SBPC-RJ realiza o “Domingo com ciência na Quinta”

No próximo dia 7 de julho, a Quinta da Boa Vista vai receber uma série de atividades culturais, educacionais e de ciências

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Por  FLEISHMANN

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no Rio de Janeiro realiza neste domingo, dia 7 de julho, das 10h às 15h, o “Domingo com ciência na Quinta”. Com uma série de atividades, o evento vai celebrar o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador. Além de comemorar as datas, a ação tem como objetivo chamar a atenção da população e dos governantes para a importância da ciência no dia a dia e no desenvolvimento sustentável do País. Nesta data, representantes da comunidade científica vão debater sobre a realidade da ciência e da educação no Brasil e como, com o apoio da população, será possível reverter o quadro negativo.

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Com entrada gratuita, o evento terá uma feira de ciências com mais de 150 experimentos e exposições que mostram como o tema é parte importante do cotidiano da sociedade. Haverá também atividades como rodas de conversas, jogos interativos ilustrando os princípios básicos da física e biologia, brincadeiras sobre bactérias presentes na chamada microbiota humana, desafios de matemática e química, e muito mais.

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No Piquenique Científico, crianças e adultos poderão conhecer a qualidade dos alimentos que consomem, como evitar o desperdício e como aproveitar integralmente os alimentos entre outros ensinamentos. Para participar desta atividade, basta levar uma canga ou toalha para sentar e alimentos.

O público também vai poder se divertir com apresentações musicais de diferentes estilos e ritmos como chorinho, samba e outros.

Este é o segundo ano de realização do evento. Na primeira edição, organizada pelo Museu Nacional, cerca de 2,6 mil pessoas puderam participar das mais de 130 atividades científicas e culturais disponíveis. A expectativa para 2019 é que esse número seja ainda maior.

O “Domingo com ciência na Quinta” é um evento promovido pela SBPC em parceria com a ADUFF, ADUFRJ, ADUNIRIO, ANPESQ, ASCON, ASDUERJ, ASFOC-SN, FACC, INCTNIM e INCT Proprietas.

Serviço:

“Domingo com ciência na Quinta”

Local: Quinta da Boa Vista (acesso pelo portão da estação do Metrô de São Cristóvão, ao lado do rio e perto do Horto Botânico MN)

Data: 7/07/2019

Horário: 10h às 15h

Entrada franca

 

Miguel Nicolelis debate destruição da soberania e da ciência no Brasil

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Neurocientista mundialmente reconhecido, Miguel Nicolelis visita o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, na próxima terça-feira (25). Em debate, a destruição da soberania nacional e do futuro dos brasileiros. A atividade ocorre no auditório da entidade, situado na Rua Rego Freitas, 454, sala 83, próximo ao metrô República. Nicolelis contará com a companhia de Flávia Calé, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Professor titular da Duke University (EUA), Nicolelis foi considerado um dos 20 maiores cientistas em sua área pela revista Scientific American e pela revista Época. Também foi o primeiro cientista a receber dois prêmios dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) no mesmo ano, além de ser o primeiro brasileiro a ter um artigo de capa na revista Science. Na Duke University, atua como pesquisador do Instituto Internacional de Neurociências Edmond & Lilly Safra (IIN-ELS). Nicolelis lidera o consagrado projeto Walk Again – “Andar de novo”.

Apesar do eixo “Ciência e Tecnologia”, o bate-papo com Nicolelis e Calé deve abranger não somente os ataques ao setor, mas também ao desmonte institucional, a destruição e o entreguismo praticados pelo governo Bolsonaro. A entrada é livre, bastando preencher o formulário através deste link: clique aqui.

Para quem não puder comparecer, haverá transmissão online na página do Barão de Itararé (clique aqui).

Com informações da assessoria de imprensa do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

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Este artigo foi originalmente publicado pelo Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo [Aqui!].

O desmonte da ciência brasileira

Anos de cortes no Ministério da Ciência e Tecnologia atingem em cheio pesquisas em todas as áreas e já afetam parcerias com agências europeias. Governo Bolsonaro acelera processo com redução drástica no orçamento.

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Cientistas desenvolvem pesquisa sobre o zika em laboratório da Fiocruz: saúde é uma das áreas ameaçadas

A ciência brasileira se encontra num momento crítico. O último corte de recursos anunciado pelo governo de Jair Bolsonaro agravou drasticamente uma situação que, há anos, já era tida como crítica. A medida mais recente atingiu em cheio o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O contingenciamento de 42,27% das despesas do MCTIC coloca em risco o financiamento de cerca de 11 mil projetos e 80 mil bolsas financiadas pela principal agência de fomento à pesquisa do país.

