Em uma gestão marcada pelo fechamento de escolas rurais, Campos dos Goytacazes realiza 2o. Seminário de Educação do Campo

escola ruralEm um cenário de fechamento de escolas rurais pelo governo Rafael Diniz, realização de seminário municipal sobre educação no campo é estratégica

Um dos aspectos mais negligenciados do caos reinante na educação municipal de Campos dos Goytacazes é o fechamento de escolas rurais pelo governo Rafael Diniz. Como já notei neste blog em 2018, a prometida valorização do ensino para crianças que moram nas extensas áreas rurais de Campos dos Goytacazes nunca levada à sério, e o que se viu foi a continuidade da prática de fechar escolas localizadas em áreas distantes como é o caso do Imbé.

Mas é justamente por causa da situação de grande precariedade que marca a atuação da gestão Rafael Diniz nas escolas localizadas em áreas rurais que ganha relevância a realização do Segundo Seminário Municipal de Educação que deverá ocorrer no dia 20 de Fevereiro no período de 08 às 17 horas nas dependências do campus Centro do Instituto Federal Fluminense (ver programação abaixo).

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Eu espero apenas que tanto o jovem prefeito Rafael Diniz ou o seu secretário municipal de educação, o sociólogo socialista Brand Arenari, não apareçam no evento apenas para prometer fazer nos 10 meses que restam de seu governo o que não fizeram nos 38 anteriores. É que aí já seria, como dizem os espanhóis, cara dura demais.

Mas olhando para a lista de palestrantes tenho a certeza de que a difícil situação das escolas rurais de Campos dos Goytacazes será abordada de forma compreensiva e aguda, pois se a situação das escolas urbanas já é crítica, imaginemos a condição em que estão aquelas localizadas no campo.

Essa é mole: quem fechou o restaurante popular, que reabra

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Um dos atos mais cruéis do estelionato eleitoral cometido pelo jovem prefeito Rafael Diniz contra a população mais pobre do município de Campos dos Goytacazes. Isso ocorreu com a promessa de que após saneadas irregularidades nunca claramente explicadas, o restaurante popular seria reaberto.

Pois bem, o fechamento ocorreu no já longínquo dia 09 de junho de 2017, e Rafael Diniz nem chegou perto de reabrir o restaurante popular. Enquanto isso, com seu trabalho incansável, as freiras do Mosteiro da Santa Face e do Puríssimo e Doloroso Coração de Maria têm assegurado que o número de pessoas passando não seja maior do que já é.

Agora, em pleno ano eleitoral, vejo uma falsa polêmica envolvendo apoiadores do prefeito e candidatos à sua sucessão sobre de quem seria a culpa do restaurante popular não estar aberto para matar a fome dos cidadãos mais pobres e economicamente marginalizados da nossa cidade.

Essa polêmica é falsa porque quem fechou, prometeu reabrir e manteve fechado o restaurante popular foi o prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.  Se eles quiserem acabar com essa falsa polêmica, a coisa é simples: reabram imediatamente o restaurante. Do contrário, assumam que se comportaram e continuam se comportando de forma insensível e cruel com os que passam fome e não têm recursos financeiros para ter um prato de comida nas mãos.

Simples assim!

O drama dos RPAs revela a face mais impiedosa dos caos administrativo da gestão Rafael Diniz

Rafael-Diniz-posse-5-715x400Rafael Diniz prometeu mudança e entregou caos

Por força da convivência com profissionais que possuem contratos precários (os chamados RPAs) com a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes sei que há um número incerto deles que se encontram sem pagamento não por um, mas por vários meses. Apesar disso continuam exercendo suas funções por causa do medo (ou seria certeza?) de que se pararem de trabalhar, nunca verão o pagamento dos que lhe és devido.

rpa_largeGrupo de RPAs protestam na manhã desta quinta-feira (30), na Avenida XV de Novembro, em ponto próximo ao Hospital Ferreira Machado

Se houvesse um barracão onde esses profissionais pudessem ir retirar comida usando o velho caderninho, teríamos a consumação de um contexto de trabalho escravo. Mas como isso não está (ainda) sendo feito, a situação dos RPAs acaba sendo naturalizada, como se isso fosse parte de um novo normal, enquanto milhares deles sequer são informados de quando se pretende pagar o que lhes é devido.

