As reinações de Cláudio Castro: em uma dia “uma megaoperação”, no outro a “bot farm” entra em ação para legitimar a matança

Cláudio Castro se tornou um símbolo da guerra híbrida: o cantor católico transformado em governador acidental, agora nada em um mar de sangue, enquanto número de seguidores nas redes sociais sobe exponencialmente

A suposta “megaoperação policial” determinada pelo governador Cláudio Castro ganha ares de outro tipo de guerra, a híbrida, ao se ver a mídia corporativa propalanda acriticamente a informação de que o ex-cantor católico amealhou o impressionante número de 1 milhão de novos seguidores enquanto a população empilhava os corpos dos mortos pelas forças policiais que ele enviou para os complexos de favelas da Penha e do Alemão.

A primeira coisa que me ocorreu foi uma reportagem que eu acabei de ver sobre as chamadas “bot farms” (ou grosseiramente traduzidas como “fazendas de cliques”) que na prática são redes organizadas que utilizam grandes quantidades de contas automatizadas (bots) e, por vezes, até mesmo dispositivos físicos como celulares, para manipular a percepção online e simular um comportamento humano e engajamento falsos em larga escala. A Thales relata que, em 2024, o tráfego automatizado de bots representou 51% de todo o tráfego da web , a primeira vez em uma década que ultrapassou a atividade humana online.

Fazenda de Bots controlada por IA.

Quem estuda as bot farms já detectou que a operação delas se baseiam em: a) automação onde são Utilizados softwares programados para executar tarefas repetitivas automaticamente, imitando ações humanas como clicar, seguir, curtir, comentar e visualizar conteúdo; b) uso de infraestrutura física que milhares de dispositivos móveis (como celulares empilhados em racks) para executar as tarefas, tornando mais difícil para os sistemas de detecção identificarem as atividades como não-humanas, e c) na criação de contas falsas que gerenciam inúmeras contas em plataformas de redes sociais, lojas de aplicativos, sites de streaming e e-commerce. Também é sabido que as bot farms contribuem para a degradação do ambiente digital, tornando difícil distinguir entre engajamento real e artificial, o que prejudica a confiança nas informações e plataformas online.

O que nem sempre é dito é que as bot farms são operadas por todas as forças políticas, e estudos de instituições como a Universidade de Oxford e a Freedom House indicam que o uso de bots e “ciber-tropas” é prevalente tanto por governos e partidos de direita quanto de esquerda, dependendo do país e do momento político. Assim, em princípio, esta ferramenta é ideologicamente neutra; o que varia é quem a emprega para atingir seus objetivos. Mas é mais prevalente por aquelas forças que possuem recursos financeiros poderosos e que utilizam as farm bots para controlar a narrativa pública, silenciar a dissidência e solidificar o apoio ao poder estabelecido.

Um caso que tornou o Brasil um país notório pelo uso das bot farms foi a operação massiva pela forças de extrema-direita durante as eleições gerais de 2018, onde foi notório que redes de bots foram usados para realizar disparos em massa de mensagens via WhatsApp para influenciar o debate público e disseminar desinformação. 

Há ainda que se dizer que a mídia corporativa ao propalar certas versões da realidade são grandes alimentadoras das bot farms, na medida em que elas não apenas reproduzem os conteúdos disseminados pela mídia, mas como também orientam a produção de mais conteúdo, em uma espécie de retroalimentação de versões falsas da realidade (ou seja há uma combinação/parceria entre a mídia corporativa e operadores das bot farms para orientar a percepção de realidade entre pessoas reais).

É nesse contexto de cooperação que a mídia corporativa legitima de forma inquestionada e acrítica, a informação de que Cláudio Castro amealhou 1 milhão de novos seguidores poucos dias após a “megaoperação” nos complexos de favelas do Alemão e da Penha. Simples, mas tragicamente óbvio.

What Are Bot Farms & How Do They Work? | Anura

O que também me parece óbvio é que em 2026, a bot farms vão estar funcionando a todo vapor, e que será inútil tentar vencer o combate político nas redes sociais. Se as forças de esquerda desejarem ter alguma chance, elas terão que gastar muita sola de sapato. É que nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens, a extrema-direita reinará soberana por causa dos investimentos que já estão sendo feitos para favorecê-las, incluindo a grana que virá de outros países.

