A dupla face do (des) governo do RJ: campeão das isenções dá calote em bancos e não paga empréstimos tomados por servidores

Cada dia traz uma novidade (ruim) na forma em que o (des) governo comandado por Pezão e Francisco Dornelles trata as coisas no Rio de Janeiro. De um lado continua-se com a verdadeira orgia de isenções fiscais que favorece todo tipo de empresa, inclusive a gigante Coca Cola. De outro, como mostra a reprodução de uma matéria do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO que segue abaixo, reconhece-se uma dívida de R$ 500 milhões com diversas instituições bancárias (Aqui!).

consignado

Mas o de deixar qualquer pasmo é a origem desta dívida do estado com os bancos: atraso no repasse de valores descontados dos salários dos servidores públicos estaduais a título de pagamento de empréstimos consignados.

Em outras palavras, o (des) governo do Rio de Janeiro está deixando de entregar aos bancos um dinheiro que nem é seu! E, pior, com essa prática para lá de questionável, quem pode acabar tendo tipo de problemas com os bancos são os servidores que tiveram seus salários descontados.

Aí eu pergunto: não é muito descalabro junto?

Dívidas e isenções bilionárias são as causas da crise financeira do RJ

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Não vou reproduzir em sua totalidade uma análise feita pelo prof. Roberto Moraes em seu blog, pois acredito que o mais justo é que os interessados leiam diretamente o que ele escreveu (Aqui!).

Mas para efeitos de reforçar um argumento que já fiz várias vezes aqui neste blog, vou inserir a tabela que o prof. Roberto Moraes apresentar em seu artigo para demonstrar de forma irrefutável que a raiz da crise que dizem assolar o Rio Janeiro não é o encolhimento das receitas com impostos!

ICMS - 1 Q 2016 x 1 Q 2015 - por atividade econômica

É que se comprarmos a arrecadação até o mês de abril em 2015 e 2016, o que se vê é que houve um aumento (!!!) de mais de R$ 400 milhões no total recolhido pelo estado do Rio de Janeiro.

Então se o problema não é recolhimento de impostos, qual é ? Aí entra uma velha nova novidade como bem mostra o prof. Roberto Moraes. O que está asfixiando a situação financeira do Rio de Janeiro é uma combinação entre a monstruosa dívida acumulada e as bilionárias isenções fiscais que são o motor das políticas de guerra fiscal implementadas pelo PMDB desde que Sérgio Cabral aportou no Palácio Guanabara.

Entretanto, e surpreendentemente, não há qualquer sinal de que a dupla Luiz Fernando Pezão/Francisco Dornelles tenha qualquer intenção de atacar as reais causas da crise, se fixando em soluções paliativas que aprofundarão a crise do estado, punindo servidores públicos e a maioria da população que depende de seus serviços.

Mas que fique claro: dívidas e isenções fiscais são a causa da crise que assola o Rio de Janeiro. Simples assim.

Novo reitor da Uenf emite nota pública sobre dívidas e outros aspectos do início de sua gestão

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Abaixo segue nota assinada pelo novo reitor da Uenf, Luís Passoni, e divulgada via a página da universidade na tarde desta segunda-feira (25/01), basicamente dando conta de vários aspectos relativos ao início de sua gestão. Dentre as muitas informações prestadas está a confirmação de que as informações divulgadas pelo jornalista Esdras Pereira em seu blog no jornal Folha da Manhã sobre o montante de dívidas acumuladas até dezembro de 2015 estão corretas (Aqui!).  Essa confirmação oficial das dívidas recebidas da gestão anterior é um passo claro no sentido de assegurar a circulação transparente de informações. Pode parecer pouco, mas dado o que se passou na Uenf nos últimos 10 anos, esse é um avanço e tanto.

Agora, vamos esperar que as gestões feitas pela reitoria da Uenf surtam os efeitos desejados. Do contrário,  o pós-Carnaval será muito conturbado na Uenf.  A ver!

Nota da Reitoria

Primeiramente, gostaríamos de agradecer a todos os membros dos colegiados, tendo em vista a ampla participação e contribuição nas discussões. Todas as reuniões realizadas até o momento contaram com a participação de todos os representantes, com raras ausências. A presença nos colegiados é fundamental para atingirmos o objetivo de realizar uma gestão participativa e para a disseminação da informação.