Mas a verdade é que a situação de milhares de famílias cujo sustento é (aliás, deveria ser) garantido pelos salários desses profissionais, se transformou em um agudo drama social, que não está merecendo a atenção devida, seja pelos administradores municipais, pelo Ministério Público, nem pela mídia corporativa.

Falta ainda uma explicação sobre o porquê do não pagamento desses profissionais. É que apesar da redução do orçamento municipal, Campos dos Goytacazes continua com um dos maiores volumes financeiros da federação brasileira. Com isso, não há como aceitar passivamente que os RPAs estejam sendo tratados de uma forma tão displicente e, pior, que ninguém resolva assumir a tarefa de defender algo em torno de 18.000 profissionais que estão dispersos por todos os setores do serviço público municipal. Aliás, cadê os sindicatos dessa cidade?

Todos se lembram das promessas eleitorais do jovem prefeito Rafael Diniz que se centravam em gerir melhor o bilionário orçamento municipal. Essas promessas são hoje enfeites em uma espécie de “museu de grandes novidades”.  Na prática, o que se viu desde o início desse caótico governo foi a materialização de um tremendo estelionato eleitoral ao qual se somam pitadas gigantescas de incompetência, arrogância e descaso sob a liderança serelepe de Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.

Uma coisa é certa: a situação dos profissionais com contratos precários é inaceitável, e não podemos mais como sociedade democrática aceitar que, ainda por cima, o drama de milhares de famílias seja confinado ao esquecimento.

Evidências fotográficas de despejo de esgoto in natura no Canal de Cacomanga

Recebi hoje um interessante material fotográfico enviado pelo radialista Paulo André Netto Barbosa mostrando o que seriam evidências de despejo de esgoto “in natura” no  Distrito de Ururaí (ver imagens abaixo).

O problema aqui é que pelo menos parte desse esgoto é proveniente da rede implantada nas casas do programa municipal de habitação de interesse social, o popular “Morar Feliz, onde a empresa Águas do Paraíba supostamente cobra pelos serviços de coleta e tratamento do material captado.

Como as imagens deixam aparente a chegada de, pelo menos, parte desse material no Canal de Cacomanga, a questão que fica explícita é importante:  há alguém monitorando o funcionamento da rede de esgotos das unidades residenciais do “Morar Feliz” não apenas em Ururai, mas em outras áreas da cidade de Campos dos Goytacazes.

Ah, sim.  Após conversar com o radialista Paulo André Netto Barbosa, fui informado que moradores da área afirmam que a situação já os incomoda faz algum tempo, mas que ninguém aparece para fiscalizar o que está ocorrendo.

E pensar que estamos todos submetidos a uma taxa caríssima pela suposta captação e tratamento de esgotos. Aí eu pergunto aos leitores do blog:  é bonito isso?

Caos na saúde de Campos dos Goytacazes: inspeção de deputada bolsonarista termina em cafezinho

A deputada federal “Major Fabiana” (PSL/RJ), vice líder do governo Bolsonaro na Câmara de Deputados, começou o dia de hoje fazendo uma inspeção transmitida online no Hospital Geral de Guarus (HGG)  (ver vídeo abaixo).

Como se vê nas imagens acima,  “Major Fabiana” veio com a corda toda para avaliar o uso de supostos R$ 5 milhões de emendas parlamentares que ela teria conseguido liberar para a rede municipal de Saúde, o que em tese é algo mais do que justo e necessário.

Entretanto, algo muito diferente deve ter acontecido entre a visita que foi efetivamente realizada no HGG e outra que acabou ficando apenas no anúncio no Hospital Ferreira Machado. É que, acabo de ler no site “Diário da Planície” que a parlamentar bolsonarista acabou tendo um alegre encontro com o secretário municipal Saúde, o vereador Abdu Neme que incluiu ainda o deputado federal Marcão Gomes e o diretor do HGG, o médico e ex vereador Dante Pinto Lucas (ver imagem abaixo).

MAJOR-FABIANADo que riem os participantes desta conversa, a começar pelos deputados Marcão Gomes e Major Fabiana?

Dificilmente saberemos o que levou a mudança de postura da deputada entre a ida aos corredores do HGG e o alegre encontro com os representantes do governo Rafael Diniz. Entretanto, a postura alegre é mais coerente com a atuação parlamentar da “Major Fabiana” que é uma das líderes parlamentares de um governo federal que vem encolhendo a sustentação financeira do SUS, causando uma perda significativa de recursos para um sistema de saúde público que se vê cada vez mais sobrecarregado e subfinanciado. 