Onde está Wally? Por que Rodrigo Bacellar está em silêncio em hora tão urgente?

Onde está o Wally? Tente achar o personagem em um belo vídeo em 360 graus |  Entretenimento

Por Douglas Barreto da Mata

Gostemos ou não da política de segurança pública de Cláudio  Castro, o fato é que o governador do estado do Rio de Janeiro assumiu a narrativa sobre o combate ao crime. Repito, não faço (agora) um juízo de valor sobre os eventos dessa semana, mas é impossível ficar impassível aos efeitos deles sobre nossas vidas e, claro, sobre o jogo político.

Muita gente argumenta que as preparações e engenharias da operação nos complexos da Penha e do Alemão tiveram suas origens nos gabinetes da administração Trump. Outros defendem que o timing teve como alvo diluir os bons momentos da diplomacia lulista nos EUA, e interromper a recente escalada da popularidade do presidente Lula, que até pouco tempo patinava no fundo do poço.

Há os que indicam o caminho mais simples, isto é, o governador que estava nas cordas, ora afundando em meio a disputas com correligionários próximos, como o presidente da Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro ora acossado pela intensificação de apurações sobre empresários amigos, e enfim, ameaçado pelo calendário judiciário, que traz o desfecho sobre sua permanência (ou não) no cargo.

Uma operação dessa magnitude e carga dramática tem os ingredientes para criar campos políticos, que passam a ser definidos por limites mais  emocionais e simbólicos, reduzindo conceitos complicados  a percepções como “vagabundos”, “bandidos”, “mocinhos”, “bem”, “mal”, guerra, terrorismo, heróis, mártires, etc.

Esses são os campos preferidos da direita, e tais esferas estavam sendo soterradas pelo conjunto de notícias e imagens ruins da direita, desde as chantagens tarifárias pedidas a Trump como resgate pela família Bolsonaro, para forçar uma anistia ao patriarca, passando pela associação do deputado TH às facções criminosas, e, como dissemos, os ecos da investida da PF na Faria Lima, que surpreendeu gente graúda ligada a vários governos e figuras da direita.

Para recuperar terreno, era preciso fazer barulho. Claúdio Castro entendeu e foi à guerra. Desenterrou vários pontos de uma vez, que estavam dormindo. Aumento de autonomia dos estados, a definição de tráfico como terrorismo, discussão dos limites impostos pelo Supremo Tribunal Federal, dentre outros.

Mas por que Rodrigo Bacellar tem sido econômico em gestos e palavras, uma vez que ele é partidário das teses que o governador colocou em prática? Não seria exagero dizer que se a carreira política de Rodrigo Bacellar estava moribunda, os disparos no Alemão e na Penha a atingiram em cheio, e pelas costas.

Se Rodrigo Bacellar ainda tinha esperança de se movimentar dentro da inércia do governador, inclusive disparando munição pesada contra a Polícia Militar, após um arrastão em Copacabana, a ação das polícias estaduais nestes últimos dias encurralou o deputado.

Cláudio Castro viu sua conta em rede social aumentar em mais de 1 milhão, a operação recebeu apoio de 70% de pesquisados, governadores de direita dos maiores estados da federação vieram ao encontro de Cláudio Castro e pior, o governo federal reagiu com a incapacidade de sempre, e ficou no meio do caminho: primeiro, criticou, e depois, quando viu a tsunami de apoio, resolveu embarcar na repercussão, mas não deu, e ficaram com cara de cachorro que caiu da mudança.  O mesmo aconteceu com Rodrigo Bacellar, por motivos distintos.

Ele se colocou contra um governo que ele não sabia que ia agir desse jeito. Agora, ficou sem a agenda da segurança pública, não porque seja contrário a ela, porém, ele é contrário ao seu principal executor.

Por tudo isso, Cláudio Castro é o dono da bola, e Rodrigo Bacellar não sabe o que fazer, e por isso, se esconde, como Wally.

