Números discrepantes da pandemia da COVID-19 colocam em xeque a “Fase Verde” adotada em Campos dos Goytacazes

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Já externei neste blog minhas dúvidas sobre a pertinência da adoção da chamada “Fase Verde” em Campos dos Goytacazes, pois informações chegadas de diferente partes do município dão conta de que está ocorrendo um agravamento dos casos de infecção e morte por COVID-19 em áreas onde até recentemente os efeitos da pandemia estavam razoavelmente leves.

A partir dessas dúvidas realizei um levantamento em três fontes de dados (Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e Prefeitura Municipal ) para verificar inicialmente como anda a totalização de óbitos por COVID-19 em Campos dos Goytacazes.

Na base de dados do Ministério da Saúde, o total de óbitos é de 1.440  e 26.383 casos confirmados (ver figura abaixo).

Figura 1 COVID-19

Quando verifiquei a base de dados da Secretaria Estadual de Saúde, os dados que apareceram são ligeiramente diferentes, com o total de mortos sendo de 1.449 e os mesmos de 26.383 de infecções (ver figura abaixo).

figura 5 covid- 19 rj

 

Entretanto, ao se acessar a página oficial da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes na rede social Facebook, o número de mortes causadas por COVID-19 cai para 1.408, enquanto que o número de infecções sobe para 33.925 casos (ver figura abaixo).

FIGURA 3 COVID-19

Aqui fico realmente curioso, pois como podemos ter nos registros da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, 7.542 infecções a mais do que o que consta no Ministério da Saúde e na Secretaria Estadual de Saúde, enquanto que o número de mortes a diferença é de 41 mortes a menos em relação aos dados federais e 32 em relação aos dados estaduais.

Além dessas divergências, há que se notar que os dados da Prefeitura estiverem corretos, temos ainda 8.934 casos ativos da COVID-19 no município de Campos dos Goytacazes.

Uma consequência das discrepâncias observadas me parecem óbvia. É que ao se inflar o número de infecções e se diminuir o de mortes, o que temos é a redução da taxa de letalidade da COVID-19 em Campos dos Goytacazes. Com isso, se viabiliza por exemplo a adoção da chamada “Fase Verde”. 

Entretanto, algo ainda mais importante em minha opinião a partir da análise apenas dos dados de infecções e óbitos nas bases analisadas se refere à forma que está se dando monitoramento, investigação e encerramento dos casos de COVID-19 pela Vigilância Epidemiológica de Campos dos Goytacazes. No mínimo, fica evidente que está havendo uma inexplicável incongruência com os dados disponíveis nos níveis nacional e estadual.  A questão importante é do porquê que isto está ocorrendo e por responsabilidade de quem.

 

Campos dos Goytacazes registra mais de 100% de aumento nos óbitos por COVID-19 frente à média da pandemia em no mês de maio

Dados dos Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil revelam que mesmo com queda nos óbitos em comparação com o mês passado, números ainda estão acima da média

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Com o segundo pior número de mortes desde o início da pandemia da Covid-19 em Campos dos Goytacazes, o mês de maio mostrou queda nos números da doença e com isso, um indício de que a vacinação na cidade começa a surtir efeito. Mas se comparados com a média de óbitos causados pelo novo coronavírus desde a chegada da doença na cidade, o mês que se encerrou registrou aumento de 114% no número de falecimentos, registrando 224 mortes, frente a uma média de 87 óbitos.

Os números de maio só são melhores quando comparados com os números de óbitos registrados em abril deste ano. Na comparação com março, maio aponta aumento de 88% no número de óbitos, enquanto na comparação com abril houve queda de 23,3%. Em números absolutos, maio registrou 224 óbitos causados pelo novo coronavírus, março 119, e abril 292.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil (https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), e podem ainda sofrer mudanças, uma vez que o prazo legal para envio de óbitos à plataforma nacional pode chegar a até 12 dias do falecimento. 

“É possível acompanhar mês a mês a variação dos dados de óbitos pelo Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil e o que ela nos mostra é que mesmo com a diminuição de óbitos na faixa etária que já foi vacinada, os números ainda são muito expressivos e estão muito acima da média historicamente registrada do Estado. Portanto, nos mostra o quanto a vacinação tem sido eficaz e por este mesmo motivo, o quanto ela deve ser acelerada para que mais vidas sejam poupadas”, explica Humberto Costa, presidente da Arpen RJ.

