Movimento Brasil Sem Corona prevê área prioritária para testagem para COVID-19

  • • Pesquisadores cruzaram informações de voluntários que reportam seus sintomas por meio de aplicativo com dados de síndromes respiratórias da Prefeitura de Caruaru (PE)
  • • Identificação de área de risco em que testagem foi feita apresentou acerto no intervalo de 84% a 94%
  • • Movimento promove vigilância participativa para apoiar gestores e equipes de Saúde no planejamento de ações de combate à Covid-19 no Brasil

corona mapping

São Paulo, 08 de junho de 2020 — Com a abordagem da vigilância participativa, uma metodologia com embasamento científico em que cidadãos ajudam a construir um mapa de risco de epidemias, o Movimento Brasil Sem Corona conseguiu ajudar uma gestão pública do Brasil a priorizar áreas para o direcionamento de testes da COVID-19.

O caso aconteceu em Caruaru, cidade no interior de Pernambuco, onde a participação dos moradores relatando seus sintomas por meio do Brasil Sem Corona é consistente, e a plataforma foi adotada pela prefeitura municipal para complementar os dados do seu sistema de vigilância em Saúde. Diante de 100 testes para detecção de COVID-19, a prefeitura queria saber para onde seria mais inteligente direcioná-los.

Desde o dia 20 de março milhares de voluntários de todo o Brasil estão informando como estão se sentindo com o objetivo de mapear coletivamente o risco do avanço do novo coronavírus pelo território nacional. O mapa gratuito e as informações sobre como participar estão disponíveis em www.brasilsemcorona.com.br

Para ajudar a prefeitura de Caruaru (PE) a otimizar o uso dos testes, os pesquisadores do Brasil Sem Corona cruzaram as informações enviadas por moradores da cidade com dados oficiais de síndromes respiratórias do município e identificaram seis áreas de risco de infecção. A prefeitura optou por enviar os testes para uma região de sobreposição de duas dessas áreas, em que os moradores teriam de 34% a 38% mais chance de serem casos positivos de COVID-19 em relação aos de outras regiões.

Com a aplicação dos exames, 32% das pessoas testaram positivo, o que quer dizer que a análise do Brasil Sem Corona apresentou um acerto no intervalo de 84% a 94%. A prefeitura também realizou testes em áreas fora daquela região e o resultado foi que apenas 3% das pessoas testaram positivo.

“A testagem depende da disponibilidade de materiais e, em um cenário de escassez como o do Brasil, deve ser usada de maneira muito eficiente e otimizada para evitar qualquer tipo de desperdício. A experiência em Caruaru mostra como a vigilância participativa consegue empoderar uma estratégia ou política pública de direcionamento de testes para Covid-19 de maneira inteligente e robusta”, diz Onicio Leal, epidemiologista e PhD em Saúde Pública, cofundador da startup Epitrack, à frente do Movimento Brasil Sem Corona.

“A parceria com o Brasil Sem Corona é imprescindível para o uso dos recursos públicos de maneira adequada e eficiente. Com vigilância participativa, conseguimos atuar mais perto da população e do que ela realmente precisa, além de aumentar a eficiência do serviço público”, diz Francisco Santos, secretário de Saúde de Caruaru (PE).

Além de Caruaru, outras gestões públicas optaram por usar as informações do Brasil Sem Corona para entender tendências da doença e melhorar o tipo de informação que usam para combatê-la, como é o caso de Maceió (AL), Teresina (PI), Ipojuca (PE) e Santo André (SP).

Construção do mapa do Brasil Sem Corona

O mapa do Brasil Sem Corona mostra com geolocalização aproximada e atualização em tempo real os casos considerados suspeitos de COVID-19, graves, confirmados, com alguns sintomas e sem sintomas. A partir do relato dos cidadãos, a classificação é feita por um modelo epidemiológico sindrômico desenvolvido por pesquisadores da Epitrack, startup de inteligência de dados para o monitoramento e controle de doenças, que é referência internacional para a detecção de epidemias.

