Concessionária “Águas do Paraíba” emite comunicado sobre audiência realizada no MPF

Acabei de receber e publicizo um comunicado distribuído pela Assessoria de Comunicação da “Águas do Paraíba” em relação à audiência realizada no dia de hoje no Ministério Público Federal de Campos dos Goytacazes para tratar do problema do lançamento de esgoto in natura na calha principal do Rio Paraíba do Sul no trecho que corta o município de Campos dos Goytacazes.

Agora vamos esperar que no prazo acordado, nós possamos começar a ver a execução de ações que acabem com o problema.

NOTA DA ÁGUAS DO PARAÍBA SOBRE AUDIÊNCIA NA PROCURADORIA DA REPÚBLICA

Tendo em vista a audiência realizada nesta quarta-feira (25-06), na Procuradoria da República no Município de Campos dos Goytacazes, a concessionária Águas do Paraíba informa que, conforme acordado, apresentará em duas semanas “análise de viabilidade técnica, com identificação dos fatores específicos” para a situação de lançamento de esgoto in natura feita pelos três conjuntos de apartamentos que compõem o Condomínio Residencial João Paulo II.

O Superintendente de Águas do Paraíba, engenheiro Mário Fazza explicou que a concessionária vai atuar no sentido de colaborar com a solução pretendida de eliminar o lançamento de esgoto. Apesar de existir rede coletora de esgoto na Avenida Francisco Lamego, em frente aos edifícios, o condomínio não se ligou ao sistema disponibilizado, porque todos os imóveis estão construídos abaixo do nível da rua, cuja solução técnica para o problema será o objeto de estudo de alternativas da empresa.

Águas do Paraíba: Mais uma conta “premiada” e as questões que continuam clamando por respostas

De tempos em tempos, a concessionária ´”Águas do Paraíba” me presenteia com uma conta estratosférica para a qual a única saída prática é o pagamento. Afinal, já aprendi que reclamar diretamente com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) é um desperdício de tempo e paciência, e nem tenho como me utilizar do PROCON já que para lá se dirigem centenas de vítimas de todo tipo de desmando que as diferentes concessionárias impõe ao cidadão campista transformado compulsoriamente em consumidor/vítima.

Mas não é que depois de meses de contas que refletem o consumo de uma unidade domiciliar com baixo consumo, eis que a conta de Junho novamente me surpreende com um valor de  consumo de 28 m3,  valor que fica “apenas” 15,2 m3 acima da média dos meus últimos seis meses de consumo, como bem mostram as duas imagens abaixo.

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Afora o sentido de indignação que esta diferença do consumo apontado com a média consumida me causa, visto que no período de medição estive vários dias fora de Campos dos Goytacazes,  quando vejo que metade dos R$ 273,78 que me são cobrados se refere à coleta de esgotos, ai é que eu fico indignado.

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 É que não bastasse a recente operação do Ministério Público Federal que flagrou o lançamento de esgoto in natura na calha principal do Rio Paraíba do Sul, tenho visto o uso de caminhões para drenar o esgoto da rua em que eu resido, o que indica que o sistema de esgotamento sanitário não está funcionando como deveria.

 Além disso, como o custo exorbitante referente à parte do esgoto não implica necessariamente em tratamento, mas meramente coleta, eu me pergunto e pergunto a todos os leitores deste blog, quando é que teremos uma intervenção da Prefeitura de Campos dos Goytacazes para rever a situação absurda que representa a atual estrutura de cobrança dos serviços de água e esgoto em nossa cidade.

Até que isso aconteça, estou convencido que dependeremos da ação diligente do Ministério Público Federal para garantir que esse custo que nos é imposto não seja apenas uma forma de cafezinho grátis para a concessionária “Àguas do Paraíba” aumentar as suas já estratosféricas taxas de lucro.