Maio/20 x Maio/21

Um ano depois, maio de 2021 registrou aumento de 322% dos óbitos em Campos dos Goytacazes em comparação com o mesmo mês de 2020. Em números absolutos foram 224 mortes no mês passado frente a 53 em maio do ano passado. Na mesma comparação, 18 Estados apresentam números maiores este ano, enquanto nove apresentam redução quando comparados ao mesmo período do ano passado.

Já no Brasil, maio de 2021 registrou um aumento de 71,9% dos óbitos no Brasil em comparação com o mesmo mês de 2020. Em números absolutos foram 49.282 mortes no mês passado frente a 28.667 em maio do ano passado. Na mesma comparação, 18 Estados apresentam números maiores este ano, enquanto nove apresentam redução quando comparados ao mesmo período do ano passado.

Sobre a Arpen/RJ

A Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen/RJ) representa os 179 cartórios de registro civil, que atendem a população em todos os 92 municípios do Estado, além de estarem presentes em todos os distritos e subdistritos, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, casamento e óbito.

FONTE: Assessoria de Imprensa da Arpen Rio de Janeiro

Campos dos Goytacazes entra em uma incrível “Fase verde” com 1.400 mortos por COVID-19

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Com o município de Campos dos Goytacazes contabilizando 1.400 mortes oficiais por COVID-19, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) anunciou que entramos na chamada “Fase Verde” do chamado “Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Sociais”. As razões para isso seria, entre outras coisas, o fato de que o município chegou a 160 mil pessoas vacinadas com a primeira dose, o que significa 31% da população, e segunda dose com quase 70 mil vacinados”, ou o equivalente a 14% da população.

Quem se pergunta sobre qual seria o limiar de segurança para uma abertura mínima de atividades comerciais não essenciais, tenho a dizer que 14% de imunização total é um valor irrisório em face da presença de variantes altamente contagiosas como a “Delta” que surgiu inicialmente na Índia, mas que já está instalada por aqui.

Em outras palavras, permitir a abertura quase total de atividades não essenciais é irresponsável do ponto de vista do controle da pandemia, pois o que deveria estar vigindo por aqui é a Fase Vermelha, dada o andamento em ritmo de tartaruga de pata quebrada do processo de vacinação. Para quem ainda não sabe, no dia de hoje estão vacinadas mulheres na idade 49 anos, o que indica a lerdeza em que a vacinação está ocorrendo.

Eu só posso concluir que o prefeito Wladimir Garotinho está tentando uma forma de “make up kisss” com o tal setor produtivo que se levantou contra ele por causa da derrama fiscal que ele pretendia aprofundar, seguindo aí sim os passos lépidos de Rafael Diniz.

A informação que eu disponho é que no interior do município os casos de COVID-19 estão em fase explosiva, com famílias inteiras sendo gravemente contaminadas. Eu mesmo tive hoje a triste informação de que perdi mais um conhecido por causa da COVID-19. Mas como ele era um trabalhador pobre, a sua morte não deve ter sido incluída nos cálculos políticos que nos colocaram na “Fase Verde”.

O curioso é que na manhã desta 3a. feira (22/06), a agência do Banco Santander localizado no Boulevard Francisco de Paula Carneiro amanheceu fechada, sem qualquer surpresa para mim, porque um surto de COVID-19 se instalou entre os bancários que ali trabalham (ver imagem abaixo).

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Em Campos dos Goytacazes, ensino híbrido em meio ao ascenso das contaminações é uma certeza de desastre sanitário

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As razões que guiam a Secretaria Municipal de Educação de forçar os profissionais da educação a aplicar um nebuloso modelo híbrido de ensino, em meio ao que tudo indica seja uma terceira onda aguda e letal da pandemia da COVID-19, não tem outro nome que não seja “convite para o desastre”. É que conhecendo a precariedade que cerca a aplicação dos tais padrões de segurança sanitária que supostamente deveriam reger o convívio aglomerado no Brasil, a única coisa certa é que teremos mais contaminações e provavelmente mortes não apenas entre os profissionais da educação, mas também entre crianças e familiares. E tudo isso para quê? Atender as pressões dos donos das escolas particulares que querem retomar uma normalidade impossível? 

Não há como ficar assistindo esse absurdo de forma passiva, pois já temos um alto número de mortes entre profissionais de educação no município de Campos dos Goytacazes. Cabe ao SEPE e ao SIPROSEP defender os profissionais da educação municipal dessa decisão absurda. A nós que vivemos nessa cidade cabe denunciar esse despropósito, pois senão nos tornaremos cúmplices do que irá acontecer.  

