Manifesto de intelectuais afronta a falsa unanimidade golpista

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 Um manifesto assinado por 730 dos mais importantes nomes da inteligência brasileira –ademais de organizações e movimentos sociais— afrontou o ar pesado remanescente das marchas de domingo. E o fez corajosamente, como a dizer aos demais integrantes da comunidade acadêmica: a hora é agora. Amanhã pode ser tarde demais.

O texto alerta que a democracia e os democratas não podem mais permitir que representantes do povo e os guardiões da lei ajam contra a lei e contra o povo em nome de defende-los.

‘O povo brasileiro já escolheu em que regime político quer viver’, afirma o manifesto que aponta uma das causas da apreensiva indignação da inteligência nacional com a sombra que se espalha.

O juiz Sergio Moro é citado explicitamente como protagonista de um enredo em que  a exceção é a nova regra; a investigação virou sinônimo de abuso e a alegada busca da verdade, falseia e espetaculariza, submetendo réus a ações intimidatórias associadas ao know how de perversão de um sistema de comunicação monopólico.

A espiral de abusos atingiu seu auge, denuncia o manifesto, no episódio recente da condução coercitiva do cidadão Luís Inácio Lula da Silva, ‘que não resistiu à intimação judicial porque sequer foi intimado’.

Quem vai colocar limites num processo que se avoca o direito de definir seus próprios limites, indagam centenas de assinaturas cujo peso intelectual desmente a pretensa supremacia do passo de ganso ecoado no Brasil neste final de semana.

Leia a seguir o texto do manifesto:

A nação brasileira lutou muito para construir um Estado democrático. Em uma ditadura, o poder de Estado é usurpado para perseguir, forçar depoimentos, prender e torturar cidadãos. Uma democracia não pode permitir que os representantes do povo e os guardiões da lei ajam fora da lei. O povo brasileiro já escolheu em que regime político viver.

Antes de todos os cidadãos, os guardiões da lei – juízes, promotores, policiais – devem se submeter ao princípio da legalidade de seus atos e são constrangidos por ritos processuais. Sob pretexto de defender o cumprimento da lei, não podem desrespeitá-la. A luta contínua contra a corrupção é fundamental para assegurar o caráter republicano do Estado, mas não se combate corrupção corrompendo a Constituição.

O juiz Sérgio Moro faz da exceção uma nova regra: com a justificativa de que investiga poderosos, abusa dos poderes à sua disposição e convoca espetáculos escandalosos na grande mídia em que cidadãos intimados ou investigados, às vezes sequer acusados, não são presumidos como inocentes.

Cidadãos são intimidados com exposição espetacular de suas conduções coercitivas e detenções ditas provisórias, em operações vazadas para a grande mídia. Prisões justificadas pelo suposto perigo à ordem pública representado pelo prisioneiro tornam-se pretextos para forçar delações extraídas sob ameaça da extensão da detenção e com o prêmio da liberdade em vista. A validade dos depoimentos não é prejudicada pelo uso de métodos que se assemelham à chantagem e à tortura psicológica?

Tamanha arbitrariedade reforça e ao mesmo tempo reflete a cultura de um Estado policial que trata ainda mais violentamente os cidadãos que não considera poderosos. É uma herança da ditadura contra a qual temos que reagir.

O abuso cotidiano ficou evidente com a condução coercitiva do cidadão Luís Inácio Lula da Silva, que não resistiu a uma intimação judicial porque sequer foi intimado. Todos os anos, milhares de brasileiros são conduzidos coercitivamente a depoimentos sem serem intimados pela justiça. O juiz Sergio Moro já determinou 116 conduções coercitivas cuja legalidade é questionável. A arbitrariedade só ficou mais patente neste caso por atacar os direitos de um ex-presidente que já se dispusera a depor voluntariamente na Operação Lava-Jato.


O argumento do juiz Sérgio Moro de que a condução coercitiva buscava proteger o cidadão público beira o absurdo. Se fosse para proteger a segurança, bastava uma intimação sigilosa. Ao contrário, o juiz Moro mais uma vez preferiu o espetáculo inquisitório ao respeito da lei. A arbitrariedade de seu ato induziu a violência que dizia querer evitar, além de ser abusivo em si mesmo.


Quem vai colocar um limite à arbitrariedade do juiz Sérgio Moro? Ele e seu padrão de comportamento estão acima da lei?


O direito de todos os cidadãos deve ser garantido e não atropelado pelos guardiões da lei. Os cidadãos, as entidades e organizações da sociedade civil abaixo, subscrevem este documento em defesa da ordem constitucional e contra o golpe às instituições democráticas.

Assinam:

1) ADALBERTO MONTEIRO , poeta, jornalista e Presidente da Fundação Maurício Grabois

2) ADALBERTO MOREIRA CARDOSO, pesquisador e professor do IESP da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

3) ADELAIDE GONÇALVES, professora da Universidade Federal do Ceará (UFCE)

4) ADILSON CITELI, pesquisador e professor da Universidade de São Paulo (ECA/USP)

5) ADMA MUHANA, professora de Literatura da Universidade de São Paulo (FFLCH / USP)

6) ADRIAN GURZA LAVALLE, cientista político e professor da Universidade de São Paulo (USP)

7) ADRIÁN PABLO FANJUL, professor da Universidade de São Paulo (DLM/FFLCH/USP)

8) ADRIANA ARANHA, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC/MG)

9) ADRIANA CESTARI, economista

10) ADRIANA MARIA BERNARDES SILVA, professora do Departamento de Geografia da Universidade de Campinas (Unicamp)

11) ADRIANO BIAVA, economista e professor sênior da Universidade de São Paulo (FEA/USP)

12) AFRÂNIO MENDES CATANI, sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (FE/USP)

13) AGENOR SILVA JUNIOR, engenheiro e consultor financeiro

14) AGUEDA BITTENCOURT, professora da Universidade de Campinas (Unicamp)

15) AIRTON FISCHMANN, médico

16) AIRTON PASCHOA¸ escritor

17) ALAI GARCIA DINIZ, professora da UNIOESTE e colabora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

18) ALAN KARDEC DUAILIBE, professor associado da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

19) ALCENO KONRAD, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

20) ALCIDES CELSO OLIVEIRA VILLAÇA, professor titular da Universidade de São Paulo (DLCV/FFLCH/USP)

21) ALCIDES GOULARTI FILHO, professor da UNESC

22) ALEXANDRE DE FREITAS BARBOSA, professor da Universidade de São Paulo (IEB/USP)

23) ALEXANDRE PADILHA, médico e secretario de saúde da cidade de São Paulo

24) ALEXANDRE RIBEIRO LEICHSENRING, estatístico e professor da Universidade de São Paulo (EACH/USP)

25) ALFREDO BOSI, professor titular da Universidade de São Paulo (DLCV/FFLCH/USP)

26) ALFREDO SAAD FILHO,  SOAS, University of London

27) ALÍPIO FREIRE, jornalista

28) ALOISIO BARROSO, economista e diretor da Fundação Maurício Grabois

29) ALTAIR FREITAS, escritor e historiador

30) ALTAMIRO BORGES, jornalista

31) ALUÍSIO ANDRADE, advogado

32) ÁLVARO A. COMIN, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

33) ÁLVARO ESCRIVÃO JUNIOR, médico e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP)

34) ÁLVARO NASSARALLA, poeta, curador do Instituto Internacional de Arte Naif

35) ÁLVARO OKURA DE ALMEIDA, metre e doutorando em Ciência Política da Universidade de Campinas (Unicamp)

36) AMIR KHAIR, economista

37) AMNÉRIS ÂNGELA MARONI, DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE CAMPINAS (UNICAMP)

38) ANA CAROLINA GALVÃO MARSIGLIA, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

39) ANA DE MIRANDA BATISTA, sanitárias

40) ANA ESTELA HADDAD, PROFESSORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (FO/USP)

41) ANA FLÁVIA DE OLIVEIRA, médica, feminista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM / USP)

42) ANA HUTZ, professora da Universidade de São Paulo (DH/FFLCH/USP)

43) ANA LÚCIA GUEDES-PINTO, professora da Universidade de Campinas (Unicamp)

44) ANA LÚCIA PASTORE SCHRITZMEYER, antropóloga e professora da Universidade de São Paulo (DA / FFLCH / USP)

45) ANA MARIA COSTA,  médica sanitarista e diretora do Cebes

46) ANA MARIA ESTELA CAETANO BARBOSA, educadora

47) ANA MARIA MULLER, advogada

48) ANA PAULA ARAÚJO FONSECA, PROFESSORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO AMERICANA (UNILA)

49) ANA PAULA HEY, professora da Universidade de São Paulo (DS/FFLCH/USP)

50) ANA ROSA RIBEIRO DE MENDONÇA, professor da Universidade de Campinas (IE/Unicamp)

51) ANA TEREZA DA SILVA PEREIRA, médica

52) ANA URRACA RUIZ, professora da Universidade Federal Fluminense

53) ANDRÉ KAYSEL VELASCO E CRUZ, professor de ciência política da UNILA

54) ANDRÉ LUÍS GOMES, Universidade de Brasília (UnB)

55) ANDRÉ M. BIANCARELLI, professor da Universidade de Campinas (IE/Unicamp)

56) ANDRÉ PAIVA RAMOS, economista

57) ANDRÉ VITOR SINGER, cientista político e professor livre docente da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

58) ANDREA CRISTINA OLIVEIRA GOZETTO, cientista política (FGV/MGM)

59) ANDREA LOPARIC, pesquisadora e professora sênior da Universidade de São Paulo (FFLCH / USP)

60) ANDREI KOERNER, cientista político e professor de ciência política da Universidade de Campinas (Unicamp)

61) ANDRÉIA GALVÃO, professora da Universidade de Campinas (DCP/IFCH/Unicamp)

62) ANDRÉS VIVAS FRONTANA, professor de Economia da ESPM e da FECAP

63) ANGELA KAYSEL CRUZ, médica e professora titular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP)

64) ANÍBAL BRAGANÇA, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF)

65) ANITA LEANDRO, documentarista, roteirista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO / UFRJ)

66) ANIVALDO PADILHA, sociólogo

67) ANTONIO CORRÊA DE LACERDA, economista e professor da Pontifícia Universidade  Católica (PUC/SP)

68) ANTONIO DAVID CATTANI, Professor titular de Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

69) ANTÔNIO DAVID, filósofo, mestre e doutorando pela Universidade de São Paulo (USP)

70) ANTONIO ELÍBIO, professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

71) ANTONIO GELIS FILHO, advogado e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP)

72) ANTONIO MIGUEL, professor livre-docente da Universidade de Campinas (FE/Unicamp)

73) ANTONIO RIBEIRO DE ALMEIDA JUNIOR, sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (Esalq / USP)

74) ANTÔNIO SÉRGIO CARVALHO ROCHA, professor de Ciência Política da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

75) ÁQUILAS MENDES, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e da PUC/SP

76) ARLETE AVELAR SAMPAIO, médica, ex-vice governadora do DF, ex-deputada federal

77) ARMANDO BOITO JR., sociólogo e professor da Universidade de Campinas (IFCH / Unicamp)

78) ARMANDO FREITAS FILHO, escritor

79) ARTHUR SCATOLINI MENTEN, advogado, mestre, doutorando em direito e professor universitário

