poucos, deixando um rastro de destruição para tantos”, reforça Mura.

O manifesto acontece em meio à COP26 e faz parte de uma onda de ações visando revelar instituições financeiras que continuam a apoiar a indústria de combustíveis fósseis. Com mais de 120 ações em 26 países coordenadas pela 350.org e parceiros, as mobilizações expressam um sentimento coletivo de urgência, para exigir justiça climática e impedir o financiamento criminoso dos combustíveis fósseis, que matam populações em todo o mundo. A ideia é que esses bancos redirecionem seus investimentos para uma transição energética justa, apoiando as nações mais vulneráveis no enfrentamento da crise climática.

Para mais informações sobre esta o protesto citado e as manifestações ao redor do mundo, por favor, contate a 350.org.

Serviço

O quê: Manifestação contra o banco BTG Pactual, organizada por 350.org

Quando: 6ª-feira, 05/11, a partir das 10:00

Onde: Em frente à sede do BTG Pactual, em São Paulo (SP) – (Av. Brigadeiro Faria Lima, 3477 – Itaim Bibi)

Contato:

* Para apoio no local do protesto: Renata Padilha, da 350.org: (51) 99206-2626

* Para entrevistas, fotos e aspas: Paulinne Giffhorn, da 350.org: paulinne.giffhorn@350.org / +55 (41) 99823-1660

Pescadores e ativistas se mobilizam em protesto ao leilão da ANP

Mobilização acontece nesta quinta-feira 7 de outubro, frente ao Hotel Windsor da Barra da Tijuca

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Pescadores e ativistas pelo clima estarão unidos em uma manifestação pacífica, no Rio de Janeiro, contra a 17ª Rodada de Leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

A ação de ativismo que reúne várias entidades, dentre elas  a Associação dos Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Ahomar), Sindicato dos Pescadores Profissionais e Pescadores Artesanais, Aprendizes de Pesca e Pescadores Amadores do Estado do Rio de Janeiro (SindPesca-RJ) e a 350.org, organizações ambientalistas e de pescadores exigem o fim da exploração de combustíveis fósseis, para proteger o litoral brasileiro dos impactos dos combustíveis fósseis sobre as comunidades mais vulneráveis, a biodiversidade e o clima global. 

Entidades em Prol da vida 

Manifestantes denunciam os danos que os setores de petróleo e gás podem provocar sobre Fernando de Noronha, Atol das Rocas e os “oásis da pesca” no Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Afirmou o  diretor da 350.org na América Latina, Ilan Zugman,

Além das áreas protegidas que Zugman menciona, a atividade petrolífera e de gás nas bacias Potiguar e de Pelotas, duas das quatro que terão blocos ofertados no leilão, pode causar danos graves a áreas essenciais para a pesca e que ainda não se encontram oficialmente protegidas. A constatação vem de um estudo do Instituto Maramar, em colaboração com a 350.org, divulgado nesta terça-feira (05/10).

 Rebateu o ativista, Alexandre Anderson, presidente da Ahomar.

Como parte da campanha contra a 17ª Rodada de Leilões da ANP, a 350.org organizou um protesto submarino, na semana passada, em dois pontos do litoral brasileiro: Ilha do Arvoredo (SC) e Fernando de Noronha (PE). Ambas as áreas podem sofrer graves danos em caso de vazamentos de óleo nos blocos ofertados no certame.

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Este texto foi inicialmente publicado pela Rede TV+ [Aqui! ].

Reações da 350.org ao primeiro dia da Cúpula do Clima

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O primeiro dia da Cúpula do Clima promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, registrou avanços significativos nas promessas de redução das emissões por alguns países, mas também foi marcado por esforços insuficientes e afirmações falsas, como a que fez o presidente Jair Bolsonaro ao dizer que está fortalecendo órgãos ambientais no Brasil.

Enquanto isso, a pressão da sociedade civil em todo o mundo por medidas mais ambiciosas segue crescendo, como demonstram as muitas cartas abertas e campanhas que receberam destaque nos últimos dias.

Durante a Cúpula do Clima, a 350.org, organização global de ações pelo clima, e seus parceiros estão reagindo aos discursos dos líderes políticos de vários países e participando de manifestações com o objetivo de exigir compromissos concretos e urgentes dos chefes de governo. Veja mais informações a seguir.