Operação do MPF prende dois por despejo de esgoto no rio Paraíba do Sul

Um dos presos é superintendente da concessionária Águas do Paraíba

 

O Ministério Público Federal (MPF), em Campos (RJ), deflagrou, ontem (4), operação, com apoio da Polícia Militar, que resultou em voz de prisão em flagrante de duas pessoas por crime de poluição hídrica (artigo 54 da Lei n° 9.605/98). Um dos presos é superintendente da concessionária Águas do Paraíba. Eles são investigados por despejo de esgoto no rio Paraíba do Sul.

A prisão se deu com base em um laudo probatório elaborado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e por Informação Técnica do Ibama. De acordo com o laudo, foi constatada poluição, a qual, segundo as apurações, é proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto da Concessionária Águas do Paraíba e do Condomínio João Paulo II, conhecido popularmente como “Balança mas não cai”.

O MPF, por intermédio do procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, instaurou procedimento investigatório criminal, a partir de reclamações da população diretamente veiculadas na mídia. O despejo de resíduos foi constatado por filmagem e fotografias. Os presos foram encaminhados à Polícia Federal, para lavratura da prisão em flagrante. O caso foi atendido pelo Delegado de Polícia Federal de plantão Anderson Lima Costa, que procedeu à oitiva dos envolvidos, com a instauração do devido inquérito policial.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social/ Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

Ururau informa: Polícia Militar realiza prisões por causa de lançamento de esgoto no Rio Paraíba do Sul

Diretor da Águas do Paraíba e mais três presos em operação do MPF

Detidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Campos

 Marcelo Esqueff / Carlos Grevi

Detidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal de Campos

O Ministério Público Federal (MPF) de Campos com o apoio da Polícia Militar deflagrou nesta quarta-feira (04/06) uma operação contra poluição, lançamento de esgoto in natura, dejetos químicos e industriais no Rio Paraíba do Sul.

Foram detidos um dos diretores da concessionária Águas do Paraíba do Sul e outras três pessoas. Os nomes não foram divulgados para não atrapalhar a ação, que ainda visa à prisão de outras pessoas. Todos os presos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal, no Centro, para auto de prisão em flagrante.

O procurador da república Eduardo Santos Oliveira ficou de dar uma coletiva, às 20h30, para informar detalhes da operação, mas o pronunciamento foi transferido para esta quinta-feira (05/06), com horário a ser definido. Segundo informações do MPF a investigação apura denúncias de poluição no Rio Paraíba por parte da empresa Águas do Paraíba, além de outras particulares no leito do rio, que também estariam praticando crime ambiental.

A operação terminou por volta das 20h15, e de acordo com o MPF, outras testemunhas estavam sendo ouvidas na Polícia Federal.

A equipe de reportagem do Site Ururau tentou o contato por telefone com a assessoria de imprensa às 18h25, novamente às 18h50 e pela terceira vez às 19h, mas em todas as vezes o telefone estava desligado. Ainda foi enviado um e-mail para o assessor como forma de obter uma resposta da empresa.

CPI PROPOSTA TEM ASSINATURAS RETIRADAS E NÃO VINGA
A empresa Águas do Paraíba e a poluição no Rio Paraíba do Sul foram temas de acaloradas discussões na Câmara dos Vereadores em Campos nos últimos meses.

Primeiro o Grupo de Trabalho formado pelos vereadores Alexandre Tadeu (PRB), Genásio (PSC), Linda Mara (Pros) e Marcão (PT) realizaram e apresentaram o relatório final com indícios de irregularidades como o mau uso dos caminhões de fossa da Empresa Municipal de Habitação Urbanização e Saneamento (EMHAB), cedidos à concessionária; indício de coleta de esgoto em outro município que seria trazido para estações de tratamento em Campos, além de outros crimes ambientais. Os vereadores destacaram ainda que tais irregularidades, caso comprovadas, seriam suficientes para quebra de contrato entre a empresa e a Prefeitura.

Em seguida o vereador Alexandre Tadeu, relator do Grupo de Trabalho, apresentou a proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da Concessionária Águas do Paraíba, mas depois de anunciar publicamente nas redes sociais que tinha 11 das nove assinaturas necessárias para a aprovação, não teve como seguir com a proposta, já que quatro vereadores voltaram atrás de suas posições e retiraram as assinaturas.