O que será preciso para sensibilizar o prefeito Wladimir Garotinho e seus secretários para que ajam com um mínimo de racionalidade e não imponham esse modelo híbrido que resultará em mais mortes em um município que já perdeu 1.392 vidas para a COVID-19? Que o Brasil chegue a 1 milhão de mortos na pandemia?

Finalmente, uma curiosidade: o press release da Secretaria Municipal de Educação diz que “as condições sanitárias atuais do município, que estão controladas”.  Esse controlada é por quem? Só se for pelo SARS-COV-2 e pela COVID-19. E isso tudo em meio à ampla circulação da variante indiana.  A COVID-19 e os donos de casas funerárias agradecem!

Meu nome é Wladimir, mas pode me chamar de Rafael

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Se for feita uma retrospectiva dos primeiros cinco meses do governo Wladimir Garotinho (PSD) à frente do executivo municipal de Campos dos Goytacazes, a primeira sensação é de um tremendo “dejà vu” (literalmente o que já foi visto) em relação ao governo de Rafael Diniz. É que Wladimir vem repetindo a mesma fórmula que mistura derrama fiscal e ataques aos servidores públicos, além de uma estranha propensão a contratar empresas cujo CNPJ foi obtido fora dos limites municipais, o que configura uma sinistra tendência a desconstituir o que resta da economia municipal.

A verdade é que entre um aumento de imposto e outro, incluindo ainda uma estranhíssima lei que implica na expropriação de terras privadas, Wladimir Garotinho demonstra a mesma ojeriza demonstrada por Rafael Diniz em relação aos servidores públicos municipais. A diferença é que Wladimir está associando a cassação de direitos e  benefícios a um projeto explícito de privatização de setores essenciais, a começar pelos serviços municipais de saúde.

Há que se considerar ainda que Wladimir não possui um séquito de menudos neoliberais como o que seguiu Rafael Diniz até os últimos dias de seu infeliz governo. No lugar dos jovens bem barbeados e de cabelos tratados, Wladimir retornou parte da velha guarda que serviu seu pai e  sua mãe, o que, convenhamos, não muda a natureza neoliberal desse início de governo.

Em comum com o grupo de Rafael Diniz, e talvez em tons mais fortes, Wladimir volta a apresentar as mesmas certezas de destino manifesto que o coloque em um suposto padrão de alta moral que o habilita a desqualificar as críticas como se todos os seus críticos fossem piromaníacos institucionais que não querem o melhor para a cidade de Campos dos Goytacazes. Nós que já vivemos o governo dos pais sabemos que esse é um tipo de selo de qualidade do Garotismo, mas é desapontador ver que Wladimir continua com o mesmo tipo de pensamento, apesar de ser reconhecidamente um sujeito afável e com tintas de boa praça. O problema é que na hora de governar traços pessoais não são suficientes para imprimir uma marca própria na forma de governar.

Finalmente, na obra “Dezoito Brumário de Louis Bonaparte”, Karl Marx disse que “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.”.  No caso envolvendo os governos de Rafael Diniz e Wladimir Garotinho, entretanto, fica difícil saber se estamos diante da farsa ou da tragédia, mas está claro que estamos diante, infelizmente, da repetição de uma forma de governar que não resolve nada, e piora tudo.

Cravo e ferradura na saúde municipal em Campos dos Goytacazes: num dia corte de direitos dos servidores, em outro contrato milionário sem licitação

Empresa vai ganhar R$ 33,572 milhões com dispensa de licitação em Campos

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Por Roberto Barbosa para “O Rebate”

Nesses tempos loucos de pandemia, a empresa MX Gestão e Saúde Ltda não tem do que reclamar, pois vai ganhar a bagatela de R$ 33,572 milhões da Fundação Municipal de Saúde de Campos, por meio de um contrato emergencial e com dispensa de licitação. 

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Ganha um título de mestre em juridiquês quem souber interpretar o detalhamento das tarefas que a empresa vai executar, segundo o edital publicado no Diário Oficial do Município:

“Serviço especializado em coordenação, análise situacional e prestação de serviços assistenciais em saúde na rede municipal, objetivando a análise operacional, administrativa assistencial e de gerenciamento, com a finalidade de buscar a otimização de recursos financeiros dispendidos pela municipalidade”. 

Para entender e concorrer, vale fazer uma prece a São Guimarães, o padroeiro das causas confusas e rentáveis.