80) ARTUR MACHADO SCAVONE, jornalista

81) AUGUSTO BUONICORE, historiador e secretário geral da Fundação Maurício Grabois

82) AYTAN SIPAHI, médico e professor da Universidade de São Paulo (FM/USP)

83) BÁRBARA DE SOUZA CONTE, psicanalista

84) BARTÍRIA LIMA DA COSTA, presidenta da CONAM

85) BASÍLIO SILVA JÚNIOR, advogado

86) BEATRIZ CITELLI, professora universitária

87) BEATRIZ DARUJ GIL, professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP

88) BELA SISTER, psicanalista

89) BELMIRA OLIVEIRA BUENO, professora titular da Universidade de São Paulo (USP) e diretora da Faculdade de Educação (FEUSP)

90) BELUCE BELLUCCI, economista e professor da UCAM

91) BENJAMIN ABDALA JUNIOR, professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (USP)

92) BENTO DA COSTA CARVALHO JÚNIOR¸ professor aposentado da Universidade de Campinas e membro da Adunicamp

93) BERENICE ROJAS COUTO, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS)

94) BERNARDO COTRIM, membro do Fórum21

95) BERNARDO RICUPERO,  professor de ciência política da Universidade de São Paulo (FFLCH / USP)

96) BETÂNIA DE MORAES ALFONSIN, advogada e professora universitária

97) BETH CARVALHO, cantora

98) BRENO ALTMAN, jornalista

99) BRUNA ANGOTTI, professora da Universidade Plesbiteriana Mackenzie

100) BRUNO DE CASTRO WINKLER, procurador do estado do Rio Grande do Sul

101) BRUNO LAZZAROTTI DINIZ COSTA, cientista político e professor da Fundação João Pinheiro

102) CAMILA KIMIE UGINO, professora da Pontifícia Universidade Católica (Economia / PUC/SP)

103) CAMILA SPOSITO, advogada, feminista e mestranda em Direito Econômico pela Universidade de São Paulo (FD / USP)

104) CARLOS ÁGUEDO PAIVA, economista

105) CARLOS ALBERTO DUARTE, advogado, Sindicato dos Advogados de São Paulo

106) CARLOS BERRIEL, professor da Universidade de Campinas (Unicamp)

107) CARLOS EDUARDO F. DA SILVEIRA, economista

108) CARLOS EDUARDO PINTO DE PINTO, historiador e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

109) CARLOS FERREIRA MARTINS, diretor do IAU de São Carlos da Universidade de São Paulo

110) CARLOS FREDERICO LEAO ROCHA, economista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

111) CARLOS HENRIQUE KAIPPER, ex-procurador geral do estado do Rio de Grande do Sul

112) CARLOS HENRIQUE TIBIRIÇA MIRANDA, economista e presidente da seção RJ da Fundação Maurício Grabois

113) CARLOS MIRANDA, professor da Universidade de Campinas (Unicamp)

114) CARLOS R. S. MILANI, professor e pesquisador IESP/Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

115) CARLOS ROBERTO F. NOGUEIRA, professor titular da Universidade de São Paulo (FFLCH / USP)

116) CARLOS SILVEIRA MARTINS, economista

117) CARMEN SYLVIA VIDIGAL MORAES, professora da Universidade de São Paulo (FE / USP)

118) CECI JURUÁ, economista

119) CELIA N. GALVÃO QUIRINO, professora de ciência política da Universidade de São Paulo (DCP / FFLCH / USP)

120) CÉLIO TURINO, historiador

121) CELSO AMORIM, embaixador, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil e da Defesa do Brasil

122) CELSO FAVARETTO, filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP)

123) CELSO SANTOS CARVALHO, engenheiro civil

124) CÉSAR LOCATELLI, economista

125) CHICO BUARQUE DE HOLANDA, escritor e compositor

126) CIBELA SALIBA RIZEK, PROFESSORA ASSOCIADA DO IAU/USP

127) CICERO ARAUJO, professor da Universidade de São Paulo (FFLCH / USP)

128) CID BARBOSA LIMA JUNIOR, engenheiro

129) CILAINE ALVES CUNHA, crítica literária e professora da Universidade de São Paulo (DLCV / FFLCH / USP)

130) CLAUDIA MAZZEI NOGUEIRA, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

131) CLAUDIA VALIM CÔRTES MIGUEL, professora da rede estadual e particular do Ensino do Estado de São Paulo

132) CLAUDIA VISCARDI, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

133) CLAUDINEU MELO, advogado e professor

134) CLÁUDIO GONÇALVES COUTO, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV / EAESP)

135) CLAUDIO GONZALEZ, jornalista e editor-executivo da Revista Princípios

136) CLAUDIO PUTY, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA)

137) CLEMENTE GANZ LUCIO, sociólogo

138) CLÓVIS BUENO DE AZEVEDO, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

139) CORNELIS VAN STRALEN, doutor em ciências sociais e presidente do CEBES

140) CRISTIANE COLLICH SAMPAIO, jornalista

141) CRISTIANE KERCHES DA SILVA LEITE, cientista política e professora da Universidade de São Paulo (EACH/USP)

142) CRISTIANO CAPOVILLA, mestre em filosofia, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

143) CRISTINA BARROS BARRETO, Universidade Federal do Rio de Janeiro

144) CRISTINA FRÓES DE BORJA REIS, professora de economia e RI da Universidade Federal do ABC (UFABC)

145) CRISTINA MAIR BARROS RAUTER, professora titular da Universidade Federal Fluminense (UFF)

146) CRISTINA SAMPAIO, antropóloga

147) CRISTOVÃO FELI, sociólogo

148) CYNARA MONTEIRO MARIANO, advogada e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC)

149) DANIEL PEREIRA ANDRADE, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV / EAESP)

150) DANIEL VIEIRA SEBASTIANI, professor e diretor da Associação de Dodentes da Fundação Liberato / NH

151) DANIELA BORGES PAVANI, professora adjunta do Departamento de Astronomia – IF/UFRGS

152) DANIELA MAGALHÃES PRATES, professor da Universidade de Campinas (IE / Unicamp)

153) DANILO ARAÚJO FERNANDES, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA)

154) DANILO ULER CORREGLIANO, advogado e membro da Consulta Popular

155) DAVID FRANÇA MENDES, cineasta

156) DEBORA RAYMUNDO MELECCHI, farmacêutica e diretora da Federação Nacional dos Farmacêuticos

157) DEISY VENTURA, pesquisadora e professora da Universidade de São Paulo (RI/USP)

158) DENIS ROBERTO ZAMIGNANI, psicólogo e professor do Centro de Ciência e Tecnologia do Comportamento

159) DENISE COSTA HAUSEN, professora, psicóloga e psicanalista

160) DENISE PERES CRISPIM, ex-presa do regime militar, anistiada política e ativista de Direitos Humanos

161) DEOCLECIO CARLOS LORENZI, aeroviário aposentado, dirigente estadual do MNLM

162) DERMEVAL SAVIANI, professor emérito da Universidade de Campinas (Unicamp) e pesquisador do CNPq

163) DIEGO AZZI, doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo

164) DILERMANDO TONI, jornalista

165) DIRCE ZAN, professora da Universidade de Campinas (FE/Unicamp)

166) DJALMA FREIRE BORGES, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

167) DOUGLAS SANTOS, geógrafo e professor da UFGD/MS

168) DULCE MARIA TOURINHO BAPTISTA, socióloga e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUCSP)

169) DURVAL DE NORONHA GOYOS JR, advogado

170) ECLÉA BOSI, professora titular da Universidade de São Paulo (IP/USP)

171) EDEMILSON PARANÁ, SOCIÓLOGO E PESQUISADOR DO PNPD/IPEA

172) EDNEY MOTA ALMEIDA, jornalista e sociólogo

173) EDSON TELES, professor de filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e ativista da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos da ditadura

174) EDUARDO DE LIMA CALDAS, professor da Universidade de São Paulo (EACH/USP)

175) EDUARDO FAGNANI, economista e professor da Universidade de Campinas (IE/Unicamp)

176) EDUARDO LOSICER, psicanalista

177) EDUARDO NATALINO DOS SANTOS, historiador e professor da Universidade de São Paulo (DH / FFLCH /USP)

178) EDUARDO NORONHA, pesquisador e professor de Ciência Política da Universidae Federal de São Carlos (UFSCar)

179) EDWIGES MORATO, professora da Universidade de Campinas (IEL/Unicamp)

180) EGBERTO MAGNO, advogado e historiador

181) ELBA MOCHEL, professora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão

182) ELEONORA C. ALBANO, professora da Universidade de Campinas (LAFAPE/IEL/Unicamp)

183) ELI IOLA GURGEL ANDRADE, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

184) ELIANA BOGÉA, advogada e professora universitária

185) ELIANE NOVATO SILVA, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

186) ELIAS JABBOUR, economista professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

187) ELIZABETE FRANCO CRUZ, psicóloga e professora da Universidade de São Paulo (EACH/USP)

188) ELYESER SZTURM, artista plástico, professor IdA, VIS, UnB

189) EMÍLIA MARIA MENDONÇA DE MORAES, pesquisadora e professora aposentada da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

190) EMILIANO FISCHER CUNHA, cineasta

191) EMILIANO GONÇALVES FIORI, psicóloga

192) EMIR SADER, sociólogo e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

193) EMMANUEL APPEL, professor de Filosofia da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

194) ERCÍLIO FARIA TRANJAN, publicitário

195) ERIC NEPOMUCENO, escritor

196) ERICK DA SILVA, historiador

197) ERMÍNIA MARICATO, urbanista

198) ESTHER BEMERGUY DE ALBUQUERQUE, economista

199) EVA TERESA SKAZUFKA, médica pediatra e sanitarista

200) EVERGTON SALES SOUZA, professor do Departamento de História da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

201) EVI BUCALEM, sociólogo, escritor e diretor da União Brasileira de Escritores

202) FABIANE DUTRA OLIVEIRA, presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher/RS

203) FÁBIO BETIOLI CONTEL, professor do Departamento de Geografia da FFLCH/USP

204) Fábio Cesar Alves, professor da Universidade de São Paulo (DCLV/FFLCH/USP)

205) FABIO DE SÁ E SILVA, research fellow, Harvard University

206) FÁBIO JOSÉ BECHARA SANCHEZ, sociólogo e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

207) FÁBIO KONDER COMPARATO, jurista e professor titular da Universidade de São Paulo (FD / USP)

208) FÁBIO PALÁCIO DE AZEVEDO, jornalista e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

209) FÁBIO WALTENBERG, professor de economia da Universidade Federal Fluminense

210) FÁTIMA OLIVEIRA, médica e escritora

211) FELIPE BRAGA ALBUQUERQUE, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC)

212) FELIPE LOUREIRO, historiador e professor do IRI/USP

213) FELIPE NEPOMUCENO, documentarista

214) FELIPE PANTE LEME DE CAMPOS, advogado e mestrando em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

215) FERDINANDO RIBEIRO NOBRE, advogado

216) Fernanda Arêas Peixoto, professora da Universidade de São Paulo (DA/FFLCH/USP)

217) FERNANDA CASAGRANDE, professora da Universidade de Brasília (UnB)

