É muito dura a vida “classe média” de Eike Batista: voos na primeira classe, viagens de helicóptero e hotéis cinco estrelas

Como é a vida do “classe média”  Eike Batista

Mesmo em tempos bicudos, o empresário se hospeda em hotel cinco estrelas em Nova York e não abre mão de usar o helicóptero para ir a Angra dos Reis

Malu Gaspar
Empresário Eike Batista

Empresário Eike Batista (Marcos D’Paula/AE/VEJA)

Eike Batista emergiu na semana passada de um ano de raro e absoluto silêncio. Acusado de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada – crimes financeiros para os quais as penas podem chegar a cinco e oito anos de prisão, respectivamente –  ele saiu da toca depois de uma decisão judicial que arrestou os bens de sua família até o limite de 1,5 bilhão de dólares.  Seguindo uma estratégia desenhada por seus advogados, ele chamou quatro veículos de comunicação (entre os quais a VEJA) para deixar bem claro que não tem esse dinheiro.  Como não conseguiu pagar as dívidas que acumulou enquanto seu império esteve no auge (cerca de 15 bilhões de dólares em 2012), o empresário é hoje um homem de menos  1 bilhão de dólares.  “É um baque gigantesco voltar à classe média”, afirmou à Folha de S. Paulo na primeira das quatro conversas. Trata-se, é claro, de um tipo sui generis de classe média, uma vez que seu salário é 15 267 vezes a renda média de um cidadão dessa classe social.  Na sexta à noite, ele se corrigiu no twitter:  “Esclarecendo: a menção à classe média referia-se à sua capacidade (da classe média)  de adaptar-se a situações adversas!”

,A VEJA, ele se referiu a si próprio como um “assalariado” – ou melhor, um “assalariado com potencial de levar uma participação nesses ativos que sobraram aí”.  Eike não disse, mas o pro-labore em questão é de 5 milhões de dólares por ano, quantia que lhe prometeu o fundo soberano de Abu Dabui, o Mubadala, seu maior credor,  para o ano que vem, caso ele cumpra algumas condições estabelecidas no acordo pelo qual entregou quase todos os  bens aos árabes. Na quarta-feira, depois de uma tarde inteira repetindo a mesma coisa,  com ar cansado e os olhos caídos,  o “classe média” Eike entrou em sua caminhonete Hilux blindada e foi para casa – uma mansão de 3 500 metros quadrados fincada num terreno com vinte vezes esse tamanho,  aos pés do Cristo Redentor e com vista para os mais belos cartões postais do Rio de Janeiro. Seguiam-no quatro seguranças.

Na semana anterior, ele havia transitado entre Doha, a capital do Catar, e Nova York, resolvendo pendências financeiras.  Fechou a venda da mineradora de ouro AUX por 400 milhões de dólares (o dinheiro foi todo para os credores) para os emires do país árabe e  seguiu para reuniões com um grupo de coreanos que ele diz estar tentando atrair para o porto do Açu, no norte fluminense, em que ainda tem 10% das ações.  Não usou o jato Gulfstream  de 40 milhões de dólares que era a joia de sua frota de quatro aviões e dois helicópteros e que ainda é dele. Preferiu economizar  tomando um vôo de carreira.  Na primeira classe, é claro, que ninguém é de ferro. Em Manhattan,  hospedou-se no mesmo hotel de sempre, um cinco estrelas na avenida  Madison,  e circulou de van ou de limusine com o mesmo motorista que o atende há anos.

Praia

Mesmo em tempos bicudos, Eike também não abre mão de usar o helicóptero Agusta – o outro remanescente de sua frota —  nas idas frequentes a Angra dos Reis, onde ainda mantém uma mansão de dois andares na Baía de Vila Velha.  Assim como a do Jardim Botânico, a “casa de praia” não está mais em nome dele. Em julho, no auge da crise da petroleira OGX, que arrastou seu império para o buraco,  ele transferiu os imóveis aos filhos Thor, 22 anos,  e Olin, 18 anos,  e ainda comprou uma cobertura de 5,3 milhões de reais  em Ipanema para a namorada, Flávia Sampaio, que é mãe do caçula de Eike, Balder, de 1 ano. Por causa dessas doações, está sendo acusado pelos procuradores da República de fraude a credor – algo que ele repele, dizendo que foi tudo feito às claras e declarado à Receita Federal. Uma vez no litoral, Eike ainda dispõe do super iate de 115 pés que comprou em 2009 por 80 milhões de reais. Na embarcação, circula entre as ilhas do balneário com o comandante e dois auxiliares. 