Enquanto isso, a população de Campos dos Goytacazes que não possui plano de saúde e tem na rede municipal a principal forma de acesso a serviços de saúde vai continuar padecendo em unidades hospitalares em condição caótica.

 

Orçamentos como peça de ficção só servem para o governante esconder para quem realmente governa

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O município de Campos dos Goytacazes deverá, salvo alguma surpresa a mais, conhecer o seu orçamento ao longo da semana que se inicia amanhã.  Quem assiste ao embate entre o jovem prefeito Rafael Diniz e uma parcela rebelada de sua antiga base de apoio (a mesma que permitiu a ele impor uma verdadeira derrama aos cidadãos campistas com aumentos de impostos e taxas) não pode ser arrastado para o falso debate de qual percentual de remanejamento orçamentário é correto ou não.

É que o real debate deveria ser sobre porque governantes apresentam orçamentos com um percentual de remanejamento que muitas vezes torna a peça que eles mesmo apresentam ao legislativo em uma mera peça de ficção.  O  contraponto de realidade é que o percentual autorizado para ser “remanejado” acaba se tornando uma poderosa ferramenta de arranjos e trocas de favores que raramente melhoram a eficiência dos dispêndios realizados.

Há que se lembrar que quando atuante vereador de oposição, o hoje prefeito criticava, com justeza em minha opinião, o montante de 50% de remanejamento que era aplicado pela ex-prefeita Rosinha Garotinho em suas propostas orçamentárias. Mas bastou sair da condição de pedra para a de vidraça que Rafael Diniz rapidamente mudou de opinião. 

A verdade é que governantes propõe remanejar a priori porque não se dedicam a produzir peças orçamentárias que reflitam as necessidades da maioria da população.  Além disso, é curioso que ano após ano, mesmo se sabendo as prioridades e urgências deste ou daquele ente federativo, os responsáveis pela preparação dos orçamentos não se dedicam ao trabalho mínimo de estabelecer estimativas claras sobre “entradas e saídas”, coisa que qualquer técnico de contabilidade pode fazer. Isso pode levar qualquer cidadão a se perguntar sobre onde está o ideal de boa-fé, transparência e veracidade daqueles que elaboram um orçamento público irreal desde o seu marco zero.

Mas tudo indica que os vereadores campistas irão permitir que Rafael Diniz e seus menudos neoliberais remanejem até 20% do orçamento que enviaram para análise e aprovação da Câmara Municipal. Desde já é importante que se cobre transparência não apenas para os montantes que forem aprovados, mas principalmente para o que vier a ser remanejado. É que determinadas alocações orçamentárias já são claramente irrealistas em face das necessidades da população. Se o remanejamento se concentrar em pastas e órgãos cujos orçamentos já são insuficientes, será preciso verificar para onde vai ser enviado o dinheiro e sob quais circunstâncias.

Aliás, como estamos em final de governo, fico curioso quem sofrerá mais os efeitos do tesourão neoliberal de Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.  E antes que eu me esqueça, qual será o orçamento aprovado para fazer funcionar o restaurante popular cuja reabertura foi prometida por Rafael Diniz há mais de dois anos?

Caio Vianna e seu elogio fora de lugar na Uenf

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Conheço Caio Vianna, o jovem político e potencial aspirante à cadeira de prefeito de Campos dos Goytacazes, faz bastante tempo. Durante a greve desgastante que tivemos que travar para garantir o recebimento de nossos salários em 2017, ele visitou a sede da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) e lá gravou uma mensagem de apoio político que foi importante no contexto de extrema degradação que atravessávamos naquele momento doloroso.

Por conhecê-lo e saber que ele conhece minimamente a realidade em que a Uenf está imersa é que não entendi porque tendo a oportunidade de dar crédito a quem segurou e continua segurando o piano, que são os professores e servidores técnico-administrativos,que em 2017 ficaram 4 meses sem receber salários, Caio Vianna resolveu deitar elogios ao ex-reitor Luis Passoni e ao seu ex-chefe de gabinete e agora reitor Raul Palacio ( ver imagem abaixo).

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A verdade é que a Uenf continua de portas abertas, produzindo ciência e gerando novos quadros profissionais para o Norte Fluminense, apesar da reitoria que a dirigiu de forma omissa e submissa nos momentos mais difíceis que tivemos na história dessa jovem instituição. No caso da Uenf, a prática tem demonstrado que o coletivo é mais forte do que seus frágeis dirigentes.