Em defesa do PCV, professores da Uenf decidem entrar em estado de greve para pressionar governo do RJ

Após esperarem por mais de 4 anos a implementação do seu novo Plano de Cargos e Vencimentos (PCV), os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) decidiram em uma assembléia representativa, e por ampla maioria, se colocar em estado de greve a partir de hoje (29/10).

Além de se colocar em estado objetivo de preparação para uma greve geral caso o governador Cláudio Castro não envie o novo PCV da Uenf para ser apreciado pela Alerj no mês de novembro, os professores decidiram ainda formar um Comando de Mobilização, o qual será responsável por organizar atos e mobilizações em defesa da universidade pública e do respeito aos servidores.

Como primeira atividade desse estágio pré-greve, os professores decidiram que irão estar presentes na Alerj no dia 3 de novembro para a audiência pública que será realizada para analisar os impactos da Reforma Administrativa sobre os servidores públicos estaduais,  a qual também deverá atingir todos os servidores da Uenf.

A assembléia de hoje foi a maior desde o encerramento da greve geral dos professores que ocorreu em 2017 quando os salários deixaram de ser pagos pelo governador Luiz Fernando Pezão.

Segurança pública não se faz com sangue

A operação mais letal da história do Rio de Janeiro, a Operação Contenção, nesta terça (28), expõe o fracasso e a violência estrutural da política de segurança no estado e coloca a cidade em estado de terror.

Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Durante operação policia contra o Comando Vermelho, bandidos ordenam fechamento de comércio e usam lixeiras incendiadas para bloquear a via na rua Itapiru, no Catumbi. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A chacina que se desenrola desde as primeiras horas desta terça-feira (28), nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, inscreve-se em um longo e trágico histórico de matanças cometidas por forças policiais no estado — apresentadas, equivocadamente, como política pública. Até o momento, já são 64 pessoas mortas em uma única operação — a mais letal da história do Rio de Janeiro.

A perda massiva de vidas reitera o padrão de letalidade que caracteriza a gestão de Cláudio Castro, governador que detém o título de responsável por quatro das cinco operações mais letais da história do Rio de Janeiro, superando seus próprios recordes anteriores registrados no Jacarezinho (2021) e na Vila Cruzeiro (2022). O que o governador Cláudio Castro classificou hoje como a maior operação da história do Rio de Janeiro é, na verdade, uma matança produzida pelo Estado brasileiro.

Ao longo dos quase 40 anos de vigência da Constituição Federal, o que se viu nas favelas fluminenses foi a consolidação de uma política de segurança baseada no uso da força e da morte, travestida de “guerra” ou “resistência à criminalidade”. Trata-se de uma atuação seletiva, dirigida contra populações negras e empobrecidas, que tem no sangue seu instrumento de controle e dominação.

Não há nela elementos que efetivamente reduzam o poderio das facções criminosas nos territórios. Pelo contrário: essas ações aprofundam a insegurança e o medo, instalam o pânico, interrompem o cotidiano de milhares de famílias, impedem crianças de ir à escola e impõem o terror como expressão de poder estatal. A morte não pode ser tratada como política pública.

Esse ciclo de violência não é acidental: ele decorre de uma estratégia deliberada que privilegia o confronto armado em detrimento de qualquer compromisso com a vida e com a legalidade. Durante seu pronunciamento, o governador ainda tentou responsabilizar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n.º 635 — a ADPF das Favelas — e as organizações da sociedade civil que atuaram por sua implementação, pela letalidade da operação. Ao fazer isso, ataca o controle das polícias, papel constitucionalmente atribuído ao Ministério Público, e busca deslegitimar o trabalho das entidades que lutam pelo direito à vida nas favelas.

Castro ainda atuou politicamente para esvaziar a ADPF 976 no Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de liberar as forças de segurança de obrigações legais como planejamento prévio e preservação de vidas. Paralelamente, manteve a lógica de premiação pela letalidade ao sancionar, na nova Lei Orgânica da Polícia Civil, a gratificação por “bravura” — dispositivo que substitui a antiga “gratificação faroeste”, vetada após ampla reprovação social. Ao premiar o confronto e a morte, o governo estimula a mentalidade de guerra e transforma as comunidades em campos de batalha, onde moradores são tratados como “inimigos internos”.