Ação com figuras de Bolsonaro e outros líderes nacionais

Ativistas da 350.org e da Build Back Free Coalition organizaram na quarta-feira, 21 de abril, um protesto diante da Casa Branca, em Washington, para pedir aos participantes da Cúpula do Clima ações mais ambiciosas pelo planeta.

Figuras de chefes de governo do Brasil, dos Estados Unidos, da China, do Reino Unido, da Argentina e de vários outros países foram posicionadas diante da residência oficial do presidente americano, com mensagens específicas enviadas por representantes do movimento climático de cada país. A frase sobre a foto de Bolsonaro era: “Presidente Bolsonaro: pare de mentir sobre a Amazônia e a pandemia”. Veja as fotos aqui.


Reações aos discursos

Argentina

Ignacio Zavaleta, coordenador de campanhas da 350.org na Argentina:

“O que se destacou no discurso do presidente Fernández foi o fato de ele não ter mencionado nenhuma mudança nas políticas governamentais de investimento na expansão de petróleo e gás na área de Vaca Muerta. O dinheiro dos contribuintes está subsidiando uma exploração altamente ineficiente e prejudicial ao meio ambiente, que beneficia algumas poucas empresas estrangeiras e não traz nenhum desenvolvimento para o país ou mesmo para a região onde está localizado”.

“Os bilhões de dólares desperdiçados anualmente com subsídios aos combustíveis fósseis deveriam ser redirecionados para políticas de transição energética capazes de criar mais empregos, neste momento em que os argentinos precisam desesperadamente de trabalho e renda”.

Brasil

Ilan Zugman, diretor da 350.org na América Latina:

“Bolsonaro mentiu ao dizer que está fortalecendo os órgãos ambientais. O desmonte de instituições como Ibama e Funai, o ataque às políticas públicas de fiscalização do desmatamento e o apoio a projetos de lei que colocam em risco as Terras Indígenas são exemplos de que esse governo está tentando fazer o Brasil andar para trás em termos de políticas climáticas”.

“Nos dias anteriores à Cúpula do Clima, houve um fluxo impressionante de cartas abertas e campanhas nas mídias sociais pedindo ao presidente Biden para não fechar nenhum acordo com o presidente Bolsonaro sem ouvir, primeiro, a sociedade civil brasileira. A questão é que o desempenho do governo na área ambiental é tão ruim que fica difícil acreditar que mesmo promessas pouco ambiciosas serão cumpridas”.

“Por causa da piora no quadro ambiental desde o início do governo Bolsonaro, existe uma desconfiança muito justificada de boa parte das empresas, ONGs e governos de que não importa o que o presidente prometa nessa área, serão apenas palavras ocas”.

Canadá

Amara Possian, diretora de Campanhas da 350.org no Canadá:

“O problema com o novo compromisso climático do presidente Trudeau pode ser resumido em duas palavras: combustíveis fósseis. Tanto o anúncio do governo canadense quanto o orçamento atual do país falham em abranger de fato um plano para enfrentar o aumento das emissões originadas pelas atividades ligadas ao fracking e a outras formas de extração de combustíveis fósseis. O Canadá é o único país do G7 cujas emissões aumentaram desde a assinatura do Acordo de Paris”

“O Canadá precisa reduzir suas emissões em pelo menos 60% até 2030 e aprovar uma Lei de Transição Justa para garantir sua parte no cumprimento do Acordo Paris e não deixar ninguém para trás”.

Estados Unidos

Natalie Mebane, diretora de Políticas Públicas da 350.org nos Estados Unidos:

“No primeiro dia de seu mandato, Biden cancelou o oleoduto de Keystone XL. Agora ele deve fazer o mesmo com a Linha 3, o oleoduto Dakota Access e todos os novos projetos de combustíveis fósseis no país. Isso mostrará ao mundo que os EUA estão seriamente empenhados em enfrentar a crise climática”.

Japão

Eri Watanabe, coordenadora de campanhas da 350.org no Japão

“O objetivo anunciado é altamente insuficiente se quisermos alcançar a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento da Terra a 1,5 grau. O governo japonês precisa estabelecer uma meta mais ambiciosa, com uma redução mínima de 62% em relação às emissões de 2013”.

