Rafael Diniz, o exterminador do futuro de Campos, importa flautistas de Hamelin para fazer campanha nas redes sociais

exterminadorDepois de exterminar as políticas sociais e gastar bilhões de orçamento sem a prometida melhoria na gestão, Rafael Diniz faz opção de alianças pela direita e uma campanha centrada nas redes sociais

O jovem prefeito Rafael Diniz (Cidadania) manteve no dia de ontem um encontro auspicioso com o principal fiador das reformas ultraneoliberais do governo Bolsonaro, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM) no que pareceu um prenúncio de uma aliança para as próximas eleições municipais em Campos dos Goytacazes ( ver abaixo uma foto do encontro).

rafael rodrigo

Para quem pensa que essa aliança entre Rafael e Rodrigo é despropositada, basta olhar as práticas do prefeito para ver que ele é o precursor da destruição das políticas sociais em Campos dos Goytacazes, que o deputado federal tão ferozmente tenta expandir para o resto do Brasil. Essa é uma aliança que unirá dois políticos que tem clara aversão às necessidades dos mais pobres. E, por causa disso, faz todo sentido e não surpreende.

À primeira vista, a candidatura de Rafael Diniz é aquilo que em inglês se chamaria de um “sitting duck” (um pato pousado na lagoa), pois o seu (des) governo amealhou tanto desgosto na maioria dos pobres que formam o grosso do eleitorado local, que em condições normais de temperatura e pressão, o prefeito não deveria estar se dando ao trabalho de concorrer.

Mas estes não são tempos normais por causa da mistura entre um ambiente político conflagrado pela crise econômica, mas também pelos efeitos devastadores da pandemia da COVID-19. Com isso, se tem uma diminuição da circulação das pessoas e do contato direto entre candidato e eleitor.

Entretanto, o que é defeito para a maioria dos candidatos, para Rafael Diniz é vantagem. É que depois de ter destroçado a maioria das políticas sociais, o jovem prefeito não teria mesmo como visitar pessoalmente a maioria das localidades do município que, aliás, o seu governo deixou em estado de completo abandono. Assim, também faz sentido a informação recebida pelo blog dando conta que Rafael Diniz irá tentar vencer as eleições via as redes sociais, tal como já o fez em 2016. Para tanto, ele já teria importado uma equipe de profissionais de mídia que irão começar a tentar a dourar a pílula amarga que seria mais quatro anos de um governo completamente e inteiramente anti-pobre.

Flautista-de-HamelinCom seus flautistas de Hamelin importados, Rafael Diniz tentará usar as redes sociais para vencer uma eleição na qual as ruas não lhe querem

O problema para Rafael Diniz e seus “flautistas de Hamelin” é que o raio até caiu 2 vezes no mesmo lugar, mas com dificuldades. A primeira delas é que Rafael Diniz fez um péssimo governo, daquele tipo que só destruiu e nada construiu. Até a bandeira da melhoria da gestão foi para as calendas, pois ele não só manteve a política de encher a prefeitura de Campos com apadrinhados de políticos em cargos comissionados, como gastou mal fortunas inteiras, especialmente nas áreas de saúde e educação. Com isso, cria-se uma dificuldade para ilusionismo digital, pois há que se convencer as pessoas que elas não viveram o inferno de uma administração que olhou mais para a “rua das Pedras” em Búzios do que para a avenida Zuza Mota às margens da Lagoa do Vigário de cujas proximidades o avô de Rafael, o ex-prefeito Zezé Barbosa, por tanto tempo reinou sobre a política de Campos dos Goytacazes.

A minha impressão é que diferente de eleições realizadas recentemente, o próximo ciclo eleitoral voltará a depender da capacidade dos candidatos de “vender o peixe” diretamente aos eleitores. Uma razão para isso, como observou um experiente observador do uso político das redes sociais, é que todos os partidos agora usam os espaços virtuais para fazer campanha. Isso não apenas congestiona as redes, mas como deixa todos os gatos parecendo que são da mesma cor. Se isso se confirmar, Rafael Diniz terá poucas chances até para chegar ao segundo turno, tamanha é a sua rejeição popular (existindo até áreas onde ele já está proibido de entrar).