O Manual sobre o Uso da Força e Armas de Fogo por Agentes da Segurança Pública, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), estabelece princípios fundamentais que devem orientar toda ação policial: legalidade, necessidade, proporcionalidade, precaução e responsabilidade. As operações conduzidas pelo Estado do Rio de Janeiro violam frontalmente todos esses parâmetros, configurando uma prática sistemática de uso ilegítimo da força letal.

O Brasil e o Estado do Rio de Janeiro já foram reiteradamente advertidos pela Organização das Nações Unidas e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre o caráter racista e discriminatório da política de “guerra às drogas”, que define quem morre e quem vive nas favelas e periferias. O Estado fluminense acumula duas condenações na Corte Interamericana de Direitos Humanos — pelas chacinas de Acari (1990) e Nova Brasília (1994 e 1995) — e segue reproduzindo o mesmo padrão de violência. Nos últimos dez anos (2014–2024), 5.421 jovens de até 29 anos foram mortos em intervenções policiais, segundo o Instituto de Segurança Pública.

Desde os anos 1990, sucessivos governos ignoram propostas de segurança pública orientadas pela prevenção, pela redução da violência e pelo fortalecimento de direitos. O investimento segue voltado ao confronto, com resultados trágicos e repetidos: mais mortes, mais dor e nenhuma segurança.

O que se testemunha hoje é o colapso de qualquer compromisso com a legalidade e os direitos humanos: o Estado substitui a segurança pública baseada em direitos por ações militares de grande escala. Sob o pretexto da “guerra às drogas”, instala-se um estado de insegurança permanente, voltado contra a população negra e pobre das favelas. Não há justificativa para que uma política estatal, supostamente voltada à proteção da sociedade, continue a ser conduzida a partir do derramamento de sangue. A segurança pública deve garantir direitos, não violá-los. As moradoras e os moradores das favelas têm direito à vida, à integridade física e à paz — e isso não é negociável.
Rio de Janeiro (RJ), 28 de outubro de 2025.

Anistia Internacional Brasil
Justiça Global
Centro de Estudos de Segurança e Cidadania — CESeC
Conectas Direitos Humanos
Centro pela Justiça e o Direito Internacional — CEJIL
Instituto Papo Reto do Complexo do Alemão
Movimentos
Redes da Maré
Instituto de Estudos da Religião — ISER
Observatório de Favelas
Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular (NAJUP) Luiza Mahin
Movimento Unidos dos Camelôs
Grupo Tortura Nunca Mais — RJ
Fórum Popular de Segurança Pública do Rio de Janeiro
CIDADES – Núcleo de Pesquisa Urbana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Instituto de Defensores de Direitos Humanos — DDH
Iniciativa Direito Memória e Justiça Racial
Frente Estadual pelo Desencarceramento — RJ
Instituto Terra Trabalho e Cidadania — ITTC
Associação de Amigos/as e Familiares de Pessoas Presas e Internos/as da Fundação Casa — Amparar
Gabinete Assessoria Jurídica Organizações Populares — GAJOP
Instituto Sou da Paz
Rede Justiça Criminal
Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional — FASE RJ
Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares — RENAP RJ
Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência
Casa Fluminense
Plataforma Justa


Fonte: Redes da Maré 

Às vésperas de repetir Operação Delaware, governo Castro é proibido pelo TCE de aplicar recursos do RioPrevidência no Banco Master

TCE proibiu que governo usasse recursos do Rioprevidência para investimentos no Banco Master

TCE proibiu que governo usasse recursos do Rioprevidência para investimentos no Banco Master – Foto: Reprodução/Redes 

Por Berenice Seara para “Tempo Real”

Às vésperas da votação na Assembleia Legislativa (Alerj), nesta terça-feira (14), do projeto de lei, de autoria do governo do estado, que autoriza a utilização de recursos de royalties e participações especiais do petróleo para o pagamento da dívida pública do estado com a União – valores atualmente repassados ao Fundo Único de Previdência Social do Rio (Rioprevidência) –, o Tribunal de Contas (TCE) proibiu o executivo estadual de investir o dinheiro em fundos administrados pelo Banco Master.

