Presidente da Asfetec fala sobre a greve na FENORTE

Em meio a uma greve que se mostra forte e consistente, mesmo frente às ameaças de corte de ponto, os servidores da Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE) estão mobilizados e hoje comemoram com um café da manhã o “Dia do Trabalhador”. 

No vídeo abaixo, o presidente da Asfetec, fala das razões do movimento e da disposição de luta dos servidores da FENORTE.

Nahim pede fim de greve para negociar, mas servidores da FENORTE rejeitam por não confiarem no (des) governador Pezão

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Apesar de ter saído da presidência da Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE), o Sr. Nelson Nahim continua tentando interferir à distância. A mais recente tentativa foi um pedido condicionando a abertura da negociação com o (des) governo agora comandado por Luiz Fernando Pezão ao final da greve que está sendo realizada pelos servidores. 

Mas parece que a influência de Nahim junto aos servidores da FENORTE, que já era pequena quando ele ocupava a presidência da instituição, agora é praticamente nula. É que reunidos em assembléia no dia de ontem, os servidores da FENORTE rejeitaram por unanimidade a condição apresentada por Nahim, e decidiram manter o movimento de greve por tempo indeterminado.

Segundo o presidente da Associação  dos Servidores da Fenorte e Tecnorte (Asfetec), Gustavo Guimarães, a decisão de se manter em greve se deveu principalmente pelo fato dos servidores não terem nenhuma confiança no (des) governo do Rio de Janeiro, só aceitando negociar a greve com a apresentação de soluções concretas para os principais pontos da pauta de reivindicações que já foi apresentada repetidas vezes e que até agora continuam sem qualquer solução à vista.

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Gustavo Guimaraes, presidente da Asfetec, diz que servidores da FENORTE só aceitam sair de greve com propostas concretas na mesa por não confiarem no (des) governo do Rio de Janeiro.

Nisso tudo o mais esquisito é saber que Nelson Nahim ainda não entendeu que não manda mais na FENORTE. Afinal, se tivesse tido alguma influência, a greve nem teria sido iniciada. Ou não?

JORNAL O DIA repercute ocupação da reitoria da UENF pelos estudantes

Alunos ocupam reitoria da Uenf

Universitários, técnicos administrativos e docentes da instituição estão em greve desde março. Estudante faz greve de fome

O DIA

Rio – Cerca de 20 alunos em paralisação desde o dia 17 de março ocuparam a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), em Campos dos Goytacazes, Norte do Estado, na manhã desta terça-feira. Foi colocada uma mesa em frente à entrada para impedir o acesso ao local, por volta das 7h. Entre as principais reivindicações está o funcionamento imediato do restaurante universitário e o aumento de 75% das bolsas de assistência estudantil e auxílio aos cotistas, ambos de R$ 300, atingindo o valor de R$ 525. Eles também pede a criação de moradia estudantil.

De acordo com Braullio Fontes, diretor geral do DCE Apolônio de Carvalho, várias reuniões entre Uenf e governo foram realizadas, mas os estudantes não foram convidados a participar de nenhuma delas. “Falta diálogo por parte do governo. Queremos uma solução definitiva para os nossos problemas”. Um aluno do curso de Agronomia, identificado como Luiz Alberto Araújo da Silva, iniciou na tarde de ontem uma greve de fome em apoio ao protesto e divulgou uma carta-manifesto. 

Alunos ocuparam reitoria da Uenf, em Campos

Foto:  Antonio Guzzo / Whatsapp O DIA

A reitoria da universidade reconheceu a legitimidade das reivindicações dos alunos e disse que trabalha para cumprí-las, mas depende de todos os trâmites legais para dar início ao funcionamento do Restaurante Universitário. Já foram iniciados os trabalhos referentes ao processo licitatório para a compra de equipamentos e utensílios para o restaurante.

