Dia do fogo: IBAMA sabia que ia ocorrer e não fez nada para impedir

Bolso fogoBolsonaro e o incêndio na floresta amazônica (Montagem)

O presidente Jair Bolsonaro  e seu anti-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já deram várias explicações para a erupção do devastador ciclo de queimadas que atinge a Amazônia brasileira neste momento.

Em um momento apontou-se o dedo para as organizações não-governamentais pró-ambiente e para “produtores rurais”, ou ainda para o hábito da queima de lixo doméstico. Isso tudo depois de se ter negado que havia qualquer anormalidade no número de queimadas que estavam ocorrendo na maioria dos estados da Amazônia brasileira.

Agora se sabe que, ao menos no sul do Pará, grandes latifundiários combinaram a a realização do “Dia do Fogo”  como uma forma de “mostrar serviço ao presidente Jair Bolsonaro”.  Mas mais do que isso, agora surgem evidências de que o Ministério Pùblico Federal do Pará havia informado a direção do IBAMA em Santarém que haveria o início coletivo de queimadas, e a direção do órgão simplesmente não fez nada (ver imagem abaixo).

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O aparecimento deste comunicado ao MPF ao IBAMA de Santarém mostra fundamentalmente duas coisas: 1) que houve uma articulação de grandes proprietários rurais para potencializar o tamanho das queimadas, e 2) que o governo Bolsonaro optou por não fazer nada para impedir isso.

Por essas e outras que ainda deverão vir à tona que eu digo que o Brasil será em breve o alvo de um boicote internacional contra suas commodities agrícolas. É que apesar dos capitalistas dos países centrais terem o lucro acima da conservação, a Amazônia e sua biodiversidade são importantes demais para a sustentação climática da Terra para que eles continuem de braços cruzados enquanto o governo Bolsonaro estimula a sua destruição. Os ataques que foram desferidos por Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub contra Emmanuel Macron e o sexismo demonstrado contra sua esposa certamente não vão ajudar o Brasil depois dessa revelação que incrimina diretamente o governo Bolsonaro na devastação amazônica.

 

Imprensa francesa destaca sexismo de Bolsonaro e farpas de Weintraub contra Macron

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A troca de críticas e ofensas entre Jair Bolsonaro e o presidente da França, Emmanuel Macron, motivadas pelos incêndios na Amazônia, respingou também na primeira-dama francesa, Brigitte Macron, de 66 anos.Sergio LIMA / AFP

A imprensa francesa nesta segunda-feira (26) destaca sexismo de Bolsonaro contra a primeira-dama francesa e insultos do ministro da Educação Abraham Weintraub, que chamou Emmanuel Macron de “calhorda” e “cretino” no final de semana.

Pelo Twitter, Weintraub chamou Emmanuel Macron de “calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês”, a respeito da ameaça de que a França não ratificaria o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia caso o Brasil não agisse contra os incêndios na Amazônia.

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“Ferro no cretino do Macrón [sic]”, tuitou ainda Weintraub. Questionada a respeito dessas declarações nesta segunda-feira (26), a ministra da Justiça francesa, Nicole Belloubet, disse em entrevista a um canal francesa que não comentaria “esse tipo de baixaria”.

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“A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século XXI”, alfinetou Jair Bolsonaro na sexta-feira (23).

Macron também acusou Bolsonaro de ter ‘mentido’ sobre o clima no G20 de Osaka, atiçando os comentários do lado brasileiro.

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Jair Bolsonaro endossou um comentário de um internauta no Facebook, que zombava da mulher de Macron 

O jornal Le Parisien desta segunda-feira acusa o presidente brasileiro de sexismo, por ter comentado um post de um internauta com fotos das duas primeiras-damas e dizendo que o francês estava “com inveja”. Bolsonaro respondeu ao simpatizante: “não humilha o cara. KKKKK”.

A imprensa francesa também cita o apelido que o guru Olavo de Carvalho criou para se referir ao presidente francês: “macrocon”, um jogo de palavras unindo “Macron” e “con”, xingamento de baixo calão na língua francesa. Os jornais franceses também falam de Eduardo Bolsonaro, que na sexta-feira retuitou um vídeo dos coletes amarelos, chamando Macron de “idiota”.

 

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Este artigo foi originalmente publicado pela Rede França Internacional [Aqui!].

O boicote ao Brasil virá, resta agora saber apenas a sua amplitude

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As ações arrogantes e mal educadas de membros do governo federal, a começar pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, em relação às críticas ao atual ciclo de desmatamento e queimadas na Amazônia já causaram um dano diplomático significativo.  A coisa é tão grave que neste final de semana os líderes da 7 maiores economias do mundo (o G-7) estarão debatendo medidas para conter o estrago ambiental que ameaça a sustentação do clima da Terra, sem que o Brasil seja sequer convidado a dar explicações sobre o que está acontecendo ou, tampouco, sobre o que fará (em tese) para conter o fogo que consome áreas derrubadas e não derrubadas em toda a Amazônia brasileira.