O Movimento Brasil Sem Corona é uma iniciativa conjunta da Epitrack e a startup Colab, plataforma colaborativa de engajamento de cidadãos e governos, por onde os voluntários reportam como estão se sentindo. O Colab foi escolhido como plataforma para a pesquisa por já ser usado por mais de 300 mil brasileiros em milhares de municípios e ser adotado por mais de 100 prefeituras para uma gestão pública mais eficiente e colaborativa. 

A iniciativa tem apoio da Amazon Web Services (AWS), que doou US$ 75 mil em créditos de servidores para a plataforma do Brasil Sem Corona.

Pesquisadores e organizações interessados em desenvolver estudos independentes a partir das informações produzidas pela iniciativa podem solicitar acesso à base de dados do movimento.

Vigilância participativa no combate à COVID-19

Diante da ameaça da pandemia do novo coronavírus, muitos países têm usado plataformas de vigilância participativa para ajudar no combate à COVID-19.

Dois estudos científicos publicados recentemente legitimaram a metodologia como estratégia para prever picos de casos confirmados da Covid-19. Os estudos foram realizados a partir de relatos de mais de 2,5 milhões de voluntários por meio de um aplicativo usado nos Estados Unidos e no Reino Unido. Uma das pesquisas, publicada na revista Science*, mostrou que o método conseguiu antecipar com 5 a 7 dias de antecedência dois picos de notificação oficial da doença no sul do País de Gales.

No Brasil, a vigilância participativa foi usada pelo governo federal em 2014, durante a Copa do Mundo, e em 2016, nos Jogos Olímpicos, para monitorar possíveis focos de epidemias durante os eventos em massa, por meio de uma parceria com a Epitrack.

*Estudo: Rapiimplementatioomobiltechnologforealtimepidemiologocovid19 . Autores: David A. Drew, Long H. Nguyen, Claire J. Steves, Cristina Menni, Maxim Freydin, Thomas Varsavsky, Carole H. Sudre, M. Jorge Cardoso, Sebastien Ourselin, Jonathan Wolf, Tim D. Spector, Andrew T. Chan, COPE Consortium

Mais sobre a Epitrack

A Epitrack atua no segmento de Digital Health com a missão de proporcionar acesso inteligente à saúde. Suas plataformas contam com mapas interativos que mostram como doenças se comportam no território. Criada em 2013, a startup já se tornou referência na construção de plataformas baseadas em crowdsourcing e inteligência epidemiológica.

A startup desenvolveu plataformas de vigilância participativa em eventos de massa, como a Saúde na Copa, para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, e a Guardiões da Saúde, para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Durante esses eventos, o Ministério da Saúde instalou um gabinete de monitoramento com uma equipe central de vigilância que ficava acompanhando as tendências de risco de epidemias e, quando avaliava necessário, enviava equipes de investigação em campo para averiguar se de fato estava ocorrendo o início de um surto.

Também desenvolveu outras soluções que foram aplicadas em países como Estados Unidos, Canadá, Suíça e Porto Rico.

www . epitrack . tech

Mais sobre o Colab

Colab é uma plataforma que conecta cidadão a governo, para dar mais voz ao cidadão e permitir que o governo pratique uma gestão mais compartilhada e eficiente. A população posta demandas de zeladoria urbana no aplicativo Colab e elas são levadas em tempo real às prefeituras pelo sistema da plataforma, sem paradas burocráticas ou empecilhos. E os gestores se baseiam nas propostas e pedidos dos cidadãos para conduzir a administração pública. Pelo aplicativo, os cidadãos também respondem a consultas públicas realizadas pelas prefeituras, para que sua opinião seja levada em conta em tomadas de decisão.

Fundado em 2013 e eleito o melhor aplicativo urbano do mundo pela New Cities Foundation, o Colab já recebeu prêmios nacionais e internacionais pela inovação na gestão pública. Também é a plataforma escolhida pelo ONU-Habitat, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, para aplicar uma pesquisa anual nacional de percepção dos brasileiros sobre a condição de vida em suas cidades.

www.colab.re

Marina Franco
Oficina de Impacto

Pesquisadores criam ferramenta para mapear risco de avanço do coronavírus no Brasil

•Movimento Brasil Sem Corona disponibiliza mapa nacional de risco de contágio de COVID-19 com base em relatos de sintomas postados pelo aplicativo Colab