“Pedi a CPI justamente por ter provas de que a Concessionária Águas do Paraíba é caso de polícia”, declarou nesta quarta-feira ao Site Ururau, o vereador Alexandre Tadeu.

“Basta! É preciso sim uma CPI para obrigar a Concessionária Águas do Paraíba a se explicar e corrigir o mais rápido possível as suas falhas. Com a CPI teremos informações que podem possibilitar uma revisão do contrato, ou em último caso o seu cancelamento, e hoje o município encontra-se amparado na Lei do Saneamento, aprovada no final de 2013 e já em vigor, para que a população possa ser atendida com o respeito que merece”, dizia o vereador Genásio, presidente do Grupo de Trabalho.

Com a não aprovação da abertura da CPI, o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista anunciou a criação de uma Comissão, formada pelo vereador Magal (PR) e Paulo Hirano (PR), da base do governo, e do vereador Marcão (PT), da oposição, para iniciar o relacionamento e ouvir representantes da empresa. Para o dia 10 de junho foi agendada uma audiência pública com os diretores da empresa.

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Águas do Paraíba anuncia temporada de caça aos gatos. Mas tratar o meu esgoto que é bom…..


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A concessionária “Águas do Paraíba” está anunciando uma temporada de caça aos gatos na cidade de Campos. Mas os amantes dos felinos não precisam se preocupar porque o gato que preocupa os operadores da concessionária são as chamadas ligações clandestinas que diminuem um pouco as já astronômicas taxas de lucro que a “Águas do Paraíba” obtém na cidade de Campos dos Goytacazes para grande satisfação dos que ganham dinheiro publicando a sua propaganda de empresa que nos oferece água de boa qualidade.

Até ai tudo certo, pois grandes corporações estão sempre atrás de aumentar suas estrondosas taxas de lucro, pois afinal esse é o jogo que elas entendem. Agora o que eu também gostaria de saber é quando o esgoto que me é cobrado religiosamente no mesmo valor da água que eu consumo começará a ser tratado. Afinal, se eu pago pelo serviço, nada mais justo que ele seja realizado. Ou não?

E falando em tratamento de esgotos, uma coisa que anda me intrigando é porque depois de ter sofrido por meses a fio com a instalação de um novo sistema de coleta, o trecho em que vivo na Avenida Sete de Setembro exala um cheiro tão forte quanto aquele que sinto toda vez que chego nas proximidades da Aeroporto do Galeão! Afinal, não havia esse cheiro antes da obra!

Escassez da água: a farsa do controle do consumo doméstico

A atual fase de seca está dando oportunidade a que se renove o falacioso discurso de que se controlando o consumo doméstico,  os problemas de abastecimento estariam minimizados.

De quebra,  temos o costumeiro problemas de se usar a escassez para culpar os pobres que são transformados em ladrões de água. Esse tipo de discurso oculta que as empresas concessionárias, como é o caso da “Águas do Paraíba”, ganham rios de dinheiro para nos entregar água de qualidade e quantidade insuficientes.

Por último,  há que se lembrar que o consumo doméstico representa menos de 10,0 por cento do consumo total. Assim, querer jogar a responsabilidade da escassez no usuário doméstico é, no mínimo, errado. Melhor seria ir atrás do agronegócio que suporta um modelo que esse sim é responsável por quase 70% do consumo de água.

A esquisita ignorância da “Águas do Paraíba” em relação aos micropoluentes emergentes na água que nos vende

O jornal O DIÁRIO traz hoje uma matéria sobre substâncias poluentes que estão presentes na água que é entregue aos campistas todos os dias pela concessionária “Águas do Paraíba” (Aqui!). Entre os compostos encontrados pela professora Maria Cristina Canela do Laboratório de Ciências Químicas da Universidade Estadual do Norte Fluminense estão a cafeína, atrazina e Bisfenol A, que estão presentes, respectivamente, no nosso cafezinho de todos os dias, em agrotóxicos e plásticos.

