Mas que merda! Esgoto vaza na pista da Avenida de Setembro… todos os dias!

Em 2012 eu e toda a vizinhança no trecho que vai desde a esquina da Avenida Sete de Setembro com Rua Riachuelo até a esquina com a Rua dos Goytacazes vivemos a experiência de uma longa e aparentemente interminável obra de ampliação da rede de esgotos e galerias pluviais. Aguentamos inúmeras pertubações diárias com galhardia, visto que a expectativa era de que a obra era importante para toda a cidade, e não apenas para nós.

Eis que pouco menos de três anos da inauguração da obra, agora nos defrontamos com o vazamento de esgoto in natura quase todos os dias e aproximadamente no mesmo horário noturno. Como já falei sobre esse problema aqui neste blog por diversas vezes, eu fico imaginando qual é o problema… já que não é falta de alguém apontar o problema de forma pública.

E ai eu é que pergunto: cadê a PMCG, a Águas do Paraíba, o INEA, o Ministério Público, etc, etc, etc…….

Como ando me deliciando com o mais recente álbum do roqueiro canadense Neil Young, o polêmico “The Monsanto Years“, aproveitei a trilha sonora oferecida pela canção “People want to hear about love” para gravar o vídeo que vai abaixo. E apesar de não ser o Emerson Sheik do Flamengo, eu só posso dizer: mas que merda!

Saneamento em Campos dos Goytacazes é piada pronta

A capa do jornal O DIÁRIO de hoje tem uma manchete que é a chamada “piada pronta”. É que o periódico campista resolveu festejar a boa colocação do município de Campos dos Goytacazes num suposto ranking de investimentos nos serviços de saneamento. O resultado é mostrado abaixo.

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Mas qual é a piada pronta? É que se sabe que pagamos uma das contas mais caras do Brasil que rende concessionária “Águas do Paraíba” lucros fabulosos, enquanto partes inteiras da cidade sofrem justamente com a falta desse serviço básico, mesmo que todos nós tenhamos contas que incluem 50% de custo por uma mal explicada rubrica denominada “esgoto”. 

Então qual seria a minha sugestão de manchete para ilustrar a matéria? Fácil!! “Campos investe em saneamento básico, a população paga caro, e a “Águas do Paraíba” lucra fácil“.  Simples assim!

É para isso que pagamos coleta e tratamento de esgotos?

A metade do que os consumidores pagam mensalmente à concessionária “Águas do Paraíba” vem na forma de uma rubrica identificada como “esgoto”. As boas almas que pagam essas contas deve assumir que tal rubrica se refere à coleta e tratamento de esgotos. Certo? Se for pelo que ocorre sistematicamente na esquina entre Avenida Sete de Setembro e a Rua Riachuelo, a resposta é um sonoro não.

As imagens abaixo que foram obtidas nesta último sábado (28/02) são, na verdade, uma repetição do que já foi mostrado aqui neste blog faz algum tempo, e levantam várias questões sobre a qualidade das obras que foram realizadas pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes na região do bairro da Lapa. E, de quebra, como esse é um problema que se repete e não tem solução, também sobre a disposição e interesse da concessionária “Águas do Paraíba” de dar o retorno devido ao que é cobrado dos campistas mensalmente.

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De quebra, um detalhe que salta aos olhos e (por que não) aos narizes é o fato de que o esgoto in natura que brota na esquina volta para dentro da terra em função da presença de uma galeria de águas pluviais que fica localizada quase ao lado. Isto seria até conveniente se esse esgoto todo não fosse parar na calha principal do já maltratado Rio Paraíba do Sul!

Mas para que ninguém diga que eu só critico e não ajuda, abaixo coloco uma imagem do satélite Landsat mostrando a área onde este despejo de esgoto ocorre frequentemente. Quem sabe assim alguém da PMCG ou da concessionária se digna a começar a resolver este fedorento problema.

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Canal Campos Macaé: por que nossa história continua literalmente afundada na merda?

Hoje passei novamente por cima de uma das pontes que existem no Canal Campos Macaé, e não pude deixar de sentir aquele cheiro característico que o derrame de esgoto in natura causa na atmosfera daquela parte do centro histórico de Campos dos Goytacazes. A olhada para baixo apenas confirmou aquilo que eu e o resto das transeuntes sabe de cor e salteado: o despejo de esgoto sem tratamento continua a todo vapor dentro de um dos principais marcos históricos de nossa bela, mas judiada cidade.

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Uma parte da minha inconformidade se deve a um elemento pueril: todo mês recebo uma conta salgada de água da concessionária “Águas do Paraíba” onde o tratamento de esgotos representa 50% do preço que me é cobrado. Assim, seria de imaginar que passada mais de uma década da privatização dos serviços de águas e esgotos em Campos dos Goytacazes, um marco histórico como o Canal Campos Macaé já estivesse livre dessa condição altamente indesejável.

Para os que não são afeitos a entender a importância histórica do Canal Campos-Macaé e de sua singularidade dentro das grandes obras feitas pela mão do homem (escravo nesse caso em particular) posto um mapa que me foi generosamente enviado, onde pode se ver perfeitamente a linha de mais de 100 km de extensão que se inicia no centro de Campos, passa próxima da Lagoa Feia, e termina nas imediações da cidade de Macaé. 

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Venhamos e convenhamos, uma obra dessa magnitude não merece ficar afundada na merda. Literalmente!