•Ferramenta aberta de vigilância participativa ajuda pesquisadores e órgãos de saúde a prever as tendências da pandemia no Brasil

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São Paulo, 20 de abril de 2020 – Pesquisadores brasileiros lançaram uma ferramenta de crowdsourcing e vigilância participativa que vai permitir aos cientistas e órgãos de saúde prever as tendências de avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Pelo site do MovimentBrasiSeCorona é possível acessar gratuitamente um mapa nacional de risco de contágio, atualizado em tempo real e feito a partir de relatos de sintomas de brasileiros. A iniciativa é encabeçada pelas startups Colab e Epitrack e conta com o apoio de empresas, instituições e governos de todo o Brasil.

Pelo Colab, plataforma de engajamento de cidadãos e governos, os brasileiros estão respondendo diariamente a um questionário sobre seu estado de saúde. As informações reportadas são analisadas e organizadas como casos suspeitos, graves e confirmados pelo algoritmo desenvolvido pela Epitrack, startup de inteligência de dados para o monitoramento e controle de doenças que já ofereceu soluções para grandes eventos de massa como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos realizados no Brasil.

A Epitrack é comandada por Onicio Leal, epidemiologista, PhD em Saúde Pública e pesquisador sênior do departamento de Economia da Universidade de Zurich, e Jones Albuquerque, cientista da computação com pós-doutorado em epidemiologia computacional e pesquisador do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami, da Universidade Federal de Pernambuco.

Eles estão analisando os dados gerados a partir do aplicativo para elaborar previsões sobre como o vírus está se espalhando em diferentes territórios, além de previsões de casos que podem surgir em até 14 dias.

“A nossa ferramenta funciona como um complemento aos sistemas de vigilância da saúde. Saber que há uma aglomeração de pessoas relatando sintomas semelhantes em um determinado período e território ajuda os órgãos acompanhar a pandemia, fazer predições, monitorar os casos suspeitos e planejar ações de combate”, diz Onicio Leal, epidemiologista cofundador da Epitrack.

Desde que o questionário Brasil Sem Corona foi ao ar pelo aplicativo Colab, no dia 20 de março, a ferramenta já conta com a participação de mais de 17 mil brasileiros. O aplicativo já era usado por mais de 300 mil usuários e 100 prefeituras em todo o Brasil. As gestões públicas de Maceió (AL), Santo André (SP) e Ipojuca (PE) já utilizam os dados como complemento às informações oficiais de seus sistemas de saúde. O Movimento Brasil Sem Corona também fornecerá gratuitamente planilhas para gestores públicos que quiserem ter acesso às informações detalhadas do território em que atuam.

Tanto Colab como Epitrack usam serviços de computação em nuvem da da Amazon Web Services (AWS), que doou US$ 75 mil em créditos de servidores para a plataforma Brasil Sem Corona.

Combate à subnotificação

A ferramenta de vigilância participativa é um dos métodos alternativos ao sistema de saúde oficial que pode ajudar a combater o problema da subnotificação de casos de infecção pelo novo coronavírus.

Um estudo em andamento do Centro de Modelagem Matemática de Doenças Infecciosas da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres* estima a quantidade de casos de COVID-19 em países com mais de 10 mortes e a porcentagem de notificação. Segundo o estudo, no Brasil apenas 7,8% dos casos chegam a ser notificados

Os modelos para correção das estimativas deste estudo são revisados e atualizados quase que diariamente, à medida em que a epidemia evolui nos diferentes países. Os ajustes são necessários para considerar os diferentes contextos e características sócio-demográficas

Vantagens da vigilância participativa

Estudos científicos apontam que a vigilância participativa por plataformas de crowdsourcing conseguem antecipar o surgimento de alguns surtos e epidemias em até duas semanas. Além disso, a vigilância participativa possibilita que os cidadãos que estão relatando seus sintomas tenham visibilidade para o comportamento da epidemia no seu entorno.

E fazer isso por meio de um aplicativo de celular ainda traz vantagens como possibilidade de fazer pesquisas randomizadas, obtenção de dados geolocalizados, atualização em tempo real e criação de um canal direto entre população, governos e pesquisadores.