218) FERNANDO AUGUSTO MANSOR DE MATTOS, economista e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF)

219) FERNANDO FONSECA, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

220) FERNANDO GARCIA, historiador e coordenador de documentação e memória da Fundação Maurício Grabois

221) FERNANDO JOSÉ PIRES DE SOUZA, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC)

222) FERNANDO L. CÁSSIO, professor da Universidade Federal do ABC

223) FERNANDO LIMA, médico

224) FERNANDO MORAIS, escritor e jornalista

225) FERNANDO ROCHA NOGUEIRA, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC)

226) FERNANDO SARTI, professor da Universidade de Campinas (IE / Unicamp)

227) FLAMARION CALDEIRA RAMOS, professor de Ética da Universidade Federal do Abc (UFABC)

228) FLÁVIA BIROLI, pesquisadora e professora de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB)

229) FLÁVIA SCHILLING, PROFESSORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (FE / USP)

230) FLÁVIO TONELLI VAZ, jurista e assessor na Câmara dos Deputados

231) FLÁVIO WOLF AGUIAR, jornalista e professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (DLCV / FFLCH / USP)

232) FLORA SUSSEKIND, professora do Centro de Letras e Artes da Unirio

233) FRANCIROSY CAMPOS BARBOSA, antropóloga e professora da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP)

234) FRANCIS MARY GUIMARÃES NOGUEIRA, professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)

235) FRANCISCO CARLOS TEIXEIRA DA SILVA, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro

236) FRANCISCO COMARU, professor da Universidade Federal do ABC

237) FRANCISCO DE ALBUQUERQUE NOGUEIRA JÚNIOR, ADVOGADO E SERVIDOR PÚBLICO

238) FRANCISCO DE ASSIS ACURCIO, médico e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

239) FRANCISCO FONSECA, cientista político, professor da FGV/SP e da PUC/SP

240) FRANCISCO FOOT HARDMAN, PROFESSOR TITULAR DA UNIVERSIDADE DE CAMPINAS (IEL/UNICAMP)

241) FRANCISCO FUNCIA, professor e economista

242) FRANCISCO GONÇALVES DA CONCEIÇÃO, professor da Universidade Federal do Maranhão

243) FRANCISCO SANTIAGO, professor da Universidade Federal do Ceará (UFCE)

244) FREDERICO DE ALMEIDA, professor de Ciência Política da Universidade de Campinas (Unicamp)

245) FULVIO GIANNELLA JUNIOR, jornalista

246) GABRIELA LOTTA, professora da Universidade Federal do ABC (UFABC)

247) GABRIELA PELLEGRINO SOARES, historiadora e professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (DH/FFLCH/USP)

248) GEMA MARTINS, advogada

249) GENTIL CORAZZA, economista e professor titular da Universidade Federal do Rio G. do Sul (UFRGS)

250) GEORGIA HADDAD NICOLAU, jornalista

251) GÉRSON PINHEIRO, geógrafa

252) GERSON SALVADOR, médico

253) GIBA ASSIS BRASIL, cineasta

254) GIGI DE CASTRO, cantora e compositora

255) GILBERTO BERCOVICI, jurista e professor titular da Universidade de São Paulo (FD / USP)

256) GILBERTO CAPUTO, economista e membro do Conselho Regional dos Economistas (CORECON / RJ)

257) GILBERTO MARINGONI, professor de Relações Internacionais da UFABC

258) Gildo Magalhães dos Santos Filho, professor da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

259) GILMAR ARRUDA, historiador e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL)

260) GILMAR GOMES, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

261) Gilson Vargas, cineasta

262) GIORGIO ROMANO SCHUTTE¸ professor da Universidade Federal do ABC

263) GISELE ESPELLET DI BELLA, advogado

264) GLAUCIA CAMPREGHER, professora de economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

265) GLAUCO ARBIX, professor de sociologia da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

266) GLAUCO SALOMÃO LEITE, Professor de Direito Constitucional da UNICAP e UFPB

267) GLÓRIA DA ANUNCIAÇÃO ALVES, pesquisadora e professora da Universidade de São Paulo (USP)

268) GLÓRIA DA ANUNCIAÇÃO ALVES, professora da Universidade de São Paulo (DG/FFLCH/USP)

269) GONZALO BÉRRON, cientista político

270) GREGÓRIO DUVIVIER, ator e escritor

271) GUARACY DE SOUZA CUNHA, jornalista

272) GUILHERME MELLO, professor da Universidade de Campinas (IE/Unicamp)

273) GUSTAVO CÉSAR MACHADO CABRAL, professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará

274) GUSTAVO FERREIRA SANTOS, Professor de Direito Constitucional da UNICAP e da UFPE

275) GUSTAVO SOUTO DE NORONHA, economista / INCRA

276) GUSTAVO TAPIOCA SILVA, jornalista

277) GUSTAVO VENTURI, professor da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

278) HÉCTOR LUIS SAINT-PIERRE, professor de RI da Universidade Estadual Paulista (Unesp)

279) HELENA KERR DO AMARAL, administradora

280) HELENA VIEIRA, professora de dança, criadora, coreógrafa e intérprete

281) HELENITA SIPAHI, médica

282) HELID RAPHAEL DE CARVALHO, jornalista e cientista político/INESC

283) HELOÍSA BUARQUE DE ALMEIDA, antropóloga e professora da Universidade de São Paulo (DA / FFLCH / USP)

284) HELOÍSA FERNANDES, socióloga e professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (DS/FFLCH/USP)

285) HELOÍSA MARIA MENDONÇA DE MORAES, médica, pesquisadora e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPe)

286) HELOÍSA MATOS LINS, professora da Faculdade de Educação da Unicamp

287) HELOÍSA PEZZA CINTRÃO, professora da Universidade de São Paulo (DLM/FFLCH/USP)

288) HENRIQUE ZEFERINO DE MENEZES, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraíba (UFPB)

289) HOMERO FREITAS DE ANDRADE, professor da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

290) IEDA MARIA ALVES, professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

291) IGOR FELIPPE, jornalista

292) IGOR FUSER, professor da UFABC

293) IONE SALIN GONÇALVES, desembargadora aposentada do TRT 4. Região e advogada

294) IRAM JÁCOME RODRIGUES,  sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP)

295) IRIS KANTOR, professora de História da Universidade de São Paulo (DH / FFLCH / USP)

296) ISLANDIA M CARVALHO SOUZA, enfermeira, pesquisadora da Fiocruz

297) IVAN RODRIGUES MARTIN, professor de Literatura da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

298) JACOB CARLOS LIMA, professor titular de Sociologia da Universidade Federal de S.Carlo (UFSCar)

299) JACY AFONTO DE MELO, dirigente sindical bancário

300) JAIME CÉZAR COELHO, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

301) JAIME RODRIGUES, urbanista e historiador

302) JANE CRUZ PRATES, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS)

303) JANETE PRATES, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS)

304) JEAN TIBLE, cientista político e professor da Universidade de São Paulo (FFLCH / USP)

305) JEFERSON MIOLA, articulista e servidor público

306) JEFERSON ROSELO MOTA SALAZAR, urbanista e presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanista (FNA)

307) JHONATAN ALMADA, historiador, secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Maranhão

308) JOÃO ADOLFO HANSEN, professor de Literatura da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) e crítico literário

309) JOÃO DOS REIS SILVA JÚNIOR, professor livre docente da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

310) JOÃO FERES JÚNIOR¸professor do IESP e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UFRJ)

311) JOÃO HALLAK NETO, economista

312) JOÃO IGNACIO PIRES LUCAS, Cientista Político

313) JOÃO JOSÉ REIS, professor titular de História da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

314) JOÃO PAULO PIMENTA, historiador e professor da Universidade de São Paulo (USP)

315) JOÃO PEDRO STEDILE, coordenador nacional do Movimento dos Sem Terra (MST)

316) JOÃO RIBEIRO, advogado, compositor, poeta e professor universitário

317) JOÃO RICARDO WANDERLEY DORNELLES, advogado, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da PUC/RJ e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC / RJ)

318) JOÃO SICSÚ, economista e professor IE-UFRJ

319) JOÃO URBAN, fotógrafo

320) JOAQUIM ERNESTO PALHARES, advogado e jornalista

321) JOHN C. DAWSEY, antropólogo e professor da Universidade de São Paulo (DA / FFLCH / USP)

322) JONAS VASCONCELOS, PROFESSOR DA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA)

323) JORGE FÉLIX, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC / SP)

324) JORGE FOLENA, advogado

325) JORGE MATTOSO, professor da Universidade de Campinas ( IE/Unicamp)

326) JOSÉ  DARI KREIN, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE CAMPINAS (UNICAMP)

327) JOSÉ ALEXANDRE BUSO WEILLER, diretor geral do Complexo Saúde de Mauá (FUABC)

328) JOSÉ ARBEX JR, jornalista e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

329) JOSÉ CALIXTO K. COHON, mestre em Filosofia pela Universidade de São Paulo (DF/FFLCH/USP), músico e compositor

330) JOSÉ CARLOS DURAND, pesquisador e professor da Universidade de São Paulo (EACH/USP)

331) JOSÉ CARLOS RUY, jornalista e escritor

332) JOSÉ CASTILHO MARQUES NETO, professor da Universidade  Estadual Paulista (UNESP)

333) JOSÉ CELSO CARDOSO JR., doutor em economia (IE/Unicamp) e técnico de planejamento e pesquisa do IPEA

334) JOSÉ CLAUDINEI LOMBARTI, professor livre docente da Universidade de Campinas (FE/Unicmap)

335) JOSÉ CLÓVIS DE MEDEIROS LIMA, servidor público

336)  JOSÉ ELIAS DOS SANTOS FILHO, professor e pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

337) JOSÉ FRANCISCO QUIRINO DOS SANTOS, professor de antropologia da Universidade de São Paulo (DA / FFLCH / USP)

338) JOSÉ JEREMIAS DE OLIVEIRA FILHO, ex-presidente da ADUSP e professor da Universidade de São Paulo (FFLCH e IEE / USP)

339) JOSÉ LUIS DEL ROIO, ex-senador da república italiana

340) JOSÉ LUÍS FIORI, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

341) JOSÉ LUIS LULI DE PAIVA, mestre em políticas públicas

342) JOSÉ LUIZ VILA REAL GONÇALVES, professor de língua inglesa e tradução da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

343) JOSÉ NORONHA, médico sanitarista

344) JOSÉ PEREIRA DE QUEIROZ NETO, geógrafo e professor emérito da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

345) JOSÉ PEREIRA FILHO,

346) JOSÉ R. NOVAES CHIAPPIN, professor da Universidade de São Paulo (USP)

347) JOSÉ REINALDO,

348) JOSÉ RENATO DE CAMPOS ARAÚJO, sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP)

349) JOSÉ RICARDO GRILLO, empresário

350) JOSÉ ROBERTO FILIPPELLI, publicitário

351) JOSÉ SÉRGIO CARVALHO, professor de Filosofia da Educação da Universidade de São Paulo (USP)

352) JOSÉ VALDIR SPADACINI, IF/USP

353) JOSÉ VICENTE TAVARES DOS SANTOS, diretor do Instituto Latino Americano de Estudos Avançados da UFRGS

354) JOSÉ WILSON DA SILVA, capitão reformado do Exército, presidente da AMPLA e da AEPPP/RS