Tempos Estranhos

Não é qualquer dinheiro. Campos dos Goytacazes tem 45 mil pessoas vivendo em extrema pobreza e 180 mil trabalhadores dependurados no Auxílio Emergencial do Governo Federal.

Esta semana, com apoio de 15 vereadores, o prefeito Wladimir Garotinho sacrificou o vale-alimentação no valor de R$ 200 de três mil servidores e aprovou uma lei que prevê confisco de imóveis privados que estão em desuso. O objetivo é levar à leilão, com dinheiro revertido para o município. São tempos estranhos na república do chuvisco.

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Este texto foi publicado inicialmente pelo jornal “O Rebate” [Aqui!].

População não vacinada registra aumento no número de óbitos em Campos dos Goytacazes

Óbitos de pessoas mais jovens e que ainda não receberam imunização foram as únicas faixas etárias que registraram crescimento absoluto e percentual superior a 30% no número de mortes no mês de abril em relação à média no período da pandemia

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O aumento percentual de mais de 30% no número de óbitos por COVID-19 de pessoas mais jovens, na faixa etária entre 30 e 69 anos e, queda, na faixa dos 70 aos 79 anos, contabilizados pelos Cartórios de Registro Civil de Campos dos Goytacazes no mês de abril, o pior desde o início da pandemia na cidade, são claros em apontar que a vacinação em massa de sua população é o melhor caminho para a crise de saúde pública causada pelo novo coronavírus.

Ainda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades em Campos dos Goytacazes, a população mais jovem viu crescer os números absolutos e percentuais de óbitos no último mês, mesmo quando comparados a março deste ano, o mês que registrou o maior número de mortes causadas pelo novo coronavírus no País, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil (http://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Na cidade de Campos dos Goytacazes, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento em relação à média desde o início da pandemia foi a da população entre 50 e 59 anos, com crescimento de 34% no número de óbitos em abril na comparação com o período que vai de março de 2020 a março de 2021. Os números absolutos de falecimentos desta faixa etária também aumentaram em abril, passando de 19 em março para 57 no último mês. Na sequência, a população com faixa etária entre 40 e 49 anos e 60 e 69 anos registrou aumento percentual de 28% nos óbitos por COVID-19, vendo os números absolutos saírem de 11 para 22 e 28 para 82 respectivamente.

Já a faixa etária que vai dos 30 aos 39 anos viu o aumento do número de óbitos crescer 19% em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia. O crescimento também se deu nos números absolutos em relação a março, passando de 4 para 10.

Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 13% na faixa entre 70 e 79 anos, 33% entre 80 e 89 anos, anos e 35% na faixa entre 90 e 99 anos.

Ranking Estadual

Os números do Estado do Rio de Janeiro estão à frente da média nacional em quase todas as faixas etárias. Entre a população da faixa etária de 20 a 29 anos, o crescimento percentual fluminense foi de 69%, enquanto no País foi de 38%. Na faixa que vai dos 30 aos 39, o Rio de Janeiro viu os óbitos crescerem 59%, enquanto o Brasil registrou aumento de 56%, cenário que se repetiu na faixa de 40 a 49 anos, 66% x 57%. Já na faixa etária de 50 a 59 anos, o Estado teve o mesmo crescimento percentual nacional, de 54%, estando abaixo do patamar do Brasil na população com idade de 60 a 69 anos, 21% a 22%.

Sobre a Arpen/RJ

A Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen/RJ) representa os 179 cartórios de registro civil, que atendem a população em todos os 92 municípios do Estado, além de estarem presentes em todos os distritos e subdistritos, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, casamento e óbito.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Arpen Rio de Janeiro

Surto de COVID-19 força fechamento de escolas no Paraná. Em Campos, querem abrir

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Por motivos que não têm nada a ver com o processo pedagógico e o interesse da segurança de estudantes e suas famílias há no Brasil uma pressão crescente para forçar a reabertura de escolas. Um dos lugares em que essa medida descabida foi o estado do Paraná.  Mas mesmo aqui em Campos dos Goytacazes há uma forte pressão por parte de proprietários de escolas particulares e também de membros do governo municipal (às vezes fica difícil separar esses dois setores tantas os interesses em comum) para que as aulas presenciais sejam retomadas, ainda que em suposto estilo híbrido (parte presencial e parte remoto).