Ainda que não existe unanimidade sequer dentro da União Europeia sobre como proceder em relação ao Brasil (fato que deve estar sendo festejado dentro dos gabinetes do governo Bolsonaro), há que se lembrar que para a ratificação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul todos os países que compõe o bloco europeu precisam aprovar  a medida em seus respectivos congressos nacionais. E já se sabe que pelo menos na França, Irlanda e Finlândia, a oposição a essa ratificação será enorme.

Mas indo além dos interesses representados pelos governos nacionais há algo que parece não estar sendo considerado pelos analistas de plantão.  O fato é que há um crescente movimento social em toda a Europa e em outras partes do mundo contra a destruição da Amazônia. Os membros do governo Bolsonaro e seus apoiadores dentro da sociedade brasileira parecem não compreender que vivemos em um tempo que a informação é distribuída com velocidade extrema, mas não apenas para disseminar a visão canhestra de nacionalismo entreguista que eles parecem abraçar, o que despreza ferozmente as consequências políticas e econômicas do abraço mortal entre os interesses das grandes corporações econômicos e  a destruição ambiental. 

Protesto realizado na última 6a. feira (23/08) em frente da Embaixada do Brasil em Zurich na Suiça

O fato inescapável é que as centenas de manifestações que ocorreram pelo mundo afora contra o Brasil e seu governo anti-ambiental estão colocando em marcha um processo político que terá fortes impactos econômicos. É que movimentos de boicote a produtos agrícolas brasileiros, como o que foi iniciado pelo chefe executivo da rede sueca de supermercados Paradiset, Johannes Cullberg, estão começando a tocar corpo e caminham para um processo de unificação.  O centro gravitacional destes movimentos é a rejeição da compra de todo produto brasileiro que possa ser associado ao desmatamento da Amazônia, a começar por soja e carne bovina. 

cullbergJohannes Cullberg, CEO da rede sueca de mercearias orgânicas Paradiset, foi o primeiro a lançar o boicote a produtos brasileiras por causa do uso excessivo de agrotóxicos e do desmatamento na Amazônia.

Alarmados com o espectro de um boicote generalizado, os barões do agronegócio brasileiro estão buscando formas de impedir que isso aconteça. Mas conspira contra eles o fato de que já foi formada a imagem de que o governo brasileiro, sob a batuta de Jair Bolsonaro, representa um risco para a sobrevivência do planeta. E contra esse tipo de imagem poderosa há muito pouco o que possa fazer em termos de campanhas publicitárias. É que para cada peça que defenda o agronegócio logo surgirão centenas de imagens e vídeos mostrando didaticamente a destruição que eles e outros agentes econômicos estão causando legal ou ilegalmente nas florestas da Amazônia.

fogoMosaico de imagens de satélite Landsat criado pela National Space Agency (NASA) mostra os principais pontos de fogo na América do Sul.

Em suma, um boicote aos produtos agrícolas se tornou inevitável. Resta saber o tamanho e a amplitude que ele terá.  E o principal culpado pelo aprofundamento da crise econômica brasileira tem nome e endereço: Jair Messias Bolsonaro, Palácio do Planalto, D.F., Brasil.

Governo Bolsonaro: entre a piada pronta e a tragédia

bolso panela~çoPresidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle com o humorista Jonathan Nemer

O site UOL informou hoje que o presidente Jair Bolsonaro não pode ouvir do Palácio do Planalto o panelaço que comeu solto em Brasília no momento do seu pronunciamento sobre as queimadas da Amazônia porque se encontrava assistindo em um espetáculo de um humorista gospel (fico imaginando que tipo de piada é contada por um artista dessa estirpe) em Águas Claras que fica na região metropolitana da capital federal.

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Pensando bem, ninguém pode culpar o presidente Jair Bolsonaro por preferir piadas gospel ao seu próprio discurso que pode parecer até piada, mas não passa de uma espécie de relato lisérgico de um governo que está conseguindo fechar as portas para as commodities agrícolas brasileiras.

O problema é que a mídia internacional vai aproveitar a deixa e começou a castigar a despreocupação de Jair Bolsonaro em trocar ouvir o seu próprio discurso e favorecer a ida a um show de piadas. Um exemplo disso foi o jornal britânico “The Guardian” que resolveu sapecar uma manchete bem indigesta ao notíciar essa escapada do palácio presidencial onde ficou notado que “Bolsonaro desfruta de um show de comédia, enquanto a crise das queimadas descontroladas continua“. 