A Uenf também disse que analisa internamente, junto à nossa Diretoria Geral Administrativa, a viabilidade do reajuste das bolsas. Segundo a universidade, havendo viabilidade financeira, a proposta será submetida aos colegiados competentes. A questão do auxílio moradia já é um tema de discussão interna dentro da UENF e a Reitoria tem tentado buscar alternativas para implementá-lo, disse a nota.

Alunos apoioam greve de técnicos e professores 

Aluno do curso de Agronomia da Uenf faz greve de fome

Foto:  Leitor WhatsApp O DIA

Braullio disse que os alunos estão juntos em apoio à greve dos técnicos administrativos e docentes da Uenf e servidores da Fenorte, que estão em greve desde os dias 20, 13 e 17 de março, respectivamente. Os estudantes apoiam as reivindicações das categorias. 

Está prevista para amanhã uma manifestação envolvendo as três frentes, saindo do campus da Uenf em direção ao Centro de Campos. Os servidores pedem revisão do Plano de Cargos e Vencimentos. Já os docentes pedem  

Os servidores da Fenorte (Fundação Estadual do Norte Fluminense) reivindicam a transferência do quadro de funcionários para a Universidade do Norte Fluminense (Uenf). O servidor Antonio Guzzo pede a transferência para que possam trabalhar e criticou o desperdício de dinheiro em salários e encargos para funcionários sem função. “O reitor da Uenf já solicitou nossa transferência, no entanto, até o momento, sem apoio do governo”, disse.

Em nota, o governo do Estado disse que está dialogando constantemente com representantes de todas as categorias envolvidas, apesar dos alunos dizerem o contrário. Quanto as reivindicações dos servidores, a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia disse que a concessão de reajustes e outros benefícios está condicionada ao fim imediato da greve e ao retorno à normalidade das atividades administrativas e acadêmicas. A secretaria aponta a paralisação como inoportuna.

FONTE: http://odia.ig.com.br/noticia/educacao/2014-04-08/alunos-ocupam-reitoria-da-uenf.html

Uma resposta à resposta do deputado Roberto Henriques sobre o corte de ponto na FENORTE

Li com atenção e divulguei a resposta que me foi dada pelo deputado Roberto Henriques sobre a situação discricionária a que os servidores da FENORTE estão sendo submetidos com a colocação do código “61” (greve) em suas folhas de ponto, o qual implicará em várias repercussões negativas para um conjunto de servidores que estão com seus salários efetivamente congelados desde 2006.

O deputado Roberto Henriques, com quem pessoalmente não possuo nenhum tipo de problema pessoal, me atribui um cochilo na postagem da missiva que lhe remeti via este blog, onde solicito que ele intervenha junto a um dos seus indicados políticos a ocupar cargo comissionado dentro da FENORTE para que cessasse a colocação do famigerado código “61” nas folhas de ponto de servidores que estão sob sua égide. O deputado Roberto Henriques reclama do anonimato em que eu coloquei o seu indicado. Adianto que adotei esta linha não por não saber o nome da pessoa que está fazendo este tipo de pressão inaceitável, mas para preservar os servidores que estão sofrendo tal arbítrio. Como o próprio deputado Roberto Henriques reconheceu em carta aberta ao (des) governador Sérgio Cabral que 8 dos 40 ocupantes de cargos comissionados na FENORTE são de sua indicação (Aqui!), creio que ele poderia dar um simples telefonema a cada um deles para verificar se há envolvimento (ou não) nesta prática hedionda.

Mas para demonstrar que não estou jogando palavras ao vento, mostro abaixo a folha de um servidor que já teve o código “61” colocado em 8 dias seguidos. Assim, se a ligação telefônica não resolver o mistério do anonimato, o exame grafotécnico certamente o fará.  E ai com o mistério resolvido, vou aguardar que o nobre parlamentar, se distancie politicamente dessa pessoa de forma imediata. É que, como deve bem saber o deputado Roberto Henriques,  existem certos aliados que nos causam mal maior do que os piores inimigos. 

