Trabalhadores terceirizados sofrem o peso da crise financeira da Uenf

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No campus Leonel Brizola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) funcionários terceirizados que prestam serviços no Restaurante Universitário (bandejão) cruzaram os braços durante todo o dia.  Alguns desses funcionários informaram que já são, dois meses de atraso de salários, nove meses sem receberem vale alimentação e que, sem a minima condição de pagarem o transporte, não tem mais como comparecer ao seu local de trabalho. Segundo eles apenas são feitas promessas de que os problemas trabalhistas serão resolvidos, mas que promessas não pagam contas, e nem sustentam suas famílias

O detalhe é que as outras empresas terceirizadas que prestam serviços para Uenf também estão nessa mesma situação: sem receberem o que lhes é devido pelo (des) governo do Rio de Janeiro, não estão honrando seus compromissos com os funcionários. 

O mais trágico dessa situação é que a Uenf ainda será acionada na justiça trabalhista para honrar essas dívidas trabalhistas, já que existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal que torna os contratantes de servidores terceirizados co-responsáveis no pagamento dos direitos que eventualmente sejam negados pela empresa prestadora de serviços.

A escandolosa crise financeira da Uenf: cinismo como posição oficial

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A imagem abaixo reproduz uma matéria que foi publicada hoje pelo jornal O Diário e que trata da agonia financeira imposta à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

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Para começo de conversa, a situação da Uenf é escandalosa sob todos os ângulos. É que na falta de pagamentos para a maioria das suas contas desde o longínquo mês de Outubro de 2015, a universidade beira um caos que ameaça décadas de pesquisas e de material científico acumulado que deveriam ser protegidos como uma mina de ouro que são.

Mas a garantia de um futuro ancorado nos ganhos da ciência fluminense não parece ser nem de longe uma prioridade para o (des) governo comandado pelo PMDB.  E ai, como mostra a matéria, diferentes acervos científicos estão neste momento sob ameaça de serem descartados, o que sendo consumado representará a perda de mais uma década de pesquisas.

Entretanto, o maior escândalo que aparece na matéria é, na verdade, a resposta oferecida pelas fontes governamentais ao pedido de esclarecimentos sobre a situação da Uenf que a equipe do O Diário enviou à Secretaria de Fazenda. A resposta é tão lacônica quanto cínica: faltam recursos de caixa para saldar os R$ 11 milhões de dívidas que a Uenf tem com seus fornecedores, fruto da política do (des) governo estadual de usar o dinheiro que foi destinado à ciência em outras áreas.

E de que outras áreas falamos? Aí o escândalo fica ainda maior quando se nota que mais de R$ 138 bilhões foram doados à empreendimentos que vão de saunas, passando por cabeleireiros até chegar na cervejaria onde o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), dizem ser sócio.

Como venho argumentando há algum tempo, a crise financeira no Rio de Janeiro é extremamente seletiva, já que não se ouve de dificuldades entre os aquinhoados com os empréstimos tomados pelo (des) governo estadual para que toquem seus empreendimentos privados, como foi o caso recente do novo empréstimo de quase R$ 1 bilhão para a conclusão da Linha 4 do metrô carioca.

Agora, que ninguém se esqueça de que enquanto se privilegiou cabeleireiros e cervejeiros, as universidades estaduais foram colocadas em situação falimentar.  

Em seu blog, ADUENF lança logotipo de campanha em defesa da UENF

ADUENF cria logotipo da campanha em defesa da UENF

 A ADUENF está nas ruas de Campos dos Goytacazes e de outras cidades como Macaé e Rio das Ostras colhendo assinaturas em um abaixo-assinado que será enviado ao governador do Rio de Janeiro para cobrar soluções para a crise financeira e o atraso no pagamento de salários e bolsas acadêmicas que ameaçam o funcionamento da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

Agora para fortalecer essa campanha de defesa da Uenf, a ADUENF criou o logotipo mostrado abaixo para simbolizar o compromisso da sua comunidade universitária e da população das regiões onde a universidade vem atuando no interior do estado do Rio de Janeiro.

logo defesa da uenf
Vamos todos defender a Uenf!
FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2016/04/aduenf-cria-logotipo-da-campanha-em.html?spref=fb

Rio de Janeiro em crise, seletiva! E a pergunta que não quer calar: cadê o dinheiro da arrecadação?

