A Alerj sinaliza que vai fiscalizar as “generosidades fiscais” que aprovou a pedido do (des) governo do RJ. A velha política de colocar tramela em porta arrombada está de volta!?

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No início desta tarde a jornalista  Fabiana Paiva postou no blog de Berenice Seara no jornal Extra que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani do PMDB, informou em plenário que dará até Novembro (!!) para receber explicações sobre os resultados práticos advindos da concessões das “generosidades fiscais” que ajudou a aprovar a pedido do (des) governo comandado por seu partido (ver reprodução abaixo). Caso contrário, ele “ameaça” com a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o uso desse mecanismo.

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Pois bem, ao que parece, estamos diante da consumação do velho adágio “colocar tramela em porta arrombada”.

Mas, por que será que Jorge Picciani deu um prazo tão elástico para que o (des) governo do Rio de Janeiro forneça informações sobre os resultados da política de concessão de “generosidades fiscais” que apenas entre 2008 e 2013 concedeu a bagatela de R$ 138 bilhões a todo tipo de empresa. 

Das duas uma: ou Jorge Picciani quer esperar o fim das eleições municipais para mexer nesses vespeiro, ou ele espera que esqueçamos que ele possui negócios com o proprietário da Cervejaria Petrópolis que foi, pasmemos todos!,  beneficiada com “apenas”  R$ 687 milhões de isenções pelo (des) governo Pezão (Aqui! Aqui!)

Por vias das dúvidas, há que se manter a pressão para que essa prometida CPI não tome o mesmo destino de tantas outras, qual seja, a de uma gaveta empoeirada.

Baía da Guanabara: Comissão Especial da Alerj lança relatório nesta 4a. feira (27/07)

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Depois de um ano de trabalho, audiências, diligências e estudos aprovamos o relatório da Comissão Especial da Baía de Guanabara. Ouvimos pesquisadores, pescadores, atletas, órgãos públicos e construímos uma visão participativa sobre a Baía.

O relatório em suas quase 250 páginas traz um diagnóstico completo sobre a situação de degradação da Baía de Guanabara e suas principais causas.

Aponta 63 medidas para iniciar imediatamente a recuperação da Baía e apresenta 9 Projetos de Lei para aumentar a fiscalização, os regramentos e os recursos para garantir a sua recuperação.

A Olimpíada passará e a Baía seguirá como um patrimônio ecológico e cultural brasileiro.
Venha participar. A atividade é aberta.

Será no prédio Anexo da ALERJ (Rua Dom Manoel s/ número), no auditório do 6º andar.

FONTE: https://www.facebook.com/FlavioSerafiniPSOL/photos/gm.1670142273306639/1254709274553358/?type=3&theater

Em meio de crise profunda, Alerj com plenário vazio e gritos de assassino de policiais contra Beltrame

Estive hoje na Assembleia Legislativa como parte da preparação de uma reunião da Comissão de Educação que iria reunir deputados, dirigentes de instituições de ensino, representações sindicais e o (des) secretário estadual de Fazenda, Júlio Bueno.  Eu disse que iria porque Júlio Bueno resolveu cancelar a reunião pela terceira vez consecutiva sob a alegação de estar em Brasília tratando da dívida pública do Rio de Janeiro.

Pois bem, após ser notificado de mais este cancelamento de Júlio Bueno, resolvi dar uma passada no plenário da Alerj para medir a temperatura política entre os deputados estaduais, mas acabei encontrando um plenário completamente esvaziado (ver imagens abaixo).

Segundo apurei, a base parlamentar do (des) governo estadual está evitando o plenário para não ter que dar explicações sobre o uso dos R$ 2,9 bilhões que deverão enviados pelo governo federal para assegurar a realização “tranquila” dos Jogos Olímpicos.

