Crise no Rio de Janeiro: em mais uma prova da seletividade, (des) governo Pezão entrega milhões para um torneio de tênis

Em plena crise, sem conseguir pagar os servidores, com a saúde em estado lastimável e sem investimentos em educação, o (des) governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando pezão, abriu mão de mais de R$9 MILHÕES para um torneio internacional de tênis. As isenções saíram da secretaria do filho do ex-governador Sérgio Cabral.

E os beneficiários dessas isenções: CLARO, ORTOBOM E AMBEV.  A imagem produzida pelo mandato do deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL) mostra de forma didática a distribuição de mais essa “generosidade” do (des) governo Pezão com o dinheiro público.

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Agora, prezados leitores deste blog, a propalada crise que impede o pagamento de salários de servidores e o correto financiamento de hospitais, escolas e universidades é seletiva ou não?

Crise das bolsas segue avançando na Ásia e na Europa

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As cinzas do Carnaval nem bem esfriaram no Brasil e a crise das bolsas asiáticas e europeias segue avançando com detalhes cada vez mais preocupantes. Segundo o que informa o jornal inglês “The Guardian”, a preocupação agora é com a capacidade dos bancos centrais de tamponar as idas e vindas dentro das bolsas, por estarem sem “munição” (Aqui!).

A munição nesse caso não seria apenas a capacidade de injetar novos recursos na economia, mas também, e principalmente, a de exarar medidas que contenham a fuga de capitais para ativos mais seguros e com menores níveis de volatilidade.

O problema todo é que a estas alturas do campeonato, a economia globalizada é fortemente dependente da ciranda financeira que é melhor encapsulada pela especulação que ocorre dentro das bolsas de valores.

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A questão é de como reagirão os governos dos países periféricos, onde a dependência da exportação de commodities justamente para os países onde a crise está se concentrando, vão reagir. No caso brasileiro, a minha aposta é de que Dilma Rousseff e sua equipe vão apostar no arrocho. A ver!

A crise de Pezão é seletiva: arrocha salários para conceder isenções fiscais milionárias para doadores de sua campanha eleitoral

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Por Flávio Serafini*

No mesmo mês em que o governo atrasou o salário de funcionários públicos, uma empresa de cerveja foi beneficiada com incentivo de R$ 687 milhões!

A Cervejaria Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava que consta como inscrita na dívida ativa do Estado por não pagamento de ICMS, recebeu no mês de novembro de 2015 incentivos fiscais no valor de R$687,8 milhões de reais. O grupo também é o 5º maior doador para campanhas eleitorais de deputados estaduais no Rio, tendo doado mais de R$ 2 milhões para PMDB, PDT, PSD, PSDC e PTC. Só para a campanha de Pezão foi R$ 1 milhão.

E foi justamente no mês de novembro que o governo estadual atrasou o pagamento dos servidores, alegando falta de recursos. Esta isenção fiscal para uma empresa devedora e financiadora de campanhas eleitorais é um escândalo e mostra como a crise na saúde, nas universidades estaduais e em todo o serviço público no Rio não é algo decorrente exclusivamente da queda do preço de petróleo, mas sim, o resultado de um modelo de governo.

Segundo a reportagem de Luiz Gustavo Shmitt e Chico Otávio, publicada hoje no O Globo (leia em http://migre.me/sHMeY), a Coordenadoria de Combate à Sonegação do Ministério Público teve acesso à base de dados da receita estadual cortada após pedir informações sobre o grupo Petrópolis. Enquanto o salário dos servidores está parcelado, as empresas amigas do PMDB receberam milhões em incentivos.

*Flávio Serafini é deputado estadual pelo PSOL/RJ.

FONTE: https://www.facebook.com/groups/forcaeacaouerj/1748330982062292/?notif_t=group_activity

(Des) governo do PMDB e a interminável farra com o dinheiro público no Rio de Janeiro

A matéria abaixo de autoria do jornalista Bruno Alfano e publicada pelo jornal Extra dispensa maiores comentários. Mas que a leitura da mesma sirva para acabar de vez com as avaliações simplórias e condescendentes com os (des) governos comandados por Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão. É que está mais do que demonstrado que a crise que se abate sobre o Rio de Janeiro é, acima de tudo, seletiva e direcionada.