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Graças a colegas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) tive hoje acesso aos dados de arrecadação do estado do Rio de Janeiro para os dois primeiros meses de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, e os resultados são surpreendentes, pelo menos para quem compra a ideia de que vivemos uma crise causada pela diminuição das entradas. A realidade é, na verdade, bem oposta, e para verificar isso basta verificar a tabela abaixo.

crise seletiva

Sim, isso mesmo! A arrecadação estadual aumentou em quase R$ 1 bilhão! Como os salários do funcionalismo público estadual continuam os mesmos de 2015, a pergunta que coloca é a seguinte: para onde está indo todo esse aumento de arrecadação?

As respostas mais óbvias são o pagamento dos juros da monstruosa dívida pública acumulada pelo estado do Rio de Janeiro ao longo dos últimos anos e o custeio das obras supostamente voltadas para os Jogos Olímpicos.

Agora, a população do Rio de Janeiro só vai saber mesmo para onde este dinheiro todo está indo se ocorrer uma auditoria das finanças do (des) governo Pezão/Dornelles. Essa deveria ser uma das principais palavras de ordem do movimento dos servidores e, por que não, da sociedade fluminense. É que algo muito estranho anda acontecendo no reino de Sérgio Cabral, o Proximus da Odebrecht.

Lembrar ajuda a entender: renúncias fiscais de Sérgio Cabral incluíam de cabeleireiros a boates

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A mídia fluminense está fazendo um esforço sobre humano para auxiliar o (des) governador Pezão a encobrir as reais razões, muito além da crise dos royalties do petróleo, da falência financeira em que o Rio de Janeiro se encontra.

O fato é que as inexplicáveis e insustentáveis isenções fiscais dadas de forma generosa por Sérgio Cabral e continuadas por Pezão ajudem, em muito, ao solapamento do tesouro estadual.

Para refrescar um pouco a memória coletiva posto abaixo trecho de uma reportagem assinada pelos jornalisticas Ítalo Nogueira e Marco Antonio Martins para o jornal Folha de São Paulo em 27.06.2011, onde são apresentados os valores das isenções e alguns beneficiários para lá de peculiares, inclusive o cabeleireiro da então esposa de Sérgio Cabral!

Agora, vir culpar as pensões e os salários dos servidores pela pindaíba em que o Rio de Janeiro se encontra, e não mencionar essas benesses fiscais, é, no mínimo, desonestidade intelectual.

Renúncias fiscais de Cabral vão de boate a cabeleireiro

Por Italo Nogueira e Marco Antonio Martins, na Folha

Entre 2007 e 2010 cerca de 5.000 empresas deixaram de recolher R$ 50 bilhões aos cofres do Estado porque obtiveram renúncia fiscal do governo Sérgio Cabral (PMDB). Dados da Secretaria Estadual de Fazenda mostram que boates, motéis, mercearias, padarias, postos de gasolina e cabeleireiros foram beneficiados. O montante da renúncia cresceu 72% em 2010, em relação a 2007. Os R$ 50 bilhões já são mais do que a metade do valor da receita tributária que foi de R$ 97 bilhões no mesmo período. Uma das empresas que se beneficiaram é a Werner Coiffeur que, nos últimos anos, cuidou dos cabelos da primeira-dama Adriana Ancelmo e do governador. A renúncia chegou a R$ 336 mil.

Com base em uma lei criada pelo ex-governador Marcello Alencar para incentivar produtores de cosméticos, Cabral ampliou os benefícios para varejistas que encomendam produtos capilares e estão incluídos no Simples da Receita Federal. A Folha identificou outros quatro cabeleireiros na listagem. Somados, os descontos não chegam a R$ 10 mil. Em nota, a rede Werner informou que não usufrui de nenhuma vantagem específica. Outras empresas pouco convencionais aproveitam-se dos descontos. É o caso de duas boates na zona sul do Rio, Termas Monte Carlo e Termas Solarium. A primeira tem fotos de camas e banheiras em sua página na internet. A outra oferece “discrição”, saunas e massagens. Aqui

Em busca das raízes da crise financeira do RJ? Siga as placas de obras!

Se levarmos em conta a versão oficial do (des) governo Pezão sobre as raízes da barafunda financeira em que se encontra o estado do Rio de Janeiro, vamos ser convencidos que é a culpa é da diminuição da receita obtida com impostos e, claro, as pensões dos servidores públicos.

Mas eu ouso afirmar que há um caminho bem mais simples para entendermos a raiz dessa crise que sempre lembro aqui neste blog é, acima de tudo, seletiva.  Baseado em minhas últimas andanças pelo interior do meu estado natal, o Paraná, eu sugiro a todo os cidadãos do Rio de Janeiro que sentem ultrajados com a condição de seus hospitais, escolas e universidades que comecem a olhar com mais cuidado o valor das obras públicas que aparecem nas placas que são postadas (quando isto é feito, é claro!) para informar preço e duração das mesmas.