355) JULIANA PIMENTA, médico psiquiatra e membro da Equipe Clínico Política (Clínicas do Testemunho / RJ)

356) JÚLIO ASSIS SIMÕES, antropólogo e professor da Universidade de São Paulo (DA/FFLCH/USP)

357) JÚLIO CÉSAR SUZUKI, professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP)

358) JULIO CEZAR JORGE MARTINS, advogado e ex-vereador

359) JÚLIO PINHEIRO, professor e presidente do Sindicato dos Professores do Maranhão

360) JUNIA FERREIRA FURTADO, professora de História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

361) KARL SCHURSTER, professor da Universidade de Pernambuco (UFPe)

362) KEILA SILENE DE BRITO E SILVA, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPe)

363) KENARIK BOUJIKIAN, desembargadora do Tribunal de Justiça (TJ/SP)

364) LADISLAU DOWBOR, economista e professor

365) LAERTE IDAL SZNELWAR, médico, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP)

366) LAERTE, cartunista

367) LAURA CAPRIGLIONE, jornalista

368) LAURA CARVALHO, economista e professora da Universidade de São Paulo (FEA/USP)

369) LAURA TAVARES, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), FLACSO Brasil

370) LAURINDA PINTO, pedagoga

371) LAURINDO DIAS MINHOTO, professor da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

372) LAURINDO LEAL FILHO, jornalista e professor da Universidade de São Paulo (ECA/USP)

373) LAURO MATTEI, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

374) LAVÍNIA LOPES SALOMÃO MAGIOLINO, professora da Universidade de Campinas (Unicamp)

375) LÉA FRANCESCONI, geógrafa e professora da Universidade de São Paulo (DG/FFLCH/USP)

376) LEANDRO LAMANO FERREIRA, educador

377) LÉCIO MORAIS, economista e cientista político

378) LEDA PAULANI, economista e professora titular da Universidade de São Paulo (FEA/USP)

379) LEILA LEITE HERNANDEZ, professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

380) LENINA POMERANZ, economista, professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (FEA/USP)

381) LENIO STRECK, Professor da Unisinos e Unesa – Advogado

382) LENIRA MARIA FONSECA ALBUQUERQUE, servidora pública

383) LEON KOSSOVITCH, professor de Filosofia da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

384) LEONARDO BOFF, escritor

385) LEONARDO ROSA FURTADO, sociólogo

386) LEOPOLD NOSEK, psicanalista

387) LESLIE DENISE BELOQUE, economista e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC / SP)

388) LETÍCIA PINHEIRO, professora do IESP/UERJ

389) LIANA CARLEIAL, economista e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

390) LÍDIA LONI JESSE WOIDA, advogada

391) LÍGIA BELLINI, professora titular de História da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

392) LIGIA CHIAPPINI MORAES LEITE, professora titular da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

393) LIGIA GIOVANELLA, pesquisadora

394) LIGIA MARIA AVILA CHIARELLI, arquiteta e professora da UFPel

395) LILIA BLIMA SCHRAIBER, médica e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

396) LILIAN RIBEIRO, ADVOGADA

397) LILIANA SULZBACH, cientista política e realizadora audiovisual

398) LINCOLN SECCO, professor livre docente de História Contemporânea da Universidade de São Paulo (FFLCH / USP)

399) LINDBERG LIMA GONÇALVES, físico e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC)

400) LISETE ALERARO, professora titular da Universidade de São Paulo (FE / USP)

401) LIZIANE GUAZINA, professora da Universidade de Brasília (UnB)

402) LORENA HOLZMANN, pesquisadora e professora de Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

403) LOURIVAL BELÉM, médico psiquiatra e documentarista

404) LUCAS BAPTISTA DE OLIVEIRA, cientista político

405) LUCIA HELENA ISSA, jornalista e escritora

406) LUCIA NAEGELLI, geógrafa e professora do Colégio Pedro II

407) LUCIA SOUTO, médica sanitarista e CEBES (Centro Brasileiro de Estudos da Saúde)

408) LUCIA WATAGHIN, professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

409) LUCIA ZANIN SCHIMBO, arquiteta e professora dao IAU/USP

410) LUCIANA FACCHINETTI, professora da Rede Pública de São Paulo, pesquisadora associada do Diversitas USP

411) LUCIANO CESAR MORAIS E SILVA, recitalista e professor de violão e filosofia da educação na Unesp e na Uniesp

412) LUCIDIO BIANCHETTI, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

413) LÚCIO FLÁVIO RODRIGUES DE ALMEIDA, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUCSP)

414) LÚCIO HANAI VALERIANO VIANA¸doutorando em Sociologia Urbana pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

415) LUCIUS PROVASE, professor e crítico literário

416) LUÍS ALFREDO CUTRIM, professor de geografia

417) LUIS ANTONIO BITTAR VENTURI, pesquisador e professor Livre Docente da Universidade de São Paulo (DG/FFLCH/USP)

418) LUÍS CARLOS GUEDES PINTO, professor titular da Universidade de Campinas (Unicamp)

419) LUIS CARLOS SOARES, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF)

420) LUIS EUGENIO DE SOUZA, professor do Instituto de Saúde Coletiva (UFBA)

421) LUÍS FELIPE ALENCASTRO, historiador, professor da Fundação Getúlio Vargas e professor emérito da Sorbonne (Paris)

422) LUIS FELIPE MIGUEL, cientista político e professora da Universidade de Brasília (UnB)

423) LUIS H. L. RIBEIRO, geógrafo

424) LUIZ ALBERTO BARRETO LEITE SANZ, professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF)

425) LUIZ BERNARDO PERICÁS, professor da Universidade de São Paulo

426) LUIZ CARLOS BRESSER PEREIRA, economista, cientista político e ex-ministro da fazenda e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV / SP)

427) LUIZ CARLOS FREITAS, professor da Universidade de Campinas (FE/Unicamp)

428) LUIZ CARLOS FURTADO, analista de sistemas e diretor vice-presidente da Prodam/SP

429) LUIZ EDUARDO SIMÕES DE SOUZA, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

430) LUIZ FERNANDO DE PAULA, professor de Economia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

431) LUIZ GIBIER DE SOUZA, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFUF)

432) LUIZ GONZAGA BELLUZZO, economista e professor

433) LUIZ MARIANO CARVALHO, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

434) LUIZ MARQUES, professor da Universidade de Campinas (DH/IFCH/Unicamp)

435) LUIZ PEDRO, jornalista

436) LUIZ RECAMAN, urbanista e professor da Universidade de São Paulo (FAU / USP)

437) LUIZ RONCARI, professor sênior da Universidade de São Paulo (USP)

438) LUIZ TADEU RIGO, advogado

439) LUZIA ALVES DA SILVA, professora da rede estadual do Paraná, pesquisadora e técnica em assuntos educacionais da UNILA

440) MADALENA GUASCO PEIXOTO, doutora em educação, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino (CONTEE)

441) MAGDA BARROS BIAVASCHI, desembargadora aposentada e pesquisadora do CESIT/Unicamp

442) MAGRET ALTHUON,

443) MANOEL LUIZ GONÇALVES CORRÊA, professor da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

444) MARA REGINA MARTINS JACOMELI, professora Universidade de Campinas (FE/Unicamp)

445) MARCELLO MODESTO, professor da Universidade de São Paulo (FFLCH / USP)

446) MARCELO BRANDÃO CECCARELLI, sociólogo

447) MARCELO CATTONI , Faculdade de Direito da UFMG

448) MARCELO FERNANDES, economista e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

449) MARCELO MILAN, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

450) MARCELO RIDENTI, professor da Universidade de Campinas (Unicamp)

451) MARCIA CAMARGOS, jornalista e escritora

452) MARCIA DE PAULA LEITE, professora titular da Universidade de Campinas (Unicamp)

453) MARCIA JAIME, advogada e membro da Comissão de Justiça e Paz/SP

454) MARCIA REGINA F. DE BRITO, professora titular da Universidade de Campinas (FE/Unicamp)

455) MARCIA SANDY, escritora

456) MÁRCIA SANTOS DUARTE DE OLIVEIRA, professora da Universidade de São Paulo (DLCV / FFLCH / USP)

457) MARCIO AQUINO ALVES, professor da Fundação Getúlio Vargas/SP (FGV)

458) MARCIO DE SESSA, advogado, mestre em direito e professor

459) MARCIO SOTELO FELIPPE, jurista e ex-Procurador Geral do Estado de São Paulo

460) MARCO AURÉLIO GOMES, mestre em educação, professor do magistério superior da Universidade Federal do Tocantins

461) MARCO AURÉLIO JORGE, médico psiquiatra, psicanalista e professor/pesquisador da Fiocruz

462) MARCOS BARBOSA DE OLIVEIRA, professor da Universidade de São Paulo (USP)

463) MARCOS DANTAS, professor titular de Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

464) MARCOS EUGÊNIO DA SILVA, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (FEA/USP)

465) MARCOS SILVA, professor de História da Universidade de São Paulo (DA/FFLCH/USP)

466) MARDEN RAMALHO, radialista

467) Margareth Santos, professora de Literatura da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

468) MARIA ALICE VIEIRA, historiadora

469) MARIA AMÁLIA ANDERY, professora de psicologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

470) MARIA APARECIDA ALVES DA SILVA, doutora em educação pela Universidade Federal de Goiás (UFG)

471) MARIA ARLETE DUARTE DE ARAÚJO, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

472) MARIA ARMINDA DO NASCIMENTO ARRUDA, professora titular da Universidade de São Paulo (FFLCH / USP)

473) MARIA AUGUSTA DA COSTA VIEIRA, professora de Literatura da Universidade de São Paulo (DLM/FFLCH/USP)

474) MARIA AUGUSTA SALIN GONÇALVES, professora universitária aposentada

475) MARIA BEATRIZ BARRETO DO CARMO, professora da Universidade de São Paulo (USP)

476) MARIA BEATRIZ COSTA CARVALHO VANNUCHI, psicanalista

477) MARIA CARAMEZ CARLOTTO, socióloga e professora da Universidade Federal do ABC

478) MARIA CRISTINA PEREIRA LIMA, médica e professora da Universidade Estadual Paulista (FMB / Unesp)

479) MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES, economista

480) MARIA DA GRAÇA GARCIA ANDRADE, médica e professora da Universidade de Campinas (FCM / Unicamp)

481) MARIA DE ARAÚJO NOEMI, psicanalista

482) MARIA DE FÁTIMA BUBI FISCHER, psicóloga e professora universitária

483) MARIA DE LOURDES ROLLEMBERG MOLLO, professora de economia da Universidade de Brasília (UnB)

484) MARIA DE LOURDES ZANOLI, mestre em Linguística pela Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

485) MARIA ELISA SIQUEIRA SILVA, professora de Climatologia da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

486) MARIA HELENA FESSEL CALDAS, historiadora e consultora cultural

487) MARIA HELENA LEITE HUNZIKER, professora da Universidade de São Paulo (IP/USP)

488) MARIA HELENA PEREIRA TOLEDO MACHADO, historiadora de professora da Universidade de São Paulo (DH / FFLCH / USP)

489) MARIA INÊS NASSIF, jornalista

490) MARIA LIGIA COELHO PRADO, historiadora e professora da Universidade de São Paulo (DH/FFLCH/USP)