E como é que uma pessoa que deve 1 bilhão de dólares na praça ainda consegue desfrutar de todo esse conforto? A resposta  tem a ver com um ditado bastante repetido no mercado financeiro:  se você deve 100 dólares aos bancos, o problema é seu. Mas, se deve 100 milhões, o problema  é deles.  Aos bancos a quem Eike deve dinheiro (Itaú e Bradesco, principalmente) não interessa tomar os bens que restam e registrar em seus balanços prejuízos de centenas de milhões de dólares. Mais inteligente, do ponto de vista contábil, é mantê-lo respirando e negociar os pagamentos aos poucos, em suaves prestações. Assim, apesar de carregar uma dívida impensável para a imensa maioria dos mortais, Eike segue mantendo seu padrão de vida quase intacto, com algumas poucas alterações.  É o famoso “devo, não nego, pago quando puder”, transposto ao universo dos ex-bilionários. Talvez esteja aí  um ponto de contato entre a vida de Eike e a de boa parte da classe média. Segundo a estatística oficial,  metade dos brasileiros dessa classe social está endividada. 

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/a-vida-do-classe-media-eike-batista

Afundado em dívidas, Eike Batista elege o Porto do Açu como sua tábua de salvação

A matéria abaixo publicada pelo Jornal O GLOBO dá mais pistas sobre o estado de espírito de Eike Batista. Mas vai mais além ao nos informar que o Porto do Açu agora subiu ao posto de joia da coroa do dilapidado conglomerado (conglomerado?) de empresas do ex-bilionário. 

Eu não quero bancar a ave de mau agouro para Eike, mas se o Porto do Açu é a sua maior esperança de sair do vermelho “em cinco a dez anos” (sic!), é possível que ele fique na classe média que lhe causa tanta angústia por um bom tempo. É que além dele ter apenas 20% do negócio hoje controlado pela Prumo Logística, o encolhimento do projeto é a coisa mais concreta que o Porto do Açu tem a oferecer aos seus controladores neste momento.

Eike tem patrimônio líquido de US$ 1 bilhão negativo

Empresário afirma ter comprometido tudo o que possui em garantias a negócios do grupo X. E elege Porto do Açu como novo foco para atrair investidores

POR MARIA FERNANDA DELMAS / GLAUCE CAVALCANTI
Eike diz que colocou todo seu patrimônio como garantia para empresas – Michel Filho / O Globo/31-5-2010

Considerado o homem mais rico do Brasil apenas dois anos atrás, Eike Batista diz ter hoje um patrimônio líquido de US$ 1 bilhão negativo. O tombo veio a reboque da derrocada da OGX, petroleira do grupo X, que pediu recuperação judicial em outubro do ano passado. Hoje, após ter virado réu em ação penal da Justiça Federal, o empresário quebrou o silêncio de quase um ano, garantindo trabalhar diariamente pela reestruturação de suas companhias.

— Coloquei todo o meu patrimônio nas empresas. Ele garante empréstimos e negócios do grupo. O problema localizado em uma delas, a OGX, contaminou todo o sistema. O fato do petróleo não ter a produtividade esperada se tornou a raiz de toda essa corrida bancária. E, quando se perde a credibilidade de uma empresa pública, você é massacrado — afirmou o empresário em entrevista ao GLOBO.

Apesar da crise no grupo e da corrida pela manutenção e recuperação das companhias e de seus ativos, Eike afirma que não haveria um caminho diferente do que percorreu. Se pudesse voltar atrás, afirma que fechar o capital da OGX (hoje OGPar) poderia ter sido a escolha mais acertada.