Também agradecemos a todos que estão participando do processo de matricula pelo SISU, com especial atenção às pessoas com formação na área de assistência social, que estão colaborando no processo e, além de evitar a contratação temporária de pessoal externo, estão agilizando o procedimento para concessão das bolsas cotas. Agradecemos ainda a gerência do Bradesco, que estendeu o horário de expediente para possibilitar abertura de contas dos bolsistas.

DÍVIDAS

Esclarecemos que as cifras dos restos a pagar da UENF relativos a 2015, divulgada por um conhecido jornalista campista, são reais. Esta tabela foi elaborada pela Reitoria, divulgada no último COLEX e junto às empresas credoras. A divulgação dos dados relativos à saúde financeira da UENF faz parte da nossa política de transparência, que, mais que uma opção, é uma obrigação do gestor público. Todos os débitos elencados estavam previstos no orçamento e todos os procedimentos para pagamento dos mesmos, culminando com a emissão das Programações de Desembolso (PDs), foram realizados em tempo hábil pela UENF. Infelizmente, o grau de autonomia de que dispomos para execução orçamentária está aquém do necessário para garantirmos o efetivo pagamento. Não obstante, continuamos trabalhando junto à SECTI para alcançarmos as condições necessárias para o devido pagamento.

REUNIÃO COM DEPUTADO PUDIM

Na quarta feira, recebemos o Dep. Geraldo Pudim (PMDB) na Casa de Cultura Villa Maria. O Deputado Pudim é autor de emenda ao orçamento que beneficia a UENF com R$ 940.000,00 para obras de reparação e restauro da Casa de Cultura. Na oportunidade, tratamos da extinção da FENORTE com a transferência do pessoal para a UENF. O Deputado ficou muito seguro de que a extinção da FENORTE não trará nenhum prejuízo para a região, diante do detalhamento dos quase 1000 projetos de pesquisa ou extensão desenvolvidos pela UENF nos últimos 10 anos com impacto direto na nossa região. O Deputado Pudim esclareceu que é favorável ao PL1315 e que sua ação visava somente garantir direitos às minorias entre os servidores da FENORTE. Aguardamos para fevereiro o desfecho desta história. Discutimos também sobre as dívidas de 2015 e execução orçamentária de 2016, ao que o Deputado mostrou-se disposto a trabalhar junto com a UENF pela rápida solução para os atrasos, particularmente das bolsas, bem como pela execução orçamentária em duodécimos, sem cortes ou contingenciamentos. O Deputado, que é o 1oSecretário da ALERJ, se comprometeu ainda em intermediar reunião desta Reitoria com o Presidente daquela Casa.

AUDIÊNCIAS

Ao longo da semana passada (18 a 22/01), recebemos em audiência o SINTUPERJ, DCE e ADUENF. Na ocasião, tratamos dos temas de interesse das associações, bem como das dificuldades esperadas para 2016 e reafirmamos o compromisso de trabalhar em conjunto para alcançar as soluções.

Também recebemos representantes do campus de Macaé, ocasião na qual tratamos dos acordos pregressos com a Prefeitura local, bem como das questões operacionais daquele campus. Encontra-se em análise, proposta para melhorar o acesso à internet, bem como a criação de uma subprefeitura em Macaé.

Recebemos ainda representantes de algumas firmas terceirizadas prestadoras de serviços. Estamos agendando reuniões com representantes de todas as empresas terceirizadas para deixar claro nosso compromisso com a regularização do pagamento, bem como solicitar informações que assegurem o cumprimento das obrigações trabalhistas com nossos terceirizados.

Luis Passoni, Reitor da UENF

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2016/01/25/nota-da-reitoria-25-01-16/

Uenf afogada em um mar de dívidas

Por Esdras Pereira

Uenf à deriva no mar das incertezas

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A Uenf, apesar de continuar sendo considerada uma das melhores universidades brasileiras, ocupando a 15ª posição do ranking do MEC das melhores instituições de ensino de graduação no país, não está recebendo o devido retorno por parte do governo do Rio de Janeiro.