É que para bancar jantares e outros mimos de luxo não faltam, enquanto a população e servidores públicos vivem sacrifícios imensos para tocar o seu cotidiano. É simples, mas trágica a explicação sobre a pindaíba em que estamos afundados no Rio de Janeiro.

Organização Social pagou churrascaria de luxo e jantares em boate com dinheiro da Saúde

Cejam gere Hospital Evandro Freire
Cejam gere Hospital Evandro Freire Foto: Fábio Guimarães / 23.02.2013
Bruno Alfano

 Almoço de mais de R$ 1 mil e jantares dentro de uma boate na Lagoa, na Zona Sul do Rio, foram pagos com dinheiro da Secretaria municipal de Saúde (SMS) pela Organização Social (OS) Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam). A informação é revelada em um relatório do Tribunal de Contas do Município, a que o EXTRA teve acesso com exclusividade, de auditoria nas contas da OS, entre abril de 2012 e março de 2014, na gestão do Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador, da Coordenação de Emergência Regional (CER) Ilha e da CER Centro. Mesmo assim, a SMS renovou parte do contrato com a OS.

As irregularidades apontadas pela auditoria chegam a quase R$ 9 milhões. Só de despesas consideradas “sem vinculação ao objeto de contrato de gestão”, como passagens aéreas, táxis e alimentação, a conta é de R$ 1,3 milhão. Segundo o relatório, em maio de 2012, foi realizado um almoço na churrascaria de luxo Fogo de Chão, em Botafogo, na Zona Sul, que custou R$ 1.713,25 aos cofres públicos. Em agosto do mesmo ano, a OS pagou uma série de jantares na boate Katmandu Sushi, na Lagoa. Eles custaram R$ 1.175, também pagos pela SMS. O TCM classificou as despesas no relatório como “extravagantes”.

Ao EXTRA, o tribunal informou que a Cejam alegou não ter encontrado médicos para contratar no Rio. Por isso, precisou trazê-los de São Paulo e pagar todas as contas de implantação da equipe.

A SMS informou que as despesas com táxi, bilhetes aéreos e refeição na Fogo de Chão já foram definidas pela Comissão Técnica de Avaliação como indevidas. “E a Cejam deve devolver os valores, como acordado com a OS”. Mas esses são só parte da quantia de R$ 1,3 milhão que o TCM considera sem relação com o contrato. A secretaria informou que o restante ainda está em avaliação.

Em setembro, a Cejam renovou o contrato da gestão com as unidades da Ilha. Já a CER Centro foi para o Gnosis. A Cejam foi procurada, mas não respondeu à reportagem.

Ontem, o EXTRA mostrou que auditorias do TCM feitas em 12 contratos de noves OSs apontam irregularidades na casa de R$ 80 milhões. Os pedidos de auditoria foram feitos pelo vereador Paulo Pinheiro (Psol).

O desrespeito do (des) governador com os servidores públicos estaduais não tem fim

Lembram da estratégia proposta no final da semana passada pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão para que os servidores recebam o que faltava do seu 13o. salário por meio de um empréstimo bancário? Pois bem, antes que eu precise dizer qualquer coisa leiam a manchete da matéria publicada pelo jornal Extra às 12:30 desta segunda-feira (21/12).

empréstimo

Sim, isso mesmo! Ao chegar nas filas do Bradesco, milhares de servidores públicos tiveram o desgosto de descobrir que não há ainda a tal linha de crédito que permitiria aos servidores se endividarem para ter acesso ao que lhes é legalmente devido pelo (des) governo do Rio de Janeiro. 

Imaginem o que deve estar sendo descobrir mais essa patacada de Pezão sob o sol escaldante que faz hoje em diferentes partes do território fluminense. Nesta mesma matéria há uma descrição de como policiais estavam enraivecidos na fila ao descobrir que o tal empréstimo era mais uma cascata de Pezão!

Em tempo: na manhã de hoje a bancada governista na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro uma emenda do deputado Eliomar Coelho (PSOL) que suspendia mais de R$ 6 bilhões em isenções fiscais no ano de 2016. E o placar foi de 44 a 14! Sinal de que a maioria (des) governsta da Alerj também está se lixando para o drama dos servidores. Parece que a opção dos grupos dominantes é continuar jogando nas costas da população os custos da crise seletiva que foi criada com esse verdadeiro banquete de isenções fiscais que está quebrando o Rio de Janeiro. Simples assim!