— No todo, não poderia ter sido diferente. Eu acreditava no negócio. Não tinha como não ser otimista com os dados que eu tinha em mãos. Ninguém no mundo tem uma participação tão grande numa empresa de petróleo. Talvez, uma das minhas falhas tenha sido que, no tempo certo, eu deveria ter literalmente fechado o capital da OGX, usado private equity.

O Porto do Açu subiu ao posto de principal joia do grupo, substituindo a antiga posição da OGX. A cada questionamento sobre a situação do grupo, o empresário se agarra ao potencial do projeto, que está muito aquém do prometido quando foi lançado. Ainda assim é citado por Eike como a maior aposta para atrair investidores e novos negócios. Em cinco a dez anos, ele espera não só conseguir pagar sua dívida, como ter 20% de participação no Açu e colocar seu patrimônio novamente no azul.

Eike garante ter aprendido algumas lições com o tombo dos negócios:

— Acho que tocar cinco companhias juntas é muita coisa. Também acho que seria mais fácil não ter capital aberto, o que nos daria de sete a dez anos para trabalhar, já que o grupo tem projetos de infraestrutura de longo prazo.

Apesar do tombo, Eike mantém um discurso calibrado de que não é pessimista em relação ao futuro do grupo, que soma duas empresas em recuperação judicial, a OGX e a OSX (ainda em vias de aprovação do processo), além de ter vendido outras companhias e outros ativos. A LLX, de logística, foi rebatizada como Prumo, tendo passado às mãos da americana EIG; a MPX, de energia, rebatizada como Eneva, tem a alemã E.ON. como sócia majoritária.

— O foco é reerguer o negócios. Não dá para investir em novas frentes. Estamos nos recuperando. Os investidores estrangeiros encaram esse movimento como natural.

Ironicamente, o empresário que sempre afirmou acreditar no país, vê agora a maior parte de seus negócios passarem para as mãos de investidores estrangeiros. Eike afirma segue trabalhando, sem jamais ter considerado a possibilidade de deixar o grupo ou o Brasil. Ontem, por determinação da Justiça, ele teve R$ 117 milhões em ativos bloqueados.

— Fui educado como um jovem de classe média. E a gente não perde isso — afirmou.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/economia/eike-tem-patrimonio-liquido-de-us-1-bilhao-negativo-13968641#ixzz3DcjMhO2d

A pindaíba da UENF vai aumentar: (des) governo Pezão manda reitoria escolher onde cortar mais R$ 2 milhões do orçamento de 2014

pindaiba

Acabo de receber a informação de que o (des) governo Pezão mandou a reitoria da UENF decidir de que áreas devem ser cortados R$ 2 milhões do orçamento de 2014. Esse tipo de escolha de Sofia pega a instituição num momento em que os diversos serviços básicos (água, eletricidade, telefone) estão com pagamentos atrasados por vários meses, e as atividades de campo estão ameaçadas porque não há recursos sequer para pagar o combustível!

Como estamos na segunda economia da federação que foi palco da COPA FIFA 2014 e deverá ainda hospedar os Jogos Olímpicos de 2016, eu fico me perguntando onde foi parar o dinheiro que está faltando na UENF!

 

Em graves dificuldades financeiras, Eike Batista vai entregar bens para pagar fundo árabe

Eike tenta acordo com fundo de Abu Dhabi

O empresário trava intensas negociações com o Mubadala, a quem deve quase US$ 2 bilhões

Mariana Durão e Mariana Sallowicz, do 

Douglas Engle/Bloomberg News 

O empresário Eike Batista

 Eike Batista: ele quer pagar parte da dívida com ativos que ainda possui

 Rio – Desde que a crise do império X veio à tona, há dois anos, Eike Batista já se desfez de participações nas empresas que fundou e conseguiu aprovar o plano de recuperação judicial da petroleira OGX, mas ainda enfrenta desafios para equacionar suas dívidas.O empresário trava intensas negociações com o Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, a quem deve quase US$ 2 bilhões, e com credores do estaleiro OSX.

A capacidade de levantar recursos com a venda de ações, porém, encolheu: a fatia de Eike nas companhias de capital aberto do grupo – hoje de R$ 1,42 bilhão – era 21 vezes maior às vésperas da derrocada.