Por último, há quem ache que existam chances de que tenhamos um aperto nas regras de isolamento social nas próximas semanas em função da expansão da pandemia da COVID-19. Se isso acontecer há que se ver se isso deve realmente aos índices de contágio e óbitos. Afinal, as razões para apertar o confinamento sempre estiveram postas e Rafael Diniz, ao contrário do que apontam as estatísticas, tem cada vez mais flexibilizado o funcionamento do comércio local. Daí que qualquer aperto no confinamento terá que ser muito bem explicado por um prefeito que claramente não poderá usar as ruas para fazer a sua campanha de reeleição.

Placas tectônicas da política se movem e fazem várias vítimas: é o que mostra a capa do O Globo

Quem abriu o site do jornal O GLOBO nesta 6a. feira (28/09) notará que as placas tectônicas da política brasileira estão se movendo rapidamente e os resultados não são bons para três candidatos: Jair Bolsonaro, Marina Silva e Geraldo Alckmin, os quais são agraciados por vários artigos dos principais colunistas do jornalão da família Marinho (ver imagem abaixo).

capa ogloboA principal vítima do que hoje parece ser um “landslide” de notícias negativas é Jair Bolsonaro que mereceu um artigo intitulado “As barbaridades que Jair Bolsonaro e seu vice dizem” do inabalável Merval Pereira. Mas Ancelmo Gois também nos informa que Bolsonaro já até marcou sua próxima cirurgia, enquanto Nelson Motta nos conta quais critérios afetarão o voto feminino no dia 07 de Outubro. 

Quando colocadas juntas essas peças há um apontamento único que é a de que a situação de Jair Bolsonaro começa a passar por um processo de derretimento, o qual deve ser acelerado pela onda avassaladora de denúncias que circula hoje na mídia corporativa.

Mas também há espaço para que se anuncie mais problemas para o PSDB quando as operações da Polícia Federal contra Marconi Perillo, um dos principais grão tucanos que ainda não tinham passado por um escrutínio similar ao de Aécio Neves.  Não faltou ainda um anúncio fúnebre para a candidatura de Marina Silva na forma de um artigo assinado por Bernardo Mello Franco.

E quem sobra nessa sopa? Aparentemente Fernando Haddad e Ciro Gomes. Se for isso mesmo, vamos ver com quem a família Marinho irá se alinhar.  Alguém arrisca um palpite?

Missão impossível! Diretor do Polo UFF de Campos dos Goytacazes recebe intimação judicial para impedir militância partidária

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O diretor do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional (ESR) da UFF em Campos dos Goytacazes, Prof. Roberto Rosendo, recebeu na noite de ontem (19/09) uma intimação vinda do juiz Ralph Manhães, que se apresenta como um daqueles desafios que todo dirigente de universidade pública terá sempre dificuldade de cumprir, dada a natureza da pluralidade de costumes e práticas que são inerentes à vivência universitária (ver figura abaixo).

intimação

A intimação informa que o Professor Rosendo :

deve se abster de praticar ou permitir ato de adesivação e panfletagem no interior dessa instituição, bem como a realização de reunião partidária ou manifesto político em desrespeito à legislação eleitoral e o princípio da isonomia com demais partidos e correntes políticas durante o período pré-eleição sob as penas da lei”.

A primeira parte certamente da intimação (a que diz que ele de se abster de praticar atos que firam a legislação eleitoral) será rapidamente cumprida pelo Prof. Rosendo, uma pessoa que conheço pessoalmente e sei que dificilmente se envolveria num ato de desobediência a uma ordem judicial.

O desafio posto para ele, e afirmo desde já de difícil cumprimento, é de impedir a ocorrência de atos de adesivação e panfletagem, bem como de impedir reunião partidária e, pior, de manifesto político, dentro da UFF Campos. E a razão é simples para isto: o diretor do pólo da UFF não possui poder de polícia ou, sequer, pessoal suficiente para conseguir controlar as ações da comunidade acadêmica que freqüenta a unidade diariamente, quanto mais para impedir a realização dos atos ditados a ele para impedir. 

É quase como se tivesse sido dada uma ordem para impedir que o sol nasça após a noite. E, pior, se o professor Roberto Rosendo tentar obedecer a ordem judicial, ele certamente criará para si um ambiente hostil que comprometerá completamente a sua habilidade de realizar a já difícil tarefa de fazer o pólo da UFF Campos funcionar dentro de condições mínimas de qualidade, basicamente porque lhe faltam recursos financeiros para tanto.