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A monotonia causada pelo plenário esvaziado quando um grupo de ativistas(que estava na Alerj para apoiar a aprovação de um projeto de lei que prevê a blindagem de viaturas policiais, o PL 494-A/2015 ) reagiu de forma eloquente à defesa feita pela deputada Cidinha Campos do (des) secretário estadual de Segurança, José Maria Beltrame.  E assim por alguns minutos, o plenário foi abastecido com os gritos de “Beltrame, assassino de policiais“.

A partir dai quase que simpatizei com mais uma escapada de Júlio Bueno para não aparecer na Alerj para discutir a profunda crise em que o (des) governo comandado pelo PMDB e pelo PP colocaram o Rio de Janeiro. Mas deixando claro é que “quase” não passou disso, pois não há como não imputar culpa a quem a tem.

Porto do Açu foi a estrela em evento da Alerj. Enquanto isso, moradores do V Distrito continuam esquecidos

Estive ontem num evento promovido pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e que foi realizado no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). O chamado “Supera Rio” se reuniu para colher sugestões voltadas para o desenvolvimento econômico e social da região Norte Fluminense.

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O encontro contou com a participação do reitor da Uenf, Luís Passoni, além dos deputados estaduais Geraldo Pudim (PMDB) e Bruno Dauaire (PR) , prefeitos e presidentes de Câmaras de Vereadores. O principal momento do evento foi a realização de uma mesa redonda com o tema “Alternativas de Desenvolvimento para a Região Norte“, com a participação de representantes da Firjan, Sebrae, Sindicato Rural de Campos, IFF e BV Rio, e da Prumo Logística.

Apesar das tentativas de oferecer um foco mais abrangente, me pareceu óbvio que a estrela do evento foi o Porto do Açu já que quase todos os oradores citaram a importância que o empreendimento possui para a dinamização da economia do Norte Fluminense. Aliás, para mim, foi interessante notar a presença do Sr. Caio Cunha, coordenador de Relações Institucionais e Responsabilidade Social Corporativa da Prumo Logística,  já que num evento dessa natureza seria de se esperar que o presidente da empresa tivesse se feito presente.  

Agora, o que eu achei mesmo interessante foi o aparente entrosamento entre o Sr. Caio Cunha e o jovem deputado Bruno Dauaire como mostra a imagem abaixo.  Fico apenas imaginando o que havia para ser dito entre os dois que mereceu que o deputado Dauaire saísse do seu assento no momento em que um dos palestrantes fazia o uso da palavra. 

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Com certeza o jovem deputado estava cobrando soluções para as inúmeras pendências que a Prumo Logística possui com os moradores do V Distrito de São João da Barra, uma das suas principais bases eleitorais. Ou não!

O Rio de Janeiro: nau a pique ou carro desgovernado?

As notícias que continuam aparecendo sobre a situação financeira do estado do Rio de Janeiro continuam dando vazão para mais alarme e angústia. Hoje o insuspeito (no tocante ao apoio que tem dado ao (des) governo comandado pelo PMDB) apresentou uma matéria que apenas reforça a sensação de que se fosse uma empresa, o estado do Rio de Janeiro estaria inapelavelmente fadado à falência (Aqui!).

Aos que, como eu, não são especialistas em finanças públicas, a principal informação que aparece na matéria se refere ao tamanho da dívida acumulada pelo estado do Rio de Janeiro, como bem demonstra a figura abaixo.

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O que mais salta aos olhos desse levantamento apresentado pelo O GLOBO é o tamanho da dívida pública e o tamanho do estoque de dívidas acumuladas por diferentes tipos de empréstimos. Nesse quesito salta aos olhos que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tenha autorizado apenas para a linha 4 do metrô carica a bagatela de R$ 4.8 bilhões que já devem estar causando um acréscimo generoso da dívida a partir do pagamento de juros. 

Agora, é interessante notar que se atribua mais da metade do déficit estadual ao RioPrevidência e não se ofereça qualquer explicação ao papel jogado pela desastrosa operação realizada no paraíso fiscal de Delaware com a criação de um fundo privado, o Rio Oil Finance Trust, que agora se tornou prisioneiro dos famigerados fundos abutres. E não custa lembrar que as operações feitas a partir da Lei 2.666/2013 captaram R$ 10 bilhões, o que explica boa parte (se não a totalidade) do déficit para o RioPrevidência!

