Derrama fiscal como ponte entre passado e presente em Campos dos Goytacazes

Image result for wladimir rafaelEm Campos dos Goytacazes, a ponte entre presente (Wladimir Garotinho) e passado (Rafael Diniz) está sendo construída com uma nova derrama 

Ainda me recordo dos primeiros dias do governo de Rafael Diniz (Cidadania) quando muitos de seus eleitores se sentiram enganados ao presenciarem o lançamento de uma verdadeira derrama que elevou os valores de diversos tributos municipais, a começar pelo IPTU e pela famigerada “Taxa de Iluminação Pública”, que enquanto vereador ele prometia extinguir. O que se viu após esse início que salgou as contas foi um governo que se preocupou em extinguir políticas sociais destinadas a proteger os mais pobres, enquanto as ruas ficavam esburacadas e sujas. O resultado desse processo foi uma fragorosa derrota eleitoral na qual o agora ex-prefeito quase perdeu para uma candidata que não possuía qualquer ligação com as oligarquias que historicamente dominam a vida política do município, a professora Natália Soares do PSOL.

Enquanto isso, a tônica da campanha eleitoral  de 2020 foi a necessidade de “gerar dinheiro novo” para retirar as finanças municipais da condição crítica em que se encontra.  Ali o candidato e prefeito eleito, Wladimir Garotinho (PSD), prometia que iria buscar dinheiro em Brasília e na capital fluminense, de modo a criar novas fontes de recursos para viabilizar a retomada do processo de desenvolvimento econômico. Aparentemente, o que o novo prefeito esqueceu foi de informar que entre as novas fontes de dinheiro novo viria da manjada aplicação de majoração de tributos municipais. Esquecimento compreensivo para candidatos, mas que se torna estelionato eleitoral quando aplicado.

Senão vejamos o que já fez o novo prefeito em termos de retomar a derrama como estratégia de geração de receita. Primeiro, ele manteve o curioso aumento de 7,14% das contas de água e esgoto, ganhando em troca a promessa de “caiar” as paredes do Canal Campos-Macaé. Depois disso, veio a elevação de 3% da contribuição dos servidores municipais ao seu fundo de previdência, o Previcampos, inclusive em um momento em que os aposentados estão com salários atrasados.

Agora, o contribuinte campista está se dando conta que pagará um aumento de 4,22% e com uma diminuição do desconto por pagamento em taxa única de 15% para 7%.  Neste caso, noto que não parece ser uma medida inteligente diminuir o bônus pelo pagamento “cheio”, pois isto não só diminuirá a quantidade de contribuintes dispostos a liquidar de uma só vez o imposto, mas como provavelmente aumentará a inadimplência, o que representará perda e não ganho de caixa.

Mas o essencial aqui é que todos esses aumentos ocorrem em um momento de agravamento da pandemia onde há um aumento sensível do número de famílias sem renda. Assim, as medidas de derrama fiscal adotadas não só não fazem sentido financeiro, como tendem a punir aqueles segmentos da população que já estão sem dinheiro sequer para comprar comida, que dirá pagar tributos municipais.

Eu havia entendido, por exemplo, que haveria um ganho de receita ao se diminuir os chamados cargos de DAS, mas observadores atentos das publicações do Diário Oficial do Município vem notando e anotando a nomeação de centenas de pessoas para ocupar posições na nova gestão municipal, o que contradiz frontalmente as promessas de campanha, ampliando a sensação de estelionato eleitoral antes que se chegue a 40 dias de uma gestão que promete ser difícil para uma liderança emergente como é Wladimir Garotinho.

O fato que está explícito é que em vez de se ver a vinda de dinheiro de fora (coisa que já se sabia era difícil pelo contexto de fortes restrições no estado e na federação), o que está se fazendo é onerar o contribuinte municipal, sem que haja qualquer garantia que isso vá melhorar as condições de funcionamento das unidades de saúde municipal e das nossas escolas. Se isso se confirmar, eu diria que a desilusão que já grassa forte em segmentos do funcionalismo municipal vai se estender rapidamente para os setores populares que elegeram Wladimir Garotinho para fazer um governo realmente diferente daquele realizado por Rafael Diniz. Mas com a ponte entre o passado e o presente sendo feita por meio de uma derrama fiscal, isto vai ficar cada vez mais difícil de ser cumprido. A ver!