 “Nunca vi cortes da magnitude dos que foram decretados recentemente. São cortes extremamente pesados e, se não forem revertidos, destruirão a ciência brasileira. Esses cortes representam um ataque sério ao desenvolvimento e à própria soberania nacional”, afirma Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências.

A avaliação de especialistas do setor é de que pesquisas em todas as áreas, inclusive de humanas, estão em risco. As primeiras afetadas são as pesquisas dependentes de laboratórios, que já estão ficando sem manutenção, sem materiais e com uma infraestrutura defasada.

Os cortes também prejudicam cooperações internacionais e são observados com atenção na Europa. Segundo a diretora do escritório regional do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) no Brasil, Martina Schulze,  no ano passado, em programas conjuntos da agência alemã com instituições brasileiras, não foi possível conceder bolsas de doutorado na Alemanha pelo CNPq, pois não havia garantias de que elas seriam pagas.

“A incerteza quanto às possibilidades de financiamento para as instituições de ensino superior brasileiras e a pesquisa no país provocou um comedimento das universidades alemãs, que ainda persiste. O DAAD pode notar isso devido ao menor fluxo de recursos para o trabalho conjunto no ensino superior e na pesquisa com o Brasil”, diz Schulze.

De acordo com a diretora da agência alemã, em 2016, o DAAD destinou cerca de 11 milhões de euros para bolsas e projetos com parceiros brasileiros. Em 2018, esse valor foi de apenas 8,7 milhões de euros.

Esse cenário, descrito por pessoas da área como trágico, não surgiu de uma hora para outra, mas é fruto de uma série de cortes que está em curso há algum tempo.

Processo contínuo de cortes

Há cerca de 20 anos, as ciências no Brasil viviam tempos áureos. A partir dos anos 2000, mais recursos já começavam a ser investidos no setor, conta Ildeu de Castro Moreira, presidente da presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Mas foi durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2006, que o MCTIC viveu um período de real prosperidade, com o aumento progressivo nas verbas destinadas à pasta. Em 2010, os investimentos no ministério atingiram o ápice, chegando a aproximadamente 8,6 bilhões de reais (em valores atualizados, quase 10 bilhões de reais).

Marca semelhante foi alcançada em 2103. Na época, a cultura de investimentos em ciência parecia estar se consolidando. Porém, a partir de 2014, teve início a crise que se estende até os dias de hoje. O orçamento da pasta passou a sofrer cortes constantes durante os anos seguintes do último governo Dilma Rousseff.

Sob Michel Temer, o Ministério da Ciência e Tecnologia incorporou o das Comunicações e sofreu um contingenciamento de 44% das despensas previstas para 2017. Naquele ano, foram investidos apenas 3,77 bilhões de reais, o menor orçamento dos últimos 12 anos.

O impacto foi tanto que levou entidades de pesquisa a se articularem no movimento “Conhecimento sem cortes”, que denunciou a morte lenta da ciência no país devido à redução constante dos investimentos.

No início de 2018, a situação parecia um pouco melhor com o anúncio de um investimento de 4,7 bilhões na pasta, porém, houve novamente cortes, o que chegou a atrasar o pagamentos de bolsas em dezembro do ano passado. Esse atraso levou o CNPq a entrar em 2019 com um rombo de 300 milhões de reais no orçamento.

Para este ano, o Congresso havia aprovado um orçamento de 5,1 bilhões de reais para o MCTIC, porém, há cerca de uma semana, o governo decretou o contingenciamento de 42% das despesas da pasta, reduzindo para cerca de 2,9 bilhões de reais os recursos disponíveis para o ministério.

O presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras, afirmou ao portal G1 que a agência deve ter verbas para pagar bolsistas apenas até setembro deste ano. A previsão, porém, ainda não incluía o novo corte. Especialistas estimam que esse valor cubra os pagamentos somente até julho.

Desde 2016, os repasses para o pagamento de bolsas concedidas pelo CNPq vem caindo, passando de pouco mais de 1,1 bilhão para 784,7 mil reais neste ano. Metade dos 80 mil bolsistas da agência fazem iniciação científica e recebem apenas entre 100 e 400 reais por mês.

