Marcelo Crivella decreta luto por mortes no Rio de Janeiro, mas cortou o orçamento para combate a enchentes e deslizamentos

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A cidade do Rio de Janeiro amanheceu hoje se ressentindo de mais um evento meterológico extremo, contando seus mortos e verificando os pesados danos ocorridos em diferentes partes do seu extenso território.  O prefeito Marcelo Crivella (PRB) rapidamente decretou um luto oficial de 3 dias por conta da morte de pelo menos cinco pessoas por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade durante a noite de quarta-feira (6).

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Prefeito Marcelo Crivella (PRB) decretou luta pelas mortos das chuvas de ontem no Rio de Janeiro, mas cortou o orçamento para combate a enchentes e deslizamentos.

O prefeito do Rio ainda anunciou a existência de “estágio de crise na cidade” e orientou que os habitantes de áreas de risco saiam de suas casas. O que Marcelo Crivella ainda é que  sob o seu governo, desde 2018 houve um corte inexplicável nas verbas destinadas ao combate a enchentes e deslizamentos. O impressionante é que em 2 anos de governo, Marcelo Crivella deixou de gastar R$ 564 milhões do orçamento alocado para este tipo de atividade, um valor que representa apenas 22% do total alocado que foi de R$ 731 milhões.

Para complicar ainda mais a situação do dublê de bispo da Igreja Universal do Reio de Deus (Iurd) e prefeito do Rio de Janeiro no dia 25 de Janeiro ele participou de uma pseudo inspeção na famigerada “Ciclovia Tim Maia” e assegurou que a mesma estava sergura e que “não caía mais“. O problema é que, como mostra o vídeo abaixo, a ciclovia construída por Eduardo Paes (DEM) e que Marcelo Crivella pretendia reativar foi uma das primeiras estruturas a terem mais um trecho destruído pelas chuvas de ontem. Mas, felizmente, a ciclovia estava fechada e desta vez nenhum inocente morreu.

 

Como estamos em um período de fortes mudanças climáticas na Terra e as previsões da comunidade científica é de que cada vez mais teremos a ocorrência de eventos meterológicos extremos, torna-se inconcebível que os governantes mantenham atitudes que apenas postergam a transformação estrutural que as nossas cidades vão requerer para estarem minimamente preparadas para o que virá pela frente nas próximas décadas.

Um bom começo seria redirecionar verbas de propaganda para a reestruturação dos nossos aparelhos urbanos. Do contrário, o que teremos são cenas como a mostra abaixo com pessoas, e não apenas carros e outros bens materaisi, sendo literalmente levadas pelas força das águas das chuvas.

Físico da USP explica a relação entre desmatamento, mudança nos padrões de chuva e o ciclo do carbono na Amazônia

A análise de 20 anos de dados coletados em Rondônia, uma das regiões mais devastadas da #Amazônia, mostra que a chuva não cai mais onde caía antes. Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP, e Jeffrey Q. Chambers, da University of California, foram escolhidos pela revista Nature Climate Change para comentar o resultado obtido por pesquisadores de Princeton e de Miami. 

Abaixo um vídeo bastante explicativo onde o Prof. Paulo Artaxo explica as cauas deste fenômeno.

As lições que tirei da minha recente odisséia nas ruas alagadas de Campos

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Ontem (14/12) dirigi por quase 4 horas no emaranhado de ruas alagadas e secas que se formou após uma chuva intensa que durou pouco mais de 40 minutos. Essa duração se deveu à necessidade de sair do campus Leonel Brizola, ir até o Fórum de Campos e de lá para o Shopping Estrada, para então retornar à região central da cidade.

Uma viagem que deveria durar pouco mais de 30 minutos se tornou numa odisséia incrível, onde tive que usar os meus melhores conhecimentos sobre o espaço urbano de Campos dos Goytacazes, de modo a escapar das ruas alagadas que impediam o acesso de carros. 

Uma coisa que me pareceu incrível foi verificar que em áreas pequenas existiam ruas totalmente inundadas bem ao lado de outras que estavam apenas molhadas e com o trânsito fluindo tranquilamente.  Além disso, boa parte das artérias principais da cidade ficaram literalmente paralisadas já que boa parte das inundações se deu em áreas importantes de passagem. Assim, o enrosco se tornou inevitável.

O que isso tudo me mostra é que o trabalho realizado ao longo dos últimos anos pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes para melhorar a coleta de águas de chuvas e impedir alagamentos não seguiu um plano muito racional. Além disso, fiquei com dúvidas sobre a qualidade do que foi feita, pois áreas que foram alteradas recentemente também colapsaram.