Além disso, me parece estranho que atividades partidárias deste ou daquele partido sejam impedidas por ferir a isonomia com demais partidos e correntes políticas. É que mesmo que seja desejável tal isonomia não será garantida por decisão judicial, mas pela sim pela existência de apoiadores de todas os partidos e correntes existentes entre os membros de uma determinada comunidade, o que sabemos ser praticamente impossível.

Diante deste quadro de impossibilidade, me parece que o professor Roberto Rosendo deverá receber todo o apoio legal que possa receber da reitoria da UFF. É que como esta situação foi posta, o mais provável que cedo ou tarde ele será indiciado por descumprir uma ordem incumprível.

E pergunto a vocês: será que não existem outros locais na cidade de Campos dos Goytacazes em que a legislação eleitoral esteja merecendo mais proteção do que no interior de uma universidade pública onde a pluralidade é garantida pela convivência direta entre seus membros?

Além disso, nunca é demais lembrar de uma tal de “autonomia universitária” garantida pela Constituição Federal de 1988, essa tão judiada e esquecida carta suprema.

Jair Bolsonaro prova do próprio veneno ao ser esfaqueado em comício

bolsonaro esfaqueado

Informações que estão vindo de Juiz de Fora dão conta que o candidato Jair Bolsonaro  (PSL) teve de passar por uma cirurgia no fígado por causa de um atentado contra a sua vida [1]. Esse caso materializa de forma bastante exemplar o tipo de ambiente hostil que foi criado na atual campanha presidencial pelo próprio Bolsonaro que disseminou propositalmente com fins eleitorais. Basta lembrar a cena em que segurou um tripé de fotografia e o transformou em uma metralhadora metafórica para, segundo ele mesmo, metralhar petistas [2].

A possibilidade de que um ataque fosse promovido contra sua vida aparentemente estava clara para Bolsonaro, na medida em que ele andava protegido por um colete de balas e cercado de seguranças pelos eventos onde ele disseminava sua não plataforma baseada, entre outras coisas, na homofobia e na misoginia.

Convenhamos, como esse atentado mostrou, Jair Bolsonaro  é apenas uma expressão da violência que campeia na sociedade brasileira. Aliás, a própria viabilidade eleitoral de sua candidatura é expressão de algo ainda pior, que é a capacidade das elites brasileiras apoiaram qualquer um que possa servir de instrumento para manter a abjeta desigualdade social que existe no Brasil.

Mas uma coisa é certa: Bolsonaro provou do próprio veneno. Afinal, quem adota a violência como método de ação política, cedo ou tarde acaba experimentaondo uma espécie de efeito boomerang e se transformando no alvo daquilo que pregou.

Por último, esse ataque adiciona um grau de conflitividade ainda maior a um processo eleitoral que já se desenhava como um dos mais polêmicos no pós-Ditadura de 1964. Vamos ver como se comportam os meios de comunicação e o judiciário brasileiro que até agora, convenhamos, passaram a mão na cabeça de Jair Bolsonaro. Só falta ele ser transformado em algum tipo de mártir da democracia brasileira. A ver!


[1] https://oglobo.globo.com/brasil/bolsonaro-leva-facada-em-ato-de-campanha-em-minas-assista-ao-video-23046155

[2] https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/09/06/stf-da-10-dias-para-bolsonaro-explicar-declaracao-sobre-fuzilar-a-petralhada.ghtml

O PSOL, sua crença no “gordinho”, e o risco da despolitização

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Tenho acompanhado a campanha eleitoral do PSOL no Rio de Janeiro com certa impaciência, pois vejo a repetição de receitas que centram no apelo identitário e contribuem para a manutenção de um discurso essencialmente despolitizado.  Para mim o maior exemplo dessa estratégia está na forma com que o candidato a governador, o professor Tarcísio Motta, está sendo reapresentado ao eleitorado fluminense em sua segunda postulação ao cargo de governador do Rio de Janeiro. 

Essa estratégia não está centrada em apresentá-lo como o candidato mais bem preparado para gerir o aparelho de estado em prol dos interesses da maioria da população (coisa que ele efetivamente é), mas sim em criar um processo de empatia a partir da figura do “gordinho” (ver exemplo de material de propaganda abaixo). 