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Mas pior que escapar de ouvir o próprio pronunciamento para ir a um espetáculo humorístico gospel fez o ministro (ou seria anti-ministro?) do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que resolveu se comportar como um menino mimado que não sabe brincar no playground. É que acossado pelos resultados devastadores de sua eficiente política de desmanche ambiental, Ricardo Salles resolveu apontar o dedo para Angola e para o Congo (não falou qual deles) que estariam com mais focos de queimados do que o Brasil.

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Além dessa ser a desculpa do roto falando do mal lavado,  Salles arrisca criar ainda mais problemas diplomáticos para o Brasil, em um momento que, convenhamos, o nosso país já está mais do que encrencado. É que a ausência de maiores informações sobre que tipo de área está sendo queimada nos dois países citados pode não apenas implicar em informação falsa, como também pode se estar atiçando ainda mais fogo para cima do Brasil ao correr risco de sermos vistos não apenas como irresponsáveis com os nossos ecossistemas naturais, mas também como aqueles que mexem com os outros apenas para se livrar das próprias responsabilidades.

O problema para Jair Bolsonaro e Ricardo Salles é que não vai ser nem vendo show de piadas ou fazendo piadas que o Brasil vai sair do bem sem saída que fomos colocados pela implantação de políticas anti-ambientais que foram oferecidas ao resto do mundo com pitadas monstruosas de desrespeito e soberba. É essa postura, tanto quanto a expansão da área desmatada, que criaram uma crise internacional que ameaça fechar mercados estratégicos para as commodities agrícolas.

Aliás, desde 2016 venho alertando para o risco que o Brasil estava correndo em se tornar um pária ambiental em nível mundial.  O que o governo Bolsonaro, sob a ação lépida e faceira do presidente e do seu ministro do Meio Ambiente, conseguiu fazer foi acelerar a chegada desse tratamento.  O que parece ter sido menosprezado nessa passagem para pária ambiental foram os custos políticos e econômicos que decorreriam disso. 

E agora que o Brasil, e não Angola ou o Congo, se transformou na bola da vez de possíveis punições diplomáticas por causa das políticas anti-ambientais que o governo Bolsonaro vem aplicando, a dúvida é de como sair da armadilha em que estamos metidos. Mas uma coisa é certa: não vai ser indo a shows de humor gospel ou apontando o dedo para outros países que isto vai acontecer.

Amazônia em chamas cria tempestade perfeita para o Brasil

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Convenhamos que até aqui o presidente Jair Bolsonaro e seu conjunto de ministros generais saídos de algum freezer criogênico vinham nadando de braçadas no seu projeto de instalar um governo ultraneoliberal com extrema facilidade, muito em parte graças à fragilidade absurda dos partidos ditos de esquerda.

A coisa começou a azedar quando começaram os primeiros ruídos em torno dos dados de desmatamento na porção brasileira da bacia Amazônica, muito em graças ao eficientíssimo processo de desmanche da precária governança ambiental e dos insuficientes mecanismos de comando e controle que protegiam com dificuldades unidades de conservação e terras indígenas na Amazônia.

A primeira reação foi demitir o físico Ricardo Galvão da direção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pela divulgação de dados de desmatamento na Amazônia que o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro (ou seria antiministro?) do Meio Ambiente, o improbo Ricardo Salles, diziam ser mentirosos ou, quando muito, exagerados.

Havia até este ponto uma disputa retórica acerca da capacidade do Inpe de gerar números precisos sobre o desmatamento (sobre isso ver vídeo abaixo com o Dr. Douglas Morton, do Biospheric Sciences Laboratory do Goddard Space Flight Center da NASA).

Mas bastou que os restos secos da floresta começassem a arder e levantar colunas gigantescas de fumaça na Amazônia para que uma tempestade perfeita começasse a se formar em escala global, a qual ameaça engolir o Brasil e os projetos de governo Bolsonaro em nos transformar em uma espécie de uma plataforma exportadora de produtos primários.

As imagens dos incêndios, animais mortos e indígenas denunciando a ação de criminosos no interior de suas terras são demais para serem ignorados, na medida em que governos nacionais, principalmente na Europa, estão implementando ajustes para evitar o agravamento das mudanças climáticas dentro de seus próprios limites nacionais. E com isso vieram as manifestações de Emmanuel Macron, Angela Merkel e até do presidente da Comissão Europeia, o finlândes Jyrki Katainen, no sentido de cobrar do governo Bolsonaro mais responsabilidade com a Amazônia.

