Depois de fechar Arquivo e Museu, Rafael Diniz promove enxurrada de nomeações de cargos DAS

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Rafael Diniz, o prefeito que, de um lado, demite servidores RPAs e, de outro, nomeia cargos DAS

Observei aqui o verdadeiro crime contra a memória história promovido pelo jovem prefeito Rafael Diniz (Cidadania) que dispensou todos o servidores de dois órgãos fundamentais para a cidade de Campos dos Goytacazes preservar sua memória, o Arquivo Público Municipal e Museu Histórico de Campos, respectivamente.  Observe-se que Rafael Diniz afirmou que essas e outras demissões se deveram à crise financeira agudizada pela pandemia da COVID-19.

Eis que hoje, segundo informa o jornal Terceira Via, o mesmo Rafael Diniz publicou 17 portarias  trazendo nomeações para cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), justamente aqueles que trazem mais ônus para os cofres municipais. Um dos agraciados com um cargo DAS é o senhor César Tinoco que, assim, retorna ao posto de chefe de gabinete do jovem prefeito.

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Ao que parece, o jovem prefeito de Campos dos Goytacazes aderiu sem pudor ao lema “farinha pouco, meu pirão primeiro”. Ou é isso ou a crise financeira que teria causado a demissão de servidores com capacidades singulares como os do Arquivo Municipal e os do Museu Histórico de Campos é daqueles de tipo seletivo.

O problema para Rafael Diniz é que a pandemia da COVID-19 uma hora vai acabar, e quando isso acontecer, ele certamente terá muita gente na frente da sede da PMCG buscando explicações para esse aparente paradoxo de não existir dinheiro para arquivo e museu, mas existir para promover uma enxurrada de nomeações de DAS.

Ponto eletrônico de Rafael Diniz vai valer para secretários e DAS? Dificilmente….

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Acabo de ler no jornal “Terceira Via” que o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) vai implantar o famigerado ponto eletrônico nas repartições públicas municipais de Campos dos Goytacazes (ver imagem abaixo) [1].

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Como essa é uma decisão já aprovada pela Câmara Municipal liderada pelo amigo do peito Marcão Gomes (PR), conversei com alguns servidores municipais que se mostraram particularmente curiosos sobre se haverá universalidade ou não na demanda de que os servidores literalmente coloquem o dedo na reta, ou se secretários e outros ocupantes de cargos gratificados poderão continuar aparecendo para trabalhar quando bem lhes der na telha.

Um servidor lotado em uma das muitas secretarias ocupadas por “empresários” até se mostrou resignado a apertar diariamente o dedo, desde que seu chefe também seja obrigado a fazer isto. 

Como servidor público estadual, ouço de tempos em tempos que o ponto eletrônico será implantado na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Como compareço diariamente ao meu posto de trabalho, e não raramente levo trabalho para terminar em casa, eu sempre me pergunto (mesmo que a resposta será não) se a carga extra de trabalho que eu e meus colegas realizamos resultaria nas chamadas “horas extras”. 

A verdade nua e crua é que não será com ponto eletrônico que resolveremos os problemas do serviço público, já que os problemas de assiduidade aumentam direta e proporcionalmente ao tipo de vínculo que o servidor possui. Se for cargo de confiança, a possibilidade maior é que o ocupante nunca terá de passar pelo que passam os servidores concursados. E, na prática, esse e outros mecanismos de controle de frequência sempre servem para aumentar o grau de tutela das chefias (que não batem ponto) podem exercer sobre os servidores que efetivamente trabalham e carregam o peso da máquina nas costas.

E pensar que em sua já esquecida campanha eleitoral, Rafael Diniz prometeu valorizar os servidores públicos municipais. Imaginemos o que estaria acontecendo se ele tivesse prometido desvalorizar!


[1] http://www.jornalterceiravia.com.br/2018/09/12/prefeitura-de-campos-prepara-novo-edital-para-implantar-ponto-eletronico-nas-reparticoes-publicas/