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É como se a aproximação dos eleitores com o PSOL e seu candidato a governador dependesse da carga de  quilos em excesso que Tarcísio Motta carrega consigo, e não da plataforma eleitoral que a candidatura dele deve expressar (plataforma essa completamente ausente na chamada que selecionei, um problema que se repete em tantas outras que já vi). 

Como sabemos que a maioria dos cidadãos está mais preocupada com saídas para a crise profunda em que os anos de governo do PMDB colocaram o Rio de Janeiro, a aposta em criar mais uma camada identitária para aumentar o alcance eleitoral do PSOL , o que sinceramente é desapontador.  É que o PSOL já está inundado de propostas identitárias, e mais uma, ainda mais uma que recorre ao aspecto bonachão do “gordinho”, não serve para que sejam feitas as discussões necessárias para que o Rio de Janeiro possa sair do pântano financeiro, social e político em que Sérgio Cabral et caterva nos colocaram.

Ainda que eu não seja um especialista em campanhas eleitorais, precisamos que haja um programa eleitoral que faça a ligação entre as dificuldades diárias da população fluminense com os elementos estruturais que hoje impõe uma carga descomunal de sofrimento à maioria pobre do povo brasileiro (por ex: o tamanho da dívida pública, a estagnação da indústria fluminense). Há que se explicar a necessidade de se romper com a lógica rentista que hoje impõe a destruição dos serviços públicos, incluindo saúde e educação, e o estabelecimento de um estado de sítio contínuo para controlar a revolta diária dos que sofrem.

Ao fazer isto, haverá a necessidade de que se eleve o grau de politização da população mais pobre, pois só assim teremos condições de ampliar o necessário processo de organização política que poderá permitir o enfrentamento dos problemas estruturais que citei acima.  E não me parece que será com a opção da campanha do “gordinho boa gente” que isto será feito.

E é sempre preciso lembrar que vitórias eleitorais não são medidas apenas pelo número de votos que se consegue, mas, fundamentalmente, no tipo de educação política que as campanhas logram alcançar. Esse parece ser o principal dilema que o PSOL ainda não conseguiu resolver como partido: se quer apenas concorrer para eleger candidatos e acessar o aparelho de estado para “governar diferente”, ou se quer efetivamente se apresentar como uma alternativa aos processos de luta que estão se apresentando no horizonte do povo brasileiro, independente de quem for eleito nas próximas eleições.

Como outro portador da identidade “gordinho”, espero que Tarcísio Motta supere o limiar da propaganda proposta pelos marqueteiros do PSOL e nos leve mais adiante no processo de conscientização que precisa ser urgentemente criada para impedirmos que o Rio de Janeiro continue sendo o principal laboratório das reformas ultraneoliberais em curso no Brasil.

Vice-reitor da UENF em ato de campanha de Pezão. Pode isso, Arnaldo?

Há vários anos venho sendo criticado pelos dirigentes da UENF por minhas atividades fora do espaço das salas de aula e do meu laboratório. É que segundo já ouvi,  eu seria “radical demais” nas minhas posições políticas. Bom, numa coisa quem me critica está certo: eu jamais misturei minhas convicções político-partidárias com as minhas funções institucionais. Aliás, como não sou filiado a nenhum partido político, o que se pode criticar à vontade são minhas políticas políticas, o que não tem nada a ver com minhas obrigações institucionais.

Por que toco nesse assunto neste momento? É que hoje vi uma postagem no blog do ex-deputado e ex-governador, e primeiro marido de Campos dos Goytacazes, onde ele colocou uma imagem dos apoiadores locais do (des) governador Luiz Fernando Pezão durante a última campanha eleitoral, e para minha surpresa localizei na imagem alguém que Garotinho parece não conhecer, o vice-reitor da UENF, Prof. Edson Corrêa da Silva, que na imagem abaixo aparece no círculo vermelho e em posição devidamente contrita.

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E ai, qual seria o problema do vice-reitor da UENF estar num ato de campanha de Pezão? Nada à primeira vista, já que todo cidadão tem o direito de optar por determinados candidatos. Mas que fica estranho, um vice-reitor em exercício participar de ato de campanha, isso fica. Além disso, esse mesmo vice-reitor recentemente fez um pedido estranho na reunião do Conselho Universitário: que não se fizesse nenhuma mobilização que pudesse irritar os membros do executivo estadual. E ai fica a pergunta: quem pediu foi o vice-reitor da UENF ou o eleitor de Pezão?