De todo modo, a mim parece preocupante que alguém que quer se apresentar como alternativa ao modelo falido de administração pública da gestão de Rafael Diniz possa pensar que instituições são construídas e consolidadas por causa do trabalho deste ou daquele indivíduo.   Melhor fará Caio Vianna se assimilar algo que Darcy Ribeiro, fundador da Uenf dizia: universidades são construídas coletivamente por todos os que nelas estão inseridos, independente da função que ocupem. Se aprender essa lição deixada por Darcy,  Caio Vianna poderá evitar, caso venha a se tornar um dia prefeito de Campos dos Goytacazes,  um erro crasso que Rafael Diniz cometeu: negligenciar a importância dos que carregam o piano.

Quem se arrisca a tocar no dedo podre de Rafael Diniz?

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Estou lendo em diferentes veículos da mídia campista que o jovem prefeito Rafael Diniz teria embarcado em uma jornada para quebrar ao meio o grupo de vereadores que saíram da base governista para lhe impor duras derrotas no legislativo municipal.

A minha dúvida é quem, a essas alturas do campeonato, ainda se arriscará a apertar as mãos de Rafael Diniz para lhe dar algum tipo de sobrevida política, já que está mais do que evidente que seu governo está em condição moribunda em face da altíssima, e aparentemente irreversível, rejeição popular.

O fato é que quem aceitar voltar à base governista em troca da manutenção de cargos de confiança corre o risco de ser tocado pelo dedo podre de Rafael Diniz, inviabilizando assim qualquer chance de reeleição nas eleições municipais de 2020. Essa deve ser a dúvida dos vereadores que supostamente foram escolhidos como alvo para serem uma espécie de filhos pródigos de uma gestão do executivo municipal que oscila entre o pífio e o desastroso.

Se os vereadores que estão sendo “cantados” para voltarem à base de Rafael Diniz aceitarem uma sugestão sincera, eu diria para que caminhem pelas ruas de Campos dos Goytacazes e ouçam a voz dos eleitores. Afinal de contas, as chances de reeleição de Rafael Diniz são exíguas, e resta saber se os “filhos pródigos” querem ter o mesmo destino. Simples assim!

Campos dos Goytacazes sofre com as agruras de um ocaso precoce de seu prefeito neoliberal

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A gestão do prefeito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz (Cidadania), chega a um ocaso precoce em meio a uma enorme crise política, econômica e institucional

As últimas cenas da conjuntura política de Campos dos Goytacazes dão conta de um ocaso precoce da administração neoliberal do jovem prefeito Rafael Diniz.  Os ingredientes desse ocaso são muitos, incluindo a debandada de boa parte de sua base de apoio na Câmara Municipal, o pagamento forçado judicialmente de 50% do 13o. salário dos servidores municipais, e a cereja no bolo que foi a demissão de um punhado de cargos comissionados indicados por vereadores que decidiram impor duras derrotas no cair do pano de 2019.

A reação de Rafael Diniz e de seus principais porta-vozes (a começar pelo agora deputado federal Marcão Gomes) tem sido da mais pura forma de ressentimento político, inclusive com ameaças de judicialização da decisão do legislativo municipal sobre o orçamento municipal que incluiu o teto de 10% nas chamadas “reordenações de despesas” com as quais os prefeitos transformam o orçamento municipal em uma mera peça de ornamentação.

Como ressentimento e medidas retaliatórias raramente resultam em reviravoltas positivas, o prefeito Rafael Diniz e sua trupe de menudos neoliberais devem estar coçando a cabeça para reverter uma conjuntura política que lhes é completamente adversa. Mas como passados praticamente três anos de governo está claro que a única receita que possuem é a aprofundar a forma especialmente perniciosa de neoliberalismo paroquial com a qual destruíram as políticas sociais herdadas de governos anteriores, não vejo muita esperança para quem se elegeu vendendo as formas mais esperançosas de gestão.

O problema para quem vive em Campos dos Goytacazes é que Rafael Diniz ainda tem um longo ano de governo pela frente. E ao longo desses próximos meses é possível que Diniz e seus menudos ensaiem o que no futebol americano é chamado de “Hail Mary” (no futebol americano a expressão é usada para caracterizar um passo muito longo feito em condições de desespero, com chances muito pequenas de sucesso).  Ao fazer isso, é possível que assistamos situações muito inusitadas que apenas servirão para garantir um final inglório a uma administração que conseguiu executar um dos maiores estelionatos eleitorais da história política do principal município do Norte Fluminense.