A decisão foi tomada diante do que o tribunal considera uma possível gestão irresponsável dos recursos destinados a aposentados e pensionistas do estado. O Banco Master é alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura crimes contra o sistema financeiro, como gestão fraudulenta, e foi descredenciado para operar empréstimos consignados do INSS. Deputados já haviam alertado para a “gestão temerária” dos recursos.

O fundo é formado por descontos nos salários dos servidores e por receitas oriundas dos royalties do petróleo, que estavam sendo aplicados no Banco Master. A gestão dessa verba preocupa o Tribunal de Contas, que proibiu novos investimentos do Rioprevidência em instrumentos financeiros emitidos, administrados ou geridos pelo conglomerado ou até mesmo em outras instituições financeiras que também não atendam aos princípios da segurança, proteção e prudência financeira.

Em maio, o TCE já havia solicitado esclarecimentos ao Rioprevidência e alertado para a gestão dos recursos. Desde então, o tribunal afirma que o cenário de irregularidades se agravou. Em julho, foi identificado que cerca de R$ 2,6 bilhões, equivalente a 25% de todos os recursos aplicados pelo fundo, estavam expostos a títulos emitidos ou fundos administrados pelo Master.

Um dos exemplos da má gestão citados foi o aporte de mais de R$ 1 bilhão no Arena Fundo de Investimento, administrado pela Master S.A. Corretora. O fundo iniciou as operações em 18 de dezembro de 2024. No dia seguinte, o Rioprevidência realizou o primeiro aporte de R$ 50 milhões. Desde então, a unidade gestora do Rioprevidência vem fazendo aportes sucessivos, como único cotista no fundo.

Segundo o corpo técnico do TCE, a rentabilidade média do fundo fica abaixo até a da poupança, o que configura ausência de vantagem na operação. Os técnicos identificaram ainda aportes de mais de R$ 300 milhões de reais em letras financeiras, sem informações suficientes.

Em outra operação, identificada em junho, o fundo teria investido R$ 100 milhões, mas, em um mês, o investimento caiu para R$ 75 milhões, o que reforçou, segundo o TCE, indícios de má gestão dos recursos do regime previdenciário.

TCE aciona governador Cláudio Castro e Ministério Público; Rioprevidência nega irregularidades

Diante do risco para aposentados e pensionistas, o TCE comunicou o governador Claudio Castro (PL) e o Ministério Público (MP) para que tomem as providências necessárias.

Em resposta, o Rioprevidência afirmou que não fez nenhum aporte no Banco Master após o início do processo no TCE e que a decisão do tribunal foi divulgada sem que houvesse tempo ágil para a apresentação de esclarecimentos técnicos. O instituto declarou também que investiu aproximadamente R$ 960 milhões no Banco Master e não R$ 2,6 bilhões como divulgado pelo TCE e que a operação segue regular e adimplente. O Banco Master não se manifestou.


Fonte: Tempo Real

Alerta aos Servidores Estaduais! Cláudio Castro quer repetir a Operação Delaware e PL 6305/2025 vai ao plenário da Alerj

Repetindo o que já foi feito com a Operação Delaware quando bilhões de reais do RioPrevidência foram entregues a fundos abutres, o governo de Cláudio Castro quer raspar novamente o caixa do fundo próprio que garante as aposentadorias e pensões dos servidores do estado do Rio de Janeiro.  Para levar isso a cabo, o governador Cláudio Castro enviou o Projeto de Lei 6035/2025 para ser aprovado por sua base partidária na Alerj na próxima 3a. feira (14/100.

O PL 6305/2025 autoriza o uso dos recursos do RioPrevidência para pagar dívidas do governo, repetindo o mesmo erro que já levou o Rio de Janeiro à beira da falência em um passaod recente.

Segundo o mandato do deputado Flávio Serafini (PSOL), apenas em 2024, R$ 4,9 bilhões em receitas do petróleo foram retidos ilegalmente do caixa do RioPrevidência, enfraquecendo ainda mais o fundo. Agora, com a queda nas receitas do petróleo, essa manobra colocará em risco imediato o pagamento de aposentados e pensionistas.