O que esse olhar por de dentro do caos me mostra é que continuamos muito mal em termos da infraestrutura urbana e sem nenhuma condição real de responder às prometidas alterações no comportamento climático da Terra.  É que uma das previsões para as chamadas mudanças climáticas é justamente o estabelecimento de um padrão de chuvas que combina intensidade com episódios ocorrendo em um tempo muito curto.  Em outras palavras, o que ocorreu ontem vai se tornar cada vez comum.

Ah, sim, a ausência de uma polícia de trânsito e a falência do sistema de sinalização tornaram a vida de todos que dirigiam um verdadeiro inferno. E aqui já não se trata mais de despreparo da infraesturura urbana, mas de omissão do poder público.  

Agora resta saber como a futura administração municipal vai entender o que ocorreu ontem e se serão tomadas medidas estratégicas e de longo alcance para impedir as repetições “ad infinitum” do que aconteceu ontem.  A ver! 

Secretário de Defesa Civil ou de Defesa da Prefeita?

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Hoje sintonizei acidentalmente a Rádio Educativa e tive a oportunidade de ouvir o fim de uma “entrevista” com o Sr. Henrique Oliveira, secretário municipal de Defesa Civil no programa animado pelo ex- governador e ex-deputado federal Anthony Garotinho. Nesse ponto, o secretário se ocupava de ocupar como a prefeita conseguiu acabar com os alagamentos que se sucediam às chuvas aqui na cidade de Campos. Como tive que dirigir recentemente no meio de um oceano que se formou após poucos mais de 15 minutos de chuva intensa, achei essa declaração, no mínimo, exagerado.

Mas pensando bem, o problema pode ter mais a ver com a real natureza do cargo ocupado pelo Sr. Henrique Oliveira. Vá lá que apesar do nome ser “defesa civil”, a nomeação seja realmente para “defesa da prefeita”. Aí sim faria mais sentido!

A chuva no dia do aniversário de Campos e as tarefas que ela expôs

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As cenas de ruas alagadas por toda a cidade de Campos nesse 28 de março que passou têm repercutido de diferentes formas, dependendo da cor partidária e da redação que publica as fotografias. Como tive a “sorte” de cruzar a cidade no momento em que uma das maiores nuvens se desfez, tenho a dizer que vi duas situações: locais completamente alagados que pareciam querer tragar a tudo e a todos, e outros em que o sistema de drenagem funcionou perfeitamente. 

Aliás, uma das minhas preocupações era chegar na área onde moro, pois sabia que ali não haveria qualquer problema. Por quê? É que nessa parte da cidade eu e todos os meus vizinhos convivemos por quase um ano com obras de infraestrutura que ontem mostraram a capacidade devida de absorver toda a água que caiu por ali. 

Isto parece me evidenciar que um dos problemas que está sendo exposto pelas atuais chuvas é que partes importantes da cidade, inclusive a área dita nobre do filé mignon imobiliário, não estão hoje capacitadas a reagir de forma minimamente eficaz a grandes eventos climáticos. E isto é preocupante porque esta será a tendência futura por causa do processo de mudanças climáticas globais.

Em outras palavras, o que está faltando, entre outras coisas, é o correto planejamento das intervenções que o poder público municipal deverá realizar para nos dotar de uma malha de galerias pluviais e de esgoto que nos tire do Século XIX quando Saturnino de Brito estudou de forma aprofundada o município e nos oferecer uma visão de futuro. E há de se convir que dinheiro nos cofres municipais ainda não falta para que possamos chegar, pelo menos, ao Século XXI.

Finalmente, o que me parece urgente é retirar o Plano Diretor Municipal da gaveta onde se encontra e arregaçar as mangas para atacar os pontos mais críticos do problema das inundações urbanas. Simples assim.

Enquanto o povo sofre com chuvas, (des) governador Sérgio Cabral afunda na lama política

A matéria abaixo traz um retrato sinistro para o (des) governador Sérgio Cabral e seu vice Luiz Fernando Pezão que, depois de gastar milhões em propaganda, achavam que iam melhorar a avaliação de seu (des) governo. A verdade nua e crua desses números é que a situação dos dois é desesperadora e possui pouquíssima chance de ser revertida.  Só para começo de conversa, 61% dos consultados pelo IBOPE disseram que não aprovam a maneira como Cabral vem administrando o Rio, e 65% afirmaram não confinar nele.