O servidor municipal será feito de “Geni” no governo Wladimir Garotinho?

Não se deve jogar pedra na Geni | Opinião | Valor Econômico

Conversando com um amigo que considero uma das mentes mais astutas da cidade de Campos dos Goytacazes, ele me informou que eu talvez tenha de encurtar o prazo de cem dias que dei ao honorável prefeito Wladimir Garotinho (PSD). Prontamente perguntei a este interlocutor a razão da previsão, e ele me adiantou que depois de salgou em mais 3% a contribuição dos servidores municipais, o prefeito ainda em início de gestão estaria planejando um pacote de maldades direcionado especificamente para os servidores da área da saúde.

Meio pasmo perguntei se isso aconteceria ainda em meio ao alastramento da pandemia da COVID-19 que segundo previsões do ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, tem tudo para virar uma tsunami por causa da variante amazonense do SARS-COV-2. A resposta foi tão direta quanto rápida: sim. A lógica que estaria guiando esse próximo ataque seria de executar um “pacote de maldades” nos primeiros seis meses de governo, para gerar dinheiro extra que então seria apresentado como “dinheiro novo”.

Pois bem, estará errando gravemente o prefeito Wladimir Garotinho se começar a tratar os servidores municipais, independente do setor em que atuam, como uma espécie de “Geni” (lembrando a famosa canção de Chico Buarque) onde todas as pedras são jogadas, enquanto os verdadeiros sugadores das receitas municipais continuam intocados.

A verdade é que são os servidores municipais que têm evitado que uma situação ainda pior tivesse se estabelecido no município de Campos dos Goytacazes.  O caminho a ser trilhado deveria ser o do fortalecimento da qualidade de trabalho e o respeito aos direitos que não estão sendo cumpridos.  

Aos servidores municipais, resta o caminho da organização e da pressão para que seus representantes sindicais atuem para defender direitos e impedir que ocorra uma regressão ainda maior na qualidade de vida de milhares de trabalhadores.

Forçar volta às aulas presencias em meio ao agravamento da pandemia = empurrar profissionais da educação para o cadafalso

Cadafalso - UNIVERSO HQ
Li com um misto de incredulidade e pasmo a informação de que o prefeito Wladimir Garotinho está propalando a possibilidade da volta das aulas presenciais em escolas do município de Campos dos Goytacazes. O sentimento duplo se deve ao fato de que, por outro lado, as notícias em relação à pandemia da COVID-19 vão no sentido de que o nosso município enfrenta um quadro de agravamento no total de infecções e mortes.
A impressão que fica é que o destino não apenas de professores, mas de todo o pessoal que carrega as escolas nas costas é sem importância para um prefeito que ao longo da campanha eleitoral prometeu valorizar os servidores municipais e, principalmente, respeita-los.
Mas na prática o que se vê é que, muito provavelmente, para satisfazer demandas vindas dos proprietários de escolas particulares, o prefeito e seu secretário municipal de Educação estão se preparando para enviar profissionais, muitos deles com múltiplas comorbidades, para o cadafalso. Aliás, acho muito peculiar a pressão vinda do setor privado pelo retorno às aulas presencias. A minha suspeita é que as contas de muitas escolas particulares mergulharam no vermelho e seus proprietários precisam ter os alunos nas escolas para gerar mais receita, principalmente com suas cantinas e serviços extras que transformam os pais em uma espécie de vaca leiteira.
De quebra, em um momento em que a carestia invade de forma impiedosa a casa dos trabalhadores, Wladimir Garotinho sapeca mais 3% na cobrança das contribuições a um fundo de previdência que está claramente em dificuldades de se manter de pé, fruto de alguns investimentos mal feitos e de seguidas mordidas por diferentes administrações municipais que se serviram do Previcampos para cobrir buracos criados por ações desastradas.
Aos servidores da educação restará a mobilização e uma ação decisiva para impedir que uma volta às aulas seja imposta em meio ao agravamento de uma pandemia que deverá se aprofundar antes de melhor, mesmo porque teremos ainda conviver com a falta de vacinas que sejam suficientes para imunizar todos os servidores municipais, principalmente os da saúde e da educação.
Finalmente, alguém precisa lembrar ao prefeito Wladimir Garotinho que não adianta abraçar gari em um dia, e no outro mandar centenas de servidores municipais para escolas que têm tudo para se transformar em centros de disseminação da COVID-19 e, última instância, em centros de morte de profissionais da educação.