O governo Bolsonaro até ontem parecia obstinado em aplicar sua receita devastadora para a Amazônia, em que pesem os alarmes que começaram a ser soados por líderes do latifúndio agro-exportador como Blairo Maggi, Kátia Abreu e Marcello Brito (diretor da Associação Brasileira do Agronegócio).  Isso mudou com a manifestação dura de Emnanuel Macron na sua página na rede social Twitter, o presidente francês demandou ação urgente para obrigar o governo Bolsonaro a mudar seu curso de ação.

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É que apesar do estilo de dar caneladas antes de pensar, o presidente Jair Bolsonaro e alguns de seus ministros parecem agora dotados de uma condição de urgência para realizar uma operação de controle de danos.  A anunciada posição da Finlândia de exigir um boicote à carne produzida no Brasil deverá agravar ainda mais a sensação de que medidas urgentes terão que ser tomadas para aliviar um pouco a situação catastrófica em que a diplomacia brasileira foi enfiada pelas manifestações “sinceronas” do presidente Bolsonaro.

O problema agora é ver como sair do enrosco em que Jair Bolsonaro meteu o Brasil. Mas as dezenas de manifestações que estão ocorrendo na Europa para exigir atitudes contra a destruição da Amazônia tornarão qualquer tentativa de reduzir dano quase impossível de ser realizada. É o que dá criar uma tempestade perfeita quando as imagens viajam quase tão rapidamente quanto a fumaça das queimadas.

Líderes da Finlândia estão preocupados com incêndios florestais na Amazônia e querem tomada de posição da União Europeia

O governo finlandês está monitorando de perto a situação. O primeiro-ministro Rinne espera que a UE atue hoje.

incendioLíderes finlandeses estão cada vez mais preocupados com os incêndios florestais da Amazônia  

Por Anne Orjala para a Yle

 A floresta amazônica está agora sendo queimada a uma taxa sem precedentes para o plantio de soja e a prática da pecuária .

O comissário da UE, Jyrki Katainen, disse ao Helsingin Sanomat na manhã de sexta-feira  que ele pretende descobrir ainda hoje o que a UE poderia fazer sobre os problemas que estão ocorrendo na floresta tropical do Brasil.

Mais tarde, Katainen disse à YLE que a Comissão já havia discutido a situação dos incêndios florestais no Brasil em sua reunião preparatória do G7 na sexta-feira.

Em contraste, a Comissão não realizará uma reunião de emergência no sábado, contrariamente ao que informou anteriormente o Helsingin Sanomat.

De acordo com a ministra do Ambiente, Krista Mikkonen (do Partido Verde), são necessárias outras medidas a nível da UE.

– É bom pensar amplamente sobre as diferentes maneiras pelas quais poderíamos exercer pressão sobre esta situação aguda, bem como os meios de política comercial e certamente meios diplomáticos. E também para pensar em conjunto a nível da UE, e é por isso que, naturalmente, que uma reunião conjunta da UE está sendo convocada, disse Mikkonen para a Yle.

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O primeiro-ministro Antti Rinne (sd.) Afirmou em um comunicado de imprensa que está preocupado com os incêndios florestais e descreve a situação como muito séria.

– Eles ameaçam todo o globo, não apenas o Brasil ou a América do Sul. A situação é muito séria em termos de clima e agora precisamos agir.

Rinne disse que esteve em contato com a Comissão Europeia na noite ontem (22/08) e espera que a UE tome medidas no dia de hoje

– Enquanto ocupar a Presidência da UE, a Finlândia envidará todos os esforços para combater as alterações climáticas e acompanhará a situação com especial cuidado.

O Brasil precisa fazer o máximo para pôr fim aos incêndios que são perigosos para a civilização como um todo, acrescenta Rinne.

Ele disse estar preocupado com a atual atitude do Brasil em relação às suas próprias florestas.

O presidente francês Emmanuel Macron , por exemplo, também expressou preocupação.

A ministra das Finanças, Mika Lintilä (Centro), propõe que a UE e a Finlândia examinem com urgência a possibilidade de proibir a importação de carne bovina brasileira.

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Políticos escrevem comentários fortes no Twitter

Por exemplo, a Ministra do Interior Maria Ohisalo (Green) escreveu no Twitter que a ambição da Finlândia na política climática também deve se estender à política externa.

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A Ministra da Educação Li Andersson (à esquerda) está em sintonia com Ohisalo.

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Petteri Orpo , líder da coalizão de oposição, também comentou no Twitter. Orpo exigiu que a UE condene “atos do Brasil”.

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Muitos outros políticos, por exemplo, pediram ações de política comercial para resolver a situação.

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Este artigo foi inicialmente publicado em finlandês pela rede estatal de TV da Finlândia Yle [Aqui!] .