491) MARIA LUCIA MELLO OLIVEIRA CACCIOLA, professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

492) MARIA LUCIA MONTES, ANTROPÓLOGA E PROFESSORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (DA/FFLCH/USP)

493) MARIA LUIZA DE CARVALHO ARMANDO, pesquisadora e professora aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

494) MARIA LUIZA FALCÃO, economista e professora

495) MARIA LUIZA FLORES DA CUNHA BIERRENBACH, advogada, membro da Comissão Justiça e Paz / SP

496) MARIA LUIZA FRANCO BUSSE, jornalista

497) MARIA MÁRCIA DOS SANTOS LEPORACE, socióloga

498) MARIA PAULA ARAÚJO, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

499) MARIA RITA ANDRADE, socióloga

500) MARIA RITA DE FARIA, analista de Tecnologia da Informação

501) MARIA RITA GARCIA LOUREIRO DURAND, socióloga e professora da FGV/SP

502) MARIA VICTÓRIA BENEVIDES, socióloga e professora titular da Universidade de São Paulo (FE / USP)

503) MARIA ZULMA M. KULIKOWSKI, professora da Universidade de São Paulo (USP)

504) MARIANA JANSEN FERREIRA, economista e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

505) MARIANA MAZZINI, advogada, feminista e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental

506) MARIÂNGELA PINTO DA FONSECA WECHSLER, escritora

507) MARIANO FRANCISCO LAPLANE, economista e professor da Universidade de Campinas ( IE/Unicamp)

508) MARILENA CHAUI¸ professora titular da Universidade de São Paulo (DF/FFLCH/USP)

509) MARÍLIA CAMPOS, deputada estadual do estado de Minas Gerais

510) MARÍLIA MONTENEGRO, Professora de Direito Penal da UNICAP e UFPE

511) MARILIA VERISSIMO VERONESE, psicóloga social, pesquisadora e professora universitária

512) MARINA GANZAROLLI, advogada, feminista e mestre em Sociologia Jurídica pela Universidade de São Paulo (FD / USP)

513) MÁRIO AQUINO ALVES, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP)

514) MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND, jornalista

515) MARIO DUAYER, professor visitante da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

516) MARIZE MUNIZ,

517) MARKO LOPARIC, matemático

518) MARLISE MATOS, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

519) MARTA FERREIRA SANTOS FARAH, socióloga e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP)

520) MARTA INEZ MEDEIROS MARQUES, geógrafa e professora da Universidade de São Paulo (USP)

521) MARTA MARIA CHAGAS DE CARVALHO, pesquisadora e professora da Universidade de São Paulo (FE/USP)

522) MARTHA VIANNA, ceramista

523) MARTONIO MONT’ALVERNE BARRETO LIMA, jurista e professor titular da Universidade de Fortaleza

524) MARY ANNE JUNQUEIRA, historiadora e professora da Universidade de São Paulo (DH/FFLCH/USP)

525) MATEUS CAPELO,

526) MATHEUS FELIPE DE CASTRO, advogado, jurista, professor da UNOESC e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

527) MAURI CRUZ, dirigente do CAMP (Centro de Assessoria Multiprofissional) e ABONG/RS

528) MAURÍCIO CARDOSO, professor de História da Universidade de São Paulo (DH / FFLCH / USP)

529) MAURO BELLESA, jornalista

530) MAYRA JURUÁ GOMES DE OLIVEIRA, economista

531) MAYSE FARHI, professora do IE/Unicamp

532) MICHAEL FREITAS MOHALLEM, advogado e professor da FGV Direito Rio

533) MIGUEL MATTEO, doutor em economia

534) MILTON HATOUM, escritor

535) MIRIAN LIANE MEALHO, advogada

536) MIRMILA ALVES MUSSE, psicanalista e especialista em políticas públicas de saúde

537) MOISÉS RODRIGUEZ DA SILVA JÚNIOR, psicanalista

538) MÓNICA ARROYO, professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

539) MÔNICA HEREK, administradora e professora UNESPAR/Paranavaí-PR

540) MONICA HIRST, historiadora e professora da Universidad Nacional de Quilmes, Argentina

541) NAIR BENEDICTO, fotógrafa

542) NAIR YUMIKO KOBASHI, professora da Universidade de São Paulo (ECA/USP)

543) NAJLA PASSOS, jornalista e professora de jornalismo

544) NATÁLIA AZEVEDO, jornalista e editora do portal da CTB

545) NEIDE T. MAIA GONZÁLEZ, professora sênior da Universidade de São paulo (DLM/FFLCH/USP)

546) NEREIDE SAVIANI, professora, educadora e diretora da Fundação Maurício Grabois

547) NEUZA CORTES DE OLIVEIRA, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM)

548) NEY EDUARDO POSSAPP D’AVILA, mestre em História

549) NIEMEYER ALMEIDA FILHO, professor da UFU e presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política

550) NILTON PINHO DE BEM, professor da FCE da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

551) OCIMAR MUNHOZ ALAVARSE, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP)

552) OCTAVIO A. C. CONCEIÇÃO, economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

553) OLIVAL FREIRE, historiador, pró-Reitor de Pesquisa, Criação e Inovação da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

554) OSCAR JOSÉ PLENTZ NETO, advogado, diretor da Federação Nacional dos Advogados e do Sindicato dos Advogados do Rio Grande do Sul

555) OSVALDO BERTOLINO, escritor e jornalista

556) OTAVIANO HELENE, professor titular da Universidade de São Paulo (IF/USP)

557) PABLO SCHWARTZ, professor da Universidade de São Paulo (DLCV/FFLCH/USP)

558) PATRÍCIA SAMPAIO TAVARES VERAS, pesquisadora da Fiocruz (BA)

559) PAUL SINGER¸ economista e professor da Universidade de São Paulo (USP)

560) PAULA MARCELINO, professora da Universidade de São Paulo (USP)

561) PAULO CAPEL NARVAI, professor da Universidade de São Paulo (FSP / USP)

562) PAULO DE TARSO FERNANDES DE SOUZA, ADVOGADO

563) PAULO HENRIQUE FERNANDES SILVEIRA, professor da Universidade de São Paulo (FE / USP)

564) PAULO HENRIQUE FURTADO DE ARAÚJO, economista e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF)

565) PAULO HENRIQUE MARTINEZ, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp)

566) PAULO JOSÉ PEREIRA, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

567) PAULO OLIVEIRA, professor da Universidade de Campinas e membro da Adunicamp

568) PAULO PERETTI TORELLY, advogado

569) PAULO ROBERTO D. FRANQUEIRA, jornalista, membro do Conselho Estadual das Cidades, diretor da FEGAM/RS

570) PAULO SERGIO PINHEIRO, ex-ministro da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Brasil

571) PAULO SILVEIRA, professor de sociologia da FFLCH/USP

572) PAULO TEDESCO, escritor e consultor editorial – Associação Gaúcha de escritores

573) PAULO VISENTINI, coordenador do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (UFRGS)

574) PAULO VISENTINI, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

575) PEDRO FASSONI ARRUDA, cientista político e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

576) PEDRO PAULO ZAHLUTH BASTOS, economista e professor livre docente da Universidade de Campinas (IE / Unicamp)

577) PEDRO ROBERTO JACOBI, professor titular da Universidade de São Paulo (USP)

578) PEDRO ROSSI, economista e professor da Universidade de Campinas (IE / Unicamp)

579) PRISCILA  FIGUEIREDO, professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

580) PRISCILA FERNANDA GONÇALVES CARDOSO, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

581)  RADUAN NASSAR, escritor

582) RAFAEL ARAÚJO, professor da UniLassale

583) RAFAEL DE PAULA AGUIAR ARAÚJO, sociólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

584) RAFAEL FIGUEIREDO, cineasta

585) RAIANE PATRÍCIA SEVERINO ASSUMPÇÃO, socióloga e professora da UNIFESP/BS

586) RAMÓN GARCIA FERNANDES, economista e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC)

587) RAQUEL PAESE, advogada

588) RAQUEL ROLNIK, urbanista e professora da Universidade de São Paulo (FAU/USP)

589) RAQUEL STRADA NOSEK, psicanalista

590) RAQUEL WEISS, socióloga e professora da Universidade Federal do Rio G. do Sul (UFRGS)

591) RAUL CARRION, historiador e presidente da seção RS da Fundação Maurício Grabois

592) REGINA ALFARANO, professora aposentada da Universidade de São Paulo; professora da Universidade de Nova York

593) REGINA DALCASTAGNÈ, pesquisadora e professora titular de Literatura da Universidade de Brasília (UnB)

594) RÉGINA GALENO, educadora

595) REGINA ZAPPA, jornalista

596) REGINALDO C. CORRÊA DE MORAES, sociólogo e professor

597) REGINALDO NASSER, sociólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

598) REGINETE SOUZA BISPO, socióloga e coordenadora da Akanni (Instituto de Pesquisa e Assessoria em Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnias)

599) RENAN QUINALHA, advogado, ativista de direitos humanos, pesquisador visitante da Brown Univerty, mestre e doutorando em Direito pela Universidade de São Paulo (FD/USP)

600) RENATA GONÇALVES, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

601) RENATO BALBIM, geógrafo, pesquisador do IPEA

602) RENATO DA SILVA QUEIROZ, antropólogo, Diversitas-USP

603) RENATO ORTIZ, professor de sociologia da Universidade de Campinas (Unicamp)

604) RENILDO SOUZA, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

605) RICARDO GEBRIM, advogado, Consulta Popular

606) RICARDO GUTERMAN, sociólogo

607) RICARDO KOBAYASKI, ativista de direitos humanos

608) RICARDO MUSSE, sociólogo e professor livre docente da Universidade de São Paulo (DS / FFLCH / USP)

609) RICARDO RAMOS FILHO, escritor, produtor cultural e vice-presidente da União Brasileira de Escritores

610) RICARDO TEIXEIRA, médico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM / USP)

611) RITA CHAVES, professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

612) RITA DE LOURDES DE LIMA, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

613) RÓBERT ITURRIET AVILA, economista, pesquisador e professor

614) ROBERTA BARNI, professora da Universidade de São Paulo (DLM/FFLCH/USP)

615) ROBERTO ALVES BRANCO, psicólogo e professor do Centro de Ciência e Tecnologia do Comportamento

616) ROBERTO AMARAL, jornalista, político e professor da PUC/RJ

617) ROBERTO GERVITZ, cineasta

618) ROBERTO SATURNINO BRAGA, ex-senador da República

619) ROBERTO SERACINSKIS, economista, mestre e doutorando em Adm. Pública e Governo (FGV/SP)

620) RODRIGO ALVES TEIXEIRA, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

621) RODRIGO ORAIR, pesquisador do IPEA

622) RODRIGO SÉRVULO DA CUNHA, advogado

623) RODRIGO VIANNA, historiador e jornalista

624) ROGÉRIO DE ALMEIDA, professor da Universidade de São Paulo (FE/USP)

625) ROGÉRIO TOMAZ JR., jornalista

626) ROMEU TEMPORAL, economista

627) RONALDO HERRLEIN JR., economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

628) ROSA CHIESA, economista e professora da Universidade Federal do Rio G. do Sul (UFRGS)