As atenções hoje estão voltadas para fechar o acordo com o fundo estrangeiro no prazo de até três meses, segundo fontes envolvidas nas negociações.

Eike quer pagar parte da dívida com ativos que ainda possui. Sobre o residual, reivindica um desconto. O pagamento está parado atualmente e parte do compromisso já venceu.

O Mubadala aceitou, em 2012, aportar US$ 2 bilhões e comprar 5,6% da holding EBX. Em julho do ano passado, o negócio foi reestruturado, sem divulgação de detalhes.

“O acordo, na origem, previa investimentos na empresa, em ações, mas virou dívida”, diz uma fonte. Eike considera ter sido prejudicado na renegociação porque estava mais fragilizado naquele momento, e busca reverter o quadro pressionando o fundo a ficar com parte das suas companhias.

O Mubadala avalia os ativos que mais lhe interessam. Entre eles, estão participações de Eike na Eneva (antiga MPX) e na Prumo (antiga LLX).

A fatia na MMX e na OGX (rebatizada de Óleo e Gás Participações) também estão no radar. Falta um consenso quanto ao valor das participações. O objetivo das conversas é evitar uma briga entre as partes.

Quadro atual

O quinhão do fundador do grupo correspondia, em 31 de maio de 2012, a R$ 29,8 bilhões ou 60% do valor de mercado total de OGX, OSX, CCX, Prumo (ex-LLX) e Eneva (ex-MPX) na Bolsa.

Segundo dados da Economática, essas empresas juntas valiam, na época, R$ 49,6 bilhões. Menos de um mês depois, a petroleira do grupo comunicou que o campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, produziria bem menos que o previsto, dando início à derrocada das empresas, que operavam interligadas.

De lá pra cá, Eike reduziu consideravelmente as participações nas companhias com o objetivo de pagar credores, ao mesmo tempo em que o valor de mercado delas encolheu como reflexo da crise de credibilidade e com ajuda da retração do mercado acionário doméstico.

No último dia 9, o valor de mercado das mesmas empresas somava R$ 4,5 bilhões e o porcentual do empresário era de apenas 31%.

A diluição do controlador da EBX foi a saída encontrada em negociações de empresas como a LLX e a MPX, com as estrangeiras EIG Global Energy Partners e E.ON.

As duas perderam o X do nome e foram rebatizadas de Prumo e Eneva. A MMX, empresa que Eike ainda controla com 55% do capital, seguirá o mesmo rumo.

A reestruturação da OGX prevê que a presença de Eike mingue ainda mais. Com a conversão das dívidas de US$ 5,8 bilhões e de novo empréstimo de US$ 215 milhões em ações da petroleira, sua participação cairá de 50,16% para 5,02%.

As tratativas com credores da OSX também estão no centro das atenções do empresário. Há um impasse nas negociações com a Prumo (ex-LLX), dona do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ).

O plano de recuperação judicial apresentado em maio não é definitivo. Entre outras coisas, o grupo busca financiamento de US$ 100 milhões para viabilizar sua operação durante o processo.

Logística

Uma das principais financiadoras do estaleiro, a Caixa Econômica Federal, quer que a Prumo assuma a gestão do negócio.

Além do crédito de R$ 450 milhões incluído na recuperação judicial, o banco concedeu mais R$ 700 milhões para a unidade de construção naval e teme que a OSX não consiga levar o projeto adiante.

A instituição tenta incluir o valor na recuperação judicial, elevando seu crédito a R$ 1,2 bilhão e a dívida da OSX em juízo a R$ 6,4 bilhões.

A ideia era uma associação entre Prumo e OSX para gerenciar o aluguel das áreas do estaleiro no Açu, mas, segundo fontes, as discussões podem avançar para um empréstimo da antiga LLX à companhia de construção naval, da qual passaria a ser sócia. A presença da Prumo, controlada pelo fundo EIG, recuperaria a credibilidade do projeto na visão dos credores.