Os necrocomercadores da pandemia e sua insensibilidade social

cemiterio

Assisto relativamente de longe a pendenga estabelecida entre os donos de estabelecimentos comerciais e a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes acerca das necessárias medidas de isolamento social que foram adotadas para frear o agravamento da pandemia da COVID-19.  Se não estivéssemos vivenciando um forte agravamento de contaminações e mortes causadas pelo coronavírus, a discussão sobre abre e fecha o comércio seria meramente escolástica.

O problema é que estamos em meio a uma situação em que vídeos emitidos por médicos atuando na linha de frente do combate à pandemia da COVID-19 em Campos dos Goytacazes apontam, até de forma desesperada, para uma situação crítica em que inexistem leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), e que muitos pacientes já não têm sequer como serem acolhidos nos hospitais da cidade.

Dessa forma, pressionar para manter estabelecimentos comerciais abertos é um convite a um agravamento ainda maior do que já está grave. Lamentavelmente, como no caso de Rafael Diniz, o prefeito Wladimir Garotinho aparentemente está escolhendo o caminho da espinha curvada, em vez de se posicionar como o líder que o município também precisa em um momento gravíssimo de nossa História.

Ao analisar os parcos argumentos oferecidos em prol da abertura de estabelecimentos que, em sua maioria, continuarão às moscas por falta de clientes, não posso deixar de observar que é falacioso afirmar que os estabelecimentos comerciais não são fonte de contaminação.  Qualquer um que percorrer a área comercial do centro de Campos dos Goytacazes verá que o máximo que se faz é oferecer álcool gel e medir a temperatura corporal dos clientes,  medida necessárias que estão longe de impedir a expansão do processo de contaminação.

Mas a grande questão é que para se chegar a um estabelecimento qualquer, o eventual cliente terá que usar transportes públicos precários e circular por ruas em que a maioria não porta máscaras. Assim, a pessoa pode até não se contaminar dentro de uma dada loja, mas isso não quer dizer que o funcionamento de atividades não essenciais não contribua para que haja um agravamento da pandemia. Isto sem falar nos próprios trabalhadores do comércio que, em sua maioria, é obrigada a usar transporte público para chegar ao trabalho.

Já está mais do que claro que as próximas semanas serão marcadas pelo agravamento dos casos de contaminação, o que ampliará ainda mais a pressão sobre unidades hospitalares já sobrecarregadas. Mas nada disso parece sensibilizar os necromercadores da pandemia.   Legal seria se quando a vacinação realmente chegasse, eles se recusassem a entrar na fila para dar lugar aos seus empregados. Mas já sabemos que isto dificilmente ocorrerá.

Um conselho grátis: Pague os salários dos servidores, Wladimir

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Mesmo distante de Campos dos Goytacazes neste momento, venho acompanhando o drama dos servidores públicos municipais que estão sem o pagamento de seus devidos salários. Como passei por este problema ao longo de 2017, nem preciso imaginar a situação dramática em que milhares de servidores cumpridores de seus deveres se encontram neste momento.

Assim, em que pese o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) não ter sido eleito para fazer mágica, eu ofereço um conselho grátis para ele e sua equipe: paguem os salários dos servidores!

É que como já disse antes, conquistar as mentes e corações dos servidores será um elemento chave na realização de uma administração que faça o município de Campos dos Goytacazes começar a sair da crise aguda em que se encontra. Mas ninguém conquista mentes e corações de quem está com a barriga roncando.

Desde já hipoteco a minha completa solidariedade aos servidores públicos municipais de Campos dos Goytacazes.