Sinais surpreendentes da crise mundial

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Originalmente postado por Beth Monteiro em sua página do Facebook

Navios petroleiros parados do oceano não conseguem desembarcar sua mercadoria e esperam encontrar um comprador disposto a pagar um pouco mais pelo óleo. Me fez lembrar vendedores de frutas na beira da estrada, a espera de fregueses.

No mais recente sinal de que o mundo capitalista está simplesmente ficando sem capacidade quando se trata de lidar com uma oferta inexorável das commodities, três navios diesel, a caminho do Europa a partir Golfo , realizaram uma estranha manobra, na quarta-feira (16): eles pararam, deram meia volta no meio do oceano e retornaram ao seu ponto de partida. A partir de agora, os petroleiros devolverão suas cargas de diesel na Costa do Golfo ou ficarão aguardando novas ordens.

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Pontos vermelhos na imagem são petroleiros estacionados na costa do Golfo do México próximo a Galveston no estado do Texas

O excesso de fornecimento de petróleo bruto global está começando a manifestar-se em uma frota de superpetroleiros estacionárias, com milhões de barris de petróleo ficando simplesmente presos no oceano esperando para descarregar. Isto levou a que cerca de 40 petroleiros com uma capacidade de carga combinada de 28,4 milhões de barris, a ter que esperar para ancorar perto de Galveston.

O que se percebe nestas cenas inéditas em alto mar é um excesso de oferta tão agudo que navios petroleiros estão literalmente apenas navegando ao redor do mundo sem nenhum lugar para ir, acumulando uma carga de cerca de 250.000 toneladas de diesel ancorado ao largo Europa e do Mediterrâneo à procura de um lar.

Um comerciante de petróleo deu uma explicação, no mínimo, preocupante, à Agência Reuters, dizendo que se trata de uma tática : “A ideia é manter petroleiros na água enquanto tentamos encontrar um comprador que pague melhores preços.”

Fontes : Financial Time – Reuters

http://www.zerohedge.com/news/2015-11-12/something-very-strange-taking-place-coast-galveston

FONTE: https://www.facebook.com/beth.monteiro/posts/1121050941239027?fref=nf&pnref=story

Pezão quer falir a UERJ, UENF e UEZO

Depois de um ano marcado pela precarização das universidades estaduais cariocas, o governador Pezão quer tornar a situação em ainda mais caótica em 2016.

Em 2015 as universidades estaduais sofreram um agudo contigenciamento de recursos que levou milhares de tercerizados a não receberem salários, a cortes de energia elétrica, não contratações de professores, falta de utensílios e materiais no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), e atraso de bolsas dos estudantes.

O caos de 2015 se depender de Pezão terá se mostrado pequeno. Ano que vem segundo a proposta de orçamento levará as universidades a cortarem seus gastos em manutenção em 27,7% e os gastos em investimentos em outros 46%. Os gastos de manutenção abrangem os gastos com limpeza, os salários dos terceirizados e os gastos com água e energia elétrica. Já os investimentos são necessários para garantir salas adequadas, renovação de laboratórios, o funcionamento adequado do HUPE e até mesmo a salubridade das salas de aula sem ar-condicionado.

A desculpa de Pezão para tamanha tesourada no orçamento das universidades seria a queda na arrecadação do Estado. Este fato é mera desculpa pois sabemos que não faltam recursos para obras faraônicas das Olimpíadas, compras de novos caveirões, incentivos fiscais a empresários e até mesmo negociações para ressarcir as Barcas S/A em um valor superior ao orçamento de toda a UERJ. Dentro da UERJ e as outras universidades estaduais estes recursos também são gastos de maneira secreta. Não se sabe quantos são os cargos comissionados na UERJ, havendo várias denúncias que políticos ligados ao PT, que apoiam Pezão teriam cargos na universidade, também não se sabe onde para onde vão e por qual valor o Campus Maracanã foi alugado à Fifa em 2013 e 2014 e será alugado ao Comitê Olímpico em 2016.