Na Coreia do Sul, um dos países que mais conseguiu frear a disseminação do novo coronavírus, o governo usou um aplicativo para monitorar o estado de saúde de visitantes que chegavam de áreas de risco, que tinham que responder diariamente sobre seus sintomas. A ferramenta também foi usada para acompanhar o estado de saúde da população durante a quarentena. Esse tipo de monitoramento pode ajudar a orientar os testes em massa com a população, outra estratégia-chave adotada pela Coreia do Sul para o controle da COVID-19.

Como participar

Para participar, basta responder ao questionário “Brasil Sem Corona” no aplicativo Colab, disponível para sistemas Android e IOS. Primeiro, o usuário irá informar se está se sentindo bem ou não. Se disser que está bem, será questionado sobre se entrou em contato com alguém que apresenta os sintomas da COVID-19, o que também poderia indicar certo grau de risco, e se mora com um idoso, para detectar o risco desse grupo.

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Se o usuário disser que não está se sentindo bem, irá responder a uma série de perguntas sobre sintomas e se chegou a procurar o sistema de saúde, o que pode ser um indicativo de que seus sintomas são graves.

Dúvidas e denúncias

Pelo Colab, também é possível tirar dúvidas sobre a COVID-19 com a assistente virtual inteligente Cloudia, chatbot da área da saúde para clínicas e hospitais que foi incorporada no aplicativo. Ela informa, entre outras coisas, sobre números recentes da contaminação no Brasil e no mundo, sintomas da doença, dicas de como se proteger e esclarece mitos ou notícias falsas.

Os usuários ainda podem denunciar a prática de preço abusivo de um produto básico, evento ou comércio aberto irregularmente, filas e aglomerações de pessoas em hospitais e postos de saúde e falta de abastecimento de alimento, remédios e produtos básicos.

As denúncias chegam diretamente por um sistema de gestão para as prefeituras que usam o Colab, e os gestores responsáveis podem atuar com agilidade para resolver o problema

*Estudo: Usindelayadjustecasfatalitratitestimatunderreporting; Autores: Timothy W Russell, Joel Hellewell1, Sam Abbott1, Christopher I Jarvis, Kevin van Zandvoort, CMMID nCov working group, Stefan Flasche, Rosalind Eggo, W John Edmunds & Adam J Kucharski.

Mais sobre a Epitrack

A Epitrack atua no segmento de Digital Health com a missão de proporcionar acesso inteligente à saúde. Suas plataformas contam com mapas interativos que mostram como doenças se comportam no território. Criada em 2013, a startup já se tornou referência na construção de plataformas baseadas em crowdsourcing e inteligência epidemiológica.

A startup desenvolveu plataformas de vigilância participativa em eventos de massa, como a Saúde na Copa, para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, e a Guardiões da Saúde, para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Durante esses eventos, o Ministério da Saúde instalou um gabinete de monitoramento com uma equipe central de vigilância que ficava acompanhando as tendências de risco de epidemias e, quando avaliava necessário, enviava equipes de investigação em campo para averiguar se de fato estava ocorrendo o início de um surto. Também desenvolveu outras soluções que foram aplicadas em países como Estados Unidos, Canadá, Suíça e Porto Rico.

www.epitrack.tech

Mais sobre o Colab

Colab é uma plataforma que conecta cidadão a governo, para dar mais voz ao cidadão e permitir que o governo pratique uma gestão mais compartilhada e eficiente. A população posta demandas de zeladoria urbana no aplicativo Colab e elas são levadas em tempo real às prefeituras pelo sistema da plataforma, sem paradas burocráticas ou empecilhos. E os gestores se baseiam nas propostas e pedidos dos cidadãos para conduzir a administração pública. Pelo aplicativo, os cidadãos também respondem a consultas públicas realizadas pelas prefeituras, para que sua opinião seja levada em conta em tomadas de decisão.