Além de correrem o risco de ficarem sem receber, os mestrandos e doutorandos possuem ainda bolsas com valores muito baixos, defasados pela inflação. Os valores de 1,5 mil reais mensais para mestrado e 2,2 mil reais mensais para doutorado não são reajustados desde 2013.

Pesquisas de saúde em risco

Entidades ligadas à ciência também afirmam que os cortes anunciados pelo governo Bolsonaro atingem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que financia a infraestrutura de instituições científicas. O fundo teve 80% de seus recursos contingenciados.

“Está ocorrendo um desmonte do sistema nacional de ciência e tecnologia, colocando em risco grupos de pesquisa constituídos nos últimos anos. O atual corte pode afetar grandes projetos como o Sirius e o Laboratório Nacional de Luz Síncotron, que o Brasil construiu a duras penas, ou o Laboratório de Ciência e Computação (LCC), que podem não ter condições de operar sem manutenção”, afirma Moreira, da SBPC.

O físico diz que, no futuro, o país pode ter dificuldades também para desenvolver pesquisas essenciais na área de saúde. Segundo ele, o Brasil só foi pioneiro nos estudos sobre o zika porque na época havia condições para a realização de pesquisas. Cientistas brasileiros foram os primeiros a descobrir a conexão entre o vírus e os casos de microcefalia.

Com a falta de manutenção de laboratórios, que se deterioram com o tempo, a redução dos investimentos também representa uma perda dos recursos já aplicados no setor. Além disso, impulsiona a fuga de cérebros, com pesquisadores deixando o Brasil para realizar seus trabalhos em países que ofereçam melhores condições.

“Atualmente, o protagonismo das nações está baseado muito mais no poder do conhecimento do que no das armas. A pergunta é o que vai acontecer no Brasil num mundo que valoriza cada vez mais o conhecimento. A resposta é óbvia: o país vai se atrasar cada vez mais em relação a outros países”, afirma Davidovich.

O Brasil investe menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) na área de ciência, tecnologia e inovação. Em alguns países europeus, o percentual gira em torno de 3%, e nos Estados Unidos, é de cerca de 2%.

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Este artigo foi originalmente produzido e publicado pela Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas [Aqui!].

Science publica alerta sobre o futuro incerto para mulheres cientistas no Brasil de Jair Bolsonaro

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Se a ciência brasileira já se encontra sobre um profundo ataque que é deixado ainda mais claro com a ameaça da realização de uma “Operação Lava Jato da Educação”, as mulheres cientistas brasileiras se defrontam com um futuro ainda mais incerto nas mãos do governo Bolsonaro que possui a menor taxa de ministras na história do Brasil (apenas 2 num total de 22 ministérios), e cujo presidente é conhecido sua indisfarçada misoginia.

É preciso reconhecer que as coisas já não eram nenhum paraíso neste governo com as mulheres recebendo menos crédito ou papéis de liderança, em que pese a sua crescente contribuição na produção científica brasileira, o que fez do Brasil um líderes globais na participação feminina na ciência.

Por isso, considero que o alerta publicado pela respeitada revista Science, que é assinado pelo professor da UFSCar/Sorocaba, Ronildo Alves Benício, deve ser levado com a devida seriedade para que o necessário processo de resistência seja organizado dentro e fora da comunidade científica.

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Futuro incerto para mulheres cientistas no Brasil

Por Ronildo Alves Benício*

As mulheres cientistas do Brasil enfrentam um futuro incerto sob o governo do declarado misógino Jair Bolsonaro. Elas estão preocupadas, por exemplo, que as mulheres não serão mais apontadas como reitoras em universidades federais sob os mais recentes planos do governo (veja go.nature.com/2xthw4s). Atualmente, as mulheres ocupam cerca de 30% dessas posições, o que compara favoravelmente com 17% das 200 melhores universidades do mundo (veja go.nature.com/2xsevrr). 

Quando comparamos países que têm um produto interno bruto per capita semelhante ao do Brasil e que gastam uma proporção comparável com a ciência, os países da América do Sul e do Leste Europeu têm uma das maiores proporções de mulher para homem em autoria de artigos científicos (V. Larivière et al., Nature 504, 211-213, 2013). Entretanto, as mulheres aqui, como em outros lugares, continuam sub-representadas na ciência (ver, por exemplo, R. A. Benício e M. G. Fonseca Braz. J. Biol. Http://doi.org/c24v; 2019).

*Ronildo Alves Benício é professor da Universidade Federal de São Carlos, campus de Sorocaba (SP).


Este artigo foi originalmente publicado em inglês na seção de cartas da revista Science [Aqui!]