O montante de dívidas deixadas para o novo reitor Luís César Passoni é da ordem de  R$ 9 milhões, apenas considerados pagamentos não realizados entre os meses de agosto a dezembro de 2015.

Como as obrigações de janeiro já estão em curso, este valor deverá crescer ainda mais, caso o governo Pezão não comece a cumprir com as suas obrigações.

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Bolsa furadas

Um aspecto especialmente preocupante para o funcionamento da Uenf é o atraso no pagamento de bolsas acadêmicas, inclusive as recebidas pelos alunos cotistas. O fato de existirem débitos em todas as modalidades de bolsas de graduação e pós-graduação sinaliza problemas graves para a continuidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Na falta do pagamento das bolsas muitos estudantes terão que reduzir suas atividades ou mesmo abandonar a Uenf.

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Educação X Cerveja

A situação que a Uenf vive é ainda mais difícil de entender quando se compara o custo do investimento que é necessário para manter as suas contas em dia e as generosas isenções fiscais que estão sendo concedidas pelo governo Pezão.

O exemplo mais recente que veio a público foi a concessão de isenções fiscais, em torno de R$ 687 milhões para a Cervejaria Petrópolis, cujo proprietário, o empresário Walter Faria, é sócio da família do deputado Jorge Picciani, presidente da Alerj, numa pedreira que fornece brita para as obras  que estão sendo realizadas para os Jogos Olímpicos de 2016, que acorrerão na cidade do Rio de Janeiro.

Sem vigilância

Em dezembro de 2015, a empresa K9 Vigilância foi contratada para substituir em caráter emergencial a Hopevig nos serviços de segurança patrimonial na Uenf, após uma intervenção do ex-deputado Domingos Brazão, agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que considerou as estimativas preparadas pela universidade para embasar o valor do edital de licitação para a celebração de um novo contrato em caráter permanente. Ao exigir que novos cálculos fossem feitos, Domingos Brazão obrigou a celebração de um contrato temporário que não deixasse a Uenf desprotegida até que a licitação venha a ocorrer.

O problema é que agora a K9 está ameaçando suspender a prestação de serviços por ainda não ter recebido sequer a primeira parcela que lhe cabe por estar oferecendo segurança patrimonial à Uenf.

Essas pendências milionárias estão deixando a Uenf à deriva no turbulento mar das incertezas quanto ao seu futuro.

Observem nos relatório (clique nas imagens para ampliar), a que o blog teve acesso e publica, o preocupante quadro das dívidas da Uenf, só até novembro de 2015 9.168 milhões.

FONTE: http://fmanha.com.br/blogs/esdras/2016/01/21/uenf-afogada-em-um-mar-de-dividas/

Afogado nos problemas das empresas “X”, Eike Batista recebe multa milionária da Receita Federal

No melhor estilo da Lei de Murphy que dita que “nada está tão ruim que não possa piorar”, Eike Batista acaba de receber uma multa milionária da Receita Federal por não pagamento do imposto de renda (em outras palavras, por sonegação). 

A matéria abaixo, além de informar que os problema de Eike Batista acabam de aumentar, também traz a informação que um fundo de pensão canadense, a Ontario Teachers, resolveu apear da participação acionária na Prumo Logística, arcando com um prejuízo de 88% do investimento feito na antiga LLX.  

De toda forma, já que Eike Batista ainda parece ter muitos seguidores aqui no Norte Fluminense, tendo gente que defende até a construção de uma estátua para homenagear o ex-bilionário, creio que seus fãs poderiam começar uma vaquinha de final de ano para ajudar o ídolo em apuros. Não é?

Eike deixou de pagar R$ 173 milhões para Receita, diz Folha

Eike Batista, CEO da EBX, durante uma conferência no Rio de Janeiro, em uma foto de janeiro de 2008

Eike Batista: empresário não teria pago impostos sobre ganhos recebidos em 2013

Tatiana VazTatiana Vaz, de EXAME.com

São Paulo – Como se não bastasse a cobrança de credores e fornecedores, Eike Batista tem agora também a cobrança de uma dívida milionária com a Receita Federal, segundo informações da Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, o empresário recebeu uma autuação no valor de 172,6 milhões de reais pelo não pagamento de imposto de renda.