Esses números apontam para um fato quase inexorável: Pezão não será o candidato a sucessão de Cabral. O escolhido para representar a continuidade desse (des) governo poderá ser o senador Lindenbergh Farias que poderia ser a aposta natural daqueles que querem a continuidade da aliança PT/PMDB também no Rio de Janeiro.

Mas como muita chuva teima em cair em terras fluminenses, muita água ainda poderá passar por debaixo da ponte. Agora, que Pezão e Cabral estão literalmente afundando na lama, isto estão. E daqui a pouco, se a coisa não mudar, o abandono da barca de Cabral será amplo, geral e irrestrito.

Em tempo: esta pesquisa foi feita antes do dilúvio que se abateu sobre a cidade do Rio de Janeiro nesta semana, onde ficou evidente o fracasso das obras feitas pelos (des) governos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes!

Cabral tem a terceira pior avaliação entre os 27 governadores, diz CNI/Ibope

Jornal do Brasil

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), foi o terceiro pior avaliado do país, de acordo com a Pesquisa Ibope/CNI divulgada nesta sexta-feira (13). De acordo com o levantamento, para 47% a avaliação é ruim ou péssima, para 33% é regular, e para 18%, é ótima ou boa.

Cabral está na frente apenas de Rosalba Ciarlini (DEM), do Rio Grande do Norte – considerada ruim ou péssima por 74% da população, e que está no cargo por força de uma decisão judicial -, e de Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, que tem uma reprovação de 62%.

De acordo com a pesquisa, 61% dos consultados disseram que não aprovam a maneira como Cabral vem administrando o Rio, e 65% afirmaram que não confiam  em Cabral. A saúde foi apontada por 63% dos entrevistados como a pior área administrada pelo Estado; 40% manifestaram preocupação com a violência; 36% com combate às drogas e 30% com o crescimento do Estado.

Para 47%, avaliação de Sérgio Cabral é ruim ou péssima
Para 47%, avaliação de Sérgio Cabral é ruim ou péssima

O levantamento ouviu 15.414 pessoas acima de 16 anos em 727 municípios, das 27 unidades da federação, entre os os dias 23 de novembro e 2 de dezembro.

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/12/13/cabral-tem-a-terceira-pior-avaliacao-entre-os-27-governadores-diz-cniibope/

Presidente do TJ-RJ suspende prevenção a deslizamentos em áreas de alto risco

Decisão acatou pedido conjunto do Estado e da Prefeitura do Rio e afeta 13 ações civis públicas do MP. Para promotores, 95 mil pessoas correm perigo de vida em toda a cidade

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro  

AE

Vista aérea mostra a região de Teresópolis, em janeiro de 2011. Mais de 900 morreram no Estado

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, suspendeu 13 decisões em ações civis públicas do Ministério Público, que determinavam medidas de redução do alto risco de deslizamentos em áreas na capital. A ordem de Rebêlo dos Santos reformou, de uma só vez, decisões de quatro varas diferentes e de dois desembargadores.

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A liminar do presidente do TJ atendeu a recurso conjunto do Estado e da Prefeitura do Rio, feito em bloco (um só pedido para 13 ações). A decisão, datada de 28 de agosto, passa a valer, assim, até o julgamento do mérito das ações em segundo grau.

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AE

Deslizamentos em Teresópolis mataram, destruíram casas e carros

 Os magistrados haviam concedido o pedido do MP para o Estado e o município adotarem medidas de proteção “sobretudo à vida” de pessoas nessas áreas com risco iminente de deslizamentos, além do meio ambiente. Em toda a cidade, são 95 mil pessoas, em 20.247 domicílios em regiões de alto risco e 8.484 em lugares de médio risco, em 121 comunidades, de acordo com o órgão.

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Segundo o MP, as áreas são “perfeitamente delimitadas, em laudos individualizados e conclusivos, produzidos pelo próprio Município réu”, e a existência da situação de risco é “incontroversa”. “Desnecessário dizer que a relevância do bem jurídico em risco é a maior que pode existir e em diversas comunidades já ocorreram recentemente deslizamentos geológicos, inclusive com vítimas fatais”, afirma o Ministério Público, que entende “explícitos” os pressupostos da “tutela de urgência”, que havia sido concedida nos 13 casos.

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O MP vai recorrer e teme que a decisão do presidente do TJ possa servir como precedente no caso de outras 108 ações semelhantes no Rio, em Niterói e na Região Serrana, onde em 2011 houve deslizamentos com 905 mortos, principalmente em Nova Friburgo e Teresópolis. As ações civis públicas, nesse caso, foram feitas de forma individualizada para cada comunidade em risco, devido às especificidades.