 

Amazônia em chamas: vídeo com trilha sonora que dispensa comentários

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Muitos vídeos têm circulado na internet sobre o atual ciclo de desmatamento e fogo que assola a Amazônia brasileira. O vídeo abaixo, além de mostrar as imagens dantescas, possui uma trilha sonora que dispensa maiores comentários.

O problema para o governo piromoníaco que hoje controle o Brasil é que não estamos mais na década de 1970 e é impossível ocultar o que está acontecendo.

Melhor que seja assim.

Bolsonaro, o incendiário

O presidente brasileiro Bolsonaro acusa as organizações ambientalistas de atear fogo na área de floresta tropical. Mas ele é responsável pelo desastre ambiental.

An tract of Amazon jungle burning as it is being cleared by loggers and farmers in IrandubaA extensão da destruição do “pulmão verde do mundo” está aumentando – a floresta está queimando em Iranduba, no estado brasileiro do Amazonas. Foto: DPA

Durante semanas,  queimadas estão ocorrendo  na floresta amazônica e em outras florestas do subcontinente sul-americano. No início da semana , São Paulo escureceu no meio do dia, enquanto a fumaça de 2.700 quilômetros se espalhava pela maior metrópole brasileira. A extensão da destruição do “pulmão verde do mundo” está aumentando e está se tornando mais visível: fotos de animais em pânico são postadas, mais de 1,5 milhões de tweets com a hashtag #PrayForAmazonas se reuniram nesta manhã na rede social Twitter.

A preocupação com a floresta amazônica, que está em chamas, é internacional. E o presidente de direita do Brasil, Bolsonaro, que gosta de interferir nos assuntos internos de outros países,  lembrando à Noruega e À Alemanha que suas próprias florestas estão morrendo ou da cruel caça de baleias, de acordo com o lema “Olhe para isso!”, lentamente percebe que ele tem a mundo inteiro contra si.   Bolsonaro só recebe apoio de uma pequena elite  em seu próprio país, o setor agrícola, para o qual ele faz suas políticas anti-ambientais e determina que seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aja de forma a viabilizar isso.

As ações de Bolsonaro incluem não apenas a liberação de áreas nativas  protegidas para a extração de matérias-primas e o aumento de queimadas para conversão em pastagens. A autoridade ambiental Ibama, que até agora podia fiscalizar  e destruir equipamentos pesados ​​apreendidos com madeireiros e garimpeiros ilegais, foi privada de competências. E a “guerra” de Bolsonaro contra organizações não-governamentais de proteção ambiental continua.

Foi somente ontem (21/08) que Jair Bolsonaro alegou que os incêndios ilegais na Amazônia poderiam ter sido feitos por ONGs a fim de desacreditá-lo e a seu governo diante da comunidade mundial. Sem provas,  é claro. E agora a Noruega e a Alemanha, as maiores financiadoras do Fundo Amazônia, que vem investindo em projetos de conservação florestal há anos, também anunciaram que vão cortar o financiamento em protesto contra essa política ambiental.

Mas acima de tudo, a pressão sobre o meio ambiente está crescendo, não o próprio Bolsonaro, que se esconde atrás das teorias da conspiração. Algo deve acontecer para fazer a diferença em seu governo ambientalmente hostil: a União Europeia (UE e, acima de tudo, o governo alemão deveria parar de importar produtos cuja produção está associada à derrubada da floresta tropical. Além disso, o  acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul teria de ser suspenso ou condicionado a uma atividade económica sustentável. Essa deve ser a única chance de salvar o que ainda pode ser salvo.

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Este artigo foi originalmente publicado em alemão pelo jornal “Die Tageszeitung” [Aqui!].

Pesquisadores descrevem trajetória do “rio de fumaça” que escureceu São Paulo

plumaPartículas de queimadas vindas das regiões Centro-Oeste e Norte interagiram com nuvens trazidas por frente fria vinda do sul, causando escurecimento do céu e da água da chuva (imagem: CPTEC)

Karina Toledo | Agência FAPESP – Dois sistemas que permitem o monitoramento de poluentes atmosféricos – desenvolvidos nas últimas duas décadas com apoio da FAPESP – estão ajudando cientistas a entender fenômenos raros observados na cidade de São Paulo na última segunda-feira (19/08): o escurecimento repentino do céu no meio da tarde e a chuva acinzentada observada logo depois em algumas partes da Região Metropolitana.

Ainda no domingo (18/08), uma intensa pluma de material particulado com mais de 3 mil metros de altitude foi detectada por uma equipe do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) por meio do sistema Lidar, do Centro de Lasers e Aplicações (CLA). Posteriormente, com auxílio de imagens de satélites da Nasa – a agência espacial norte-americana – e de um modelo que prevê a trajetória percorrida por massas de ar, os pesquisadores concluíram se tratar de partículas provenientes de queimadas ocorridas nas regiões Centro-Oeste e Norte, entre Paraguai e Mato Grosso, abrangendo trechos da Bolívia, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Acrônimo para light detection and ranging (detecção de luz e medida de distância), o Lidar é um radar de laser que permite o sensoriamento remoto ativo da atmosfera para a detecção de poluentes. Vem sendo desenvolvido desde 1998 por Eduardo Landulfo, por meio de vários projetos  financiados pela FAPESP.