O valor é calculado sobre ganhos de capital com venda de ações, participações societárias ou imóveis de Eike durante o ano de 2011.

A estimativa é a de que metade deste valor seja referente apenas a ganho de capital. A alíquota do Imposto de Renda nessas operações é de 15%.

O advogado do empresário disse que desconhece tal cobrança.

Ontário Teachers

Enquanto isso, de tempos em tempos descobre-se mais alguém que investiu sem sucesso nos negócios da empresa X.

Segundo a coluna de hoje de Lauro Jardim, de Veja, o fundo de pensão dos professores de Ontário, no Canadá, vendeu na semana passada sua participação na Prumo, a ex-LLX.

O Ontário Teachers teria aplicado 185 milhões de dólares na empresa em julho de 2007. O resgate recente foi de 22 milhões de reais, ou um prejuízo de 88%. 

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-deixou-de-pagar-r-173-milhoes-para-receita-diz-folha

Dívida trabalhista da MMX chega a R$ 2,5 milhões

Rich Press/Bloomberg

Mina de ferro Serra Azul da MMX, em Minas Gerais

Mina de ferro Serra Azul da MMX: companhia reconhece pagamentos atrasados a 364 credores

Mariana Sallowicz, doEstadão Conteúdo e Mariana Durão, do Estadão Conteúdo

Rio – A terceira companhia de Eike Batista a entrar com pedido de recuperação judicial, a MMX Sudeste, é a única do grupo a apresentar dívidas trabalhistas.

A subsidiária da mineradora MMX reconhece pagamentos atrasados a 364 credores, entre eles, 78 trabalhadores que têm a receber cerca de R$ 2,5 milhões.

A dívida total gira em torno de R$ 440 milhões, de acordo com documento encaminhado à Justiça e obtido pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Os credores ainda podem contestar os valores.

O pedido de recuperação judicial foi entregue na quinta-feira à 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte. A MMX espera que a solicitação seja analisada nos próximos dias.

Caso aprovada a recuperação, ações e execuções judiciais contra a companhia serão suspensas por 180 dias, o que deve dar um fôlego à mineradora, que busca reverter embargos ambientais nas minas de Serra Azul (MG).

Pela lei, a empresa tem até um ano para pagar débitos trabalhistas, vencidos até a data do pedido de recuperação. No caso de salários, o plano deve prever o acerto de vencimentos nos três meses anteriores ao pedido.

Os advogados Eduardo Munhoz, sócio do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, e Sergio Bermudes estão à frente do processo de recuperação. Além da MMX, a petroleira OGX e o estaleiro OSX já entraram com pedido de proteção judicial.

Na lista de trabalhadores da MMX, o maior valor a ser pago é de R$ 200 mil. Mas a principal dívida é com fornecedores e prestadores de serviços. No topo da lista, está a construtora mineira ARG, que tem a receber R$ 105 milhões.

Na sequência, aparecem a Fidens Engenharia (R$ 76,3 milhões), a Mineradora Rio Bravo (R$ 73 milhões) e a holding MMX Mineração e Metálicos (R$ 29,3 milhões).

Há dívidas de cerca de R$ 700 mil com a Glencore, que foi apontada como uma das interessadas em comprar seus ativos.

Um dos principais credores pessoa física da MMX é José Francisco Viveiros, presidente da Bahia Mineração e ex-executivo da ArcelorMittal.

A relação de Viveiros com a mineradora de Eike começou quando ele vendeu a mina AVG, na Serra Azul (MG), para a MMX Sudeste.

Com o negócio, a MMX passou a deter 40% de um projeto de processamento de finos de minério, conduzido por Viveiros e pelo empresário José Mendes Nogueira.

Após uma desavença na sociedade, a MMX acertou a aquisição dos outros 60% do negócio, por US$ 50 milhões em 78 parcelas. Viveiros conta que a mineradora começou a atrasar os pagamentos em agosto de 2013.