Para Estado e prefeitura, obras são complexas e não podem ser feitas ao mesmo tempo

 

Divulgação

Homens do Bope ajudam moradores a abandonarem áreas afetadas pelas chuvas

O Estado e a prefeitura alegaram que o MP ajuizou mais de cem ações civis públicas obrigando-os a executar medidas de prevenção “complexas e de alto grau de especialização”.

Segundo o pedido, não é possível a execução de todas as obras ao mesmo tempo, “por insuficiência de recursos técnicos (material, máquinas) e humanos (mão-de-obra qualificada), além da necessidade de se licitarem as intervenções que serão realizadas”.

De acordo com o Estado e a prefeitura, o cumprimento das liminares a um só tempo, também comprometeria o planejamento das intervenções e imporia às fazendas estadual e municipal prejuízos orlamento-financeiros, “comprometendo políticas sociais importantes”.

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O presidente do TJ acatou o pedido, enxergando a alegada “grave lesão entre a decisão proferida e os interesses públicos tutelados” e um risco à “economia pública”. Para Rebêlo dos Santos, o cumprimento das antecipações de tutela pedido pelo MP “poderá repercutir sobre o orçamento público de forma gravosa, (…) comprometendo a ordem administrativa”.

Segundo MP, prefeitura recusou TAC e, com Estado, não quis acordo judicial

 

AE

Vista do Cemitério Municipal Carlinda Berlim, em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro

As cinco promotorias de Meio Ambiente da capital terminaram em dezembro de 2011 investigação – com mapeamento e vistoria individual – de áreas de risco geológico, nas encostas do Rio Janeiro, com o objetivo de prevenção de tragédias como a da Região Serrana.

Os pedidos tem como meta “a adoção pelo Município e Estado de medidas de engenharia de estabilização e contenção das áreas de risco, implantação de saneamento básico e replantio de vegetação nativa”, visando a reduzir o risco de alto e médio para baixo. Para o MP, a realocação de domicílios só deve ser adotada em último caso, quando a contenção e a estabilização forem inviáveis.

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Segundo o Ministério Público, o órgão tentou fazer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura e pessoalmente com o prefeito Eduardo Paes, que participou de reuniões conjuntas sobre o tema e se comprometeu a celebrar o acordo. A minuta do TAC foi enviada duas vezes ao prefeito, de acordo com os promotores, mas nunca assinada. As ações civis públicas foram, então, movidas. No âmbito judicial, o município e o Estado também não se interessaram em assumir compromissos.

MP: “Medidas preventivas podem salvar a vida de milhares”

 

O Globo

Pessoas em abrigo em Teresópolis, após as chuvas de janeiro de 2011

Segundo o MP, a Prefeitura, através da Fundação GEO-RIO, contratou empresa de engenharia para fazer o “Mapeamento, Identificação e Classificação” das áreas de risco em encostas habitadas do Maciço da Tijuca e adjacências, vistoriando 197 comunidades e identificando as áreas de alto, médio – 121, no total – e baixo risco, em “laudos técnicos de excelente qualidade e clareza”.

Os promotores basearam as ações ainda no estudo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) “Megacidades, Vulnerabilidades e Mudanças Climáticas: Região Metropolitana do Rio de Janeiro”. O trabalho conclui que “a intensidade e a frequência de eventos climáticos extremos na região metropolitana do Rio, irão se acentuar consideravelmente nas próximas décadas”.

“Portanto, consideramos que a ocorrência de chuvas futuras, de grandes proporções, nas áreas que são objeto das ações, não apenas é fato previsível, como foi cientificamente previsto. A única circunstância ainda incerta é quando elas ocorrerão. Torcemos para que nunca ocorram. Mas torcida não muda a realidade”, afirma o MP.

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“Justamente por isso, acentua-se a necessidade de urgência e prioridade absoluta para a adoção de medidas preventivas, que podem salvar vidas de milhares de pessoas residentes em áreas de risco”, dizem os promotores.

Dois objetivos das ações, para o MP, foram atingidos, independentemente da suspensão das decisões de antecipação de tutela: “dar ciência inequívoca às autoridades, sobre a gravidade e relevância da situação, colocando-a no campo da previsibilidade” e “registrar que as consequências previstas são teoricamente evitáveis”.

FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2012-09-05/presidente-do-tj-rj-suspende-prevencao-a-deslizamentos-em-areas-de-alto-risco.html