Oráculo: o que esperar da partida de Rafael e seus menudos, e a chegada de Wladimir e seus secretários “experientes”?

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Good-bye Rafael, welcome Wladimir: saem os menudos e entram os experientes

A primeira coisa que quero dizer que se 2021 já me garantiu uma alegria essa se dá na certeza de que não terei mais de escrever sobre as políticas equivocadas do agora ex-jovem prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais. É que, confesso, esse blog não foi criado para acompanhar em micro-escala as idas e vindas da ação governamental no Brasil. Eu tenho pretensões de outra natureza para a utilidade deste espaço, e fazer o trabalho que deveria estar sendo feito pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas, e por uma sociedade civil que deveria ser organizada nunca esteve nos meus planos. Foi o estelionato eleitoral de Rafael Diniz que me obrigou a dedicar atenção aos muitos equívocos que ele e seus menudos neoliberais cometeram ao longo de longuíssimos quatro anos (especialmente longos para quem é pobre e dependente da existência de empregos para não afundar na miséria extrema).

Ouvi com atenção o discurso de posse do novo prefeito Wladimir Garotinho, e avalio que ele acertou mais do que errou nas direções que sinalizou para a sua gestão. Se ele vai cumprir a promessa de governar olhando para frente e pensando na maioria da população só o tempo dirá.

Tenho a impressão de que ele terá um governo bem mais monitorado do que o de Rafael Diniz foi. Avalio que muito provavelmente teremos a volta de uma ação mais diligente do Ministério Público Estadual que andou estranhamente silencioso desde janeiro de 2017. Também não estranharei se ocorrer uma reativação da blogosfera campista que tinha dezenas de blogs funcionando para micro-monitorar o governo de Rosinha Garotinho, mas que entraram em um peculiar estado de letargia, com muitos dos blogueiros tendo suas verves críticas acomodadas em cargos de confiança no governo municipal. Com o fim, digamos, dessas oportunidades de colaborar com a gestão municipal, é quase certo que os blogueiros voltem a ser blogueiros, e Wladimir Garotinho se torne rapidamente alvo daquelas postagens apimentadas com as quais Rafael Diniz não teve de conviver. Por último, avalio que teremos a emergência de mecanismos de observação autônomos em relação a forças políticas tradicionais, mas que se ocuparão de fazer o básico que é ler o diário oficial do município de Campos dos Goytacazes para verificar como estará sendo gasto o ainda bilionário orçamento municipal.

Somando tudo isso, é quase certo que o escrutínio sobre o governo de Wladimir Garotinho será intenso, e ele terá que se ocupar da tarefa de garantir que seu governo, como a mulher de César, não seja apenas honesto, mas pareça honesto. Além disso, o novo prefeito terá de cumprir algumas metas básicas, mas estratégicas, para evitar que seu governo nasça sob a égide do descrédito, a começar pela reabertura do restaurante popular, a retomada de um sistema público de transporte minimamente operacional e, obviamente, por um uso mais eficiente dos recursos aplicados em saúde e educação.  E acima de tudo, que haja um esforço concentrado para deter o avanço da pandemia da COVID-19, garantindo inclusive a compra de vacinas com dinheiro próprio sem ter que esperar pelos hoje inviáveis suprimentos vindos do governo federal.

De minha parte, espero ter que me dedicar pouco neste blog no acompanhamento das ações do governo municipal, pois, como disse, avalio que teremos uma plêiade de candidatos a fazer isso, liberando este blog para outras searas. Agora, como vivo e respiro o ar que os mais de 500 mil campistas respiram, isso não quer dizer que serei omisso. Mas desejo ao novo prefeito toda a sorte do mundo, pois ele vai precisar dela. Por último, também desejo que ele realmente dê a necessária liberdade para seus secretários agirem tecnicamente na hora de decidir sobre os rumos que devem ser tomados para resolver os muitos problemas herdados. Agora, na hora que o calo apertar, que ele não se furte a ouvir a voz da experiência de um dos políticos mais astutos e de raciocínio ágil que existem no Brasil. Felizmente para o novo prefeito, se fizer isso, nem terá de ir muito longe, e ainda poderá conversar comendo um panetone caseiro.