Agora, restam cerca de US$ 20 milhões em aberto. Ele ficou conhecido em 2008, quando virou bilionário com a venda da pequena mineradora J.Mendes para a Usiminas.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/divida-trabalhista-da-mmx-chega-a-r-2-5-milhoes

É muito dura a vida “classe média” de Eike Batista: voos na primeira classe, viagens de helicóptero e hotéis cinco estrelas

Como é a vida do “classe média”  Eike Batista

Mesmo em tempos bicudos, o empresário se hospeda em hotel cinco estrelas em Nova York e não abre mão de usar o helicóptero para ir a Angra dos Reis

Malu Gaspar
Empresário Eike Batista

Empresário Eike Batista (Marcos D’Paula/AE/VEJA)

Eike Batista emergiu na semana passada de um ano de raro e absoluto silêncio. Acusado de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada – crimes financeiros para os quais as penas podem chegar a cinco e oito anos de prisão, respectivamente –  ele saiu da toca depois de uma decisão judicial que arrestou os bens de sua família até o limite de 1,5 bilhão de dólares.  Seguindo uma estratégia desenhada por seus advogados, ele chamou quatro veículos de comunicação (entre os quais a VEJA) para deixar bem claro que não tem esse dinheiro.  Como não conseguiu pagar as dívidas que acumulou enquanto seu império esteve no auge (cerca de 15 bilhões de dólares em 2012), o empresário é hoje um homem de menos  1 bilhão de dólares.  “É um baque gigantesco voltar à classe média”, afirmou à Folha de S. Paulo na primeira das quatro conversas. Trata-se, é claro, de um tipo sui generis de classe média, uma vez que seu salário é 15 267 vezes a renda média de um cidadão dessa classe social.  Na sexta à noite, ele se corrigiu no twitter:  “Esclarecendo: a menção à classe média referia-se à sua capacidade (da classe média)  de adaptar-se a situações adversas!”

,A VEJA, ele se referiu a si próprio como um “assalariado” – ou melhor, um “assalariado com potencial de levar uma participação nesses ativos que sobraram aí”.  Eike não disse, mas o pro-labore em questão é de 5 milhões de dólares por ano, quantia que lhe prometeu o fundo soberano de Abu Dabui, o Mubadala, seu maior credor,  para o ano que vem, caso ele cumpra algumas condições estabelecidas no acordo pelo qual entregou quase todos os  bens aos árabes. Na quarta-feira, depois de uma tarde inteira repetindo a mesma coisa,  com ar cansado e os olhos caídos,  o “classe média” Eike entrou em sua caminhonete Hilux blindada e foi para casa – uma mansão de 3 500 metros quadrados fincada num terreno com vinte vezes esse tamanho,  aos pés do Cristo Redentor e com vista para os mais belos cartões postais do Rio de Janeiro. Seguiam-no quatro seguranças.

Na semana anterior, ele havia transitado entre Doha, a capital do Catar, e Nova York, resolvendo pendências financeiras.  Fechou a venda da mineradora de ouro AUX por 400 milhões de dólares (o dinheiro foi todo para os credores) para os emires do país árabe e  seguiu para reuniões com um grupo de coreanos que ele diz estar tentando atrair para o porto do Açu, no norte fluminense, em que ainda tem 10% das ações.  Não usou o jato Gulfstream  de 40 milhões de dólares que era a joia de sua frota de quatro aviões e dois helicópteros e que ainda é dele. Preferiu economizar  tomando um vôo de carreira.  Na primeira classe, é claro, que ninguém é de ferro. Em Manhattan,  hospedou-se no mesmo hotel de sempre, um cinco estrelas na avenida  Madison,  e circulou de van ou de limusine com o mesmo motorista que o atende há anos.

Praia

Mesmo em tempos bicudos, Eike também não abre mão de usar o helicóptero Agusta – o outro remanescente de sua frota —  nas idas frequentes a Angra dos Reis, onde ainda mantém uma mansão de dois andares na Baía de Vila Velha.  Assim como a do Jardim Botânico, a “casa de praia” não está mais em nome dele. Em julho, no auge da crise da petroleira OGX, que arrastou seu império para o buraco,  ele transferiu os imóveis aos filhos Thor, 22 anos,  e Olin, 18 anos,  e ainda comprou uma cobertura de 5,3 milhões de reais  em Ipanema para a namorada, Flávia Sampaio, que é mãe do caçula de Eike, Balder, de 1 ano. Por causa dessas doações, está sendo acusado pelos procuradores da República de fraude a credor – algo que ele repele, dizendo que foi tudo feito às claras e declarado à Receita Federal. Uma vez no litoral, Eike ainda dispõe do super iate de 115 pés que comprou em 2009 por 80 milhões de reais. Na embarcação, circula entre as ilhas do balneário com o comandante e dois auxiliares. 