Por que sugiro isso? Vou tentar demonstrar abaixo com placas e imagens de uma obra em execução no final de 2015 na cidade de Telêmaco Borba para compará-las com placas de obras que foram realizadas no campus Leonel Brizola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) no ano de 2008!

Pois bem, vejamos a placa e a obra de Telêmaco Borba.

A primeira coisa que destaco na obra de 2015 em Telêmaco Borba é o seu custo: R$ 263.369,21, e depois a partir dos ângulos da obra que o prédio que abrigará o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no bairro São Francisco não será um puxadinho qualquer.

Agora nos transportemos de volta no tempo e vejamos as placas das obras na Uenf.

No caso dessas obras que friso ocorreram em 2008 temos os seguintes preços iniciais (já que foram concedidos repetidos aditivos para várias delas): R$ 257.492,96 por um quiosque, R$ 450.966,82 por um estacionamento,  R$ 1.492.036,45 pelo cercamento parcial do campus e pela construção de uma guarita, e R$ 2.698.353,89 pela construção de um bandejão.

Como essas obras na Uenf representam uma gota de chuva no oceano de obras públicas realizadas, por exemplo, para a realização da Copa FIFA de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, não é difícil de inferir que muito, mas muito dinheiro público deve ter sido engolido em obras cujos preços deveriam ter sido muito abaixo do que foram. É que não há razão alguma, muito menos a qualidade das obras, que explique como é possível tamanha diferença de preços para coisas semelhantes após um hiato de 7 anos!

É isso que a placa de obra e a placa de Telêmaco Borba tornam vergonhosamente explícitos sobre a pindaíba financdeira em que estamos vivendo no Rio de Janeiro. Simples assim!

A crise do (des) governo do Pezão é seletiva: perde a população, ganham as corporações

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O final de 2015 está sendo duro de engolir para centenas de milhares de servidores públicos que estão sendo lesados no seu direito de receber o seu décimo terceiro salário. Mas a perda dos servidores é apenas uma das muitas que estão sendo impostos pelo (des) governo do PMDB comandado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão. O desmantelamento do serviço público está por todo lado, e paira como uma ameaça sobre o futuro do Rio de Janeiro em todas as áreas.

O argumento sendo vendido por Pezão e sua trupe é de que vivemos uma crise sem precedentes e que estaria ligada à crise geral pela qual passam o Brasil e o resto do mundo. Não bastasse o fato de que a maioria dos estados e municípios brasileiros estão honrando suas obrigações trabalhistas com seus servidores, a notícia abaixo que foi publicada no dia 12 de Dezembro de 2015 mostra que sob a égide do PMDB e de Pezão, a crise que consome o Rio de Janeiro é acima de tudo seletiva.

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O fato é que em meio ao caos instalado em hospitais e escolas, bem como no sistema privatizado de transporte, quem perde é a população para que as corporações ganhem bilhões na forma de isenções fiscais. E o pior é que essas mesmas corporações estão em sua maioria na lista dos grandes devedores de impostos. 

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Uma pessoa menos ingênua perguntaria qual é a razão de tamanha generosidade que nada recebe em troca. Eu indicaria que a resposta para isso está em algo muito simples: a lista dos grandes contribuintes da campanha eleitoral de Pezão e seus deputados na Alerj.

Por último, permitam-me voltar ao escabroso empréstimo que o (des) governo Pezão negociou e que quer empurrar para as costas dos servidores para que eles tenham um final de ano menos intranquilo e que possam pagar suas primeiras contas de 2016. Essa proposição é vergonhosa e humilhante, pois Pezão e o (des) secretário de Fazenda Júlio Bueno sabem que a depreciação salarial imposta no Rio de Janeiro nas últimas décadas tornou incontáveis servidores prisioneiros de empréstimos bancários e até com agiotas. Assim, para muitos será impossível recusar a fórmula do empréstimo bancário para receber o resto de seu décimo terceiro.  De minha parte, já que felizmente não estou em situação financeira desesperadora, eu recurso este verdadeiro “Cavalo de Tróia” imposto por Pezão e Júlio Bueno. É que a última coisa que eu quero fazer é ajudar os bancos a ganharem ainda mais dinheiro com a desgraça dos servidores estaduais.

E humildemente sugiro aos servidores estaduais que puderem que recusem esse empréstimo descabido.  E que em 2016 estejamos mais atentos e dispostos a defender o Rio de Janeiro e seu povo da crise seletiva que o (des) governo Pezão está nos impondo.