Este cenário de agressivos cortes significará ainda mais penúria para os terceirizados, cortes e atrasos de bolsas aos estudantes e precarização do ensino e pesquisa nas universidades. Frente a este cenário entrevistamos Carolina Cacau, da Juventude às Ruas e coordenadora do Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ, ela afirmou: “Pezão está querendo acabar com o direito ao estudo de milhares de estudantes, quer sacrificar o direito ao salário de terceirizados. Criar um problema para depois oferecer uma solução: fim do HUPE e privatização para que ‘fundações’ solucionem o problema.” A estudante também denunciou como este corte foi anunciado dias depois das eleições para reitor na UERJ, “Pezão garantiu primeiro que seu candidato fosse eleito prometendo uma UERJ melhor. Para garantir a UERJ precarizada sem recursos que o PMDB e seu aliado o PT defendem, o Reitor anterior não hesitou em mentir e ao mesmo tempo usar jatos d’água e pedradas contra os estudantes. O novo reitor sob mando de ataques ainda maiores irá seguir a escola do antecessor.”

Ela complementou a entrevista dizendo: “agora precisamos começar a organizar um movimento estudantil que supere o freio que o DCE colocou aos estudantes este ano e façamos uma grande mobilização para barrar este corte de verbas, garantir salários aos terceirizados, bolsas aos estudantes, aumento salarial aos professores e técnicos. Defendemos uma UERJ pública e de qualidade para avançar na luta para transforma-la radicalmente garantindo a criação de creches, bandejões em todos os campi, que pague bolsas a todos estudantes de um valor no mínimo igual ao salário mínimo, e acabe com os muros das universidades permitindo o livre ingresso de todos estudantes que queiram estudar. Os recursos existem é preciso tirá-los dos empresários e que eles sejam geridos democraticamente na universidade pelos três setores, professores, estudantes e funcionários e não uma casta política do PMDB apoiada pelo PT e pelo DCE”.

FONTE: http://www.esquerdadiario.com.br/Pezao-quer-falir-a-UERJ-UENF-e-UEZO

Matéria do O Diário aborda grave crise orçamentária que espera a UENF em 2016

CRISE

A matéria abaixo publicada pelo jornal O Diário mostra que, ao menos no plano das suas lideranças, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) vai melhorar em 2016. É que na mesma matéria, temos de um lado o futuro reitor da Uenf, Luís Passoni, e, de outro, o reitor em exercício, Edson Corrêa da Silva apresentando a crise que será causada pelos profundos cortes orçamentários anunciados pelo (des) governo Pezão por meio de óticas bastante distintas.

Enquanto o futuro reitor coloca a verdade nua e crua, o reitor em exercício continua tentando pintar uma relação que nos últimos 4 anos nunca foi de diálogo, mas de completa submissão à lógica privatizante do (des) governo Pezão.

De toda forma, a matéria é útil para quem quiser realmente entender quão grave é a situação que se desenha no horizonte da Uenf e das outras universidades públicas estaduais pelas mãos do (des) governo Pezão.

 

Cortes no orçamento da Uenf preocupam reitor

inviável. Funcionamento será comprometido, segundo Passoni (Isaías Fernandes)

Embora ainda esteja em discussão pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a proposta orçamentária apresentada pelo governador Luiz Fernando Pezão, para a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) em 2016, já vem causando preocupação. Eleito o novo reitor da universidade, o professor Luís César Passoni, que  assumirá o cargo em janeiro do ano que vem, explicou que o orçamento previsto é de R$ 161 milhões, mas se ocorrerem cortes, como em 2015, o funcionamento da Uenf ficará inviável. “O orçamento vem diminuindo a cada ano. Desde 2010 que a universidade sobrevive com os mesmos valores, apesar do aumento do número de alunos e cursos”, disse ele, explicando que existe o orçamento, garantido por lei, e o valor que é liberado pela secretaria de Fazenda. “Os cortes tornam o valor bem menor”, afirmou Passoni.  Segundo ele, a Uenf teria hoje R$ 5 milhões em dívidas a pagar porque a verba prevista não foi totalmente liberada.

Em comparação a 2015, no custeio, que envolve as despesas com água, luz, segurança e limpeza, o corte previsto é de 40% e de 60% em investimentos, que incluem a  aquisição de equipamentos para laboratórios e reforma ou construção de salas de aula. “Hoje (terça), inclusive, estou indo para o Rio, onde serei recebido pelo secretário de Ciência e Tecnologia e pretendo abordar esse assunto com ele. O valor enviado para a Alerj foi metade do solicitado pela universidade”.