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Quero deixar claro que não vejo essa situação como mero problema administrativo, pois reflete uma orientação política de pressionar e coagir um grupo de servidores que está com toda legitimidade tentando garantir melhores salários e condições objetivas de honrar a sua condição de servidores públicos. Por essas e outras é que me dirigi ao deputado Roberto Henriques para que aja de forma rápida e resoluta para terminar com essa pressão. E continuo esperando que ele o faça.

Finalmente, para não deixar dúvidas sobre essa situação do corte de ponto na FENORTE, fui informado hoje pelo comando de greve da ASFETEC que já foi impetrado um processo está sendo analisado um pedido de liminar para sustar essa prática coercitiva.  E neste processo estariam apensadas dezenas de folhas de ponto de servidores da FENORTE mostrando a colocação do código “61”. Esperemos agora que a justiça se pronuncie em defesa do direito constitucional de greve dos servidores que estão sendo coagidos.

Em assembléia lotada, professores da UENF rejeitam chantagem do (des) governo Cabral e mantem greve

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Após duas semanas de greve, os professores da UENF se reuniram novamente na tarde desta 5a. feira (27/03) e rejeitaram tanto a proposta de reajuste de 35% em duas parcelas, como a exigência feita pelo (des) governo Cabral para eles suspendam o movimento para que uma proposta seja enviada à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Essa posição não foi contestado por nenhum dos professores presentes, e reflete a solidez da atual greve.  As informações prestadas pelo Comando de Greve sobre as diferentes reuniões realizadas com representantes da SECT, parlamentares na ALERJ e a excelente recepção que o movimento está tendo nas ruas de Campos dos Goytacazes serviram como razões objetivas para estas decisões.

Por outro lado, numa demonstração de que a solidariedade entre os diferentes segmentos que compõe a comunidade universitária já é um dos grandes ganhos desta greve, a assembléia aprovou a realização de reuniões para articular as atividades que serão promovidas por professores, estudantes e servidores da UENF. Além disso, foi aprovada também um convite para que o comando de greve dos servidores da FENORTE também participe das atividades conjuntas, o que representa outro saldo extremamente positivo deste movimento.

Na questão específica da FENORTE, os professores aprovaram uma moção de solidariedade aos servidores da FENORTE que estão sendo ameaçados pelo corte de ponto como forma de quebrar a justa greve que eles realizam neste momento.

Uma coisa é certa: se o (des) governo comandado por Sérgio Cabral e Pezão acreditava que iria chantagear novamente os professores da UENF a saírem de greve de mãos abanando, a assembléia de hoje mostra que isto não vai acontecer desta vez. Aliás, o que parece claro é que a paciência da maioria dos presentes com o (des) governo do Rio de Janeiro se esgotou de vez em função de tantas promessas descumpridas. Agora que está assumindo o timão de uma nau que parece desgovernada, Pezão faria muito bem para si mesmo negociando em vez de continuar o método da chantagem e da enrolação que prevaleceu até agora.

Greve da UENF mostra sua força com a visita de dois deputados ao campus Leonel Brizola

A greve que ocorre na UENF e envolve os três segmentos da comunidade universitária teve um momento de demonstração de força na manhã desta segunda-feira com a visita dos deputados Jânio Mendes (PDT) e Clarissa Garotinho (PR). Ainda que esse tipo de visita seja essencialmente simbólico, o fato é que os deputados puderem ver de perto um momento de unificação não apenas dentro da UENF, mas também com os servidores da FENORTE.

Como mostram as imagens abaixo, a força desta greve, que ainda está apenas no começo, desafia as noções fáceis de que movimentos grevistas não são ferramentas úteis para avançar a luta dos trabalhadores. O fato é que apenas através do uso deste tipo de ferramenta é que os trabalhadores podem estabelecer alianças que podem arrancar ganhos maiores do que governos e patrões estão normalmente dispostos a conceder.