E como é que uma pessoa que deve 1 bilhão de dólares na praça ainda consegue desfrutar de todo esse conforto? A resposta  tem a ver com um ditado bastante repetido no mercado financeiro:  se você deve 100 dólares aos bancos, o problema é seu. Mas, se deve 100 milhões, o problema  é deles.  Aos bancos a quem Eike deve dinheiro (Itaú e Bradesco, principalmente) não interessa tomar os bens que restam e registrar em seus balanços prejuízos de centenas de milhões de dólares. Mais inteligente, do ponto de vista contábil, é mantê-lo respirando e negociar os pagamentos aos poucos, em suaves prestações. Assim, apesar de carregar uma dívida impensável para a imensa maioria dos mortais, Eike segue mantendo seu padrão de vida quase intacto, com algumas poucas alterações.  É o famoso “devo, não nego, pago quando puder”, transposto ao universo dos ex-bilionários. Talvez esteja aí  um ponto de contato entre a vida de Eike e a de boa parte da classe média. Segundo a estatística oficial,  metade dos brasileiros dessa classe social está endividada. 

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/a-vida-do-classe-media-eike-batista

Afundado em dívidas, Eike Batista elege o Porto do Açu como sua tábua de salvação

A matéria abaixo publicada pelo Jornal O GLOBO dá mais pistas sobre o estado de espírito de Eike Batista. Mas vai mais além ao nos informar que o Porto do Açu agora subiu ao posto de joia da coroa do dilapidado conglomerado (conglomerado?) de empresas do ex-bilionário. 

Eu não quero bancar a ave de mau agouro para Eike, mas se o Porto do Açu é a sua maior esperança de sair do vermelho “em cinco a dez anos” (sic!), é possível que ele fique na classe média que lhe causa tanta angústia por um bom tempo. É que além dele ter apenas 20% do negócio hoje controlado pela Prumo Logística, o encolhimento do projeto é a coisa mais concreta que o Porto do Açu tem a oferecer aos seus controladores neste momento.

Eike tem patrimônio líquido de US$ 1 bilhão negativo

Empresário afirma ter comprometido tudo o que possui em garantias a negócios do grupo X. E elege Porto do Açu como novo foco para atrair investidores

POR MARIA FERNANDA DELMAS / GLAUCE CAVALCANTI
Eike diz que colocou todo seu patrimônio como garantia para empresas – Michel Filho / O Globo/31-5-2010

Considerado o homem mais rico do Brasil apenas dois anos atrás, Eike Batista diz ter hoje um patrimônio líquido de US$ 1 bilhão negativo. O tombo veio a reboque da derrocada da OGX, petroleira do grupo X, que pediu recuperação judicial em outubro do ano passado. Hoje, após ter virado réu em ação penal da Justiça Federal, o empresário quebrou o silêncio de quase um ano, garantindo trabalhar diariamente pela reestruturação de suas companhias.

— Coloquei todo o meu patrimônio nas empresas. Ele garante empréstimos e negócios do grupo. O problema localizado em uma delas, a OGX, contaminou todo o sistema. O fato do petróleo não ter a produtividade esperada se tornou a raiz de toda essa corrida bancária. E, quando se perde a credibilidade de uma empresa pública, você é massacrado — afirmou o empresário em entrevista ao GLOBO.

Apesar da crise no grupo e da corrida pela manutenção e recuperação das companhias e de seus ativos, Eike afirma que não haveria um caminho diferente do que percorreu. Se pudesse voltar atrás, afirma que fechar o capital da OGX (hoje OGPar) poderia ter sido a escolha mais acertada.