É importante lembrar que o RioPrevidência não é um cofre de onde o governador Cláudio Castro pode se servir para continuar praticando suas políticas irresponsáveis. O Rio Previdência é um patrimônio que pertence aos servidores públicos estaduais.

Por isso é fundamental e urgente defender o RioPrevidência dessa tentativa de rapinagem orquestrada pelo governador Cláudio Castro.

Todos à Alerj na 3a. feira para impedir esse verdadeiro crime contra os servidores públicos estaduais!

Alerta Servidores! Cláudio Castro envia projeto de lei para oficializar rapina dos recursos do RioPrevidência e ameaça o futuro dos aposentados

Reeleição de Castro no Rio abre disputa de poder no Legislativo e no  Executivo

Flavio Serafini denuncia: o governador Cláudio Castro (PL) enviou projeto que coloca em risco a saúde financeira do Rioprevidência

O deputado Flávio Serafini (PSOL), presidente da Comissão de Servidores da Alerj, denuncia que o governador Cláudio Castro enviou para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o PL 6035/2025, que autoriza o governo a retirar os recursos acumulados no Rioprevidência, dinheiro dos royalties que hoje garante o pagamento das aposentadorias, para gastar com dívidas e contratos.

O deputado Flávio Serafini afirma que se aprovado, esse projeto vai drenar o caixa do Rioprevidência e deixará o tesouro estadual vulnerável a qualquer queda na arrecadação do petróleo. Na prática, isso significa que, já em 2026, os aposentados e pensionistas do Rioprevidencia poderão ficar seus pagamentos, como já vimos acontecer em crises anteriores.

Para Serafini, e eu concordo com isso, estamos diante do maior ataque à aposentadoria do funcionalismo fluminense.

Flávio Serafini afirma que seu mandato está na luta contra esse retrocesso, mas que é fundamental que todos os servidores estaduais e seus sindicatos e associações se mobilizem para barrar o PL 6035/2025.

Não podemos deixar que Cláudio Castro destrua o direito à aposentadoria de quem construiu e constrói o serviço público estadual do Rio de Janeiro.

Assista ao vídeo abaixo!

Café com poesia para animar uma manhã fria

Por Douglas Barreto da Mata

“João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.”

2026 não será o ano dos concorrentes ou oponentes que medindo forças trarão um resultado nas urnas.  Apesar de ser esta a aparência, a disputa não consagrará um vitorioso, mas antes de tudo, um sobrevivente.  Não há em 2026 uma comparação de projetos antagônicos de poder político, ou visões distintas de mundo, esquerda ou direita. Ao contrário, 2026 é um ambiente conflagrado entre forças de mesma polaridade. 

Sendo assim, forças do mesmo polo em movimento acabam por colidir, e dessa colisão vem a fricção, o calor e as explosões.  Paradoxalmente, dada essa natureza política similar, essas forças, se estiverem isoladas, não conseguem chegar a lugar algum.

Rodrigo sem Wladimir, sem Reis não vence Paes. Paes sem Wladimir e/ou Reis não vence Rodrigo.  Reis sem Paes, sem Wladimir, não derrota Rodrigo.

Esses personagens estão irremediavelmente atados no campo da direita, disputando espaços sobrepostos (capital e Baixada) ou complementares (capital/Baixada e interior).  Ainda que haja uma indicação de que os palanques presidenciais sejam diferentes para Paes (com Lula?) e o restante com Jair Bolsonaro (?), o fato é que todos estão em busca do eleitorado conservador fluminense, já que o chamado eleitorado progressista talvez faça pouca diferença nesse jogo.

E  Cláudio Castro? Bem, Castro pode ser o J. Pinto Fernandes dos versos de Drumond ou Joaquim, quer dizer, pode perder tudo ou ganhar tudo. 

A julgar pelas caneladas passadas e as recentes entre os dois chefes de poderes estaduais, Castro também pode recitar outros versinhos de Drumond:

“No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.”