Reitor em exercício, professor Edson Corrêa da Silva, também demonstrou preocupação com o orçamento apresentado pelo governo para 2016. Este ano, segundo ele, o orçamento previsto era de R$ 190 milhões, mas caiu para R$ 150 milhões com os cortes, o que ocasionou uma dívida entre R$ 3 e R$ 4 milhões. “Temos mantido contato direito com o governo para tentar solucionar isso. Mesmo com os cortes, conseguimos manter a Uenf funcionando em 2015”, afirmou Edson, destacando que os cortes praticados nas universidades, em custeio e investimentos, estão acima da média dos demais órgãos do estado.

Em entrevista ao jornal O Globo na última segunda-feira (26), Pezão disse que o corte radical nos recursos destinados às instituições de ensino superior do estado no orçamento de 2016 faz parte de uma necessidade de adequação ao momento de crise. “Não estamos reduzindo só as despesas de universidades, estamos adequando à receita que temos este ano. Tivemos uma queda de receita e precisamos adequar o orçamento. Se não, eu mando o orçamento com déficit”, afirmou.

FONTE: http://diarionf.com/cortes-no-orcamento-da-uenf-preocupam-reitor

Mensagem curta e direta na entrada do banheiro mostra a situação de penúria em que (des) governo Pezão colocou a UENF

Quem se dirige a um dos banheiros situados no primeiro andar do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) dá logo de cara com uma mensagem tão direta quanto inescapável, como mostra a imagem abaixo.

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Mas na Uenf hoje não falta apenas papel ” sanitário” para quem, desgraçadamente, precisar se dirigir ao banheiro para aliviar um desconforto. A falta de recursos atinge outras áreas estratégicas e reduz a capacidade da universidade de cumprir seus desígnios maiores. 

Lamentavelmente essa situação parece que vai piorar ainda mais em 2016 já que o minguado orçamento de 2015 vai diminuir um pouco mais. E o pior é que nem mesmo a diminuição dos orçamentos pode ser entendida como uma garantia de que haverá a liberação financeira para que as universidades estaduais possam operar no limite do precário.

Em outras palavras, o (des) governo Pezão está deixando a Uenf e sua comunidade universitária literalmente na merda.

O que o último feriadão me ensinou sobre a crise brasileira

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O feriadão que se encerrou ontem (12/10) me fez voltar da aprazível praia de Meaípe no município capixaba de Guarapari com alguns ensinamentos sobre a natureza da atual crise política que o Brasil atravessa neste momento. A primeira coisa que eu verifiquei foi que a praia estava lotada, chegando a ser difícil até de se caminhar pela avenida Beira Mar. Além disso, havia gente não só do Espírito Santo, mas como eu de regiões próximas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. 

As conversas que pude ouvir raramente tocavam na situação política ou sequer na crise econômica e muito menos no tão noticiado impeachment de Dilma Rousseff. E olha que notei que a mistura social, fosse na areia ou nos restaurantes, era a mais diversa possível, mas com uma forte tonalidade de classe média, inclusive dos segmentos menos abastados.  

Nas conversas que pude ouvir, a primeira constatação é de que as pessoas não estavam nem um pouco ligadas na crise política que rola em Brasília, e que agora acaba de ter uma capítulo contundente com a decisão do Supremo Tribunal Federal de barrar manobras pouco republicanas do ainda menos republicano Eduardo Cunha, as quais visavam puxar o tapete da presidente Dilma Rousseff (Aqui!).  Aliás, se meu final de semana me ensinou algo é que a principal demanda das pessoas é que tenham como viver suas vidas com alguma dignidade e tranquilidade.

Dito tudo isso, o que mais me parece evidente é que toda essa confusão que os partidos da direita estão fazendo em Brasília só é possível porque o governo Dilma não está disposto a ouvir o que maioria da população que lhe entregou o segundo mandato realmente quer para o Brasil.  Agora, a covardia politica de Dilma associada aos seus compromissos com a banca financeira é que acabam dando espaço para os golpistas.  Mais simples do que isso, impossível!