629) ROSA FREIRE DÀGUIAR, jornalista e tradutora

630) ROSA MARIA MARQUES, economista e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

631) ROSÂNIA MARIA DE RESENDE¸ professora da CEFET

632) ROSE SATIKO GITIRANA HIKIJI, antropóloga e professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

633) ROSEMARY SEGURADO, professora da PUC/SP e da FESP

634) ROSSANA ROCHA REIS, professora da Universidade de São Paulo

635) RUBEM ARAÚJO, médico neurologista

636) RUBEM MURILO LEÃO RÊGO, sociólogo e professor titular da Universidade de Campinas (IFCH/Unicamp)

637) RUBENS ARAÚJO MENEZES DE SOUZA FILHO, historiador e professor da FATEC de São Roque (Centro Paula Souza – São Paulo)

638) RUBENS DINIZ, mestre em relações internacionais e integração regional

639) RUBENS MACHADO JR, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (ECA/USP)

640) RUBENS PINTO LYRA, jurista e professor de Direito na Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

641) RUBENS R. SAWAYA, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP)

642) RUDI LAGEMANN, cineasta

643) RUDINEI TONETO JUNIOR, professor titular da FEARP/USP

644) RÚRION MELO, professor da Universidade de São Paulo (DCP/FFLCH/USP)

645) RUTH HELENA DWECK, professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminente (UFF)

646) RUY FAUSTO, professor emérito da Universidade de São Paulo

647) SABRINA GONÇALVES FIORI, psicóloga

648) SADI DAL ROSSO, diretor do Instituto de Estudos Sociais da UnB

649) SALOMÃO BARROS XIMENES, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC)

650) SÁLVIO DINO, advogado

651) SAMUEL ALVES SOARES, professor de RI da Universidade Estadual Paulista (Unesp)

652) SAMUEL GOLDENBERG, cientista

653) SAULO RODRIGO BASTOS VELASCO, professor de História, Filosofia, Sociologia e Ciência Política

654) SÁVIO BONES, jornalista

655) SCARTETT MARTON, filósofa e professora titular da Universidade de São Paulo (DF/FFLCH/USP)

656) SEBASTIÃO VELASCO E CRUZ, sociólogo e professor da Universidade de Campinas (IFCH / Unicamp)

657) SELMA ROCHA,

658) SÉRGIO AGUSTIN, PPGDIR Universidade de Caxias do Sul (UCS)

659) SÉRGIO ANTÔNIO DA SILVA LEITE, professor titular da Universidade de Campinas (Unicamp)

660) SÉRGIO GORENDER, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Univ. Federal do Sul da Bahia

661) SERGIO MARTINS DE MACEDO, advogado

662) SERGIO MICELI, sociólogo e professor titular da Universidade de São Paulo (DS/FFLCH/USP)

663) SÉRGIO SISTER, ARTISTA PLÁSTICO

664) SHEILA VIEIRA DE CAMARGO GRILLO, professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (DLCV/FFLCH/USP)

665) SILVIA ARAÚJO, socióloga e professora da Universidade Federal do Paraná

666) SÍLVIA FAUSTINO DE ASSIS SAES, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

667) SILVIA HELENA ZANIRATO, professora da Universidade de São Paulo (ECA / USP)

668) SILVIA ZIONI, professora da Universidade Federal do ABC (UFABC)

669) SILVIO CACCIA BAVA, sociólogo

670) SILVIO DWORECKI, artista visual e professor livre docente da Universidade de São Paulo (FAU/USP)

671) SILVIO GUIDO FIORAVANTI JARDIM, advogado

672) SONIA FLEURY, cientista política

673) SÔNIA IRENE SILVA DO CARMO, professora universitária

674) SÔNIA MARIA COSTA, médica

675) SUELY ARRUDA VIDAL, médica do Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (IMIP)

676) SUZANA GUERRA ALBORNOZ, PROFESSORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)

677) SYLVIA CAIUBY NOVAES, antropóloga e professora titular da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

678) SYLVIA GEMIGNANI GARCIA, socióloga e professora da Universidade de São Paulo (DS/FFLCH/USP)

679) TAIS RAMOS, advogada e professora de ciência política

680) TARSO DE MELO, advogado, escritor e professor universitário

681) TARSO GENRO, ex-governador do Rio Grande do Sul

682) TATIANA REIDEL, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

683) TELMA MARIA GONÇALVES MENICUCCI, cientista política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

684) TEODORO ISNARD RIBEIRO DE ALMEIDA, professor da Universidade de São Paulo (IG / USP)

685) TERCIO REDONDO, professor da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

686) TERRA FRIEDRICH BUDINI, professora de RI da Pontifícia Universidade Católica (PUCSP)

687) TESSA MOURA LACERDA, professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

688) THELMA LESSA DA FONSECA, professora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)

689) THELMA LIMA DA CUNHA MARREIRO, professora do IFAM

690) THEOTONIO DOS SANTOS, pesquisador sênior da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

691) THIAGO BARISON, advogado, diretor do SASP e professor da FDSBC

692) TIAGO MARTINELLI, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

693) TULIO MARIANTE, designer

694) TULLO VIGEVANI, professor da Universidade  Estadual Paulista (UNESP)

695) VAGNER GONÇALVES DA SILVA¸ antropólogo e professor da Universidade de São Paulo (DA/FFLCH/USP)

696) VALDIZAR PINTO DO CARMO, jornalista

697)  VALERIA DE MARCO, professora de Literatura da Universidade de São Paulo (DLM/FFLCH/USP)

698) VALERIA DE MARCOS, professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (DG/FFLCH/USP)

699) VALÉRIA GIL CONDÉ, professora da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

700) VANDA SOUTO, doutoranda em ciências sociais na Universidade Estadual Paulista (Unesp)

701) VANESSA PETRELLI CORRÊA¸professora titular do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia

702) VERA LÍGIA COSTA WESTIN, socióloga e pesquisadora da Fundação João Pinheiro

703) VERA PAIVA, psicóloga e professora da Universidade de São Paulo (IP / USP)

704) VERA REGINA J. R. M. FONSECA, médica psiquiatra e psicanalista

705) VERA SOARES, professora universitária

706) VERA TELLES, PROFESSORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (FFLCH/USP)

707) VERA VITAL BRASIL, psicanalista

708) VICENTE TREVAS, sociólogo

709) VIMA LIA DE ROSSI MARTIN, professora de Literatura da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

710) VITOR MARCHETTI, cientista político e professor da Universidade Federal do ABC

711) VIVIANA BOSI, critica literária e professora da Universidade de São Paulo (DTLLC/FFLCH/USP)

712) VIVIANE VERAS, professora da Universidade de Campinas (Unicamp)

713) WAGNER COSTA RIBEIRO, professor titular da Universidade de São Paulo (DG/FFLCH/USP)

714) WAGNER NABUCO, jornalista e editor

715) WALDIR QUADROS, economista e professor da Facamp

716) WALNICE NOGUEIRA GALVÃO, professora titular da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

717) WALQUÍRIA LEÃO RÊGO, socióloga e professora titular da Universidade de Campinas (IFCH / Unicamp)

718) WALTER CARLOS COSTA, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal do Ceará

719) WALTER SORRENTINO, médico e diretor da União Brasileira de Escritores (UBE)

720) WANDA MALDONADO, socióloga

721) WEBER SUTTI, urbanista

722) WILLIAN ANTONIO BORGES, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ (UEM)

723) WILLIAN HIGA, engenheiro

724) WILSON CANO, professor da Universidade de Campinas

725) WOFGANG LEO MAAR, professor da Universidade Federal de São Paulo (UFSCar)

726) ZÉLIA PROFETA, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

727) ZENIR CAMPOS REIS, professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)

728) ZILDA COSME FERREIRA, jornalista

729) ZILMA BORGES DE SOUZA, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP)

Entidades:

LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE

INESC (INSTITUTO DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS)

CONAM (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES)

UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES

FONTE: http://www.forum21.org.br/2016/03/15/manifesto-de-intelectuais-afronta-a-falsa-unanimidade-golpista/

Sérgio Moro: o que aconteceria com ele nos EUA?

moro

Os ânimos estão bastante exaltados entre os que querem a saída e os que querem a permanência da presidente Dilma Rousseff no cargo de presidente do Brasil. Como já explicitei aqui várias vezes, não apoio o governo de coalizão que ela comanda há quase 6 anos. Acho-o tecnicamente fraco e antipopular.

Esse preâmbulo, desnecessário para quem me conhece melhor e se dá o trabalho de ouvir o  que venha dizendo e escrevendo nos últimos 14 anos, é necessário neste momento em que a manipulação da mídia corporativa tende a obscurecer o fato de que a realidade não é tão preto e branca como se pinta.

Agora, vamos ao que interessa. Toda a celeuma que corre o Brasil neste momento decorre da liberação “via expressa” de conversas grampeadas, algumas ilegalmente, entre o ex-presidente Lula (e hoje ministro da Casa Civil) e várias autoridades, inclusive a presidente Dilma. Esse vazamento é inconstitucional, tal como a realização da própria gravação que ocorreu sem amparo de mandado judicial.

Não fosse isso grave o suficiente, o juiz Sérgio Moro e seus aliados na Polícia Federal disponibilizaram, ao contrário do que determinam as leis vigentes, a gravação dessas conversas para a mídia corporativa (a começar pelas Organizações Globo).

Bom, como muitos os que querem tirar Dilma Rousseff do poder vêem os Estados Unidos da América (EUA) como seu Nirvana existencial, é preciso ver o que ocorreria ao juiz Sérgio Moro se o gravado ilegalmente fosse o presidente Barack Obama. Eu que conheço minimamente os EUA, onde vivi quase 7 anos, e quando pude frequentar alguns corredores do poder em Washington, D.C., não hesito em dizer que Sérgio Moro, se fosse um juiz de primeira instância e fizesse lá o que fez aqui, estaria preso e incomunicável em alguma prisão federal.

É que, independente de quem seja o presidente, os estadunidenses tratam o cargo de presidente como algo que precisa ser protegido e não vilipendiado como está sendo no Brasil neste momento.  O risco de se enfraquecerem as garantias institucionais que cercam  o cargo de presidente é muito alto para se deixar nas mãos de qualquer um a possibilidade de partir para o tudo ou nada, sejam quais forem os motivos.

Agora, vamos ver quais serão as respostas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) que foram igualmente jogados na sarjeta pela ação de Sérgio Moro. E sim, há que se ver como se comportará o novo ministro da Justiça em relação à própria Polícia Federal que está envolvida até o pescoço nesse rolo todo. Deixar de tomar alguma ação contra os agentes envolvidos nessa ação desastrada seria péssimo para a nossa frágil democracia.

Lula vira ministro, Aécio vira pária: as duas faces da agonia da Nova República

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As últimas semanas tem sido para lá de movimentadas no Brasil, e tudo indicava que o governo de Dilma Rousseff iria se esvair rapidamente para total alegria de Aécio Neves, o tucano inconformado. Agora,  várias delações depois, vemos a volta do ex-presidente Lula ao centro das decisões políticas e o deslocamento de Aécio Neves para a condição de pária da política nacional, após ser implodido sem dó nem pena pela delação do ainda senador Delcídio do Amaral.