Ao adiar o lockdown inevitável, novo governo municipal garante colapso da saúde e o aumento de corpos esperando enterro

valasValas coletivas são abertas em Manaus para dar vazão à demandas de enterros dos mortos pela COVID-19

Não é preciso ser nenhum infectologista famoso para se saber que a fragilização das medidas de isolamento social e o atraso no processo de vacinação acarretarão um aumento exponencial no número de infectados e de óbitos pela COVID-19. É que largada à mercê da própria sorte, a maioria da população resolveu ligar o famoso “fod….-se” e se colocou de peito aberto (e sem máscara) para o coronavírus. O resultado dessa combinação de inépcia governamental e falta de auto cuidado por parte da população será visto já no mês de janeiro, com as expectativas sendo as mais sombrias.

Por causa do cenário traçado acima, considero que o novo governo municipal de Campos dos Goytacazes comete um erro gravíssimo ao adiar um lockdown que será inevitável dada o espalhamento exponencial do SARS-Cov-2 em meio aos festejos de final de ano.

Além disso, me parece emblemático que o anúncio da postergação de uma medida que será inevitável em poucas semanas tenha se dado na sede da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic). É que os comerciantes de Campos dos Goytacazes têm sido de uma insensibilidade social atroz ao pressionar pela retomada de uma normalidade que se sabe impossível, na medida em que o governo liderado por Jair Bolsonaro sabota todos as possibilidades de conter a expansão da pandemia.

Melhor faria o prefeito Wladimir Garotinho se ouvisse seu próprio secretário de Saúde, Geraldo Venâncio, que teve a rara coragem de defender o aperto nas medidas de isolamento social para conter a pandemia. É que dada a situação de catástrofe em que receberá as contas municipais, coragem teria de ser a principal do governo que se inicia. E não há nada menos corajoso neste momento até a Acic para anunciar que o inevitável terá que esperar sabe-se lá até quando. Provavelmente até que os cemitérios de Campos dos Goytacazes tenham fila de espera para se enterrar os mortos da pandemia ou que as várias lojas funerárias fiquem sem estoque, como já voltou a ocorrer em Manaus (ver vídeo abaixo).

Mas voltando ao futuro secretário municipal de Saúde, Geraldo Venâncio, eu só posso imaginar a saia curta em que ele se encontra neste momento: aplicar os critérios científicos que demandam a imposição imediato do lockdown ou seguir a vontade dos membros da Acic e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).  Dr. Geraldo Venâncio, fique com a ciência, pois o julgamento da História será terrível para quem ignorar o que os cientistas já demonstraram serem os melhores caminhos neste pandemia letal.

Finalmente, aos leitores deste blog, peço encarecidamente que todos adotem suas medidas de isolamento social e utilizem as medidas de profilaxia básica que envolvem o uso de máscaras faciais e de asseio pessoal. Na falta do Estado que sobre a conscientização coletiva.

Rafael Diniz, um prefeito pífio até na última entrevista

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Em sua última entrevista o ainda prefeito de Campos dos Goytacazes define a marca do seu governo e garente um novo nome para si mesmo: Rafael, o pífio

Nas últimas eleições municipais, o jovem prefeito Rafael Diniz foi defenestrado de forma esmagadora do cargo no qual chegou de forma semelhante nas eleições de 2016. Mas ao ler a transcrição do que pode ser a sua última entrevista enquanto chefe do executivo municipal, só posso chegar à conclusão de que ele decidiu ser pífio até o final. É que além de culpar os inimigos de sempre e uma crise financeira que não atingiu apenas a ele entre os eleitos de 2016, Rafael Diniz ainda se dispôs a dar notas inverossímeis para seus menudos neoliberais, enquanto exagerava nas adjetivações dos adversários.

Qualquer cidadão campista que não se deixe levar pelo nosso Fla-Flu local (marcado pelos que amam ou odeiam Anthony Garotinho) sabe que o governo de Rafael Diniz foi desastroso sob todos os pontos de vista, não deixando qualquer legado positivo com o qual ele possa se armar para uma hoje inviável candidatura a deputado (seja federal ou estadual).

