O imbróglio da reforma do Solar do Colégio tem novo capítulo: reitora da Uenf se reúne com vereadores

A Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) publicou ontem uma nota dando conta da visita de três vereadores à reitora Rosana Rodrigues para tratar do imbróglio envolvendo o atraso na reforma do prédio histórico que abriga o Arquivo Público Municipal. A comissão de vereadores incluiu  os vereadores Fabio Ribeiro, Kassiano Tavares e Juninho Virgílio (ver imagem abaixo).

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Como a nota só deu espaço para as falas da reitora da Uenf, vamos esperar para ver o que dizem os vereadores sobre o que transpirou nesse encontro. 

Ainda sem saber se o que foi narrado acalmou os corações dos três vereadores, eu teria a dizer a eles, especialmente o meu colega de universidade Fábio Ribeiro, que sem a devida pressão, desse mato continuará não saindo coelho. 

E a meteorologia prevê chuvas com alguma intensidade para os próximos, nunca é demais lembrar.

A reforma do Arquivo Municipal merecerá ao menos uma pergunta na entrevista coletiva do reitor da Uenf?

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A Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual do Norte Fluminense divulgou ontem que o reitor Raul Palacio irá realizar uma coletiva de imprensa na próxima terça-feira, 01/08, às 10h, no Centro de Convenções, onde irá divulgar a programação dos 30 anos da Universidade que ocorrerá no dia 16 de agosto. 

A mesma comunicação informa que o reitor fará um balanço dos avanços, conquistas e desafios da instituição durante a sua gestão (abro um parêntesis aqui para dizer que o reitor da Uenf é mesmo ousado!).  Segundo o que também foi informado, os veículos de imprensa que desejarem participar da coletiva devem se credenciar até às 18h desta segunda-feira, dia 31/07. 

Pois bem, aí que me ocorre a sugestão de que uma pergunta chave que poderia ser feita ao reitor nessa tal coletiva de imprensa seria a seguinte:  Magnífico reitor da Uenf, quando serão iniciadas as tão esperadas obras de recuperação da estrutura física do Solar do Colégio, lar do Arquivo Municipal de Campos dos Goytacazes?

Vamos lá pessoal da imprensa campista e fluminense, como diria o imperador romano Júlio Cesar: alea jacta est

Ainda sobre o imbróglio dos R$ 20 milhões para a reforma do prédio do Arquivo Municipal

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Acabo der ler um longo arrazoado emitido pelo blogueiro Edmundo Siqueira sobre o imbróglio envolvendo a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes envolvendo o (não) uso de R$ 20 milhões disponibilizados pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para realizar obras de recuperação no prédio do Arquivo Municipal de Campos dos Goytacazes.

Já abordei esse assunto diversas vezes aqui neste espaço quando instei ao reitor da Uenf, Raúl Palácio, a devolver essa fortuna para a Alerj e também ao prefeito Wladimir Garotinho para que solicitasse o retorno do dinheiro para os cofres do legislativo estadual.  Até onde ouvi, ambos ignoraram minha sugestão, sabe-se lá por quais razões.

Agora que noto o contínuo e justificado interesse de Edmundo Siqueira nessa querela interminável, aproveito para sugerir o mesmo a ele. É que, meu caro Edmundo, como já disse antes, desse mato não sai coelho.  Se tivesse que ter saído, já teria. E não vai ser agora que o reitor da Uenf vai estar ocupado com a tentativa de manter seu grupo político dirigindo a universidade entre 2024 e 2027 que ele vai gastar tempo com algo que já deveria ter sido resolvido há muito tempo.

Que esse dinheiro volte para a Alerj e que se ache outra via para fazer esses milhões chegarem para pagar a reforma do prédio do Arquivo Municipal. A comunidade universitária da Uenf agradecerá imensamente já que nunca foi ouvida sobre esse espinhoso assunto.

Mensagem ao prefeito Wladimir: desista do reitor da Uenf, desse mato não sai coelho!

raul wladimir

Venho divulgando neste blog a interminável saga dos R$ 20 milhões que foram enviados pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) para a realização de reformas estruturais no prédio histórico que abriga o Arquivo Municipal de Campos dos Goytacazes, o Solar do Colégio.

Ao longo desse tempo aconselhei o reitor da Uenf, professor Raul Palacio, a devolver essa fortuna para quem a enviou, a fim de cessar as humilhantes cobranças públicas feitas pelo prefeito Wladimir Garotinho para a liberação dos recursos, em que pese a ausência de um projeto técnico.  Mas em que pesem as minhas boas intenções, o reitor da Uenf resolveu ignorar meu conselho sincero, e continuou sentado em cima da grana, o que compreensivelmente tem enervado o prefeito de Campos dos Goytacazes.

O prefeito Wladimir anda tão nervoso que acabou de usar uma reunião pública para enviar a enésima cobrança ao reitor da Uenf para que libere as obras, antes do início das chuvas. Soubesse o prefeito que na Uenf o próprio prédio que abriga a reitoria ficou vários meses sendo inundado por água de chuva por causa de uma obra desastrada no telhado, talvez ele já tivesse desistido de cobrar a ação do reitor da Uenf. Aliás, na última semana voltou a entrar água dentro de uma sala de aula no E-1 (o prédio que abriga a reitoria), mesmo após as informações de que isto não mais ocorreria. O fato é que se não cuidou do telhado do prédio onde trabalho, por que iria o reitor da Uenf ter a reforma do telhado do Arquivo Municipal?