Mas antes que alguém pense que esta será uma postagem celebrativa contra o golpe midiático-judiciário que galopava no horizonte, engana-se. Nunca votei em Dilma Rousseff e acho seu governo simplesmente péssimo para os setores mais pobres da nossa população, enquanto é generoso ao extremo com os banqueiros. Além disso, Dilma Rousseff conseguiu ser pior até que Fernando Collor na questão da reforma agrária, e a sua omissão frente ao massacre contra as comunidades indígenas é algo que deveria envergonhar a todos os que ainda apoiam este governo de forma sincera.

Agora, convenhamos, que chega a ser engraçado a histeria que está se fazendo em torno da nomeação de Lula para o ministério de Dilma Rousseff.  É que além de não livrar Lula de qualquer tipo de processo que se forme por causa da Lava Jato, agora vamos ver o que será feito para virar a situação econômica vigente no Brasil, de modo a que haja espaço para uma reacomodação conservadora das forças políticas que acabam de ser estraçalhadas pela soma das delações que foram feitas em Curitiba e Brasília.

O mais importante é notar que o que estamos vendo ruir sob nossos narizes é a ordem política engendrada ao final do regime militar de 1964, e que teve uma sobrevida mais de uma década por causa da capacidade pessoal de Lula de arregimentar acordos (muitos deles espúrios) e de convencer a maioria da população que estávamos melhorando a ordem social vigente.

Como em outros capítulos de crise no Brasil é provável que a principal tarefa que Lula esteja se dando é costurar uma saída que evite o colapso total das estruturas políticas da qual ele e o PT se tornaram os principais fiadores até que se consiga restabelecer a ordem. Se ele vai conseguir ou não, os próximos capítulos desta crise vão mostrar. Agora duas coisas são certas: a Nova República não tem mais salvação, e Aécio Neves agora será visto como o que sempre foi, qual seja, um falso moralista relegado à condição de pária da política nacional. O mais irônico é que lá no reino de Hades da política nacional ele se encontre com seus amigos Delcídio do Amaral e Aloízio Mercadante. 

Voz da Alemanha e os protestos sob o olhar do morro

pavao

Mais uma vez,  um órgão da imprensa internacional dá um show na mídia corporativa brasileira ao apresentar a visão de quem não foi ao protesto de domingo no Rio de Janeiro. E a visão que surge não é aquela que a elite branca gosta de pintar de pobres alienados que preferem ficar no bar bebendo cachaça em vez de procurar um futuro melhor.

Essa reportagem da Deutsche Welle (Voz da Alemanha) deveria ser lida não apenas por pessoas como eu que não apoiam nem o protesto, nem o governo Dilma. Essa reportagem deveria ser lida, principalmente, por aqueles que ainda querem salvar o governo Dilma, já que as críticas apresentadas pelos moradores da Pavão-Pavãozinho parecem refletir exatamente o sentimento daquela porção da população que deu o segundo mandato a Dilma Rousseff, apenas para verem instaladas políticas claramente neoliberais e antipopulares.

E lapidar é a frase de um porteiro sobre as manifestações de domingo: “todos os ricos foram”.  Minha síntese sobre essa declaração: melhor os ricos prestarem bem atenção no que estão desejando!

Do alto do morro, outra visão dos protestos

Moradores de comunidade em Copacabana não escondem ponta de decepção com governo e medo da atual crise. Mas ainda são poucos os que veem motivo para descer e se juntar às manifestações contra Dilma.

Vista da comunidade Pavão-Pavãozinho: crise política divide a comunidade de cerca de 20 mil pessoas

Apenas 500 metros separam a rua Saint Roman, principal acesso à comunidade do Pavão-Pavãozinho, da praia de Copacabana. Mas, mesmo diante de um futuro de incertezas, foi lá do alto do morro, de onde se tem uma vista privilegiada do mar, que a maioria dos moradores acompanhou a manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff no último domingo (13/03).

A crise política divide a comunidade de cerca de 20 mil pessoas na zona sul do Rio de Janeiro. Nos bares, frequentadores fazem questão de acompanhar pela TV as últimas notícias. E ainda que o assunto seja recorrente nas rodas de conversa em escadarias e vielas, poucos viram motivo para descer e se juntar aos manifestantes. Entre as razões, a crença de que a corrupção é maior do que o Partido dos Trabalhadores (PT) e os governos de Dilma, e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

A comunidade foi pacificada em 2009, mas ainda sofre com as obras incompletas prometidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2008. O destino dos 43 milhões de reais previstos em obras, os moradores desconhecem. Por ali, ainda faltam investimentos em mobilidade e serviços básicos, como saneamento e rede de energia elétrica.

Cátia F., que tem um pequeno comércio na favela Cantagalo não quis participar dos protestos

Mas, apesar de uma ponta de ressentimento com o governo federal, gente como a operadora de caixa Maria de Lurdes Silva, de 44 anos, acredita que os problemas do Pavão-Pavãozinho e do Brasil são fruto de uma corrupção que assola o país bem antes da chegada do PT ao poder, em 2002. No domingo, ela preferiu ficar em casa. E garante que a maioria dos vizinhos também. Para ela, as manifestações são “uma burrice sem tamanho”.

“Vão tirar a Dilma e colocar quem no lugar? Ela está sendo usada como bode expiatório. Todo mundo rouba no Brasil, e até acho que o Lula tenha roubado também. Quem não? Mas o governo dele melhorou a vida dos pobres. Quando o Fernando Henrique governou, roubou também. O problema foi causado porque o Lula não conseguiu colocar rédeas na roubalheira”, argumenta Maria de Lurdes.

“Todos têm as mãos sujas”

Os laços do Pavão-Pavãozinho com a política são antigos. Na década de 1960, enquanto havia uma política de remoção em outras favelas da zona sul, empreendida pelo então governador Carlos Lacerda, a comunidade ganhou suas primeiras obras de urbanização, com melhorias nas escadarias e no abastecimento de água. Em 1984, no primeiro mandato de Leonel Brizola no governo do estado do Rio de Janeiro (1983-1987), foram realizadas algumas obras de urbanização, como a implantação de um plano inclinado no Pavão-Pavãozinho.

Moradores como o motorista Carlos Alberto da Silva, de 52 anos, lembram bem disso. Desempregado, ele faz bicos vendendo chinelos para sobreviver, se diz descontente com a corrupção, mas acredita que destituir a presidente não é solução para a crise.

“Eu preferi ir à igreja no domingo. Aqui todo mundo sempre votou no Brizola, ele vinha aqui e passava o dia, sentava, conversava com todos no bar. Depois, votamos no PT. Eu votei na Dilma e estou muito decepcionado, mas ela foi eleita e tem de terminar o trabalho. A vida mudou nos últimos anos para melhor, apesar de eu estar desempregado há seis meses. Se a Dilma e o Lula roubaram, terão de pagar pelos erros”, avalia.

O porteiro Jacinto e sua família preferiram ficar em casa

Em 2012, um estudo socioeconômico de 16 comunidades pacificadas do Rio feito pela Firjan indicava que o Pavão-Pavãozinho tinha a maior renda per capita (755 reais) e a segunda menor taxa de desemprego (5%). Mas, apesar de ter quatro escolas municipais e uma creche, registrava, ainda, a terceira pior escolaridade média entre pessoas com 25 anos ou mais –apenas 5,9 anos de estudo.

“Se você tem a tal da elite branca que faz o protesto, você ainda permite o governo sustentar essa narrativa de que o protesto é choro de perdedor. Isso está ficando cada vez menos sustentável. Você já tem, inclusive em classes com menos dinheiro e educação, algum nível de consenso pela responsabilidade da presidente e do partido dela pela crise”, opina o cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Mackenzie.

E quem tem medo de que a crise piore ainda mais, achou melhor ficar longe dos protestos, como Cátia Maria Marcelino, de 33 anos. Dona de uma loja de roupas e acessórios num beco da comunidade, ela se diz preocupada com a queda no movimento e teme um retrocesso econômico ainda maior. Segundo ela, derrubar a presidente sem alternativas concretas é “absurdo e perigoso”.

“O problema é que todos os partidos têm as mãos sujas. O que precisam fazer é continuar investigando e punir quem rouba. Se tirar a Dilma, entra o vice dela, que é corrupto. Se não for ele, tem o [presidente da Câmara] Eduardo Cunha, que é corrupto. Sobra quem? O PSDB e o PMDB, que também estão cheios de suspeitas? Esses dois aí só pensam em ajudar os ricos. Tenho a sensação de que estamos andando para trás”, lamenta Cátia.

“Todos os ricos foram”

Opinião semelhante tem o porteiro Manuel, de 40 anos. Morador do alto do morro, ele trabalha num edifício à beira-mar. Ele estava trabalhando no domingo, mas garante que, mesmo se tivesse tempo, não iria para as ruas porque “só havia ricos protestando”.

“Eu via no prédio onde trabalho. Todos os ricos foram. E rico não gosta do PT e de pobre. Rico só gosta do trabalho dos pobres. Não podemos confiar em quem defende os ricos. Votei no Lula, na Dilma e, se ele se candidatar em 2018, voto nele de novo. Pelo menos, eles pensam na gente. Dilma foi eleita e tem que ficar. Só não sei se ela vai ter força, esse negócio está muito embaraçado”, opina Manoel, pedindo para não ter o sobrenome revelado.

Milhares de manifestantes protestaram neste domingo em Copacabana

Segundo o cientista político Valeriano Costa, pesquisador da Unicamp, o não comparecimento das classes sociais mais baixas aos protestos se explica. Além da desconfiança quanto ao que está sendo discutido, o discurso dos organizadores não é dirigido aos interesses e preocupações dessa camada da população.

“Por exatamente serem pessoas que têm questões básicas de sobrevivência, elas têm, primeiro, um medo muito grande de perder o que ganharam. Não é sobre questões sociais e políticas públicas que está se falando nas manifestações, mas sobre um tema que toca diretamente uma classe média que, na verdade, se considera a grande vítima do Estado, do imposto de renda alto, das políticas sociais pesadas”, observa.

Para Jacinto Pedro da Costa, de 42 anos, protestar não adianta nada. Ele votou no PT nas últimas eleições e, decepcionado, diz que não pretende repetir a escolha. Nascido e criado no Pavão-Pavãozinho, ele se diz apartidário e promete pesquisar muito bem antes de decidir em quem votar no futuro. Mas, ele acredita ser injusto atribuir somente ao PT os problemas do país. E arrisca: se outros partidos fossem melhores, trabalhariam juntos por uma reforma política.

“Existem empresários ricos que não querem só derrubar a Dilma, mas querem acabar com o PT. Não é justo, mesmo que tenham cometido erros. Por causa do PT consegui abrir minha primeira conta em banco, consegui crédito para comprar as coisas e colocar mais comida dentro de casa. A corrupção fez os poderosos de todos os partidos se misturarem”, queixa-se Costa, porteiro de um edifício na vizinhança.

