Em abril de 2024, a minha orientanda Mariana Batista de Souza defendeu com sucesso a sua dissertação “Investigando os canais e os gargalos do processo de comercialização dos alimentos produzidos pela reforma agrária em Campos dos Goytacazes/RJ” que apresentava os resultados de um estudo sobre a dinâmica que regula e dificulta a chegada da produção obtida pelos assentados da reforma agrária à população via as chamadas feiras livres.
Eis que agora praticamente 2 anos depois, a revista Coloquio- Revista do Desenvolvimento Regional acaba de publicar um filhote daquela dissertação sob o título de “Do lote às feiras. Desvelando os gargalos que dificultam a comercialização coletiva da produção dos assentamentos der reforma agrária em Campos dos Goytacazes (RJ)”. Este artigo é resulta de um trabalho conjunto que também envolveu o professor Marcelo de Souza do Laboratório de Engenharia Agrícola (LEAG) do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) da Uenf.
Mais do que uma diferença semântica em termos de título, o artigo traz reflexões que avançam sobre o que foi alcançado na dissertação, especialmente no tocante ao papel do governo municipal não apenas como indutor, mas como agente ativo na organização dos mercados.
O artigo mostra também que a ausência de suporte institucional consistente compromete a autonomia econômica dos assentados da reforma agraria. Por outro lado, em termos teóricos, os resultados reforçam a centralidade das mediações comerciais na reprodução das desigualdade o que restou demonstrado é que, sem intervenção pública efetiva e sem fortalecimento organizativo interno, os espaços das feiras livres tendem a reproduzir as assimetrias que estruturam os circuitos convencionais de comercialização.
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