Fundado em 2013 e eleito o melhor aplicativo urbano do mundo pela New Cities Foundation, o Colab já recebeu prêmios nacionais e internacionais pela inovação na gestão pública. Também é a plataforma escolhida pelo ONU-Habitat, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, para aplicar uma pesquisa anual nacional de percepção dos brasileiros sobre a condição de vida em suas cidades.

www.colab.re

Colab e ONU-Habitat fazem segunda consulta sobre condições de vida nas cidades brasileiras

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Consulta pública nacional faz raio-X sobre como cidades do país avançam para se tornar inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Todos brasileiros podem participar através do aplicativo gratuito Colab

Por Marina Franco

São Paulo, 1º de outubro de 2019 — A partir desta terça-feira (1º), brasileiros de todos os cantos do país estão convidados a participar da segunda edição da consulta pública Cidades Sustentáveis, para fazer um diagnóstico do avanço do Brasil nas metas de desenvolvimento urbano sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

A consulta é uma parceria entre ONU-Habitat, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, e Colab, startup de inovação em gestão pública que conecta cidadãos a prefeituras. As 30 questões de múltipla escolha medem a percepção dos brasileiros sobre como suas cidades estão avançando no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 (ODS 11) da ONU, que busca tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

A ONU tem 17 ODS com metas para serem alcançadas até 2030, para que todos os países sigam um caminho sustentável. Esse plano de ação conjunta e global é conhecido como Agenda 2030. Colab e ONU-Habitat vão realizar a consulta todos os anos até 2030, para avaliar como o Brasil está evoluindo no quesito do desenvolvimento urbano sustentável. Hoje, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas. No Brasil essa parcela é de 85%.

Para responder à consulta, basta entrar em www.colab.re ou baixar o aplicativo Colab. As perguntas abordam temas do dia a dia, como acesso a transporte urbano e serviços básicos, condições de moradia, espaços públicos, poluição do ar e transparência.

Quase 10 mil brasileiros participaram da primeira edição, realizada entre outubro de 2018 e fevereiro deste ano. Os resultados foram publicados em um livro, que foi lançado pelo CEO do Colab, Gustavo Maia, na 1ª Assembleia do ONU-Habitat em Nairóbi, no Quênia, em em maio deste ano.

colab 1Gustavo Maia, CEO do Colab, fala em painel da 1ª Assembleia do ONU-Habitat no Quênia, ao lado de Marina Klemensiewicz, Secretária de Infraestrutura Urbana da Argentina, e Claudio Acioly, chefe de Capacitação do ONU-Habitat

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Em junho foi lançada uma versão atualizada do livro, com uma revisão na metodologia do cálculo feito para elaborar os gráficos de percepção dos brasileiros, para refletir melhor o peso de cada questão.

O documento foi entregue a prefeitos e prefeitas de cidades brasileiras e a organizações públicas, para que possam levar em conta no planejamento de suas gestões a percepção dos cidadãos sobre as condições de vida em suas cidades e fazer um trabalho mais focado em relação às questões de sustentabilidade. No total, foram impressos 300 livros e quase mil pessoas fizeram o download da versão digital.

“Com os resultados dessa consulta reunimos dados e informações em torno de um assunto tão importante não só para as nossas cidades, mas para o nosso planeta com um todo”, diz Gustavo Maia, CEO do Colab. “Além disso, consultar os cidadãos é um passo importante para uma gestão pública aberta e colaborativa. E a tecnologia, além de ajudar a chegar em mais brasileiros, serve como uma ferramenta para a cidadania”, afirma.

Resultados da 1ª edição

A primeira edição da consulta Cidades Sustentáveis apontou que a dimensão com melhor percepção dos participantes foi a de construções sustentáveis e resilientes, enquanto a com pior avaliação foi a de adaptação às mudanças climáticas.

A tabela abaixo apresenta a média nacional para cada dimensão abordada pela pesquisa. A nota vai de zero a 100, sendo 100 a melhor pontuação.

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O mapa abaixo compara o desempenho das dimensões. Quão mais perto a nota estiver das extremidades do gráfico, mais perto o país está da sustentabilidade naquele tema, na percepção dos brasileiros.