Na crise da Vale, os trabalhadores é que pagam a conta

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Como já apontei aqui neste blog, a Vale está sangrando em seus lucros por causa da queda dos preços do minério de ferro e também por causa do TsuLama da Mineradora Samarco (Vale +_BHP Billiton). Agora o que não tinha aparecido claramente é nas mãos de quem a Vale está colocando a parte salgada das contas. Mas a matéria abaixo assinada pelo jornalista Mariana Durão nos mostra algo que não é surpreendente, mas mesmo assim é esclarecedor. 

É que colocada contra um momento desfavorável, a Vale não hesita em deixar seus trabalhadores sem um reajuste anual dos salários em face das perdas inflacionárias.  Assim, prevalece a lógica de jogar nas costas dos trabalhadores o peso principal do momento ruim, já que certamente as pressões que estão ocorrendo do tipo “ou dá ou desce” são comuns quando se trata da relação capital X trabalho, especialmente em tempos de crise.

O pior é que a matéria anuncia que a ausência de reajustes de salários pode ser apenas uma fase inicial da oneração dos trabalhadores, já que a Vale estaria em um período de “cortes de custos, vendas de ativos e redução do orçamento”.  Em outras palavras, depois de congelar salários, a Vale vai começar a demitir. A ver!

Trabalhadores da Vale ficarão sem reajuste

Dado Galdieri/Bloomberg
Caminhões da Vale transportando minérios de ferro na Mina de Brucutu, em Barão de Cocais, no Brasil

Mina de ferro da Vale: “o trabalhador aprovou não por concordar com a proposta, mas por não ver alternativa”, diz sindicato

Mariana Durão, do Estadão Conteúdo

Rio – Os trabalhadores da Vale devem ficar sem reajuste salarial em 2015. As negociações travadas desde agosto não avançaram e a proposta da companhia de pagar apenas o abono tende a prevalecer.

Os sindicatos pediam a recomposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais um ganho real de 5% e aumento do vale alimentação. Para enfrentar o atual cenário de queda do preço do minério de ferro – cotado a US$ 37 por tonelada, piso dos últimos dez anos -, a Vale passa por um período de corte de custos, venda de ativos e redução do orçamento.

O Sindicato Metabase de Itabira e Região, em Minas Gerais, aprovou a proposta da Vale em assembleia anteontem. Ela prevê o pagamento de um abono de R$ 4,6 mil, além de pagamento de R$ 1,2 mil relativos a alterações no plano de assistência médica. Outros sindicatos ainda deverão votar ao longo da próxima semana. A Vale não comenta as negociações em andamento.

“O trabalhador aprovou não por concordar com a proposta, mas por não ver alternativa. Fizemos quatro rodadas de negociações e resistimos ao máximo, mas a Vale diz que chegou ao seu limite”, diz o diretor de comunicação do sindicato, Marcos dos Santos Oliveira.

Resultado

No terceiro trimestre, a mineradora brasileira registrou um prejuízo de R$ 6,6 bilhões – praticamente o dobro do que foi registrado no mesmo período de 2014. No segundo trimestre, a empresa tinha lucrado R$ 5,1 bilhões.

A variação cambial fez com que a receita da Vale crescesse 8,8% do segundo para o terceiro trimestre, alcançando a cifra de R$ 23,7 bilhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/trabalhadores-da-vale-ficarao-sem-reajuste

UFF: comunicado da direção da Escola de Engenharia expõe profundidade da crise financeira causada pelos cortes do governo Dilma

Foto de UFF - Escola de Engenharia.

A TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA DA ESCOLA DE ENGENHARIA

Vimos, inicialmente, esclarecer a todos alguns assuntos, sobre os quais estamos “debruçados” desde meados de 2014, mas, infelizmente, sem sucesso, em virtude da grave situação por que passa o País e, como consequência, as Universidades Federais.

Desde outubro último, fomos informados pela Reitoria, através do seu setor de compras, que os materiais pedidos com muita antecedência por nossos Departamentos e pela própria Escola, na verba de Livre Ordenação (LO), referentes ao “Custeio” de nossa Unidade e Departamentos não seriam comprados. Essa verba, que pertencia a nossa Unidade e que dividimos com nossos 8 departamentos, foi recolhida, bem como as verbas de todas as demais Unidades de Ensino da UFF.

Da mesma forma, em 2015, vem ocorrendo o mesmo com a verba destinada à manutenção de nossa Unidade e respectivos Departamentos, já que tínhamos dividido uma parcela de R$ 45.000,00 para cada Departamento – verba essa já prevista no orçamento da UFF. Entretanto, já estamos no meio do ano e, conforme informação da Reitoria, não existe perspectiva de nos enviar o “financeiro”, o que nos leva a crer que também não teremos como comprar os materiais e contratar os serviços solicitados para o corrente ano.