“O sistema ilumina o céu e as partículas presentes na atmosfera refletem a luz, que captamos com um telescópio. Ao analisar esse sinal, conseguimos identificar o tipo de partícula e a distância da superfície em que ela se encontra”, explicou Landulfo.

Segundo o pesquisador, a pluma de poluição começou a pairar sobre a Região Metropolitana de São Paulo entre 4 e 5 horas da tarde de domingo – resultado de queimadas que ocorreram muito provavelmente de quatro a sete dias antes.

Como explicou Saulo Ribeiro de Freitas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a massa de ar poluído gerada pelas queimadas nas regiões Norte e Centro-Oeste geralmente é empurrada a 5 mil metros de altitude por ventos que sopram do Atlântico para o Pacífico (de leste para oeste), até esbarrar na Cordilheira dos Andes. A fumaça começa então a se acumular sobre o leste do Amazonas, Acre, Venezuela, Colômbia e Paraguai – até que o chamado sistema anticiclone, com ventos que circulam a 3 mil metros de altitude no sentido anti-horário, começa a transportar a massa poluída na direção sul, margeando os Andes.

“O que ocorreu no início desta semana foi a convergência dessa massa de ar poluído que vinha do norte com uma frente fria vinda do sul. Os ventos convergiram e fizeram o rio de fumaça se curvar em direção à região Sudeste. Além da fuligem, outros poluentes presentes na atmosfera – como monóxido de carbono, dióxido de carbono, ozônio, óxido nitroso e metano – interagiram com as nuvens trazidas pela frente fria e potencializaram a formação de smog [termo em inglês que representa a mistura entre fumaça e neblina]”, disse.

O transporte atmosférico de emissões de queimada sobre a América do Sul vem sendo monitorado no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe desde 2003, por meio do sistema CATT-BRAMS (Coupled Aerosol and Tracer Transport model to the Brazilian developments on the Regional Atmospheric Modelling System), desenvolvido por Freitas em colaboração com Karla Longo e Luiz Flávio Rodrigues (ambos do Inpe) e com apoio da FAPESP.

“Trata-se de um produto pioneiro que faz previsão para até três dias da qualidade do ar e que tem sido adotado em vários centros do mundo, entre eles o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos”, contou o pesquisador. As previsões da qualidade do ar feitas no CPTEC podem ser consultadas diariamente pelo endereço http://meioambiente.cptec.inpe.br.

Nas imagens obtidas pelo modelo BRAMS (foto) é possível ver que no dia 16 de agosto o “rio de fumaça” descia no sentido sul, atingindo Porto Alegre (RS) e parte da Argentina. Aos poucos, vai sendo desviado para o Sudeste e, no dia 20 de agosto, já cobre boa parte do Estado de São Paulo.

De acordo com o professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Artaxo, durante sua trajetória rumo à região Sudeste, a pluma das queimadas interagiu com o vapor d’água na atmosfera, alterando as propriedades das nuvens.

“As partículas funcionam como núcleo de condensação da água. Assim, gotículas de chuva menores são formadas, mas em grande quantidade e isso faz com que uma maior parte da radiação solar seja refletida de volta para o espaço, a ponto de escurecer o solo, como aconteceu no último domingo”, disse.

Segundo Freitas, a chuva de cor acinzentada também foi resultado dessa interação da fuligem com as nuvens. “A fumaça entranhou nas gotículas de chuva, sendo depois depositada na superfície da cidade de São Paulo”, disse.

Trata-se de um fenômeno esperado do ponto de vista da química atmosférica, afirmou Artaxo, e não deve causar alarde. “Essa chuva não faz mal para as pessoas. Apenas caiu de uma nuvem com alta influência de queimadas”, disse.

Análises feitas com uma amostra da água turva colhida na Zona Leste da capital pela bióloga Marta Marcondes, professora da Universidade Municipal de São Caetano (USCS), revelaram uma quantidade de sulfetos 10 vezes maior que a média normalmente observada em águas pluviais. “Essas substâncias normalmente estão relacionadas com a queima de biomassa e de combustíveis fósseis. Também chamou a atenção a grande quantidade de material particulado que ficou presa no filtro e a turbidez sete vezes maior que o normal”, disse.