O fato objetivo que se deve cobrar da Alerj, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e do Ministério Público Estadual é a realização de uma auditoria da dívida pública do estado do Rio de Janeiro. É que chegamos a um ponto que ou é isso, ou entramos num processo irreversível de caos e desmantelamento da capacidade de gerir a segunda economia da federação brasileira.

Com Uenf ameaçada de fechar, Aduenf convida para audiência pública

A falta de compromisso do (des) governo do Rio de Janeiro comandado por Luiz Fernando Pezão/Francisco Dornelles com a manutenção das universidades estaduais está causando uma crise sem precedentes.

No caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), além da ameaça do corte dos serviços de água e luz, agora também existe o perigo real de que deixem de ser prestados os de limpeza e segurança.  Com isso,  duas décadas de esforço acumulado estão sob ameaça de serem jogadas fora.

Para procurar respostas a esta crise, a Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) está convidando a todos os interessados na situação da universidade para que compareçam a uma audiência pública da Comissão de Educação da Alerj que ocorrerá no campus Leonel Brizola na próxima segunda-feira (ver convite abaixo) no Centro de Convenções Oscar Niemeyr a partir das 10 horas..  

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O destino da Uenf não é importante apenas para os que integram a sua comunidade universitária, mas à todos os que querem um futuro melhor para a nossa região!

RioPrevidência e as múltiplas perguntas acerca da opção “Delaware”

Após um dia longo pude ver, entre outras coisas, que o Tribunal de Justiça impôs uma fragorosa derrota ao (des) governo do Rio de Janeiro por ora controlado por Francisco Dornelles (PP) ao declarar inconstitucional o decreto que postergava o pagamento de pensões e aposentadorias referentes a Março/2016 até o dia 12 de Maio.

Entretanto, outra coisa estava martelando em minha cabeça: por que os gestores do RioPrevidência optaram por criar um fundo de captação em Wilmington, cidade localizada no estado de Delaware que fica na costa leste do EUA.

Munido do registro do Rio Oil Finance Trust e do endereço apresentado à Receita Federal, fiz novamente o que qualquer um com um mínimo de conhecimento do uso das ferramentas disponibilizadas pela Google faz: usei o Google Earth para ver o que aparecia no endereço registrado no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas.  E, para minha surpresa, a imagem que apareceu é que vai logo abaixo, que vem a ser a vistosa sede do Wilmington Trust.

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Como fiquei em dúvida sobre a precisão do Google Earth adotei outro passo primário para qualquer um que navega na internet: fui até a webpage do Wilmington Trust para ver qual é o endereço dessa corporação em Wilmington, Delaware, e, bingo!, apareceu o mesmo endereço declarado como sendo o do “Rio Oil Finance Trust”, como mostram as duas imagens colocadas logo abaixo.

Mas como até ai morreu o Neves, continuei tentando ver o que Delaware tem de tão especial, além de sediar num mesmo endereço o Wilmington Trust e o Rio Oil Finance Trust (aliás, pode chamar de RioPrevidência!).

E ai apareceu uma ilustrativa matéria publicada pelo New York Times  com um título tão sugestivo quanto revelador “How Delaware Thrives as a Corporate Tax Haven”, ou em bom português “Como Delaware prospera como um paraíso fiscal corporativo”  (Aqui!).  Uma passagem especialmente didática dá conta que apenas num endereço de Wilmington, a 1209 North Orange Street, hospeda em torno de 285.000 empresas, incluindo gigantes corporativos como American Airlines, Apple, Bank of America, Berkshire Hathaway, Cargill, Coca-Cola, Ford, General Electric, Google, JPMorgan Chase, e a Wal-Mart.  A questão é que nesse endereço tão democrático, essas corporações todas não passam de caixas de correspondências que são usadas para acumular os benefícios fiscais concedidos pelo estado de Delaware.