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Então, também com a melhor disposição do mundo, aproveita deste texto para me dirigir ao prefeito Wladimir Garotinho para solicitar que ele se dirija ao presidente da Alerj, o seu mais novo amigo Rodrigo Bacellar, para que este peça o retorno dos R$ 20 milhões e entrega a grana diretamente nos cofres da Prefeitura de Campos dos Goytacazes.

É que, prefeito, o reitor da Uenf tem outras preocupações mais urgentes neste momento, a começar pelo esforço de emplacar o seu sucessor ou sucessora na direção central da universidade a partir de janeiro de 2024. Portanto, convença-se prefeito Wladimir, deste mato não sai coelho. Se agir rápido, quem sabe as sonhadas obras do Arquivo Municipal comecem antes das chuvas do próximo verão. Tic tac tic tac!

Devolve o dinheiro para a Alerj, reitor!

raul wladimir

Na foto, o reitor Raúl Palácio, é ladeado pelos aliados Bruno Dauaire e Wladimir Garotinho, principais interessados na liberação dos R$ 20 milhões entregues pela Alerj à Uenf

Venho acompanhando a “polêmica” envolvendo os R$ 20 milhões destinados pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para reformar o Solar do Colégio onde está abrigado o Arquivo Municipal de Campos dos Goytacazes que, por motivos de baixa transparência, foram enviados para a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) administrar.

A primeira coisa é que sempre achei essa operação do tipo “barriga de aluguel” ruim para a Uenf, na medida em que teríamos que administrar o uso de recursos externos em um local externo ao campus Leonel Brizola, e ainda por cima em um prédio histórico que possui regras muito estritas para a realização de intervenções em sua estrutura física.

A segunda coisa é que se estivéssemos falando de uma cidade sem orçamento, essa “generosidade” seria até compreensível, mas não é o caso. A verdade é que Campos dos Goytacazes possui um dos maiores orçamentos municipais da América Latina que continua sendo usado sem que se veja qualquer melhoria na vida da maioria pobre da sua população. Desta forma, o abandono em que se encontra o Solar do Colégio e diversos prédios históricos de propriedade da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes não se dá por falta de dinheiro, mas indisposição política para preservar o patrimônio arquitetônico municipal.

Por essas duas razões básicas é que não entendi e não apoiei a transformação da Uenf em uma espécie de repassador de dinheiro público para uma prefeitura onde sobra dinheiro. Além disso, como o dinheiro foi repassado para ser executado em um ano eleitoral, as dificuldades que surgiram eram mais do que previsíveis.

As razões técnicas para o atraso são desprezadas no ato ataque ao reitor da Uenf

Tenho lido diversos ataques ao reitor da Uenf, Professor Raul Palacio, de quem não tenho procuração para defender. Mas conversando com fontes técnicas que entendem do assunto, fui informado que um dos problemas que causaram o atraso das obras tem mais a ver com a incompetência da própria PMCG do que qualquer má vontade do reitor da Uenf.

O fato é que não apenas todas as etapas precisam ser licitadas, mas os eventuais interessados em participar das obras precisam ter competência comprovada na reforma de prédios históricos. Afora essa “pequena” questão, os órgãos técnicos da PMCG nunca teriam apresentado o projeto técnico para as obras, a começar pelas emergenciais. Como na Uenf inexiste essa capacidade técnica, caberia ao suposto principal interessado, o prefeito Wladimir Garotinho, ter tomado a dianteira e ordenado aos seus secretários que fizessem isso. Mas como o prefeito de Campos dos Goytacazes estava mais ocupado em tentar eleger seus aliados, o presidente Jair Bolsonaro inclusive, aparentemente as obras no Solar do Colégio acabaram ficando para as calendas.

Há que se lembrar que a Uenf cumpre papel semelhante em um prédio histórico em Cabo Frio, mas lá tudo está andando relativamente bem porque o prefeito José Bonifácio (PDT) fez o seu trabalho e apresentou o devido projeto técnico.

Em suma, todo esse chororô contra o reitor da Uenf serve apenas para que o prefeito esconda suas falhas, enquanto o Solar do Colégio e outros prédios históricos apodrecem às vistas de quem quiser ver.

Devolve o dinheiro, reitor!

Diante das constantes de ameaças de processos judiciais, audiências públicas e outros quetais, o reitor da Uenf deveria devolver imediatamente os tais R$ 20 milhões para a Alerj. É que já está claro que no caso do Solar do Colégio, esse dinheiro só representa dor de cabeça que ele não precisa ter.  É o tipo de atrapalho que a instituição pode facilmente dispensar e ainda evitar ter o seu filme queimado. Além disso, se houver algum erro técnico ou de execução financeira, o CPF do reitor é que vai, digamos, entrar na roda.

A verdade é que a Uenf não ganha nada em ficar se prestando ao papel de atravessadora de recursos, enquanto na instituição deixam de ser realizadas atividades essenciais porque até o governo do Rio de Janeiro não cumpre o pagamento dos chamados duodécimos. Curiosamente, os mencionados R$ 20 milhões saíram dos duodécimos que são pagos à Alerj, mostrando bem a discrepância que existe nas prioridades do uso de recursos públicos no estado do Rio de Janeiro.

Sobre a relação com a PMCG, os meus quase 25 anos dentro da Uenf já me mostraram que cada lado pode viver sem o outro, e muito faz quem não atrapalha.