O que vai ficar, entretanto, é um legado de destruição que começou pelo fechamento  do restaurante popular, passou pela elevação regressiva de tributos municipais, incluiu o calote nos RPAs, e desaguou no estabelecimento de um plano municipal de transportes que piora sensivelmente aquilo que já era muito ruim, punindo principalmente os moradores de áreas periféricas e dos distritos mais distantes.

E olha que Rafael Diniz conseguiu impor esse governo catastrófico tendo um orçamento maior que Florianópolis, capital de Santa Catarina, e de Juiz de Fora, um dos principais centros industriais brasileiros. A gastança na saúde e na educação, por exemplo, não deveriam ter resultado na completa precarização dos dois principais hospitais municipais ou, tampouco, na geração de uma dívida milionária com os chamados hospitais contratualizados.

O que resta a Rafael Diniz é reunir os seus menudos neoliberais (que segundo o próprio não merecem a nota 10, mas quando muito um super inflado 9,5) e sair de fininho da sede da prefeitura. Quem sabe assim, a população comece a esquecer que um dia tivemos um governo tão anti-povo e tão cruel com os mais necessitados. 

Ao novo prefeito, Wladimir Garotinho, sugiro humildemente que pare de dar ideia a quem até ontem o criticava usando a mídia corporativa local, e se concentre na hercúlea tarefa de tirar a cidade de Campos dos Goytacazes da profunda crise em que se encontra por causa das políticas ultraneoliberais aplicadas pelo governo de Rafael Diniz, o pífio, e seus menudos neoliberais. A primeira coisa, recomendo com igual humildade, é tratar bem os servidores públicos municipais sobre as quais reside a capacidade de fazer a cidade voltar a funcionar. E, sim, aguardarei a reabertura do restaurante popular dentro dos estimados 100 dias que o próprio novo prefeito anunciou. É que como eu sempre lembro, quem tem fome, tem pressa. E é sempre bom lembrar que com o fim do auxílio emergencial do governo federal, o número de famélicos irá aumentar.

Bye Bye Rafael, e que venha logo Wladimir

bye byeUma das alegrias que terei ao final de 2020 será ver o encerramento do governo do jovem prefeito Rafael Diniz (Cidadania) e seus menudos neoliberais. Esse experimento de aplicação impiedosa de políticas ultraneoliberais serviu apenas para aprofundar a miséria extrema em Campos dos Goytacazes, enquanto deixou sem nenhuma herança que servisse para fazer avançar a necessária democratização da gestão pública municipal. Até aqui nenhuma surpresa, pois neoliberalismo não rima com democracia, mas sim com ditadura.

Há que se notar que o ainda prefeito Rafael Diniz tem se negado a iniciar o necessário processo de transição sob a alegação de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não chancelou a inquestionável vitória nas urnas de Wladimir Garotinho (PSD). Tivesse Rafael mantido o mesmo zelo com suas próprias promessas, o mais provável é que tivesse sido reeleito em vez de estar saindo pelas portas do fundo do  Centro Administrativo José Alves de Azevedo (Cajaa), sede da Prefeitura de Campos dos Goytacazes. Aliás, eu suspeito que, apesar de ser evangélico, o melhor que Wladimir Garotinho faria para si mesmo seria trocar a cadeira onde Rafael sentou ou chamar um experiente pai de santo para uma boa sessão de descarrego.

Por outro lado, a demora de Rafael Diniz em compartilhar informações deve ter assim outros motivos que não o alegado para impedir que a equipe de transição do prefeito eleito comece o seu necessário trabalho de se preparar para governar. Essa é com certeza uma daquelas vinganças que os perdedores praticam contra os verdadeiros, mas que só causam perdas aos que não têm nada a ver com o negócio, no caso a população de Campos dos Goytacazes.

Há que frisar que tudo indica que o próximo prefeito assumirá a chefia do executivo municipal em meio a um agravamento da pandemia da COVID-19, muito em função da falta de ações mais decisivas por parte de Rafael Diniz para impedir a disseminação do coronavírus.  Uma medida que se mostra urgente é a retomada imediata de medidas mais fortes para garantir o isolamento social. Mas sem forças ou vontade política para fazer isso, Rafael Diniz deixará uma bomba relógio que poderá explodir no colo do próximo prefeito.