A viagem que levará Rodrigo Bacellar ao comando do Palácio Guanabara

Mais uma denúncia contra o Governo Castro. No Estado que paga menos de um salário mínimo para funcionários da Educação e não cumpre a Lei do Piso, o governador e seus secretários não têm moderação para gastar com luxos e viagens.

Ontem, enquanto se negava a receber os manifestantes da rede estadual no Palácio Guanabara, Cláudio Castro e seu governo organizavam mais uma viagem. O destino dessa vez será Lisboa, na abertura do verão europeu, onde acontecerá nos dias 3, 4 e 5 de julho, o XIII Fórum de Lisboa.

O Secretário de Casa Civil, Nicola Miccione, vai antes e volta depois. Viajará no dia 29/6 e retornará apenas em 8/7. As passagens de ida e volta custarão no total 29.088,48 (poderiam sair por menos da metade desse valor, não fossem em Classe Executiva). Além das passagens, Miccione pediu diárias para 8 dias, ao custo de 460,00 euros por dia, num total de 17.959,86 reais (cada diária custará aos cofres do Estado 2.993,31 reais).

O Secretário de Planejamento e Gestão, Adilson Maciel, também vai. Mas com o planejamento curioso: ele diz que vai para um certo Congresso de Administração de Lisboa, entre os dias 27/6 e 6/7, solicitou as diárias de 460 euros, e as passagens compradas são para a rota Rio-Paris-Lisboa, por absurdos 44.061,74 reais! Maciel só desembarcará em Lisboa no fim do dia 28/6, e, mais curioso ainda, é que só há um documento justificando a viagem: um convite para um jantar especial, dia 3 de julho, numa “noite de boa gastronomia e excelente convívio” (ver imagem abaixo).


Fonte: CCIRJ2024/36chapa

Cláudio Castro promove reedição milionária da”Farra dos Guadarnapos” em Nova York e ganha placa de lembrança

C'est fini': Da 'farra dos guardanapos', só um fora - Jornal O Globo

A Farra dos Guardanapos  que aconteceu em setembro de 2009 marcou o início do fim de Sérgio Cabral

O início da queda do ex- (des) governador Sérgio Cabral foi a realização da chamada “Farra dos  Guardanapos” em Paris. A revelação daquela farra nababesca na qual Cabral e seus amigos escancararam o seu desprezo pela coisa pública deu início a uma série de acontecimentos que resultaram na desgraça política, não apenas de Sérgio Cabral, mas também do seu sucesso, Luiz Fernando Pezão.

Em uma demonstração de que a história acontece primeiro como tragédia e se repete como farsa, 15 anos depois da versão original da Farra dos Guardanapos, o governador Cláudio Castro usou R$ 1.800.000,00 para co-financiar um evento obscuro chamado “Dialogos Esfera- New York”, realizado na última segunda-feira (12/05), e  que contou com a presença de vários governadores de direita, além do próprio governador fluminense (ver imagem abaixo).

Há que se notar ainda que Cláudio Castro foi um dos homenageados do evento, com direito a placa comemorativa e tudo mais (ver imagem abaixo). Também depois de arcar com parte dos gastos da festança, nada mais justo do que um placa.

Em Nova Iorque, governador Helder Barbalho é homenageado pelo Grupo Esfera  por sua gestão e defesa do meio ambiente | Agência Pará

O interessante é que o “evento” ocorreu no luxuoso restaurante Fasano na cidade de Nova York, estabelecimento em que só a nata da sociedade pode comparecer para sorver bebidas e ingerir canapés. No entanto, Castro não precisou se preocupar com isso, pois a sua participação foi bancada com recursos do tesouro estadual do Rio de Janeiro (ver imagens abaixo).

Enquanto isso, os servidores públicos estaduais continuam com seus salários congelados e sendo corroídos pela inflação. E quando se tenta abrir negociações com o governador Cláudio Castro, a resposta rápida é que mesmo a reposição das perdas é vedada pelo regime de recuperação fiscal. Como se vê, por esse caso que mais parece um repetição farsesca da Farra dos Guadarnapos, a aplicação das restrições do regime de recuperação fiscal é seletiva, muito seletiva.