No caso da presente greve, a unificação que alcança os servidores da FENORTE que realizam um inédito movimento que expõe as entranhas de um processo de apropriação dos seus 40 cargos comissionados por grupos políticos que perdem eleições. Aliás, nesse sentido, a fala da deputada Clarissa Garotinho foi interessante, na medida em que ela defendeu a não extinção da fundação, mas concedeu que aqueles servidores que desejarem ser transferidos para a UENF possam ter esse direito. 

 

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Campus da UENF: um lugar que ainda dará muita dor-de-cabeça ao (des) governo Cabral/Pezão

A forma pela qual o (des) governo comandado pela dupla Sérgio Cabral/Pezão vem tratando as universidades estaduais já deveria ter criado grandes problemas. No entanto, dadas as articulações e submissão das reitorias, a justa reação das comunidades universitárias foi contida dentro dos muros universitários. No caso da UENF, houve ainda uma ação diligente para criar clivagens que dificultassem a unidade entre professores, servidores e estudantes. Apesar disso, ao longo dos últimos sete anos ocorreram uma série de momentos em que parecia que o controle que o (des) governo Cabral/Pezão mantinha sobre a UENF iria desabar, sem que isto se materializasse.

Esse tipo de contenção aparentemente acabou criando uma situação de extremo conforto para a dupla Cabral/Pezão, o que ficou refletido no encurtamento contínuo do orçamento anual da UENF, e um impressionante processo de depreciação dos valores dos salários dos servidores. Para os estudantes sobrou a falta de questões básicas como a finalização da obra do bandejão e de qualquer forma de assistência para a moradia estudantil.

Agora com a entrada em cena dos servidores da FENORTE que junto com os professores da UENF decidiram entrar em greve, a conjuntura que está se formando é de um verdadeiro caldeirão de demandas, visto que os servidores técnico-administrativos também sinalizam para a greve. De quebra, os estudantes também já parecem ter tomado a decisão de avançar o seu processo de reivindicações, o que poderia desaguar numa inédita greve estudantil na UENF.

Para Sérgio Cabral que está praticamente entregando o poder essa conjuntura na UENF pode representar pouco ou quase nada, mas para Luiz Fernando Pezão, a situação que está se montando na UENF pode ter implicações catastróficas não apenas na região Norte Fluminense, mas em todo o Rio de Janeiro. É que a UENF não está apenas sediada no berço político de Anthony Garotinho, mas possui hoje um reconhecimento nacional em termos da excelência de seus cursos de graduação e pós-graduação. Assim, a repercussão deste tipo de movimento que historicamente ficou restrito ao âmbito regional poderá, desta vez, extrapolar os limites do Norte Fluminense.

O interessante é que dotar a UENF de um orçamento decente, pagar salários compatíveis para seus professores e servidores, bem como dotar a instituição de um modelo qualificado de assistência estudantil custaria muito pouco. Mas a opção feita foi pelo sucateamento e pelo sufoco orçamentário. Talvez agora a dupla de (des) governantes venha a pagar um preço político salgado, já que a paciência no campus Leonel Brizola parece ter se esgotado, o que poderá gerar cenas políticas que cedo ou tarde, talvez mais cedo do que tarde, vão ser mostradas pelos que querem o lugar de Pezão no Palácio Guanabara. A ver!

E agora Nahim? Asfetec convoca assembléia para discutir realização de greve na FENORTE

Em recente intercâmbio de argumentos com o jornalista Esdras Pereira, o presidente da Fundação Estadual do Norte Fluminense (FEENORTE), Nelson Nahim ressaltou a eficiência dos trabalhos deste órgão. Pois bem, então é de se esperar que a convocação que está sendo feita pela Associação dos Funcionários da Fenorte e Tecnorte (ASFETEC) para esta terça-feira (11/03) com um único ponto de pauta (decretação de greve) seja recebida por ele com naturalidade e apoio. Afinal, se o desempenho dos trabalhos é de alta qualidade, o justo e correto é que os salários dos servidores também sejam. Ou não?

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