Mas uma curiosidade minha: se o vice-reitor participou de atividades de campanha, por que estamos assim tão abandonados por Pezão? Seria Pezão um ingrato, ou só é mesmo esquecido?

É como diz a Luciana Genro… quem paga a banda é que escolhe a música

Doações de campanha somam R$ 1 bi

Os 19 maiores financiadores de campanha respondem por metade do valor doado até agora por empresas e indivíduos na eleição deste ano.

José Roberto de Toledo, Rodrigo Burgarelli e Daniel Bramatti

Financiamento de campanha - Empresário feliz

Os 19 maiores financiadores de campanha respondem por metade do valor doado até agora por empresas e indivíduos na eleição deste ano. As contas de partidos, comitês e candidaturas em todo o País receberam desses 19 grupos privados R$ 522 milhões do total de R$ 1,040 bilhão vindo de contribuições de pessoas físicas e jurídicas até agora.

Esses valores são todos de origem privada e calculados após levantamento que elimina distorções ou eventuais erros cometidos pelas candidaturas. Somando-se o que vem do Fundo Partidário, cuja origem são recursos públicos, o dinheiro que circulou até agora nas campanhas supera R$ 1,138 bilhão. E isso é só o começo. O montante de R$ 1,040 bilhão refere-se ao que foi declarado por candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal e estadual ou distrital até 6 de setembro. Como se trata de uma prestação de contas parcial, não é possível comparar com o que foi arrecadado na eleição de quatro anos atrás.

A concentração das doações é significativa. São quase 29 mil doadores até agora, mas 2 de cada 3 reais arrecadados pelas campanhas vieram dos 100 maiores doadores. Sozinho, o maior deles, o Grupo JBS, doou até agora R$ 113 milhões, ou 11% do total doado. Dona de marcas como Friboi, Swift e Bertin, o grupo tem outras empresas que também doaram, como Seara e Flora Higiene-Limpeza.

O PT foi o partido que mais recebeu da JBS: R$ 28,8 milhões – ou 1 de cada 4 reais doado pela empresa. O PSD ficou em segundo lugar, com R$ 16 milhões, e o PMDB, em terceiro, com R$ 14 milhões. Entre todos os candidatos, a maior beneficiada pelas doações da JBS foi a presidente Dilma Rousseff.

O setor de alimentação tem uma outra grande doadora. O grupo Ambev – dono de marcas como Brahma, Antarctica e Skol – aparece em quarto lugar no ranking, com R$ 41,5 milhões doados. O dinheiro foi recebido principalmente por candidatos e comitês do PMDB (R$ 12 milhões), PT (R$ 11 milhões) e PSDB (R$ 8 milhões). O setor financeiro tem duas das 10 maiores doadoras. O grupo Bradesco está em sexto, somando R$ 30 milhões em contribuições vindas de empresas como Bradesco Vida e Previdência, Bradesco Saúde e Bradesco Capitalização, entre outras. O conglomerado deu, até agora, R$ 9,4 milhões para o PSD, R$ 8,7 milhões para o PT, R$ 6,7 milhões para o PMDB e R$ 5,2 milhões para o PSDB.

O banco BTG Pactual e sua administradora de recursos doaram R$ 17 milhões e estão em décimo lugar na classificação geral. PT e PMDB foram os beneficiários de quase 80% desse dinheiro.

O protagonismo desses dois bancos e a atuação de outras empresas do setor que costumam colaborar financeiramente com as campanhas políticas não chega a superar o destaque das empreiteiras na lista de doações para partidos, comitês e candidaturas. Juntas, as construtoras contribuíram com quase R$ 300 milhões, ou 30% do total arrecadado até agora.

Dos dez maiores doadores da atual campanha, cinco são grupos empresariais que tiveram origem no ramo da construção. São os casos da OAS (2.º maior), Andrade Gutierrez (5.º lugar), UTC Engenharia (7.º), Queiroz Galvão (8.º) e Odebrecht (9.º). Os valores foram agregados por grupo econômico e incluem subsidiárias de outros setores, como energia.