“Quando o Acordo de Paris foi assinado, concordamos que existiam responsabilidades comuns, mas diferenciadas em todo o mundo. Sendo o quinto país com mais emissões, historicamente, o Japão tem uma dívida de carbono com o mundo. Devemos começar urgentemente a estabelecer metas ousadas e ambiciosas”.

“Uma das políticas urgentemente necessárias no Japão é uma rápida eliminação da infraestrutura do carvão, o que inclui orientar os bancos japoneses a cortar o crédito a projetos combustíveis fósseis, já que o país é o maior financiador da indústria mundial do carvão”.

Manifestantes pedem ao BNDES o fim do financiamento a petróleo, gás e carvão

Ação da 350.org e da Ahomar, no Rio de Janeiro, convoca o banco a destinar recursos para setores que apoiem comunidades vulneráveis e ajudem o país a lidar com a crise climática

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Rio de Janeiro, 12 de novembro – Na manhã desta quinta-feira, ativistas da 350.org e pescadores da Associação dos Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Ahomar) realizaram uma manifestação em frente à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Centro do Rio de Janeiro, para convocar a instituição a deixar de financiar projetos dos setores de petróleo, gás e carvão, responsáveis pela crise climática que já prejudica milhões de pessoas em todo o mundo.

Cálculo elaborado pela 350.org, a partir de dados do próprio BNDES, indica que o banco financiou mais de R$ 90 bilhões, entre 2009 e 2019, em projetos do setor de combustíveis fósseis. Os manifestantes pedem que o banco público direcione os recursos dos contribuintes para iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades mais vulneráveis e contribuam para que o Brasil adapte-se às mudanças no clima, em áreas como energias renováveis, transporte público eficiente nas grandes cidades e habitação popular para moradores de zonas de risco.

“O país enfrenta uma grave crise econômica, provocada pela pandemia, e uma severa crise ambiental, agravada pelas mudanças climáticas, como mostram os incêndios recentes no Pantanal. É urgente que o BNDES e outros bancos de desenvolvimento parem de queimar o dinheiro do cidadão em setores que só pioram a emergência climática e concentram lucros nas mãos de poucas grandes empresas”, afirma Ilan Zugman, diretor da 350.org na América Latina.

Ativistas ambientais também realizaram protestos pelo fim do financiamento às energias sujas em Paris, Manila (Filipinas) e Abuja (Nigéria), como parte de uma semana de mobilizações para exigir que os bancos de desenvolvimento contribuam com a recuperação justa da economia global frente à pandemia de Covid-19.

As ações ocorreram simultaneamente à cúpula Finance in Common, primeiro encontro internacional de representantes de cerca de 450 bancos de desenvolvimento, com a finalidade de discutir medidas coordenadas de estímulo à economia e enfrentamento às mudanças climáticas.

Contato para a imprensa

Peri Dias

Comunicação da 350.org na América Latina  peri.dias@350.org / +591 7899-2202

Grupos da sociedade civil convocam bancos públicos de desenvolvimento a apoiar as pessoas e o planeta

Ações no Brasil e em países da África, Ásia e Europa, durante a cúpula Finanças em Comum, chamam atenção para o papel dos bancos de desenvolvimento em uma recuperação justa

COMBUSTIVEIS

Esta semana, 450 bancos públicos de desenvolvimento e instituições financeiras de todo o mundo, que controlam aproximadamente US$ 2 trilhões em dinheiro público, estão reunidos pela primeira vez para discutir ações para garantir uma recuperação justa frente à COVID-19 e uma transição para sistemas econômicos mais sustentáveis. A cúpula Finanças em Comum (Finance in Common Summit – FiC) visa obter compromissos dos bancos participantes de que, de fato, adotarão políticas coerentes com metas de clima, desenvolvimento sustentável e biodiversidade.

Para chamar a atenção para a necessidade de os bancos de desenvolvimento liderarem essa transição, grupos da sociedade civil estão realizando ações virtuais e presenciais em vários países, tomando todas as precauções necessárias em tempos de pandemia. A mensagem dos manifestantes para as instituições financeiras públicas é bem clara: está na hora de direcionar o dinheiro dos contribuintes para uma recuperação verdadeiramente saudável, equitativa, sustentável e justa.

