Cientistas,artistas, intelectuais e ativistas sociais lançam manifesto “pela unidade antifascista” no Brasil

antifascista

Centenas de cientistas, artistas, intelectuais e ativistas sociais lançaram ontem o que decidiram denominar de “Manifesto pela unidade antifascista” com base nos desdobramentos da crise política que se aprofunda em meio ao avanço da pandemia da COVID-19 no Brasil.

Segundo os signatários do manifesto, o “ governo  (Bolsonaro(aposta no caos, anseia por saques, desespero popular, estados falidos, Congresso dividido, Supremo chantageado, tudo isso enquanto o fascismo assalta mais e mais as instituições.

O manifesto aponta ainda que “não é hora de fazer cálculos para 2022, simplesmente porque as eleições de 2022 estão em risco, como as vidas de todos e todas nós pela ameaça de um golpe.”

A partir dessa compreensão, o manifesto aponta que  nas “próximas eleições municipais é preciso a união de todos e todas em torno das candidaturas capazes de ampliar o movimento democrático e de competir para vencer, em nome da resistência antifascista“. 

Dentre os signatários mais conhecidos do “manifesto pela unidade antifascista” podem ser citados Luiz Eduardo Soares – Antropólogo,  Silvio Tendler – Cineasta, Chico Buarque – Compositor e escritor, Gregório Duvivier – Ator, dramaturgo, escritor e poeta
Roberto Amaral – Escritor e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Marieta Severo – Atriz, e produtora cultural,  Aderbal Freire-Filho – Dramaturgo, ator e Diretor teatral, Fernando Morais – Jornalista, Hildegard Angel – Jornalista, Juca Kfouri – Jornalista, Cristóvão Borges – Técnico de futebol e Kenarik Boujikian, desembargadora TJSP.

Quem desejar acessar a íntegra do “Manifesto pela unidade antifascista”, basta clicar [Aqui!].

Manchete síntese do LeMonde: no Brasil, o reino da impunidade

O jornal Le Monde publicou no dia 28/02 uma matéria assinada pela jornalista Claire Gatinois sobre a situação política no Brasil e a condição deplorável do governo “de facto” que merece entronizada pela sua capacidade de síntese da nossa realidade política, começando pelo título “Au Brésil, le règne de l’impunité“, o que em português equivale a algo como “No Brasil, o reino da impunidade” (Aqui!).

lemonde

A matéria aborda a crise que engolfa o (des) governo Temer por causa da sua implicação no em casos de corrupção e também pela táticas consideradas ambíguas para responder ao processo de desgaste popular que isto implica, e sobra ainda uma menção para a indicação do tucano Alexandre de Moraes para ocupar a vaga  aberta pela morte de Teori Zavasck no Supremo Tribunal Federal.

Esta matéria e outras que estão circulando na imptensa internacional representam um duro golpe na capacidade de sobrevivência do (des) governo Temer menos pelo aspecto político interno, onde as panelas dos coxinhas continuam guardadas, mas mais pelo desgaste que isto causa na confiabilidade que o Btasil possui para atrair os tão necessários investimentos internacionais que poderiam alavancar um processo de retomada econômica. É que a não ser por aqueles setores que se aproveitam da exploração de commodities agrícolas e minerais e internalizam os riscos políticos na forma de taxas grandiosas que acarretam degração ambiental e regressão de direitos sociais, poucos se interessam em estar num país com um governo tão impopular e desacreditado como é o liderado pelo presidente “de facto” Michel Temer.

 

Conselho Universitário da UENF emite documento sobre crise política no Brasil

Reunido na última sexta-feira (18/03), o Conselho Universitário da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) aprovou um documento (ver abaixo) onde mostra preocupação com a crise política no Brasil e a situação do financiamento das universidades públicas brasileiras.