Segunda colocada no ranking dos maiores contribuintes com os políticos, a Construtora OAS acumula R$ 66,8 milhões em doações. O PT ficou com quase metade desse dinheiro, ou R$ 32 milhões. O restante foi dividido entre PMDB, PSDB e PSB, entre outras legendas.

A Andrade Gutierrez doou R$ 33 milhões, divididos quase que exclusivamente entre PT (R$ 16 milhões) e PSDB (R$ 13 milhões). A UTC deu R$ 29 milhões (R$ 13 milhões para petistas), a Queiroz Galvão doou R$ 25 milhões (PMDB recebeu R$ 7 milhões), e o grupo Odebrecht, R$ 23 milhões, principalmente para PT, PSDB e DEM. O terceiro maior doador é do setor de mineração. O grupo Vale doou cerca de R$ 53 milhões até agora, por meio de uma série de empresas. Dois partidos se destacam entre os beneficiários de suas doações: PMDB (R$ 20,6 milhões) e PT (R$ 14,5 milhões). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1622745-doacoes-de-campanha-somam-r-1-bi

Por que será que Pezão é o campeão da arrecadação de campanha no RJ? É só checar a lista de doadores!

Pezão arrecada 65,6% do total da receita de campanhas

Construtoras são as campeãs de doação ao peemedebista

Luciana Nunes Leal, do

Renato Araujo/ABr

 Luiz Fernando Pezão, vice-governador do Rio de Janeiro

Luiz Fernando Pezão: Pezão mais que dobrou a arrecadação em um mês.

Rio – O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) arrecadou R$ 13,034 milhões para a campanha de reeleição, equivalentes a 65,6% de todos os recursos arrecadados até agora pelos candidatos ao governo do Rio de Janeiro, que somam R$ 19,871 milhões. Construtoras são as campeãs de doação ao peemedebista: a Carioca Christiani Nielsen contribuiu para a campanha com R$ 1,670 milhão; a OAS, com R$ 1,225 milhão e a Concremat Engenharia, com R$ 1 milhão.

Outro grande doador foi o Itaú Unibanco, com R$ 500 mil e a Construtora Queiroz Galvão, que doou R$ 255 mil. Os dados estão na base de dados da segunda parcial de arrecadação enviada pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pezão mais que dobrou a arrecadação em um mês.

No início de setembro, as doações ao governador somavam R$ 5,795 milhões. O peemedebista gastou mais do que arrecadou: R$ 13,660 milhões. Pezão está em segundo lugar (23%) na mais recente pesquisa de intenção de voto do Estado, divulgada pelo Datafolha na quarta-feira, 3.

O candidato do PT, Lindbergh Farias, quarto colocado na pesquisa, com 11%, obteve a segunda maior arrecadação: R$ 3,726 milhões. Os gastos da campanha petista ultrapassam em mais de R$ 1 milhão a arrecadação do candidato e somam R$ 4,870 milhões.

Segundo dados do TSE, o ex-governador Anthony Garotinho, candidato do PR e líder das pesquisas eleitorais (28% no Datafolha), arrecadou R$ 2,2987 milhões até agora. A Construtora OAS doou R$ 300 mil para a campanha de Garotinho.

O candidato do PRB, Marcelo Crivella, terceiro colocado na pesquisa Datafolha, com 18%, declarou à Justiça Eleitoral ter arrecadado R$ 787 milhões até agora.

O próprio candidato declarou ter doado R$ 50 mil para a própria campanha. O TSE informou também a arrecadação de comitês financeiros e direções partidárias.

O PMDB é mais uma vez o campeão, com arrecadação de R$ 24,578 milhões do comitê.

O principal financiador é o frigorífico JBS, com R$ 6,6 milhões.

A direção do PMDB-RJ declarou arrecadação de R$ 22,339 milhões. A direção estadual do PR tem em caixa R$ 11,585 milhões, sendo R$ 3 milhões oriundos da JBS. o PT-RJ declarou ao TSE receita de R$ 895 mil, sendo R$ 300 mil doados pela Carioca Christiani Nielsen Engenharia. O PRB fluminense tem R$ 550 mil.

FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/pezao-arrecada-65-6-do-total-da-receita-de-campanhas

Sérgio Ruy, agora secretário de Fazenda, está tendo que explicar possível desvio de verbas

O Sr. Sérgio Ruy foi um osso duro de roer para as centenas de milhares de servidores estaduais durante a maior parte do (des) governo Cabral/Pezão como o titular da pasta de Planejamento e Gestão. De lá, ele comandou o arrocho salarial que hoje torna o Rio de Janeiro o estado que menos gasta com servidores públicos no Brasil inteiro.

Como prêmio (ou seria punição?) ele foi promovido a secretário de Fazenda, e já tendo que explicar o possível desvio de verbas públicas para uso na campanha do atual (des) governador Luiz Fernando Pezão. Pelo pouco que eu conheço de Sérgio Ruy, ele deve ter ficado furioso. É que ele detesta ter que dar explicações de qualquer natureza.

Para maiores detalhes, publico abaixo material que está colocada no site do Jornal Terceira Via.

Fazenda do RJ nega desvio de recursos para financiamento de campanha

TRE lacrou, há dez dias, a empresa de comunicação visual High Level Signs, suspeita de participar de um esquema de desvio de verba pública

Fazenda do RJ nega desvio de recursos para financiamento de campanha (Foto: Estado do Rio)

O secretário da Fazenda do Estado do Rio, Sérgio Ruy Barbosa, negou na quarta-feira (20) que recursos públicos tenham sido desviados para o financiamento de material de campanha política. Há dez dias, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) lacrou a empresa de comunicação visual High Level Signs, suspeita de participar de um esquema de desvio de verba pública para elaborar propagandas de candidatos, principalmente do PMDB, partido do prefeito Eduardo Paes e pelo qual o governador Luiz Fernando Pezão concorre à reeleição. “A hipótese de desvio de recurso público me parece absurda”, disse Barbosa.

Segundo ele, o governo do Estado mantém contrato, a partir de licitação, com “três ou quatro” agências de propaganda para efetuar a comunicação institucional. “São essas agências de propaganda que contratam fornecedores. Nós não temos relação direta com fornecedores de material gráfico, com veículos de comunicação”, disse Barbosa, que acrescentou não saber detalhes do caso da High Level Signs.

No Estado do Rio, a Secretaria da Fazenda é o órgão que abriga as instâncias de controle da administração pública – a Auditoria Geral do Estado (AGE) e a Contadoria Geral do Estado (CGE) -, na ausência de uma controladoria geral independente, situada no primeiro escalão. Segundo Barbosa, os contratos com as agências de publicidade são auditados dentro da rotina que existe no governo e passam também pelo crivo do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e, eventualmente, pelo Ministério Público Estadual.

“A informação que tenho é essa, de que estão em situação regular não há nada irregular neles. Eles estão dentro do prazo de validade, recebem recursos previstos previamente no orçamento. Cumprem todos os requisitos que uma contratação pública deve ter”, disse.

No âmbito municipal, a hipótese de desvio de recursos públicos para o financiamento de campanhas também é infundada, afirmou o Controlador Geral do Município do Rio, Antonio Cesar Lins Cavalcanti. “A prefeitura não tem nenhuma relação com essas empresas. O que identificamos foram pagamentos realizados em 2009 e 2012, com valores irrisórios, para folders de eventos.”

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/estado_do_rj/54036/fazenda_do_rj_nega_desvio_de_recursos_para_financiamento_de_campanha

A UENF agoniza por falta de recursos enquanto o governo Pezão e as empreiteiras vão num relacionamento cheio de aditivos e doações de campanha

Fornecedoras do governo Pezão doam milhões ao PMDB

Empresas que firmaram aditivos recentes em contratos com o governo fluminense aparecem como financiadoras do PMDB e da campanha de Pezão

Thiago Prado e Daniel Haidar, do Rio de Janeiro
Pezão na inauguração da UPP da Vila Kennedy

Pezão na inauguração da UPP da Vila Kennedy (Divulgação/VEJA)

Fornecedores do governo do Rio de Janeiro ajudaram a financiar as campanhas eleitorais do PMDB neste ano, segundo dados da primeira parcial de pestações de contas das campanhas entregues à Justiça Eleitoral. Em dois casos, as doações foram feitas simultaneamente à autorização de pagamentos do governo Luiz Fernando Pezão (PMDB), que tenta a reeleição. No total, prestadoras de serviço do Estado, que receberam pagamentos em 2014, doaram 7,13 milhões de reais para o Comitê e o Diretório do PMDB no Rio de Janeiro.