O mais trágico é que  além de negar todas as esperanças que gerou em uma campanha eleitoral glamourosa, Rafael Diniz está deixando um município em condição de terra arrasada e sem perspectivas imediatas de recuperação econômica.  Essa sim é uma herança maldita que o futuro chefe do executivo municipal terá que lidar.

Mas que esse governo desastroso sirva, pelo menos, para que se saiba que a adoção de políticas ultraneoliberais que removem os pobres do orçamento só servem para alimentar crises sociais e atraso econômico em nome de um equilíbrio fiscal que servem apenas para enriquecer os que já estão ricos em primeiro lugar. Simples assim.

A derrota de Rafael Diniz como uma janela para o futuro

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O jovem prefeito Rafael Diniz (Cidadania) sofreu um duro revés ao ver seu “pacote de maldades” ser destroçado por uma nova maioria formada na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes.  Aliás, em Campos dos Goytacazes desde o final de 1997, nunca vi um prefeito perder tantas votações em tão pouco tempo. 

Esse ineditismo todo pode ser imputado a um senso fino de oportunidade que os vereadores que abandonaram sua base na Câmara que já sabem que a barca do governo Rafael Diniz estava prestar a ir a pique, com mais de um ano de governo pela frente. Assim, chama-se o que o chamado “G-8¨do que se quiser, mas seus membros estão apenas reconhecendo que não há futuro para quem ficar ao lado de um governo cuja incompetência é sombreada apenas pela sua infindável arrogância.

Logo no início de 2017, sob o impacto do massacre da serra elétrica que o ainda exultante vencedor das eleições do ano anterior promovia contra as políticas sociais existentes em Campos dos Goytacazes, avaliava que Rafael Diniz promovia em tempo recorde do “Garotismo”. É que negando todas suas próprias promessas, ele confirmava as acusações que foram feitas de que toda aquela conversa de mudança e modernização da máquina pública visava apenas pavimentar o caminho para a remoção dos pobres do orçamento municipal.

A estas alturas do campeonato, sabemos que esse governo pouco ou nada fez para a modernizar a forma de gestão municipal, e, de quebra, fez piorar áreas em que avanços tímidos tinham sido conseguidos a duras penas.  A cidade está literalmente de pernas para o ar, mas ao contrário do que quer nos fazer acreditar o prefeito, o problema não é a diminuição do orçamento, mas a forma com que se continuou gastando o que sobrou dos tempos áureos dos royalties que nunca mais voltarão.

Nunca é demais lembrar que apostas mal feitas, mais do que falta de dinheiro, contribuíram para desgastar e erodir o crédito político que a maioria esmagadora maioria da população campista concedeu a Rafael Diniz para que ele movesse a cidade para um futuro melhor. Vê-lo acusar os acusados de sempre, e não ser capaz de articular nem uma mísera autocrítica chega a ser doloroso para quem como eu quer o melhor para esta cidade e a maioria sofrida da sua população. Já para Rafael Diniz é apenas um constrangimento a mais. E, pior, imposto por ele a si próprio.

Aos que desejarem assumir o posto de prefeito em 2021, sugiro que analisem bem não apenas o quadro político e financeiro do município para medirem o tamanho das suas promessas. É que a população de Campos, especialmente a maioria que hoje sente no lombo os efeitos do extermínio das políticas sociais que Rafael Diniz promoveu, não parece disposta a apostar novamente em promessas vazias que chegam em campanhas publicitárias bem boladas. Quem insistir nesse modelo deverá ser abatido pela opinião pública sem dó nem piedade.

Finalmente, uma pequena nota para a repentina partida do agora, ou por agora, deputado federal Marcão Gomes (PL). Como parceiro de primeira hora e homem aparentemente ainda de confiança de Rafael Diniz, Marcão Gomes partiu em direção célere em direção ao planalto central com a volúpia de um adolescente. Sua partida em momento tão crítico para o governo de Rafael Diniz é uma espécie de monumento ao egoísmo. E, pior, sem que sua presença no governo tenha tido qualquer benefício para dinamização de um setor cuja paralisação teve dedo (senão a mão inteira) do próprio Marcão Gomes.