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Com os resultados da nova edição da consulta, prefeitos e gestores públicos terão uma evolução sobre a percepção dos cidadãos de sua cidade sobre as condições de vida nela

“Nosso objetivo é fortalecer o ODS 11 diretamente com os governos locais, estimulando boas práticas para criar cidades sustentáveis, seguras, resilientes e inclusivas, onde as pessoas tenham acesso a habitação adequada e qualidade de vida digna”, diz Claudio Acioly, Diretor de Capacitação e Formação Profissional no ONU-Habitat. “A parceria com o Colab nos permite, pela primeira vez, ter acesso em escala e com continuidade a dados e opiniões de uma grande população urbana que nos servem para formular políticas públicas com evidências da cidadania e que respondem aos desafios da urbanização”

Alguns dos parceiros essenciais na realização da primeira edição da pesquisa foram Artemisia, Instituto Vedacit, Vital Strategies e Instituto Arapyaú.

Parceria ONU-Habitat e Colab

Cidades Sustentáveis foi a primeira consulta feita pelo ONU-Habitat diretamente com os cidadãos. Como parceiro, escolheu o Colab, uma startup de gestão colaborativa que faz a ponte entre cidadãos e governos.

Para os cidadãos, Colab atua como rede social, em que é possível postar sugestões ou pedidos de soluções para problemas como falta de iluminação, buracos e calçadas desniveladas. Mais de 230 mil usuários usam o aplicativo.

As prefeituras que adotam o Colab recebem as demandas digitalmente, com geolocalização e na maioria das vezes com foto. Essas solicitações são organizadas em um mapa e chegam diretamente aos órgãos e servidores responsáveis pela resolução. As prefeituras recebem, ainda, workshops e materiais educativos sobre como incluir a participação dos cidadãos na gestão pública.

Com a tecnologia e a metodologia do Colab, algumas prefeituras já conseguiram aumentar significativamente seus índices de atendimento a demandas da população. É o caso de Teresina, onde a taxa de resolução de pedidos dos cidadãos foi de 39% em 2016 para 79% em 2018. As administrações também economizam tempo e recursos, como a prefeitura de Santo André, que nos 6 primeiros meses com o Colab conseguiu economizar aproximadamente 900 mil folhas de papel e reduziu em 90% as vistorias para atender as solicitações de poda de árvore.

O Colab também realiza consultas públicas locais. Em 2019, por exemplo, Juiz de Fora fez uma consulta de Orçamento Participativo, em que a população opinou sobre onde deveria ser investida parte da arrecadação pública, e Recife – numa parceria entre 11 organizações – consultou seus cidadãos sobre qual o uso que dão ao Bairro do Recife, para que melhorias sejam feitas no local.

Sobre Colab

Colab é uma plataforma que conecta cidadão a governo, para dar mais voz ao cidadão e permitir ao governo que pratique uma gestão mais compartilhada e eficiente. As demandas da população são levadas a prefeituras pelo sistema do Colab, sem paradas burocráticas ou empecilhos. E os gestores se baseiam nas propostas e pedidos dos cidadãos para conduzir a administração pública. Colab foi fundado em 2013 e sua plataforma é usada por 230 mil brasileiros e mais de 100 prefeituras em todo o país. A startup já recebeu prêmios nacionais e internacionais pela inovação na gestão pública. www.colab.re

Sobre ONU-Habitat

O ONU-Habitat, Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, estabelecido em 1978, é a agência da ONU para a urbanização sustentável e os assentamentos humanos, cuja missão é tornar as cidades um local onde sua população possa levar uma vida digna e segura, sem bairros insalubres, sem poluir o meio ambiente e sem esgotar os recursos naturais. Seu mandato é trabalhar em prol do desenvolvimento urbano sustentável e promover a habitação adequada para todas e todos. Desta forma, o ONU-Habitat trabalha com todos os temas relacionados à vida nas cidades e com todos os tipos de atores, como governos (federal, estadual e municipal), universidades, ONGs e demais instituições do terceiro setor, setor privado e outros, para alcançar condições de vida adequadas e dignas para a população.

https://nacoesunidas.org/agencia/onuhabitat/ e www.unhabitat.org

Sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma chamada universal para eliminação da pobreza, proteção do planeta e garantia de que todas as pessoas possam ter paz e prosperidade. Os 17 Objetivos são construídos sobre o legado dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e acrescentam novos temas, como mudança climática, desigualdades, inovação, consumo sustentável, paz e justiça, entre outras prioridades. Dentro dos Objetivos há 169 metas conectadas — a chave para o sucesso de uma geralmente envolve assuntos associados a outras.
http://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/