Até aqui, porém, não se chegou a um denominador comum. A Prumo estaria insatisfeita com a remuneração proposta e as negociações devem se arrastar por dois a quatro meses. Procurada, a EBX não se pronunciou sobre a atual situação do grupo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-tenta-acordo-com-fundo-de-abu-dhabi

Ururau: calote gera protesto de empresários no Porto do Açu

Sem receber, empresários de SJB realizam manifestação no Porto do Açu

Manifestantes foram recebidos por representantes da FCC e Anglo American

Manifestantes foram recebidos por representantes da FCC e Anglo American

Empresários dos setores de hotelaria e alimentação de São João da Barra realizaram na manhã desta quinta-feira (05/06) uma manifestação com o objetivo de chamar a atenção da empresa FCC-Tarrio, responsável por pagar as despesas de funcionários da obra no Porto do Açu.

Com faixas, os aproximadamente 40 manifestantes se organizaram em frente ao portão principal do complexo. O empresário e representante do grupo, Josemi Lima, foi um dos prejudicados. Em menos de três meses ele hospedou 108 trabalhadores em duas pousadas, mas o que parecida ser um bom negócio se transformou em saldo negativo. Nesse período ele teve um prejuízo de R$ 90 mil.

“Nossa manifestação foi pacífica e começou por volta das 7h30. Usei um extintor de incêndio para chamar a atenção e fomos atendidos pelos diretores da FCC, que prometeu uma solução para a próxima segunda ou terça-feira. Depois, representantes jurídicos da Anglo American vieram falar com a gente e pedimos para eles intercedessem pra gente com a FCC”, contou o empresário.

Além do Josemi, outras 15 empresas estão sem receber e outras receberam parte da dívida.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades45351_Sem-receber,-empres%C3%A1rios-de-SJB-realizam-manifesta%C3%A7%C3%A3o-no-Porto-do-A%C3%A7u

R$ 82 bilhões: esse é o tamanho do rombo causado pelo (des) governo Cabral

A imagem abaixo é uma reprodução da coluna Extra, Extra! e revela o tamanho do rombo financeiro que o (des) governo de Sérgio Cabral criou nas contas do estado do Rio de Janeiro. E é importante lembrar que enquanto acumulava essas dívidas bilionárias, a dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão aplicava um dos maiores arrochos salariais da história fluminense. Tanto isto é verdade, que hoje o Rio de Janeiro é o que menos gasta com salários do funcionalismo público, e ocupa também a última colocação nos gastos com a saúde.

E ai é que eu pergunto: é bonito isso?

Eike Batista tomou chá de sumiço e não é citado pela Justiça

Justiça bate na porta de Eike Batista, mas não encontra empresário

Após a segunda tentativa, a oficial devolveu o mandado à Justiça Federal no dia 4 de fevereiro

Sergio Lima: BRASILIA, DF, BRASIL  21-10-2011 18h40: Empresarrio Eike Batista presidente do Grupo EBX, dá entrevista no Palacio do Planalto após encontro com a presidente Rousseff. Eike disse que deve participar em conjunto com a Faxcom, empresa de Taiwan da fabricaçã

 Uma oficial de Justiça foi encarregada de intimar Eike Batista, mas ainda não conseguiu localizar o empresário. Foram duas tentativas frustradas no início do mês

SÃO PAULO – Uma oficial de Justiça foi encarregada de intimar Eike Batista, mas ainda não conseguiu localizar o empresário. Foram duas tentativas frustradas no início do mês.

A oficial afirma que foi no endereço conhecido de Eike, uma casa na Rua Caio de Melo Franco, no bairro de Jardim Botânico, localizado zona sul do Rio de Janeiro. Com a casa fechada, a oficial foi informada por um vigia que o empresário havia se mudado.

Com o novo endereço em mãos – localizado na mesma rua – a oficial descobriu que Eike viajou, sem previsão para retorno. Após a segunda tentativa, a oficial devolveu o mandado à Justiça Federal no dia 4 de fevereiro.

O documento é referente ao primeiro de três processos que acionistas minoritários da OGX Petróleo (OGXP3) ajuizaram no final do ano passado contra Eike Batista. O empresário é fortemente criticado por ter “defendido” seu patrimônio no ano passado em meio à crise do grupo EBX, que teria, inclusive, contado com medidas anti-éticas e até mesmo criminosas.

