Governo Rafael Diniz: depois do ponto eletrônico, o corte salarial “by surprise”

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A cada dia que passa fica evidente que algo de muito estranho anda acontecendo no governo do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) que prometeu mudar  e tornar mais transparente a gestão da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, mas esqueceu que a mudança prometida poderia ser para pior.

É que depois de implantar o uso seletivo do ponto eletrônico para servidores concursados, deixando de fora cargos comissionados e servidores contratados em condição precária,  o governo da “mudança” resolveu cortar salários pela metade dos trabalhadores que recebem via o chamado Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) e “by surprise” (de surpresa). É que os trabalhadores estão descobrindo a mordida de 50% em seus salários no dia do pagamento!

 

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Como quem informa isso é o jornal Terceira Via e não blogueiros ligados ao grupo político do ex-governador Anthony Garotinho, a informação de que está ocorrendo um corte de 50% nos salários sem que os trabalhadores sequer sejam avisados disso, só posso acreditar que estamos adentrando o campo do imponderável, caso não haja um firme desmentido por parte do prefeito Rafael Diniz  de que isto está ocorrendo[1].

A questão que precisará ser explicada, caso a informação do Terceira Via se confirme, é de como contratos em vigência está sendo modificados e em detrimento dos trabalhadores, sem que os mesmos sejam sequer informados.

Se, notem que estou falando no condicional, esses cortes estiverem ocorrendo, vou esperar que o Ministério Público Estadual entrem imediatamente em ação para apurar sob quais condições isto está sendo realizado pelo prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.

E não adianta vir falar em crise financeira e necessidade de estabilizar os gastos municipais. É que estamos assistindo a um sem número de contratações via a chamada “carta convite”  que dispensa a realização de licitações.  Assim, se há dinheiro para contratar sem concorrência, por que faltaria dinheiro para pagar os trabalhadores contratados via RPA?

Como esse governo prometeu transparência, essa é uma boa oportunidade de colocar a promessa em prática.


[1] http://www.jornalterceiravia.com.br/2017/08/11/prefeitura-paga-rpas-com-atraso-e-corte-nos-salarios/

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Mural do deputado traíra: confira os deputados que votaram contra os servidores na Alerj

Abaixo segue o mural dos deputados traíras que votaram para confiscar 3% dos salários dos servidores estaduais do Rio de Janeiro para beneficiar os fundos abutres a pedido do (des) governo Pezão. 

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Nunca é demais lembrar que neste momento esse mesmo (des) governo deve os salários de Abril a mais de 208 mil servidores estaduais e o 13o. salário de 2016 para o conjunto do funcionalismo fluminense.

Lembrar desses traíras em 2018 é uma obrigação de todo servidor estadual e de suas famílias. Enquanto isso, é preciso preparar a resistência porque os ataques aos servidores estão apenas começando.

(Des) governo Pezão consegue aprovar confisco salarial na Alerj

Três deputados campistas votaram contra os servidores estaduais

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O (des) governo Pezão conseguiu alcançar o seu objetivo de realizar um confisco salarial na forma de um aumento de 3% na contribuição previdenciária dos servidores estaduais.  A margem de votos alcançada ficou aquém da estimativa mais otimista dos membros do (des) governo Pezão, com a medida sendo aprovada por 39 a favor contra 26 contrários (abaixo seguem os nomes dos deputados que votaram a favor do confisco salarial).

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Como antecipei ontem, os três deputados eleitos com votos do município de Campos dos Goytacazes e de municípios vizinhos (Geraldo Pudim (PMDB), Gil Vianna (PSB) e João Peixoto (PSDC)) votaram a favor do confisco salarial promovido pelo (des) governo Pezão.

Durante manifestação unificada realizada nesta tarde na rodoviária Jorge Roberto da Silveira pelos sindicatos de servidores que atuam em Campos dos Goytacazes, a menção dos três deputados campistas foi acompanhada de sonoras (e merecidas, quero acrescentar) vaias.

Agora, vencida esta etapa, os servidores estaduais certamente terão de se defrontar com novas medidas de confisco salarial que ainda serão promovidas pelo (des) governo Pezão.  Mas pelo que pude notar durante o ato, energia para isso não faltará.

“Muy amigo”: em troca de salários em dia, (des) governo Pezão promove confisco salarial histórico

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Após quebrar o estado do Rio de Janeiro com uma versão “sui generis” de ultraneoliberalismo, o (des) governo Pezão está tentando coagir o funcionalismo estadual a aceitar calado um confisco salarial histórico. A mordida nos salários para supostamente equilibrar as contas estaduais está sendo apresentada como a única saída para servidores, aposentados e pensionistas terem de volta um mínimo de capacidade de organizar suas vidas. É o tal do “sacrifício” em nome do bem coletivo.

Mas qual é o tamanho da mordida, afinal? Isso o (des) governador Pezão convenientemente não informa e a maioria absoluta da mídia corporativa faz cara de paisagem para não perguntar.

Agora observem a figura abaixo com atenção, pois ela nos dá a resposta à pergunta que o jornalismo chapa branca não quer fazer.

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È isso mesmo, o preço da volta do dalário em dia será equivalente a entregar o décimo terceiro mais o adicional de férias para o (des) governo Pezão continuar sua farra fiscal e o processo de endividamente público via securitização dos royalties do petróleo.

E que ninguém se engane. Como essa medida é um paliativa que não resolverá absolutamente nada das questões estruturais que causam o colapso financeiro do Rio de Janeiro, esse confisco é apenas o primeiro de vários.

Desta forma, a hora de reagir agora, deixando de lado qualquer ilusão que entegando os anéis (décimo terceiro e adicional de férias) ficaremos com os dedos. Na próxima vez levarão os dedos das mãos como antecipação da tomada dos dedos dos pés.

Às ruas, servidor!