Ciência sob ataque no Brasil: um problema que vai muito além das excentricidades de alguns personagens

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Para a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, a “Igreja Evangélica “perdeu espaço” na história e na ciência quando “deixou” a teoria da evolução “entrar nas escolas”

Se observarmos alguns dos principais personagens que formam a equipe ministerial do presidente Jair Bolsonaro notaremos uma evidente tendência a colocar em dúvida muitos elementos já exaustivamente debatidos e investigados pela ciência.

O mais exemplo disso foi o vídeo em que o selfmade man e guru ideológico de Jair Bolsonaro, o duble de filósofo e astrólogo autodidata Olavo de Carvalho, que postou vídeo questionando o heliocentrismo, um fato que já foi demonstrado em diferentes períodos da história da ciência por Galileu Galilei e Albert Einstein [1].

Mas enquanto Olavo de Carvalho emana suas posições anti-ciência do conforto desde Richmond na Virgínia (costa leste dos EUA), dentro do governo Bolsonaro foram postados vários de seus seguidores em posições chaves, a começar pelo Ministério das Relações Exteriores e também no de Educação e Cultura.

Entretanto, mesmo se inexistisse a influência olavista na equipe de governo de Jair Bolsonaro, outras figuras têm usado seus cargos para expressar posições que ou questionam as explicações científicas ou colocam em xeque o simples direito de os brasileiros terem acesso a evidências científicas para formar sua opinião.

Dois exemplos disso são o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que tem colocado em questão a prioridade das mudanças climáticas no tratamento das questões pertinentes à sua pasta [2]. Isto, inclusive, clama a pergunta sobre o que fará o ministro do Meio Ambiente se não vai tratar as mudanças climáticas como um elemento prioritário. Outra que vem se destacando é a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que acaba de ser pega em um vídeo onde apontava a entrada da ciência nas salas de aula como uma derrota para a religião (o que, convenhamos, não deixa de ser verdade) [3].

É importante que se diga que estas declarações anti-ciência não são meras “excentricidades” de pessoas peculiares. O fato é que esse discurso aparentemente excêntrico faz parte de um projeto deliberado de desqualificar a ciência para empurrar o Brasil para formas de exploração do trabalho e das nossas riquezas naturais que não podem ser mais aplicadas nos países do capitalismo central, muito em parte ao que a ciência já verificou teórica e empiricamente.

Em outras palavras, o discurso anticiência visa viabilizar uma forma ainda mais agressiva de capitalismo no Brasil. Por isso, seria um equívoco para os cientistas não se postarem publicamente em defesa das evidências que já existem para uma ampla gama de assuntos, a começar pela questão das mudanças climáticas e do processo de degradação dos biomas florestais existentes no Brasil.

Além disso, apesar das ciências ditas humanas serem frequentemente o alvo do ataque de governos de direita, o que torna as outras ramos da ciência mais imunes a cortes de verbas e perseguições ideológicas, o atual cenário brasileiro é indicativo de que o conhecimento científico será atacado como um todo. É que não há como aplicar um pensamento acientífico sem precarizar e inviabilizar o conjunto das ciências, visto que apesar das divisões esquemáticas, o pensamento científico tende a gerar formas comuns de entender a realidade, a despeito das diferentes aplicações que possam ter em termos disciplinares.

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Galileu Galilei (1564-1642), um dos pais da ciência moderna, quase acabou na fogueira da Inquisição por seus estudos que comprovaram a tese do Heliocentrismo.

Assim, é melhor que os cientistas brasileiros adotem o caminho dos seus congêneres estadunidenses que optaram pela ação política pró-ciência desde o início do governo Trump. Essa política resultou, em outras coisas, em uma forte bancada de deputados na Câmara de Representantes. Mas mais do que isso, houve a repetida realização de marchas pela ciência que mobilizarem milhões de estadunidenses de diferentes idades nas maiores cidades dos EUA.

A verdade é que estamos de um momento crucial para a ciência brasileira, uma espécie de “dá ou desce” para os que desejam que o Brasil chegue a um patamar mais elevado não apenas em termos de sua estatura enquanto Estado-Nação, mas principalmente da possibilidade de que possamos chegar a ser um país menos desigual e menos marcado por graves injustiças sociais como somos agora.

Mensagem aos leitores e colaboradores: alegria para lutar, organização para vencer!