— No todo, não poderia ter sido diferente. Eu acreditava no negócio. Não tinha como não ser otimista com os dados que eu tinha em mãos. Ninguém no mundo tem uma participação tão grande numa empresa de petróleo. Talvez, uma das minhas falhas tenha sido que, no tempo certo, eu deveria ter literalmente fechado o capital da OGX, usado private equity.

O Porto do Açu subiu ao posto de principal joia do grupo, substituindo a antiga posição da OGX. A cada questionamento sobre a situação do grupo, o empresário se agarra ao potencial do projeto, que está muito aquém do prometido quando foi lançado. Ainda assim é citado por Eike como a maior aposta para atrair investidores e novos negócios. Em cinco a dez anos, ele espera não só conseguir pagar sua dívida, como ter 20% de participação no Açu e colocar seu patrimônio novamente no azul.

Eike garante ter aprendido algumas lições com o tombo dos negócios:

— Acho que tocar cinco companhias juntas é muita coisa. Também acho que seria mais fácil não ter capital aberto, o que nos daria de sete a dez anos para trabalhar, já que o grupo tem projetos de infraestrutura de longo prazo.

Apesar do tombo, Eike mantém um discurso calibrado de que não é pessimista em relação ao futuro do grupo, que soma duas empresas em recuperação judicial, a OGX e a OSX (ainda em vias de aprovação do processo), além de ter vendido outras companhias e outros ativos. A LLX, de logística, foi rebatizada como Prumo, tendo passado às mãos da americana EIG; a MPX, de energia, rebatizada como Eneva, tem a alemã E.ON. como sócia majoritária.

— O foco é reerguer o negócios. Não dá para investir em novas frentes. Estamos nos recuperando. Os investidores estrangeiros encaram esse movimento como natural.

Ironicamente, o empresário que sempre afirmou acreditar no país, vê agora a maior parte de seus negócios passarem para as mãos de investidores estrangeiros. Eike afirma segue trabalhando, sem jamais ter considerado a possibilidade de deixar o grupo ou o Brasil. Ontem, por determinação da Justiça, ele teve R$ 117 milhões em ativos bloqueados.

— Fui educado como um jovem de classe média. E a gente não perde isso — afirmou.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/economia/eike-tem-patrimonio-liquido-de-us-1-bilhao-negativo-13968641#ixzz3DcjMhO2d

A pindaíba da UENF vai aumentar: (des) governo Pezão manda reitoria escolher onde cortar mais R$ 2 milhões do orçamento de 2014

pindaiba

Acabo de receber a informação de que o (des) governo Pezão mandou a reitoria da UENF decidir de que áreas devem ser cortados R$ 2 milhões do orçamento de 2014. Esse tipo de escolha de Sofia pega a instituição num momento em que os diversos serviços básicos (água, eletricidade, telefone) estão com pagamentos atrasados por vários meses, e as atividades de campo estão ameaçadas porque não há recursos sequer para pagar o combustível!

Como estamos na segunda economia da federação que foi palco da COPA FIFA 2014 e deverá ainda hospedar os Jogos Olímpicos de 2016, eu fico me perguntando onde foi parar o dinheiro que está faltando na UENF!

 

Em graves dificuldades financeiras, Eike Batista vai entregar bens para pagar fundo árabe

Eike tenta acordo com fundo de Abu Dhabi

O empresário trava intensas negociações com o Mubadala, a quem deve quase US$ 2 bilhões

Mariana Durão e Mariana Sallowicz, do 

Douglas Engle/Bloomberg News 

O empresário Eike Batista

 Eike Batista: ele quer pagar parte da dívida com ativos que ainda possui

 Rio – Desde que a crise do império X veio à tona, há dois anos, Eike Batista já se desfez de participações nas empresas que fundou e conseguiu aprovar o plano de recuperação judicial da petroleira OGX, mas ainda enfrenta desafios para equacionar suas dívidas.O empresário trava intensas negociações com o Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, a quem deve quase US$ 2 bilhões, e com credores do estaleiro OSX.

A capacidade de levantar recursos com a venda de ações, porém, encolheu: a fatia de Eike nas companhias de capital aberto do grupo – hoje de R$ 1,42 bilhão – era 21 vezes maior às vésperas da derrocada.