FONTE: http://www.dw.com/pt/do-alto-do-morro-outra-vis%C3%A3o-dos-protestos/a-19116649

PT: é o bode fedorento na sala de estar da política brasileira

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Acompanhando com alguma atenção as análises feitas no “day after” dos “coxinhatos” pelo Brasil afora, vejo ainda alguns analistas e políticos sem mandato se refastelando com o que eles percebem ser a colocação do Partido dos Trabalhadores (PT) como o símbolo da corrupção no Brasil. Alguns mais afoitos, como o “expert” e suposto filósofo Luiz Fernando Pondé, o colunista favorito das noites da Rede Globo, equipara o PT a uma seita que estaria em um anticlímax apocalíptico rumo ao seu juízo final.

Eu diria que nem tanto ao céu, nem tanto à terra. É que mesmo se provadas as principais acusações sendo feitas no âmbito da Operação Lava Jato, o PT não é nem de perto o partido que possua mais políticos barrados pelos variados tipos de crimes na constelação partidária brasileira (ver gráfico abaixo).

partidos

Aliás, o PSDB tem bem mais gente enrolada neste momento, a começar pelo governador do Paraná, Beto Richa. MAs depois ainda temos PMDB, PP, PR, PSB, PTB e PSD com mais candidatos barrados. Como outros tantos devem ter passado pelo crivo dos tribunais, não há porque se imaginar que os partidos com mais candidatos barrados sejam que tenham detentores de cargos de caráter mais ilibado. 

Mas vá lá, que o mundo dos contos de fadas malvadas que foi criado pela mídia corporativa se transforme em realidade, a retirada de Dilma Rousseff e do PT do controle do governo federal longe de resolver a crise poderá significar um aumento inédito na instalabilidade política no Brasil.

É que usando outra metáfora zoológica, o PT se transformou numa espécie de bode na sala de estar da política brasileira. Se tem alguém que acha que ao retirá-lo de cena as hordas revoltadas da classe média e das elites que foram às ruas ontem serão acalmadas, indico que procurem ver o que efetivamente aconteceu com os senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes, e com o governador Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes nas mãos dos que deveriam tê-los recebido em glória. 

Além disso, alguém acha que se conseguirem tirar o PT do poder, a maioria pobre desse país não vai exigir o mesmíssimo tratamento para todos os outros partidos? E como os pobres não desfilam bebendo champanhe importado, o risco de instalabilidade contínua com a retirada do bode da sala será enorme. A ver!

Eu, o oráculo? Por que a direita sonha com Donald Trump?

Falei aqui recentemente na relação direta entre o que está se passando nas primárias estadunidenses por meio da candidatura do bilionário Donald Trump e a tentativa no Brasil de encerrar precocemente o mandato de Dilma Rousseff (Aqui!). Também ontem postei um comentário acerca da direta semelhança entre uma imagem do protesto em Copacabana (onde um banqueiro levou a babá vestida de branco para diferenciá-la da turma do verde-amarelo) e uma charge que circula há tempos  na internet para mostrar que o chargista era uma espécie de pitonisa de Delfos (Aqui!).

Pois bem, ao ver a imagem abaixo fiquei imaginando se também não estou possuído pela mesma capacidade premonitória do chargista mencionado ontem.

trump win

O pior desta faixa é que, além da óbvia e precoce submissão a um potencial candidato a presidente dos EUA,  a mesma mostra uma completa ignorância em relação ao que Donald Trump pensa sobre o que deve ser feito em relação ao Brasil , caso ele vença. 

É que a despeito da vontade de construir mega edifícios na Avenida Presidente Vargas, Donald Trump já declarou que o Brasil rouba empregos dos EUA (Aqui!), empregos esses que ele promete levar de volta para os EUA. Em outras palavras, uma vitória de Trump dificilmente representará ajuda ao nosso país.  Mas vá explicar isso a quem levou esta faixa para a Avenida Paulista!

 

Com um chargista como esse, quem precisa do Oráculos de Delfos?

Situado em Delfos na antiga Grécia, o Oráculo de Delfos era dedicado principalmente a Apolo e centrado num grande templo, ao qual vinham os antigos gregos para colocar questões aos deuses. Neste templo, as sacerdotisas de Apolo (Pitonisa) faziam profecias em transes. As respostas e profecias ali obtidas eram consideradas verdades absolutas.

Pois bem, a que mais poderia relacionar a charge que circula há tempos na internet com uma fotografia produzida em Copacabana no protesto deste domingo (13/03) senão uma incrível reincarnação de um das pitonisas de Delfos no chargista que a produziu de forma tão premonitória?

oraculo

Falem o que falarem esses que supostamente acorrem às ruas do Brasil para supostamente protestar contra a corrupção nos governos do PT. Mas a verdade nua e crua, e que a combinação da charge com a fotografia sintetiza, é que um bom número dos que protestam tem outro foco em sua ira, qual seja, os parcos avanços sociais que foram realizados por Lula e Dilma.  Simples, mas ainda assim, extremamente reveladores da nossa incrível pirâmide social.

E que ninguém estranhe que as empregadas domésticas sejam o primeiro alvo de um governo que emerja de um afastamento precoce de Dilma Rousseff do cargo para o qual ela foi eleita. É que as elites adorariam não ter mais que pagar férias, FGTS e 13o. daquelas mesmas pessoas a quem deixam os seus filhos para serem cuidados.

Governo Dilma: um caso clássico de boi de piranha

boi de piranha

Enquanto centenas de milhares de brasileiros, brancos em sua maioria esmagadora, se preparam para ir às ruas protestar contra a corrupção no governo federal vestindo a camisa da CBF (sou só eu que vejo uma tremenda ironia nisso?), uma questão básica continua me incomodando: será que alguém na Procuradoria Geral da República vai um dia tecer as relações das empreiteiras com o financiamento de campanhas em níveis estadual e municipal para verificar se não existem por ai vertedouros iguais ou maiores do que se encontrou na Petrobras?

É que até onde eu sei, as empreiteiras que hoje delatam pelos cotovelos suas relações com os governos do PT em Brasília também possuem contratos graúdos com estados e municípios. E por que até hoje não se explorou esse viés? 

Peguemos à guisa de exemplo o caso da Odebrecht. Em quantos projetos graúdos a empreiteira está ou esteve envolvido no estado do Rio de Janeiro. Eu me lembro logo da reforma do estádio do Maracanã (da qual a empresa se tornou controladora!), mas se procurarmos bem, acharemos outros inúmeros casos. Será que as práticas não republicanas ficaram contidas todas esses anos em Brasília e restritas aos mandatos de Lula e Dilma? Dificilmente!  

Por que então ninguém vai além da Petrobras? Alguém poderia dizer que o caso da petroleira já toma muito tempo dos procuradores em Curitiba. Sim, mais uma razão para decentralizar as apurações em torno das relações da Odebrecht e outras empreiteiras com outros níveis de governo e partidos políticos além do PT, não é?

O fato é que, cada vez mais, fico com a impressão que o cerco e a tentativa de derrubada do fraco governo Dilma, via a exploração do que aconteceu na Petrobras desde sempre, é apenas uma aplicação prática da tática empregada no Pantanal matogrossense para cruzar boiadas em rios infestados por piranhas, onde um animal doente e velho é colocado para cruzar primeiro e ser devorado para que o resto dos animais passem intactos. Em outras palavras, a derrubada de Dilma Rousseff servirá mormente para que tudo fique sempre onde esteve na ordem política, enquanto se trabalha para incorporar o Brasil de forma ainda mais subordinada ao sistema capitalista financeirizado.

Uma última reflexão vai para os que marcharão hoje. Em todas as outras manifestações dessa natureza, o que eu vi foram expressões puras de ódio de classe travestidas de combate à corrupção. Como se sabe que a corrupção no Brasil é algo sistêmico, a única coisa que eu posso inferir é que a classe média (as elites então nem se fale) se move por objetivos que nada têm para melhorar o nosso país que continua profundamente socialmente injusto. E, pior, se os prognósticos do que virá pela frente em termos de política econômica pós-Dilma se confirmaram, o que teremos é que muitos dos que vão hoje protestar por causa da corrupção vão ver seus sonhos de consumo e ascensão social serem esmagados. Bom, não sei se isso é um consolo, mas é uma forte possibilidade. 

O que o comício de Donald Trump interrompido por protestos tem a ver com o Brasil? Tudo!

Demonstrators cheer after Republican U.S. presidential candidate Donald Trump cancelled his rally at the University of Illinois at Chicago March 11, 2016. REUTERS/Kamil Krzaczynski

A cobertura da mídia brasileira anda focada apenas na caça seletiva à corrupção como um mecanismo de mudança no governo federal, retirando Dilma Rousseff do cargo para a qual foi eleita em 2014. De outro lado, há uma reação por parte da mídia alternativa que, na maior parte das vezes, apenas realça um aspecto correto que é o envolvimento em casos ainda maiores de corrupção. Entretanto, mostrar a parcialidade, e até mesmo casos de atentos à ordem tributária por parte de membros da mídia  corporativa não resolve o problema objetivo envolvimento do neoPT em casos de corrupção, como o caso da Petrobras. 

Mas o pior aspecto desse FlaxFlu é a ocultação de que há uma crise profunda que ameaça a estabilidade política inclusive na principal potência econômica e militar, os Estados Unidos da América.  Abaixo um vídeo mostrando conflitos que impediram a realização de um comício do bilionário Donald Trump que é até agora o favorito para vencer as primárias (notem que falei primárias!) de onde sairá o candidato do Partido Republicano para a sucessão de Barack Obama.

E há que se notar que essas cenas caóticas ocorreram no ginásio da Universidade de Illinois-Chicago, um local onde se esperaria um pouco mais de tolerância democrática. Entretanto, dada o radicalismo da mensagem de Donald Trump que se centra na perseguição a imigrantes ilegais (ou não para dizer a verdade) e a muçulmanos, esses conflitos já vinham ocorrendo em menor escala ao longo dos EUA.

Alguém poderia me perguntar sobre como essas cenas de Chicago se encontram com o que temos assistido nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, no que eu responderia: ora, é a economia! E em períodos de profunda crise econômica mundial, a tolerância é sempre a primeira vítima. Dai para rupturas da ordem democrática é só um pulo.

Além disso, para um lado e para outro no debate interno no Brasil, o que essas cenas nos mostram é que toda tentativa de restringir a análise ao nível das nossas fronteiras nos faz perder a real dimensão da crise em que o Capitalismo está envolvido neste momento,  e também nos impede de ver porque certos setores estão tão ansiosos para uma mudança de regime no Brasil: ajudar os “amigos” do Norte.

E se Lula decidisse fazer delação premiada?

lula moro

Após a chicana do vazamento da “delação premiada” do mais tucano dos senadores do PT, Delcídio Amaral, hoje está ocorrendo a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. 

Afora a obviedade de que essa prisão trará fortes consequências políticas e ameaça a sobrevivência imediata do frágil governo de Dilma Rousseff,  creio que a pergunta que nenhum veiculo da mídia corporativa fará hoje é a seguinte: e se Lula decidisse fazer delação premiada, o que ficaria em pé no Brasil?

É que além de ter presidido o Brasil por oito anos numa harmoniosa relação até com que faz festa com sua prisão, aqui me refiro à Rede Globo, Lula é o maior arquivo de memórias existentes em nosso país. Aliás, o nervosismo deve estar reinando até no PSDB de onde Delcídio Amaral é originário!

Daí é que ao prender Lula,  o juiz Sérgio Moro bem que poderia oferecer-lhe o mesmo expediente que já ofereceu a gente bem menos informada. Será que vai?