Parece reprise, mas não é: esgoto in natura inunda esquina na Avenida Sete de Setembro

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Em 2012 os moradores e comerciantes no trecho da Avenida Sete de Setembro e termina na Rua dos Goytacazes viveram um suplício de quase 6 meses para algo que me parecia muito justo, qual seja, a ampliação da estrutura de coleta de águas pluviais e de esgotamento sanitário dentro do projeto rotulado como “Bairro Legal”, e que foi executado pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Pois bem, apesar de toda a demora e do custo aos cofres públicos, o vazamento de esgoto in natura tem sido uma constante desde que a obra foi entregue às vésperas da eleição municipal de 2012. De lá para cá, semana sim e outra também, a Avenida Sete de Setembro é invadida por esgoto in natura que expõe a população que passa por ali a toda tipo de risco de saúde.

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Como em todo esse período, venho pagando pela coleta e tratamento de esgoto em minha conta mensal que é entregue de forma pontualmente britânica, eu fico só imaginando porque está demorando tanto para que alguém da PMCG ou da concessionária Águas do Paraíba se dê ao trabalho de fazer uma visita in loco e, melhor ainda, ache uma solução para o problema que já está cheirando mal.

MPF: Acordo encerra 25 anos de despejo de esgoto no rio Paraíba do Sul

Após celebração de TAC com o MPF, é construída rede coletora de esgoto em condomínios

Após a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público Federal (MPF) em Campos (RJ) e a Concessionária Águas do Paraíba, três condomínios em Campos (edifícios Barcelos Martins, Tancredo Neves e João Paulo II) encerraram o despejo de esgoto sem tratamento nas águas do rio Paraíba do Sul. Os prédios existem há mais de 25 anos e possuem mais de 360 apartamentos, com cerca de 1.400 moradores. Foi construída rede coletora de esgotos para interligar os condomínios à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Guarus.

Clique aqui e confira o relatório sobre o cumprimento do TAC.

“O acordo pôs fim à situação que perdurava há anos envolvendo a Concessionária e os condomínios residenciais com o despejo direto de esgoto no rio Paraíba do Sul e foi celebrado no contexto do conjunto de medidas que vêm sendo adotadas pelo MPF na luta para a recuperação e preservação do rio Paraíba do Sul, que enfrenta a sua maior baixa das últimas décadas”, explica o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, que conduziu as negociações.

O TAC foi resultado de um inquérito civil público que apurava a situação desses condomínios e visava ao fim do despejo indevido de esgoto no rio. “Posteriormente, se ficar comprovado dano ambiental resultante da prática, os responsáveis poderão responder judicialmente pelos atos praticados”, destaca o procurador.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social /Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

Cenas de esgoto: é para isto que eu pago 50% a mais na minha conta mensal?

Uma das lendas urbanas que temos hoje na cidade de Campos dos Goytacazes é que a concessionária Águas do Paraíba aumentou exponencialmente a coleta e tratamento de esgotos. Pois bem, alguém poderia me informar por que então estou vendo cada vez mais a cena abaixo nas nossas ruas e avenidas? E para onde vai o material coletado nesses caminhões?

Com a palavra, a concessionária Águas do Paraíba e, sim, também a PMCG!

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Alô PMCG, Alô Águas do Paraíba: esgoto in natura continua vazando na Avenida Sete de Setembro

Eu posso parecer implicante, mas não sou. É que todo final de semana tenho sido “premiado” pelo extravasamento de esgoto in natura que chega até o bueiro em frente do meu portão vindo de um nó da rede de esgotos situado na esquina entre a Avenida Sete de Setembro e a Rua Riachuelo. Como passei longos seis meses observando a obra, que deve ter custado caro ao contribuinte campista, me vejo na obrigação de cobrar uma solução para um problema tão trivial quanto perigoso para a saúde da população do bairro onde vivo.

Para quem tenha dúvidas de que o problema continua ocorrendo, posto imagens que mostra o início do extravasamento do esgoto in natura de que estou falando.

Então, por favores, senhores da PMCG e da concessionária Águas do Paraíba, uma solução urgente está em ordem. Ou vão esperar a eclosão de alguma epidemia para tomar providências?

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Alô PMCG, alô Águas do Paraíba: esgoto jorrando todos os dias na esquina de Sete de Setembro com Riachuelo!

Depois de passar seis longos meses sofrendo com uma obra que se destinou a modernizar a rede de esgotos e águas pluviais aqui no bairro, venho acompanhando até com certa incredulidade a repetição de um evento diário que é o jorrar de incontáveis litros de esgoto in natura que teimosamente volto ao subterrâneo na porta da minha casa.

Eu tenho visto inclusive a rotineira visita de um caminhão pipa que recolhe os resíduos que deveriam estar sendo transportados mas que, aparentemente, insistem em se acumular até o ponto de extravasar para o pavimento por longos períodos de tempo.

Como isso tudo representa um grave risco à saúde da população pagadora de impostos, a minha incredulidade já passou para a fase da credulidade, o que me faz usar este espaço para solicitar aos amigos da Secretaria de Obras e da diretoria local da Águas do Paraíba que se juntem e pensem logo numa solução. Isso antes que alguma doença comece se espalhar justamente no período eleitoral, momento esse em que os governantes estão especialmente vulneráveis aos efeitos de sua própria incompetência.

Para que ninguém ache que eu estou exagerando, coloco imagens de poucos minutos atrás. E aviso logo, o que se vê sendo levantado pelas passagens dos carros é esgoto in natura. Sem tirar, nem por.

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