Pesquisadores do Instituto de Química da USP identificaram na água da chuva a presença de reteno, substância proveniente da queima de biomassa e considerada um marcador de queimadas. O estudo foi coordenado pela professora Pérola de Castro Vasconcellos.

A boa notícia, segundo os especialistas, é que, como a pluma de poluição estava a mais de 3 mil metros da superfície, não chegou a comprometer a qualidade do ar na capital paulista. De fato, monitores da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) indicaram boas condições na última semana.

“As cidades mais próximas da região onde ocorrem as queimadas, como Cuiabá, Manaus e Porto Velho, são as que mais sofrem com a degradação da qualidade do ar”, disse Freitas.

Tanto o pesquisador do Inpe quanto Landulfo, do Ipen, afirmam que a chegada das emissões de queimadas na Região Sudeste é relativamente comum no período de seca, entre julho e setembro.

“Mas para ter causado todos esses efeitos observados nos últimos dias deve ter sido uma quantidade de fumaça muito grande. Ainda não sabemos distinguir se é um fogo provocado ou acidental, que também é comum no período da seca”, afirmou Landulfo.

Em nota técnica divulgada no dia 20 de agosto, porém, cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) afirmaram que “a Amazônia está queimando mais em 2019 e o período seco, por si só, não explica este aumento”.

Segundo o texto, o número de focos de incêndios para a maioria dos estados já é o maior dos últimos quatro anos – até 14 de agosto eram 32.728 focos registrados, número 60% superior à média dos três anos anteriores. A estiagem, por outro lado, está mais branda. Tal fato, afirma a nota, indica que “o desmatamento possa ser um fator de impulsionamento às chamas”. “Os 10 municípios amazônicos que mais registraram focos de incêndios foram também os que tiveram maiores taxas de desmatamento”, diz o texto. Os pesquisadores se basearam em dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, do sistema de detecção de focos de calor do satélite AQUA, da Nasa, e dados de precipitação do CHIRPS (Climate Hazards Group Infrared Precipitation and Station Data).

Dados do Sistema Deter, do Inpe, que emite alertas diários de áreas desmatadas para ajudar na fiscalização, indicam que o desmatamento na Amazônia cresceu 50% em 2019. Julho foi o pior mês da série histórica, com 2.254 quilômetros quadrados (km²) de alertas – alta de 278% em relação a julho do ano passado. De agosto de 2018 a julho de 2019, o Deter apontou 6.833 km² desmatados, contra 4.572 km² no ano passado (agosto de 2017 a julho de 2018). A taxa oficial da destruição será dada no fim do ano pelo sistema Prodes, também do Inpe. 

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Este artigo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP [Aqui!].

Bolsonaro não precisa das ONGs para queimar a imagem do Brasil no mundo inteiro

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Os focos de incêndio em todo Brasil aumentaram 82% desde o início deste ano, para um total de 71.497 registros feitos pelo INPE, dos quais 54% ocorreram na Amazônia. Diante da escandalosa situação, Bolsonaro disse que o seu “sentimento” é de que “ONGs estão por trás” do alastramento do fogo para “enviar mensagens ao exterior”.

O aumento das queimadas não é um fato isolado. No seu curto período de governo, também cresceram o desmatamento, a invasão de parques e terras indígenas, a exploração ilegal e predatória de recursos naturais e o assassinato de lideranças de comunidades tradicionais, indígenas e ambientalistas. Ao mesmo tempo, Bolsonaro desmontou e desmoralizou a fiscalização ambiental, deu inúmeras declarações de incentivo à ocupação predatória da Amazônia e de criminalização dos que defendem a sua conservação.

O aumento do desmatamento e das queimadas representa, também, o aumento das emissões brasileiras de gases do efeito estufa, distanciando o país do cumprimento das metas assumidas no Acordo de Paris. Enquanto o governo justifica a flexibilização das políticas ambientais como necessárias para a melhoria da economia, a realidade é que enquanto as emissões explodem, o aumento do PIB se aproxima do zero.

O Presidente deve agir com responsabilidade e provar o que diz, ao invés de fazer ilações irresponsáveis e inconsequentes, repetindo a tentativa de criminalizar as organizações, manipulando a opinião pública contra o trabalho realizado pela sociedade civil.

Bolsonaro não precisa das ONGs para queimar a imagem do Brasil no mundo inteiro.