E aqui um parêntese necessário.  O TSE marcou o julgamento da chapa formada por Wladimir Garotinho e Frederico Paes para a próxima semana. Eu sinceramente espero que a decisão do TSE seja em prol de homologar a vitória da dupla. É que sem isso, começaremos o ano de 2021 em uma condição de ampliação da crise sanitária e ainda tendo que realizar uma nova eleição para prefeito. E o pior é que o resultado do segundo turno já mostrou que nem todo o anti-Garotismo do mundo vai causar a derrota de Wladimir Garotinho, caso se mantenha Caio Vianna como seu principal oponente.  Aliás, há quem diga que Caio Vianna já voltou para sua vida “mais do que difícil” que mistura corridas e consumo de dieta balanceada na zona sul do Rio de Janeiro, enquanto sonha com uma vitória no tapetão.

Aliás, há que se dizer que a gestão pavorosa de Rafael Diniz e dos seus menudos neoliberais dá um tremendo fôlego político para que Wladimir Garotinho possa iniciar seu governo com alguma tranquilidade. É que qualquer coisa que ele faça que se assemelhe a uma melhoria já será muito mais do que Rafael Diniz conseguiu fazer. Além disso, como as expectativas em torno do potencial transformador que Wladimir Garotinho poderá ter, o habilita a operar de forma a atender as expectativas tanto dos seus eleitores como de seus detratores. Aí se tratará de Wladimir apenas fazer o “feijão com arroz” para não começar o seu governo de forma equivocada.  De minha parte, vou aguardar o cumprimento da promessa de reabrir imediatamente o restaurante popular. Se isso acontecer, poderei esperar com um pouco mais paciência o desenrolar inicial do novo governo municipal. 

Em suma, estou no ritmo de “bye bye Rafael e que venha logo Wladimir”. 

Na Campos dos Goytacazes pós-eleição, exemplos do bom vencedor, do mau e do bom perdedor

Campos-Wladimir-Caio-e-Bruno-scaledEm Campos dos Goytacazes pós-eleição, exemplos do bom vencedor, do mau e do bom perdedor

Após um segundo turno mais apertado do que eu mesmo previa, temos na manhã da segunda-feira duas situações opostas. Enquanto, o vencedor do segundo turno, Wladimir Garotinho se manifestou em prol da unidade das forças políticas do município para trabalharem para a construção de saídas para a grave crise em que nos encontramos, o perdedor, Caio Vianna, deu uma de Donald Trump dos trópicos, e não só se recusou o cumprimentar o vencedor, como também acenou seus lenços molhados pelas lágrimas da derrota em direção ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como não sou eleitor nem do vencedor nem do perdedor, posso tecer a consideração de que havendo novas eleições o resultado final será o mesmo. É que Caio Vianna, mesmo tendo usado de todas as táticas possíveis para agitar o espectro do anti-garotismo, acabou derrotado. O que faria ele para mudar seu destino trágico? Passaria a repentinamente a se concentrar em apresentar apenas projetos de governo como forma de convencer os eleitores que não votaram nele nesse segundo turno? Aparentemente não, pois se fosse para fazer isso, já teria feito agora.

Muito melhor fez o médico Bruno Calil que, em vez de pedir outra chance imediata para derrotar Wladimir Garotinho, se manifestou no sentido de desejar ao vencedor um bom governo, além de colocar seus projetos à disposição para os esforços que serão necessários para começar os esforços para nos tirar do buraco em que estamos.

Em síntese, nessas eleições vimos na prática quem se sabe se comportar dignamente como vencedor e como perdedor. De minha parte, espero o TSE chancele o resultado das urnas e nos poupe de mais um ciclo eleitoral, e que tenhamos a devida oportunidade para realizar uma transição que permita ao futuro prefeito começar a tirar seus projetos do papel.  Meus que a primeira coisa a ser feita seja a reabertura do restaurante popular, pois quem tem fome, tem pressa.