Alguma alma ingênua poderia se perguntar sobre a distância que separa o endereço da Wilmington Trust onde tudo indica está também localizado o Rio Oil Finance Trust (mas pode chamar de RioPrevidência!) e o endereço citado pelo New York Times. E eu tenho a resposta: menos de 300 m, como indica a imagem abaixo.

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E ai surge a dívida: se um endereço hospeda 285.000 empresas, quantas hospedará o outro? Isto é claro contando-se o Rio Oil Finance Trust!

Mas qual é afinal o moral dessa história complexa envolvendo o fundo de previdência dos servidores públicos do Rio de Janeiro? A primeira coisa é que é assaz interessante notar que a escolha por estabelecer um “trust” para captar recursos ancorados nos royalties do petróleo e nos recursos captados pelo RioPrevidência foi por Delaware que é conhecido por ser um “paraíso corporativo” especializado em abrigar e proteger empresas estatais pertencentes a outros países. A segunda coisa é que salta aos olhos que ninguém, seja na Alerj ou nos variados sindicatos que representam os interesses dos servidores públicos  tenham cobrado explicações pelas opções “exóticas” que foram feitas neste caso.

É preciso dizer que ainda que eu não esteja acusando ninguém de qualquer tipo de crime. Entretanto, também é importante dizer que é preciso que se cobre explicações bem detalhadas de tudo que envolve o gerenciamento dos recursos do RioPrevidência, já que não está se mexendo apenas com dinheiro, mas com a vida e o futuro de centenas de milhares de servidores. 

Afinal, qual servidor que vier a saber de toda a situação em que o RioPrevidência foi envolvido pelo (des) governo do Rio de Janeiro, sob as bençãos da Alerj é preciso que se diga, vai ficar tranquilo quanto ao seu futuro? 

Pauta bomba na Alerj dá os indícios de como o PMDB faliu o Rio de Janeiro

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AS MALDADES DA SEMANA NA ALERJ!

Pelo mandato do deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL)

Os servidores do estado estão ameaçados de terem o salário, que já está sendo pago quase no meio do mês, parcelado. A educação, a saúde e a segurança pública vivem um caos sem investimento.
Enquanto isso, o governo quer aprovar essa semana três projetos que são contrários aos interesses da população do estado.

A bancada do PSOL Rio de Janeiro vai se manter firme na resistência a esses absurdos.

São eles:

PLC 10/2015:

Dispõe sobre a Região Metropolitana, criando a sua Agência Executiva. No nosso entender, do jeito que está, se trata de um cartório de projetos dos grandes jogadores da economia fluminense, sem um mínimo de transparência, muito menos controle social sobre serviços essenciais.

Mais uma vez, o Governo do Estado trabalha no sentido de cristalizar as estruturas que já se verificaram ineficientes e socialmente injustas na gestão de tais serviços

PL 1561/2016

Autoriza o governo a pegar empréstimo de até R$1 BILHÃO para concluir a obra da fajuta Linha 4 do Metrô (obra orçada inicialmente em R$5,6 BILHÕES e que pode custar no final mais de R$10 BILHÕES).

O projeto vai endividar ainda mais um estado já atolado em dívidas por uma obra que já deveria ter sido inaugurada em 2015. Além disso, há denúncias de forte corrupção nessa obra, feita por empreiteiras como a Odebrecht.

PL 1251/2015:

Institui uma série de mudanças na previdência, trazendo uma série de restrições ao direitos dos servidores como

-Revoga a obrigatoriedade do pagamento dos benefícios
previdenciários seguir o mesmo calendário dos servidores ativos.

-Acaba com as aposentadorias integrais em casos de doenças crônicas e deficientes.

-Acaba com pensão por morte para filhos universitários entre 21 e 24 anos.

-Altera o critério de pensão para expectativa de sobrevida ao cônjuge ou companheiro, tendo como critério mínimo 2 anos de casamento ou união estável e 18 meses de contribuição. Esta alteração, que foi feita pela União, não precisava ser feita no Estado, pois o Estado tem competência para legislar sobre o seu regime próprio.