Ações principais

Brasil

Em 12 de novembro, quinta-feira, às 10h, a 350.org e seus parceiros realizarão uma ação criativa para exigir que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pare de financiar combustíveis fósseis e redirecione o dinheiro dos brasileiros para projetos de expansão de energias renováveis ​​e socialmente justas. Para saber mais, por favor entre em contato com nossa equipe.

Nigéria

Em 9 de novembro, segunda-feira, grupos da sociedade civil em Abuja, capital da Nigéria, entregaram uma carta conjunta da sociedade civil ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), pedindo à instituição financeira que deixe de investir em combustíveis fósseis e aumente o financiamento para as energias renováveis ​​em toda a África.

Filipinas

Em 10 de novembro, terça-feira, a 350.org e seus parceiros doarão um gerador portátil de energia solar para uma comunidade impactada pelo supertufão Goni, que passou pelas Filipinas no começo do mês e provocou mortes, destruição e cortes de energia em diversos locais.

Os ativistas também farão um protesto criativo em Manila, capital das Filipinas, usando hologramas e faixas de luz para pedir aos bancos de desenvolvimento asiáticos que direcionem o dinheiro público sob sua gestão para medidas de recuperação justa pós-COVID-19. Entre essas medidas estão iniciativas para mitigar a crise climática e construir resiliência frente aos extremos climáticos, de modo a reduzir o risco das comunidades mais vulneráveis.

França

Em 12 de novembro, quinta-feira, às 9h30 do horário local, a 350.org e seus parceiros abrirão quatro faixas gigantes (20 metros de comprimento) em diferentes pontes de Paris, ao lado das principais instituições financeiras públicas francesas.

Os banners contêm as mensagens:

  • “Salvem bilhões de vidas: financiem pessoas, e não criminosos climáticos”
  • “Destruindo nossos pulmões, nossas terras, inundando nossas comunidades / Exxon, BP, Gazprom, Shell, Total & Eni: faça-os pagar”
  • “Os direitos humanos também são obrigações – cumpram o seu dever”
  • “Dívida ambiental dos países ricos: a única dívida legítima”

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Ilan Zugman, diretor da 350.org na América Latina

“O BNDES destinou mais de R$ 90 bilhões a projetos do setor de combustíveis fósseis desde 2009. São recursos que agravaram a crise climática e tornaram ainda mais rico um setor que concentra riqueza nas mãos de poucas empresas e que frequentemente desrespeita os direitos das comunidades mais vulneráveis. Esse dinheiro é do contribuinte brasileiro e poderia ter estimulado a geração de empregos em áreas muito mais benéficas, como as de energias renováveis e mobilidade urbana”.

“Na América Latina, exigir uma ação climática mais efetiva dos bancos de desenvolvimento é importante não só para o Brasil, mas para todos os países da região. O Banco Interamericano de Desenvolvimento anunciou, há menos de um mês, que planeja aumentar seu capital disponível para empréstimos de US$ 12 bilhões para US$ 20 bilhões, para atender às necessidades de recursos da América Latina e do Caribe no pós-pandemia, mas não especificou se terá políticas para garantir que esses recursos estimularão atividades sustentáveis. ​​Precisamos dizer ao BID e aos outros bancos da região que nós, cidadãos, exigimos que nossos recursos sejam direcionados a atividades que, além de gerar empregos, ajudem nossos países a construir resiliência climática”.

Clémence Dubois, líder da equipe da 350.org na França

“A crise climática exige que o planeta fique abaixo do limite de 1,5ºC do aquecimento global, e a única maneira de fazer isso é nos afastando rapidamente da produção e do uso de combustíveis fósseis. Precisamos que as instituições financeiras públicas sejam as primeiras a impulsionar essa transição”.

Alex Lenferna, coordenador de campanhas da 350.org na África

“Quando as principais instituições financeiras emprestam dinheiro aos governos para desenvolverem projetos de combustíveis fósseis, elas estão destruindo o clima, enfraquecendo os processos democráticos e as leis, aprofundando a pobreza e a desigualdade e violando os direitos humanos”