As atenções hoje estão voltadas para fechar o acordo com o fundo estrangeiro no prazo de até três meses, segundo fontes envolvidas nas negociações.

Eike quer pagar parte da dívida com ativos que ainda possui. Sobre o residual, reivindica um desconto. O pagamento está parado atualmente e parte do compromisso já venceu.

O Mubadala aceitou, em 2012, aportar US$ 2 bilhões e comprar 5,6% da holding EBX. Em julho do ano passado, o negócio foi reestruturado, sem divulgação de detalhes.

“O acordo, na origem, previa investimentos na empresa, em ações, mas virou dívida”, diz uma fonte. Eike considera ter sido prejudicado na renegociação porque estava mais fragilizado naquele momento, e busca reverter o quadro pressionando o fundo a ficar com parte das suas companhias.

O Mubadala avalia os ativos que mais lhe interessam. Entre eles, estão participações de Eike na Eneva (antiga MPX) e na Prumo (antiga LLX).

A fatia na MMX e na OGX (rebatizada de Óleo e Gás Participações) também estão no radar. Falta um consenso quanto ao valor das participações. O objetivo das conversas é evitar uma briga entre as partes.

Quadro atual

O quinhão do fundador do grupo correspondia, em 31 de maio de 2012, a R$ 29,8 bilhões ou 60% do valor de mercado total de OGX, OSX, CCX, Prumo (ex-LLX) e Eneva (ex-MPX) na Bolsa.

Segundo dados da Economática, essas empresas juntas valiam, na época, R$ 49,6 bilhões. Menos de um mês depois, a petroleira do grupo comunicou que o campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, produziria bem menos que o previsto, dando início à derrocada das empresas, que operavam interligadas.

De lá pra cá, Eike reduziu consideravelmente as participações nas companhias com o objetivo de pagar credores, ao mesmo tempo em que o valor de mercado delas encolheu como reflexo da crise de credibilidade e com ajuda da retração do mercado acionário doméstico.

No último dia 9, o valor de mercado das mesmas empresas somava R$ 4,5 bilhões e o porcentual do empresário era de apenas 31%.

A diluição do controlador da EBX foi a saída encontrada em negociações de empresas como a LLX e a MPX, com as estrangeiras EIG Global Energy Partners e E.ON.

As duas perderam o X do nome e foram rebatizadas de Prumo e Eneva. A MMX, empresa que Eike ainda controla com 55% do capital, seguirá o mesmo rumo.

A reestruturação da OGX prevê que a presença de Eike mingue ainda mais. Com a conversão das dívidas de US$ 5,8 bilhões e de novo empréstimo de US$ 215 milhões em ações da petroleira, sua participação cairá de 50,16% para 5,02%.

As tratativas com credores da OSX também estão no centro das atenções do empresário. Há um impasse nas negociações com a Prumo (ex-LLX), dona do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ).

O plano de recuperação judicial apresentado em maio não é definitivo. Entre outras coisas, o grupo busca financiamento de US$ 100 milhões para viabilizar sua operação durante o processo.

Logística

Uma das principais financiadoras do estaleiro, a Caixa Econômica Federal, quer que a Prumo assuma a gestão do negócio.

Além do crédito de R$ 450 milhões incluído na recuperação judicial, o banco concedeu mais R$ 700 milhões para a unidade de construção naval e teme que a OSX não consiga levar o projeto adiante.

A instituição tenta incluir o valor na recuperação judicial, elevando seu crédito a R$ 1,2 bilhão e a dívida da OSX em juízo a R$ 6,4 bilhões.

A ideia era uma associação entre Prumo e OSX para gerenciar o aluguel das áreas do estaleiro no Açu, mas, segundo fontes, as discussões podem avançar para um empréstimo da antiga LLX à companhia de construção naval, da qual passaria a ser sócia. A presença da Prumo, controlada pelo fundo EIG, recuperaria a credibilidade do projeto na visão dos credores.

Até aqui, porém, não se chegou a um denominador comum. A Prumo estaria insatisfeita com a remuneração proposta e as negociações devem se arrastar por dois a quatro meses. Procurada, a EBX não se pronunciou sobre a atual situação do grupo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-tenta-acordo-com-fundo-de-abu-dhabi