Brasil, 21 de agosto de 2019

Assinam:

Ação Educativa

Angá;

Articulação Antinuclear Brasileira;

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, APIB;

Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente, APEDEMA;

Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia, AGENDHA;

Associação Agroecológica Tijupá;

Associação Alternativa Terrazul;

Associação Ambientalista Copaíba;

Associação Ambientalista Floresta em Pé, AAFEP;

Associação Ambientalista Floresta em Pé, AAFEP;

Associação Amigos do Meio Ambiente, AMA;

Associação Arara do Igarapé Humaitá, AAIH;

Associação Brasileira de ONGs, ABONG;

Associação Civil Alternativa Terrazul;

Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos, AQUASIS;

Associação de Preservação da Natureza do Vale do Gravataí;

Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida, APREMAVI;

Associação Defensores da Terra;

Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre, AMAAIAC;

Associação em Defesa do rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar, APOENA;

Associação Flora Brasil;

Associação MarBrasil;

Associação Mico-Leão-Dourado;

Associação Mineira de Defesa do Ambiente, AMDA;

Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia, CAPA / FLD;

Centro de Assessoria Multiprofissional, CAMP;

Centro de Estudos Ambientais, CEA;

Centro de Trabalho Indigenista, CTI;

Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro Brasileiro;

Cidade Escola Aprendiz;

Coletivo BANQUETAÇO;

Coletivo Delibera Brasil;

Coletivo do Fórum Social das Resistências de Porto Alegre;

Coletivo Socioambiental de Marilia;

Comissão Pró-Índio do Acre, CPI-Acre;

Conselho de Missão entre Povos Indígenas, COMIN / FLD;

Conselho Indigenista Missionário, CIMI;

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, COIAB;

Coordenadoria Ecumênica de Serviço, CESE;

Ecossistemas Costeiros, APREC;

Elo Ligação e Organização;

Espaço de Formação, Assessoria e Documentação;

FADS – Frente Ampla Democrática Socioambiental;

FEACT Brasil (representando 23 organizações nacionais baseadas na fé);

Federação de Órgãos para Assistencial Social e Educacional, FASE;

Fórum Baiano de Economia Solidária;

Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, FBOMS;

Fórum da Amazônia Oriental, FAOR;

Fórum de Direitos Humanos e da Terra;

Fórum de ONGs Ambientalistas do Distrito Federal;

Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo, FOAESP;

Fórum Ecumênico ACT Brasil;

Fórum Social da Panamazônia;

Fundação Avina;

Fundação Luterana de Diaconia, FLD;

Fundação Vitória Amazônica, FVA;

GEEP – Açungui;

Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero;

Grupo Ambientalista da Bahia, GAMBA;

Grupo Carta de Belém;

Grupo de Estudos Espeleológicos do Paraná;

Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Agenda 2030;

Grupo Ecológico Rio de Contas, GERC;

Habitat para humanidade Brasil;

Iniciativa Verde;

Instituto AUÁ;

Instituto Augusto Carneiro;

Instituto Bem Ambiental, IBAM;

Instituto Centro Vida, ICV;

Instituto de Estudos Ambientais – Mater Natura;

Instituto de Estudos Jurídicos de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais, IDhES;

Instituto de Estudos Socioeconômicos, Inesc;

Instituto de Pesquisa e Formação Indígena, Iepé;

Instituto de Pesquisas Ecológicas, IPÊ;

Instituto Ecoar;

Instituto EQUIT – Gênero, Economia e Cidadania Global;

Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental;

Instituto Internacional de Educação do Brasil, IEB;

Instituto MIRA-SERRA;

Instituto Socioambiental, ISA;

Instituto Universidade Popular, UNIPOP;

Iser Assessoria;

Movimento de Defesa de Porto Seguro, MDPS;

Movimento dos Trabalhadores/as Rurais sem Terra, MST;

Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas de São Paulo;

Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça e Cidadania;

Movimento Roessler;

Movimento SOS Natureza de Luiz Correia;

Núcleo de Pesquisa em Participação, Movimentos Sociais e Ação Coletiva, NEPAC UNICAMP;

Observatório do Clima;

OekoBr;

Operação Amazônia Nativa, OPAN;

Organização dos Professores Indígenas do Acre, OPIAC;

Pacto Organizações Regenerativas;

Plataforma DHESCA Brasil;

ProAnima – Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal;

Processo de Articulação e Diálogo, PAD;

Projeto Saúde e Alegria;

Rede Brasileira De Justiça Ambiental;

Rede Conhecimento Social;

Rede de Cooperação Amazônia, RCA;

Rede de ONGs da Mata Atlântica, RMA;

Rede de ONGs da Mata Atlântica;

Rede Feminista de Juristas, deFEMde;

Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS, RNP+BRASIL;

Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS do Estado de São Paulo, RNP+SP;

Sempreviva Organização Feminista, SOF;

SOS Mata Atlântica;

Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental, SPVS;

Terra de Direitos;

TERRA VIVA – Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Extremo Sul da Bahia;

União Protetora do Ambiente Natural, UPAN;

Vida Brasil;

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Esta nota foi originalmente publicada no sítio oficial da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong) [Aqui!].