Como todos sabem, a Escola de Engenharia, além dessa verba de Livre Ordenação, possui uma receita própria (fonte 0250) que dá origem ao nosso PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional), através do qual são fomentados diversos projetos, em andamento, tais como: Minibaja; Fórmula SAE Elétrico, Fórmula SAE, Aerodesign, Barco Solar, e ainda, apoio a pesquisas, apoio a empresas juniores etc.

Sabedores de que, em 2015, teríamos um ano muito difícil, nos preparamos, ainda em 2014, para produzir um crédito de R$ 267.000,00, de modo que, apesar da sensível queda das arrecadações mensais, pudéssemos fazer frente a todas as nossas despesas em 2015.

Entretanto, no início de março de 2015, fomos informados pela PROPLAN, através do memorando nº 03, de 09/03, do Departamento de Contabilidade e Finanças, de que o Governo Federal também havia recolhido todo o recurso da fonte 0250 (Receita Própria). Consequentemente, o montante de que dispúnhamos, que seria o nosso “pequeno fôlego”, face à escassez de recursos oriundos do Governo Federal, foi reduzido a nada, e tivemos que recomeçar, vivendo com uma quantia mínima de recursos para manutenção da Escola, que é a que é encaminhada mensalmente da UFF para a FEC, oriunda das taxas institucionais pagas pelos projetos e cursos autofinanciáveis. Mas, mesmo estes, caíram muito, tendo em vista a crise nas Empresas de grande porte do País, tal como a Petrobras, que estão recolhidas em seus atuais problemas, e não estão abertas a novos projetos com as Universidades no momento.

Assim, sentimo-nos na obrigação de lhes informar que nos encontramos hoje em sérias dificuldades para mantermos nossa Unidade aberta e funcionando minimamente, pois os estoques que possuíamos com o que nos foi fornecido no ano de 2013 estão chegando ao fim, quais sejam:

– Nosso estoque de papel para provas e xerox está no final;
– Nosso estoque de lâmpadas para suprir os projetores de datashow se esgotou;
– Nosso material de limpeza, incluindo papel sanitário, também chegou ao fim, pois, com a dificuldade que tem tido para receber suas faturas, a firma terceirizada de limpeza reduziu gradativamente o fornecimento de material;
– Com a drástica redução de nossos recursos de receita própria, não estamos tendo como prosseguir com a manutenção nos aparelhos de ar condicionado, pois a empresa que executa os referidos serviços está sem receber;
– Da mesma forma, estamos sem recursos para confeccionar carimbos, chaves para portas das salas de aula e laboratórios, para aquisição de material para reposição de lâmpadas, material de iluminação, material hidro-sanitário, material de pintura, material de carpintaria, equipamentos de multimídia etc.;
– Equipamentos como elevadores e máquinas de reprografia (xerox) estão funcionando precariamente, porque as firmas respectivas também estão sem pagamento;
– Também as firmas terceirizadas responsáveis pela vigilância, portaria, recepção e serviços administrativos estão com atraso em seus recebimentos.

Enfim, diante desse grave quadro, todos podemos constatar que está muito difícil manter a Unidade funcionando em condições mínimas que sejam e, por essa razão, vimos ao conhecimento de todos, pedir sua compreensão para esse difícil momento em nossa Unidade e em nossa Universidade.

Asseguramos que, de nossa parte, todos os esforços estão sendo empreendidos, diuturnamente, na busca de, ao menos, minimizar essa crise, mas estamos muito limitados em nossas possibilidades.

Agradecemos a sua atenção e, reiteradamente, contamos com sua compreensão!

Direção da Escola de Engenharia
Niterói, 09/06/2015

FONTE: https://www.facebook.com/escoladeengenhariauff/posts/1612796588965053:0

UENF permanece lacrada e estudantes convocam passeata para denunciar a crise

Em mais um dia de fechamento do campus Leonel Brizola, os estudantes da UENF, liderados pelo DCE/UENF, estão convocando a comunidade universitária para uma passeata que deverá percorrer a cidade de Campos dos Goytacazes nesta 5a. feira a partir das 15:00 horas. 

Apesar do mote central do movimento ser o pagamento das bolsas de quase 900 estudantes e profissionais que estão atrasadas desde fevereiro/2015, a passeata também deverá servir para expor outros graves problemas que hoje afetam o funcionamento cotidiano da UENF que está sendo sendo financeiramente estrangulada pelos sucessivos cortes orçamentários impostos pelo (des) governo Pezão.

Abaixo o panfleto que está sendo distribuído pelos estudantes.

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