Minoritário pede delistagem de Novo Mercado

Os acionistas minoritários da OGX empresa de Eike Batista, entraram com um pedido à BM&FBovespa, na quinta passada, solicitando que a empresa saia do Novo Mercado, segmento que tem padrões e regras mais rígidos. O pedido foi encaminhado pelo economista Aurélio Valporto, que lidera o grupo de minoritários, e se for aceito pode fazer com que acione uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para que Eike recompre a empresa.

Aurélio Valporto acredita que faltou transparência da petroleira e que a empresa já sábia dos graves problemas um ano antes deles serem divulgados. E ficou quieta, enquanto o próprio dono da empresa, vendia ações. “Como a OGX não atende a nenhuma das condições de governança corporativa, entendemos que o único motivo de continuar listada no novo mercado é proteger o Eike”, afirmou Valporto.

Em resposta, a BM&FBovespa disse que seu ombudsman tem um prazo de até 45 dias para responder os minoritários e por enquanto não há nenhum processo instaurado para tirar a empresa de Eike Batista do Novo Mercado. “Para fazer parte dessa listagem, a Bovespa exige a assinatura de um contrato entre as partes e a elaboração de diversos documentos por parte da empresa, em que são exigidas a mais absoluta transparência e probidade de controladores, membros do conselho, diretores, administradores e gerentes, tanto na transmissão de informações quanto na negociação”, destaca o acionista.

Porém, se o pedido for aceito e a empresa sair do Novo Mercado, Eike poderia ser obrigado a fazer uma OPA (oferta pública de ações) e comprar todos os papéis da OGX, já que quando eles adquiriram as ações da empresa elas faziam parte de regras rígidas de governança. “Isto é fator preponderante para que o investidor decida pela compra de ações da empresa, e a própria Bovespa chama a atenção para a apresentação desse mercado: A melhoria da qualidade das informações prestadas pela companhia e a ampliação dos direitos societários reduzem as incertezas no processo de avaliação e de investimento e, consequentemente, o risco, o que dá mais segurança ao investidor”, afirma Aurélio.

O economista ainda destaca que o próprio Eike usava a presença da OGX no Novo Mercado a todo instante para vender a empresa a investidores. “Na verdade, em quase todas as entrevistas, o Sr. Eike Batista não perdia a oportunidade de dizer que as empresas pertenciam ao novo mercado e, por conta disso, tinham aderido ao mais alto grau de governança corporativa e eram auditadas, o que não ocorreu”, afirmou ele.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/3188892/justica-bate-porta-eike-batista-mas-nao-encontra-empresario

E lá se vai mais um anel de Eike Batista: agora foi a vez do Hotel Glória

A via crucis de Eike Batista para se livrar de seus empreendimentos inconclusos alcançou mais um prego com a venda do Hotel Glória ao fundo suiço Acron por uma verdadeira bagatela, apenas R$ 200 milhões. Eu digo bagatela porque, com a valorização imobiliária (alguns como o economista Shiller chegam a dizer que é uma bolha), o Hotel Glória já deve valer mais do que isso faz tempo.

Com essa venda vai-se embora mais um anel das mãos de Eike Batista que corre agora o risco de ter que começar a entregar os dedos. É que segundo a Bloomberg, Eike é hoje um bilionário negativo (isto é, deve bilhões). Para complicar ainda mais, Eike já vendeu quase tudo. Periga virar cicerone das corporações estrangeiras para quem está vendendo suas empresas. Aliás, isto ele já até andou ensaiando no Porto do Açu na semana que passou.

Eike vende Hotel Glória, no Rio, por R$ 200 milhões

RAQUEL LANDIM, DE SÃO PAULO

O empresário Eike Batista vendeu o tradicional Hotel Glória, no Rio de Janeiro, para o fundo suíço Acron. O valor da transação é de cerca de R$ 200 milhões, conforme apurou a Folha. A compra foi fechada neste sábado (1°).

O Acron é um fundo suíço especializado em investimentos imobiliários, principalmente hotéis. Em 30 anos de existência, já adquiriu 46 propriedades.

A compra do Hotel Glória é o seu primeiro negócio no Brasil, embora já tenha uma subsidiária no país. Procurados pela Folha, o grupo EBX e o Acron não se pronunciaram.