Esse tipo de micro-poluente das águas de consumo já foi associado a uma série de doenças graves como o câncer de testículo, de mama e de próstata, à queda da taxa de espermatozóides, deformidades dos órgãos reprodutivos, disfunção da tireóide e alterações relacionadas com o sistema neurológico (Aqui!).

A verdade é que essa informação não é nova, como não são novas as pesquisas feitas pela equipe da Profa. Maria Cristina Canela. Essas pesquisas forma objetos de várias matérias na Revista Somos que chegou a entrevistar o Prof. Wilson Jardim da Universidade de Campinas (UNICAMP) que é um dos maiores especialistas neste tipo de contaminação no mundo.

E por que estou citando isso? É que na matéria produzida pelo Jornal O DIÁRIO, há a informação de que “a assessoria de imprensa da concessionária Águas do Paraíba, responsável pelo abastecimento em Campos, solicitou à pesquisadora que apresente a pesquisa, para que a universidade colabore efetivamente com a população.” Se essa alegação for mesmo da assessoria de imprensa da “Águas do Paraíba”, eu diria que estamos diante de um problema mais sério. Afinal de contas, a informação sobre o problema já é de conhecimento da empresa faz quase  dois anos, sem que os pesquisadores envolvidos no projeto tenham sido contactados para que se estabelecesse qualquer tipo de processo de cooperação genuína (Aqui!). Assim, me parece que insinuar que a universidade não está colaborando efetivamente com a população é, no mínimo uma grosseria. Afinal, quem tem a obrigação de nos entregar água de qualidade e nos cobra um preço salgado por isso é a Águas do Paraíba, e nos os pesquisadores que investigam o problema.

A verdade é que se a “Águas do Paraíba” tivesse mesmo interesse de atacar o problema da maneira que o mesmo precisa ser atacado, logo após a primeira matéria publicada pela “Somos Assim” a empresa deveria ter procurado os pesquisadores da UENF. E não foi o que aconteceu. Mas dada essa nova matéria do O DIÁRIO, está ai novamente colocada a possibilidade de que a empresa procure os pesquisadores e não o contrário. Afinal, uma vez divulgada a informação ela se torna pública e notória. E só não age, quem não quer.

Cor avermelhada da água do Rio Muriáe em Itaperuna pode significar novo derramamento de bauxita

Um leitor do blog que mora em Itaperuna enviou diversas imagens mostrando um tom avermelhado nas águas do Rio Muriaé no trecho que corta o centro da cidade.  Esta situação pode significar que um novo derramamento de lama de bauxita semelhante ao que despejou 2 bilhões de litros de lama de bauxita no Rio Pomba em 2007 pode ter ocorrido. Por vias das dúvidas já foram realizadas coletas de amostras dessa água que deverá ser analisada pelo Laboratório de Ciências Ambientais da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

Por via das dúvidas, fica a indicação de que tanto a empresa Águas do Paraíba e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) comecem a monitorar as águas que estão chegando no Rio Paraíba do Sul através do Rio Muriaé.

A imagem abaixo não deixa dúvidas que algo anormal pode estar ocorrendo, pois nas margens há mesma uma coloração avermelhada que é atípica, mesmo em períodos mais chuvosos.

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Algas em minha água “potável”: até quando?

Uma coisa que vem me intrigando nos últimos anos é a persistência da chegada de colônias de cianobactérias na água que me é fornecida pela concessionária “Águas do Paraíba”. Hoje ao fazer a limpeza de rotina do reservatório que existe na residência onde vivo, eis que no processo de limpeza, as algas também estavam lá, verdinhas e, consequentemente, vivas. Agora o que eu me pergunto: o que acontece nas residências que possuem cidadãos com doenças renais?

Para que ninguém duvide do que estou falando, abaixo seguem as imagens do material vivo que me está sendo fornecido a preços salgados pela Águas do Paraíba como se fosse água límpida, transparente e inodora. Daria até para fazer uma saladinha!

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