O caso mais emblemático é o da empresa Ipê Engenharia, que obteve a prorrogação de um contrato exatamente no mesmo dia em que sua contribuição caiu na conta do Comitê Financeiro Único do PMDB. A Ipê Engenharia contribuiu até agora para as eleições com 1,5 milhão de reais em duas transferências eletrônicas, nos dias 14 e 23 de julho, destinadas ao Diretório do PMDB. Em 18 de julho, o diretório transferiu os recursos para o Comitê Financeiro Único do partido. No dia, foi autorizada no Diário Oficial a segunda prorrogação de um contrato com previsão de pagamento de 1,4 milhão de reais para a empresa, pela locação de equipamentos para drenagem e pavimentação de rodovias na Região Serrana.
 
Leonel Gonçalves da Costa Júnior, sócio da Ipê Engenharia, alegou que foi “coincidência” ter recebido a prorrogação de um contrato milionário, poucos dias depois de doar recursos para o PMDB. Ele não soube informar exatamente quais rodovias receberiam seus serviços, mas disse que o contrato garante a pavimentação e a drenagem apenas nos momentos em que houver necessidade. “Não sei dizer quem pediu a doação. Foram pessoas do partido, que a gente convive e conhece. Meu faturamento do ano passado (90 milhões de reais) permitiu fazer esse valor de contribuição”, afirmou Leonel ao site de VEJA. A Ipê faturou mais de 148 milhões de reais do governo do Rio de Janeiro entre 2013 e 2014, sendo que 5,2 milhões de reais foram desembolsados no dia 27 de junho.
 
A assessoria de do governo Pezão informou apenas que houve um “aditivo de prazo da obra (prorrogado por 180 dias) e não de valor”.

A construtora Colares Linhares passou por uma situação semelhante. No dia 24 de julho, garantiu 655.000 reais ao renovar um contrato, iniciado em 2010, de contenção de encostas em rodovias da Região Serrana. No dia seguinte, contribuiu com 1 milhão de reais para o Comitê Financeiro Único do PMDB. No início de junho, a Linhares já havia obtido a prorrogação de um convênio para fornecimento de equipamentos para pavimentação da malha rodoviária, por 1,4 milhão de reais. Somente neste ano, a empresa faturou pouco mais de 17 milhões de reais do governo fluminense.Procurado, Renardo Linhares Colares, sócio da empresa, não quis dar declarações. A assessoria de imprensa do governo informou que os 655.000 reais se referem a um reajuste anual de contrato (neste caso de 2010) previsto em lei. 

Outra empresa beneficiada por um aditivo, pela quinta vez no mesmo contrato, foi a Hécio Gomes Engenharia. Uma prorrogação do serviço subiu o valor da contratação para 63,7 milhões de reais no dia 16 de junho. No dia 31 de julho, a empresa contribuiu com 230 mil reais para o Comitê Financeiro Único do PMDB.  A empresa já faturou 27,1 milhões de reais do governo fluminense neste ano. “Todas as doações são legais cumprindo a legislação eleitoral”, informou a assessoria de campanha de Pezão.
 
Grandes empreiteiras, como a OAS e a Carioca Christiani-Nielsen Engenharia, também aparecem na lista de doadores e fornecedores do Estado. Contribuiram respectivamente com 2 milhões de reais e com 1,3 milhão de reais. A Carioca embolsou 17 milhões de reais por serviços prestados ao governo Pezão somente neste ano e é sócia do consórcio RioBarra, que atua na construção da Linha 4 do Metrô do Rio. A OAS faturou diretamente 54 milhões de reais do governo fluminense, incluindo obras da construção do Arco Metropolitano, e é acionista da Invepar (operadora do metrô do Rio).
 
Almeida e Filho Terraplenagens e Collet & Sons Engenharia também deram respectivamente 1,1 milhão de reais e 200.000 reais para o PMDB. Faturaram, pela ordem, 33,2 milhões de reais e 552.855 reais do governo do Rio neste ano.

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/fornecedoras-do-governo-pezao-doam-milhoes-ao-pmdb