Ainda não sabe quem vai administrar o hotel. Os suíços agora estão negociando com diversas bandeiras de redes hoteleiras.

Eike deve utilizar o dinheiro para pagar dívidas. O empresário, que já foi um dos homens mais ricos do mundo, enfrenta uma grave crise e está vendendo seu império aos pedaços.

  Ana Carolina Fernandes-31.jan.2013/Folhapress  
Obras de reforma do Hotel Glória, no Rio
Obras de reforma do Hotel Glória, no Rio

REFORMA

O Hotel Glória foi adquirido em 2008 pela REX, braço imobiliário do grupo EBX, por R$ 80 milhões. Eike comprou o empreendimento como mais um dos seus “mega projetos” de revitalização no Rio de Janeiro.

O empresário iniciou uma reforma gigantesca e mandou demolir toda a parte interna do edifício, preservando apenas a fachada. O Glória é um dos mais conhecidos hotéis do Rio e já hospedou presidentes e celebridades.

A reforma contou com um financiamento de R$ 190 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), dos quais foram liberados R$ 50 milhões. A meta inicial era terminar a reforma antes da Copa do Mundo, que acontece em julho deste ano.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/02/1406226-eike-vende-hotel-gloria-no-rio-a-fundo-suico-diz-jornal.shtml

OGX, petroleira de Eike Batista, está com dificuldades para honrar compromissos assumidos com credores

OGX: Prazo para cumprir acordo com credores é estendido para dia 31

Por Natalia Viri | Valor
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SÃO PAULO  –  A Óleo e Gás Participações (antiga OGX) estendeu para o dia 31 de janeiro o prazo para entregar sua proposta de recuperação judicial e assinatura de um financiamento com os detentores de bônus. A empresa tinha se comprometido a cumprir essas condições — necessárias para o acordo com os credores — hoje, mas, conforme antecipou o Valor, não conseguiu cumprir o calendário.

A empresa tenta fechar um acordo prévio que garanta a aprovação por parte dos credores para o plano de recuperação a ser apresentado (“plan support agreement”). As negociações envolvem, além da conversão de bônus em novas ações, um empréstimo de US$ 200 milhões por parte dos bondholders, que ainda não saiu.

Enquanto isso, a companhia tomou um empréstimo “emergencial” com o Credit Suisse, no valor de US$ 50 milhões, para continuar tocando suas atividades operacionais, concentradas no campo de Tubarão Martelo, que começou a operar em dezembro.

Em fato relevante, a OGX afirmou que as tratativas com os credores que aderiram ao plan support agreement “continuam evoluindo dentro das expectativas”. A empresa tem dívidas de US$ 3,8 bilhões.

“A implementação do plano de recuperação judicial, a ser apoiado pelos detentores de bonds representando a maioria dos bonds em circulação, permitirá a superação da atual crise financeira da companhia, assegurando a continuidade de suas atividades, com pleno atendimento de seus objetivos e função social.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3406860/ogx-prazo-para-cumprir-acordo-com-credores-e-estendido-para-dia-31#ixzz2rWRTdLW3

valor informa: Acciona continua assando a batata da OSX

Pela trecho da matéria que vai abaixo, publicada hoje pelo Jornal Valor Econômico, dá para ver que a corporação espanhola Acciona está mesmo querendo receber os R$ 300 milhões que a OS(X) de Eike Batista lhe deve. É que aquele velho cenário da batata sendo assada, no caso em fogo alto.

Grupo espanhol Acciona espera hoje solução para dívida que cobra da OSX

 A espanhola Acciona prevê que a Justiça brasileira dê seu parecer hoje sobre ação movida na semana passada pela empresa contra a OSX – companhia de construção naval de Eike Batista -, na 39ª Vara Cível, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A decisão pode dar fim ao principal problema da Acciona com a empresa de Eike, que é uma dívida de R$ 300 milhões.

FONTEhttp://www.valor.com.br/empresas/3401128/grupo-espanhol-acciona-espera-hoje-solucao-para-divida-que-cobra-da-osx#ixzz2r1fdmQU8