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Encerro mais um ano com a certeza de que a construção desse blog tem servido para expressar ideias e fatos que tendem a ser omitidos pela mídia corporativa.  Essa construção em vários momentos só foi possível com colaboradores anônimos ou identificados que enviaram sugestões e textos próprios para enriquecer a cobertura do “Blog do Pedlowski”.

Dentre as muitas incertezas que cercam os brasileiros que como eu não concordam com a direção em que o Brasil será colocado a partir de amanhã, uma certeza é de que buscarei manter o blog como um canal que busca informação crítica sobre ciência, sociedade e ambiente.

Dentre as minhas expertises acadêmicas, ciência e ambiente certamente continuarão sendo fundamentais para separarmos ideologia de fatos.  Para continuar a fazer isso com a devida qualidade, continuarei contando com a colaboração de todos que desejarem que esse tipo de abordagem possa se manter.

O objetivo central deste blog continuará sendo oferecer informação de qualidade que seja útil paraa organização das pessoas dispostas a lutar por um Brasil que seja efetivamente democrático e com suas riquezas sendo usadas para servir à imensa maioria do nosso povo que continua vivendo imerso em completa pobreza.

No mais, sorte e saúde a todos e, de quebra, melhores regras de segurança pessoal. Com isso, que venha 2019.

E, sim, muita alegria para lutar e muita organização para vencer!

SEMINÁRIO UFRJ: Política do Petróleo, Educação, Ciência Tecnologia e Saúde

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O que significa a descoberta e exploração das reservas de petróleo do Pré-sal para o desenvolvimento do País e de nosso povo? Os recursos advindos dessa riqueza descoberta por brasileiros, com tecnologia brasileira precisam ser entregues para empresas estrangeiras?

O que significa Cessão Onerosa? Contrato de Partilha? Os recursos do Pré-sal serão mesmo alocados para as áreas de Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia? Qual o real montante desses recursos? Como dar continuidade ao papel da Petrobras como instrumento estratégico do desenvolvimento brasileiro?

Qual a Política de Petróleo que realmente interessa ao Brasil?
A Universidade não pode se omitir e precisamos discutir com urgência a Política Nacional do Petróleo e a destinação dos seus recursos.

Mais do que convidar, estamos convocando e mobilizando todo o corpo social da UFRJ para discutir, conhecer e, se for necessário, resistir aos rumos atuais que estão impondo à nossa Política do Petróleo e à Petrobras.

Vamos todos, Professores, funcionários técnico-administrativos em Educação, estudantes de graduação e pós-graduação, organizações da sociedade civil, sindicatos, associações de classe e o público em geral debater, questionar e encontrar respostas!!!

PROGRAMAÇÃO

8:00 as 8:30 – Recepção com Café da manhã
8:30 às 10:05 – Mesa de Abertura – Estado e Política do Petróleo. O Papel da Universidade.
Presidente da Mesa – Professor Roberto Leher (Reitor da UFRJ)
Arthur Raguso – Diretor de Formação da Federação Única dos Petroleiros
Prof. Luiz Pinguelli Rosa (COPPE/UFRJ).
Guilherme Estrela – Geólogo, Ex diretor de Exploração e Produção da Petrobrás.

10:05 às 10:35 – Debate com os participantes

10:35 às 10:45 – Intervalo para troca da mesa

10:45- as 12:05 – Mesa Redonda: Política do Petróleo e Orçamento Federal. Recursos para Educação, Ciência, Tecnologia e Saúde. Royalties, Fundo Social e Pré-sal, Fundos Setoriais, Dívida Pública.
Presidente da Mesa – Prof. Carlos Levi da Conceição (Ex-Reitor da UFRJ)
Prof. Eduardo Costa Pinto(I.E./UFRJ)
Prof. Roberto Leher (Reitor / UFRJ)
Profa. Esther Dweck (I.E./UFRJ)

12:05 às 12:35 – Debate com a plateia

12:35 – Encerramento

Realização:
Reitoria da UFRJ
Fórum de Ciência e Cultura – FCC

Apoio: DCE Mário Prata, ADUFRJ, SINTUFRJ
Detalhes do evento:

Dia(s): 18/09/2018
Horário: 8:30 – 13:00

Local: Auditório CGTEC-CT2
R. Moniz de Aragão, 360 – Cidade Universitária/Ilha do Fundão
Rio de Janeiro – CEP 23058-440

Evento Gratuito
Sem inscrição

http://ufrj.br
contato: jessicalemos.ufrj@gmail.com
Telefone de contato: 021-3938-2722

Coordenadoria de Comunicação da UFRJ