Aos que acham que isso não causará maiores problemas em termos da difusão ainda maior do Sars-Cov-2, deveria olhar o que está acontecendo no já citado estado do Paraná onde diversos municípios estão tendo fechar suas escolas reabertas por causa do alto nível de infecção principalmente entre professores. Segundo o jornalista Esmael Morais publicou em seu blog, a situação é tão grave que os sindicato que representa de 120 mil trabalhadores da educação do estado do Paraná, a APP-sindicato, está “recolhendo as fichas de saúde dos contaminados para responsabilizar administrativa, civil e criminalmente o governador Ratinho Junior (PSDB) e o secretário da Educação, o empresário Renato Feder“.  

Eu diria que se aqui em Campos dos Goytacazes, essa mesma medida intempestiva for adotada, SEPE terá que fazer rapidamente o mesmo, responsabilizando quem tiver de ser responsabilizado.  Aos pais de crianças que estão achando que colocar seus filhos e a si mesmos em situação de risco, sugiro olhar bem a situação que está ocorrendo no Paraná. Afinal, melhor em casa “atrapalhando” o sossego do que infectado e sob risco de contrair as formas mais agudas de COVID-19.  Até porque os donos de escola estão avisando que não vão se responsabilizar se alguma criança contrair o coronavírus nas dependências de seus estabelecimentos de ensino.

Com 1.192 mortos pela COVID-19, Campos vive misto de relaxamento de regras de isolamento,falta de vagas de UTI e caos na vacinação

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As notícias da manhã desta 4a. feira (12/05) sobre a situação da pandemia da COVID-19 em Campos dos Goytacazes mostra um momento, no mínimo, contraditório.  Após se alcançar o total de 1.192 mortos, a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes decidiu relaxar as regras  de confinamento social e ampliou os horários de funcionamento de uma série de atividades comerciais.  Ao mesmo tempo, apareceu a notícia de que a unidade preferencial para tratamento de doentes com COVID-19 atingiu sua lotação máxima ao receber 17 pacientes apenas em um dia, o que obrigou a distribuição dos casos adicionais para outras unidades de saúde do município.

Por outro lado, noto com alguma perplexidade que o critério para o relaxamento das regras de isolamento social teria sido exatamente a existência de vagas em Unidades de Terapia Intensiva especializadas em COVID-19!

Finalmente, eu gostaria de saber por que o critério para relaxar as regras de isolamento não está sendo a taxa de contaminação em vez da disponibilidade de vagas de UTI. É que o nível de contaminação é que determina qual é o estoque potencial de UTIs de que se necessitará nas próximas semanas.

Enquanto isso, a campanha de vacinação contra a COVID-19 aparece imersa uma situação que beira o caos, especialmente no tocante ao oferecimento da segunda dose da Coronavac. 

Daí é que eu pergunto: essa é realmente a hora de relaxar?

Reinações de um governador acidental: do Jacarezinho para a reinauguração do restaurante popular em Campos

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O presidente Jair Bolsonaro ao lado do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro

O governador (por acidente) do Rio de Janeiro, o cantor católico Cláudio Castro (PSC) é uma pessoa bafejada pela sorte, pois saiu da condição de um ilustre desconhecido para ocupar a chefia do executivo da segunda maior economia da federação brasileira.  Entre uma bafejada da sorte e outra, o governador acidental tem se revelado um dos melhores amigos do presidente Jair Bolsonaro por quem nutre uma amizade pública.

Pois bem, no dia de ontem, sob a batuta de Cláudio Castro à frente do governo fluminense, a polícia do Rio de Janeiro realizou uma operação na comunidade pobre do Jacarezinho onde foram ceifadas as vidas de pelo menos 24 moradores, sem que se saiba exatamente quantas dessas pessoas tinha sequer ligação com o mercado ilegal de drogas.  Mas para repetir uma marca das operações sangrentas realizadas ao longo da história fluminense, os mortos eram invariavelmente homens negros jovens.

Eis que hoje o governador acidental do Rio de Janeiro estaria vindo a Campos dos Goytacazes para fazer a reinauguração do restaurante popular que, coincidentemente, servirá suas refeições para uma maioria de pessoas negras pobres. De quebra, se vier mesmo para essa inauguração, o governador Cláudio Castro deverá ser instado a entoar uma canção de cunho religioso (talvez em um dueto com o prefeito Wladimir Garotinho que também é chegado em cantorias em cima de palanques) para marcar a ocasião e, principalmente, a oportunidade publicitária que o evento efetivamente representa.

Sei lá, não sei se sou eu o único a achar que há algo de muito contraditório nessas reinações do governador Cláudio Castro.  Mas que ninguém se surpreenda se pingar sangue da fita de inauguração antes dela ser cortada.