FONTE: https://www.facebook.com/eliomarcoelho/photos/a.458709430830745.92883.442179582483730/999485306753152/?type=3&theater

RJ: enquanto povo sofre com precariedade nas unidades de saúde, toneladas de remédios são desperdiçadas por gestores privados

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A matéria abaixo, que foi publicada pelo jornal Extra no início da noite desta segunda-feira (22/02), traz informações lamentáveis sobre a situação da saúde no estado do Rio de Janeiro. É que enquanto a população que acorre às unidades hospitalares estaduais sofre com todo tipo de precariedade, uma simples vistoria realizada por uma comissão de deputados da Alerj encontrou 300 toneladas de medicamentos vencidos em apenas um dos muitos armazéns existentes no estado.

A administração desta fortuna de remédios está à cargo do consórcio Log Rio que é formado pelas empresas Prol e Facility que pertencem ao fundo de “private equity” Rise International cuja sede é supostamente na Holanda.

Mas agora o que me deixa curioso é o seguinte: se encontraram 300 toneladas em um armazém, quantas toneladas estão neste momento dormitando vencidas em todos os depósitos do estado do Rio de Janeiro?

Vistoria descobre cerca de 300 toneladas de medicamentos vencidos desde 2009 em armazém da Secretaria estadual de Saúde

Por Rafael Soares

Uma vistoria realizada nesta segunda-feira numa central de abastecimento da Secretaria estadual de Saúde, em Niterói, encontrou cerca de 300 toneladas de remédios vencidos. Todo esse medicamento foi comprado com dinheiro público. O responsável da inspeção foi o deputado Pedro Fernandes (Solidariedade), que faz parte de uma comissão especial montada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para inspecionar as organizações sociais que administram os hospitais do estado.

Central de abastecimento tem cerca de 300 toneladas de medicamentos estragados
Central de abastecimento tem cerca de 300 toneladas de medicamentos estragados Foto: Divulgação

Entre os medicamentos, estavam agulhas, remédio de pressão, próteses e outros materiais. A vistoria encontrou galerias com remédios separados pelas datas de vencimento. Cartazes afixados nas caixas mostravam desde quando aquele grupo de medicamentos perdeu a validade. O deputado afirmou que vai pedir a extinção do contrato do governo do estado com a LogRio, consórcio formado pelas empresas Prol e Facility responsável pela gestão da central de abastecimento. O grupo seria responsável por repassar as informações ao estado.

— Vamos sugerir ao Ministério Público que peça a prisão dos responsáveis por esse desperdício de dinheiro. Temos que descobrir quem são eles, tanto na secretaria, quanto na empresa. Esse caso é um absurdo — afirmou.

Caixas são identificadas por etiquetas
Caixas são identificadas por etiquetas Foto: Divulgação

O parlamentar afirmou que funcionários do consórcio LogRio alegaram que a empresa avisa à Secretaria estadual de Saúde três meses antes dos remédios perderem a validade através de relatórios. Pedro Fernandes diz que vai chamar o secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr., para falar aos deputados na Alerj.

Em janeiro, a secretaria, em meio à crise econômica, renegociou o contrato com a LogRio em 43%. O consórcio, que recebia R$ 4,4 milhões por mês para executar os serviços em unidades próprias e nos municípios do interior, vai passar a ganhar R$ 2,5 milhões. A economia em 2016 será de mais de R$ 23 milhões — o contrato caiu de R$ 53 milhões para R$ 30 milhões por ano.

A LogRio é responsáveis pelo recebimento, armazenagem e distribuição de insumos, medicamentos e equipamentos utilizados nas unidades próprias do estado e repassados aos municípios.

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/rio/vistoria-descobre-cerca-de-300-toneladas-de-medicamentos-vencidos-desde-2009-em-armazem-da-secretaria-estadual-de-saude-18726511.html#ixzz40wTRB0aD